Categoria: Montanha

  • José Carlos Magalhães gere imprevistos e garante objetivos no Caramulo

    O piloto/team manager da MNE Sport conseguiu ultrapassar inúmeros obstáculos com se deparou antes e durante a prova do Targa Clube para que fosse possível alcançar o resultado que praticamente lhe garantisse o título nacional Campeonato de Portugal Legends de Montanha. Saiu do Caramulo com o objetivo na mão.

    Na Rampa do Caramulo José Carlos Magalhães conheceu o fim-de-semana mais complicado da temporada. Pois a sucessão de imprevistos tornou a sua tarefa ainda mais árdua, a começar pelos problemas sentidos no BMW M3 Compact, poucos dias antes da prova, que o obrigaram a mudar para o Toyota Carina E, carro bem preparado, mas claramente sem o mesmo nível competitivo do carro alemão.

    Como tal, a sexta tirada da temporada transformou-se nitidamente numa “Operação Controlo de Danos”, focando-se o piloto em dar tudo para alcançar um lugar no pódio, resultado que, não só ‘limitaria as perdas’, mas serviria de forma total para garantir que a liderança pontual do campeonato se transformava numa quase certeza do título.

    A obtenção da terceira posição nos Legends de Montanha no Caramulo deu-se “com muito esforço e entrega pois a batalha foi dura. Felizmente conseguimos alcançar os objetivos, para que o campeonato pudesse ficar praticamente decidido”, começa por dizer o piloto da MNE Sport, que explica que “na quinta-feira anterior à prova o BMW pregou-nos uma partida, e tivemos mesmo de recorrer ao Toyota que acabaria por não dar qualquer problema e é um carro que, mesmo menos preformante, eu gosto muito de conduzir”.

    As constantes alterações climatéricas só vieram acrescentar mais um fator de stress ao fim-de-semana de José Carlos Magalhães nesta Rampa do Caramulo, mas o piloto nunca perdeu o ‘norte’, mantendo o foco no fim maior. “Não tinha pneus e por isso tivemos de fazer aqui uma gestão com este tempo de verão. Mas conseguimos atingir o objetivo, que foi o mais importante”, remata o piloto da MNE Sport, que já pode gozar a pausa do campeonato e pensar já na forma como vai celebrar o título na derradeira prova da época em Boticas.

  • Caramulo foi a montanha do título para Joaquim Teixeira

    O consagrado piloto da JT59 Racing Team/Bompiso juntou mais um título à sua vasta coleção, sagrando-se vencedor da Divisão Turismos 2 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, ao triunfar na prova do Targa Clube, alcançando assim o pleno de vitórias nas seis provas já disputadas esta temporada.

    Joaquim Teixeira não podia ter escrito um guião melhor para a época que tem conhecido este ano, prosseguindo a sua caminhada triunfal, numa Rampa do Caramulo que esteve longe de ser fácil, dada a instabilidade climatérica que marcou o fim-de-semana.

    Mas aos comandos do Cupra TCR o “Demolidor de Trás-os-Montes” esteve irrepreensível, sabendo ‘ler’ muito bem todos os obstáculos que encontrou pelo caminho, levar de vencida a panóplia de adversários que lhe tentaram bater o pé e, prova após prova, juntamente com a equipa JT59 Racing Team/Bompiso, tomar as melhores opções no que toca a afinações e a utilização de pneus. Um desafio amplamente superado, que permitiu a renovação do cetro, ficando para a história, além de nova vitória nos Turismos 2, novo 2º posto na categoria e a 8º posição na geral.

    “Na Divisão Turismos 2 foi mais um ano em que consegui a vitória. Tentei lutar também pela categoria de Turismos, mas não foi possível. O andamento não chega para o meu adversário, o Luís (Nunes), a quem endereço desde já os meus parabéns, porque foi um justo campeão. Fiquei em segundo”, começou por referir Joaquim Teixeira em jeito de balanço da sua época.

    O piloto transmontano lembra também que nos últimos anos nunca saiu “do pódio absoluto (dos Turismos). Mudo de carro e ando lá sempre. E o meu objetivo, antes da época, era vencer a Divisão 2, o que consegui, também consegui entrar no pódio absoluto dos Turismos e entrar no top dez absoluto também foi alcançado. Por isso estou contente!”. Ainda em jeito de rescaldo, acrescentou que “a época correu bem, e embora falte mais uma prova, que em princípio irei fazer, até porque é Boticas, um dos meus principais patrocinadores. E acho que, acima de tudo, o campeonato está de parabéns”, considera Joaquim Teixeira.

    Sobre a 30ª Rampa do Caramulo em si, o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso classifica-a como “difícil, com 50 viaturas presentes”, num “campeonato com cada vez maior projeção”. E “pessoalmente considero que a minha equipa fez um excelente trabalho”, sublinhando que não aprecia “correr à chuva, e eles entregaram-me um carro espetacular, que me deixou admirado, pois permitiu-me fazer um quarto tempo absoluto nessas condições”.

  • Nuno Guimarães assegura novo pódio no Caramulo

    O piloto do Peso da Régua somou mais um segundo lugar na Divisão Prototótipos B nesta penúltima prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, num fim-de-semana que para si foi algo complicado, devido à instabilidade climatérica.

    O “Capitão da Montanha” chegou à prova do Targa Clube em alta, depois do brilhante triunfo em Santa Marta, na quinta tirada da época. Mas não foi fácil a Nuno Guimarães acertar o seu SilverCarS2 dada a variedade de condições climatéricas que se fizeram sentir este ano na Rampa do Caramulo, pois se no sábado, com o piso seco, conseguiu tirar bom partido do carro nos treinos, já na primeira subida a ‘doer’, andando mais próximo dos limites, o comportamento do protótipo não foi o desejado, embora permitindo rodar bem dentro do top dez absoluto.

    A equipa trabalhou para alterar o SilverCarS2, e o desempenho do mesmo esteve mais de acordo com o desejado pelo piloto duriense na jornada de domingo, sobretudo com o piso húmido, e foi possível fazer um tempo mais próximo do seu principal adversário e colega de equipa António Rodrigues na Divisão Protótipos B, almejando ainda saltar para o 4º lugar final absoluto.

    “Foi um fim-de semana um bocado difícil. No sábado em seco estava-me a sentir confiante. Mas depois quando fui para a subida de prova tentei atacar mais um pouco e o carro estava com pouca frente, não me permitindo rodar nos limites”, começou por explicar Nuno Guimarães referindo-se à sua participação na prova do Targa Clube.

    O piloto do Peso da Régua considera “que deveria ter arriscado um bocado mais nos treinos para perceber melhor o carro. E ele depois pregou-me essa partida na primeira subida de prova, e o tempo não foi o que eu pretendia. Os mecânicos, e bem, trabalharam de noite, e conseguiram colocar o carro em condições para domingo. O SilverCar à chuva estava excelente. Sentia-me muito confiante nessa situação. Muito confortável. E os tempos saíram”, salienta Nuno Guimarães, que depois se viu ‘a braços’ com “a lotaria do seco, molhado, seco, molhado. Subi de ‘slicks’, com barras, sem barras. Foi muito complicado e exigiu muito foco, muita concentração e, claro, um pouco de sorte!”.

    O “Capitão” confessa ainda que “acho que na segunda subida de prova ‘adormeci’ um pouco. E entreguei a vitória ao Toni (António Rodrigues). Está bem entregue. Os meus parabéns, pois, ele esteve fantástico e, juntamente com o meu 2º lugar, conquistamos mais uma dobradinha para a nossa equipa, numa época que está a ser fantástica a todos os níveis!”, destaca o piloto duriense, para o qual, “a partir daí o objetivo foi garantir o segundo lugar dos Protótipos B e o quarto da geral, porque estava atrás de alguns Turismos e isso também não me fazia sentir bem. Mas no domingo o carro esteve bem. Eu é que não estive tão bem como isso. Por isso faço o ‘mea culpa e agora foco no futuro!’”. Nuno Guimarães vai agora aproveitar o período de pausa no campeonato para retemperar forças e voltar com motivação para rematar a temporada no melhor plano possível: “Agora vamos de férias e voltar para fechar a época em grande em Boticas”.

  • Cláudio Batista com top 6 na estreia no Caramulo

    O piloto de Fafe que defende as cores da Sucesso Automóvel deu mais um passo na sua aprendizagem das provas que fazem parte do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, sendo esse o aspeto a reter no evento do evento do Targa Clube, onde levou o DS3 R1 ao sexto posto na Divisão Turismos 3 e à vitória na sua classe.

    Cláudio Batista tinha no Caramulo um enorme desafio. Por um lado, conhecer o traçado, e por outro enfrentar uma forte e bem equipada concorrência. Mas a sua prestação foi muito positiva, pois foi melhorando progressivamente e denotando muita segurança na abordagem das subidas que foram realizadas com o piso molhado.

    Pelo que no final era grande a sua satisfação do piloto de Fafe, pois teve uma atuação de acordo com as suas possibilidades, e adequada ao conhecimento que tinha da rampa. Não deixando fugir o triunfo na sua classe, já que ao nível da Divisão Turismos 3 era impossível fazer melhor, registando mais um bom 6º lugar, que se transforma em mais uma positiva operação pontual para as contas finais do campeonato.

    “Esta era uma rampa que eu desconhecia. Não tinha grandes adversários na classe, mas tentei subir um bocado na classificação geral e assegurar um bom lugar na minha divisão, mesmo enfrentando bons pilotos, com carros mais evoluídos”, começa por referir Cláudio Batista, que destaca também o ter chovido “e ter arriscado um bocadinho, pois senti-me bem. Isso permitiu-me subir um bocado na tabela classificativa”.

    O piloto minhoto confessa que a temporada de regresso à modalidade (três anos depois) está a ser melhor do que o esperado: “Foi, até agora, uma época que me surpreendeu. Tem sido uma constante aprendizagem do carro e dos traçados das rampas e estou feliz com a minha evolução e por conseguir já andar mais rápido”. A missão de Cláudio Batista agora será o de ‘rematar’ a época com nova exibição positivo no fecho do campeonato, previsto para a Rampa de Boticas, no próximo mês de setembro.

  • Top 5 absoluto e pódio na divisão para Joaquim Rino no Caramulo

    O piloto de Porto de Mós cumpriu os objetivos traçados para o fim-de-semana na prova do Targa Clube, ao terminar na terceira posição da Divisão Protótipos B do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, repetindo assim o resultado conseguido na ronda anterior.

    Joaquim Rino tinha a intenção de na Rampa do Caramulo somar novo ‘top’ três da segunda divisão dos protótipos e tentar a melhor classificação absoluta possível, dando assim continuidade a um crescendo de resultados e performance, nesta época de estreia do seu novo BRC BR49 EVO. Foram objectivos que alcançou em pleno, tripulando o protótipo com as cores da Articimentos e preparado pela FR Power, sempre de forma eficaz, provando que lhe está a “ganhar a mão”.

    No Caramulo, essa adaptação foi bem visível e Joaquim Rino atacou os 2850 metros da rampa sempre de forma rápida, mesmo se no primeiro dia tenha conhecido um pequeno contratempo momentâneo, mas que acabou por não lhe afectar o fim-de-semana.

    O piloto da região Oeste foi melhorando sempre os seus tempos a cada subida, sendo que mesmo com o traçado húmido no domingo, conseguiu superar o desafio com distinção, estando entre os melhores a rodar nessas condições difíceis. O que acaba por ser natural, uma vez que o Caramulo é um dos seus traçados predilectos em todo o campeonato e Joaquim Rino “abriu o livro” da sua vasta experiência que o torna um dos mais consagrados pilotos da modalidade.

    “Saio satisfeito desta rampa. No sábado tive um pequeno percalço com uma bandeira vermelha, que me foi mostrada por engano. Tirando isso correu tudo bem”, começa por dizer Joaquim Rino em jeito de balanço sobre a sua prestação.

    O piloto de Porto de Mós mostra-se “muito feliz com a exibição que consegui e com o comportamento do BRC que está cada vez mais eficaz. Eu também estou mais confiante e a desfrutar mais de o conduzir!” com a prova que fez, e já faz uma retrospectiva da sua temporada, que a uma prova do final já se aproxima do seu termo: “É um balanço positivo no final destas seis provas já realizadas. Em que tudo correu bem, dentro do que seria de esperar, abrindo boas perspectivas para um final que espero seja de festa, sendo para mim importante ir a Boticas lutar por ficar no top cinco final da classificação absoluto, já que o pódio nos Protótipos B está assegurado”.

  • Eva Laranjeira é a nova “rainha” dos Clássicos 1300!

    A piloto de Setúbal fez aquilo que se propunha na 30ª Rampa do Caramulo; vencer pela quinta vez consecutiva na Taça da Portugal de Clássicos de Montanha 1300 e, dessa forma, garantir desde já o título da competição, naquela que foi apenas sua segunda época completa na Montanha!

    Era uma espécie de “tempestade perfeita” já anunciada. Eva Laranjeira foi à Rampa do Caramulo garantir de forma imperial o seu quinto triunfo da temporada, mostrando mais uma vez todo o seu talento e a maneira como “trata por tu” o Peugeot 205 Rallye.

    Desde as primeiras subidas na prova do Targa Clube a piloto da MNE Sport mostrou ao que ia deixando bem claro que não iria permitir quaisquer veleidades aos seus mais diretos adversários. Totalmente focada nos seus objetivos, a ‘Dama de Aço’ logo no dia de sábado colocou a concorrência a considerável distância, lançando-se decididamente para uma vitória no domingo e consequente cetro que não deixou dúvidas a ninguém, fazendo também história com o primeiro título da sua, ainda, curta carreira, que a deixou “simplesmente radiante!”.

    Já como campeã, Eva Laranjeira não escondia a profunda alegria que a assolava; “Estar mais feliz é impossível. Estou muito contente com a concretização do objetivo que tracei e que consegui alcançar nesta rampa. E por isso não podia estar mais feliz. Quando atingimos os nossos objetivos não temos outro sentimento se não ficarmos com uma felicidade plena e desfrutar do momento!”.

    A piloto da MNE Sport refere também que esta Rampa do Caramulo teve duas facetas diferentes entre os dois dias de prova, sobretudo devido à meteorologia. “No sábado foi completamente diferente de domingo, até pelas condições climatéricas que e que nos obrigou a uma atenção redobrada. Mas senti-me bem, forte, segura quer com o piso seco, quer no molhado”, sublinha.

    Eva Laranjeira diz-se “muito orgulhosa dos tempos que consegui fazer, do que consegui alcançar”, enfatizando que conseguiu “superar as expetativas que trazia para esta rampa. No domingo foi um resultado um bocadinho diferente, mas aquilo que estava ajustado às condições que tínhamos, devido à chuva, com um traçado molhado. Por isso adaptei-me às condições que tínhamos, para garantir que chegada ao fim, que cumpria os meus objetivos e ser campeã!”.

    Com o título garantido, a piloto de Setúbal já vai para a derradeira prova da temporada de montanha mais descontraída, e mais centrada em desfrutar ao máximo a condução do Peugeot 205 Rallye, por forma a que a Rampa de Boticas seja para si e para a equipa uma grande e merecida festa de consagração.

  • António Rodrigues deu “tiro” certeiro no Caramulo!

    Fazendo jus ao seu cognome de “Bala do Douro”, o piloto da NJ Racing regressou às vitórias na Divisão Protótipos B do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group na prova do Targa Clube, apesar de nunca antes a ter disputado. A isto ainda acrescentou mais uma subida ao pódio da classificação geral absoluta.

    Determinado a fazer esquecer os problemas sentidos no seu BRC CM05 Evo na prova anterior e, como o lembra “os erros que cometi”, António Rodrigues encarou esta 6ª edição da Rampa do Caramulo como uma oportunidade para marcar posição. Mostrando que ainda ‘manda’ na sua divisão e tem uma ‘palavra’ a dizer na discussão pelos lugares cimeiros, seja qual for a prova em que se apresente. Mesmo quando, como neste caso, nunca antes tivesse competido no traçado que enfrentou.

    Bem cedo a ‘Bala de Ouro’ entrou determinada a liderar os Protótipos B, evoluindo para o quarto lugar absoluto no dia de sábado, a apenas 0,8s da terceira posição nos tempos obtidos na subida de prova.

    No domingo, foi melhorando e levando de vencida todas as dificuldades da inconstância de piso (ora seco, ora molhado), estabelecendo a sua predominância nas contas dos Protótipos B e voltando a estar no pódio absoluto final de uma prova do CPM JC Group. Este duplo sucesso permitiu que António Rodrigues atingisse os objetivos que tinha traçado para este fim-de-semana, de modo a praticamente selar as contas nos Protótipos B, de forma a concretizar a almejada renovação desse título.

    “Foi a primeira vez que disputei esta rampa. Tentei reconhecer o traçado. Ver como conseguíamos que o carro melhorasse um pouco nas subidas e, com um bocado mais de cabeça, para não acontecer o mesmo que na rampa anterior, fazer com que os tempos melhorassem aos poucos”, começa por dizer António Rodrigues relativamente à sua prestação nesta Rampa do Caramulo.

    O piloto de Santa Marta de Penaguião, refere também que foi “um excelente fim-de-semana. O carro esteve bem e fui aumentando o ritmo e melhorando progressivamente os tempos” e conseguindo “outra vez o primeiro lugar nos Protótipos B. Tanto no sábado como no domingo, em que fizemos um bom tempo, aproveitando aquela ‘abertura’ das condições meteorológicas. E deu para ganhar!”. A António Rodrigues também soube especialmente bem subir novamente ao pódio absoluto.  “Um pódio que muito me satisfaz também, pois é sinal de que estou a andar bem, a fazer bons tempos, estou a ser competitivo e ficamos sempre muito contentes com isso e vamos tentar ficar no pódio absoluto final do campeonato. Seria um prémio justo para os patrocinadores, para a equipa e para a minha família, que me dá tanto apoio e alento!”, acrescentou o piloto da NJ Racing.

  • Hélder Silva conquista o Caramulo

    E vão três vitorias consecutivas para o piloto poveiro. Cada vez mais rápido com o seu BRC BR 53, Hélder Silva dominou a 30ª Rampa do Caramulo, numa jornada marcada pela “roleta” das condições atmosféricas e que entregou já alguns dos títulos em discussão neste.

    A jornada de domingo da prova organizada pelo Targa Clube serviu um “prato” climatérico assaz variado: do nevoeiro matinal que condicionou os horários, ao vento, chuva e frio, intervalados por algum sol, tudo transformou o dia num desafio acrescido para pilotos e equipas, quer na abordagem ao traçado, quer nas escolhas de afinações e de pneus.

    Uma palavra para a organização que, ao longo de todo o fim-de-semana, almejou construir uma prova de grande nível em todos os seus aspetos, provando uma vez mais a qualidade atual deste campeonato.

    Em termos desportivos, o destaque vai obrigatoriamente para a justa vitória absoluta de Hélder Silva. O poveiro não deu hipótese à concorrência mais direta e foi o mais rápido ao longo de todo o fim-de-semana. O seu melhor tempo acabaria por ser o da 1ª subida de prova no sábado, com 1:19.639, à média horária de 128,83 km/h, para no domingo rematar a vitória logo na 2ª subida oficial, terminando com uma vantagem de 3,3 segundos sobre o atual campeão José Correia. Este foi 2º, mas nunca teve a sua “barchetta” Osella PA2000-Evo 2 nas melhores condições ao longo de toda a prova, tendo de se conformar com mais um pódio.

    De volta aos triunfos está António Rodrigues. Venceu de forma clara entre os Protótipos B, resolvendo de forma quase decisiva as contas deste título, com o piloto do BRC CM05 Evo da NJ Racing a ainda almejar reclamar mais um pódio absoluto sendo terceiro, a 8,6 segundos de Silva. Entre os Protótipos B, “dobradinha” para a NJ Racing, mercê do 2º posto de Nuno Guimarães (SilverCar S2), cabendo a Joaquim Rino levar de forma sempre sólida o BRC BR49 Evo ao 3º lugar final. Os 5 protótipos reservaram todos os lugares do top cinco absoluto final.

    Na Categoria GT, Vítor Pascoal (Porsche 991 GT3 CUP) chegou ao terceiro triunfo da época, mas o 2º lugar de Pedro Marques, em carro idêntico, fez o bracarense manter o comando da tabela pontal, estando claramente às portas do título. O Lamborghini Huracan Super Trofeo de Sérgio Matos completou o pódio, com o piloto da Constálica a revelar um bom andamento nesta sua estreia nos GT.

    O Caramulo entregou o primeiro título nacional da temporada: Luís Nunes levou ao seu Ford Fiesta ST R5 ao “tri” na Categoria Turismos, saldando ainda as contas da Divisão Turismos 1. Ao triunfar no Caramulo o “Foguete de Valpaços” atingiu seis vitórias em 6 provas e a glória incontestável, com um duplo justo cetro a aumentar ainda mais o seu já rico palmarés. Nesta sexta tirada, foi secundado na sua divisão pelo regressado António Cruz Monteiro (Peugeot 208 T16 R5), segundo sem oposição, sendo de realçar que Daniela Marques conquistou mais um pódio ao colocar o Subaru Impreza WRX no 3º lugar.

    Na Divisão Turismos 2 foi também tempo de consagrar Joaquim Teixeira, que rematou a conquista do cetro. A vitória que alcançou no Caramulo foi a sexta da temporada, vincando a hegemonia total na divisão do piloto do Cupra TCR da JT59 Racing Team/Bompiso que logrou ainda e uma vez mais ser segundo nas contas da Categoria. José Carlos Pouca Sorte (BMW M3) esteve sempre muito rápido e foi recompensado com um excelente 2º lugar na divisão, na frente de Paulo Silva (Audi RS3 LMS), terceiro colocado.

    O duelo “mata-mata” na Divisão 3 ficou marcado pela quarta vitória da temporada de Sérgio Nogueira. O bracarense do Renault Clio RS esteve sempre muito forte e deu no Caramulo aquilo que pode ser o passo decisivo para conquistar a divisão no final do campeonato, porque agora vai para a última prova da época com duas vitórias de vantagem sobre Parcídio Summavielle (Renault Clio R3), ficando numa posição de grande vantagem face ao seu adversário. O pódio da divisão ficou completo com Alberto Pereira (Honda Civic Type R). O Edil mesãofriense rodou sem problemas e mereceu o 3º lugar final.

    A 30ª Rampa do Caramulo assinalou o regresso dos monolugares à Montanha. E em boa hora se criou a Taça de Portuga de Monolugares de Montanha, pois o jovem Miguel Matos deu um recital de condução na rampa, tripulando um GRIIIP G1-17 de forma eficaz que, numa tabela de tempos global, o fez estar entre os três mais rápidos. Venceu logicamente a TPMM no Caramulo e deixou “água na boca” para vermos mais monolugares no futuro próximo a competir nesta modalidade. Já Sérgio Mateus assinou uma boa exibição com o seu Semog Troféu e triunfou na competição reservada à Taça de Portugal de Kartcross de Montanha.

    Manuel Pereira venceu facilmente nos Legends e Fernando Salgueiro triunfou “em casa” nos Clássicos

    As lides do Campeonato de Portugal Legends de Montanha foram tranquilas, com o vencedor “anunciado” a provar o total favoritismo. O binómio que Manuel Pereira forma com o seu potente Mitsubishi Lancer EVO VI não permite, em circunstâncias normais, qualquer oposição e o facto voltou a ser verdade nesta sexta prova da temporada. Brilhante 2º lugar para Gonçalo Janeira. O piloto do Fundão esteve muito sólido com o Citroen AX e levou de vencida José Carlos Magalhães. Mas o 3ºposto alcançado pelo piloto da MNE Sport, que utilizou desta feita o Toyota Carina E GT 2.0, acabou por ser uma excelente operação pontual para consolidar a liderança e está às portas do título.

    Já no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha, Fernando Salgueiro, mercê de uma exibição sem erros e sempre assente na rapidez, assinou um triunfo justo e que se transforma num salto enorme a caminho do título para o piloto do Ford Escort MKII. Flávio Sainhas colocou o seu Escort MKI na segunda posição, com Ricardo Loureiro (Ford Escort MKII) a voltar a viver uma prova atribulada, mas que, pelo menos, lhe permitiu assegurar o 3º lugar final nos Clássicos.

    Eva Laranjeira é a nova “rainha” dos Clássicos 1300 e Francisco Milheiro está de regresso às vitórias

    E está resolvida a questão na Taça de Portugal de Clássicos de Montanha 1300. Eva Laranjeira e o seu Peugeot 205 Rally, da MNE Sport, construiu na Rampa do Caramulo um tranquilo quinto triunfo consecutivo na época. Com esta quinta vitória, a que junta um 2º lugar na prova inaugural do campeonato, a piloto de Setúbal chegou ao seu primeiro título nacional, e logo apenas na sua segunda época competitiva a tempo inteiro.

    Eva foi sempre a mais rápida na sua competição, rodando em tempos completamente inacessíveis para os seus mais diretos adversários. E uma vez mais foi José Pedro Figueiredo, em Datsun 1200, a chegar mais perto da ‘Dama de Aço’, mas tendo de se contentar com o segundo lugar e o pódio nos Clássicos 1300, que ficou ‘fechado’ por Domingos Fernandes, com mais uma boa prestação aos comandos do Autobianchi A112 Abarth.

    Francisco Milheiro e o seu Peugeot 106 estão de regresso às vitórias na Taça de Portugal de Montanha 1300. O jovem vimaranense realizou uma das suas melhores exibições da época, senão a melhor, ao rodar em tempos fora de série, que o fez bater pilotos com carros mais potentes. Milheiro dominou todas as subidas na TPC 1300 e chega a um triunfo que o faz consolidar ainda mais a sua liderança na tabela pontual, sendo por isso o grande favorito a renovar o título no fecho desta época.  Segunda posição para o Toyota Starlet de Marco Figueiredo e destaque para o primeiro pódio da curtíssima carreira da jovem Daniela Ferreira. A covilhanense do Citroën C1 da FR POWER estava apenas na sua terceira prova enquanto piloto de montanha.

    O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, vai agora “a banho”, com um merecido interregno de verão e voltara só a 18 e 19 de setembro, com a segunda visita da Família da Montanha a Boticas.

  • Hélder Silva domina primeiro dia no Caramulo

    Chegado à prova do Targa Clube embalado por duas vitórias consecutivas, o piloto poveiro do BRC BR 53 não deu veleidades à concorrência, sendo o mais rápido ao longo de toda a jornada de sábado da 30ª edição da Rampa do Caramulo.

    Na análise ao primeiro dia de competição da 6ª prova do ano do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, o primeiro destaque vai para o excelente nível organizativo ostentado pelo Targa Clube: horários rigorosos e quatro subidas do campeonato e duas da rampa regional cumpridas em menos de cinco horas. Notável! Isto, mesmo com uma excelente lista de participantes que, no agregado das duas competições, esteve perto da meia centena.

    Quanto à história competitiva da tarde, a discussão pela supremacia absoluta foi ténue. Hélder Silva assinou sempre o melhor tempo em todas as subidas e, na única “a doer”, colocou no cronómetro 1:19.639, à média horária de 128,83 km/h. O domínio e, principalmente, a distância temporal que colocou para os demais, colocam-no como grande favorito à vitória final na prova, feito que a acontecer será muito importante para as suas aspirações ao título.

    Quem mais perto rodou foi José Correia, mas, na subida de prova ao fecho da tarde, não foi além de 1:22,113, a 2,4 segundos de Silva, com a “barchetta” Osella PA2000 EVO 2 a denotar, aqui e ali, algumas fragilidades. Na prova em que se assinala o regresso dos monolugares à Montanha, Miguel Matos espantou tudo e todos ao rubricar o terceiro melhor tempo na subida de prova, mostrando toda a competitividade do seu GRIIIP G1-17. Terminou a 4 segundos do líder.

    No 4º posto absoluto e assinando a melhor marca entre os Protótipos B, encontramos António Rodrigues. A “Bala do Douro” foi igual a si mesmo”, estando provisoriamente apenas a 0,8 segundos do último degrau do pódio absoluto, dando para perceber que “espreme” tudo quanto pode do BRC CM05 EVO.

    A competitividade neste primeiro dia fica bem patente na diferença de tempos entre 3º e 7º colocados: apenas 1,7 segundos a separar 5 pilotos!

    No naipe, além de Matos e Rodrigues, estão Vítor Pascoal (Porsche 991 GT3 CUP), 6º da geral e melhor GT, Luís Nunes (Ford Fiesta ST R5), 7º e líder entre os Turismos 1 e ainda o SilverCar S2 de Nuno Guimarães, no oitavo posto. Batalha fantástica! Joaquim Rino está no 8º lugar, mercê de um dia forte aos comandos do BRC BR49 EVO, seguido de Joaquim Teixeira, 9º da geral e líder incontestado nos Turismos 2, com o top dez a ser fechado por Pedro Marques, que tripula um Porsche 991 GT3 CUP.

    A “guerra” na Divisão Turismos 3 foi acesa, como era esperado, com alternância na frente, mas, na subida mais importante, Sérgio Nogueira /Renault Clio RS) logrou descobrir uns “pozinhos”, sendo mais rápido por apenas 56 milésimas de segundo!

    Manuel Pereira lidera nos Legends e Fernando Salgueiro foi o mais forte nos Clássicos

    Nas contas do Campeonato de Portugal Legends de Montanha, também não houve qualquer contenda apertada na luta pela liderança.

    Tirando partido do seu potente Mitsubishi Lancer EVO VI, Manuel Pereira levou de vencida todas as vezes que enfrentou os pouco mais de 2500 metros do traçado, terminando a jornada com grande vantagem sobre José Carlos Magalhães. Este, que se apresentou no Caramulo aos comandos de um Toyota Carina, focou-se na defesa do segundo posto, lugar precioso para lograr defender a liderança pontual que tem no campeonato, tal a diferença competitiva entre o seu carro e a “montada” do líder.

    Mas não vai ser fácil pois tem Gonçalo Antunes “à perna”. Autor de uma grande exibição com o Citroen AX, o piloto do Fundão terminou a jornada em terceiro, a 4 décimas de Magalhães.

    Já no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha, assistimos neste primeiro dia a uma autêntica “dança das cadeiras” na discussão dos 3 primeiros lugares, entre os Ford Escort MKII de Fernando Salgueiro e Ricardo Loureiro e o Ford Escort MKI de Flávio Sainhas. Todos passaram pelo comando da tabela de tempos, mas, na subida a contar para a classificação, Salgueiro impôs-se por 8 décimas de segundo em relação a Loureiro, enquanto Sainhas assegurava o terceiro tempo, a 1,4 segundos. A luta promete ser intensa na jornada de domingo!

    Francisco Milheiro reina na TPM 1300 e Eva Laranjeira está a caminho do título nos Clássicos 1300

    Nas Taças de Portugal reservadas aos 1300cc, liderança para os favoritos. Autor de tempos muito fortes ao longo de toda a tarde, Francisco Milheiro colocou o Peugeot 106 na liderança, por larga margem, com o jovem piloto de Guimarães a poder realizar amanhã uma operação quase decisiva para a renovação do título na Taça de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Marco Figueiredo (Toyota Starlet) é um sólido segundo classificado após o primeiro dia, na frente de uma cada vez mais rápida Daniela Ferreira (Citroen C1) que, apenas na sua terceira prova da carreira, pode vir a conquistar um saboroso pódio.

    Nas contas dos Clássicos 1300, Eva Laranjeira não deu hipóteses e tem tudo reunido para sair do Caramulo não só com a quinta vitoria consecutiva da época, mas também com o título nacional da Taça de Portugal de Clássicos de Montanha 1300 JC Group no seu bornal. A “Dama de Aço” rodou no Peugeot 205 Rally completamente a salvo de qualquer ataque, vendo José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) ser o escudeiro que reclamou o 2º melhor tempo, cabendo a Domingos Fernandes levar o Autobianchi A122 Abarth ao terceiro posto provisório.

    A jornada de domingo tem arranque previsto para as 11 da manhã, com o Warm Up 2, seguindo-se a 3ª Subida Oficial de Treinos da prova e, para terminar em glórias, as duas subidas de prova que o programa do dia derradeiro contempla. A Entrega de prémios está aprazada para as quatro da tarde.

  • Joaquim Rino gosta do Caramulo e quer brilhar entre os Protótipos!

    Naquela que está a ser uma necessária época de adaptação ao seu novo BRC BR549 EVO, o piloto de Porto de Mós quer voltar a estar no Caramulo entre os melhores da Divisão Protótipos B do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, apontando ainda ao Top 5 absoluto final.

    2021 está a ser uma época muito positiva para Joaquim Rino. Após muitos anos aos comandos de um BRC CM05 Evo, o consagrado piloto decidiu mudar de “montada” e optou pelo mais recente produto da mesma marca: o BR49 Evo. O resultado da aposta tem sido muito positivo, não obstante algumas “dores de crescimento” do protótipo e da necessária adaptação que o piloto tem de assumir, até extrair toda a capacidade da máquina.

    Nas cinco provas anteriores, Joaquim Rino logrou sempre assinar exibições de grande nível coroadas com rpesenças no pódio da Divisão Protótipos, almejando ainda estar sempre bem dentro do Yop 10 absoluto das rampas.E estas duas metas são também o que estabelece como “serviços mínimos” para a 30ª Rampa do Caramulo, penúltima prova da temporada de Montanha, esperando tirar o máximo partido do BRC BR49 Evo com as cores da Articimentos, preparado pela FR Power.

    Cada vez mais ‘feito’ à sua nova máquina, que antes da prova anterior sofreu alterações, o piloto da região Oeste encara a Rampa do Caramulo como “uma excelente oportunidade para somar mais um bom resultado, tanto em termos de Divisão Protótipos B, como no que se refere à classificação geral absoluta, onde um top cinco é também um objetivo mínimo”.

    A Rampa do Caramulo é um cenário que aprecia, uma das provas preferidas por Joaquim Rino, apesar de exigente: “É um traçado de que gosto bastante, e onde me costumo dar muito bem. É extremamente rápido. Não se pode cometer erros, pois tem curvas rápidas e de apoio, intercaladas por outras, que exigem travagens muito fortes, e que têm de ser feitas no ponto certo. Já aqui obtive excelentes resultados”.

    O piloto de Porto de Mós sabe que ainda tem margem de progressão na condução e compreensão do BRC49 Evo da Articimentos, mas tudo fará para dar mais um passo em frente nesse capítulo. “Quero continuar a extrair cada vez mais deste novo carro. É um protótipo difícil de afinar, complicado de entender, que exige muita habituação. Mas estou confiante de que a FR POWER está a colocá-lo cada vez mais no ‘ponto’ da sua competitividade”, assume. Como objetivos para o próximo fim-de-semana, Joaquim Rino não tem dúvidas: “Antes do mais no Caramulo quero garantir um pódio na Divisão Protótipos B. Se possível tentar lutar pela vitória nela, e sempre um lugar no top cinco da classificação geral. Para dar seguimento a uma época que tem sido muito positiva”.