Duplo evento no Eurocircuito da Costilha em Lousada para apoiar uma causa solidária, prometendo dois dias de pura diversão!… Nos dias 5 e 6 de Outubro de 2024, junte-se à campanha para dois eventos imperdíveis!
5 de Outubro – Track Day Solidário
Vamos ajudar um jovem com 99% de incapacidade física e motora. A receita vai para a Maria do Céu e a sua família. Podemos contribuir com fundos, bens alimentares e produtos de higiene pessoal.
São aceites carros com e sem preparação, sendo obrigatório capacete e termo de responsabilidade e aconselhável extintor. Inscrç\oes até 8 de Setembro neste link:
E no dia seguinte, temos a terceira edição do Panda Paper! São aceites Fiat Panda, Seat Marbella, Fiat Cinquecento e Seiscento.
Horário dos dois dias: Início às 09h e encerramento às 19h. Comes e bebes no recinto a cargo do “Black Catering”. Toda a receita angariada reverte para uma causa muito especial.
João Ferreira e Filipe Palmeiro estão de regresso à Taça do Mundo de Bajas, para participar na Baja Aragon, uma das provas mais importantes do calendário de todo-o-terreno no Mundo.
A prova que, se realiza na próxima sexta-feira, sábado e domingo, promete muita animação depois de ter sido anunciada a lista de inscritos que conta com os melhores pilotos da atualidade.
Ao volante do Mini JCW T1+ da X-Raid, o piloto de Leiria acredita num bom resultado, mesmo respeitando os seus adversários. “Estamos prontos para mais este desafio. A Baja Aragon é sempre uma das mais concorridas e é extremamente bem organizada pelo que acredito que, com entrega total podemos estar na luta pelos lugares cimeiros da classificação. Naturalmente, e tendo em conta a lista de inscritos, temos de respeitar os nossos adversários, alguns deles muito experientes nesta prova. Vamos dar o nosso melhor como sempre e lutar a cada quilómetro para sermos os mais rápidos”, garantiu o jovem piloto nacional que é navegado pelo experiente portalegrense Filipe Palmeiro.
A Baja Aragon contará com mais de 520 km cronometrados, distribuídos pelo Prólogo e por dois dias de Setores Seletivos cronometrados.
Miguel Carvalho e António Reis impuseram com naturalidade o Hyundai i20 N5 na edição 2024 da Especial Sprint da Franqueira.
A competir em casa, o piloto barcelense aproveitou o evento para “não perder o ritmo competitivo e preparar a última fase do Campeonato Promo de Ralis que voltará à estrada no final do mês de Agosto no Rally Constálica Vouzela e Viseu. A participação neste evento fazia também todo o sentido para dar a conhecer a Barcelos, e aos barcelenses o nosso Hyundai I20 N5, bem como os nossos patrocinadores e a excelente assistência que nos acompanha”.
O piloto felicitou “o Município de Barcelos e o Motor Clube Barcelos que, em conjunto com a ADA – Associação Automóvel de Vila do Conde, trouxeram mais uma vez o nosso desporto para as estradas de Barcelos.”
O Caramulo Racing Team, em parceria com os Bombeiros Voluntários de Vale de Besteiros, reedita e organiza a XXVI Grande Prova de Perícia Automóvel de Campo de Besteiros, que terá lugar no próximo dia 15 de agosto 2024, integrada no Trofeu Raiano de Perícias, contando ainda com uma Prova Extra.
Nos anos 80, a perícia do Campo de Besteiros era não só uma referência para a região, mas a prova obrigatória para os aficionados da modalidade. A Grande Prova de Perícia Automovel de Campo de Besteiros, era falada e aguardada com expetativa por todos, e assim foi durante 25 edições, com a última a acontecer nos anos 90.
Em breve o regulamento estará disponível no site da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, e em seguida o início das inscrições. Todas as informações estarão disponíveis nas páginas oficias da prova no Facebook e Instagram, e podem ainda contactar através do mail: caramuloracingteam@gmail.com.
A tradição cumpriu-se uma vez mais no passado fim de semana com a disputa de mais uma espetacular edição do CISET 4×4 Couço, que regressou novamente à nascente do Rio Sorraia para disputar uma das mais singulares e desafiadores provas de Off-Road de toda a Península Ibérica. Contando com a presença dos principais pilotos que habitualmente lutam pelas vitórias nas provas do CISET 4×4, a prova Ribatejana atraiu ainda algumas duplas que apenas têm feito participações esporádicas, mas eles ainda assim não quiseram ficar de fora da festa.
Esta edição de 2024 ficou marcada por uma adaptação das travessias do Rio , mais curtas e com menos profundidade , respondendo ás solicitações das equipas preocupadas sobretudo com a fiabilidade de alguns componentes elétricos e eletrónicos dos seus veículos. Ao contrário do que esta modificação possa fazer parecer, a espetacularidade da prova manteve-se, pois, as equipas puderam assim cruzar o rio a maior velocidade, erguendo verdadeiras paredes de água.
O prologo disputado no sábado serviu como um pequeno aperitivo para a grande corrida de domingo, pois o traçado escolhido para este primeiro dia continha apenas uma “ida e volta” de uma margem á outra e era isento de obstáculos na parte alta do trajeto. As equipas Ziggaworks (Super Proto), GS Team / Boop (Proto) e F-Performance (Promoção) foram as que realizaram os tempos mais rápidos, conquistando o privilégio de arrancar do primeiro posto da grelha de partida para as longas provas de resistência disputadas no domingo.
Terminada a parte competitiva do primeiro dia de prova, houve oportunidade para alguns momentos de descontração e convívio durante na vila do Couço na qual decorria a 38ª edição da Semana da Arte Cultura e Desporto, e onde teve lugar um concerto do artista David Antunes.
O dia de domingo acordou solarengo e com o calor do verão a fazer sentir-se “o quanto baste”, perfeito para um dia de corridas. A manhã revelou também o percurso da resistência com mil e setecentos metros de extensão, com muita água, areia, zonas de muito pó e vários obstáculos artificiais que inicialmente se mostraram difíceis, mas que como é habitual foram gradualmente tornando-se menos complicados. Agora sim, a prova do Couço começava verdadeiramente, com duas horas de prova de resistência para a classe Promoção, e duas horas e meia para as classes Proto e Super Proto. No entanto o “Couço” é especial por muitos mais motivos, e dois deles são as maratonas CISET Masters e CISET Masters XL. Para a classe Proto, após a resistência regulamentar segue-se mais uma hora e trinta até concluir o total de quatro horas de corrida que compõem a maratona CISET Masters. Já os Super Proto são colocados perante um desafio de seis horas – O CISET Masters XL. Esta é a prova mais dura de todo o calendário, em que o verdadeiro obstáculo é a sua longa duração testando mental e fisicamente as equipas como nenhuma outra, ao mesmo tempo que sujeita as maquinas a uma exigente prova de fiabilidade.
Ás dez da manhã os Super Proto receberam a bandeira verde, arrancando em direção ao primeiro “banho” do dia. Como manda a tradição é primeira volta é sempre algo complicada, quer seja na escolha das melhores linhas para cruzar o rio, na eleição o ponto certo para sair sem ficar atascado, ou no confronto com os obstáculos da parte seca habitualmente nefastos e aptos a causar alguns momentos de emoção. E assim á boa maneiro do Couço tudo correu como esperado: o uso do guincho foi imprescindível para todas, algumas equipas puderam ver a água acima do capot dos seus carros, e houve mesmo quem pudesse verificar o bom estado da parte inferior do seu veiculo depois de capotar dentro de um obstáculo.
Feito o primeiro contacto com a pista, e agora já com todos bem conscientes daquilo que a mesma tinha para oferecer em termos de dificuldades, as equipas foram gradualmente ganhando confiança e a somar voltas, dadas a um ritmo cada vez mais rápido interrompido de vez enquanto por um ou outro atascanço nas areias do rio ou por uma saída de um dos obstáculos secos mais complicada. Para que estava a assistir, o ritmo crescente da corrida permitia assistir a passagens cada vez mais espetaculares dos concorrentes, numa invulgar sequência de banhos de água intercalados com banhos de pó. Uma vez alcançada a marca das duas horas e trinta foi mostrada a bandeira de Xadrez que assinalava o final da prova de Resistência do CISET 4×4 Couço 2024 para a classe Super Proto. A dupla António Henriques e Miguel Costa, ao volante do Proto XS 5 do Team Lucrofusão mostraram não só ser uma das equipas mais espetaculares, mas também a mais eficaz, terminando com dezoito voltas realizadas. Em segundo lugar terminou a equipa TrialCars.pt (João Rebelo / Nuno Silva ) que conseguiu dar dezasseis voltas ao percurso, mostrando que o Crawler Wrangler V8 mesmo sendo a gasolina não teme a água. O pódio provisório ficaria completo com o Team Base Branca 4×4 (Rodrigo Matos / Tiago Campelo), também com um Super Proto a Gasolina que deste inicio mostraram um andamento algo “contido” face aquilo que o seu Crawler Mercedes pode fazer, apostando na regularidade como estratégica vencedora.
A classe Proto arrancou em segundo lugar para este desafio, porém o GS Team / Boop viu-se sem concorrência, e assim optou naturalmente por andar de uma forma mais descontraída, assegurando que retirava o máximo de diversão da corrida e da pista mas sem que isso significasse uma hipotética desistência ou avaria no carro causada por algum momento de maior entusiasmo.
A classe Promoção arrancou em último, mas provavelmente até terá sido a mais espetacular. Os seus carros de características bastante mais normais e prestações bem mais modestas que os Proto ou Super Proto enfrentaram um percurso menor, com menos obstáculos na parte seca, isto apesar de partilharem alguns desses mesmos obstáculos e grande parte da pista na zona do rio. Por estranho que pareça, nesta corrida menos potência é algo bem vindo, pois as travessias do rio foram sempre muito mais fáceis para esta classe uma vez que carros cavam menos a areia e são menos propensos a atascanços dos que os das classes superiores. O problema para alguns é que também atascam e uma vez enterrados certamente desejariam ter pouco da potencia e altura extra sobretudo dos Super Proto.
Espetaculares todos foram, mas algumas equipas realmente entravam nas zonas de água de alma e coração, proporcionando imagens fantásticas. Conseguindo conjugar a espetacularidade com a eficácia, a dupla Luis Silva / Tiago Ramos (Team Bichos do Mato) superou algumas adversidades a nível da mecânica do seu carro e completou umas incríveis vinte e cinco voltas ao percurso vencendo assim na classe. Mais discreta foi a prestação do Evolution Team, que com vinte e quatro voltas terminou a resistência em segundo lugar, mas já o tínhamos dito, que esta equipa é dona de um andamento consistente e eficaz, e este resultado é o espelho dessa postura em pista. O Evolution Team tem ainda as particularidades de ser uma equipa mista com Ricardo Pereira ao volante e Alexandra Pereira como navegadora, e ser também a dupla de “pilotos novos” com mais idade em prova. A completar o pódio provisório da classe Promoção ficou o team F-Performance de Fábio Almeida e Hugo Sobreiro, sempre muito espetaculares em pista e que conseguiram somar 23 voltas.
Feito o somatório dos dois dias de prova, os grandes vencedores do CISET 4×4 Couço 2024 são na Classe Promoção o Team Bichos do Mato, na classe Proto o GS Team / Boop e na classe Super Proto o Team Lucrofusão, que somou ainda a vitória na subclasse Super Proto Diesel. Nos Super Proto a gasolina venceu o Team TrialCars.pt.
Com a prova “principal” resolvida, as equipas Proto e Super Proto continuaram a sua aventura, agora nas provas “Master”. Se na prova “CISET Masters”, a vitória do GS Team / Boop surge com naturalidade, que cumpriu os seus objetivos sem grande sobressaltos, na prova “CISET Masters XL” as coisas foram bem mais animadas. Á medida que o relógio ia dando voltas, também o Team Lucrofusão ia passando uma e outra vez por baixo do arco de meta, num ritmo crescente e sem quaisquer tipo de problemas no seu Proto que parecia completamente indiferente á agua, areia ou buracos. Dizer que somaram quarente a uma voltas poderá significar pouco para quem não assistiu, mas quem esteve presente tem na memoria as fantásticas passagens desta equipa e as suas entradas na agua completamente a fundo que proporcionaram imagens épicas. Ao mesmo nível esteve a equipa Ziggaworks, e caso não fossem os problemas na fase inicial que assolaram proto tripulado por Cristiano Afonso e Miguel Batista , talvez o resultado final tivesse sido outro. O tempo que perderam no inicio da corrida foi determinado, e apesar de uma fase final em força, não conseguiram ir além de trinta e oito voltas ao traçado, o que ainda assim é notável. A fechar o pódio desta “Super-Corrida” ficou a equipa Rafael & Gomes, composta pela dupla Rafael Gomes e Luis Pedro, que durante as seis horas de competição conseguiram completar trinta e seis voltas.
O balanço feito pela organização é à semelhança das edições anteriores positivo considerando que: “Esta é uma das provas mais trabalhosas de todo o calendário, senão a mais trabalhosa de todas. O nivel de exigência é muito alto, e temos que ter tudo muito bem preparado para acolher todas estas equipas e o muito publico nas condições que merecem. Antes da prova ouvimos as equipas, e penso que perceberam que fizemos um esforço no sentido de acolher as suas opiniões. Quero deixar um agradecimento muito sincero ás equipa participantes, aos nossos parceiros todos, a quem nos ajudou nesta edição do CISET 4×4 Couço e a todos aqueles que tiveram disponibilidade para virem até ao Couço assistir á prova. Agora vamos arrumar e limpar todo o recinto, e logo de seguida começar a preparar outra prova emblemática: O CISET 4×4 São Vicente, na Ilha da Madeira”
A preparar a segunda metade da temporada, Maria Luís Gameiro faz balanço positivo de um ano cheio de emoções fortes, muitas novidades e com um crescendo de exibições.
A temporada de 2024 do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno e do Campeonato de Espanha de Ralis TT trouxe para ribalta uma equipa, um carro e uma dupla piloto/navegador que, sublinhe-se, tudo têm feito para se destacar em ambas as competições. O Team Motivo JCB, a dupla Maria Luís Gameiro/José Marques e o Mini JCW Plus são de quem mais se fala numa disciplina que cada vez mais se assume como o “viveiro” de grandes pilotos a nível Mundial, mas também onde brilham as melhores máquinas.
Portugal e Espanha partilham protagonismo no que ao calendário de eventos diz respeito, e são vários os pilotos que representam o denominador comum em posições de destaque nos dois campeonatos. Entres estes está, seguramente, Maria Luís Gameiro, para quem 2024 será sempre, sem sobra de dúvida, o ano de viragem na sua carreira. A piloto portuguesa tem feito por se colocar em evidência e o modo como o fez foi não apenas pelos resultados obtidos, mas também, e muito, pela postura séria, humilde e altamente profissional com encarou os desafios a que se acometeu. Em jeito de balanço de meio de temporada a piloto reflete sobre o que tudo isto representa, aquilo que conquistou e o tanto que ainda pretende alcançar…
O seu início de ano teve um misto de emoções. Arrancou para o Campeonato de Portugal mais tarde, devido a uma lesão, estreou o novo carro. A verdade é que nada disto parece ter afetado a equipa… Foi assim?
“O arranque do ano foi um pouco um carrossel de emoções. Preparámos tudo, tomámos decisões importantes e com influência em todo o programa da equipa, mas… num treino fraturei uma mão. De repente tivemos que deixar tudo em “stand by” e voltar atenções para a minha recuperação. Este percalço impediu-me de disputar a primeira prova do campeonato, em Beja, e isso fez com que o Rally Raid Portugal representasse a minha estreia com o novo Mini JCW Plus, situação, que, admitamos, colocaria qualquer sob algum nível de stress. Felizmente tenho, de forma permanente e continuada, um enorme apoio de todos os que me rodeiam e isso permitiu que cada momento bom fosse desfrutado e este episódio menos positivo fosse assumido como se de “dores de crescimento” se tratasse, num caminho de aprendizagem que nos levará, como adiante se provou, a patamares mais altos. A verdade é que estou rodeada de profissionais que fizeram parecer que tudo isto era normal e quando regressei á competição, fi-lo com todas as condições.
Guiar um T1+ requer cuidados particulares. Foi difícil tirar partido das vantagens que este carro oferece?
“O Mini JCW Plus é um verdadeiro monstro. Uma besta que eu tive de aprender, antes de tudo o resto a domar. Tive um período relativamente longo para conseguir ter o carro sob controlo, sem que fosse ele a tomar conta de mim ou a minar a minha confiança.
Foi exigente, mas sinto que evoluí. As sessões de testes, as corridas, os mais variados tipos de pista, foram degraus que consegui subir, para alcançar objetivos. Tudo é diferente neste carro: a capacidade de aceleração, a eficácia da travagem, a forma como o carro reage a ultrapassar obstáculos. Tudo é diferente e tudo requer habituação. Sublinho que não foi fácil, também sei que hoje consigo andar melhor e divertir-me mais do que há uns meses, ou até semanas… ”
Sente que está hoje num patamar mais elevado?
“Não escondo que, em termos de resultados está a ser uma temporada que dificilmente esquecerei. É verdade que apostámos forte, estamos melhor equipados, mas, além do “upgrade” nos meios técnicos, também em termos humanos, estamos mais capazes. A aposta que foi feita foi exigente no plano financeiro, mas passou também a exigir mais de nós, mais preparação física, mais cuidado e detalhe nos períodos pré e pós-prova. No seio da equipa existe uma nova realidade, que se reflete em várias áreas e, tudo somado, resulta numa performance mais consistente com reflexo direto na classificação.”
Por tudo isto, o balanço da temporada é francamente positivo. O que lhe merece maior destaque nesta primeira fase do ano?
“Naturalmente, aquilo que estamos a fazer em Espanha é absolutamente espetacular e, acima de tudo único. Sinto que temos conseguido diversas “pedradas no charco” por um lado quanto decidimos alinhar nesta “guerra” com um T1+ e, mais relevante, pela performance que temos vindo a rubricar. Neste momento estamos a apenas 4 pontos de conseguir assegurar o vice-campeonato de Espanha de Ralis TT e isto depois de me ter tornado a primeira portuguesa a abrir a estrada numa prova oficial de todo-o-terreno na península ibérica. Os resultados são importantes por si só, mas sinto que há mais leituras a fazer daquilo que conseguimos atingir até agora. Temos trabalhado muito e não somos conhecidos por descansar “à sombra da bananeira”, portanto o que temos pela frente é uma segunda metade do ano tão ou mais exigente, mas com nós queremos enfrentar com a mesma vontade, abnegação, mas ao mesmo tempo com a humildade de quem sabe que a aprendizagem é um processo continuo e sem fim palpável.Estamos no bom caminho, mas queremos fazer ainda melhor em Portugal e em Espanha…”
Está a poucos dias de mais um grande desafio. Como encara a presença na Baja Aragon?“Vamos para Aragon para fazer o melhor possível num “mar de tubarões”… Vamos defrontar os melhores pilotos, ao volante dos carros mais evoluídos e que, também eles, têm as metas perfeitamente definidas. Tudo o que queremos é manter-nos firmes nos nossos propósitos e ultrapassar mais este desafio da mesma forma que o fizemos até aqui. O trabalho que realizámos na última sessão de destes, aliada ao modo como conseguimos rolar no “Cierzo” são motivo de orgulho, mas também de sensação do dever cumprido. Sinto que estamos mais fortes, ainda mais capazes. Espero poder voltar a provar que isto é realmente assim e, confesso, estou cheia de vontade de regressar à competição.”
É já no final deste mês de julho, nos dias 27 e 28, que se realizará o 11º Encontro Nacional de Drifters no Eurocircuito de Lousada, local que recebeu já no passado a edição de 2019. O Encontro Nacional de Drifters, ou END como é mais conhecido, é um evento dedicado à modalidade de Drift não competitivo, sendo o ponto de encontro de todos os amantes e adeptos deste deporto, que se juntam num ambiente de puro convívio e onde podem praticar a modalidade em toda a segurança.
Dos pilotos e viaturas que competem no Campeonato de Portugal de Drift, a iniciantes da modalidade com viaturas mais modestas, é possível ver de tudo neste que é considerado como o maior festival de drift de Portugal.
O END nasceu em 2015 no Kartódromo de Oiã, tendo passado nos últimos anos pelo Circuito de Sever do Vouga, Kartódromo de Vila Nova de Paiva, Circuito Motorizado de Pombal, regressando agora novamente a Lousada, tendo registado um crescimento constante ao longo dos anos. Para esta 11ª edição estão inscritos neste momento 50 participantes, que segundo Luis Lamego “não é a maior lista de sempre mas o espetáculo e a qualidade estão garantidos“, referiu o representante da organização.
A ação em pista iniciará no sábado pelas 14.30h e só terminará pela meia-noite, com várias sessões de Drift ao longo do dia. No início da noite será realizado um desfile das viaturas participantes pelas ruas de Lousada, que contará com um espetáculo circense na sua chegada ao circuito. No domingo as sessões de Drift terão o seu início pelas 10h e o evento encerrará pelas 18h com o show final. Ao longo do evento haverão ainda outras atividades, entre elas uma exposição de viaturas clássicas e icónicas por parte do clube STACHE.
Os bilhetes de público variam entre os 7€ para um dia e os 10€ para os dois dias, preços em vigor para a bilheteira online disponível no site da organização em www.aveiroeliteclub.com, sendo os preços no local de 10€ para um dia e 15€ os ingressos para ambos os dias.
É já no próximo fim de semana que a vila do Couço irá receber mais uma edição do espetacular CISET 4×4 Couço, que volta a integrar o programa das festas desta acolhedora vila Ribatejana que já se encontram a decorrer.
A organização já conta com vários dias de trabalho no terreno, preparadas pistas, obstáculos e demais espaços que irão compor o recinto do CISET 4×4 Couço 2024, uma vez mais implantado num vasto espaço junto á margem esquerda do Rio Sorraia, que inclui também uma vasta praia fluvial e o parque de merendas.
O rio Sorraia, que tem a sua nascente precisamente no local onde se disputa a prova, fruto da junção dos rios Sor e Raia, teve este ano um inverno e uma primavera bastante agitadas, com cheias sucessivas que transforam a paisagem e o leito do próprio rio, obrigando uma vez mais um grande trabalho de regularização realizado como habitualmente pelo Município, que visa dotar este trecho de rio de todas as condições para ao longo de todo o verão poder ser um ponto de descanso de locais e forasteiros.
É este trabalho que também: “Permite que tenhamos no Couço condições que não existem e mais lugar algum, e que a prova se possa disputar da forma absolutamente espetacular que todos conhecemos “ reconheceu Luis Pirralho, o diretor do CISET 4×4, acrescentando que “este ano pedimos que o nível da água pudesse estar um pouco mais baixo para poder reduzir um pouco o impacto ao nível dos elementos eletrónicos que os carros participantes têm em cada vez maior número. Isto não reduz a espetacularidade da prova, pois na verdade permite que a travessia possa ser feita de forma mais veloz e com isso criar um maior efeito visual do deslocamento da água”
A parte alta do circuito irá uma vez mais estar repleta de obstáculos, que costumam dar algumas dores de cabeça nas voltas iniciais, mas fruto da própria consistência do solo irão ao longo do dia sofrendo erosão causada pelas passagens sucessivas dos veículos participantes e ficando gradualmente menos complicados. “Todos os anos temos que construir os obstáculos e no final da prova destruir e repor tudo como estava antes. Por isso, é natural que a cada edição da prova estes obstáculos sejam um pouco diferentes. Acho que os participantes sabem com o que podem contar, e bastará um pouco de calma nas primeiras voltas para que depois as dificuldade já sejam menores”disse-no Luís Pirralho.
A prova terá lugar no sábado e no domingo, incluída no programa da 38ª Edição da “Semana da Arte, Cultura e Desporto do Couço” compartilhando as atenções com os demais eventos que também fazem parte destas festas. Em particular destacamos o concerto de David Antunes na noite de sábado, que promete atrair muita gente até ao Couço, sendo por isso um excelente aliciante para quem vier assistir ao prólogo possa passar mais algumas horas no Ribatejo e assistir também ao concerto.
Ao nível de participantes estão presentes a grande maioria dos pilotos habituais do CISET 4×4, ao qual se junto um segundo grupo que participa atraído pelo ambiente de festa que se vive nesta prova e pela singularidade da mesma que oferece um desafio único em toda a Península
Estão assim reunidas todas as condições para mais uma espetacular edição do CISET 4×4 Couço 2024 que se disputará nos próximos dias 13 e 14 de Julho. No na tarde de sábado a partir das 17 horas terá lugar o prólogo da corrida, que será o primeiro contacto das equipas com o rio , enquanto no domingo, a partir das 10 da manhã disputar-se-ão as provas de resistência, incluído o CISET Masters (para a classe Proto com 4 horas de duração) e o CISET Masters XL (Para os Super Proto com 6 horas de duração), percorrendo a extensão total da pista, desta vez já com os obstáculos “em seco”. O programa completo pode ser encontrado no site oficial em www.extremetrial4x4.com
O CISET 4×4 Couço 2024 é organizado pela APTE e pelo Moto Clube Sacho, p
André Sousa rubricou uma exibição exemplar na sua estreia no Euro RX3 2024. Mesmo sendo a primeira vez que corria na difícil pista sueca que foi palco do arranque da temporada, o piloto paredense da TSL esteve sempre forte e levou o seu Audi A1 S1600 a um fantástico 5º lugar da geral.
Enfrentando um fim-de-semana onde, ao elevado nível competitivo do plantel europeu da Divisão RX3, se juntou a chuva e o verdadeiro lamaçal em que se transformou a pista na fase decisiva de domingo, André Sousa foi sempre capaz de ombrear com os mais rápidos, cedo se percebendo que o fim-de-semana tinha tudo para ser muito mais do que um momento de ganho de experiência. E assim foi, com André Sousa a consegui ser sempre muito competitivo, da Qualificação até à meia-final, garantindo um lugar na Final, feito enorme para um “rookie”, que selaria o fim-de-semana com um excelente 5º lugar da geral.
No fecho, André Sousa não escondia a felicidade: “que experiência incrível!… Que equipa magnifica que me proporcionou a melhor corrida da minha vida!”.
Quanto à análise do fim-de-semana, o piloto de Paredes assumiu estar “modo geral, muito orgulhoso da minha primeira participação em provas no Campeonato da Europa RX3 2024. Começamos bem no sábado, provando logo que estávamos competitivos. Foi pena a saída de pista no decorrer da 2ª manga. Parti uma jante e deixei fugir o 3º lugar à geral, mas, nas restantes magas da qualificação estive sempre forte, fiz bons tempos e andei sempre na luta pelos melhores lugares”.
Focando de forma particular na jornada decisiva de domingo, André Sousa salienta que “fui capaz de ultrapassar as más condições meteorológicas, que transformaram a pista numa lotaria, e consegui o que mais queria: estar presente na final!” e, aí, no momento de todas as decisões, o piloto chegou ao 4º lugar, mas ficou “sem direção assistida, o que me dificultou muito a condução. Em consequência disso, perdi a posição, mas dei tudo e consegui segurar o 5º lugar. Fica o sentimento de que podia ter feito mais…”
A próxima prova será disputada na icónica pista de Nyirád, na região húngara da Transdanubia, nos dias 27 e 28 de Julho.
João Ribeiro começou da melhor forma na Suécia o seu “ataque” ao Campeonato da Europa de Ralicross na Divisão RX3. O campeão paredense esteve sempre na luta pela vitória, terminado num excelente 2º lugar, provando ser um dos candidatos ao título.
Numa pista difícil, até pelas condições meteorológicas que a transformaram num verdadeiro lamaçal, João Ribeiro deu um verdadeiro recital de condução aos comandos do seu Audi A1 S1600, dominado por inteiro a fase de qualificação. Depois, na meia-final, um mau arranque seria muito penalizador e condicionaria a fase decisiva da prova.
“A prova começou bem com o 1º lugar à geral para as meias-finais, depois de 3 mangas vencidas. Na meia-final o lugar de arranque, que já no ano passado nos estragou a possível vitória, acabou por nos castigar de novo e fazer com que um arranque fosse influenciar com toda a corrida, não tendo sido possível fazer melhor do que 2º, atirando-nos para a segunda fila da grelha de partida da Final”, relatou João Ribeiro.
O craque português não baixou os braços e, na corrida decisiva atacou: “Na final, tivemos de fazer uma corrida de trás para a frente e, numa pista muito difícil, conseguimos ultrapassar 2 pilotos em pista e chegar ao 2º lugar. Fica o bom resultado, mas, principalmente, o termos demonstrado ter andamento para lutar pelas vitórias. Daqui por 3 semanas estaremos na Hungria para dar continuidade a este excelente começo de temporada”.
A próxima prova será disputada na icónica pista de Nyirád, na região húngara da Transdanubia, nos dias 27 e 28 de Julho.