Categoria: + Motores

  • João Ramos: “Terceiro lugar é excelente se contabilizar todos os episódios vividos”

    João Ramos: “Terceiro lugar é excelente se contabilizar todos os episódios vividos”

    A dupla João Ramos/Pedro Ré finalizou a Baja TT Norte de Portugal, terceira prova do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno AM | 48, com um resultado (3º lugar) que se traduz num sabor agridoce, face não apenas a todas as “peripécias” vividas no decurso da competição, mas também ao excelente ritmo exibido pela Toyota Hilux T1+.

    Esse ritmo, aliás, permitiu ao piloto nortenho, inclusive, passar pela liderança… “Este terceiro lugar, se contabilizar todos os episódios que vivemos ao longo dos três dias de prova, acaba por ser excelente, mas é óbvio que não me deixou satisfeito, porque surgiram fatores a que somos alheios e contra os quais nada podemos fazer…”, começou por adiantar o piloto da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal. 

    “No prólogo, cujo traçado era demasiado estreito, exagerei nas cautelas, levantando o pé bastante mais do que devia e fui 12º classificado, o que condicionou por completo a estratégia de corrida para o dia seguinte, pois já nem entrei no grupo [10 primeiros] que poderia escolher a ordem de partida. Portanto, arranquei atrás do Edgar Reis e à frente deste partira o Aloísio Monteiro. O Edgar teve um comportamento excelente, como, aliás, lhe agradeci, cedendo-me rapidamente a passagem, mas já o mesmo não posso dizer do Aloísio Monteiro. Rodei cerca de 30 quilómetros no seu pó, atrasando-me de forma considerável e apenas o consegui ultrapassar porque ele se enganou no percurso. Depois, ao km 140, parei para ajudar, como era minha obrigação, a retirar o carro do João Ferreira e do Filipe Palmeiro que se encontrava numa situação de forte risco. Perdi 1m 38s e no final a organização, como é regulamentar, retirou esse tempo. Feitas as contas, eu liderava, assim, a prova com cerca de um minuto de vantagem, ao fim de 170 km. Contudo, mais tarde a organização da prova decidiu eliminar os últimos 44 km do setor seletivo, pelo facto de o sistema de tempos ANUBE ter falhado. Ou seja, acabei por ser altamente prejudicado, pois tudo o que recuperei do tempo que perdi no pó do Aloísio Monteiro foi por água abaixo e passei de líder da prova a ter uma desvantagem de cerca de 1 minuto”, prosseguiu João Ramos. 

    A partir desse momento, o piloto da Toyota Hilux T1+ viu condicionada a sua estratégia no segundo e decisivo dia da Baja TT Norte de Portugal, com dois setores seletivos.

    “No domingo de manhã não estava confortável, pelo que o andamento esteve longe do desejado. Depois, no segundo setor, já alheado das circunstâncias atrás referidas e sabendo que a situação da tabela classificativa em nada ia ser alterada, porque a desvantagem era grande para os restantes km, não deixei de atacar forte para ganhar um ponto do sector seletivo, mas com um erro de navegação perdi por uma margem de 4 segundos”. 

    Relativamente ao futuro, quando restam ainda quatro provas para o termo do Campeonato, João Ramos apenas garante que não vai baixar os braços: “Com um primeiro e um terceiro lugares continuamos na luta pelo campeonato e ainda é muito cedo para tecer prognósticos. A minha postura será a mesma de sempre: estar ao ataque”. 

    A próxima prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno | AM 48 será a Baja de Loulé, no último fim de semana deste mês. 

  • Resultado não fez justiça ao andamento de Aloísio Monteiro na Baja TT Norte de Portugal

    Resultado não fez justiça ao andamento de Aloísio Monteiro na Baja TT Norte de Portugal

    O “patrão” da The Racing Factory revelou um andamento capaz de lutar pelos lugares cimeiros na terceira prova da temporada do CPTT. Uma saída de estrada na 1ª etapa e uma penalização que considera injusta atribuída no final da prova, arruinaram as justas pretensões a um resultado de topo.

    Mas, na retina de quem viu, fica acima de tudo a clara capacidade para Aloísio Monteiro e Eduardo Outeiro ombrearem com os mais rápidos dos T3, tendo começado logo por registar um excelente 10º lugar da geral e 6º dos T3 no Prólogo da prova, disputado na tarde de terça-feira.

    No entanto, a 1ª etapa seria aziaga. Ainda nos quilómetros iniciais dos 169,09 km que havia para percorrer no único Setor Seletivo da jornada e quando a dupla do Can-Am Maverick X3 com as cores da Santag Racing estava a imprimir um andamento muito forte que os colocava entre os melhores, aconteceu o pior:

    “Quando ocupávamos a 5ª posição a geral e estávamos a tentar passar o Cameirinha,… numa zona muito fechada, onde ficamos sem viabilidade por causa do pó intenso, tivemos uma ligeira saída de estrada, mas o Can-Am ficou preso e foi impossível sair dali!”, revela Aloísio Monteiro.

    Restou o regresso ao parque de assistência e a opção por participar na etapa final de domingo, ao abrigo do regime de Super Rally, embora com qualquer ambição em termos de classificação final completamente fora de equação.

    Mas, a falta de sorte continuou e logo no primeiro dos dois setores seletivos dessa 2ª etapa, um conjunto de incidentes voltariam a prejudicar a equipa:

    “Arrancamos para o segundo dia com o propósito de fazer quilómetros e ganhar experiência, sem colocar de lado sermos rápidos para podermos ter uma comparação com o que iriam fazer os melhores entre os T3.  Estávamos, obviamente, prejudicados pela posição de saída em relação a outros que tiverem o mesmo azar de desistir e que também alinharam em Super Rally, devido a um critério distinto por parte da Direção de Prova. Fomos fazendo várias ultrapassagens até chegar à traseira de um concorrente que, apesar de termos acionado 7 vezes o Stella não nos cedeu passagem. Depois, numa passagem pelo asfalto, aceleramos para conseguir passar, mas era uma zona de velocidade controlada e apanhamos mais 30 minutos de penalização. Não vou contestar isso, apesar de considera injusta devido às circunstâncias, mas contesto a falta de penalização para com o concorrente que nos prejudicou de forma clara. Uma vez mais, a Direção de Prova não esteve bem!”.

    Quanto ao rescaldo global, Aloísio Monteiro destaca “a satisfação que sentimos pelo andamento que fomos capazes de imprimir. Estamos a evoluir e seremos cada vez mais competitivos”.

  • Bruno Oliveira venceu T1.1 na Baja TT Norte de Portugal

    Bruno Oliveira venceu T1.1 na Baja TT Norte de Portugal

    Depois de uma boa prestação na etapa inaugural da Baja TT Norte de Portugal, Bruno Oliveira, navegado por Paulo Marques, melhorou ainda a sua prestação no segundo e derradeiro dia de corrida, levando a Ford Ranger apoiada pela Ford Trucks até à vitória entre os concorrentes da Classe T1.1, e terminando no pódio absoluto T1 desta terceira jornada do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM 48. 

    Para Bruno Oliveira que foi apenas superado por duas viaturas T1+ e por quatro SSV, nesta jornada que foi também pontuável para a Taça Ibérica de Todo-o-Terreno, “a “satisfação é enorme. Estou deveras contente. Disputei uma prova que, tal como no ano passado, me deu imenso prazer e começo por dar os parabéns à organização que montou esta fantástica prova, tive a oportunidade de pilotar uma máquina excelente que a minha equipa preparou de forma irrepreensível e consegui um resultado que superou as minhas expectativas, mas que não aconteceu por acaso, nem por demérito dos meus adversários””, começou por salientar o piloto apoiado pela Ford Trucks Portugal que acrescentou:

    ““Foi de facto uma corrida que, para além de muito interessante nos correu muito bem. Sinto-me cada vez mais entrosado com esta magnifica Ford Ranger que nesta corrida provou que, apesar do aparecimento dos T1+ os outros T1 ainda são muito competitivos. Era uma prova muito exigente no plano da navegação, mas também aí estivemos muito bem. Saio desta Baja TT Norte de Portugal com a imagem de que fomos muito competentes e é esse o meu agradecimento à Ford Trucks Portugal e a todos os parceiros que apoiam este projeto””, referiu Bruno Oliveira, piloto da Ford Ranger preparada e assistida pela  MM Sport, à chegada a Macedo de Cavaleiros, no final da corrida.

  • Tiago Reis venceu Baja TT Norte de Portugal e reforça liderança do CPTT AM 48

    Tiago Reis venceu Baja TT Norte de Portugal e reforça liderança do CPTT AM 48

    Depois de dois dias de domínio dos T3, Campeão Nacional 2021 levou T1+ à vitória. João Dias (Can-Am) não aguentou a pressão no derradeiro dia de competição. João Ramos terminou na terceira posição e mantém forte pressão sobre Reis.

    A Baja TT Norte de Portugal foi pródiga em trocas na liderança, muita luta pela vitória e muita união e desportivismo. O Campeão Nacional 2021, Tiago Reis, navegado por Valter Cardoso, dominou o derradeiro dia de competição, triunfou nos dois setores seletivos de 81,35km e 76,78km, respetivamente, e reforçou a liderança do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM48.

    “A prova, de modo geral, correu bastante bem. Ontem entrámos um bocadinho cautelosos por causa das pedras e não queríamos furar. Hoje entramos ao ataque no primeiro setor seletivo e correu-nos bastante bem. Ficámos com uma margem suficiente para conseguir vencer a prova e nestes 40 km finais, acabámos por meter uma toada que nos fizesse não cometer erros e evitar furos, porque o objetivo era vencer a prova, não estava preocupado em vencer este último setor. Mesmo assim conseguimos ganhar o setor por isso fico muito contente e satisfeito porque estes pontos são importantes para o campeonato, e o nosso objetivo era angariar os maior número de pontos possíveis e pensar na liderança do CPTT”, explicou Tiago Reis.

    A corrida ficou marcada por uma situação caricata que acabou por prejudicar a dupla João Ramos e Pedro Ré, mas que, em abono da verdade desportiva, foi decidida da forma mais apropriada pelo clube organizador da Baja TT Norte de Portugal, o CAMI. O piloto do Porto, terminou o Setor Seletivo 1 na frente da corrida, depois de lhe ter sido atribuído um tempo, fruto da paragem que fez durante o percurso para ajudar o Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, João Ferreira. Porém, devido a um problema no equipamento de aferição dos tempos, o setor acabou por ser encurtado, e Ramos acabou por não vencer o Setor Seletivo.

    João Dias e Tiago Reis foram os principais beneficiados e hoje, foi o piloto de Fradelos que acabou por levar a melhor à Geral na prova. João Dias, navegado por João Miranda, acabou na segunda posição (vencendo a classe T3) e Ramos fechou o pódio.

    Na categoria T2, Fernando Barreiros e Paulo Torres confirmaram o favoritismo, triunfando categoricamente. Na classe T8, Nuno Matos e Ricardo Claro levaram a melhor, enquanto que em T4, Rui Farinha e Rui Pita voltaram a vencer no CPTT AM48.

    O Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM48 prossegue no último fim-de-semana de Maio, com a realização da Baja TT Loulé, quarta ronda da competição organizada pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

  • CPV – SE: Temporada arranca com número recorde

    CPV – SE: Temporada arranca com número recorde

    O Campeonato de Portugal de Velocidade e o ibérico Supercars Endurance de 2023 têm o seu início no próximo fim-de-semana com o Algarve Welcome Spring, que se disputa no Autódromo Internacional do Algarve, e, com vinte e nove carros inscritos, arranca em força.

    As duas competições promovidas pela Race Ready estavam já em crescimento no ano passado, com cerca de quinze concorrentes por evento, mas em 2023 deram um salto significativo, apresentando um plantel de vinte e nove inscritos para a primeira ronda da temporada.

    Para além da quantidade, salta a vista também a qualidade do pelotão, que será formado por doze carros da categoria GT4, oito da GTC e nove da Turismos, denotando-se uma divisão quase equitativa entre os três ‘agrupamentos’ que formam a estrutura competitiva das competições.
     Este plantel é constituído através de carros de nove marcas diferentes e dezasseis modelos, o que garante diversidade e exotismo, para gáudio dos adeptos que poderão seguir todas as corridas em directo através da transmissão televisiva na A Bola TV e das redes sociais das competições, caso decidam não se deslocar aos circuitos e poder sentir as emoções em primeira mão.

    Outra grande característica das grelhas de partida previstas para a abertura da temporada é a sua internacionalidade, com pilotos de seis nações – Portugal, Espanha, Grã-Bretanha, França, Finlândia e Lituânia – e equipas de quatro – Portugal, Espanha, Eslovénia e Grã-Bretanha – o que demonstra bem o interesse que o Campeonato de Portugal de Velocidade e o Supercars Endurance suscita fora das fronteiras portuguesas e da Península Ibérica.

    Em pista estarão cinquenta e quatro pilotos, estando entre eles Elias Niskanen e Manuel Gião (Campeões da GT4 Pro de 2022), Francisco Carvalho (Campeão da GT4 Bronze de 2022), Daniel Teixeira (vencedor do Supercars Endurance na categoria TCR de 2022) para defender os respectivos ceptros.

    Elias Niskanen e Manuel Gião estarão, porém, em lados opostos da barricada, continuando o finlandês na Lema Racing, mas com Nuno Pires ao seu lado, ao passo que o português rumou à RACAR, onde fará equipa com Carlos Vieira, ex-campeão nacional de ralis.

    Por seu lado, Francisco Carvalho permanece aos comandos de um McLaren 570S GT4 da Araújo Competição, mas terá um novo colega de equipa, Nuno Baptista, que já venceu o Campeonato de Portugal de Velocidade.

    Bruno Pires, Campeão da GTC de 2022, sobe à categoria GT4, na divisão Pro e estrear-se-á aos comandos de um Ginetta G55 GT4 da Tockwith Motorsports, fazendo equipa com Fábio Mota, que foi o seu companheiro ao longo da maior parte da temporada passada.

    Para além de Carlos Vieira, são diversos os pilotos com títulos em vigor que decidiram ir a jogo no Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars Endurance, como é o caso de Francisco Abreu, Campeão de España de GT 2022, e José Carlos Pires, o vencedor do troféu Super Seven de 2022, fazendo os dois equipa aos comandos de um novíssimo BMW M4 GT4 assistido pela Speedy Motorsport.

    De Espanha vêm também alguns nomes sonantes, como é o caso de Alejandro Geppert, Vice-Campeão de Espanha de Turismo, que fará equipa com Andrius Zemaitis num McLaren 570S GT4 da McLaren Barcelona – SMC Motorsport.

    A NM Racing Team, que alinhará com dois Mercedes-AMG GT4, terá igualmente dois pilotos de créditos firmados, como é o caso de Guillermo Aso, que já venceu corridas na Supercars Endurance, e de Gilles Vannelet, vencedor à classe das 24 Horas de Spa-Francorchamps e Campeão do FIA GT3 de 2007.

    Os Carros de Turismo prometem ser também uma fonte de grande emotividade, com diversidade e equipas muito competitivas que asseguram lutas intensas em pista entre máquinas como o BMW M2 Cup da Escuderia Faraón  (Alvaro Fontes / Miguel Gomez), divisão M2, ou BMW M240i da Autoworks Motorsport (Borja Hormigos / Héctor Hernandez), TC. Os carros Munique enfrentarão ainda os TCR pelas honras categoria.

    Nesta divisão, serão três os concorrentes, com estreantes – como será o caso de Manuel Sousa e Luís Silva, em Cupra TCR, e Paulo Silva, em Audi RS3 LMS TCR – e o campeão da Supercars Endurance na divisão TCR em título, Daniel Teixeira, que pretende defender o seu ceptro.

    Ainda entres os automóveis de Turismo estarão os jovens pilotos do FPAK Junior Team, o que acrescenta a irreverência própria de juventude a uma categoria que será interessante de seguir.

    Na GTC a competitividade será, seguramente, igualmente elevada com cinco equipas inscritas na divisão GTX e três na Cup, todos estas de Porsche 911 Cup. Para além do modelo mais emblemático da marca de Zuffenhausen, na ver-se-ão ainda pista máquinas como os Ginetta G50, ambos da Tockwith Motorsports, o Porsche Cayman GT4 Clubsport, da Speedy Motorsport, e o novíssimo Aston Martin Vantage AMR GT4, que a Araújo Competição inscreve para Álvaro Ramos e Fernando Soares.

    Tudo isto são argumentos mais que suficientes para se esperar uma temporada cheio de emoção e de motivos de interesse que prometem agarrar os adeptos desde o próximo fim-de-semana no Autódromo Internacional do Algarve até 26 de Novembro no Autódromo Estoril.

    O programa oficial da ronda do Algarve Welcome Spring do Campeonato de Portugal de Velocidade iniciou-se hoje com os treinos-livres (14h00), realizando-se a qualificação no sábado, às 11h05. As corridas serão realizadas no domingo, a primeira às 11h00 e a segunda às 16h50, podendo ambas ser seguidas em directo nas redes sociais das competições e na A Bola TV, em horário a definir.

  • Baja TT Norte de Portugal arranca hoje

    Baja TT Norte de Portugal arranca hoje

    Baja TT Norte de Portugal é a terceira ronda da competição organizada pela FPAK. Tiago Reis e João Ramos são os candidatos à vitória, mas pode haver surpresas. Armindo Araújo regressa ao Campeonato e promete criar dificuldades a João Dias

    A Baja TT Norte de Portugal marca o regresso do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM48. Disputada em Murça, Valpaços e Macedo de Cavaleiros a prova organizada pelo CAMI promete ser animada no que à luta pela vitória diz respeito. João Ramos e Tiago Reis, vencedores da Baja TT Montes Alentejanos e Baja TT Dehesa de Extremadura, respetivamente, vão travar uma batalha pela liderança do Campeonato. Contudo, nos terrenos acidentados do norte de Portugal, as viaturas da categoria T3 podem dar um ‘ar da sua graça’ e surpreender os principais candidatos à vitória.

    Com o centro nevrálgico instalado na cidade de Valpaços, a prova terá três setores seletivos e começa como habitualmente com um prólogo disputado na mesma cidade. Numa altura em que o campeonato é dominado pelas viaturas de classe T1+, em especial pelas Toyota Hilux de João Ramos e Tiago Reis, todos os olhos vão estar postos nos pilotos nortenhos que tudo vão fazer para sair desta terceira ronda do CPTT AM48 na liderança.

    Contudo, e porque a categoria T3 está cada vez mais competitiva, não pode ser esquecido o regresso de Armindo Araújo que, na Baja TT Montes Alentejanos foi terceiro classificado à Geral e que, no passado fim-de-semana, regressou a ‘todo o gás’ ao desporto motorizado depois do acidente sofrido no Rali Serras de Fafe. O Hepta Campeão Nacional de Ralis está motivado e vai travar uma luta intensa com o seu colega de equipa, João Dias, pela liderança da classe T3, sendo que se espera que ambos se juntem a Reis, Ramos e tantos outros candidatos na luta pelo triunfo à Geral.

    Sendo a Baja TT Norte de Portugal pontuável também para a Taça Ibérica de Todo-o-Terreno, haverá também lutas interessantes na classe T2, onde o experiente Fernando Barreiros promete travar uma batalha intensa com pilotos como João Lourenço, Pedro Simões e Luís Caetano.  Entre os T4, Rui Farinha procurará manter o domínio total na classe, enquanto que na classe T8, a luta será bastante interessante com vários candidatos à vitória entre os quais se encontram naturalmente Nuno Torno e Nuno Matos.

    O Prólogo da Baja TT Norte de Portugal arranca hoje, pelas 15h25, com transmissão em direto nas redes sociais da FPAK e do Campeonato Portugal de Todo-o-Terreno. No mesmo dia realiza-se a cerimónia de partida pelas 21h30. Para sábado, pelas 11h25, está agendado o primeiro setor seletivo com pouco mais de 150km cronometrados. Já para domingo estão previstos dois setores seletivos de 81,35km e 76,78km, que se disputam pelas 11h25 e 14h45, respetivamente. A cerimónia de pódio realiza-se pelas 17h30 em Valpaços.

  • Hélder Oliveira de Can-Am na Baja TT Norte de Portugal

    Hélder Oliveira de Can-Am na Baja TT Norte de Portugal

    Helder Oliveira, navegado Carlos Jorge Mendes e aos comandos de um Can-Am T3, está de regresso às competições, disputando no próximo fim-de-semana a Baja TT Norte de Portugal, a terceira jornada do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM 48. Preparando Marrocos vai lutar por um lugar no pódio T3.

    “Depois da nossa participação no ano passado na Baja da Andaluzia, definimos para este ano dar prioridade a um programa internacional, participando em outubro no Rali de Marrocos. Se bem que ainda não tenhamos essa participação confirmada, estamos a trabalhar para isso e entendemos que não seria vantajoso ficarmos parados muito tempo. Assim, decidimos, em jeito de preparação, fazer uma prova nacional num T3 porque será essa a opção para Marrocos”, refere Helder Oliveira que acrescenta: “Sendo eu um piloto de Barcelos e tendo em conta as poucas provas de TT que se realizam no norte do país, optamos por apoiar a organização desta prova com a nossa participação. Simultaneamente, surgiu a oportunidade de pilotarmos o T3 do Filipe Nascimento, um Can-Am com preparação South Racing 2022, com suspensão Reiger. Já tivemos a oportunidade de fazer um teste que correu bastante bem tendo em conta os seis meses que estivemos parados. Fomos evoluindo ao longo dos quilómetros efetuados e estamos otimistas para a corrida que teremos pela frente e que iremos disputar sem grande pressão em termos de classificação, pois não estamos a disputar a totalidade do Campeonato. No entanto, e apesar de uma ótima lista de inscritas na nossa categoria, repleta de pilotos com palmarés e créditos firmados, temos como objetivo lutar pelos lugares da frente e se possível alcançar um pódio entre os T3”.

    A Baja TT Norte de Portugal, prova organizada pelo CAMI Motosport, realiza-se entre os dias 5, 6 e 7 de maio, nos concelhos de Valpaços, Murça e Macedo de Cavaleiros. A prova conta com um total de 387,52 km distribuídos por três setores seletivos e um prólogo composto por 7,46km cronometrados. A competição será pontuável para o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM 48 e Taça Ibérica de Todo-o-Terreno.

  • Jerez termina em queda e lesão para Miguel Oliveira

    Jerez termina em queda e lesão para Miguel Oliveira

    Na corrida, o piloto português voltou a ser derrubado numa colisão com outros pilotos, resultando em queda e lesão, e consequente impossibilidade de competir do GP de Espanha.

    Sexta-feira foi marcada pelas habituais sessões de treinos (P1 e P2). Oliveira mostrou o seu andamento consistente durante a manhã, mas uma questão técnica na última volta, fez com que acabasse por terminar a “Practice 1” em P13. Com temperaturas a subir para a “Practice 2”, o português conseguiu progredir substancialmente o seu tempo em 0,677 segundos, para se fixar em P7 na tabela de tempos combinados do dia, e assim assegurar a entrada direta para a Q2 no dia seguinte, sábado.

    O sábado foi forte e, de alguma forma, espetacular para a Cryptodata RNF MotoGP Team. Miguel Oliveira demonstrou a sua mestria e velocidade em pista em mais uma sessão de treinos livres, tendo liderado em P1 a folha de tempos. Aquando da Qualificação, começou a chover, mas o piloto da Charneca de Caparica, que saiu com slicks para o traçado, experimentou sensações mistas e conseguiu a 7ª melhor volta rápida da sessão, a apenas 0,138 segundos da 1ª linha da grelha de partida.

    Já a Sprint Race teve lugar debaixo de temperaturas de Verão em solo espanhol. No entanto, algumas colisões na primeira volta fizeram com que a corrida – originalmente agendada com 12 voltas -, tivesse de recomeçar, desta feita com 11 voltas.

    No arranque para a Sprint Race, Oliveira saiu do lugar da frente da 3ª linha da ‘grid’ e conseguiu um extraordinário arranque. Depois, com o recomeço da corrida, Miguel estava já em 6º lugar ao final da 1ª volta e manteve o seu andamento, lutando contra o seu colega da Aprilia Aleix Espargaró, até que o espanhol caiu à 6ª volta. O piloto de Almada conseguiu então ultrapassar para 5º com apenas 5 voltas para o final e defendeu-se das tentativas de ultrapassagem por parte de Dani Pedrosa até à passagem pela bandeira axadrezada. Conseguiu 5 pontos pelo P5 na Sprint Race.

    “Foi uma corrida difícil. Senti que quando a corrida foi reiniciada, não trocámos o pneu e isso pode ter-nos comprometido um pouco na opção de fazer um resultado melhor. Foi difícil gerir a frente da moto. Não tive a melhor sensação e a melhor aderência do lado esquerdo da traseira para ser tão competitivo quanto os outros pilotos à minha frente. Mas tivemos essa informação para melhorar para a corrida longa“, afirma o piloto português da Cryptodata RNF MotoGP Team.

    Praticamente esgotado no dia de domingo, o Circuito Angél Nieto teve casa cheia de espectadores entusiasmados e à espera de testemunhar ‘em pessoa’ as equipas e pilotos na corrida de domingo, prevista acontecer com 25 voltas, ao longo dos 4,420km de traçado. Mas, um novo episódio de abalroamento, ainda na 1ª volta, ditou o tom inesperado para o resto da corrida.

    Tendo lugar marcado na grelha de partida em P7, Miguel Oliveira teve um bom arranque, mas foi infelizmente afastado na 1ª volta. A sua corrida teve um desfecho abrupto na curva 2, depois de uma colisão com vários pilotos. A corrida foi marcada pela bandeira vermelha e Oliveira foi imediatamente levado para o centro médico, onde foi revelado que tinha deslocado o seu ombro esquerdo. Mais tarde, já no Hospital local de Jerez de La Frontera, foi comprovada também uma fratura neste ponto.

    “Este início de ano é de longe aquele que idealizei. Hoje a ‘sorte’ bateu à porta outra vez e como resultado desloquei o ombro. Efetuarei mais exames para entender a extensão da lesão. Fé e paciência na recuperação e olhar em frente”, comentou Miguel Oliveira no final do dia de domingo, deixando também um agradecimento a todos os fãs, pelo apoio manifestado.

    Nos próximos dias serão relevados mais detalhes da sua progressão clínica e possibilidade de ser considerado apto para o próximo GP em Le Mans, França, a 5ª jornada do Campeonato do Mundo de MotoGP, que acontece entre 12 a 14 de maio.

  • EURO RX3: João Ribeiro sem sorte no arranque na Hungria

    EURO RX3: João Ribeiro sem sorte no arranque na Hungria

    O 12º lugar final deixou o piloto paredense muito desapontado. Problemas mecânicos e um toque sofrido arruinaram-lhe a prova.

    Agora integrado na estrutura da Volland Racing, o piloto de Paredes apresentava-se no arranque da temporada do Euro RX3 com justificadas ambições para, a exemplo do que fez em 2022, lutar pelos lugares cimeiros.

    Mas, o fim-de-semana em terras húngaras, foi de mal a pior, começando por ver o seu Audi A1 S1600 a ter problemas mecânicos durante as mangas de qualificação . Aliás, só conseguiu concluir a primeira e no 5º posto, tendo sido forçado a abandonar nas três seguintes, concluindo essa fase num desanimador 12º posto da geral.

    Chegado à sua meia-final, João Ribeiro tudo tentou para recuperar mas foi vítima de um toque que o fez mesmo capotar, ficando assim a sua corrida por esta fase e saindo da Hungria com um 12º lugar que o deixou mito desapontado.

    “Foi um fim de semana para esquecer. Depois de um dia com problemas mecânicos em todas qualificações, conseguimos melhorar posições na meia-final e, quando tínhamos com possibilidade de chegar a final, um toque deixou-nos fora de corrida. Não há muito a dizer… agora é preparar tudo para Montalegre, para poder dar tudo lá dentro de 1 mês!”.

  • TrialGP: Jaime Busto e Emma Bristow vencem segundo dia em Gouveia

    TrialGP: Jaime Busto e Emma Bristow vencem segundo dia em Gouveia

    O segundo dia do TrialGP de Portugal, disputado este fim de semana no cenário panorâmico de Gouveia, na orla do Parque Natural da Serra da Estrela, ditou o triunfo do espanhol Jaime Busto, na prova principal, e da germânica Emma Bristow, em femininos.

    Chegou ao fim a jornada do TrialGP de Portugal, com o piloto espanhol Jaime Busto (GasGas) a evidenciar, mais uma vez, a ser uma forte ameaça ao domínio de Toni Bou (Montesa) nesta disciplina das duas rodas mundial. A etapa portuguesa, organizada pelo Município de Gouveia e a Talentos Objetivos-Clube de Enduro e Recreio, teve o mesmo desfecho da competição de abertura em solo espanhol, com Toni Bou a vencer num dia e Jaime Busto no outro.

    Se ontem a vitória sorriu a Toni Bou, hoje foi a vez de Jaime Busto carimbar um triunfo preso por um fio: um escasso ponto separou os dois pilotos espanhóis, o que diz bem da entrega e dedicação que ambos empregam ao longo de quatro horas de aventuras e peripécias no coração de Gouveia.

    Depois das rondas de Espanha e Portugal, Toni Bou, da Repsol Honda Team, e Jaime Busto, da GasGas Factory Racing, viajam para o Japão, próximo compromisso do Mundial de Trial, empatados com 74 pontos, seguidos do espanhol Gabriel Marcelli (Montesa), também da equipa Repsol Honda Team, com 58 pontos, após terminar o dia de hoje na terceira posição, com 24 pontos.

    Adam Raga (TRRS), Igualmente espanhol, fechou o dia na quarta posição, com 30 pontos, relegando para o quino posto o italiano Matteo Grattarola (Vertigo), assegurando 45 pontos.

    No TrialGP Feminino, a britânica e campeã do mundo em título, Emma Bristow (Sherco), repetiu o triunfo alcançado ontem, mas teve de suar as estopinhas para desembaraçar-se da espanhola Berta Abellan (Scorpa). Dois pontos separaram as duas pilotos, com vantagem para a primeira, que arrecadou cinco, que não descura a oportunidade de alcançar o nono título em 10 anos de carreira

    Aliás, Emma Bristow tem demonstrado uma enorme aptidão com a sua Sherco de 300cc com injeção de combustível nas provas disputadas em Espanha e Portugal. Por seu turno, Berta Abellan esteve sempre a rodar nos calcanhares da britânica, contentando-se, no final do segundo dia de prova do TrialGP de Portugal com o segundo lugar, depois de ter logrado o triunfo nos dois dias em Espanha.

    A também germânica Alice Minta (Scorpa) quedou-se pela terceira posição, captando 34 pontos, menos dois que a italiana Sofia Rabino (Beta), quarta classificada, e seis que a norueguesa Heldeborg Barkved (TRRS), que encerrou o “top five”.

    À semelhança de ontem, a ronda de hoje foi tirada a papel químico no Trial2, com os três primeiros a repetirem exatamente os mesmos lugares do pódio. A “dobradinha” britânica manteve-se, com Billy Green (Scorpa) a somar oito pontos, os mesmos de ontem, enquanto o compatriota Jack Peace (Sherco) levou para casa 12.

    Recorde-se que este último, venceu o segundo dia na jornada espanhola, mas desta vez Billy Green não deu a mínima hipótese, pese embora tenha protagonizado uma feroz luta pelo lugar mais desejado.

    Quem porfia sempre alcança e o norueguês Sondre Haga (GasGas) não se deixou intimidar com a forte concorrência e encontrou a fórmula pretendida para subir ao degrau mais baixo do pódio, registando 16 pontos. Já os espanhóis Arnau Farre (Sherco) e Alex Canales (Sherco) terminaram, respetivamente, no quarto e quinto posto, ambos com 22 pontos.

    Na categoria de Trial3, o britânico George Hemingway (Beta) tomou o gosto e voltou a vencer, à semelhança do que sucedeu ontem. Aliás, o britânico passa a ter razões de sobra de gostar de Gouveia, porque foi na cidade da encosta noroeste da Serra da Estrela que garantiu os dois primeiros triunfos da carreira nesta categoria.

    No segundo dia de prova, George Hemingway rubricou mais um desempenho notável, a vincar a série trazida da véspera para totalizar dois pontos, com o “caloiro” norueguês Jone Sandvik (Sherco), a terminar em segundo – ontem foi terceiro classificado – , com 15 pontos.

    Na terceira posição ficou o também britânico Alfie Lampkin (Vertigo), com 18 pontos, retirando do pódio o italiano Mirko Pedretti (Beta) ao somar 20 pontos. Já Jamie Galloway (TRRS), que ontem foi segundo classificado, hoje encerrou o “top five”, com o mesmo número de pontos de Mirko Pedretti.

    O TrialGP do Japão é a próxima prova do Campeonato do Mundo Hertz FIM Trial, a desenvolver nos dias 19 e 21 de maio.