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  • Super Especial António Nogueira: Pedro Melo falha pódio por escassas milésimas em Aveiro

    Super Especial António Nogueira: Pedro Melo falha pódio por escassas milésimas em Aveiro

    Pedro Melo esteve muito perto de subir ao pódio na Super Especial António Nogueira – Circuito Show, realizada no passado fim de semana em Aveiro. Aos comandos do seu BMW M3, o piloto de Resende deu tudo em pista, mas a margem mínima que separou os quatro primeiros acabou por afastá-lo do tão desejado terceiro lugar.

    A prova começou de forma promissora. Na manga de apuramento, Pedro Melo registou o 4.º melhor tempo, com 1:00.905. Já no domingo de manhã, nas meias-finais, esteve em excelente plano ao assinar o 2.º melhor registo do dia, 0:58.389, colocando-o como forte candidato ao pódio.

    Na final, muito disputada e sem espaço para qualquer erro, o piloto do BMW M3 voltou a dar tudo, mas terminaria novamente no 4.º lugar, com o tempo de 0:59.164, ficando a escassas milésimas do top 3.

    No final, Pedro Melo mostrou-se realista, mas determinado a regressar ainda mais forte: “Eu já previa que ia ser uma prova dura e muito disputada. Vim para lutar pela vitória, embora soubesse que seria difícil. Depositei esperança num lugar no pódio, mas não foi suficiente por umas milésimas. Este ano fico com o quarto lugar; dou os parabéns aos vencedores e para o ano cá estarei de novo para lutar pela vitória”, afirmou o piloto, sereno quanto ao desfecho, mas motivado para o futuro.

    Classificação Final
    1.º Henrique Borges – Honda S800
    2.º Jorge Pinho – Toyota Starlet
    3.º Jorge Araújo – Peugeot 106 Maxi Kit Car
    4.º Pedro Melo – BMW M3
    5.º Pedro Mateus – Toyota Starlet

  • TOYOTA GAZOO Racing apresenta em estreia mundial os novos GR GT e GR GT3

    TOYOTA GAZOO Racing apresenta em estreia mundial os novos GR GT e GR GT3

    A TOYOTA GAZOO Racing (TGR) apresentou em estreia mundial dois novos modelos de referência – o GR GT e o GR GT3 – revelando publicamente, pela primeira vez, protótipos ainda em desenvolvimento que apontam para o futuro da marca no desporto motorizado e nos desportivos de estrada.

    O GR GT e o GR GT3 materializam a filosofia da TGR de “construir carros cada vez melhores”, inspirados diretamente na competição. O projeto foi desenvolvido desde a fase de conceito sob uma abordagem “One Team”, liderada pelo Chairman da Toyota Motor Corporation, Akio Toyoda (Master Driver Morizo), e envolvendo pilotos profissionais como Hiroaki Ishiura, Tatsuya Kataoka e Naoya Gamou, o “gentleman driver” Daisuke Toyoda, pilotos de desenvolvimento internos e engenheiros. O objetivo central foi simples e exigente: colocar o condutor no centro de todas as decisões, ouvindo e respondendo às suas necessidades, seja em pista, seja em estrada.

    Posicionados como modelos “flagship”, na linha do icónico Toyota 2000GT e do lendário Lexus LFA, o GR GT e o GR GT3 foram concebidos também para preservar e transmitir o “segredo da fabricação de automóveis” à próxima geração, seguindo o princípio “Shikinen Sengu” da Toyota – a passagem de conhecimento, técnicas e sensibilidade dos veteranos para os jovens engenheiros. Este legado cruza-se com a adoção de novas tecnologias de ponta e com a vontade de enfrentar desafios técnicos inéditos.

    O GR GT foi desenvolvido como um verdadeiro carro de competição homologado para circulação em estrada pública. A base técnica é um sistema híbrido de alto desempenho, que combina um novo motor V8 biturbo de 4,0 litros com um motor elétrico, apontando para uma potência máxima do sistema igual ou superior a 650 cv e um binário máximo de, pelo menos, 850 Nm (valores-alvo de desenvolvimento). Mais do que números, o projeto assenta em três pilares fundamentais: centro de gravidade extremamente baixo, peso reduzido com elevada rigidez estrutural e um trabalho aerodinâmico ao nível de um carro de competição.

    Para atingir um centro de gravidade excepcionalmente baixo, os engenheiros partiram de um “packaging” radical: altura total do veículo e posição do condutor reduzidas ao mínimo, motor dianteiro com tração traseira, componentes pesados como motor, caixa de velocidades traseira, bateria e depósitos posicionados de forma otimizada e uma distribuição de peso de 45:55. A posição de condução foi afinada ao detalhe, aproximando o “centro” do condutor do centro de gravidade do carro, para uma sensação de verdadeira união entre homem e máquina, seja numa estrada de montanha, seja em circuito.

    Pela primeira vez na história da Toyota, a carroçaria do GR GT recorre a uma estrutura totalmente em alumínio, combinada com painéis em alumínio e plástico reforçado com fibra de carbono (CFRP). Este conceito garante um compromisso raro entre baixo peso e elevada rigidez, base ideal para um chassis preciso e comunicativo. A suspensão de duplo triângulo em alumínio forjado, à frente e atrás, foi desenvolvida desde o início em conjunto com pilotos profissionais, em simulador e em pista, com pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 concebidos especificamente para o modelo. O sistema de travagem com discos de carbono Brembo e um controlo de estabilidade altamente configurável permitem ao condutor ajustar o nível de apoio eletrónico ao seu ritmo, às condições de aderência e à sua experiência, aproximando o comportamento do carro ao de um verdadeiro GT de competição.

    No capítulo aerodinâmico, o GR GT inaugura uma abordagem inversa ao processo tradicional. Em vez de desenhar o carro e, só depois, trabalhar a aerodinâmica, a TGR começou por definir o “modelo aerodinâmico” ideal – concebido por engenheiros experientes no FIA WEC – e só depois os designers ajustaram volumes e superfícies para viabilizar a produção. O resultado é uma carroçaria pensada desde o primeiro traço para atingir elevada estabilidade a mais de 320 km/h, elevada eficiência de refrigeração e um estilo agressivo, mas funcional. O habitáculo foi desenhado com a mesma lógica: posição de condução e visibilidade em primeiro lugar, comandos principais junto ao volante, grafismo e posicionamento de instrumentos otimizados para leitura instantânea em condução no limite, sem sacrificar a utilização diária.

    O GR GT3 leva esta filosofia diretamente para o mundo da competição-cliente. Baseado na arquitetura do GR GT – partilhando o conceito de centro de gravidade baixo, estrutura leve e rígida e aerodinâmica otimizada – o GR GT3 foi concebido para cumprir as especificações FIA GT3, a categoria de topo do “motorsport” de clientes baseada em veículos de produção. A TGR quis criar um carro escolhido por quem quer vencer, mas suficientemente previsível e equilibrado para ser conduzido tanto por pilotos profissionais como por amadores. Paralelamente, está a ser estruturado um programa de apoio ao cliente que pretende oferecer a equipas e pilotos um pacote completo: performance em pista, suporte técnico, fiabilidade e facilidade de utilização ao longo de uma temporada completa de competição.

    O coração mecânico é um novo motor V8 biturbo de 4,0 litros, o primeiro deste tipo instalado num veículo de produção Toyota. Concebido segundo o princípio “compacto e leve”, adota um curso curto para reduzir a altura do bloco, uma configuração “hot V” com um turbo em cada banco de cilindros, lubrificação por cárter seco e um cárter de óleo de desenho ultra-compacto. A potência é transmitida ao eixo traseiro através de um tubo de binário em CFRP para uma transmissão automática de oito velocidades recentemente desenvolvida, com embraiagem húmida de arranque e diferencial autoblocante mecânico. Um motor-gerador instalado à frente da caixa corrige de forma instantânea o atraso de binário nas fases de aceleração e mudança de relação, oferecendo uma resposta mais direta do que as caixas automáticas convencionais.

    Todo o sistema foi desenvolvido com recurso intensivo a simuladores de condução, bancos de ensaio de transmissão completa e testes de pista em locais como o Toyota Technical Center Shimoyama, o Fuji Speedway e o Nürburgring. Os protótipos foram sistematicamente levados ao limite, quebrados e reconstruídos, num ciclo contínuo de afinação que segue a filosofia GR: aprender com a competição para fazer carros melhores. Paralelamente, o GR GT também foi testado em estrada aberta, para garantir que a emoção e a precisão em circuito convivem com conforto, facilidade de utilização e segurança no quotidiano.

    O trabalho de afinação estendeu-se ao som: o GR GT foi desenvolvido para oferecer a assinatura sonora inconfundível de um V8 biturbo de competição, mas com um timbre rico e envolvente em todas as fases de utilização, do arranque à desaceleração. A arquitetura do sistema de escape foi cuidadosamente estudada para que o som acompanhe o estado do carro e comunique de forma clara o que está a acontecer sob o capot.

    Os novos GR GT e GR GT3 não se distinguem apenas pela tecnologia que incorporam, mas também pela forma como foram desenvolvidos: com novas metodologias, novas ferramentas e uma ligação mais estreita do que nunca entre engenharia, pilotos e competição. A TOYOTA GAZOO Racing continuará a testar e evoluir ambos os modelos nos próximos anos, com o objetivo de os lançar por volta de 2027. Mais detalhes técnicos e desportivos serão revelados à medida que o desenvolvimento avançar, mas uma coisa já é clara: estes dois novos “flagships” apontam o caminho para a próxima geração de desportivos Toyota – na estrada e nos circuitos.

  • Grupo General/Rodrigues Tyres celebra 70 anos nas 24H C1 em parceria com a Motorsponsor

    Grupo General/Rodrigues Tyres celebra 70 anos nas 24H C1 em parceria com a Motorsponsor

    O Grupo General assinala em 2025 um marco de enorme simbolismo: 70 anos de atividade, crescimento e resiliência. O que começou como um pequeno negócio familiar evoluiu para um grupo empresarial robusto e diversificado, hoje presente em áreas que incluem a distribuição de pneus e combustíveis, logística, retalho automóvel, serviços a frotas, combustíveis renováveis e soluções integradas de mobilidade.

    Ao longo de sete décadas, o Grupo consolidou a sua presença nacional, desenvolveu parcerias internacionais estratégicas e manteve inalterável o seu ADN: trabalho, inovação e compromisso com os clientes. Atualmente, integra empresas como a Rodrigues Tyres, a Generalserv e várias operações de retalho e logística que servem diariamente milhares de clientes em todo o país.

    Para encerrar o ano comemorativo, o Grupo General prepara uma ativação muito especial no Autódromo Internacional do Algarve, em parceria com a Motorsponsor, durante as exigentes 24H C1, uma das provas de resistência mais desafiantes e emocionantes do calendário português.

    Nesta ação final de celebração, a Rodrigues Tyres terá um papel determinante: será responsável por fornecer e montar todos os pneus utilizados pelas equipas participantes. Uma prova de 24 horas é um teste extremo às máquinas e às equipas, mercê de vários fatores, tais como, desgaste intenso, temperaturas elevadas, estratégia apurada, segurança e fiabilidade levadas ao limite. E é precisamente neste cenário que a experiência acumulada do Grupo General se evidencia: rigor logístico, equipas técnicas altamente especializadas e capacidade de resposta imediata, elementos essenciais numa corrida desta natureza.

    “Não podíamos imaginar uma forma mais simbólica de fechar estes 70 anos. Uma corrida de resistência representa exatamente o ADN da empresa: trabalho contínuo, consistência, dedicação e superação de desafios ao longo de sete décadas”, sublinha José Rodrigues, administrador do Grupo.

    O Grupo General dirige ainda um agradecimento especial a André Marques, da Motorsponsor, pela confiança, pela parceria sólida e pela visão partilhada que tornam possível esta ativação tão significativa.

    Com esta iniciativa no Algarve, o Grupo General encerra um ano de celebrações marcante, reforçando o legado de sete décadas de dedicação e renovando o compromisso para o futuro: continuar a crescer, inovar e apoiar clientes, parceiros e toda a cadeia de valor da mobilidade em Portugal.

  • Gabi Santos Teixeira encerra estreia internacional com top-13 entre a elite mundial do karting

    Gabi Santos Teixeira encerra estreia internacional com top-13 entre a elite mundial do karting

    A jovem piloto portuguesa Gabi Santos Teixeira, de apenas 15 anos, concluiu a sua primeira época na categoria OK-N Sénior com um notável 13.º lugar no Champions of the Future Academy Program (COTFA), competição que reuniu 56 pilotos de todo o mundo e que é apoiada pela F1 Academy. Uma temporada de estreia ao mais alto nível que confirmou o talento da campeã nacional X30 Júnior de 2024.

    Depois de competir em circuitos de referência como Portimão, Valência, Jesolo, Slovakia Ring e Al Ain, Gabi terminou a temporada no desafiador traçado de Al Forsan, nos Emirados Árabes Unidos, um circuito totalmente novo para a piloto de Gondomar. O fim de semana ficou marcado pelos vários toques sofridos nas mangas de qualificação, que condicionaram a sua posição de partida nas duas Finais.

    Na Final 1, Gabi protagonizou uma recuperação consistente, realizando seis ultrapassagens até ao 21.º lugar. Na Final 2, voltou a recuperar terreno ao longo da corrida, mas uma penalização por danos na carenagem frontal fê-la descer para o 29.º posto. Apesar de um final exigente, o balanço global da temporada é extremamente positivo. Gabi Santos Teixeira somou prestações de destaque ao longo do campeonato, incluindo a pole-position na prova inaugural em Portimão, onde terminou muito perto do pódio, no 4.º lugar.

    “Foi um final de campeonato duro, porque a pista de Al Forsan é muito física e, além disso, sofremos toques em quase todas as mangas de qualificação”, explicou Gabi. “Dei sempre o máximo para recuperar nas Finais, mas quando partimos de trás temos de correr muitos riscos. No global, o balanço é muito positivo. Era tudo novidade para nós, conseguimos a pole-position em Portimão e mostramos potencial em várias pistas, num pelotão muito forte e experiente. Agradeço à FPAK, ao Grupo Bompiso e ao Município de Gondomar, que represento com enorme orgulho.”

    O campeonato foi conquistado pelo lituano Markas Silkunas, de 16 anos. Para Gabi Santos Teixeira, 2025 fica marcado como um ano de aprendizagem intensa, evolução competitiva e afirmação entre os melhores jovens talentos do karting internacional.

  • Warner Bros. Discovery renova parceria com a Infront Moto Racing e garante transmissão do MXGP até 2030

    Warner Bros. Discovery renova parceria com a Infront Moto Racing e garante transmissão do MXGP até 2030

    A Warner Bros. Discovery (WBD) Sports Europe anunciou a renovação da sua parceria de longa duração com a Infront Moto Racing, assegurando a transmissão em direto do Campeonato do Mundo de Motocross da FIM (MXGP) entre 2026 e 2030. O acordo reforça o compromisso da WBD com a oferta de conteúdos premium de desportos motorizados em toda a Europa.

    Milhões de fãs poderão continuar a acompanhar toda a ação do MXGP graças à transmissão em direto e ao conteúdo on-demand garantidos pelo Eurosport e pela plataforma HBO Max*, que disponibilizará em streaming todas as corridas do calendário. A temporada 2026, composta por 20 rondas, arrancará na Argentina a 7 e 8 de março. Portugal volta a marcar presença no campeonato com o MXGP Portugal, que regressa ao Crossódromo Internacional de Águeda nos dias 27 e 28 de junho, como 12.ª prova do Mundial.

    A parceria renovada contempla igualmente os direitos de transmissão do campeonato MX2 e do espetacular Monster Energy FIM Motocross of Nations (MXON), cuja edição de 2026 decorrerá no histórico circuito de Ernée, em França, no mês de outubro.

    David Luongo, CEO da Infront Moto Racing, destacou a importância estratégica do acordo: “Estamos extremamente satisfeitos por prolongar a nossa parceria com a Warner Bros. Discovery. A sua capacidade de oferecer cobertura de classe mundial em múltiplas plataformas garante que o MXGP continua a chegar a milhões de fãs na Europa e em mercados internacionais chave. Este acordo é um passo fundamental para o crescimento contínuo do campeonato, ampliando a exposição do MXGP, do MX2 e do Motocross of Nations, enquanto oferece aos fãs acesso alargado, em direto e on-demand, ao melhor do motocross.”

    Também Trojan Paillot, SVP de Aquisições e Sindicação de Direitos Desportivos da WBD Sports Europe, sublinhou a relevância da parceria: “Oferecemos aos fãs uma proposta diversificada e emocionante de desportos motorizados, que inclui alguns dos maiores eventos mundiais em duas e quatro rodas. Estamos muito satisfeitos por prolongar a parceria com a Infront Moto Racing, garantindo amplo acesso ao MXGP nas nossas plataformas durante muitos anos.”

    A Warner Bros. Discovery continua a afirmar-se como uma das maiores janelas europeias de desportos motorizados, difundindo eventos de referência como o World Endurance Championship (incluindo as 24 Horas de Le Mans), o Rali Dakar, Extreme H, Fórmula E, FIM EWC, FIM Speedway GP, os Campeonatos do Mundo de Motocross da FIM e, no Reino Unido e Irlanda, toda a temporada de MotoGP.

  • António Maio conquista pódio na Monte Gordo Sand Race 2025

    António Maio conquista pódio na Monte Gordo Sand Race 2025

    O heptacampeão nacional de Todo-o-Terreno, António Maio, voltou a destacar-se na Monte Gordo Sand Race 2025, penúltima etapa do Campeonato do Mundo de Corridas em Areia, realizada entre 28 e 30 de novembro no areal da praia de Monte Gordo. Aos comandos de uma Yamaha YZ 450, o piloto alcançou um meritório terceiro lugar entre os veteranos na corrida de domingo, somando mais um resultado de referência ao seu currículo internacional.

    A prova não começou da melhor forma para António Maio, que foi forçado a abandonar a corrida de sábado devido a um problema mecânico. Contudo, o piloto reagiu com determinação e, no dia seguinte, protagonizou uma excelente exibição num dos terrenos mais exigentes do calendário.

    “O primeiro dia não correu como gostaríamos devido a um problema mecânico que nos impediu de terminar a corrida. No entanto, partimos para a prova de domingo focados no nosso objetivo e felizmente conseguimos cumpri-lo. Imprimi um bom ritmo num terreno muito específico e dei o meu melhor para alcançar um bom resultado. Acima de tudo, foi um excelente treino para os desafios da próxima época”, afirmou o piloto no final do evento.

    Com a época a chegar ao fim, António Maio já centra atenções na preparação de 2026, onde pretende voltar a enfrentar competições de elevado nível internacional.

  • Diogo Vieira conquista o tricampeonato nacional após duelo épico em Marco de Canaveses

    Diogo Vieira conquista o tricampeonato nacional após duelo épico em Marco de Canaveses

    Diogo Vieira revalidou o título de Campeão Nacional de Hard Enduro ao término de uma das temporadas mais intensas e equilibradas dos últimos anos. O piloto da GasGas chegou à derradeira ronda em Marco de Canaveses em igualdade quase total com o seu grande rival, Diego Rodrigues, e foi apenas no último dia de competição que o desfecho do campeonato ficou decidido.

    O experiente Motor Clube do Marco voltou a montar um cenário à altura da sexta e última etapa do Campeonato Nacional de Hard Enduro – 100%, proporcionando um fim de semana à medida desta modalidade espetacular. Com todas as classes ainda por decidir, as atenções estavam inevitavelmente centradas na luta da categoria Pro, onde Rodrigues (KTM) e Vieira (GasGas) chegavam separados por apenas um ponto — vantagem mínima para o piloto da KTM.

    O sábado abriu com uma Sprint Race disputada sob chuva persistente, que tornou o traçado ainda mais exigente. Diogo Vieira, conhecedor profundo do terreno, impôs-se com autoridade e venceu com margem confortável sobre Luís Gonçalves (KTM), enquanto Diego Rodrigues não foi além do 3.º lugar. À tarde, a Super Test no Largo da Feira atraiu uma multidão e viu Rodrigues recuperar algum terreno ao vencer diante de Marco Ferreira (KTM) e do próprio Vieira. Porém, a diferença recuperada não foi suficiente para manter a liderança do campeonato, que ao final do dia passava para Diogo Vieira, agora com quatro pontos de vantagem.

    Com este cenário, Diego Rodrigues entrava no domingo com uma missão clara: vencer a Main Race e esperar por um deslize do adversário. A Diogo Vieira, por sua vez, bastaria terminar em segundo caso Rodrigues triunfasse. Mas o campeão não deixou margem para cálculos: venceu de forma categórica a corrida principal, reforçando o brilho do título conquistado pela terceira vez consecutiva. Rodrigues terminou em segundo, a mais de três minutos, enquanto Luís Silva fechou o pódio.

    A temporada ficou marcada por um duelo de altíssimo nível entre Vieira e Rodrigues, cuja competitividade elevou o espetáculo e o prestígio da modalidade. Mas a emoção não se limitou à classe Pro.

    Na classe Open, Nuno Pereira (Beta) chegou ao Marco na liderança com seis pontos de vantagem sobre Santiago Monteagudo (KTM), e foi precisamente essa a diferença que se manteve no final. Pereira venceu no sábado, Monteagudo respondeu no domingo, mas o piloto da Beta garantiu o título e junta-o ao que conquistou no ano anterior entre os Veteranos.

    O novo vencedor do Troféu de Veteranos é Bruno Oliveira (Sherco), que selou uma temporada dominadora ao conquistar mais duas vitórias em Marco de Canaveses, confirmando de forma incontestável a sua coroa.

    Na classe de Promoção, Carlos Alves (KTM) chegou à última ronda com seis pontos de avanço e fez valer a consistência que pautou a sua época. Venceu ambos os dias e fechou o ano no topo, somando o título da categoria com total mérito.

    Com emoção até ao último minuto e campeões consagrados em todas as classes, o Hard Enduro Nacional encerrou 2025 em alta, deixando já promessa de um 2026 ainda mais competitivo.

  • Desafio dos Campeões de Drift: Diogo Correia brilha e conquista pódio

    Desafio dos Campeões de Drift: Diogo Correia brilha e conquista pódio

    O Circuito de Jarama, em Madrid, recebeu nos dias 29 e 30 de novembro o Desafio dos Campeões de Drift, uma das provas mais aguardadas da temporada, organizada pela DriftSpain sob a égide da RFEDA – Real Federación Española de Automovilismo. Mais de 50 pilotos de 15 nacionalidades estiveram em pista num fim de semana marcado por batalhas eletrizantes, grande presença de público e performances de elevado nível técnico.

    Portugal esteve representado por uma das delegações mais numerosas do evento, com Paulo Rocha, José Magalhães, Marco Cordeiro, Filipe Vieira, Tiago Conde, Renato Valente, Stephane Ribeiro, João Vieira, Diogo Correia e Raman Kandratsenka. Apesar do forte desempenho coletivo, contratempos impediram alguns pilotos de alcançar a fase eliminatória. Marco Cordeiro ficou de fora devido a problemas mecânicos, Filipe Vieira foi forçado a abandonar após um acidente e José Magalhães não conseguiu a pontuação necessária na qualificação.

    A fase das batalhas trouxe o habitual espetáculo de drift e vários duelos com participação portuguesa. João Vieira foi o primeiro a abandonar o Top32 após uma avaria mecânica que o impediu de concluir o confronto com o argentino Rodrigo Gallo, que mais tarde viria também a eliminar Tiago Conde, igualmente afetado por problemas mecânicos. No Top16, um confronto totalmente português colocou frente a frente Stephane Ribeiro e Renato Valente, com este último a seguir em frente até ao Top8, onde seria travado pelo ucraniano Alex Holovnia, uma das revelações do evento.

    O grande destaque luso chegaria pelas mãos de Diogo Correia. Depois de superar Raman Kandratsenka no Top8, o piloto avançou ao Top4, onde encontrou o francês Anthony Rocci, que acabaria por seguir para a final. Correia entrou então na disputa pelo terceiro lugar, vencendo o italiano Manuel Vacca com uma exibição sólida que lhe garantiu um merecido lugar no pódio e levou a bandeira portuguesa ao reconhecimento do público madrileno. O pódio final ficou composto por Rocci como vencedor, Holovnia em segundo e Correia a fechar o trio de honra.

    A representação portuguesa voltou a brilhar na cerimónia de prémios graças a Raman Kandratsenka, que conquistou o troféu de Melhor Qualificação ao registar uma impressionante pontuação de 93 pontos, a mais alta entre todos os concorrentes.

    O Desafio dos Campeões de Drift encerrou-se assim com um balanço muito positivo para Portugal, que demonstrou competitividade, consistência e uma evolução técnica notável, reforçando a presença nacional no circuito internacional de drift e deixando excelentes perspetivas para a próxima temporada.

  • Cyril Genot (Motos) e Harry Walker (Quads) triunfam no segundo dia da Monte Gordo Sand Race

    Cyril Genot (Motos) e Harry Walker (Quads) triunfam no segundo dia da Monte Gordo Sand Race

    A Praia de Monte Gordo voltou a encher-se de milhares de espectadores para acompanhar o segundo dia da Monte Gordo Sand Race, quinta e penúltima ronda do FIM Sand Races World Championship. Depois de um sábado muito disputado, o público voltou a assistir a um espetáculo emocionante, marcado em especial pela imprevisibilidade da corrida de motos, que perdeu cedo o seu principal protagonista da véspera.

    O inglês Todd Kellett, dominador absoluto do primeiro dia, foi forçado a abandonar logo na nona volta, abrindo caminho para um duelo intenso entre os franceses Cyril Genot e Jeremy Hauquier e o norueguês Håkon Fredrikssen. A luta pelo comando prolongou-se até às últimas voltas, com Genot e Fredrikssen a rodarem lado a lado durante longos momentos. No final, o francês acabou por garantir o triunfo, com Fredrikssen a ficar com o segundo lugar. Milko Potisek completou o pódio, enquanto Lars Berkel e Julien Lieber fecharam o top cinco. Os nove primeiros terminaram na mesma volta, num grupo que incluiu Luís Outeiro, novamente o melhor português, ao alcançar o nono posto. Entre os veteranos venceu Damien Prevoto, que encerrou o top dez, enquanto Paulo Alberto terminou em 11.º. Nas restantes categorias, Amandine Verstappen foi a melhor entre as senhoras, Evan Demeester venceu entre os juniores e a dupla Diogo Ventura / Rúben Ferreira triunfou na corrida disputada em pares.

    Nos Quads, a segunda manga confirmou o domínio do inglês Harry Walker, que voltou a superiorizar-se ao francês Pablo Violet. Os belgas Olivier Vandendijck e Glenn Swarte, ambos em Honda, terminaram em terceiro e quarto lugares, respetivamente, com o grupo da frente a completar 13 voltas numa corrida de 45 minutos. O belga Dirk Schelfhout foi o melhor veterano, enquanto entre os portugueses destacou-se Nuno Gonçalves, oitavo classificado, seguido por Luís Fernandes em nono.

    A segunda jornada ficou ainda marcada pela estreia do Troféu Yamaha/Mini Monte Gordo Sand Race, que reuniu 24 jovens pilotos entre os 8 e os 16 anos. Tal como no primeiro dia, João Susano e Rui Alves voltaram a vencer nas categorias Fun e Iniciados, respetivamente, entre os Quad. Nas motos, Duarte Marques repetiu o triunfo entre as YZ85, enquanto Afonso Torcato venceu entre as YZ65.

    A edição de 2025 da Monte Gordo Sand Race terminou com a festa final do pódio, que consagrou os vencedores do fim de semana e, a uma jornada do final do FIM Sand Races World Championship, também vários campeões do mundo da presente temporada. O evento foi organizado pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e pelo Automóvel Club de Portugal, sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

  • Do Continente à Ilha Dourada: a final épica do CISET 4×4 2025 em Porto Santo

    Do Continente à Ilha Dourada: a final épica do CISET 4×4 2025 em Porto Santo

    Pela primeira vez na sua história, o Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4 (CISET 4×4) atravessou o Atlântico para disputar a grande final na ilha de Porto Santo, num marco desportivo que ficará registado como uma das edições mais ousadas e emblemáticas de sempre.

    A operação exigiu um esforço logístico sem precedentes: transporte marítimo de jipes de competição, SSV, estruturas, equipas técnicas e todo o material de apoio. Graças ao empenho conjunto da organização, ao apoio dos parceiros estratégicos e à colaboração eficiente das entidades locais, tudo se alinhou para uma estreia vibrante. Porto Santo, com a sua areia dourada, luz suave de outono e paisagens vulcânicas, deixou de ser apenas cenário para se tornar parte viva da experiência competitiva.

    21 equipas e um pelotão internacional

    A “ilha dourada” recebeu 21 equipas, um número impressionante para uma final realizada fora do continente. De Lisboa partiram 11 equipas maioritariamente nacionais, acompanhadas por uma formação estrangeira, reforçando desde o início o caráter multicultural do evento. No arquipélago juntaram-se outras 10 equipas madeirenses, formando um pelotão diversificado e altamente competitivo. Para os pilotos continentais, esta foi a primeira experiência em Porto Santo; para os madeirenses, uma oportunidade rara de competir fora da Ilha da Madeira. O público local aderiu em força, com muitos aficionados e turistas a encher as zonas de espetáculo, criando um ambiente entusiasmante ao longo de todo o fim de semana.

    Três modalidades e um fim de semana memorável

    O espírito de grande final foi amplificado pela presença de três modalidades distintas. Além da competição principal de Trial 4×4, núcleo duro do CISET, o evento contou com uma demonstração inédita fora do continente do Troféu Super SSV, e ainda com uma exibição especial de Quad pelo campeão nacional Luís Fernandes, cuja condução precisa e agressiva arrancou fortes aplausos do público.

    O programa decorreu ao longo de três dias. Na sexta-feira, 21, as equipas foram recebidas no Porto de Abrigo, seguindo-se as verificações técnicas e administrativas na Praça do Barqueiro, antes do briefing e do jantar de boas-vindas. No sábado, 22, os pilotos enfrentaram as primeiras zonas técnicas na pista instalada junto ao Antigo Matadouro, um palco exigente que impôs respeito desde o primeiro obstáculo. À noite, o Kartódromo do Porto Santo transformou-se numa arena urbana iluminada para a especial noturna, marcada por luz, som e adrenalina. No domingo, 23, a resistência de 2h30 decidiu tudo, exigindo estratégia, gestão de ritmo, fiabilidade mecânica e resistência física. A cerimónia de entrega de prémios no restaurante “Pé na Água” encerrou um fim de semana já considerado histórico para o CISET 4×4.

    Porto Santo coroa os campeões de 2025

    No plano desportivo, a pista de Porto Santo confirmou os vencedores da edição de 2025 nas principais classes: Promoção, Proto e Super Proto. Na classe Promoção, Luís Silva (#303, Team Bichos do Mato) foi implacável, vencendo graças a um desempenho sólido tanto nas zonas técnicas como na resistência, somando pontuação máxima e deixando o segundo classificado a mais de 80 pontos. Na categoria Proto, Rodrigo Santos (#131, RB Team) brilhou ao vencer com os 1150 pontos possíveis, superando Carlos Cunha (#1902, Team CATT Cerveira) por 56 pontos.

    A Super Proto, a categoria rainha, ofereceu um dos duelos mais emocionantes do ano. António Henriques (#101, Team Lucrofusão) e Carlos Pinto (#777, Team Alumibatista) travaram uma batalha intensa, decidida apenas nos derradeiros obstáculos. Henriques venceu por escassos 7 pontos, num final digno de uma grande final. Nas subclasses, António Henriques confirmou o domínio ao conquistar também o troféu Super Proto Diesel, seguido por Cristiano Afonso (#423, Ziggaworks) e Carlos Gomes (#23, Rafael & Gomes). Em Super Proto Gasolina, Carlos Pinto garantiu o título, com Bruno Cameirão (#130, Team Cameirão 4×4) em segundo e Duarte Pinto (#206, Team Alçado Direito) em terceiro.

    Esta final inédita não só coroou os novos campeões do CISET 4×4, como demonstrou a capacidade de adaptação, resiliência e espírito aventureiro da comunidade do trial português, abrindo portas a futuras edições em cenários igualmente desafiantes.

    O evento foi possível graças ao esforço conjunto de inúmeras entidades e empresas que asseguraram todas as condições técnicas e logísticas para transformar este desafio atlântico em realidade. O CISET 4×4 Porto Santo foi organizado pela APTE, com o Sporting Clube de Porto Santo como coorganizador e com o apoio do Município de Porto Santo. É promovido pela X-Adventure e organizado pela APTE, sob a égide da FPAK – Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, contando com o apoio da Lucrofusão, Motorin, Mundimat, Mundilimpa, Rafael & Gomes, Ziggaworks e Team LL Boop, e com os parceiros Todoterreno.pt e Imagensdesportivas.com.