A quarta vitória da temporada na Categoria GT foi conquistada por Vítor Pascoal “no braço”, depois de um duelo se tréguas a três, medido à décima de segundo. O triunfo em Santa Marta é um passo decisivo do piloto baionense rumo ao segundo título nacional consecutivo.
A luta que opôs Vítor Pascoal a Bernardo Garcia de Castro e Gabriela Correia voltou a deliciar os aficionados, com os três a entregar-se de corpo e alma a uma luta intensa e que muito fez o muito publico presente vibrar.
Durante os dois dias de competição, ficou claro que poderia o triunfo ter pendido para qualquer dos três, mas, uma vez mais, Pascoal demonstrou porque é campeão e líder do campeonato, sendo, nas três subidas de prova, sempre ligeiramente mais rápido do que os dois adversários.
A diferença foi tão parca que, no somatório das duas melhores subidas, triunfou com escasso 1 segundo sobre o piloto galego, com Gabriela Correia a magros 2,4 segundos. A vitória, quarta da época, coloca bem encaminhada a renovação do título do piloto de Baião, o que a acontecer será o seu terceiro nesta modalidade, já depois de ter conquistado quatro nos ralis.
“Esta foi uma vitória muito saborosa. Tenho de dar os parabéns ao Bernardo e à Gabriela que me obrigaram a dar sempre o máximo. Esta foi a prova mais disputada do campeonato, onde andámos os três a lutar à décima de segundo. Felizmente, conseguimos fazer o que nos propusemos, até porque sabia que esta vitória era fundamental para ficar numa posição excelente para conquistar o título nacional. Conseguimos e agora vamos nos concentrar no Caramulo, onde tudo faremos para rematar de vez as contas do título”, resumiu no fecho da prova Vítor Pascoal.
A Rampa do Caramulo, penúltima prova da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, irá decorrer nos próximos dias 1 e 2 de julho.
Para Rute Brás, o regresso a Santa Marta tinha duplo significado. Saborear toda a emoção acrescida de estar a competir em casa e, paralelamente, no traçado onde se estreou como piloto de competição.
A “Amazona do Douro” rubricou uma exibição fantástica, sendo capaz de tirar 3,2 segundos nos 3200 metros do traçado, entre a primeira e a terceira subida de prova, contando ainda com um Peugeot 206 RC que, desta feita, funcionou que nem um relógio suíço.
No final, a piloto de Peso da Régua conquistou o 6º lugar na Divisão Turismos 3 e os preciosos pontos recolhidos permitiram-lhe manter o top 5 no campeonato.
“Estou muito feliz. O meu objetivo era melhorar os meus tempos e bater o meu recorde, o que consegui. Depois tentar pontuar o máximo que me fosse possível e isso também aconteceu. Como sempre, Santa Marta foi uma grande festa e sinto-me orgulhosa pela forma como recebemos a Família da Montanha. Vou continuar a trabalhar para evoluir, sempre com ambição de fazer cada vez melhor”, afirmou Rute Brás.
A NJ Racing começa já a preparar a Rampa do Caramulo, próxima prova do campeonato, organizada pelo Targa Clube nos dias 1 e 2 de julho.
Nuno Pinto prosseguiu a adaptação à sua nova ADR Sport II, sem deixar de desempenhar com galhardia o seu papel de “fiel escudeiro” de Nuno Guimarães nos Protótipos B. Em Santa Marta, conquistou mais um Top 2 entre os Protótipos B, contribuindo para mais uma “dobradinha” da NJ Racing”
O resultado muito positivo aconteceu mesmo com o piloto duriense a enfrentarem Santa Marta vários incidentes técnicos, pois, a espaços, o seu novo protótipo aberto voltou a dar problemas.
A equipa conseguiu debelar todos os problemas e Nuno Pinto provou que está a recuperar a sua proverbial rapidez e garantiu com autoridade o 2º posto nos Protótipos B.
“Objetivo mais do que cumprido. No sábado tivemos um problema na ADR Sport II, o que me limitou a duas subidas, das quatro que podia fazer. No domingo, voltamos a sentir o mesmo problema, mas, felizmente, deu para rodar rápido e conquistar o 2º lugar. Sinto-me cada vez mais seguro com o carro e a recuperar toda a minha rapidez. Vamos melhorar”, resumiu Nuno Pinto.
A NJ Racing começa já a preparar a Rampa do Caramulo, próxima prova do campeonato, organizada pelo Targa Clube nos dias 1 e 2 de julho.
O “Capitão da Montanha” encabeçou o trio que representou as cores da NJ Racing na prova organizada pelo Clube Automóvel da Régua e a equipa voltou a escrever uma página de sucesso nos anais da sua história desportiva.
Nuno Guimarães assinou em Santa Marta uma exibição que não pode ser considerada menos do que colossal, sendo mesmo candidato a “piloto do Fim-de-semana”, nesta que foi a 6ª prova da Temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
O craque da NJ Racing “voou baixinho” no traçado serpenteante de 3200 metros e foi estabelecendo tempos extraordinários, acabando por pulverizar por mais de dois segundos o seu recorde pessoal da pista, cravando-o agora em 1:44.874, estando sempre na luta taco-a-taco pelo Top 2 da geral, terminando em 3º, a escassos 2.2 segundos desse objetivo, mantendo ainda com naturalidade a sua invencibilidade nos Protótipos B.
Para o “Capitão”, a prova em Santa Marta “foi quase perfeita, no que a mim diz respeito. Estive sempre na luta com o José Correia pelo 2º lugar e faltou um bocadinho. Dei tudo o que tinha, o carro esteve uma vez mais perfeito, graças à Miranda Competições e saímos daqui com mais um resultado magnífico. Fica um sabor um pouco agridoce, pelo infortúnio do Toni (António Rodrigues) que, por não ter o carro pronto, nos tirou a possibilidade de o ter a lutar pelo triunfo à geral. E isto deriva do facto do campeonato ter as provas muito juntas, algo que temos de corrigir em 2024″.
Enquanto líder da equipa duriense, Nuno Guimarães realça que “a NJ Racing voltou a estar muito bem, com o Nuno Pinto e a Rute Brás a demonstrarem uma enorme evolução e tenho ainda de dar os parabéns ao Clube Automóvel da Régua e ao Município de Santa Marta de Penaguião, pelo sucesso da prova e pela maneira como receberam o campeonato!”.
A NJ Racing começa já a preparar a Rampa do Caramulo, próxima prova do campeonato, organizada pelo Targa Clube nos dias 1 e 2 de julho.
O eclético e ousado piloto português radicado em Londres começou a cumprir mais um dos sonhos da sua “racing bucket list”, estreando-se da melhor forma na icónica rampa de Pikes Peak, nos Estados Unidos, ao estabelecer a segunda melhor marca na qualificação da Porsche Pikes Peak Trophy by Yokohama, categoria reservada aos Porsche Cayman GT4.
Nuno Caetano demorou apenas 4:31.519 para fazer o segmento inicial da longa rampa, escolhido para esta fase da prova, ficando apenas a 4,4 segundos do jovem americano Hayden Bradley.
“Correu muito bem. Consegui me adaptar com rapidez ao carro e ao traçado. Mas, ainda tenho um longo caminho pela frente até à prova. Esta quarta-feira será para treinar o segmento intermédio e, na quinta, vamos treinar a parte final, mesmo no alto. Depois ainda teremos na sexta uma sessão de treinos livres, onde poderemos escolher qual o segmento da pista que queremos treinar. No sábado será tempo de descanso, antes da corrida, que se realiza no domingo”.
E a abordagem ao “momento da verdade” é aguardada por Nuno Caetano com “muito entusiasmo e alguma ansiedade. Serei o segundo a partir de todo o pelotão, pois a Porsche Pikes Peak Trophy by Yokohama é a primeira competição a entrar em prova. Vai ser um momento de grande emoção, mas vou-me concentrar para tentar conseguir um bom resultado e representar da melhor forma a Power House e a Família da Montanha portuguesa. Fiz segundo nos treinos e sinto que tenho possibilidade de levar um pódio para Portugal!”.
A Pikes Peak International Hill Climb, também conhecida como a “Corrida das Nuvens”, é uma rampa até o cume de Pikes Peak, no Colorado, EUA, realizada no última domingo de junho.
Fundada em 1916 por Spencer Penrose (também fundador do The Broadmoor Hotel, Pikes Peak Highway e El Pomar Foundation), o traçado de Pikes Peak tem uma extensão de 19,99 km, com 156 curvas, enquanto os pilotos sobem até uma altitude de 1438.6 metros.
À medida que os pilotos sobem em direção ao cume, o ar rarefeito diminui os reflexos e esgota a força mental e muscular dos competidores, além de roubar dos motores de combustão interna até 30% da potência de que são capazes na linha de partida. Os competidores e os carros têm de estar na sua melhor forma e condição simplesmente para terminar, quanto mais para vencer!
O quinto triunfo da temporada do piloto de Fafe nasceu nas mesmas condições dos anteriores. Rodou sempre longe dos adversários e impôs-se com naturalidade, estando prestes a renovar o seu título de campeão.
No fecho da 8ª Rampa de Santa Marta, Armando Freitas subiu ao lugar mais alto do pódio do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group com a naturalidade que advém dos 12,1 segundos de vantagem que o piloto do Toyota Starlet tinha construído sobre o mais direto adversário. Foi mais uma demonstração da sua superioridade e, agora, o fafense está a um passo muito curto de se sagrar, pelo segundo ano consecutivo, campeão nacional.
Acesa foi a batalha pelo segundo posto entre João Diogo Santos (Fiat Punto 85 Sport) e Tiago Santos (Citroen AX Sport). Os dois “jovens lobos” lutaram taco-a-taco, fazendo sempre tempos muito iguais. No fecho, o amarantino do carro italiano superiorizou-se por apenas duas décimas de segundo, relegando para o 3º lugar o piloto de Murça.
Entre os Clássicos 1300 assistimos à melhor luta da época. Carlos Delgado (Ford Escort MKI 1.3) e José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) protagonizaram um duelo intenso, com os dois a rodarem ao longo dos dois dias de competição com marcas muito similares, embora com Delgado a estar sempre um pouco melhor. No fecho da refrega, o flaviense triunfou com 2,6 segundos de vantagem sobre o médico de Portalegre.
Domingos Fernandes colocou o seu Autobianchi A122 Abarth no terceiro posto, tendo sido sempre muito regular na sua prestação.
Pedro Alves levou o seu Citroen Saxo VTS à quinta vitória da época na 8ª Rampa de Santa Marta, dando assim um passo decisivo rumo ao título nacional entre os Legends de Montanha.
O triunfo do jovem piloto de Vila Real não sofre qualquer contestação. Nas três subidas de prova do fim-de-semana foi sempre claramente o mais rápido entre os concorrentes do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group, melhorando progressivamente os seus tempos e dando a entender que teria ainda alguma margem de progressão, se dela tivesse necessitado.
Com esta quinta vitória, Pedro Alves fica a escassos pontos de alcançar o título de campeão nacional, bastando-lhe praticamente alinhar numa das duas provas que faltam para concretizar o objetivo.
A exemplo de Alves, também José Coimbra voltou a não ter dificuldades em assegurar mais uma presença no degrau intermédio do pódio final. O seu Opel Astra apresenta-se sempre com uma fiabilidade impressionante e o piloto mostra-se muito capaz de colocar no asfalto toda a competitividade do carro germânico. O 2º lugar final foi importante para o isolar na 2ª posição da tabela pontual do campeonato, ficando assim mais perto de assegurar essa honrosa posição.
O regressado Armindo Correia colocou o Peugeot 306 no 3º lugar entre os Legends, vivendo um fim-de-semana competitivo sem falhas e sem problemas no carro, tendo sido capaz de vencer o renhido duelo que travou pelo 3º lugar com Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé). Terminaram separados por 1,2 segundos.
Uma palavra para Ivânia Loureiro. A “rookie” de Resende enfrentou alguns problemas mecânicos no Peugeot 205, mas almejou sair de Santa Marta com os pontos do 6º lugar.
A 8ª Rampa de Santa Marta transformou-se numa operação perfeita para o líder do Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha. Dominou, venceu e ficou ainda mais longe da concorrência no ataque ao título de nacional
Curiosamente, o “Diabo da Covilhã” optou na prova organizada pelo Clube Automóvel da Régua por uma tática algo diferente da que habitualmente o faz andar sempre a fundo. Nas sessões de treinos, assistimos a um Sainhas comedido no ritmo que impôs ao Ford Escort MKI, aproveitando esses momentos para testar soluções no carro americano.
Mas, quando o pelotão dos Clássicos chegava às subidas a contar, o panorama mudava de figura e Flávio Sainhas cedo deu a perceber que não teria rivais no ataque à sua quarta vitória da temporada. O triunfo isolou-o ainda mais na liderança pontual, beneficiando aqui da ausência de José Pedro Gomes.
Em Santa Marta, tivemos de regresso Paulo Teixeira. A sua exibição com o seu bem preparado Ford Escort MKI levou-o a um excelente e justo 2º lugar final, sendo pena que o rápido piloto não faça todo o campeonato. Esta foi a sua segunda presença, depois de ter estado em Murça e já leva dois pódios alcançados.
Fernando Salgueiro (MKII) viveu um fim-de-semana tranquilo, com um andamento que lhe permitiu voltar a subir ao pódio, terminando no 3º lugar.
Com os pontos alcançados, o piloto do Caramulo Racing Team subiu à segunda posição do campeonato, mas, as suas hipóteses de renovar o título alcançado em 2022 e 2021 são agora muito ténues.
Foi chegar, correr e vencer para o consagrado piloto lousadense. Jorge “Joca” Gonzaga foi até à 8ª Rampa de Santa Marta triunfar naquela que foi a prova mais disputada da época na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group.
Joca Gonzaga arribou ao seio da “família da Montanha” já laureado com 5 títulos no Campeonato de Portugal de Kartcross, a que adiciona ainda três Taças de Portugal de Kartcross.
Reconhecidamente um dos “pesos pesados” da modalidade, o lousadense do LBS Motor Club RX01 decidiu experimentar os ares da Montanha, escolhendo a Rampa de Santa Marta para a sua estreia na modalidade.
Se bem o pensou, muito melhor o executou e, desde cedo, se percebeu que iria estar entre os candidatos a vencer. Se nas sessões de treinos e como era aconselhável, foi cauteloso no ritmo, até para se adaptar às particularidades de conduzir sem confronto direto um Kartcross em linha, sempre em asfalto, numa estrada regular e a subir, a sua adaptação foi muito lesta e eficaz e cedo se mostrou o único piloto capaz de ombrear com Márcio Araújo (Semog Bravo Sport ER).
Este foi quase sempre mais rápido nas subidas de treino, mas, chegados às três subidas a “doer”, Joca Gonzaga conseguiu ser mais rápido do que Araújo nas duas primeiras, cavando uma pequena diferença que, nem com o melhor tempo do fim-de-semana rubricado por Márcio Araújo na terceira e derradeira subida de prova, este logrou abater o prejuízo por completo, ficando, no somatório das duas melhores subidas, a escassas 277 milésimas de segundo do vencedor.
A míngua diferença dá conta do duelo intenso entre os dois, mas, o triunfo do lousadense acaba por ser inteiramente merecido.
Sem argumentos para se intrometer na acesa luta protagonizada pelos dois primeiros da geral, o galego Jesus Otero (AG Super Buggy AG) foi paulatinamente aumentando o ritmo, fazendo baixar os tempos, acabando por merecer por inteiro o 3º lugar final. Terminou a 3,1 segundos do vencedor.
A prova organizada pelo Clube Automóvel da Régua foi uma grande festa da Montanha, mérito do clube e do Município de Santa Marta de Penaguião, vendo ainda o desafiante traçado instalado no Douro Vinhateiro transformado no palco de comemoração de vários títulos e vitórias finais, quando ainda faltam duas provas para o fecho da temporada
Num fim de semana onde, entre os diferentes campeonatos, a modalidade provou uma vez mais a sua pujança, com 75 pilotos a participarem no desafio montado pelo clube reguense, o destaque vai para as contas seladas em três títulos nacionais. E o denominador por parte dessas três façanhas chama-se invencibilidade. Os três novos campeões chegaram a Santa Marta sem derrotas e voltaram a triunfar.
Na geral, Hélder Silva provou, uma vez mais, porque está a atravessar o melhor momento de forma da sua carreira.
O poveiro da Power House começa a tornar repetitivo o relato dos seus triunfos, tal a similitude que ostentam. Sejam treinos oficiais, sejam subidas de prova, o piloto da Osella PA2000 EVO2 não tem por costume dar veleidades à forte concorrência e construiu ao longo do ano um rol de tempos mais rápidos nas subidas que explicam o sue domínio avassalador e esta precoce renovação do título nacional absoluto. Em Santa Marta, foi sempre o mais rápido e deu-se ao luxo de baixar o recorde deste traçado de 3200 metros em mais de dois segundos, cravando-o agora em 1:39.919, terminando a rampa com um farto avanço de 7,9 segundos sobre José Correia (Norma FC20), que viveu um fim-de-semana algo atribulado, acertando apenas o ritmo na parte final e, com isso, conseguindo levar de vencida Nuno Guimarães (Silver Car S2), embora por apenas 2,2 segundos.
Assim, o saboroso espumante degustado por Hélder Silva no pódio regou não só a sexta vitória da época, mas a conquista do “Tri”. 2021, 2022 e 2023, três títulos que transformam Hélder Silva no grande dominar da modalidade neste arranque de década e a Power House numa estrutura técnica com “DNA” vencedor.
Falemos agora da “faena” de Nuno Guimarães. O “Capitão da Montanha” jogava literalmente em casa e esse fator elevou a sua já tradicional rapidez e competitividade a nível colossais. Mesmo tripulando um protótipo da Divisão B, o líder da NJ Racing fez jogo de igual para igual frente a José Correia e, por momentos, pareceu capaz de ser 2º da geral. Quanto à Divisão, continua invencível desde 2022 e a vitória final deverá ser selada já no Caramulo, sendo de realçar que em Santa Marta, foi muito bem secundado pelo seu colega de equipa Nuno Pinto. Este, mesmo com problemas na sua ADR Sport II, logrou ser segundos dos B, contribuindo assim para mais uma “dobradinha” da sua equipa. Victor Bessa (PRM RC) conquistou mais um 3º posto entre os Protótipos B.
Logo atrás, na 4ª posição da geral ficou Luís Nunes. O piloto da Nunes Sport rubricou em Santa Marta mais uma impressionante exibição (possivelmente mesmo a melhor do ano), ficando apenas a mesmo de 5 segundos do pódio da geral, colocando “a milhas” os hipotéticos adversários na Categoria Super Challenge, coroando o seu fim-de-semana com a conquista do título nacional nesta novel categoria, feito que ganha outra dimensão se atentarmos ao facto de que é o quinto consecutivo do piloto do Skoda Fabia R5 da Nunes Sport, depois dos quatro anteriores conquistados na Categoria Turismos. Obviamente, juntou a mais este título nacional, a conquista definitiva do trinfo no Grupo SC-A. Neste grupo, a prova penaguiense viu Manuel Pereira (Mitsubishi Lancer EVO VI) ser 2º e 3º na categoria, na frente de Manuel Rocha e Sousa (Ford Focus Super Car), 3º dos SC-A.
Mas, se Nunes transitou de divisão, a sua equipa não deu chances quanto a nova reserva do título nacional da Categoria Turismos. Recebeu no plantel o rapidíssimo Luís Delgado, entregou nas suas mãos um Cupra Competicion TCR da última geração e o flaviense devolveu a confiança com seis vitórias em seis corridas, sagrando-se assim campeão nacional. Em Santa Marta, juntou ainda um excelente Top 7 à geral.
Delgado conquistou também o cetro da Divisão Turismos 2. Nesta divisão, foi acompanhado no pódio de Santa Marta por Paulo Silva (Audi RS3 LMS) e Joel Coelho (Seat Ibiza).
Também na Divisão Turismos 3, foi tempo de consagrar o vencedor final da época. Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3) é o novo detentor desse título e chegou a ele com nova vitória musculada. O regressado Sérgio Nogueira (Renault Clio RS) foi 2º em Santa Marta, na frente de José Borges (Citroen C2). Na Divisão Turismos 1, José Carlos Magalhães impôs o Mitsubishi Lancer EVO IX da MNE Sport a carro idêntico, tripulado por Carlos Gonçalves.
Uma das “batalhas” que mais entusiasmou o muito público que acorreu à prova penaguiense foi a já habitual contenda a 3 na categoria GT.
Vítor Pascoal (Porsche 991 GT3 CUP), Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP) e Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) voltaram a deliciar os aficionados, entregando-se de corpo e alma a um duelo sem tréguas, medido à décima de segundo.
Durante os dois dias de competição, ficou claro que poderia o triunfo ter pendido para qualquer dos três, mas, uma vez mais, Pascoal demonstrou porque é campeão e líder do campeonato, sendo, nas três subidas de prova, sempre ligeiramente mais rápido do que os dois adversários. A diferença foi tão parca que, no somatória das duas melhores subidas, triunfou com escasso 1 segundo (!) sobre o piloto galego, com a “Princesa da Montanha” a magros 2,4 segundos. A vitória, quarta da época, coloca bem encaminhada a renovação do título do piloto de Baião.
Voltando aos Super Challenge, referência para o triunfo de Luís Silva (BMW M3) no Grupo SC-D, com o “Canhão de Famalicão” a colocar o seu já icónico BMW M3 da Famaconcret no 2º lugar da categoria. No Grupo, foi novamente secundado por Rui Pinheiro (BMW M3), sendo de realçar que Bruno Gonçalves (VW Golf GTI R35) conquistou o primeiro pódio da época, sendo 3º.
No Grupo SC-C, Bruno Carvalho (Citroen Saxo) voltou a vencer tranquilamente, sem oposição por parte dos demais. Leonel Brás (Citroen C2) e Pedro Cardoso (VW Golf) ficaram, respetivamente em 2º e 3º do grupo. Uma palavra para Gonçalo Janeira (Citroen AX GTI) que voltou a triunfar no grupo SC-B.