Categoria: Montanha

  • Quarteto Megamotors com fim-de-semana agridoce na Falperra  (C/ Vídeo)

    Quarteto Megamotors com fim-de-semana agridoce na Falperra (C/ Vídeo)

    A Megamotors viveu uma jornada atribulada na 42ª Altice Rampa Internacional da Falperra. Se todos os seus os quatro pilotos da estrutura sediada em Penafiel mostraram capacidade para lutar pelos lugares de relevo nas suas “batalhas” particulares, nenhum almejou cumprir os dois dias de prova sem sobressaltos.

    José Carlos começaria logo no sábado a sofrer um conjunto de peripécias que condicionou muito a exibição e o resultado do patrão e piloto da Megamotors. Na única subida de prova do dia e quando rodava a fundo e com um excelente tempo em vista, partiram os pernos de uma roda já quase à chegada à meta forçando-o a desistir.

    No Domingo o calvário continuou. Na 2ª subida oficial ao chegar à chamada curva da morte e com o Mitsubishi Lancer EVO VI em 6ª a fundo, ficou sem seletor de velocidades, foi mesmo forçado a fazer a curva em 6ª e a continuar assim até à meta. na 3ª oficial, a tensão era bastante o desgaste psicológico também, falhou o arranque e o tempo ficou logo condicionado, bem como a classificação final que, mesmo assim, ainda deu para um agridoce Top 5 entre os SC A.

    Saldo muito positivo foi aquele que João Macedo amealhou na Falperra. O jovem da Megamotors apresentava-se em Braga com os olhos postos num Top 5 entre os Super Challenge D. Se bem o pensou, melhor o executou e nem dois apoios partidos no diferencial do carro bávaro o impediram de terminar num positivo 4º lugar do grupo, o que lhe permitiu saltar para o 3º posto na tabela do campeonato. Como bónus, conseguiu ainda levar o seu BMW 328i a bater por mais de um segundo o seu record pessoal nos 5200 da Falperra.

    No mesmo grupo SC D alinhou Carlos Pouca Sorte, que se apresentou na Falperra com a vistosa BMW SW com motorização M3. O fim-de-semana começou muito mal para o jovem piloto que, logo no warm up viu ceder a manga de eixo do BMW, ficando impedido de fazer as duas subidas de treinos seguintes, o mesmo sucedendo na única subida de prova de sábado, por imposição regulamentar.

    No domingo e apesar de estar a usar pneus já com algum uso, Carlos Pouca Sorte foi melhorando as marcas e almejou concluir num bom 6 lugar do grupo, mostrando piloto e máquina da Megamotors muito potencial para o futuro.

    Já Celso Fonseca enfrentou um pelotão muito intenso nas lides da Divisão Turismos 3. O piloto mesãofriense da Megamotors foi baixando os tempos subida após subida, com um percalço pelo meio, quando numa sessão de treinos partiu o cabo da corrente e o carro desligou. Depois a assistência Megamotors resolveu de forma célere o problema e Celso Fonseca foi capaz de marcar nas ultimas subidas de prova os seus melhores tempos do fim-de-semana, concluindo no Top 8 da divisão.

  • José Lameiro: “Estamos a melhorar e este pódio na Falperra é um prémio para essa evolução”

    José Lameiro: “Estamos a melhorar e este pódio na Falperra é um prémio para essa evolução”

    Mesmo que ainda não tenha sido na 42ª Altice Rampa Internacional da Falperra que José Lameiro tenha vivido uma jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2023 sem sobressaltos, nem por isso o piloto do Skoda Fabia MKIII da Diatosta/Rialto ficou sem razões para comemorar. Sempre que o carro tcheco colaborou, foi dos mais rápidos entre os Super Challenge e, apesar dos problemas, terminou no pódio do Grupo SC A.

    Recolhendo já os aplausos dos aficionados, rendidos ao “monstro dos cavalos” tcheco e à condução exuberante que o piloto imprime ao seu Skoda, José Lameiro viveu na Falperra mais uma jornada de aprendizagem, saindo dela com distinção.

    Enfrentando um naipe de pilotos e carros de grande nível no grupo reservado aos quatro rodas motrizes inscritos na Categoria Super Challenge, José Lameiro realizou a segunda melhor marca na Subida de Prova 1, ao fecho da jornada de sábado, rodando em 2:27.497, assumindo ter ainda muita margem de manobra para explorar.

    Só que, no dia decisivo de domingo, problemas no turbo do Skoda limitaram o sue andamento, sem impedir, no entanto, que Lameiro terminasse no 3º lugar, conquistando assim um saboroso pódio.

    “Aproveitamos os treinos de sábado para nos adaptarmos à pista que, como quase todas, era desconhecida para mim. Depois, na única subida de prova do dia, as coias correram-nos bem. No domingo foi diferente. Não conseguimos fazer a subida inicial de treinos e, depois, nas duas subidas a contar, tivemos problemas com o turbo, que só funcionou a espaços. Isso condicionou muito o nosso andamento, pois o rendimento do motor ficou muito limitado”, considerando assim que “com tudo isso, temos de estar muito satisfeitos com o pódio alcançado”.

    Mas, analisando o que tinha feito no sábado, José Lameiro sente-se “muito satisfeito com os dados que obtivemos. Deu para perceber que, em circunstâncias normais, teríamos melhorando muito os tempos no domingo e, como tal, teríamos sido muito mais competitivos quer na luta pelos lugares da gente do grupo, quer na categoria”.

    O piloto ficou fã do traçado da Falperra: “é uma pista fantástica. Tremenda mesmo e que nos desafia e nos põe em sentido, sobretudo nas zonas extraordinariamente rápidas. Depois o muito público presente transforma cada passagem numa verdadeira festa!”. Com a presença em Braga, José Lameiro concluiu assim a primeira metade da temporada na modalidade que escolheu e que o tem acolhido de forma muito positiva. E tal assim que é, que o piloto aveirense da Diatosta se sente “profundamente agradecido a toda a Família da Montanha, às equipas, aos pilotos, ao público, que nos têm acarinhado muito. Para nós é uma honra estar no CPM JC Group e espero que a nossa equipa seja uma mais-valia para a modalidade. tudo faremos para que assim seja e que venha agora a Serra da Estrela!”.

  • Hélder Silva: “época não podia estar a correr melhor”

    Hélder Silva: “época não podia estar a correr melhor”

    Hélder Silva conta por triunfos as quatro provas da temporada disputadas até agora referentes ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, sendo a mais recente, a 42ª Altice Rampa Internacional da Falperra um dos pontos altos da mesma. O piloto da Póvoa de Varzim quer chegar a novo título e não descarta no futuro uma internacionalização numa altura em que repensa a sua carreira.

    Dificilmente o piloto da Power House poderia pensar num cenário mais risonho para a sua caminhada em busca da vitória em mais um título absoluto no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Os êxitos conseguidos neste começo da temporada deixam o piloto poveiro com a perspetiva de mais um cetro, muito embora ciente de que não lhe falta concorrência, sobretudo por parte dos dois adversários que mais oposição lhe têm feito.

    «Está de facto a correr-me tudo de feição. O Osella não tem dado problemas e tem cumprido com as minhas expetativas, e eu sinto-me cada vez mais à vontade com ele. Isso vê-se pelos tempos que realizo, melhorando a cada subida que faço. Também os ‘set-ups’ vão sendo ajustado ao longo das provas, e isso, em conjunto, tem contribuído para as vitórias que tenho alcançado», começa por referir o Campeão Nacional em jeito de balanço.

    Obviamente que o êxito mais recente é aquele que fica na ‘retina’. No entanto Hélder Silva diz que o ponto de viragem na sua maior confiança aos comandos do Osella PA 2000 EVO2 PA.30 aconteceu na Rampa da Arrábida: «Por se tratar de uma rampa que não aprecio especialmente, tinha muitas dúvidas em relação ao meu sucesso lá. Mas uma vez que venci ganhei outra confiança com o carro e fui mais forte para as provas seguintes».

    «A Falperra, pelo contrário, é uma rampa de gosto bastante. E acabou por me correr bastante bem. Mais uma vez fui melhorando os meus tempos desde os treinos e ao longo das subidas de prova. E novamente com a equipa fui alterando o ‘set-up’ adaptando-o às condições do traçado, que também se foram alterando. E a vitória aconteceu naturalmente», prossegue o piloto poveiro.

    Hélder Silva diz que apesar do seu domínio no campeonato, a concorrência tem estado forte: «Se olharmos para o que aconteceu até aqui, vemos que os meus principais adversário têm estado muito consistentes. O António Rodrigues e o José Correia não têm facilitado a minha tarefa, antes pelo contrário. Por isso conto que continuem a ser os meus principais rivais e obstáculos às minhas vitórias».

    «Claro que um novo título faz parte dos meus objetivos para esta época, e sei que o posso conquistar por antecipação. Para isso tenho de continuar como até aqui, colecionando vitórias, sabendo de antemão que será muito difícil ganhar em todas as provas», afirma também o Campeão Nacional.

    Hélder Silva já pensa no seu futuro, e não nega a possibilidade de dois cenários completamente diferentes: «Equaciono deixar a competição e dar o meu lugar a outros, vendendo o carro. Mas não descarto que sonho em fazer provas do “Europeu” de Montanha, como um desafio, pois sempre desejei conhecer rampas diferentes».

  • António Rodrigues: “fim-de-semana atribulado, mas coroado com um bom resultado”

    António Rodrigues: “fim-de-semana atribulado, mas coroado com um bom resultado”

    A 42ª Altice Rampa Internacional da Falperra foi palco do quarto pódio absoluto consecutivo da época para a “Bala do Douro”. No entanto, o piloto da NJ Racing/Lusimed enfrentou alguns percalços que lhe condicionaram o andamento.  

    Num fim-de-semana em que sofreu a bom sofrer, António Rodrigues conquistou mais um pódio absoluto. Mas, não sem ter de percorrer um duro “caminho das pedras”. No sábado, problemas de travões no Silver Car EF10 impediram a “Bala do Douro” de fazer a subida de prova 1.

    “Desde a primeira subida de treinos que senti que algo não estava bem. O carro simplesmente não travava, quando eu acionava o pedal e, só após a segunda subida de treinos é que, finalmente, fomos capazes de perceber que uma das peças do sistema de travagem estava rachada. Percebemos logo que não iríamos alinhar na única subida de prova de sábado”, revela António Rodrigues.

    Elementos da FR Power deslocaram-se mesmo a Espanha para ir buscar uma peça nova e, depois de um magnífico trabalho noite dentro, o Silver Car EF10 ficou em perfeitas condições.

    No domingo, a “Bala do Douro” entrou em “modo de ataque total”. Foi o 2º melhor na Subida 2 e, na terceira, quando estava a dar tudo, sentiu um barulho e levantou o pé, conseguindo mesmo assim alcançar um tempo que contribuiu para que garantisse o 3º lugar da geral, mais um pódio na época, a que adicionou a posição de melhor português na prova do Europeu, ao terminar num excelente Top 8, vencendo ainda o Grupo CN/E2-SC 2000.

    No fecho, a “Bala do Douro” afirmava que “tive de saber sofrer. No sábado, problemas de travões no Silver Car EF10 impediram-me de fazer a subida de prova. No domingo ataquei na Subida 2 e fiz o segundo tempo do CPM. Na terceira e última e quando estava a dar tudo para melhorar, senti um barulho e levantamos o pé. Parabéns à nossa equipa NJ Racing (Nunos e Rute, vocês estiveram fantásticos!), à FR Power por todo o excelente trabalho no nosso protótipo, que nos permitiu sair da Falperra com mais um excelente resultado!”.

    Agora vem aí a segunda parte da temporada, com a quinta prova a acontecer já a 3 e 4 de junho, na Serra da Estrela.

  • Vítor Pascoal “Foi duro, mas cumprimos os objetivos na Falperra”

    Vítor Pascoal “Foi duro, mas cumprimos os objetivos na Falperra”

    O campeão nacional em título e líder da tabela pontual da Categoria GT sabia que tinha na Falperra uma prova muito dura, face à presença de pilotos com carros muito mais competitivos. Autor de uma exibição sem falhas, o baionense conquistou “no músculo” o 3º lugar e conseguiu terminar na frente de todos os seus adversários na corrida ao título.

    Vítor Pascoal abordou a 42ª Altice Rampa Internacional da Falperra com cautelas e ciente de que seria uma das mais difíceis provas do ano, exigindo muito sentido estratégico, tendo em conta que o piloto tem como alvo renovar o título de campeão nacional na Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Usando bem as subidas de treino de sábado para afinar o Porsche, terminou a jornada inaugural no 4º posto, mas a décimas do 2º lugar, ficando ciente de que “estávamos ainda mais competitivos do que aquilo que prevíamos. Os tempos que alcançamos deram-nos confiança para abordarmos o dia decisivo de domingo com a convicção de que lutaríamos pelo pódio”.

     E assim foi. Vítor Pascoal foi capaz de “espremer” tudo o que havia no seu Porsche e, logo na Subida 2 melhorou quase dois segundos a sua marca, entrando nos lugares do pódio.

    Na última subida de prova, ainda sofreu um susto: “sabendo que tinha de dar tudo para suplantar a Gabriela e o Bernardo, entrei a fundo e assim fui até ao alto, embora muito apreensivo com alguns ruídos na caixa de velocidades. Julgo que não será nada de mais, mas agora vamos ter de trabalhar para ver se tem algum dano. Felizmente, aguentou e fui mesmo capaz de fazer o meu melhor tempo do fim-de-semana, o que se revelaria decisivo para poder conquistar o pódio e ficar na frente dos dois, que são os meus adversários diretos na luta pelo título”.

    O piloto baionense ficou “satisfeito com a exibição e o resultado. Entramos sempre para vencer, mas aqui era impossível chegar ao Carlos e ao Patrick. São dois grandes pilotos e os seus carros são muito mais competitivos do que o meu. Como tal, pelos pontos, por ter conseguido suplantar os meus adversários diretos no campeonato, este terceiro lugar sabe a triunfo!”.

    Também inscrito no Europeu, Vítor Pascoal lograria terminar no Top 4 do Grupo 2, resultado “possível, face à enorme disparidade existente entre o nível competitivo dos carros que ficaram à minha frente e o meu e que nem o chamado Performance Factor consegui corrigir. Era impossível fazer melhor e, assim, o resultado é positivo”.

    Agora e sem qualquer hipótese de descanso, o piloto e a equipa técnica do Baião Rally Team vão tratar do Porsche 991 GT3 CUP, sabendo que têm menos de quinze dias para se apresentarem na Rampa Serra da Estrela Covilhã, quinta prova do campeonato e que se disputa nos dias 3 e 4 de junho.

  • José Pedro Gomes correu, dominou e venceu na Falperra!

    José Pedro Gomes correu, dominou e venceu na Falperra!

    O segundo triunfo da temporada do montalegrense nas lides do Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group aconteceu após uma demonstração de supremacia total por parte do piloto e do seu Ford Escort RS 1800 preparado pela XMP.

    A prova reservada aos Clássicos na 42ª Altice Rampa Internacional da Falperra cedo se transformou num recital de condução de José Pedro Gomes.

    O consagrado piloto-causídico natural de Montalegre e residente em Riba D’Ave apresentou-se na prova internacional minhota com um ritmo avassalador que o guindou sempre ao comando da tabela de tempos e sempre por larga margem em todas as subidas, quer de treinos, quer as que foram galgadas “a doer”.

    A sua “faena” foi de tal forma impressionante que levou o seu Ford Escort RS 1800 a realizar os três melhores tempos de todos os Clássicos no fim-de-semana, o que justifica os 9,4 segundos de avanço no fecho da prova, no agregado das duas melhores subidas.

    Além disso, é de salientar que Pedro Gomes revelou uma capacidade enorme em ser não apenas muito rápido, mas também pendular, como atesta o facto de ter feito o Ford rodar que nem um relógio suíço, estabelecendo nas três subidas de prova tempos num intervalo inferior a um segundo, sendo na segunda, realizada ao início da tarde de domingo, que rodou mais rápido, em 2:34.975.

    Esta segunda vitória do ano, depois de ter vencido pela primeira vez na Penha, a que se junta ainda um 2º posto na prova de abertura, em Murça, coloca José Pedro Gomes muito perto da liderança da tabela pontual do campeonato, mesmo com uma prova a menos, fruto da sua ausência na Arrábida, sendo claro que o craque da XMP é um dos candidatos ao título, se não mesmo o maior favorito a conquistar o cetro nacional de Clássicos.

  • NJ Racing conquista excelente resultado de conjunto na Falperra

    NJ Racing conquista excelente resultado de conjunto na Falperra

    Nuno Guimarães, António Rodrigues, Nuno Pinto e Rute Brás voltaram a ostentar  na Falperra toda a solidez que transforma o quarteto da NJ Racing numa equipa oleada e capaz de triunfar. Os objetivos traçados para a prova internacional foram totalmente cumpridos.

    É ponto assente que a NJ Racing quer transformar esta época de 2023 numa sequela da temporada transata, ousando querer que a “parte 2” seja um filme ainda mais bem sucedido. Quatro provas já realizadas e o pecúlio de resultados de topo aumenta paulatinamente rampa após rampa.

    Na 42ª edição da Rampa Internacional da Falperra, Nuno Guimarães fez o que já nos habituou: domínio total nos Protótipos B e 4º triunfo do ano, voltando a sua atenção de predador para a batalha da geral, onde terminaria em 6º.

    Já após a conclusão da rampa, Nuno Guimarães, líder da equipa, fazia o rescaldo, quer da sua participação como piloto, quer sobretudo da exibição coletiva da equipa duriense:

    “Foi um fim de semana muito cansativo em virtude do extenso programa a que todos os pilotos estiveram sujeitos, no entanto, a nível desportivo, para mim foi um sucesso. Mais uma vitória nos Protótipos B e ainda o lugar de 6º melhor português numa lista de participantes de luxo é excelente. É uma honra puder correr num ambiente de festa com milhares de aficionados que nos acarinham e puxam por nós. Continuo a dizer que o melhor da Falperra é o seu fantástico publico. Desportivamente, o dia de sábado foi mais difícil, pois tivemos de fazer diversas alterações ao setup do Silver Car S2, mas a Miranda Competições conseguiu entregar-me um carro perfeito para domingo, onde sem grande esforço consegui fazer duas subidas rápidas, acabando por bater o meu recorde da pista, por quase dois segundos. Uma palavra de incentivo e de alegria aos meus colegas de equipa Rute Brás, Nuno Pinto e António Rodrigues que permitiram à NJ Racing atingir um resultado coletivo de excelência”.

    O Capitão da Montanha salientou ainda que “temos de criticar alguns pontos negativos a nível organizativo e que serão tratados no devido local, mas também temos que salientar a excelente transmissão televisiva/livestreaming durante o fim de semana, o que permitiu uma grande exposição dos nossos patrocinadores, pelo que este resultado é dedicado a eles”.

    Num fim-de-semana em que sofreu a bom sofrer, António Rodrigues conquistou mais um pódio absoluto. Mas, não sem ter de percorrer um duro “caminho das pedras”. No sábado, problemas de travões no Silver Car EF10 impediram a “Bala do Douro” de fazer a subida de prova 1. No domingo atacou, foi o 2º melhor na Subida 2 e, na terceira, quando estava ao ataque, sentiu um barulho e levantou o pé, conseguindo mesmo assim dar à NJ Racing mais um pódio a que adicionou a posição de melhor português na prova do Europeu, ao terminar num excelente Top 8, vencendo ainda o Grupo CN/E2-SC 2000.

    No fecho, a “Bala do Douro” afirmava que “tive de saber sofrer. No sábado, problemas de travões no Silver Car EF10 impediram-me de fazer a subida de prova. No domingo ataquei na Subida 2 e fiz o segundo tempo do CPM. Na terceira e última e quando estava a dar tudo para melhorar, senti um barulho e levantamos o pé. Parabéns à nossa equipa NJ Racing (Nunos e Rute, vocês estiveram fantásticos!), à FR Power por todo o excelente trabalho no nosso protótipo, que nos permitiu sair da Falperra com mais um excelente resultado!”.

    Por seu lado, Nuno Pinto tem todas as razões para ter saído satisfeito de Braga. A sua nova ADR Sport II funcionou que nem um relógio e o piloto provou no rápido traçado da Falperra que consegue ser muito veloz, estando a regressar à sua boa forma. O 2º lugar nos Protótipos B foi “um prémio muito saboroso para mim, sobretudo por ter contribuído para mais uma ‘dobradinha’ da nossa equipa. Estou cada vez mais confiante e a conseguir extrair o potencial do meu carro. Ansioso pela próxima prova!”.

    A passagem pela Falperra de Rute Brás não foi fácil. Problemas no seu Peugeot 206 RC condicionaram fortemente o andamento da Amazona do Douro que, só mesmo na última subida do dia, conseguiu rodar rápido. A sua perseverança e capacidade para ultrapassar as dificuldades, nunca atirando “a toalha ao chão”, rendeu-lhe mais alguns pontos para o campeonato.

    Rute Brás resumiu o seu fim-de-semana da seguinte forma: “foi difícil. O carro ia abaixo em todas as subidas e tive de conseguir contornar o problema, o que sem dúvida me fazia perder algum tempo. Tenho a certeza que poderia ter tido melhores resultados. Na última subida consegui melhorar bastante, mas o problema persistia. Mesmo assim, diverti-me. É uma rampa em que o público faz a festa e é fantástico correr com tanta gente a assistir. O único ponto menos bom, é sem dúvida a organização. Um exemplo da forma como nos tratam aconteceu logo à chegada, quando os lugares no parque de assistência já não eram os mesmos. Nas verificações realço a arrogância com que fomos tratados, para não falar do tempo de espera, tanto para descer, pois éramos chamados demasiado cedo, como para subir. Enfim, objetivo cumprido, que venha a próxima e sempre com vontade de ser melhor!”.

  • Nunes Sport mantém senda vitoriosa na Falperra

    Nunes Sport mantém senda vitoriosa na Falperra

    A Nunes Sport continua com um registo tremendo nesta época 2023 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Com 100% de vitórias até agora, a Nunes Sport continua a dominar em toda a linha, com prestações esclarecedoras a cada prova.

    No entanto, o grau de dificuldade tem sido grande, pois além de contarem com a forte concorrência, têm ainda de fazer uma gestão meticulosa dos pneus. Não tem sido possível arranjar pneus novos e os pilotos têm de enfrentar as subidas com borrachas usadas, gerindo o andamento. Mas não é isso que tem impedido Luís Nunes e Luís Delgado de vencer e bater recordes.

    Luís Nunes venceu de forma clara na categoria Super Challenge, batendo o seu recorde em mais de 3 segundos e o anterior recorde na categoria turismos que parecia difícil de bater, numa prestação superlativa do piloto e chefe de equipa. O balanço foi, mais uma vez, amplamente positivo: “Em termos pessoais, o fim de semana foi quase perfeito, cumprindo os objetivos que tinha delineado para esta prova. Sabia que a Falperra era a rampa que menos se adequava às características do Skoda nomeadamente para a caixa de velocidade que era demasiado curta para o traçado da prova bracarense e que me obrigou andar em cada subida cerca 500 metros com o carro a esgotar/limite. Mas queria vencer na nossa categoria e conseguimos isso com boa margem para a concorrência. Tinha como objetivo bater o meu record pessoal na rampa e também o anterior record da categoria turismos o que foi conseguido, que para alguns acharam impossível de bater, tirando mais três segundos ao meu registo do ano passado. No geral, foi um grande fim de semana, com excelentes resultados, apesar das contrariedades. Os fornecedores não nos arranjam pneus novos e por isso estamos a recorrer ao stock de usados, tentando aproveitar os melhores. Conseguir estes resultados com pneus usados e com a caixa de velocidade que não era adequada foi excelente.”

    Luís Nunes estava também orgulhoso da prestação da sua equipa, que voltou a fazer o pleno, com uma exibição de alto nível:“A equipa voltou a estar muito bem, o Luís Delgado também teve de fazer a rampa com pneus usados e conseguiu bater o recorde anterior nos turismos e vencer a sua categoria com boa margem. Foi mais um fim de semana perfeito da equipa, apoiados pelo superior trabalho da ARC Sport que voltou a dar-nos os carros nas melhores condições. Quatro fins de semana, quatro vitórias para os dois pilotos. Não podíamos pedir mais.”

    Nunes aproveitou para agradecer ao muito público que esteve presente na rampa bracarense que deu ainda mais cor à festa: “A Falperra voltou a ser um excelente palco, com muito público, muita animação, o que permitiu um excelente retorno para os nossos patrocinadores, fundamentais  nesta caminhada e a quem agradecemos, assim como aos nossos amigos e famílias, que nos dão ainda mais força para continuar.”

    Luís Delgado também estava visivelmente satisfeito no final da prova. Rubricou uma prestação de alto gabarito, apesar do constrangimento de ter de gerir os pneus usados. Delgado segue invicto na categoria Turismos, tendo apenas lamentando não ter pneus novos para baixar ainda mais o registo: “O fim de semana correu bem, apesar de termos de gerir o andamento. Sem pneus novos e com menos aderência do que a desejada, o carro patinava muito, mas tivemos de fazer o melhor com o material à disposição. Como não temos certeza de quando vamos receber os pneus novos, temos de ser cuidadosos na forma como gerimos, sem correr riscos. Ainda assim, consegui tirar três segundos ao recorde que existia. Acredito que com pneus novos, tendo em conta que se pode ganhar um segundo por quilómetro, poderíamos ter tirado muito mais. Mas temos de continuar a gerir até termos pneus novos, o que não está ainda garantido, um problema que afeta muita gente. No entanto, estou muito feliz com a prestação e com mais este triunfo.”

    A próxima prova é a exigente Rampa da Serra da Estrela, de 3 a 4 de junho.

  • Dura rampa da Falperra para a JC Group Racing Team

    Dura rampa da Falperra para a JC Group Racing Team

    À imagem de 2023, a Falperra foi um fim de semana duro para a JC Group Racing Team. A jogar em casa, a equipa de José Correia queria dar o melhor e alcançar os primeiros lugares, confirmando o potencial já demonstrado. Os resultados acabaram por ser positivos, ficando no ar a sensação de que poderiam ter sido melhores. A família Correia compete sempre para vencer, mas sabe que nem sempre isso é possível. Mas a postura voltou a ser irrepreensível, dedicando corpo e alma à competição, perante o seu público. 

    José Correia alcançou o segundo lugar no Campeonato de Portugal de Montanha no seu Norma M20 FC. O Sport Protótipo francês já se apresentou um pouco melhor do que nas provas anteriores, com algumas questões técnicas ainda por resolver, mas há muito a melhorar, como admitiu o piloto e chefe de equipa: “Foi uma prestação positiva neste fim de semana na Falperra que é sempre especial. Tentamos resolver os problemas no carro e demos um passo positivo nesse sentido, mas ainda podemos fazer mais. O segundo lugar alcançado acaba por ser um resultado positivo, apesar de não ser o que desejávamos. Mas sabemos que ainda temos trabalho no carro para chegarmos ao nível competitivo que desejamos. Foi também um orgulho tremendo correr com as minhas filhas. A Gabriela voltou a mostrar a sua garra e a Beatriz fez uma excelente estreia, subindo o ritmo gradualmente, sem exageros, com uma postura muito madura.”

    Gabriela Correia terminou a prova bracarense no quarto lugar nos GT, um resultado que não agradou à Princesa da Montanha que ficou pouco impressionada com algumas atitudes por parte da concorrência: “Foi provavelmente o fim de semana mais difícil que tive na minha carreira. Nunca tinha sentido tanto jogo psicológico por parte dos meus adversários. Foi algo que, pessoalmente, me desagradou, além de ter presenciado alguns comportamentos passíveis de serem punidos, por estarem para lá do que é permitido, sem que nada fosse feito, nomeadamente arranques no parque de pré-partida. Nada foi feito por parte das entidades competentes, o que reforçou mais o meu desagrado. O carro estava em ótimas condições, mas admito que psicologicamente já não estava no meu melhor e o resultado é o espelho disso. Mas foi apenas algo que aconteceu na Falperra porque no resto do ano o desportivismo é nota dominante nos participantes. Vou ultrapassar isso, voltar mais forte e para o ano estarei preparada para este tipo de comportamentos. Um ponto muito positivo foi claramente a prestação da Beatriz, que conseguiu uma excelente estreia, na rampa onde também tudo começou para mim. Acho que estava ainda mais nervosa que ela antes da primeira subida. Fiquei muito feliz com o que ela fez, foi inteligente e seguiu os nossos conselhos, melhorando a cada subida. Estou muito orgulhosa do que ela fez.”

    A jovem Beatriz Correia acabou por ter uma excelente prestação na sua primeira participação na Falperra. Não acusou a pressão e foi subindo o ritmo gradualmente, sem arriscar em demasia. O objetivo era chegar ao fim e isso foi conseguido com nota claramente positiva: “Estou contente com a minha prestação. O meu foco era apenas chegar ao fim da prova e aproveitar cada subida. Fui ganhando confiança e aumentando o andamento. A cada subida os tempos foram melhorando o que me deixou satisfeita. Sabia que era a minha primeira experiência nos automóveis e não tinha nada a provar a ninguém, por isso fiz as coisas ao meu ritmo, sem pressão, tentando sempre ser cautelosa. Estrear-me na Falperra foi ótimo e cheguei ao fim com a sensação de missão cumprida.”

    A JC Group Racing Team regressa nos dias 3 e 4 de junho, para a Rampa da Serra da Estrela.

  • Falperra: Objetivos cumpridos para Ricardo Gomes

    Falperra: Objetivos cumpridos para Ricardo Gomes

    O cenário era perfeito para Ricardo Gomes. Com a Falperra repleta de público, como é habitual, o piloto que aprendeu a gostar das corridas do lado de fora da pista, tinha como missão mostrar as potencialidades do monolugar da Racing Art. E foi isso que conseguiu, com um fim de semana a merecer nota positiva.

    A história desta Falperra nem começou muito bem para Ricardo Gomes que, com um pequeno erro na chicane, acabou por embater nas proteções e danificar de forma significativa o monolugar. Mas a equipa técnica da Racing Art fez um trabalho estupendo, voltando a colocar o F4 Signatech em perfeitas condições 45 minutos depois, prova da qualidade do trabalho da equipa. A partir daí foi tentar encontrar o melhor compromisso de afinação para extrair o máximo do carro: “Durante todo o fim de semana, o nosso objetivo foi chegar aos tempos que considerávamos serem os possíveis para o nosso carro, tendo em conta que era a primeira vez que este carro competia de forma séria em ambiente de rampa. Apesar de termos chegado aos objetivos propostos, ficamos com a certeza de que podemos tirar ainda mais do carro, com mais experiência e quilómetros neste contexto. Foi um fim de semana de descoberta, mas terminamos com um bom feeling e com um sentimento muito positivo relativamente às prestações deste carro. Em circuito já há muitos mais dados e é uma realidade mais conhecida, mas em montanha, há ainda muito potencial a explorar. “

    As sensações foram tão boas que a Racing Art pondera fazer um campeonato misto em 2024, com provas em circuito e em rampas. Ricardo Gomes correu na Taça de Portugal de Montanha de Monolugares, categoria que deveria ter mais pilotos, segundo o piloto: “Tivemos muito trabalho durante o fim de semana e o facto de existir esta categoria, deveria promover a participação de mais pilotos em monolugares. Admito que gostaria de ter tido concorrência em pista, pois é com essa luta que vamos buscar ainda mais tempo. Acredito que no futuro poderemos ter cinco ou seis carros, ou até mais, em competições deste género e aí, sim, poderemos ter grandes lutas.”

    Ricardo Gomes fez questão de enaltecer a boa receção que o carro teve na Falperra, atraindo muitas atenções: “As pessoas gostam de ver estes carros e têm curiosidade em ver como funcionam e com passam na rampa. Do ponto de vista da imagem e competitivo, são carros espantosos e que têm muito potencial. E claro, competir na Falperra é sempre especial para mim e fazer parte desta festa é sempre um orgulho.”