O Rallye du Maroc, uma das maiores maratonas de todo-o-terreno da atualidade, está quase a começar. Disputado em Marrocos, este grande evento organizado pela ODC Events, encabeçada por David Castera, arranca desportivamente em Agadir já no próximo dia 13 com a disputa de um prólogo e termina a 18 de outubro em Zagorá após terem sido realizadas cinco etapas cumpridas ao longo de 2240 quilómetros.
A competição é pontuável para o Campeonato do Mundo (W2RC) FIA e FIM e conta com uma extensa lista de inscritos onde sobressaem alguns dos nomes mais consagrados da modalidade. Nasser Al-Attiyah, Stephane Peterhansel, Sebastian Loeb e Carlos Sainz nos autos e Toby Price, Mathias Walkner, Sam Sunderland e Ricky Brabec nas motas, são alguns de entre mais de duas centenas de pilotos inscritos que vão lutar pela vitória.
À semelhança de em edições anteriores, o Rallye du Maroc vai contar com uma interessante comitiva portuguesa onde se destacam nas motos os três pilotos oficiais, Joaquim Rodrigues e Sebastian Bühler, da Hero e Rui Gonçalves da Sherco indo o destaque na competição auto para a estreia do novo campeão nacional Tiago Reis, tanto em provas de deserto como de SSV T3 já que vai pilotar um Can-Am da Santag Racing fazendo equipa com João Dias.
Estreia também de João Ferreira num Can-Am T4 da South Racing. Ainda na competição auto de registar a presença de Rui Carneiro num MMP, Luís Portela Morais num GRally e Mário Franco de Yamaha todos em T3. Válter Cardoso, João Miranda, Filipe Palmeiro, Manuel Porém, David Megre e Rui Franco serão os respetivos navegadores. A participação lusa completa-se com Salvador Vargas na competição Moto Rally 2, Gonçalo Reis a navegar Pau Navarro, José Marques ao lado de Gintas Petrus nos T1 e Daniel Jordão a navegar William Buller num T3.
O lousadense viveu um fim-de-semana de pesadelo no 50º Ralicross de Sever do Vouga, que culminou com a sua desqualificação na final.
A decisão, que arruinou completamente a jornada do piloto, deveu-se a uma sucessão e episódios onde Sérgio Dias protagonizou momentos menos bons. O piloto de Lousada não tem meias palavras para abordar o sucedido:
“Estou muito triste e profundamente abalado com o que aconteceu. Não consigo perceber todo o conjunto de decisões que tomei durante as primeiras voltas da final e que me levaram, com toda a justiça, a ser desqualificado. Não é meu apanágio nem a minha forma de ser, estar na pista de forma pouco desportiva. Sou agressivo, como é claro, mas sempre dentro dos limites. Ora, em Sever do Vouga, passei esses limites, de forma completamente inaceitável e quero pedir publicamente desculpa aos meus adversários e à organização”.
Da época de 2023, fica o notável triunfo conquistado na primeira passagem por Sever do Vouga e nova demonstração do seu talento e do potencial de Renault Twingo S1600, que o levaram a estar na discussão da primazia entre os S1600 em grande parte da temporada.
Pelo lado menos positivo, a reta final do campeonato foi complicada, com os resultados a ficarem muito a desejar, mercê de um rol variado de incidentes que condicionaram fortemente a prestação de Sérgio Dias.
“É um ano agridoce, independentemente do que venha a acontecer na prova da Taça de Portugal, que nos irá motivar uma profunda reflexão. Em 2024 vamos fazer uma pausa e repensar o nosso futuro, obrigado a todos de coração pelo carinho e apoio tido todos estes anos”.
António Maio conquistou na Baja Oeste de Portugal, que decorreu este fim-de-semana, o seu oitavo título de Campeão Nacional tornando-se recordista de campeonatos vencidos na categoria de Motas. Este é o quarto título consecutivo do piloto que se sagra antecipadamente Campeão Nacional de Todo-o-Terreno.
O piloto da Yamaha entrou bem na prova organizada pela Escuderia de Castelo Branco tendo vencido a etapa que se cumpriu no sábado. No entanto, uma série de fatores imprevistos acabaram por retirar o primeiro lugar a António Maio que optou por gerir a corrida de forma a não comprometer o resultado final. No entanto, o primeiro lugar desta que foi a sexta e penúltima etapa do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno 2023 foi discutida ao minuto e o major da GNR terminou a prova na segunda posição da classificação geral.
“Este é o reflexo de um esforço enorme que tenho feito durante os meus 20 anos de carreira que culminam com mais um título de campeão. É sempre importante alcançar estes marcos porque nos motivam a continuar a fazer mais e melhor. Estes títulos são a prova que estamos a fazer um bom trabalho e que temos uma equipa cimentada e com bastante experiência. Tenho patrocinadores incríveis que me têm apoiado durante muitos anos e que têm acreditado neste projeto vencedor. Tentei gerir ao máximo esta Baja do Oeste e tive alguns percalços, mas o mais importante era chegar ao fim e estou satisfeito com o resultado alcançado. Quero agradecer a todos os patrocinadores, à minha equipa e à minha família. O Campeonato é para eles porque sem eles era impossível alcançar estes resultados. Agora vou-me concentrar na Baja Portalegre e finalmente o Dakar 2024 que é o meu foco desde o início desta temporada”, contou António Maio.
António Maio vai disputar a Baja Portalegre 500, a mítica prova do Todo-o-Terreno português, que se realiza entre os dias 27 e 29 de outubro.
O jovem piloto do Peugeot 106 preparado pela Matos Competições lutou arduamente e selou o título na Divisão 1 da Nacional 2RM, ao conquistar a quarta vitória da temporada em Sever do Vouga
Foi até ao fim. Num campeonato extremamente disputado, Duarte Camelo ousou suplantar a forte concorrência que enfrentou ao longo da temporada na Divisão 1 da Nacional 2RM.
O caminho para o título foi, segundo o piloto de apenas 16 anos de idade, muito “difícil, trabalhoso e exigiu de mim e da equipa um foco total ao longo de toda a época. O nível neste campeonato foi incrível, com vários pilotos a lutar pelo título, como prova o mesmo ter sido decidido na última prova, em Sever do Vouga”.
E nesse “mata-mata” final, Duarte Camelo esteve sublime, não só suplantando os oponentes na sua divisão, mas almejando vencer à geral a corrida da Nacional 2RM, garantindo nestes lides a 2º posição final no campeonato.
Mas, a vitória não foi “pera doce”.
“Um problema mecânico na terceira manga quase que deitou tudo a perder. Mas a Matos Competições, sempre ao mais alto nível, conseguiu resolver o problema, permitindo-me alinhar na semifinal e depois vencer a final. Foi incrível e terminar o campeonato desta forma, foi a melhor maneira de comemorar mais um título!”.
O jovem natural de Lousada, já viu a sua rapidez e consistência também premiada com uma chamada da FPAK ao plantel do Júnior Team da federação que tem competido no Campeonato de Portugal de Velocidade aos comandos dos Ginetta GT4, com a entidade federativa a colocá-lo entre as grande promessas do automobilismo nacional.
O piloto do Baião Rally Team encantou as multidões que acorreram a dois dos mais importantes eventos portugueses dedicados ao desporto motorizado.
Primeiro, foram os dois dias de intensa atividade no traçado urbano instalado no interior do recinto da edição 2023 do Leiria Sobre Rodas.
Vítor Pascoal voltou a integrar o naipe de pilotos convidados do certame internacional organizado pelo Município de Leiria e, livre de qualquer pressão competitiva, o piloto baionense fez da sua condução espetacular o melhor cartão promocional junto dos cerca de cem mil espetadores que passaram pelo certame, proporcionando a convidados seus e da organização a experiência única de saborearem a sua condução, instalados na baquet do lado direito do habitáculo do Porsche 991 GT3 Cup que Vítor Pascoal levou esta época à conquista do seu terceiro título nacional da Categoria GT no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Uma semana após, Vítor Pascoal integrou o naipe de pilotos que disputaram o Troféu Piloto Motorshow, na pista desenhada dentro da Exponor, conquistando um excelente 4º lugar da geral e melhor tração traseira, perante forte e farta oposição, aproveitando ainda para deliciar os aficionados com toda a espetacularidade que imprime a pilotar o seu carro alemão.
Agora, é tempo de defeso e, não enjeitando o piloto e a equipa alguma aparição pontual até ao fecho da época, o foco está já virado para 2024, onde Vítor Pascoal quer chegar a mais um título na Montanha.
O regresso da XRacing à parceria mantida com a Eventos Motor de 2004 a 2018 traz um balanço muito positivo. Grande espetáculo e competição ao mais alto nível ao longo de quatro dias, no renovado e muito elogiado traçado desenhado no exterior da Exponor. O ponto alto da competição foi a vitória de Marco Oliveira na Super Final do Troféu Piloto Motorshow, mas antes, Diogo Correia já se tinha imposto no Troféu Drift Motorshow, na estreia de uma disciplina verdadeiramente espetacular no evento. Logo no primeiro dia, António Ruão ganhou o Mini Challenge à geral e Fernando Carneiro foi o melhor da Classe 1, em grandes exibições de condução. A presença de Emerson Fittipaldi complementou com chave de ouro um programa recheado de momentos altos.
Marco Oliveira, em VW Polo R5, foi o grande vencedor do Troféu Piloto Motorshow, o ponto alto do Motorshow autoClássico 2023, com o tempo de 1m46,964s. Deixou na segunda posição o Skoda Fabia S2000 de Jorge Santos (1m48,671s), cabendo o derradeiro degrau do pódio a Mário Barbosa, em Citroën Saxo Kit Car (1m48,998s).
Bernando Sousa, em VW Polo R5, conseguiu no entanto o tempo mais rápido em pista na Super Final, mas uma penalização de cinco segundos, devido a um toque numa barreira, relegou-o para o quinto posto final, imediatamente atrás de Vítor Pascoal, no Porsche 991 GT3. Bernardo trazia já o melhor registo das Finais, com o tempo de 1m46,748, 0,715s mais rápido do que Marco Oliveira e 2,133s melhor do que Jorge Santos. O seu tempo na Super Final foi de 1m43,466s, antes da penalização.
“Sinto-me feliz, sinto-me, no fundo, realizado. Já fiz esta prova duas ou três vezes. Apesar da grande concorrência, consegui lá chegar, por décimas, mas consegui ser primeiro. Apesar de ter cá muitos amigos de Penafiel, que vieram de propósito para me ver, o público em geral foi fantástico. Os aficionados aderem muito a este tipo de eventos de desportos motorizados e devia haver mais”, disse Marco Oliveira no final.
Diogo Correia no Drift
O Drift é uma competição espetacular, com batalhas que parecem verdadeiros bailados entre dois carros em pista em simultâneo. Perícia e precisão são essenciais. Diogo Correia, no BMW n.º 1, foi o grande vencedor, ele que é considerado o melhor piloto português da atualidade e que compete em excelente plano no Drift Masters European Championship, que concluiu no oitavo lugar da geral, entre mais de 50 concorrentes. O melhor resultado da época foi o terceiro lugar na Finlândia.
Do palmarés do piloto de Vila Verde, destacam-se os títulos de Campeão Nacional de Drift de 2018 e 2019, e o Campeonato Francês de Drift na Classe Pro, em 2021. Em 2022, foi 13.º no Drift Masters European Championship, 2.º na Taça Ibérica e venceu a Taça de Portugal. Correia bateu, na Final, Hélder Alves, no Pontiac n.º 2, enquanto Paulo Rocha se impôs a Gonçalo Minderico na Batalha pelo terceiro lugar.
Para quem não está familiarizado, o Drift é uma competição composta por batalhas entre dois carros em simultâneo, a eliminar. A grelha final é definida na qualificação, com o primeiro a enfrentar o último e assim sucessivamente. Um júri de três elementos avalia três parâmetros: linha, ângulo e estilo – o primeiro a valer 40 pontos e os restantes, 30. A linha é o mais objetivo, porque é seguida pelo desenho da pista. O ângulo quanto maior for, mais valorizado é. Já o estilo, mais subjetivo, tem a ver com a condução, privilegiando a mais agressiva.
Mas este Motorshow autoClássico 2023 foi, como sempre, bem mais do que a competição, com a exposição de carros fantásticos, verdadeiros pedaços da história do automobilismo nacional e internacional. Para além da presença em prova do fantástico Audi Quattro de Grupo B de Stewart Bowes, estiveram expostos o Spyker com que Tiago Monteiro alinhou no Mundial de F1, em 2006, ou o Mercedes C-Class W202, construído em 1996 pela equipa oficial da AMG no DTM para ser guiado por Bernd Schneider e Dario Franchitti no ITCC, por exemplo.
Mas há tantos mais, como o Ford Escort RS2000 e o Ford Escort RS200 de Grupo B da Diabolique Motorsport de Miguel Oliveira, que, como navegador de Joaquim Santos, foi quatro vezes campeão nacional de ralis. O piloto é ainda hoje o recordista de vitórias na competição, com quarenta e sete ralis vencidos.
Presentes também o Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport, com o qual Patrick Cunha e Jorge Rodrigues alinham no Campeonato de Portugal de Velocidade, e o Mercedes Mercedes AMG GT4 da equipa JC Group Racing, com o qual Gabriela Correia foi vice-campeã de Montanha, este ano. Entre tantas outras máquinas.
Fittipaldi, um ídolo que atravessa gerações
Outro dos grande pontos de interesse deste Motorshow autoClássico 2023 foi a presença de Emerson Fittipaldi, uma lenda viva da Fórmula 1. O campeão do mundo de Fórmula 1 em 1972 e 1974 irradia simpatia e continua a ser ídolo de pais, filhos e netos, como se viu neste Motorshow autoClássico 2023, tantos foram os pedidos de selfies e autógrafos por fãs de todas as idades.
O Motorshow autoClássico 2023 foi bem sucedido a todos os níveis, o que deixou naturalmente satisfeita a organização. Pedro Ortigão, um dos responsáveis da XRacing, faz um balanço positivo e projeta já a próxima edição: “O Motorshow 2023 acabou e estamos já a pensar em 2024. Temos plena consciência de que há muito trabalho a fazer para voltar a elevar o Motorshow ao alto patamar de outros tempos, mas face ao pouco tempo que tivemos para preparar esta edição, entendemos que foi um bom «ano zero». Foi um prazer regressar a esta parceria com a Eventos Motor, logo num ano tão simbólico como o da 20.ª edição. Agora que voltámos a reviver o evento, já temos muitas ideias delineadas para fazer mais e melhor em 2024”.
A uma ronda do fim do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno I AM48, Tiago Reis consagrou-se hoje como Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, repetindo o feito já alcançado em 2019 e 2021. O piloto de Famalicão, que é navegado por Valter Cardoso, foi o mais consistente ao longo de toda a prova, triunfando à Geral sem vencer qualquer setor seletivo, numa prova que foi ‘dominada’ pelos protótipos ligeiros (T3), fruto de um terreno mais apertado e que criou dificuldade as viaturas T1. Prova disso, foi a vitória de Pedro Carvalho (Prologo e Setor Seletivo 1) e de Armindo Araújo (Setor Seletivo 2).
«Uma alegria imensa e um sentimento de objetivo cumprido». Foi desta forma que Tiago Reis descreveu no final da Baja do Oeste de Portugal o sentimento que o invadia ao voltar a conquistar o título de Campeão Nacional Absoluto de Todo-o-Terreno. «Trabalhamos muito desde do primeiro dia em que começamos a programar esta época, focados neste objetivo. Sentir a missão cumprida é um sentimento brutal de satisfação. Não só por nós, por mim e pelo Valter, mas por toda uma equipa, o Team Transfradelos, os nossos mecânicos, e todo o staff de apoio que tudo faz para que na estrada possamos ter este resultado e conquistar este título» disse Tiago Reis, , que foi secundado pela dupla João Ramos-Jet Carvalho. Ricardo Sousa e Jorge Brandão, em Can-Am, subiram ao terceiro degrau do pódio.
No T8, Nuno Matos e Ricardo Claro (Opel Mokka Proto) regressaram à categoria para alcançar novo triunfo, enquanto Rui Sousa e Carlos Silva (Isuzu D-Max) foram os melhores na categoria T2. Rui Farinha e Rui Pita (BRP Can Am Maverick 3) venceram em T4. Alexandre Ferreira e António Castelão foram os mais rápidos na categoria T9, ao volante de um Toyota Land Cruiser.
A temporada encerra no final do mês de outubro, com a realização da mítica Baja Portalegre 500, pontuável para a Taça do Mundo de Bajas e organizada pelo Automóvel Club de Portugal.
O líder da SRT esteve soberbo ao longo de todo o fim-de-semana. A quebra do motor do Peugeot 208 S1600, impediu uma vitória que parecia mais do que certa. Já António Sousa Jr. voltou a não ter sorte, nas lides da Nacional 2RM, baqueando desta feita na corrida final.
Sever do Vouga recebeu a jornada de fecho do Campeonato de Portugal de Ralicross e a prova aveirense foi madrasta para as justas pretensões dos dois pilotos da SRT.
António Sousa revelou ao longo dos dois dias de competição um andamento tão forte que, desde cedo, se percebeu que o consagrado líder da equipa seria um dos candidatos à vitória.
Numa sessão de treinos cronometrados disputada à décima de segundo, o 7º posto não refletia a competitividade que estava patente e o resultado foi logo corrigido na fase de qualificação, com o piloto do Peugeot 208 S1600 a ser muito competitivo nas mangas e a terminar a qualificação no 2º lugar.
Na sua meia-final, António Sousa deu um recital de condução, almejando ainda ser o mais rápido de todos quantos competiram nesta fase, reclamando assim a “pole position” para a corrida decisiva. Aí, Partiu que nem uma bala e assumiu a liderança, só que, ainda na primeira volta abandonou, com o motor do Peugeot danificado e António Sousa já não alinhou no recomeço da Final que, entretanto foi interrompida.
“Ficamos muito tristes. Provamos que tínhamos andamento para vencer e, apesar do sucedido, isso deixa-nos orgulhosos do trabalho que a equipa tem feito no carro. Agora é focar na Taça de Portugal. Vamos dar tudo para conquistar o troféu!”.
Já o seu filho, António Sousa Jr., voltou a não ter a fortuna ao seu lado. 4º nos treinos cronometrados, o jovem lousadense terminou a fase de qualificação no 5º posto. Depois, veio a sina do costume. Na meia-final, uma falsa partida parecia voltar a deitar todo o esforço da qualificação a perder, mas um excelente ritmo de corrida permitiu ao piloto carimbar a passagem á final após duas passagens pela Joker Lap.
Na corrida final, Sousa Jr. ficou pelo caminho, com o seu Peugeot 106 parado junto a um dos morros delimitadores da pista, com o abandono a ser ditado por problemas mecânicos resultantes de toques na 1*curva.
“Está a ser uma época difícil. Provamos ter andamento para star entre os mais rápidos, mas, a sorte nada quer connosco…Vamos em frente e agora tentar estar na melhor força para a corrida da Taça”.
A anteceder a grande final europeia que terá lugar na Baja Portalegre 500, a Taça Yamaha YXZ1000R vai cumprir na Baja Oeste de Portugal, competição organizada pela Escuderia de Castelo Branco, que se realiza entre os dias 6 e 8 de outubro a sua quarta e última jornada.
Aquela que será a sexta etapa do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno 2023 marca o final da competição monomarca, organizada pela Yamaha Motor Portugal, e vai coroar os grandes vencedores desta temporada de 2023 da Taça Yamaha YXZ1000R. Assim, aguarda-se mais uma corrida muito bem disputada tendo como protagonistas os pilotos Mário Franco e Luís Caseiro a competir na Classe Open e mais Paulo Fernandes e o Diogo Marujo na categoria Stock.
A Baja Oeste de Portugal, sexta jornada do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno é também pontuável para a FIM Bajas World Cup e Baja European Championship e vai percorrer pistas dos concelhos de Torres Vedras, Bombarral, Azambuja, Alenquer, Óbidos, Sobral de Monte Agraço e Cadaval, sendo que neste último está instalado o centro de operações desta competição organizada pela Escuderia Castelo Branco. Do percurso fazem parte um prólogo com 6,5 km a disputar na tarde de sexta-feira, dia 6 de outubro e dois setores seletivos, um com 229,00 km a percorrer no sábado e um segundo e derradeiro com 150 km a disputar no domingo.
Apesar do arranque positivo do projeto Volkswagen Amarok Proto (T3) na Baja TT Sharish Gin, Nuno Matos regressa este fim-de-semana à competição na categoria T8 e ao volante do seu Opel Mokka, classe na qual é segundo classificado na classificação oficial de algumas melhorias necessárias implementar no Volkswagen Amarok Proto, e num momento onde este novo projeto se encontra em fase de adaptações e melhorias, o piloto de Portalegre decidiu não ficar de fora da competição e vai tentar lutar no centro do país por um regresso às vitórias no CPTT.
“Apesar de estar a dar os primeiros passos, o projeto Volkswagen Amarok Proto deu-nos provas do seu potencial em Reguengos, onde competimos preciosos 200 km e o onde conseguimos corrigir e encontrar soluções para a necessária evolução do carro. Porém, alguns desses ‘upgrades’ demoram mais tempo a implementar do que o espaço temporal que existe entre a quinta e sexta prova do CPTT, por isso vimo-nos, entre aspas, forçados a regressar ao Opel Mokka por forma a manter o ritmo competitivo”, começou por assumir o portalegrense antes de destacar que: “Tendo em conta os bons resultados conseguidos no arranque te temporada que fizemos, estamos ainda na discussão pelo título nacional na categoria T8. Vamos fazer uma corrida sem pressão e sem essa missão, mas se for possível vamos tentar lutar pela vitória entre os T8”, garantiu.
A Baja TT Oeste vai levar o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno até à zona centro do país, mais propriamente ao Cadaval, onde ficará instalado o centro nevrálgico do evento. A prova tem início no sábado, com a realização do Prólogo (10h50) a que se segue uma assistência de 30 minutos. Ainda no sábado (14h50) piloto e máquina atacam um Setor Seletivo de 144 quilómetros cronometrados. Já no domingo (10h15) os pilotos disputam um setor seletivo de 197km de extensão. A Cerimónia de Pódio está agendada para as 16h00 do último dia de competição.