O primeiro dia de competição da 8ª Rampa de Santa Marta, sexta jornada da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ficou marcado por lutas intensas em algumas frentes de “combate”. A exceção foi o domínio de Hélder Silva em termos absolutos.
A luta pela predominância à geral durante a jornada de sábado foi mais do mesmo. Hélder Silva não deu veleidades à sua concorrência e foi sempre o mais rápido. Na única Subida de Prova, o piloto colocou a Osella PA2000 EVO2 PA.30 da Power House a rodar em 1:40.001, assumindo a liderança naquele que começa a parecer ser um “passeio” rumo ao sexto triunfo da temporada.
Quem mais perto consegui andar foi Nuno Guimarães. O “Capitão da Montanha” está no seu “quintal” e o seu conhecimento do traçado e a motivação extra por estar a correr perante os seus tornou-o ainda mais letal e “voou baixinho” no Silver Car S2 da NJ Racing rumo ao 2º tempo absoluto, a 5,4 segundos de Hélder Silva, sendo, logicamente, o mais lesto nos Protótipos B. José Correia (Norma FC20 MC) quedou-se pelo terceiro posto da geral, a 6,7 segundos da frente.
Grande dia para Luís Nunes. o “Foguete de Valpaços” rubricou mais uma exibição de grande nível aos comandos do Skoda Fabia R5 e foi o 4º da geral, dominando a seu belo prazer entre os Super Challenge, categoria onde também lidera o Grupo SC-A. Nos restantes grupos, Luís Silva (BMW M3) comanda nos SC-D, Alberto Pereira (Honda Civic Type R) nos SC-C e Gonçalo Janeira no Grupo SC-B.
O 5º mais rápido da geral foi Luís Delgado, no Cupra Competicion TCR da Nunes Sport. Tal como o seu colega de equipa Luís Nunes, o flaviense dominou na Categoria Turismos e, por analogia, a Divisão Turismos 2, enquanto José Carlos Magalhães se colocava no comando da Divisão Turismos 1 e Parcídio Summavielle repetia a façanha nos Turismos 3.
Entre os GT, o duelo foi muito intenso, com Vítor Pascoal (Porsche 991 GT3 CUP), Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP) e Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) a rodarem sempre muito próximo. Na Subida de Prova, Pascoal superiorizou-se por 1 segundo ao piloto galego, com a “Princesa da Montanha” a ser 3ª, 0,4 segundos atrás de Garcia de Castro.
Bom rol de participantes na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group. 4 unidades apresentaram-se à partida em Santa Marta e o duelo neste primeiro dia pela liderança foi entre Márcio Araújo (Semog Bravo) e Joca Gonzaga (LBS RX01). Araújo começou por ser o mais rápido, mas vendo o pentacampeão nacional de Kartcross a paulatinamente aproximar-se e a almejar ser mais forte na única subida de prova do programa, que concluiu 1,5 segundos mais rápido do que o adversário.
Flávio Saínhas teve um começo titubeante, mas, na hora da verdade, impôs a sua lei, saindo do dia inaugural no comando. O piloto do Ford Escort MKI aborda a jornada decisiva de domingo com 4,6 segundos de vantagem sobre Paulo Teixeira (Ford Escort MKI) e 6,7 em relação a Fernando Salgueiro (Ford Escort MKII).
Nos Legends, Pedro Alves sai do dia de sábado no comando, mas não sem conhecer oposição como raramente teve esta época. O jovem vila-realense colocou o seu Citroen Saxo VTS na frente da tabela de tempos na subida oficial de prova, batendo José Coimbra (Opel Astra) por 3,8 segundos, mas vendo este ousar ser mais rápido numa das subidas de treinos. O regressado Armindo Correia foi o terceiro mais rápido, rodando com o seu Peugeot 306 a 11,6 segundos do líder.
Armando Freitas (Toyota Starlet) não deu veleidades aos adversários entre os 1300. O líder do campeonato foi o mais rápido e todas as sessões de treinos e na única subida oficial de prova bateu Tiago Santos (Citroen AX Sport) por uns confortáveis 5,6 segundos, dando desde já a entender que muito dificilmente alguém o impedirá de vencer pela quinta vez esta temporada.
Já quanto ao 2º posto, a história é outra, pois Tiago Santos concluiu este primeiro dia apenas com 1,3 segundos de avanço sobre João Diogo Santos (Fiat Punto 85 Sport), estando ainda João Silva (Peugeot 106 Rallye) muito por perto do duo. Entre os Clássicos 1300, o mais rápido neste dia 1 foi Carlos Delgado, aos comandos de um Ford Escort MKI.
O programa de domingo da 8ª Rampa de Santa Marta arranca também com os treinos livres, pelas 11.00 horas, seguindo-se, às 12.15, a derradeira subida de treinos oficiais, com a tarde a ficar integralmente reservada para as restantes duas subidas oficiais de prova, cujo horário previsto é, respetivamente, 14.30 e 15.45, terminando a prova com a habitual cerimónia de entrega de prémios, junto aos Paços do Concelho de Santa Marta de Penaguião.
José Carlos Magalhães, Parcídio Summavielle, Eva Laranjeira, Fernando Salgueiro, Miguel Gonçalves e Diana Martins formam uma “armada” que promete dar continuidade na Rampa de Santa Marta aos excelentes resultados que a equipa vem somando esta época.
“Vai ser uma rampa brava!”, começa por disparar José Carlos Magalhães.
O piloto e líder da MNE Sport está convicto de que “a nossa equipa tem tudo para continuar na senda do sucesso”. No entanto, reconhece que a preparação da edição 2023 da Rampa de Santa Marta, 6ª prova do ano do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group não foi fácil, sobretudo no que respeita ao seu Mitsubishi Lancer EVO X.
“Com as provas a sucederem-se umas atrás das outras, o trabalho das equipas fica muito complicado. No meu caso particular, esteve mesmo em causa a minha participação, pois só hoje, sexta-feira, véspera da prova, chegou a peça que faltava para debelar o problema que me afetou na Serra da Estrela e lá terei de alinhar sem qualquer teste prévio. Mesmo assim, vou dar tudo para continuar a estar entre os mais rápidos da categoria e lutar pela vitória na Divisão 1”.
Um título já “mora” no bornal da equipa. Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3) selou na Serra da Estrela as contas entre os Turismos 3 e José Carlos Magalhães não esconde “o imenso orgulho que sentimos por, logo nesta primeira temporada juntos, o Parcídio ter, em apenas cinco provas, chegado a um dos objetivos principais da época. Agora, vai se focar em defender o 2º lugar que ocupa na categoria e, prova após prova, amealhar pontos para assegurar esse pódio, o que transformaria a sua época de Montanha na melhor de sempre”.
O “Bisturi de Fafe” tem, como sempre, na sua Divisão, a companhia da sua colega de equipa Eva Laranjeira.
A “Dama de Aço” assume os comandos do Kia Picanto e, segundo José Carlos Magalhães”, terá pela frente “a sua rampa favorita. A Eva está cansada, devido a um ritmo profissional frenético e esperemos que aproveite a rampa para desfrutar e, livre de qualquer pressão, que possa continuar a sua adaptação ao Kia. Obviamente, tentará recolher o maior número possível de pontos, até porque, mesmo estando a enfrentar grandes pilotos com carros muito mais competitivos, está atualmente no 2º lugar da tabela de pontos e tudo fará para garantir o pódio final. No entanto, sempre sem qualquer pressão, pois o que interessa é que se divirta e continue a evoluir”.
Como sempre, Fernando Salgueiro será o “ponta de lança” nos Clássicos. O Piloto que tem na MNE Sport a estrutura técnica de apoio tem vindo a melhorar as suas prestações ao longo da época e o team manager considera que “o Fernando tem demonstrado porque é o bicampeão em título. Nunca baixa os braços e, em Santa Marta, mesmo sabendo que enfrenta forte concorrência, vai utilizar todo o seu talento para estar na luta pela primeira vitória na época. Já merece!”.
De regresso está Miguel Gonçalves. O jovem algarvio radicado na Suíça retoma o volante do Fiat Pinto R3D da MNE Sport e apontará ao pódio da Divisão Turismos 2.
“Não tem sido fácil para o Miguel. Vive e trabalha na Suíça e com provas de quinze em quinze dias é impossível estar presente em todas. Lamentámos, até porque o Miguel é uma jovem promessa da modalidade e tem demonstrado um enorme talento. Em Santa Marta, vai enfrentar mais uma rampa que desconhece e será mais um fim-de-semana de evolução”.
Apesar de inscrita, Diana Martins não vai estar presente em Santa Marta. A jovem piloto tem “um exame importante e, como é óbvio, para ela, para a família e para nós, os estudos têm prioridade. O Fiat Uno 45S está pronto e a Diana alinhará no Caramulo”.
A Rampa de Santa Marta incluirá oito subidas, distribuídas equitativamente por sábado e domingo. Na jornada inaugural, os treinos livres arrancarão às 10.30 horas da manhã, estando a primeira subida de treinos oficiais marcada para as 11.45. Da parte da tarde, pelas 14.00, terá lugar a segunda subida de treinos oficiais, que antecederá a única subida de prova de sábado, aprazada para as 15.15. Quanto ao programa de domingo, arranca também com os treinos livres, pelas 11.00 horas, seguindo-se, às 12.15, a derradeira subida de treinos oficiais, com a tarde a ficar integralmente reservada para as restantes duas subidas oficiais de prova, cujo horário previsto é, respetivamente, 14.30 e 15.45, terminando a prova com a habitual cerimónia de entrega de prémios, junto aos Paços do Concelho de Santa Marta de Penaguião.
A edição 2023 da Rampa de Santa Marta assume-se como mais um momento decisivo na época. Líder isolado na Categoria GT, Vítor Pascoal busca nova vitória, que lhe permita ficar ainda mais perto da renovação do título de campeão nacional, quando estamos a três provas do fecho da temporada.
Cinco provas realizadas, com três vitórias alcançadas e mais dois pódios garantidos, colocaram Vítor Pascoal solidamente instalado na liderança pontual da luta pelo cetro nacional na Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Este sucesso tem sido alcançado numa época em que “estamos a enfrentar concorrência muito forte, naquele que está a ser um dos campeonatos de GT mais disputados de sempre na Montanha. E ainda bem que assim é. Quanto mais renhido, melhor o espetáculo para os aficionados e, para nós pilotos, torna as corridas mais entusiasmantes”.
O piloto de Baião sente-se assim “muito orgulhoso do que temos feito. O nosso carro já há muito tempo que atingiu o limite de evolução e temos enfrentado carros excelentes, com grandes pilotos. Tenho, obviamente que destacar a Gabriela e o Bernardo, que estão a fazer uma grande época. Felizmente temos sido capazes de nos superiorizarmos e estamos bem encaminhados para renovar o título”.
Quanto à prova do próximo fim-de-semana, Pascoal vai à rampa organizada pelo Clube Automóvel da Régua com o firme propósito “de vencer. Uma vitória colocava-nos com uma mão no título, deixando-nos assim numa posição privilegiada para abordar as duas provas que ficarão a faltar depois de Santa Marta. Gosto muito do traçado desta rampa, tenho sido sempre muito competitivo aqui e, mesmo sabendo que a luta pela vitória vai ser dura, tudo faremos para ganhar”.
O ritmo de competição tem sido frenético, não deixando qualquer margem a descanso e Vítor Pascoal volta a chamar a atenção “para este mau calendário. Corridas de 15 em 15 dias são danosas para os pilotos e as equipas. Numa altura em que é difícil arranjar peças e pneus, ter um campeonato de oito provas, com sete delas concentradas em três meses e meio é inaceitável. Espero que isto seja corrigido na época de 2024”.
A Rampa de Santa Marta incluirá oito subidas, distribuídas equitativamente por sábado e domingo. Na jornada inaugural, os treinos livres arrancarão às 10.30 horas da manhã, estando a primeira subida de treinos oficiais marcada para as 11.45. Da parte da tarde, pelas 14.00, terá lugar a segunda subida de treinos oficiais, que antecederá a única subida de prova de sábado, aprazada para as 15.15.
Quanto ao programa de domingo, arranca também com os treinos livres, pelas 11.00 horas, seguindo-se, às 12.15, a derradeira subida de treinos oficiais, com a tarde a ficar integralmente reservada para as restantes duas subidas oficiais de prova, cujo horário previsto é, respetivamente, 14.30 e 15.45, terminando a prova com a habitual cerimónia de entrega de prémios, junto aos Paços do Concelho de Santa Marta de Penaguião.
Chegou o fim-de-semana em que o coração bate mais forte no peito dos pilotos, staff e claque da NJ Racing. É tempo de Nuno Guimarães, Nuno Pinto, António Rodrigues e Rute Brás competirem em asfalto “caseiro”, sendo grande a ambição individual e coletiva para esta edição 2023 da Rampa de Santa Marta.
O quarteto da NJ Racing alinhará em várias frentes e, como sempre, com ambições de estar entre os melhores. António Rodrigues e o seu Silver Car EF10 querem discutir o triunfo à geral, enquanto Nuno Guimarães (Silver Car S2) e Nuno Pinto (ADR Sport II) farão tudo para conquistar mais um saboroso 1-2 na Divisão Protótipos B. Por seu lado, Rute Brás confia no Peugeot 208 RC para alcançar mais um resultado positivo nas lides da Divisão Turismos 3.
Na linha da frente da equipa está, como sempre, o “Capitão da Montanha”. Natural de peso da Régua, Nuno Guimarães tem uma ligação figadal a esta rampa, tendo sido um dos seus grandes mentores.
“Esta é uma prova que me diz mesmo muito. Primeiro, porque é organizada pelo Clube Automóvel da Régua, instituição a que honrosamente já presidi. Enche-me de muito orgulho ver um clube pequeno montar desportivamente uma prova deste quilate. Depois porque esta nossa rampa é muito diferenciada. O aspeto social e cultural do evento, sobretudo pelo empenho do Município de Santa Marta, é único no panorama do campeonato. É sempre um fim-de-semana inesquecível!”.
Em termos desportivos, o piloto e líder da NJ Racing assume que ”são os de sempre e em qualquer rampa. No meu caso, lutar pelo triunfo nos Protótipos B e tentar entrar no pódio à geral, esperando que o Toni, o Nuno e a Rute tenham a sorte do seu lado e que, uma vez mais, consigam grandes resultados para nossa equipa”.
Para Nuno Pinto, Santa Marta tem este ano “um sabor muito especial É o meu regresso três anos depois e logo com um carro novo. Espero, acima de tudo, divertir-me , e subida após subida ir ganhando confiança para assim puder estar mais perto dos lugares cimeiros. Quero ainda desejar uma boa rampa para todos os meus colegas de equipa e para todos os pilotos que nos visitam, dando ainda uma força extra à organização. Sentimos muito orgulho nesta rampa e tudo faremos para ajudar a que seja, uma vez mais, um grande êxito!”.
Literalmente a competir à “porta de casa” estará António Rodrigues. Residente em Santa Marta de Penaguião, o “Bala do Douro” lembra que “foi aqui que começou a minha carreira de piloto e é aqui que corro em frente da família, dos amigos, dos conterrâneos e dos patrocinadores. Estou muito motivado, mesmo se, desta vez, não foi nada fácil conseguir estar presente, depois dos problemas da Serra da Estrela. Co tão pouco tempo entre provas, foi muito difícil preparar o carro, mas, nem isso me tira o foco de dar o máximo, para tentar devolver todo o carinho e apoio com um grande resultado”.
Rute Brás também não esconde a emoção. A “Amazona do Douro” recorda que “foi onde comecei, foi a primeira vez que peguei num carro de corrida , foi o meu grande desafio. Inesquecível. Para este ano, as expectativas para esta rampa são as melhores. Quero tentar fazer o melhor possível. quer a nível de tempos quer a nível de receção aos pilotos e ao público, que é sempre fantástico, pois afinal estou em casa. A ansiedade é um pouco maior achamos sempre que por estarmos em casa não podemos errar…, mas as vezes não corre como queremos . A ideia é fazer tudo para me divertir e claro que sim dar o meu melhor subida após subida. É sem dúvida um orgulho participar nesta rampa que bate sempre o record de inscritos!”.
A Rampa de Santa Marta incluirá oito subidas, distribuídas equitativamente por sábado e domingo. Na jornada inaugural, os treinos livres arrancarão às 10.30 horas da manhã, estando a primeira subida de treinos oficiais marcada para as 11.45. Da parte da tarde, pelas 14.00, terá lugar a segunda subida de treinos oficiais, que antecederá a única subida de prova de sábado, aprazada para as 15.15.
Quanto ao programa de domingo, arranca também com os treinos livres, pelas 11.00 horas, seguindo-se, às 12.15, a derradeira subida de treinos oficiais, com a tarde a ficar integralmente reservada para as restantes duas subidas oficiais de prova, cujo horário previsto é, respetivamente, 14.30 e 15.45, terminando a prova com a habitual cerimónia de entrega de prémios, junto aos Paços do Concelho de Santa Marta de Penaguião.
A icónica Rampa de Santa Marta volta a ter todos os ingredientes para encantar os milhares de aficionados que, previsivelmente, se deslocarão no próximo fim-de-semana ao Douro Vinhateiro, para saborear a presença de 76 equipas na prova organizada pelo Clube Automóvel da Régua, sexta da época 2023 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
A liderar este plantel de luxo está Hélder Silva. O bicampeão nacional chega a terras de Santa Marta invicto e preparado para tentar selar de vez a questão do terceiro título absoluto consecutivo.
O piloto poveiro da Power House tem estado imbatível, tal o nível a que chegou esta época aos comandos da Osella PA2000 EVO2 PA.30. Obviamente, assume-se como o principal favorito a novo triunfo.
Para o tentar impedir de manter a invencibilidade, chegam-se à frente José Correia (Norma M20FC) e António Rodrigues (Silver Car EF10). Ambos vêm de uma desistência na Serra da Estrela e quererão retificar esse desaire em Santa Marta, com o “Bala do Douro” a ter a seu favor a motivação extra de estar a correr em casa.
Seguro e capaz sempre de brilhar ainda mais por também estar no seu “quintal”, Nuno Guimarães apresenta-se como claro favorito entre os Protótipos B. O “capitão da Montanha” vai querer aproveitar ainda qualquer oportunidade que surja para colocar o seu Silver Car S2 no pódio absoluto do evento. Na sua divisão, a NJ Racing tem tudo para saborear nova “dobradinha”, pois Nuno Pinto (ADR Sport II) surge como favorito no embate que vai, uma vez mais, protagonizar com Victor Bessa (PRM RC) pelo posicionamento nos restantes lugares do pódio.
GT promete o duelo habitual a três
Vítor Pascoal, campeão em título e líder do campeonato, tem na Rampa de Santa Marta mais um dos seus palcos favoritos e sabe que um triunfo entre os GT na rampa duriense será muito importante para se aproximar de forma decisiva do bicampeonato.
A tentarem desfeitear o baionense do Porsche 991 GT3 CUP estarão, como sempre, Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) e Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP). A “Princesa da Montanha” e o “gentleman driver” galego sabem que a vitória é o único resultado que lhes interessa para se aproximarem do líder pontual e vão, com toda a certeza, dar tudo no sinuoso traçado penaguiense. Por seu lado, Daniel Vilaça (Nissan Nismo 370Z) terá como objetivo conquistar mais um triunfo no Grupo GTC e rodar o mais perto possível do trio da frente.
Turismos: Luís Delgado tem tudo para manter a invencibilidade
O domínio do piloto flaviense tem sido tão avassalador no decorrer desta época, que, em circunstâncias normais, a vitória do novo “recruta” da Nunes Sport nas lides da categoria Turismo e da Divisão Turismos 2 será uma consequência natural do forte binómio que assume com o seu Cupra Competicion TCR.
Na sua divisão terá como opositores Paulo Silva Audi RS3 LMS) que quererá conquistar o pódio na divisão e na categoria e o jovem algarvio Miguel Gonçalves, num Fiat Punto R3D.
A Divisão Turismos 1 tem 3 inscritos. Carlos Gonçalves e José Carlos Magalhães, vão reeditar o seu habitual duelo “fratricida” de Mitsubishi Lancer EVO X, desta feita arbitrado pelo Subaru Impreza WRX de Daniela Marques, que está de regresso.
Na Divisão Turismos 3, Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3) quer voltar a triunfar na divisão, o que o colocaria perto da vitória final nas contas da mesma e, paralelamente, rodar o mais acima na categoria. O piloto da MNE Sport está em 2º na tabela pontual dos Turismos e tudo fará para terminar a época nesse posto.
O regressado Sérgio Nogueira (Renault Clio RS) apresenta-se como o seu grande opositor entre os Turismos 3, enquanto José Borges (Citroen C2), Paulo Cardoso (Renault Clio RS) e Celso Fonseca (Citroen Saxo) vão querer estar na luta por um lugar no pódio, algo que Eva Laranjeira (Kia Picanto) e Rute Brás (Peugeot 206 RC) não enjeitarão, mesmo limitadas por tripularem carros menos competitivos.
Super Challenge: Luís Nunes em Santa Marta de olhos postos no “Penta”
Uma vez mais, é a recém criada Categoria Super Challenge a merecer honras de primazia quanto ao número de inscritos. Em Santa Marta são duas dezenas. A liderar esse farto pelotão aparece o ainda invencível Luís Nunes.
O tetracampeão nacional (com os 4 títulos a serem todos conquistados na categoria Turismos) está a um passo do “Penta” e de se tornar no primeiro campeão nacional desta novel categoria, apresentando-se em Santa Marta com o seu habitual Skoda Fabia R5, sabendo que nova vitoria lhe abre definitivamente as portas para o título.
Dentro do Grupo SC-A a que Nunes pertence, encontramos mais três carros altamente “musculados”. Manuel Rocha e Sousa (Ford Focus Super Car), Manuel Pereira (Mitsubishi Lancer EVO VI) e José Carlos Pouca Sorte (Mitsubishi Lancer EVO VI), não só discutirão os lugares do pódio do seu grupo, como estarão entre os pilotos com ambições ao pódio da categoria.
No Grupo SC-B, Gonçalo Janeira (Citroen AX GTi) é favorito, medindo forças com Diana Martins (Fiat Uno 45S). Já no Grupo SC-C, encontrámos mais dois dos candidatos a lutar pelos lugares cimeiros na categoria: Bruno Carvalho (Citroen Saxo) e Alberto Pereira (Honda Civic Type R). Juntam-se a eles Leonel Brás (Citroen C2), Pedro Cardoso (VW Golf), Abílio Aparício (Peugeot 205), Daniel Pacheco (Citroen Saxo) e Bernardo Almeida (Peugeot 205).
Finalmente, temos o sempre forte plantel do Grupo SC-D, feudo da BMW. Liderando os “bravos” dos carros germânicos está Luís Silva (BMW M3), capitaneado por Rui Pinheiro (BMW M3) e João Macedo (BMW 328is). Completam o plantel do grupo Bruno Ponteira (VW Golf GTi), Joel Coelho (Seat Ibiza), José Salgado (Mini Cooper S) e Arnaldo Guedes (Porsche Boxter).
Kartcross com 5 inscritos
É o melhor número do ano e faz antever espetáculo reforçado. São 5 os pilotos que estarão aos comandos dos famosos “aranhiços”, encabeçados pelo estreante Joca Gonzaga (LBS Motor Clube RX01).
O pentacampeão nacional de Kartcross faz a sua primeira prova de Montanha e vai enfrentar a oposição de Jesus Otero (AG Super Buggy AG), António Alves (AG AG/S), António Gonçalves (AG Suzuki) e Márcio Araújo (Semog Bravo Sport ER).
Clássicos: Flávio Sainhas assume favoritismo
A ausência de José Pedro Gomes torna ainda mais clara a colocação do “Diabo da Covilhã” como grande favorito a rubricar a que poderá ser a sua quarta vitória da temporada nas contas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Sainhas e o seu bem preparado Ford Escort MKI têm pela frente um cada vez mais rápido Fernando Salgueiro, agora que o seu Ford Escort MKII apresenta melhorias quanto à sua competitividade. Por sua vez, Ricardo Loureiro, colega de equipa de Salgueiro no Caramulo Racing Team, é uma incógnita. A rapidez do caramulense não se coloca em causa , mas o seu Ford Escort MKII tem apresentado fragilidades constantes e que o têm forçado a desistir sempre que compete. Paulo Teixeira (Ford Escort MKI) será outro dos nomes a ter em conta na luta pelo pódio. Rui Gama (Austin Clubman Sallon) e Gilberto Pinto (Austin Mini Cooper S) completam a lista de Clássicos em Santa Marta.
Legends: Pedro Alves prepara-se para o 1º “match point”
O jovem vila-realense chega a Santa Marta com 4 vitorias e um segundo lugar, destacado na frente da tabela pontual do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group. Uma quinta vitória selaria quase em definitivo o título que, rampa após rampa, parece estar cada vez mais nas mãos do piloto do Citroen Saxo VTS. O seu favoritismo é total.
Atrás de si, a luta pelos lugares do pódio tem sido intensa e com vários protagonistas. José Coimbra (Opel Astra) e Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé) surgem como os grandes candidatos a essas duas restantes vagas no pódio, enfrentando a oposição de Armindo Correia (Peugeot 306), Ivânia Loureiro (Peugeot 205), Hugo Alves (Citroen AX GTi) e Horst Batista (Renault 5 GT Turbo).
1300: plantel recheado promete luta acesa
O Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group apresenta 13 inscritos em Santa Marta, voltando a ter presentes os principais protagonistas das lutas pelos lugares cimeiros. Armando Freitas e o seu Toyota Starlet apresentam-se na prova duriense sabendo que um novo triunfo selará quase de forma definitiva a renovação do título nacional.
Mas, à sua espera em Santa Marta está um pelotão forte, encabeçado por João Diogo Santos (Fiat Punto 85 Sport), com o jovem amarantino a querer repetir o triunfo obtido na Falperra. Carlos Ferreira (Fiat Punto 85 Sport), Tiago Santos e Paulo Teixeira, ambos tripulando Citroen AX Sport e ainda João Silva (Peugeot 106 Rallye) têm justas ambições de entrar na luta.
Interessante será ainda o duelo entre os três Citroen C1 de Catarina Silva, Simplício Taveira e Francisco Araújo, sendo de louvar a presença da jovem local Andreia Fonseca, como sempre, aos comandos de um Toyota Starlet. Entre os Clássicos 1300, saliência para a inscrição do terceto costumeiro. José pedro Figueiredo (Datsun 1200), Domingos Fernandes (Autobianchi A122 Abarth) e Carlos Delgado (Ford Escort MKI) medirão forças, com Figueiredo e Delgado a repartirem o favoritismo.
A Rampa de Santa Marta incluirá oito subidas, distribuídas equitativamente por sábado e domingo. Na jornada inaugural, os treinos livres arrancarão às 10.30 horas da manhã, estando a primeira subida de treinos oficiais marcada para as 11.45. Da parte da tarde, pelas 14.00, terá lugar a segunda subida de treinos oficiais, que antecederá a única subida de prova de sábado, aprazada para as 15.15. Quanto ao programa de domingo, arranca também com os treinos livres, pelas 11.00 horas, seguindo-se, às 12.15, a derradeira subida de treinos oficiais, com a tarde a ficar integralmente reservada para as restantes duas subidas oficiais de prova, cujo horário previsto é, respetivamente, 14.30 e 15.45, terminando a prova com a habitual cerimónia de entrega de prémios, junto aos Paços do Concelho de Santa Marta de Penaguião.
O lousadense multicampeão nacional de Kartcross será uma das grandes novidades da edição 2023 da Rampa de Santa Marta, sexta prova da temporada de Montanha.
Depois de sucessivos anos de sucesso absoluto no Campeonato de Portugal de Kartcross, Joca Gonzaga está a viver uma temporada em que “não tenho um projeto definido numa competição, com a ideia a passar por desfrutar e conhecer novas realidades, pelo que esta presença na Montanha era algo que já desejava há algum tempo”.
E a desejada estreia acontecerá no próximo fim-de-semana, na prova organizada pelo Clube Automóvel da Régua, com Joca Gonzaga a integrar o pelotão da Taça de Portugal de Kartcross de Montanha, alinhando com o La base RX01 com que “venci o Campeonato de Portugal de Kartcross 2022, apresentando ainda as “marcas de guerra” de uma temporada no competitivo CPKX!”.
O consagrado pentacampeão nacional de Kartcross não enjeita alinhar este ano em outras competições, falando-se de uma possível presença na Porsche Sprint Challenge Ibérica.
“Sempre tive como referência as corridas em circuito fechado, tendo apenas experiência nas duas rodas, no enduro, em provas ‘em linha’. Assim, esta ida à Montanha é, para já, um primeiro desafio diferente no automobilismo e pelo qual confesso alguma ansiedade, sendo possível que venha a fazer mais alguma coisa durante esta temporada”, refere o lousadense que destaca ainda que “o feedback em relação à minha presença tem sido muito positivo e estou seguro de que será um fim de semana fantástico de aprendizagem e diversão. Não tenho qualquer ambição em termos de resultados, o que é uma das grandes alegrias de 2023, porque posso desfrutar realmente da condução e do ambiente de competição”.
Direto e assertivo como sempre, o líder da MNE Sport faz um balanço positivo da presença da sua equipa na Rampa Serra da Estrela Covilhã, mas mostra-se perplexo com a forma como o calendário do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2023 foi “desenhado”. Ao mesmo elogia o empenho dos seus pilotos.
Dividido entre a tarefa de dirigir e coordenar a MNE Sport e estar ao volante do Mitsubishi Lancer Evo X, José Carlos Magalhães fala-nos do desempenho da sua equipa na quinta prova da temporada no COM JC Group ao mesmo tempo que aponta críticas à forma como está calendarizada a competição. Facto que tem condicionado bastante a sua atuação.
«Houve aqui e ali um ou outro percalço de estarmos inseridos numa competição que se disputa de quinze dias, e por isso com a possibilidade de haver este tipo de “aventuras” em termos mecânicos. Mas felizmente não foi nada de extraordinário», começa por dizer o líder da MNE Sport, que lamenta o facto «do Fiat Uno só ficar pronto esta semana e a Diana Martins não ter podido estar presente. E é algo que muito honestamente teremos de alterar para o ano. Porque senão teremos de equacionar muito a nossa presença em todo o campeonato. Porque não podemos ter em três meses e meio sete provas!».
«Repito o que disse no ano passado. Isto condiciona fisicamente – estamos todos muito cansados. Financeiramente é muito complicado, porque nem conseguimos ter o tempo normal para contemplar mais “sponsors”. Honestamente estamos um pouco cansados de tudo isto. E apercebemo-nos que as outras equipas também começam a estar na mesma situação. Além de aparecerem inúmeros problemas mecânicos. Acho mesmo que temos todos de repensar estas datas, independentemente de ser vontade de clubes ou câmaras municipais. O que sei é que os pilotos são sempre os últimos a ser ouvidos e não podemos estar a três provas do fim e já ter o campeonato praticamente decidido. E depois as equipas vão fazer o quê? Temos mesmo de repensar isso», desabafa José Carlos Magalhães.
Já a atitude da equipa na Rampa Serra da Estrela Covilhã é louvada.
«Em termos de MNE Sport foi bom em termos desportivos. E vou começar por mim como piloto. Esta rampa atrai-me bastante, porque é muito técnica, é muito ao meu nível. É rápida e com curvas muito rápidas, com um percurso muito sinuoso. Por isso eu tinha a certeza que ia fazer bons tempos. E por isso rapidamente entre a primeira subida de prova e a terceira tirei 30 segundos».
«O carro estava extraordinário. No domingo, infelizmente comecei a perceber que começavam a entrar mapas de motor que variavam entre “gravel” (terra), asfalto, neve, porque este carro tem diferenciais eletrónicos. Tivemos mesmo de desligar isso. Porque aquilo queimou. E por isso foi muito difícil fazer as três subidas de domingo. Estava convencido que iria conseguir baixar ainda o meu tempo uns três ou quatro segundos. Mas mesmo assim foi espetacular», salienta José Carlos Magalhães, que destaca também o facto de que, se «não tinha adversários nos Turismos 1» a sua «motivação era o pódio absoluto dos Turismos. Consegui ao ser 3º, infelizmente à frente do nosso (MNE) piloto Parcídio Summavielle».
«Mas as coisas são o que são e todos nós temos de competir. O Parcídio fez uma prova exemplar, sempre muito rápido. Fez os tempos do ano passado, com pneus gastos, porque tal como eu tem de o fazer porque não conseguimos arranjar pneus novos. Mesmo assim com as afinações que fizemos e com o empenho dele fez com que repetisse os tempos do ano passado. Por isso venceu a Divisão 3, e já garantiu o título quanto ainda faltam três provas».
Relativamente aos outros pilotos da MNE que estiveram em ação na Covilhã o líder da equipa elogia o seu empenho, apesar de lamentar alguma falta de sorte:
«A Eva fez também uma prova muito boa. Foi muito regular. Teve um pequeno problema com uma válvula no “Warm-Up”, que saltou fora. Por isso depois teve de parar, porque entrou em modo de segurança. Uma das subidas, por segurança, optamos por fazer com pneus de chuva, mas infelizmente não foi a escolha mais certa. E por isso ela foi mais lenta. Depois na última subida fez os mesmos tempos. Daí que tenha sido mais uma rampa para ganhar experiência, que tem sido muito útil para a evolução dela. Já que, provavelmente, ainda este ano correrá com um carro novo, com o qual disputará o campeonato para o ano. Entretanto, continua com todas as possibilidades de acabar o campeonato no pódio final da divisão».
«Em relação aos Clássicos houve uma grande motivação, porque o Flávio Sainhas é da Covilhã e queria ganhar e ganhou. Teve muito mérito. O José Pedro Gomes teve problemas, mas também fez tempos espetaculares. O Fernando Salgueiro tentou ir buscar o segundo lugar e fez um tempo espetacular. Ia muito rápido numa curva, encostou demasiado ao rail e deu um toque, que fez recuar um pouco o guarda-lamas do Escort e ele não conseguiu continuar. Mesmo assim foi um esforço que mostrou o seu grande empenho. Obteve um terceiro lugar, com um sabor um pouco melhor. Mas certamente que queria mais. Aguardamos pela próxima prova que está a menos de duas semanas de distância, sabendo que ele tem tudo para chegar mais acima», remata José Carlos Magalhães já a pensar no que resta da temporada de montanha.
Cinco provas, cinco triunfos avassaladores. Eis a saga do bicampeão nacional absoluto em título na época presente. Na Serra da Estrela, Hélder Silva esteve sempre muito mais forte do que os seus opositores e conquistou uma vitória tranquila. A Power House saiu da prova organizada pelo CAMI Motorsport com um excelente resultado de conjunto, mercê dos pódios alcançados por Nuno Caetano e Carlos Alberto Oliveira.
O triunfo do bicampeão nacional não sofre qualquer contestação e começou a ser construído no sábado, com Hélder Silva a colocar a Osella PA2000 EVO2 PA.30 na frente, sendo na primeira subida de prova, 2,4 segundos mais lesto do que António Rodrigues (Silver Car EF10) e 3,1 em relação a José Correia (Norma MC 20 FC), terceiro mais rápido.
Mas, o dia de domingo tinha reservado para a 5ª prova da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, um guião digno de um filme de suspense no que respeita à “batalha” pelo pódio absoluto. O programa competitivo terminava com as habituais subidas de prova 2 e 3 e a subida 2 decidiu reclamar o papel de momento decisivo do fim-de-semana.
Os dois principais adversários de Hélder Silva bateram e os danos sofridos nos seus protótipos forçaram-nos a abandonar a prova.
Mas, mesmo sabendo que a oposição tinha baqueado, nem por isso Hélder Silva deixou de querer fazer história ao mais alto nível. Fez a sua Subida 2 num ritmo seguro, para selar o triunfo e, na última subida e sem precisar de arriscar, foi em busca do record do atual traçado da Rampa da Serra da Estrela. E fê-lo com toda a classe, colocando no cronómetro o espantoso tempo de 2:45.715, à média horária de 114,05 km/h. Notável!
“A Serra da Estrela é uma verdadeira rampa, que chega a meio e inclina mesmo. Não tem muita velocidade, mas exige muita técnica. Sinto-me muito feliz por ter vencido aqui novamente e por ter feito o recorde da pista. Quanto ao título, o que conta é matematicamente e, por isso, ainda não posso dizer que sou campeão. Mas, ao vencer cinco provas das oito que compõem o Campeonato, podendo deitar um resultado fora, tudo está bem encaminhado”, afirmou Hélder Silva no fecho da prova.
A Power House almejou ainda sair da Serra da Estrela com um excelente resultado de conjunto, ao colocar Nuno Caetano no 2º lugar dos Protótipos B e na 7ª posição da geral, mesmo tendo estado condicionado na última subida, por ter dado um toque anteriormente. O eclético piloto está cada vez mais seguro aos comandos da Osella PA21 S EVO.
Por seu lado, Carlos Alberto Oliveira levou o seu imponente Ford Sierra RS Cosworth ao pódio entre os Legends. Esteve sempre muito forte ao longo dos dois dias de competição, e foi justamente premiado com o 3º lugar.
Um problema de motor e um toque em consequência do mesmo, já no final da Subida de Prova 2, arruinaram as aspirações do piloto da NJ Racing/Lusimed a conquistar na Rampa de Serra da Estrela Covilhã mais um resultado de grande relevo.
E esse anseio era mais do que justificado, não só pelo que António rodrigues já fez em 2023, mas sobretudo pelo magnífico andamento que ostentou na jornada inaugural de sábado da prova organizada pelo CAMI Motosport, que concluiu no 2º lugar da geral e bem perto da liderança.
O foco para domingo era total e António Rodrigues partir para a jornada decisiva da prova com justificadas ambições não só em segurar o Top 2, mas em tentar discutir o triunfo.
Mas, tudo se complicaria logo da primeira das duas subidas de prova do programa. Quase a chegar ao fecho do traçado e quando era claro que se preparava para fazer um tempo excelente, o piloto da NJ Racing/Lusimed começou a perder potência no Silver Car EF10 e, na sequência, não conseguiu evitar um toque que o fez ficar por aí.
A equipa técnica da FR Power entrou então num contrarrelógio frenético para tentar reparar os danos a tempo da derradeira subida e foi bem sucedida. No entanto, assim que fizeram a verificação final, ficou claro que não havia pressão de óleo no motor e nada mais havia a fazer.
Para o “Bala do Douro”, a prova serrana foi “um fim de semana, onde tivemos de gerir várias emoções. O primeiro dia correu muito bem e terminamos no 2° da geral. Fomos para o 2º dia com vontade de manter e até melhorar, mas o toque na segunda subida viria a ser fatal para as nossas aspirações. Com toda a vontade de manter os lugares cimeiros e fazer a “derradeira” subida, toda a nossa assistência, amigos e outras assistências nos ajudaram para que isso fosse possível. O Silver Car EF10 ficou pronto das ‘lesões’ do embate, mas mesmo assim, não foi possível alinhar na partida, devido a uma baixa de pressão do óleo. A desistência tornou-se inevitável”, sendo a primeira que lhe sucede em 2023.
Mas, a preocupação não se fica por este abandono. Faltam menos de quinze dias para a sexta prova da temporada, nada mais, nada menos, do que a rampa “da casa”. A Rampa de Santa Marta de Penaguião terá lugar nos dias 17 e 18 de Junho, sendo por isso curtíssimo o tempo para reparar o Silver Car EF10.
“Tudo faremos para estar presentes, com a mesma vontade e garra para lutar pelos lugares cimeiros. Um agradecimento em especial à minha família, à FR Power, amigos, conhecidos e outras assistências envolvidas na recuperação relâmpago do nosso protótipo. Obrigado a todos os que me apoiam, à equipa e aos patrocinadores”, concluiu António Rodrigues.
A 5ª prova da temporada 2023 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group transformou-se uma página escrita a ouro no palmarés de Vítor Pascoal. O piloto do Baião Rally rubricou uma exibição notável e fez “voar baixinho” o Porsche 991 GT3 CUP até ao 2º lugar da geral, vencendo com todo a autoridade a Categoria GT.
Fica mesmo para a história a “faena” de Vítor Pascoal na prova organizada pelo CAMI Motorsport.
Ostentando uma inteligência tática de fino recorte, o baionense campeão nacional em título da Categoria GT, rodou sempre de fora muito conservadora nas quatro subidas de treinos do fim-de-semana, utilizadas para conhecer ainda melhor o traçado serrano e para melhorar o “setup” do carro.
Chegado às três subidas oficiais de prova, Vítor Pascoal vestiu a capa de “Super Herói” e presenteou os milhares de espetadores presentes com uma exibição de gala, coroada com o 2º lugar à geral e um triunfo notável entre os GT, assinando aqui a sua terceira vitória da temporada, construindo assim aquele que passa a ser o seu melhor resultado global de sempre numa prova de Montanha.
Não satisfeito com isso, Pascoal guindou o seu nome até ao 6º lugar no ranking de subidas mais rápidas deste traçado com 5250 metros, quando, na 3ª e derradeira Subida de Prova, cravou no cronómetro a marca de 3:01.016, à espantosa média horária de 104,41 km/h. A espantosa marca passa também a ser o recorde da categoria GT no percurso, pois à sua frente na tabela, só ficam pilotos que tripulam protótipos. Notável.
“Estou muito feliz. Por mim, pela equipa, pela minha família e pelos nossos patrocinadores. Tivemos um fim-de-semana em que o nosso nível esteve tremendo. Fizemos uma corrida perfeita!”, festejava o piloto no final, destacando “o carro em condições perfeitas que a minha equipa me entregou e o empenho e a concentração que coloquei em todas as subidas. Nas de prova, fui mesmo no limite e senti-me sempre capaz de atacar de fio a pavio, procurando não só rematar rapidamente a questão da vitória na categoria, que era o objetivo principal, mas, também tentar chegar ao segundo lugar da geral, assim que vi que dois dos protótipos já não alinhariam mais. Foi uma luta titânica com o Luís Nunes (a quem dou os parabéns) que felizmente vencemos e conseguimos um incrível 2º lugar à geral que jamais esqueceremos”.
O resultado deixa Vítor Pascoal com as portas escancaradas para a renovação do título nacional dos GT, mas o piloto ciente de que “ainda faltam 3 provas e a Gabi e o bernardo são muito fortes e competentes. Não vamos baixar a guarda e, daqui a quinze dias, estaremos em Santa Marta para tentar vencer novamente!”.
A Rampa de Santa Marta de Penaguião terá lugar nos dias 17 e 18 de Junho.