Categoria: Montanha

  • 8ª Gala da Montanha celebrou com classe a época 2024 e lançou a nova temporada

    8ª Gala da Montanha celebrou com classe a época 2024 e lançou a nova temporada

    O BBC Bacalhôa Berardo Colletion é um dos ícones da arte e cultura em Portugal e acolheu com pompa e circunstância mais de 200 convidados numa noite em que o Promotor do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, formado pelos clubes organizadores das provas do campeonato (CAMI Motorsport, Clube Automóvel do Minho, Clube Automóvel da Régua, Clube de Motorismo de Setúbal, Demoporto, Targa Clube) e pela APPAM, celebrou a época de 2024.

    Durante a gala foram premiados todos os pilotos que participaram no mínimo em cinco provas do Campeonato Portugal de Montanha JC GROUP 2024, com os prémios a refletirem a classificação real de cada uma das provas, contabilizando todas as pontuações, mas retirando a pior. O Promotor atribuiu ainda um premio de participação a todos os pilotos que participaram em pelo menos três provas.

    O J.C. Group, grupo empresarial que tem apostado fortemente no campeonato, sendo o seu ‘naming sponsor’, foi laureado com o Prémio Prestígio. O seu apoio é um pilar importante para tornar o CPM seja cada vez mais uma referência no panorama do desporto automóvel em Portugal, considerando o Promotor que o J.C. Group tem um elevado contributo no desenvolvimento da modalidade.

    Premiadas foram ainda as instituições que apoiam as provas do CPM JCGROUP, tendo sido entregue à Irmandade da Penha e aos Municípios de Boticas, Braga, Covilhã, Murça, Santa Marta de Penaguião, Setúbal e Tondela, o Galardão Contributo, atestando o papel vital que, ano após ano, desempenham através do seu apoio financeiro e logístico.

    Carlos Cruz recebeu “Troféu Paulo Ramalho”

    Criado pela APPAM em 2018, o Troféu Paulo Ramalho, é um premio destinado a premiar carreiras no Desporto automóvel, mas prioritariamente no CPM. Este prémio é atribuído todos os anos a entidades, pilotos, clubes, autarquias ou outras individualidades a quem a APPAM reconheça a mérito para essa receber essa distinção.

    Este ano a direção da APPAM decidiu atribuir o troféu PAULO RAMALHO 2024, para premiar a sua longa carreira, a Carlos Cruz, dirigente que conta com 45 anos ao serviço do desporto motorizado em geral e da Montanha em Particular. Iniciou a sua carreira de dirigente na Secção de Desportos Motorizados do F.C. Porto, tendo depois fundado o DEMOPORTO, agremiação que lidera.

    Promotor aposta no reforço da Promoção em 2025

    Quanto a novidades para a época que está prestes a começar, o Promotor do CPM JC Group anunciou durante a gala que vai alargar a sua capacidade de promoção e divulgação das oito provas, assumindo esse compromisso para com a FPAK, os Pilotos, as Equipas, as Autarquias e publico que gosta desta modalidade.

    A exemplo de 2024, será mantido o Gabinete de Comunicação, o Speaker Oficial, a recolha de imagens para passar nos diversos canais de televisão através de magazines dedicados e exclusivos, bem como o livestreaming em algumas provas.

    Em outras, o CPM JC GROUP terá a inserção de spots publicitários na SIC Notícias. Durante a semana que anteceda essas provas, serão inseridos 81 spots a anunciar o evento, durante a semana que a antecede durante a qual passa 81 spots, correspondente a 12 spots por cada dia, entre as 07h00 e as 24h00.

    Entretanto, serão também anunciadas, nos próximos dias, algumas alterações no Regulamento Técnico, continuando o Promotor e a FPAK a apostarem na continuidade do mesmo, sendo este alvo de melhorias pontuais, proporcionando assim muita estabilidade aos pilotos e às equipas.

    O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group arrancará nos dias 22 e 23 de marços, com a Rampa Porca de Murça, organizada pelo CAMI Motorsport.

  • Estão abertas as candidaturas para o FPAK Júnior Team na Montanha

    Estão abertas as candidaturas para o FPAK Júnior Team na Montanha

    A 2ª edição do FPAK Júnior Team na Montanha está já em andamento. Serão selecionados três pilotos, que irão disputar sete provas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2025 aos comandos de um Citroen C1.

    A FPAK definiu os critérios de elegibilidade e de prioridade para todos os pilotos detentores de licença desportiva FPAK. Serão considerados candidatos (masculinos ou femininos) com idade mínima de 16 anos e máxima de 25 em 2025, oriundos de todas as modalidades de automobilismo e karting, sendo dada preferência a, pelo menos, uma piloto feminina. Os pilotos interessados devem enviar o seu Currículo Desportivo, incluindo uma análise dos últimos três anos de competição.

    Não serão consideradas candidaturas de pilotos que já tenham tido Licenças Internacionais de Automobilismo ou que tenham disputado provas FIA ou Internacionais de Automobilismo. A FPAK reserva-se o direito de selecionar os pilotos que entender serem mais ajustados para o projeto de acordo com a perspetiva de evolução, comunicação e ética no desporto.

    Os 3 pilotos selecionados terão a obrigatoriedade de participação em todas as jornadas previstas para cada uma das modalidades. A cargo dos pilotos ficará o custo fixo por prova, custo dos pneus, seguro e caução do seguro. Valores a informar oportunamente assim como a regulamentação prevista.

  • JC Group Racing Team deixou Tenerife com bons apontamentos

    JC Group Racing Team deixou Tenerife com bons apontamentos

    A 21.ª Subida Arona – La Escalona, válida para a Taça de Espanha e para os Campeonatos Provincial de Tenerife e de Montanha Recalvi (Velocidade e Históricos de Regularidade) foi o palco da última prova de montanha do ano para a JC Group Racing Team. A convite da organização, a estrutura portuguesa foi até Tenerife para se juntar ao excelente plantel que contava com alguns dos melhores da montanha europeia.

    Eram 115 os inscritos para esta prova nas Ilhas Canárias, dos quais 96 competiram na secção de Velocidade, 7 na Regularidade e 12 na FórmulaRally. Nomes como Simone Faggioli, Christian Merli, Alexander Hin, Fausto Bormolini estavam na lista de inscritos. Ilustres convidados que fizeram subir o nível da prova. Para a estrutura portuguesa, o foco estava apenas em participar, tentar o melhor possível e aproveitar a oportunidade. 

    Foi o que fez José Correia, ao volante do Norma FC20, mesmo não fazendo a última subida na Categoria II. Num fim de semana que foi de evolução constante, faltou a última subida para fechar as contas. Ainda assim, o chefe de equipa da JC Group Racing Team ficou contente com a experiência:

    “Vínhamos sem expectativas, apenas para fazer o melhor possível, mais focados em aproveitar esta oportunidade e aprender com os melhores. Acabei por ficar algo distante dos primeiros lugares, mas a equipa trabalhou bem. Não foi um resultado excelente, mas o balanço final é positivo. Diverti-me, a equipa esteve entre algumas das melhores estruturas da Europa e já começamos o trabalho para 2025, que deverá trazer boas novidades. Uma palavra de apreço ao Carlos e especialmente à Beatriz que esteve muito perto de conseguir o pódio na sua classe.”

    Beatriz Correia foi amais rápida das pilotos femininas e por isso subiu ao pódio. Esteve também perto de trazer um troféu para casa da Classe 4. Aos comandos do seu CUPRA TCR, a jovem piloto destacou-se entre as pilotos femininas e ficou apenas a poucas décimas do pódio na Classe 4:

    “Foi mais um fim de semana bom de aprendizagem. Consegui fazer tempos competitivos desde início, conseguindo ser bastante regular em todas as subidas, o que me deixa satisfeita. Não consegui o pódio na classe por poucas décimas, mas consegui ser a mais rápida entre as piloto femininas, o que me levou a subir ao 1º lugar do pódio. O foco era ganhar experiência e não cometer erros, o que foi feito.Estou satisfeita com o meu desempenho.”

    Carlos Gonçalves também deixou Tenerife com a sensação demissão cumprida. Ciente que ia encontrar uma concorrência forte, focou-se apenas na diversão e em fazer o melhor possível.  Terminou em quinto da Classe 3, no seu Mitsubishi Lancer Evo X, um resultado que acabou por ser positivo:

    “Não vinha com expectativas para este fim de semana. O objetivo era divertir-me, aprender e ganhar mais tempo com o carro, o que foi conquistado. Foi uma boa forma de encerrar a temporada, numa excelente prova.”

    Termina assim a época de Montanha 2024 da JC Group Racing Team. Um ano preenchido com provas pela entre Portugal e Espanha. Um ano em que se acumularam muitos pódios e boas prestações. A equipa ainda tem pela frente mais uma prova de Velocidade, Estoril Endurance Festival nos dias 30 de Novembro a 1 de dezembro, onde encerra a época da JC Group Racing Team.

  • Martim Pereira:“O meu sonho é vir a ser profissional do desporto automóvel”

    Martim Pereira:“O meu sonho é vir a ser profissional do desporto automóvel”

    Aos 16 anos, Martim Pereira, o benjamim do FPAK Júnior Team de Montanha (FJTM) 2024, teve uma estreia auspiciosa no desporto automóvel e venceu de forma incontestável a iniciativa promovida pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting para apoiar a descoberta de novos talentos. O jovem nascido na Póvoa de Varzim e filho de Martine Pereira, piloto de reconhecidos méritos na Montanha e não só, subiu ao lugar mais alto do pódio nas cinco rampas do calendário da FJTM: Murça, Falperra, Santa Marta, Boticas e Serra da Estrela.

    Estudante da área de Ciências, desde miúdo que Martim se deixou apaixonar pelas corridas, ao viver a carreira do pai, o seu primeiro ídolo e piloto modelo nas competições de Montanha. Esta foi apenas a época de estreia no automobilismo do jovem que faz planos para vir a ser piloto de aviação comercial, mas sem colocar em segundo plano uma carreira no automobilismo.

    Martim, que fará 17 anos em março de 2025, confessa encontrar-se ainda numa fase de descoberta, ansiando pela hora de experimentar a velocidade em circuito e também os ralis.

    – Como teve início a história, e de quem partiu a iniciativa, de participar no FJT de Montanha?

    “A partir de um telefonema do Ni Amorim ao meu pai, dando-lhe conta de que a FAPK, à semelhança do sucedido nos ralis e na velocidade, ia lançar em 2024 o FPAK Júnior Team de Montanha. E sugeriu que seria uma boa oportunidade para eu me iniciar nas provas de montanha. O meu pai mostrou-se recetivo, considerando ser um ótimo primeiro passo para eu começar a minha carreira”.

    – O Martim já conhecia alguma rampa em particular?

    “Não, na realidade eu não conhecia o traçado de qualquer rampa, muito embora acompanhasse o meu pai às provas desde a minha infância, só que ficava do lado de fora e apenas vivenciava o ambiente.”

    – Ainda sem carta de condução (16 anos), como é que preparava as provas?

    “Só agora estou a tirar a licença de condução e para treinar as rampas sentava-me no lugar do passageiro, era o que tinha que ser. É completamente diferente subir uma rampa ao volante ou no sentado no lugar do lado direito. O ‘feeling’ não tem nada a ver…”

    – Antes de cada prova “trabalhou” com vídeos de edições anteriores para conhecer melhor os traçados?

    “Sim, até porque os engenheiros da equipa Befast enviavam sempre vídeos das diversas rampas feitas com carros similares ao Citroen C1, para eu ter a noção não só do traçado, mas também das velocidades a nível de caixa. De resto, eu também ia sempre com o meu pai treinar a rampa uma semana antes e colocávamos um vídeo a gravar. Depois, durante a semana, sempre que tinha oportunidade dava uma olhada nas imagens, para reavivar a memória e preparar melhor a prova do fim de semana”.

    – Qual foi a recomendação mais importante dada pelo pai Martine?

    “Não ter medo de bater! Ou seja, se tiver que ser para bater… é para bater. Isto porque, quanto a mim, se estivermos com aquele receio de que podemos bater ou errar, nunca vamos conseguir superar as nossas expetativas!”

    – Cinco provas igual a cinco vitórias reflete o que? Uma superioridade incontestável ou, acima de tudo, o resultado de muito trabalho e empenho colocados na preparação de cada uma delas?

    “Os meus adversários já tinham alguma experiência por terem participado em corridas, e julgo que a vitória que conquistei foi fruto do meu trabalho, porque sempre que tinha oportunidade e tempo livre, ou estava no karting ou no simulador, para não perder o ‘feeeling’. Procurei estar sempre ativo, em termos de competição, ao longo da época e acho que isso também me ajudou a nível de performance”.

    – Das cinco rampas, qual a mais exigente ou complicada e porquê?

    “Para mim, a Rampa da Falperra foi uma das mais difíceis, porque bati no sábado e na sequência do acidente fiquei com uma entorse no pulso. Quase que nem conseguia, sequer, levantar um copo de água nessa noite e no dia seguinte disputei os treinos e as subidas de qualificação com a mão bastante inchada. A verdade é que com a adrenalina, na hora de começar a correr, e isso não deixa de ser curioso, já nem sentia nada. Claro que essa rampa foi um pouco complicada, em termos físicos, até pela sua extensão. Mas há outras que não foram fáceis, como Murça, talvez pelo calor elevado que se fazia sentir, e a da Serra da Estrela, devido à chuva e ao frio. Tenho dificuldade em definir qual a rampa mais exigente…”

    – Para si, qual foi o momento-chave da temporada?

    “A minha primeira vitória, conquistada em Murça, foi muito importante, porque a partir daí fiquei com muito mais vontade, muito mais tranquilo e com a certeza de que tinha capacidade para discutir os lugares do pódio. Esse triunfo deu-me uma grande confiança. Se não ganhasse essa primeiro prova, talvez não ficasse tão motivado e era capaz de nem ter alcançado os resultados que consegui nas etapas seguintes”.

    – E agora, o futuro do Martim Pereira no desporto automóvel continuará a passar pela Montanha ou está de olho nos circuitos?

    “Ainda não sei, estamos a analisar. Em princípio, irei continuar a competir na Montanha e no FPAK Júnior Team, caso seja possível. Contudo, se a família conseguir ajudar, gostaria de passar pelos circuitos, mas também adorava experimentar os ralis. É que eu gosto do desporto motorizado em geral e, primeiro, adorava conhecer um bocadinho de tudo e só então, depois, focar-me numa disciplina. Quase de certeza, caso surgisse a oportunidade, que optaria pela velocidade em circuitos”.

    – Qual é o seu sonho enquanto jovem piloto?

    “O meu sonho é vir a ser profissional do desporto automóvel. Mas desde que consiga conciliar o meu trabalho com as corridas, para mim será fantástico… um sonho tornado realidade”.

  • JC Group Racing Team ruma a Espanha para participar na 21ª Subida Arona – La Escalona

    JC Group Racing Team ruma a Espanha para participar na 21ª Subida Arona – La Escalona

    A temporada da montanha em Portugal já está encerrada, mas a JC Group Racing Team ainda tem mais um desafio pela frente. A última prova do ano será em Espanha, mais especificamente em Tenerife, palco da 21.ª Subida Arona-La Escalona, válida para a Taça de Espanha e para os Campeonatos Provincial de Tenerife e de Montanha Recalvi (Velocidade e Históricos de Regularidade).

    São 115 os inscritos para esta prova nas Ilhas Canárias, dos quais 96 competem na secção de Velocidade, 7 na Regularidade e 12 na Fórmula Rally.A 21.ª Subida Arona-La Escalona Trofeo Patronato de Turismo de Arona apresenta um cartaz de luxo, com um nível de pilotos e máquinas inédito nas Ilhas Canárias. Será uma parada de estrelas, contando com nomes como Simone Faggioli, Christian Merli, Alexander Hin, Fausto Bormolini entre muitos outros. E nesta lista de luxo que a JC Group Racing Team se insere, a convite da organização.

    José Correia, piloto e chefe de equipa, vai para esta prova aos comandos do Norma FC 20 para tentar lutar pelos melhores lugares, sabendo que a concorrência é forte. O patriarca da família Correia encara este desafio com agrado, mas sem a pressão dos resultados: “Recebemos o convite por parte da organização para participar nesta prova, convite que foi prontamente aceite. A lista de inscritos é de grande nível e é uma honra poder estar presente num evento destes. Como em qualquer prova, a JC Group Racing Team vai para tentar chegar aos primeiros lugares, mas temos consciência da forte concorrência que vamos encontrar. Assim, o nosso compromisso será fazer o melhor, mas sem estar demasiado focado nos resultados. Estar entre os melhores da montanha vai nos permitir aprender e melhorar”.

    Beatriz Correia está também entusiasmada pelo fim de semana que se aproxima, nesta que será a última prova na sua primeira temporada a tempo inteiro na Montanha, ao volante do Cupra TCR. Beatriz segue determinada em manter a sua trajetória de evolução: “Estou muito entusiasmada para esta prova. É uma oportunidade de evoluir e aprender ao lado de alguns dos melhores pilotos da península ibérica e da Europa. Vou para esta prova para me divertir, sempre focada em fazer o melhor possível. Mas, tal como nas provas em Portugal, quero chegar ao fim sem percalços, melhorando a cada subida.”

    Carlos Gonçalves regressa ao Mitsubishi Lancer EVO X, numa prova aonde vai também aproveitar a oportunidade de evoluir face a uma concorrência diferente, com desafios também eles distintos do que encontrou em Portugal: “Esta é uma excelente oportunidade para evoluir num contexto competitivo diferente do que estou habituado. Sem qualquer pressão no que diz respeito a resultados, pretendo manter a toada do resto da temporada, sendo regular a cada subida. Faremos o nosso melhor, aproveitando este excelente evento e, no final, faremos as contas.”

    A subida, com terá uma distância de 4.400 m, com um desnível de 281 metros, um declive médio de  6.60%.e um declive máximo de 11.32%. A meteorologia deverá ajudar, não estando prevista chuva para a prova, com céu nublado e temperatura que poderá chegar aos 27 °C. A ação em pista acontecerá no sábado, dia 23. Os treinos livres têm arranque marcado para as 09:00, com o Treino Livre 1 e 2 (11:00) a acontecerem de forma sucessiva. Às 13h, teremos a primeira subida oficial, seguida da segunda subida oficial, às 15h. Às 17h teremos a terceira e derradeira subida do dia, para encerrar as festividades.

  • João Diogo Santos: “2024 foi uma época focada no desenvolvimento do Peugeot”

    João Diogo Santos: “2024 foi uma época focada no desenvolvimento do Peugeot”

    O piloto de Amarante embarcou num novo desafio em 2024, apostando no desenvolvimento de um Peugeot 207 RC. Mesmo estando presnete em apenas 3 provas do calendário, João Diogo Santos conquistou um Top 4 nas cotas finais do Grupo SC-D, um dos mais competitivos da Categoria Super Challenge do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Para trás ficaram temporadas de sucesso com Fiat Punto 85 Sport, carro que o piloto amarantino considera ter sido “marcante na minha carreira e do qual retenho as melhores recordações. No entanto, entendi ter sido atingido um limite com essa viatura, considerando, deste modo, um novo projeto”. E este apareceu sob a forma de um Peugeot 207 RC, que João Diogo Santos tripularia em três das provas do calendário do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    “Aceitei o repto lançado pelo Pedro Cerqueira, estando já em curso o campeonato de 2024. O Peugeot 207 RC, apelidado de “difícil”, acabou por despertar o meu interesse na sua evolução, cuja boa performance hoje já é uma realidade, tendo em conta que a Categoria em que se insere – Super-Challenge – que é, porventura, uma das mais competitivas de todo o CPM. A temporada de 2024 acabou por representar um interessante desafio, mais focada – de antemão – no desenvolvimento técnico de uma viatura, do que propriamente destinada à obtenção de resultados”, realça João Diogo Santos.

    O programa de 3 provas foi iniciado na Rampa Internacional da Falperra, em Braga. A preparação do Peugeot 207 acabaria por sofrer um atraso significativo, com o bólide francês a ser terminado já na véspera do evento. Como tal, “a primeira familiarização decorreria apenas durante as verificações técnicas iniciais. As condições climatéricas também não foram as ideais durante o dia de sábado, mas é curiosamente aí onde me sinto particularmente cómodo, o que permitiu liderar entre os SC-D. No domingo, e apesar da vontade em andar depressa, algum excesso de fogosidade levar-me-ia a cometer 2 erros, um deles com uma saída bastante aparatosa, mas que felizmente não teve consequências de maior e nos permitiu iniciar a última subida com legitimas aspirações de vitória. Todavia, quando me encontrava a atacar muito forte e com uma subida praticamente perfeita, não evitei novo toque, desta feita na curva do Fojo, e foram míseros 0,2s que nos impediriam de vencer. Sem estas vicissitudes, e com o carro devidamente afinado, não duvido que o resultado pudesse ter sido distinto, e, quem sabe, nos abriria outros horizontes na temporada. Mas valeu pela aprendizagem e experiência acumuladas” recorda o piloto.

    Na prova seguinte, a Rampa de Santa Marta, João Diogo Santos corria “jogávamos “praticamente em ‘casa’, já que fruto da ligação que nutro pela bela região do Douro e com o clube local, é um evento onde me sinto particularmente à vontade e do qual desfruto habitualmente muito. Infelizmente, desta vez, o Peugeot 207 é que não esteve pelos ajustes!… Apesar de algumas modificações que tentamos introduzir, o carro esteve praticamente inguiável durante o fim de semana, e sobretudo em zonas de apoio a média/alta velocidade era bastante complicado ser rápido e eficaz, sendo frequentes problemas de motricidade e de equilíbrio dinâmico. Daí que o resultado final traduza precisamente essas dificuldades, numa lista de inscritos recheada de viaturas muito competitivas e que seriam igualmente difíceis de alcançar”.

    Finalmente na Rampa de Boticas e já depois de uma mudança na preparação do Peugeot 207, tudo melhorou consideravelmente, Com o piloto de Amarante a considerar que “o carro esteve, pela primeira vez, a meu gosto, destacando o comportamento dinâmico assinalável. Há ainda um potencial de evolução a realizar, nomeadamente em termos de motor, pois os cerca de 200 cv de potência não permitem contrariar os argumentos da concorrência. Ainda assim, conseguimos discutir o pódio da Categoria SC-D e o 4º lugar alcançado foi um justo prémio para toda a equipa, fazendo antever que em 2025 poderemos ser muito competitivos”.

    João Diogo Santos deixa ainda “um agradecimento profundo a todos os que apoiaram o nosso projeto, desde patrocinadores, preparador, familiares e amigos, pois sem a sua dedicação não seria possível levar cabo este conjunto de participações”.

  • Gonçalo Janeira: “não correu como queria na Serra da Estrela, mas a época foi positiva”

    Gonçalo Janeira: “não correu como queria na Serra da Estrela, mas a época foi positiva”

    Voltando a ‘espremer’ todo o ‘sumo’ do bem preparado Citroen AX GTi, Gonçalo Janeira alcançou na Rampa Serra da Estrela Covilhã o Top 4 absoluto no Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group, vencendo ainda de forma clara o Grupo Legends Especial.

    O feito diz muito da capacidade de foco e resiliência do ‘Ás do Fundão’. Ao longo dos dois dias de competição, Gonçalo Janeira foi capaz de suplantar chuva intensa, nevoeiro cerrado e uma inconstância nas condições de piso e de visibilidade, que transformaram cada subida numa autêntica ‘roleta meteorológica’-

    “Esta rampa é a da casa e, como tal, tem sempre um grande significado para mim. Não correu como queria. As condições meteorológicas foram muito más e o meu carro não é o ideal para este tipo de situações. No entanto, o Citroen voltou a revelar um alto índice de fiabilidade e o resultado acabou por ser excelente. Top 4 à geral e vitória no Grupo Legends Especial acabou por ser a melhor forma de concluir o campeonato!”.

    Curiosamente, o piloto do Fundão termina a temporada com os mesmos resultados, voltando a conquistar a vitória no seu grupo, juntando assim mais um título ao seu pecúlio e batendo à porta do pódio absoluto dos Legends, ficando no 4º posto, a escassos pontos do terceiro classificado.

    A façanha ganha ainda especial relevo quando vem à liça o esforço que o piloto-preparador do Fundão teve de ostentar, pois, para além de não ter estado em 3 das 8 provas do calendário, competiu manifestamente contra adversários cujas ‘montadas’ eram mais competitivas, isto, apesar do cuidado colocado na preparação do Citroen AX GTi da J. Janeira Sport.

    Como tal, Gonçalo Janeira sente-se “muito orgulhoso do que eu e a minha equipa conseguimos fazer. O carro apresentou-se sempre impecável e cumprimos todos os objetivos traçados. Agora, é tempo de agradecer aos patrocinadores e à família, e, depois, a seu tempo, decidir o que será o nosso programa competitivo em 2025”. Mas, Gonçalo Janeira ainda tem pela frente um evento. O piloto do Fundão marcará presença na 1ª edição do Douro Motorshow, festival organizado na cidade de Peso da Régua nos dias 26 e 27 de outubro.

  • Nuno Guimarães  conquistou o ‘tetra’ nos Protótipos B!

    Nuno Guimarães  conquistou o ‘tetra’ nos Protótipos B!

    Ultrapassando todas as dificuldades de um fim-de-semana agreste, Nuno Guimarães foi à Rampa Serra da Estrela Covilhã, última prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2024, selar as contas do título na Divisão Protótipos B, façanha que alcança pela quarta vez na sua carreira.

    Para o “Capitão da Montanha”, a estratégia a cumprir na prova organizada pelo CAMI Motorsport passava exclusivamente por “focar no resultado necessário para garantir o título. Viemos para a Serra da Estrela mais com a cabeça do que com o coração. Precisávamos de pontuar para garantir o título e foi o que aconteceu. A prova foi muito difícil para todos decorrendo sob condições meteorológicas adversas, forçando-me a não correr riscos, não abusar e concentrar-me em terminar a prova no pódio”, concluindo o ano com um 3º lugar nos Protótipos B.

    O quarto título conquistado deixa o líder da NJ Racing “muito orgulhoso e feliz. Fiz aquilo a que nos propusemos no início da temporada e este título é muito saboroso, sobretudo porque foi conquistado num ano em que a concorrência cresceu em força e quantidade. Tivemos de trabalhar muito no carro e na estratégia prova a prova e dar o máximo em todas as subidas”, com Nuno Guimarães a saudar “o aparecimento do Afonso Santos, jovem com um talento incrível e que será o futuro desta divisão, a excelente forma do Joaquim Rino e a evolução tremenda do Sérgio Nogueira. Puxaram por mim e não tenho dúvidas que, em 2025,  a luta pelo título será ainda mais intensa e aberta, ainda para mais com a possível entrada do Luís Silva”.

    Vestindo a pele de ‘team manager’ da NJ Racing, Nuno Guimarães felicitou “a Rute Brás pela conquista de um magnífico Top 4 na classificação final dos Turismo 3. É a melhor classificação dela, demonstrando toda a sua evolução como piloto. Foi um ano para esquecer para o Nuno Pinto e vamos agora pensar num novo carro para ele. Quanto ao António Rodrigues, nas poucas provas que fez, provou que é um dos melhores pilotos nacionais, com capacidade para lutar à geral e espero que o Toni regresse a tempo inteiro em 2025, quiçá com um protótipo ainda mais competitivo”.

    Com o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group cumprido, a NJ Racing tem ainda pela frente um último momento desportivo, participando na 1ª edição do Douro Motorshow, que decorrerá em Peso da Régua, no próximo fim de semana.

  • Luís Martins termina a época com um Top 2 na Serra da Estrela

    Luís Martins termina a época com um Top 2 na Serra da Estrela

    Luís Martins estreou-se na icónica e desafiante Rampa Serra da Estrela Covilhã, rubricando uma exibição consistente e eficaz que o levou ao 2º lugar na Divisão Turismo 3, conquistando assim o melhor resultado nesta temporada de estreia no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    A façanha veio coroar todo o empenho colocado ao longo da temporada por parte de Luís Martins e da sua equipa Projeto Automóvel 2015 na evolução do Peugeot 208 VTI R2.

    Na prova organizada pelo CAMI Motorsport, que decorreu sob uma enorme inconstância meteorológica, com a chuva e o nevoeiro a apareceram em grande parte do programa dos dois dias, Luís Martins esteve sempre entre os mais rápidos dos Turismo 2, ficando claro praticamente desde o arranque que o piloto de São Pedro do Sul apoiado pela Visoparts iria lutar pelo topo da classificação.

    Sem receio do desconhecimento do traçado, Luís Martins atacou com eficácia, melhorando progressivamente as suas marcas e seria recompensado com um excelente Top 2, conquistando assim o primeiro pódio da sua carreira na Montanha.

    “Este resultado dá-nos uma grande motivação, sendo um premio para todo o nosso esforço. Esta foi uma época com muitos percalços e vicissitudes, mas nunca desistimos e provamos na Serra da Estrela que conseguimos ser competitivos. Vamos trabalhar para melhorar e fazer melhor no futuro!”, realçou o piloto.

    Agora é tempo de balanço, sendo claro que o piloto e a sua equipa provaram que, na temporada 2025, poderão atacar o título.

  • Vítor Pascoal: “Atendendo às condições que enfrentamos, o resultado acaba por ser bom” 

    Vítor Pascoal: “Atendendo às condições que enfrentamos, o resultado acaba por ser bom” 

    Num fim-de-semana atribulado e onde a inconstância nas condições meteorológicas baralhou por completo a classificação final da Rampa Serra da Estrela Covilhã, Vítor Pascoal foi capaz de andar forte e conquistou o 3º lugar da geral.

    E o resultado ainda poderia ter sido melhor, mas os sucessivos eventos, semana após semana, onde o piloto baionense e o Porsche 991.2 GT3 Cup têm participado, impediu a equipa de ter tempo para a necessária revisão geral ao carro e, ao longo dos dois dias de competição da prova organizada pelo CAMI Motorsport, Vítor Pascoal nunca se sentiu confortável com o setup e nem as pequenas alterações que foram sendo introduzidas foram suficientes para que o carro germânico estivesse perfeito.

    A última rampa do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group transformou-se num desafio hercúleo, devido à chuva que caiu com regularidade e ao nevoeiro que, a espaços, foi muito cerrado, tornando difícil a escolha de pneus e afinações e colocando os pilotos à mercê das condições meteorológicas existentes em cada subida efetuada.

    Vítor Pascoal foi suplantando todas as dificuldades e rodou sempre entre os mais rápidos, tendo conquistado o 3º lugar da geral, a que juntou o 2º posto na Categoria GT, resultado muito positivo para fecho de época.

    O piloto do Baião Rallye Team considera que “atendendo às condições que enfrentamos nesta rampa, o resultado acaba por ser bom. É evidente que queríamos ter estado na luta pela vitória entre os GT e na geral, mas o corte de uma das subidas de treinos de sábado e o pouco tempo que tivemos depois do Leiria Sobre Rodas e do Motoshow para trabalhar no carro, fez com que o Porsche não estivesse bem e eu nunca me senti confortável com o comportamento dele. Mas, foi um bom resultado, nestas condições. Quero dar os parabéns ao José Rodrigues pela vitória à geral, pois esteve sempre muito forte”.

    Terminada que está a época competitiva, Vítor Pascoal ainda irá marcar presença na 1ª edição do Douro Motorshow, festival organizado na cidade de Peso da Régua nos dias 26 e 27 de outubro.