Categoria: Montanha

  • Clássicos: consistência e rapidez construíram vitória de Flávio Sainhas

    Clássicos: consistência e rapidez construíram vitória de Flávio Sainhas

    A jogar literalmente em casa, o piloto do Ford Escort MKI revelou uma solidez de andamento que, juntamente com a fiabilidade do seu carro, o fez suplantar a forte concorrência que transformou a prova dos Clássicos na Serra da Estrela num espetáculo entusiasmante.

    O dia de sábado, jornada inaugural desta edição 2023 da Rampa Serra da Estrela Covilhã seria aziago para as ambições de dois dos cinco pilotos que, à partida desta 5ª prova da temporada do Campeonato de Portugal clássicos de Montanha JC Group, podiam entrar na discussão da vitória.

    Ricardo Loureiro nem “aqueceu” e desistiu da prova logo após uma subida, com problemas mecânicos no seu Ford Escort MKII. Está a ser um ano negro para o piloto do Caramulo.

    Por seu lado, José Pedro Gomes, possivelmente o grande candidato ao triunfo, viu-se impedido de fazer a subida de prova, com um problema na transmissão do seu imponente Ford Escort RS 1800. O facto condicionava-o muito para a jornada de domingo.

    A jogar em casa, o clã Sainhas brilhou ao colocar o Ford Escort MKI de Flávio na liderança após a Subida de Prova 1, enquanto o pai Armando, tripulando outro Escort MKI,  terminava o dia no 3º lugar, com Fernando Salgueiro a levar o Ford Escort MKII do Caramulo Racing no meio, realizando a 2ª melhor marca, a 2 segundos do líder.

    No domingo, a atribulada Subida de Prova 2, palco de aguaceiros que caíram, a espaços, em alguns pontos da parte final da pista, seria decisiva para o desenrolar dos acontecimentos.

    Flávio Sainhas completa a subida com um excelente tempo e, pouco depois, José Pedro Gomes termina, enfrentando já algumas zonas húmidas, fazendo uma marca 4,5 segundos mais lenta do que a do seu adversário.

    Na derradeira subida, José Pedro Gomes voou montanha acima e cravou no cronómetro o melhor tempo do fim-de-semana de todos os Clássicos , com a marca de 3:23.873, superiorizando-se ao futuro vencedor por segundo e meio, o que foi insuficiente para o destronar do lugar mais alto do pódio. No agregado das duas melhores subidas, Flávio Sainhas ficou com uma vantagem de 3,9 segundos.

    Atrás dos dois primeiros, Fernando Salgueiro conseguiu suplantar Armando Sainhas, na luta pelo 3º lugar, com o bicampeão nacional a continuar na senda das idas ao pódio, desiderato que alcançou pela terceira vez consecutiva.

  • Legends: Pedro Alves suporta pressão e vence pela quarta vez na época

    Legends: Pedro Alves suporta pressão e vence pela quarta vez na época

    Com uma jornada inaugural de sábado para esquecer, Pedro Alves respondeu da melhor forma à pressão no dia decisivo de domingo da Rampa Serra da Estrela Covilhã 2023, sendo o mais forte nas duas subidas de prova finais, alcançando assim o quarto triunfo da temporada e ficando mais perto do título nacional  reservado aos Legends.

    Uma transmissão partida e um alternador sem funcionar no Citroen Saxo VTS, foram as maleitas sofridas no sábado que contrariaram todas as previsões, colocando Pedro Alves, líder do campeonato e principal favorito à vitória, em apuros, após o fecho do dia inaugural da prova organizada pelo CAMI Motorsport, pois os problemas impediram-no de fazer a única subida de prova do programa, forçando-o a terminar as duas subidas de prova de domingo, se quisesse se classificar e pontuar.

    No fecho desse dia 1, José Coimbra (Opel Astra) terminou na frente, apenas com 7 décimas de segundo de vantagem sobre Carlos Alberto Oliveira (Ford Sierra RS Cosworth.

    No domingo, o jovem piloto de Vila Real demonstrou toda a sua fibra. Nada afetado pela pressão, Pedro Alves não se limitou a tentar pontuar e foi em busca da vitória, realizando duas marcas de grande nível nas duas subidas de prova, que o guindaram ao lugar mais alto do pódio, rematando a sua quarta vitória da temporada com um avanço de 8,2 segundos sobre José Coimbra.

    Mas, uma palavra de grande aplauso é devida ao piloto do Opel Astra. Deu tudo para tentar impedir o triunfo de Pedro Alves, melhorando imenso a sua melhor marca do fim-de-semana na derradeira vez que enfrentou o traçado da serra da Estrela e o 2º lugar que alcançou é inteiramente merecido.

    Livre de qualquer problema mecânico de monta, Carlos Oliveira colocou o seu irascível, mas belo Ford Sierra RS Cosworth no 3º lugar, a cerca de 4 segundos de José Coimbra, dando assim mais um pódio à Power House.

    Uma palavra para Ivânia Loureiro, que continua a registar boas exibições com o Peugeot 205. Desta feita e apesar de um toque na última subida, a “rookie” de Resende conquistou um Top 6 entre os Legends.

  • Hélder Silva esteve imparável na Rampa Serra da Estrela Covilhã

    Hélder Silva esteve imparável na Rampa Serra da Estrela Covilhã

    A quinta vitória consecutiva do piloto da Power House foi construída de forma sólida, almejando voltar a ser o mais rápido em todas as subidas que realizou, fiando totalmente à parte do cenário caótico vivido pelos seus principais adversários na segunda subida de prova, realizada no domingo e que baralhou por completo o pódio absoluto final da prova organizada pelo CAMI Motorsport, onde o bicampeão nacional foi ladeado por Vítor Pascoal e Luís Nunes.

    O triunfo do bicampeão nacional não sofre qualquer contestação e começou a ser construído no sábado, com Hélder Silva a colocar a Osella PA2000 EVO2 PA.30 na frente, sendo na primeira subida de prova, 2,4 segundos mais lesto do que António Rodrigues (Silver Car EF10) e 3,1 em relação a José Correia (Norma MC 20 FC), terceiro mais rápido.

    Mas, o dia de domingo tinha reservado para a 5ª prova da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, um guião digno de um filme de suspense no que respeita à “batalha” pelo pódio absoluto. O programa competitivo terminava com as habituais subidas de prova 2 e 3 e a subida 2 decidiu reclamar o papel de momento decisivo do fim-de-semana.

    António Rodrigues e José Correia não só ainda tinham esperanças de desfeitear Hélder Silva, mas, principalmente, sabendo que estava aberta a luta entre os dois pelo 2º lugar. E tudo ficou perdido para ambos quase no mesmo instante. O piloto da NJ Racing/Lusimed começou a perder potência no Silver Car EF10 e deu um toque já na parte final, ficando por aí. No mesmo momento, a meio da rampa, José Correia alargava demasiado a trajetória e tinha uma batida forte que maltratou severamente a sua Norma MC 20 FC. Os estragos nos protótipos forma de tal monta que ambos forçados a abandonar a prova.

    Assim, Hélder Silva fez as duas subidas num ritmo seguro que, com toda a lógica, lhe granjeou uma vitória que, diga-se, mesmo em circunstâncias normais, tinha tudo para ser o cenário mais provável, tal o domínio do piloto poveiro.

    Como tal, logo se percebeu que a prova do CAMI Motorsport iria ter um pódio completamente “fora da caixa”.

    Vítor Pascoal está a atravessar um momento de forma que roça a perfeição. Extrai todo o “sumo” do seu bem preparado Porsche 991 GT3 CUP e caminha a passos largos para a renovação do título de campeão nacional da Categoria GT. Na Serra da Estrela, foi sempre muito cauteloso nas subidas de treino, transformando-se por completo nas de prova, onde foi capaz de produzir tempos colossais e que lhe deram uma merecida e musculada vitória na categoria GT, sendo ainda recompensado com um fabuloso 2º lugar à geral, sua melhor classificação de sempre numa prova de Montanha.

    Em dia de aniversário, Luís Nunes recebeu, com todo o mérito, uma prenda reforçada. Para além dos expectáveis triunfos na Categoria Super Challenge e no Grupo SC A, contendas onde o “Foguete de Valpaços” permanece invicto em 2023, Luís Nunes levou o Skoda Fabia R5 da Nunes Sport ao 3º lugar da geral, a 2, 8 segundos de Pascoal, feito inédito na temporada e que premiou a sua consistência ao longo de todo o fim-de-semana. Nunes saiu ainda da Serra da Estrela com o seu quinto título nacional consecutivo praticamente garantido.

    Sem conseguir desfeitear Vítor Pascoal na batalhar pela primazia nos GT, nem por isso Gabriela Correia deixou de fazer uma boa prova na Serra da Estrela. A “Princesa da Montanha” é sempre muito competitiva com o Mercedes AMG GT4 da JC Group Racing Team e, nas subidas de prova, rodou sempre  muito forte, terminando a 8,7 segundos do vencedor, mas conseguindo deter os ataques do galego Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP), com os dois a protagonizarem uma luta acesa pelo 2º posto, tendo terminado separados por apenas 278 milésimas de segundo. Além disso, Gabriela garantiu ainda o 7º lugar da geral, com Garcia de Castro a terminar no 8º posto.

    Destaque para o excelente Top 4 do regressado Joaquim Rino. Ausente nas 4 primeiras provas da época, o “Senador de Porto de Mós” esteve sempre muito rápido com o seu BRC BR49 Evo da Articimentos, rodando todo o fim-de-semana bem dentro do Top 10, sendo recompensado com o 4º posto absoluto, vencendo ainda nas contas dos Protótipos B.

    Logo atrás, no 5º lugar, encontrámos o habitual dominador da Categoria Turismos. Uma vez mais e a exemplo do que o seu colega de equipa Luís Nunes tem feito nos Super Challenge, Luís Delgado não teve qualquer dificuldade em vencer na Categoria, sendo, obviamente, também o melhor na Divisão 2, espaço onde a Serra da Estrela recebeu a participação do espanhol Manuel Rueda Sanchez (Peugeot 308 TCR), muito rápido e que além de ter sido 2º na categoria e na divisão, foi 9º da geral.

    O pódio da Categoria Turismos ficou completo com a presença no 3º lugar de José Carlos Magalhães (Mitsubishi Lancer EVO X), com o piloto e “patrão” da MNE Sport a vencer a Divisão 1 e a liderar a sua equipa para mais um grande resultado de conjunto, onde se destaca nova vitória de Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3) na Divisão 3.

    O fafense não deu veleidades e foi muito mais rápido do que os demais contendores da divisão, deixando bem longe José Borges (Citroen C2) e Celso Fonseca (Citroen Saxo), respetivamente, segundo e terceiro colocados.

    Uma referência para Nuno Caetano. Na sua última participação em terras lusitanas antes de partir para terras norte-americanas, onde, tripulando um Porsche Cayman Clubsport, se vai estrear na mítica Rampa de Pikes Peak,  inserido na categoria Open, o piloto radicado em Inglaterra suplantou um toque numa das subidas de treino de domingo, para ser 6º da geral e 2º dos Protótipos A, sendo claro que está a protagonizar uma excelente adaptação à Osella PA21 S Evo da Power House.

    A fechar o Top 10 absoluto da Rampa Serra da Estrela Covilhã encontrámos o piloto que mais perto rodou de Luís Nunes nas lides da Categoria Super Challenge.

    Falámos de José Lameiro, autor de uma exibição muito forte ao longo dos dois dias de competição, com o piloto aveirense e o Skoda Fabia Super Car da DM Motorsport a estar cada vez mais adaptado às particularidades da Montanha . O  Top 10, a que juntou um duplo 2º lugar na categoria e no Grupo SC A, contenda onde o 3º posto foi garantido por José Carlos Pouca Sorte, mesmo que enfrentando muitos problemas no Mitsubishi Lancer EVO VI da Megamotors.

    Na geral da categoria, Nunes e Lameiro foram acompanhados no pódio por Luís Silva. Como sempre, o “Canhão de Famalicão” foi muito competitivo com o BMW da Famaconcret e juntou ao pódio na categoria a vitória no Grupo SC D, na frente do estreante Gonçalo Veríssimo (Honda Civic Type R) e do bracarense Rui Pinheiro (BMW M3).

    Já Bruno Carvalho (Citroen Saxo) e Gonçalo Janeira (Citroen AX GTi) vencerem, respetivamente os Grupos SC C e SC B. Uma palavra final para o CAMI Motorsport.

    O clube matosinhense foi capaz de uma vez mais, ostentar um alto nível organizativo e nem os muitos incidentes de corrida impediram a organização de manter um bom ritmo, tendo ainda sido capaz de tomar sempre as decisões mais corretas. Destaque para o enorme gesto de solidariedade que o clube, acompanhado por todos os pilotos, teve para com Joaquim Teixeira. O piloto e Presidente da APPAM foi alvo de uma delicada intervenção cirúrgica e a “Família da Montanha” não deixou de enviar uma forte mensagem de carinho e apoio e uma das grandes figuras da modalidade.

  • Hélder Silva foi o mais rápido no dia de abertura da Rampa Serra da Estrela Covilhã

    Hélder Silva foi o mais rápido no dia de abertura da Rampa Serra da Estrela Covilhã

    Num dia marcado pela presença de muito público, o campeão nacional absoluto em título foi o mais rápido em todas as subidas realizadas. Vítor Pascoal foi o melhor nos GT, com Luís Delgado a dominar os Turismos e Luís Nunes a fazer o mesmo nos Super Challenge. José Coimbra entre os Legends, Flávio Sainhas nos Clássicos e Armando Freitas nos 1300 também comandam à entrada da jornada decisiva de domingo.

    Três subidas, três presenças no topo da tabela de tempos. Eis o feito de Hélder Silva aos comandos da Osella PA2000 EVO2 PA.30 da Power House. Parte para a jornada de domingo com 2,4 segundos de vantagem sobre António Rodrigues (Silver Car EF10) e 3,1 em relação a José Correia (Norma MC 20 FC), terceiro mais rápido.

    Logo atrás, no 4º posto, está Nuno Caetano (Osella PA21S), mas já a 15 segundos do líder. Destaque para o regresso forte de Joaquim Rino à Montanha, com o “Senador de Porto de Mós” a fazer o 5º tempo da geral no seu BRC BR49 Evo da Divisão Protótipos B.

    Nos GT, foi Gabriela Correia a dar o mote, com a “Princesa da Montanha” a liderar a tabela de tempos nas duas subidas de treinos.

    Chegada a subida de prova do dia, a piloto do Mercedes AMG GT4 foi suplantada por Vítor Pascoal, autor de um tempo colossal que colocou o seu Porsche 991 GT3 Cup no 5º lugar da geral, relegando a adversária para o 2º posto, na frente de Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 Cup), terceiro mais rápido da categoria.

    Luís Delgado impôs com naturalidade a sua lei na Categoria Turismos. O flaviense do Cupra Competicion TCR da Nunes Sport terminou o dia de sábado no 8º lugar da geral e com uma liderança na categoria cimentada em mais de 7 segundos sobre o Peugeot 308 TCR do espanhol Manuel Rueda Sanchez, também inscrito na Divisão 2.

    O terceiro mais rápido da categoria foi José Carlos Magalhães, que tripula o Mitsubishi Lancer EVO X da MNE Sport inscrito na Divisão 1 que, logicamente, também passou a liderar. O seu colega de equipa Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3) vem logo a seguir, sendo o comandante incontestado na Divisão 3.

    Nos Super Challenge, domínio esperado de Luís Nunes. O piloto da Nunes Sport  foi mesmo o 7º mais rápido em termos absolutos e impôs o Skoda Fabia R5 por larga margem, terminando o dia com 11 segundos de avanço sobre um aguerrido José Lameiro, muito competitivo na Serra da Estrela aos comandos do seu Skoda Fabia SuperCar.

    Nunes é, obviamente líder do grupo SC A, com Luís Silva a colocar o BMW M3 da Famaconcret no 3º posto da categoria e no comando do Grupo SC D, cabendo a Gonçalo Janeira (Citroen AX GTi) a liderança no grupo SC B e a Bruno Carvalho (Citroen Saxo) o mesmo feito entre os SC C.

    Os dois participantes na Taça de Portugal de Monolugares de Montanha JC Group rodaram sempre taco a taco, com Nuno Fazendeiro a superiorizar-se a João Saraiva, rodando 4 segundos mais rápido. O JB Racing pilotado por Tiago Veríssimo é o único Kartcross presente na prova serrana, tendo realizado tempos muito competitivos.

    Flávio Sainhas nos Clássicos, José Coimbra nos Legends e Armando Freitas nos 1300, estão na liderança

    Os cinco candidatos à partida para entrar na discussão da primazia entre os Clássicos tiveram sortes bem diferentes neste primeiro dia.

    José Pedro Gomes e Ricardo Loureiro viram-se afastados da luta pelo comando, com problemas mecânicos nos seus Ford Escort, tendo ambos estado ausentes da subida de prova.

    A jogar em casa, o clã Sainhas brilhou ao colocar o Ford Escort MKI de Flávio na liderança, mais rápido na subida “a doer”, enquanto o pai Armando, tripulando outro Escort MKI,  terminava o dia no 3º lugar, com Fernando Salgueiro a colocar o Ford Escort MKII do Caramulo Racing no meio, realizando a 2ª melhor marca, a 2 segundos do líder.

    Quantos aos Legends, o desenrolar deste primeiro embate afastou-se das previsões, pois Pedro Alves, líder do campeonato e principal favorito à vitória enfrentou problemas no seu Citroen Saxo VTS que, inclusivamente, o impediram de fazer a única subida de prova do dia.

    Ficou assim muito aberta a luta pela liderança, com José Coimbra (Opel Astra) a terminar o dia na frente, mas apenas com 7 décimas de segundo de vantagem sobre Carlos Alberto Oliveira (Ford Sierra RS Cosworth), com Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé) a assumir a 3ª posição, mas já a mais de dez segundos do duo da frente.

    Nas contas dos 1300, Armando Freitas dominou por completo, rodando sempre muito mais rápido do que os seus contendores. O piloto fafense do Toyota Starlet terminou o dia com um vantagem sobre Carlos Ferreira (Fiat Punto 85 Sport) superior a 27 segundos.

    O terceiro mais rápido nos 1300 foi Simplício Taveira (Citroen C1), enquanto Carlos Delgado colocou o seu Ford Escort MKI na frente dos Clássicos 1300.

    Amanhã, domingo, o arranque do segundo e decisivo dia da Rampa Serra da Estrela Covilhã será bem cedo, pelas nove da manhã, com uma subida de treinos livres, acontecendo depois mais uma de treinos oficiais, antes das Subidas de Prova 2 e 3, que fecharão o programa da rampa organizada pelo CAMI Motorsport. A cerimónia de entrega de prémios está prevista para depois das 16.30.

  • Ricardo Loureiro: “vamos ver como nos situamos perante a forte concorrência que vai estar presente”

    Ricardo Loureiro: “vamos ver como nos situamos perante a forte concorrência que vai estar presente”

    O piloto do Caramulo Racing Team apresenta-se da edição 2023 da Rampa Serra da Estrela Covilhã com objetivos bem definidos: testar a fiabilidade do seu renovado Ford Escort MKII e tentar tudo para rodar entre os mais rápidos do Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group.

    Acima de tudo, Ricardo Loureiro quer deixar para trás todas as vicissitudes que viveu nas últimas provas em que participou, sofrendo o piloto do Caramulo Racing Team um rol de problemas no seu carro que originou uma ausência de resultados rara na rica carreira desportiva do piloto.

    Agora, na Serra da Estrela, Ricardo Loureiro quer mesmo virar a página.

    “Vai ser de certeza uma prova muito interessante. Gosto muito do traçado da Serra da Estrela e também da região. Une-me laços familiares à serra e é sempre um prazer lá correr. A pista é muito técnica e exigente e vai ser de certeza uma corrida muito aberta e competitiva no que respeita aos Clássicos. Existe a possibilidade de chuva, o que não me desagrada, pois gosto de conduzir nessas condições e vamos ver como nos situamos perante a forte concorrência que vai estar presente”.

    O consagrado piloto e edil caramulense está convicto de que “ultrapassamos todos os problemas que o carro tem apresentado. Foi para nós frustrante o que aconteceu na Arrábida. O carro vinha de uma revisão profunda e os problemas que nos afetaram abalaram um pouco o espírito da equipa. Espero bem que tenhamos ultrapassado o problema, até porque a Serra da Estrela é a rampa mais exigente para a mecânica. Vai ser assim um teste duro ao carro e, como tal, vamos ter alguns cuidados ao longo do fim-de-semana. O nosso objetivo passa por ir dando fiabilidade ao carro e aproveitar a época para o desenvolver. Estamos a meio do campeonato e ainda não pontuei. Como tal, agora é ir prova a prova e tentar sempre melhorar. Faltam 4 provas e daremos o máximo para estar sempre entre os melhores”.

    A rampa desenhada no “teto de Portugal Continental” terá um desafiante traçado, com 5.250 metros de extensão, que ostenta um acumulado de subida de 454 metros, com uma inclinação média de 9,12% e máxima de 11,56%, o que torna a pista numa das mais difíceis do campeonato.

    No sábado, as subidas começarão às 13.30 horas, com o programa a incluir duas oficiais de treinos e a Subida de Prova 1, com começo calculado para as 17.30. No Domingo, arranque bem cedo, pelas nove da manhã, com uma subida de treinos livres, acontecendo depois mais uma de treinos oficiais, antes das Subidas de Prova 2 e 3, que fecharão o programa da rampa organizada pelo CAMI Motorsport.

    A cerimónia de entrega de prémios está prevista para depois das 16.30.

  • MNE Sport em busca de mais sucesso na Serra da Estrela

    MNE Sport em busca de mais sucesso na Serra da Estrela

    A equipa apresenta-se na edição 2023 da Rampa Serra da Estrela Covilhã com um quarteto poderoso, constituído por Parcídio Summavielle, Eva Laranjeira, Fernando Salgueiro e José Carlos Magalhães.

    O objetivo coletivo é claro: dar continuidade ao sucesso que tem sido conseguido desde o arranque da época, sendo já farto o rol de triunfos e presenças no pódio que os pilotos da equipa têm amealhado na Montanha e nos ralis. A prova organizada pelo CAMI Motorsport pode ser mesmo palco do primeiro título da época para as cores da MNE Sport e logo numa rampa que, nas palavras de José Carlos Magalhães, é a que a equipa mais gosta de enfrentar.

    “Não escondo que esta é a nossa rampa preferida. Ainda para mais, numa edição em que vamos atacar a prova com quatro bravos. O Miguel e a Diana não estarão presentes, por motivos diferentes, mas contamos com eles já em Santa Marta de Penaguião, na próxima prova. Na Serra da Estrela, que marca o início da segunda parte da temporada de Montanha, iniciamos a fase decisiva da época e muitas coisas poderão ficar aqui decididas a nosso favor”.

    O líder da MNE Sport assume que a equipa está muito motivada para “ajudar o Parcídio, que, com nova vitória, poderá selar as contas do título nos Turismos 3 e, com isso, poderá começar a focar-se em lutar por um fabuloso 2º lugar final na geral dos Turismos. Será algo inédito na carreira dele e merece, pela época fabulosa que está a fazer!”.

    Quanto a Eva Laranjeira, José Carlos Magalhães lembra que a “Dama de Aço” está “no 2º lugar da tabela pontual dos Turismos 3. Continua a demonstrar uma capacidade de evolução tremenda, igualada pela forma como se está a adaptar ao Kia Picanto que, cada vez mais, se assume como uma aposta ganha. E, mesmo sabendo que ela tripula um dos carros menos potentes da divisão, começa a ser cada vez maior a esperança de vir a terminar a época no pódio da divisão”.

    Também fortes são as esperanças do líder quanto ao que Fernando Salgueiro irá fazer: “estamos muito esperançados que o Fernando faça uma prova de altíssimo nível. O carro dele está agora fantástico, depois de todo o trabalho que fizemos e a nossa ambição é que ele esteja na luta pelo pódio entre os Clássicos”.

    Quanto à sua própria expectativa enquanto piloto, José Carlos Magalhães assume que “irei encarar o que falta da época prova a prova, tentando sempre estar na luta pelas vitórias nos Turismos 1 e na Serra da Estrela não será diferente. No entanto, o meu foco principal será lutar pelos lugares da frente da categoria”.

    A rampa desenhada no “teto de Portugal Continental” terá um desafiante traçado, com 5.250 metros de extensão, que ostenta um acumulado de subida de 454 metros, com uma inclinação média de 9,12% e máxima de 11,56%, o que torna a pista numa das mais difíceis do campeonato.

    Amanhã, sábado, as subidas começarão às 13.30 horas, com o programa a incluir duas oficiais de treinos e a Subida de Prova 1, com começo calculado para as 17.30.

    No Domingo, arranque bem cedo, pelas nove da manhã, com uma subida de treinos livres, acontecendo depois mais uma de treinos oficiais, antes das Subidas de Prova 2 e 3, que fecharão o programa da rampa organizada pelo CAMI Motorsport. A cerimónia de entrega de prémios está prevista para depois das 16.30.

  • Vítor Pascoal: “queremos regressar às vitórias na Serra da Estrela”

    Vítor Pascoal: “queremos regressar às vitórias na Serra da Estrela”

    Concluída que está a primeira metade do campeonato, Vítor Pascoal prepara-se para enfrentar no próximo fim-de-semana a Rampa Serra da Estrela Covilhã com o firme objetivo de vencer e aumentar a sua vantagem pontual no campeonato reservado à Categoria GT.

    Duas vitórias, Penha e Arrábida, um 2º posto em Murça e um 3º lugar  na Falperra, aqui com sabor a triunfo por ter conseguido manter atrás de si os seus adversários principais na luta pelo título.

    Eis o pecúlio que coloca Vítor Pascoal como líder sólido da geral dos GT à entrada na segunda parte da época. Mas, o piloto baionense não embandeira em arco e está bem ciente de que este vai ser um campeonato muito disputado e onde todos os pontos contarão. Como tal, o seu foco só poderia estar centrado em vencer a prova organizada pelo CAMI Motorsport.

    “Temos perfeita noção da importância desta prova na Serra da Estrela. Começamos a segunda parte do campeonato, estamos na liderança entre os GT, mas a concorrência está este ano muito forte. Conseguimos na Falperra, na prova anterior, um resultado positivo, sobretudo porque ganhamos pontos aos mais diretos adversários e, agora, queremos regressar às vitórias, pois será a melhor forma de dar um passo importante rumo à renovação do título nacional. Não vai ser fácil, mas gosto muito do traçado da Serra da Estrela e temos feito lá bons resultados. Tudo faremos para vencer!”, declara o líder do campeonato e campeão em título.

    A rampa desenhada no “teto de Portugal Continental” terá um desafiante traçado, com 5.250 metros de extensão, que ostenta um acumulado de subida de 454 metros, com uma inclinação média de 9,12% e máxima de 11,56%, o que torna a pista numa das mais difíceis do campeonato.

    No próximo sábado, as subidas começarão às 13.30 horas, com o programa a incluir duas oficiais de treinos e a Subida de Prova 1, com começo calculado para as 17.30. No domingo, arranque bem cedo, pelas nove da manhã, com uma subida de treinos livres, acontecendo depois mais uma de treinos oficiais, antes das Subidas de Prova 2 e 3, que fecharão o programa da rampa organizada pelo CAMI Motorsport.  

    A cerimónia de entrega de prémios está prevista para depois das 16.30.

  • Serra da Estrela é o desafio que se segue para José Pedro Gomes

    Serra da Estrela é o desafio que se segue para José Pedro Gomes

    Depois de ter chegado na Falperra e de forma brilhante à sua segunda vitória na temporada, José Pedro Gomes apresenta-se à partida da edição 2023 da Rampa Serra da Estrela Covilhã tendo como objetivo vencer e assim reforçar a sua candidatura ao título nacional de Clássicos de Montanha.

    5ª prova da temporada 2023 do Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group, a rampa organizada pelo CAMI Motorsport marca o arranque da segunda metade da época, começando assim uma fase decisiva na batalha pelo título nacional.

    Duas vitórias e um pódio são o farto pecúlio já angariado por José Pedro Gomes, colocando-o claramente entre os principais candidatos a vencer em todas as provas do calendário e, logicamente, a chegar ao cetro de campeão.

    Na Serra da Estrela, terá pela frente um naipe alargado de putativos candidatos ao triunfo, incluindo alguns especialistas locais, mas o conhecido piloto causídico montalegrense tem demonstrado que está numa forma incrível e que o Ford Escort RS 1800 preparado pela ZMP se transformou numa arma capaz de suplantar toda a oposição, estando ciente de que um triunfo na Covilhã o destacará na corrida ao título.

    A rampa desenhada no “teto de Portugal Continental” terá um desafiante traçado, com 5.250 metros de extensão, que ostenta um acumulado de subida de 454 metros, com uma inclinação média de 9,12% e máxima de 11,56%, o que torna a pista numa das mais difíceis do campeonato.

    No sábado, as subidas começarão às 13.30 horas, com o programa a incluir duas oficiais de treinos e a Subida de Prova 1, com começo calculado para as 17.30. No Domingo, arranque bem cedo, pelas nove da manhã, com uma subida de treinos livres, acontecendo depois mais uma de treinos oficiais, antes das Subidas de Prova 2 e 3, que fecharão o programa da rampa organizada pelo CAMI Motorsport.

    A cerimónia de entrega de prémios está prevista para depois das 16.30.

  • “Armada” com seis dezenas de pilotos ao assalto da Rampa Serra da Estrela Covilhã

    “Armada” com seis dezenas de pilotos ao assalto da Rampa Serra da Estrela Covilhã

    A prova organizada pelo CAMI Motorsport abre este fim-de-semana a segunda metade da época do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e apresenta um naipe de inscritos rico em qualidade e quantidade. São 58 os pilotos que deverão ter à sua espera a tradicional enchente de público que sempre acorre à prova que tem como epicentro a cidade da Covilhã.

    Pela frente, a “armada” da Montanha terá um desafiante traçado, com 5.250 metros de extensão, que ostentam de acumulado de subida de 454 metros, com uma inclinação média de 9,12% e máxima de 11,56%, o que torna a pista erguida no “teto” de Portugal Continental numa das mais difíceis do campeonato. No sábado, as subidas começarão às 13.30 horas, com o programa a incluir duas oficiais de treinos e a Subida de Prova 1, com começo calculado para as 17.30. No Domingo, arranque bem cedo, pelas nove da manhã, com uma subida de treinos livres, acontecendo depois mais uma de treinos oficiais, antes das Subidas de Prova 2 e 3, que fecharão o programa da rampa organizada pelo CAMI Motorsport. A cerimónia de entrega de prémios está prevista para depois das 16.30.

    Silva, Correia e Rodrigues, o “triunvirato” favorito ao triunfo

    O cenário imponente da Serra da Estrela está mais do que pronto para a quinta ronda da temporada e uma das questões em aberto passa por saber se, finalmente, alguém será capaz de quebrar a invencibilidade de Hélder Silva.

    Quatro provas, quatro vitórias claras para o piloto poveiro da Osella PA2000 EVO2 PA.30 da Power House. Se repetir “a dose” nesta quinta tirada, ficará com o caminho aberto para renovar o título nacional absoluto conquistado em 2021 e 2022.

    Para tentar obstar tal cenário estarão José Correia e António Rodrigues. O “patrão” do JC Group Racing Team tem na Norma MC20 FC um aliado precioso e tem tudo para também conseguir ganhar, enquanto o “Bala do Douro” está cada vez mais rápido e competitivo aos comandos do Silver Car EF10 da NJ Racing/Lusimed.

    Também cada vez mais capaz de extrair todo o potencial da Osella PA21S está Nuno Caetano que tem tudo para lutar por uma posição entre os dez primeiros da geral. O eclético piloto nacional radicado em Londres fará na Covilhã a última prova antes de partir para Pikes Peak, onde se estreará na mítica rampa norte-americana. Aplauso para o regresso de um dos “senadores” do campeonato. Pela primeira vez em 2023, Joaquim Rino apresenta-se à partida com o seu belo BRC BR49 EVO da Articimentos e, para além do triunfo nos Protótipos B, vai tudo fazer para tentar dentro do Top 10 absoluto.

    GT: luta aberta entre o trio habitual

    É consensual que a “batalha” que tem sido travada por Vítor Pascoal, Gabriela Correia e Bernardo Garcia de Castro nas provas do CPM JC Group, têm sido das mais intensas e das mais interessantes de seguir, com o trio a rodar sempre com tempos muito equivalentes.

    Pascoal lidera confortável a tabela pontual, mercê de dois triunfos e dois pódios e, em caso de vitória na Serra da estrela, o baionense poderá dar um passo importante rumo à renovação do título. Mas, para tentar contrariar essa ambição do piloto do Porsche 991 GT3 Cup vai estar Gabriela Correia e o Mercedes AMG GT4 do JC Group Racing Team. A “Princesa da Montanha” já venceu esta época e tem demonstrado que o seu nível competitivo aumentou, sendo claro que, uma vez mais, a vamos ver na contenda pelo triunfo. Ainda sem vencer, mas sempre a “ameaçar” lá chegar, o simpático galego do Porsche 997 GT3 CUP tudo fará para que o seu primeiro triunfo chegue na prova deste fim-de-semana.

    Daniel Vilaça e o seu irreverente Nissan Nismo 370Z do Grupo GTC, estarão sempre “à coca” de um erro do trio da frente, com o bracarense a ter como grande foco continuar com a evolução do seu carro nipónico, estando cada vez mais adaptado à sua máquina.

    Turismos: Luís Delgado quer manter a invencibilidade

    Sejamos claros. Em circunstâncias normais, o triunfo de Luís Delgado na Categoria Turismos será o mais provável cenário. Invito no campeonato, o flaviense do Cupra Competicion TCR da Nunes Sport roda sempre um patamar acima da concorrência, que, na Serra da Estrela, se apresenta muito desfalcada.

    Como novidade, destaque para a presença do Peugeot 308 TCR do espanhol Manuel Rueda Sanchez, também inscrito na Divisão 2, a exemplo de Delgado. Na Divisão 1 temos mais uma estreia em 2023, com Pedo Rosário a trazer, como tem sido habitual, o seu Audi S3 Quattro até à prova serrana, indo medir forças na sua divisão com José Carlos Magalhães, que tripula o Mitsubishi Lancer EVO X da MNE Sport. O seu colega de equipa Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3) é não so o grande favorito a nova vitória na Divisão 3, mas, como tem feito, a lutar por um lugar no pódio da categoria. A Divisão 1 contará ainda com as presenças de José Borges (Citroen R2), Eva Laranjeira (Kia Picanto) e Celso Fonseca (Citroen Saxo).

    Super Challenge: Luís Nunes é o grande favorito

    A novel categoria do CPM JC Group continua a ser aquela que acolhe o maior número de inscritos. Desta feita, são 14, espalhados pelos quatro grupos. À cabeça e a exemplo do que sucede nos Turismos, está um piloto da Nunes Sport como possuidor da esmagadora fatia de favoritismo. Luís Nunes não tem dado veleidades à concorrência e impos sempre o Skoda Fabia R5 de forma contundente nos quatro duelos anteriores.

    Mas, a curiosidade é enorme quanto à evolução que o bracarense Manuel Rocha e Sousa poderá ostentar ao volante do seu novo Ford Focus WRX, um verdadeiro “monstro” de potência que o piloto do Grupo TDS terá de aprender a domar. No Grupo SC A ambos terão a companhia de mais dois  pilotos muito rápidos, José Pacheco (Mitsubishi Lancer EVO VI) e José Lameiro (Skoda Fabia MKIII), sendo ainda incerto se José Carlos Pouca Sorte alinhará com o seu habitual Mitsubishi Lancer EVO VI ou se o piloto da Megamotors utilizará o BMW M3 que terá de ser inscrito no Grupo SC D.

    Gonçalo Janeira traz desde o Fundão o seu Citroen AX GTi integrado no Grupo SC B, enquanto Bruno Carvalho terá tudo para levar o seu Citroen Saxo ao domínio no Grupo SC C, onde enfrenta Alberto Rodrigues (Opel Kadett) e Gonçalo Veríssimo (Honda Civic Type R). No Grupo SC D a luta será muito aberta, mas sempre tendo como referência o “músculo” do BMW M3 de Luís Silva. Para tentar contrariar o “Canhão de Famalicão”, apresentam-se ao serviço Rui Pinheiro (BMW M3), Aníbal Pinto (BMW 330 CI) e João Macedo (BMW 328is), bem como José Salgado, num Mini Cooper S.

    De realçar os dois inscritos na Taça de Portugal de Monolugares de Montanha JC Group. Nuno Fazendeiro e João Saraiva vão-se digladiar aos comandos de dois FUNSPEED FS-2019, contando a prova ainda com um Kartcross, inscrito na taça respetiva. Trata-se de um JB Racing pilotado por Tiago Veríssimo.

    Clássicos: Duelo pelo triunfo tem naipe alargado de “pistoleiros”

    Tem tudo para ser durinha a refrega entre os Clássicos, com seis pilotos a ostentarem reais possibilidades de lutar pelo triunfo. No entanto e depois do domínio imperial que exerceu na Falperra, José Pedro Gomes (Ford Escort RS 1800) apresenta-se com uma dose extra de favoritismo em relação aos demais, tal o ritmo com que rodou na prova internacional bracarense. Mas, o conhecido causídico natural de Montalegre não terá vida fácil.

    A jogar em casa, o clã Sainhas apresenta Armando e Flávio nos bem preparados Ford Escort MKI  e têm no pleno conhecimento do traçado um argumento extra que se junta à sua rapidez. À dupla covilhanense, temos de adicionar Fernando Salgueiro e Ricardo loureiro, nos Ford Escort MKII do Caramulo Racing Team e José Dinis, com este a já saber o que é levar o seu Ford Escort RS 1800 à vitória na Serra da Estrela. O naipe de clássicos inscritos inclui ainda os consagrados locais Carlos Fava (VW 1303) e Rui gama (Austin Clubman Saloon) e Fernando Francisco, em Ford Escort MKI.

    Legends: Pedro Alves volta a assumir o favoritismo

    7 são os inscritos no Campeonato de Portugal Legends de Montanha, encabeçados por Pedro Alves, com o jovem vila-realense líder do campeonato, a ter tudo para chegar à quarta vitória do ano, tal a supremacia que o piloto do Citroen Saxo VTS exerceu anteriormente sobre o naipe de concorrentes que se apresentam na prova do CAMI Motosport.

    Na linha da frente para o tentar contrariar estarão Carlos Alberto Oliveira (Ford Sierra RS Cosworth), José Coimbra (Opel Astra) e Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé), com Arlindo Beça (Toyota Carina E), Ivânia Loureiro e Carlos Ramos, ambos em Peugeot 205 a quererem ter uma palavra a dizer.

    1300: Armando Freitas volta a ser favorito

    Depois de uma prova muito aberta e emocionante na Falperra e onde os protagonistas principais não incluíram Armando Freitas, habitual dominador destas lides, a Serra da Estrela servirá de tira-teimas para o atual momento de forma do campeão nacional em título e líder do campeonato.

    O seu principal opositor será Carlos Ferreira (Fiat Punto 85 Sport), numa lista de inscritos que incluiu ainda os Citroen C1 de Catarina Silva e Simplício Taveira e o Peugeot 106 de Patrícia Rosário. Entre os Clássicos 1300, um trio irá disputar o triunfo. Estão de volta José Pedro Figueiredo (Datsun 1200), Carlos Delgado (Ford Escort MKI 1.3) e Domingos Fernandes (Autobianchi A112), que se enfrentarão pela enésima vez, cabendo a Delgado e Figueiredo o maior favoritismo.

  • MNE Sport conquista uma vitória e dois pódios na Falperra

    MNE Sport conquista uma vitória e dois pódios na Falperra

    A MNE Sport teve um fim de semana agridoce na 42 edição da Rampa Internacional da Falperra, pois se com Parcídio Summavielle alcançou uma vitória nos Turismos 3 do Campeonato de Portugal de Montanha e um pódio na Categoria Turismos, tendo José Carlos Magalhães sido segundo nos Turismos 1 e quinto na categoria e o Fernando Salgueiro terminava em 3º dos Clássicos. as coisas acabaram menos bem para os dois elementos mais novos da equipa, Diana Martins e André Magalhães, ainda que por razões diferentes.

    Ciente dos desafios que a equipa enfrentava, José Carlos Magalhães tinha justificadas ambições para a grande festa da montanha no nosso país, que é sempre a famosa subida ao Bom Jesus.

    E se é certo que relativamente a Parcídio Summavielle elas foram cumpridas e até superadas, em relação à sua presença na prova do CAM aos comandos do Mitsubishi Lancer Evo X o resultado poderia ter sido ainda melhor. «Não posso estar desiludido com os resultados, que em grande medida cumpriram e até superaram um pouco as expetativas», começa por dizer o líder da MNE Sport.

    Relativamente a Parcidio Summavielle, José Carlos Magalhães considera que o fafense esteve à altura dos acontecimentos. «O Parcídio, atendendo às circunstâncias, esteve muito bem. Venceu os Turismos 3, como era o seu grande objetivo, e ainda foi terceiro na categoria de Turismos à ‘geral’. Foi sempre muito consistente». Já em relação a si próprio o líder da MNE esperava um pouco mais, devido às circunstâncias. «Fui segundo nos Turismos 1 e fui quinto na categoria ‘à geral’. Mas sinto que poderia ter ido mais longe. O carro tinha um “rapport” de caixa demasiado curto. Ganhava tempo aos adversários no primeiro setor do percurso e depois na parte mais rápida da rampa perdia bastante tempo».

    Quanto a Fernando Salgueiro, José Carlos Magalhães considera que o desempenho do piloto do Caramulo na prova bracarense foi algo condicionado: «depois de alguns azares em Murça a afinação do Escort não foi a mais conseguida. Também teve alguns problemas de caixa de velocidades. Foi pena pois sem isso teria talvez sido melhor do que terceiro nos Clássicos de Montanha”.

    José Carlos Magalhães também observa que se tem de ter conta o handicap de Fernando Salgueiros face aos adversários, «pois ele tem um carro claramente inferior aos do José Pedro Gomes e do Flávio Saínhas. Ainda assim já provou que é capaz de lutar com eles em certas circunstâncias, desde que com o carro esteja sempre tudo a cem por cento».

    Contudo a maior mágoa de José Carlos Magalhães nesta Rampa da Falperra acabou por ser o facto do seu filho André não ter podido competir, já que o Toyota Starlet Grupo 5 que a equipa preparara com todo o cuidado para esta prova acabou por ter problemas de transmissão. «Foi de facto muito frustrante, porque tínhamos muitas expetativas nesta participação. Não percebo o que se passou, mas a caixa de velocidades apresentou uma fissura. O que era impossível de reparar no local. É um pouco frustrante porque a transmissão era nova e tínhamos posto grande cuidado na preparação do carro. Provavelmente o que se passou deveu-se a um defeito de material», explicou.

    A outra contrariedade que a MNE conheceu durante o fim de semana foi a saída de pista de Diana Martins. Mas o líder da equipa diz que isso em nada retira a boa impressão que a jovem deixou: «ela assinou tempos muito bons. Mostrou que tem muito jeito. Um grande potencial. Provavelmente um excesso de confiança levou a que saísse de estrada. Mas queremos que regresse e vamos recuperar o carro para que volte na próxima prova do campeonato».

    Quanto a Eva Laranjeira, José Carlos Magalhães diz que a piloto duriense cumpriu o que dela se esperava aos comandos do KIA Picanto GT. «Andou sempre muito bem. Sendo que não nos podemos esquecer que ela tem o carro mais fraco da categoria. Por isso estamos muito satisfeitos com o seu desempenho».

    José Carlos Magalhães é também crítico relativamente à organização da rampa, apontando “ao muito tempo de espera que não se compreende. Por exemplo, na jornda de domingo, chegamos às 7h00 da manhã, as primeiras subidas de treinos às 8h00 e a primeira subida de prova. Depois às 19h00 ainda estávamos a subir. Não se compreende, pois, 12 horas para se fazer tão pouco não faz qualquer sentido».

    O líder da MNE Sport diz que já nem aborda outros assuntos que não estiveram bem na Falperra, mas não entende «porque é que carros que não estão a competir, como os dos ‘guests’ são colocados antes das subidas de prova, atrasando tanto o programa. Se fossem concorrentes ainda se percebia. Assim não faz qualquer sentido. Por exemplo um dos carros do ‘drift’ teve problemas e aquilo voltou a atrasar imenso. Eu percebo que haja quem gosta de ‘drift’, não tenho nada contra isso, mas há que haver bom senso e coisas destas não devem acontecer».