Piloto da MNE Sport satisfeita com atuação na Falperra, mas descontente com a organização da prova e a forma como trata os concorrentes do CPMJC Group.
Eva Laranjeira já é um valor firme no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, e na 42 edição da Rampa Internacional da Falperra, mostrou isso mesmo, evidenciando mais uma vez uma grande consistência aos comandos do KIA Picanto GT. E o fim de semana poderia ter sido ainda mais positivo para a “Dama de Aço” se várias coisas não tivessem falhado ao nível da organização, como faz questão de salientar.
“Sinceramente o que vimos foi a repetição de anos anteriores. Um programa que se prolonga indefinidamente e sem qualquer explicação e episódios que e nada dignificam o espetáculo. O mais chocante é a forma como nós os pilotos somos tratados. Ano após ano isto repete-se. Para mim, e por esta razão, a Falperra deixou de ser o momento alto da época da montanha. No ano passado mostramos o nosso descontentamento, alertamos a Federação para o problema, a APPAM disse que iria ser feita qualquer coisa, a organização prometeu alterar o seu comportamento, mas o problema repetiu-se este ano. Carros de ‘convidados’ antes dos concorrentes em cada subida e não o regulamentar carro de segurança. Uma organização que é de uma prepotência inaceitável”, começa por desabafar a piloto da MNE Sport.
Eva Laranjeira ilustra o que diz apontando um episódio ocorrido durante esta 42ª edição da Rampa da Falperra: “O exemplo do que não deve ser feito em termos de segurança ocorreu quando deixaram pó espalhado na curva do Papa e não procederam à limpeza. Vários incidentes ali sucederam. Isso levou-me a alertar o delegado de segurança da prova. Já é uma questão de atitude e respeito pelos pilotos”.
A piloto setubalense é mesmo levada a considerar que talvez seja tempo de mudar as coisas.
“Porque não fazer com que a Falperra seja extra campeonato, e que se um piloto do Campeonato de Portugal de Montanha quiser participar que o faça, mas que a prova não pontue para o CPM. Aliás, recordo que o “Europeu” de Montanha já foi a outro local (Boticas) e a Demoporto esteve vários furos acima dos organizadores da Falperra”, frisa.
À parte do que não esteve bem na ronda bracarense do Campeonato de Portugal de Montanha, Eva Laranjeira esteve igual a si própria em termos desportivos, exibindo uma evolução notável aos comandos do KIA Picanto GT.
“É preciso notar que há uma enorme diferença entre o carro que guiava anteriormente (o Peugeot 205 Rallye), que era de 1988 e de carburadores e o atual, que é um carro moderno. Passei de um 1300 atmosférico, carro que já conhecia por dentro e por fora, para algo que comparo a um 1600, porque é um 1000 com turbo. Tem sido um processo evolutivo”, realçou.“Cada prova que faço vou melhorando os meus tempos. Tem sido assim desde o começo da temporada. É um processo que leva o seu tempo, mas acredito que vou estar cada vez mais à vontade com este novo carro. Os tempos na Falperra ainda não me deixaram completamente satisfeita, mas acredito que a evolução e gradual vai continuar os tempos por subida também a cada prova que dispute. Por isso estou confiante para o que resta da temporada”, remata a piloto da MNE Sport.
Naquela que foi a mais disputada de todas as provas dos 1300 na temporada, o piloto amarantino foi capaz de adicionar à sua proverbial rapidez uma consistência de ferro, levando na 42ª Altice Rampa Internacional da Falperra o seu Fiat Punto 85 Sport a um triunfo tão justo quão suado, na frente de um farto pelotão com 14 unidades.
764 milésimos de segundo. Eis a míngua diferença de tempo registada entre os dois primeiros do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, após o somatório dos dois melhores tempos realizados na Falperra.
O duelo aceso foi protagonizado por dois “jovens lobos”. João Diogo Santos e João Silva (Peugeot 106 Rallye) estiveram na luta pelo triunfo desde a primeira hora e, na luta particular entre os dois, foi o piloto do Peugeot a ser o mais rápido na subida de prova de sábado, com o talentoso amarantino a ripostar no domingo, dia em que foi sempre mais rápido do que silva, mas com as diferenças entre ambos a serem medidas por décimos de segundo.
No final, João Diogo Silva conseguiu impor a sua lei e alcançar a primeira vitória nesta sua temporada de regresso a tempo inteiro às lides da Montanha, com João Silva a ser premiado com um excelente 2º lugar, sendo pena que o piloto não esteja a fazer o campeonato a tempo inteiro.
O último degrau do pódio foi ocupado por Alberto Freitas. O piloto do Morris Mini 1275 GT não conseguiu repetir nas duas subidas de prova de domingo o “tempo canhão” de sábado, onde foi o mais rápido dos 1300, mas o seu ritmo de domingo foi capaz de o elevar ao 3º lugar final, vencendo ainda a Divisão Clássicos 1300.
Muitos furos abaixo do seu ritmo habitual esteve o campeão nacional em título e líder invicto do campeonato à chegada à Falperra. Armando Freitas utilizou um Toyota Starlet diferente do habitual e o fafense nunca esteve na discussão dos lugares do pódio, terminando em 5º.
Os 1300 contaram na prova realizada na cidade dos Arcebispos com duas concorrentes femininas. À cada vez mais afoita Catarina Silva, juntou-se Sofia Mouta, ambas aos comandos de Citroen C1. Nesta sua participação pontual, Sofia, navegadora habitual de Nuno Caetano nos ralis, terminou no 12º lugar, sendo terceira da classe, um lugar atrás da piloto da Famaconcret, com ambas a subirem ao pódio da classe 21.
A exemplo do que faz na Velocidade, o piloto nortenho tirou partido do seu “musculado” Ford Sierra RS 500 e venceu com toda a naturalidade a prova reservada ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Contra factos, leia-se cavalos, não há argumentos. Eis uma forma sinótica de descrever a impossibilidade que estava subjacente a qualquer veleidade que existisse por parte dos restantes pilotos que integravam o pelotão dos Legends em desfeitear as pretensões de Luís Barros de coroar esta sua participação pontual na Montanha com uma vitória.
O binómio resultante da junção da experiência e capacidade do piloto com o potencial competitivo do icónico carro americano, permitia, à partida, vaticinar que, em circunstâncias normais, se anunciava um triunfo “cantado”.
E se bem se previu, melhor foi a execução. Barros levou o Sierra RS 500 à glória com um avanço de 10,9 segundos sobre o mais direto contendor, alcançando ainda o pleno de melhores marcas entre os Legends nas três subidas de prova.
Ciente de que qualquer esboço de tentativa em discutir taco-a-taco o triunfo seria um exercício a toas as raias da ficção, Pedro Alves, líder do campeonato, cedo entrou em modo de “controlo de danos” e almejou levar o seu Citroen Saxo VTS ao 2º posto, cimentando a sua liderança no campeonato.
Também José Coimbra (Opel Astra) comemorou nova subida ao pódio dos Legends esta temporada, premiando com este 3º posto a sua total regularidade e eficácia durante os dois dias de competição. Terminou a 19,6 segundos de Alves e começa a construir uma época muito positiva.
Uma palavra para Ivânia Loureiro. A “rookie” de Resende está a realizar uma época de estreia muito positiva. Nada temerosa por tripular um Peugeot 205 que, apesar de bem preparado, tem manifestamente um poderio competitivo menor face a grande parte dos carros dos seus concorrentes, Ivânia tem demonstrado uma capacidade de evolução notável e, na Falperra, alcançou um positivo 6º posto e colocou precisos pontos no seu bornal, subindo na tabela classificativa do campeonato.
O segundo triunfo da temporada do montalegrense nas lides do Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group aconteceu após uma demonstração de supremacia total de poderia do piloto e do seu Ford Escort RS 1800 preparado pela XMP.
Mesmo tendo o mesmo trio de protagonistas, o fim-de-semana competitivo dos Clássicos na 42ª Altice Rampa Internacional da Falperra não seguiu o guião das três provas anteriores já disputadas nesta temporada, ocasiões em que a batalha pela supremacia foi sempre disputada de fio a pavio e taco-a-taco.
O responsável por esse desvio de linha foi José Pedro Gomes.
O consagrado piloto-causídico nortenho apresentou-se na prova internacional minhota com um ritmo avassalador que o guindou sempre ao comando da tabela de tempos e sempre por larga margem em todas as subidas, quer de treinos, quer as que foram galgadas “a doer”.
A sua “faena” foi de tal forma impressionante que levou o seu Ford Escort RS 1800 a realizar os três melhores tempos de todos os Clássicos no fim-de-semana, o que justifica os 9,4 segundos de avanço no fecho da prova.
Luta intensa e ao décimo de segundo foi a que protagonizaram Flávio Saínhas (Ford Escort MKI) e Fernando Salgueiro (Ford Escort MKII) pelo 2º lugar final. Salgueiro foi melhor na subida de prova inaugural de sábado, mas o “Diabo da Covilhã” acabaria por suplantar o bicampeão nacional em título nas duas subidas de domingo, acabando os dois separados por apenas 1,5 segundos.
No entanto, o 3º posto e o ritmo que demonstrou, mostram que Fernando Salgueiro está de regresso às boas exibições e está pronto para se juntar a Flávio Saínhas e Pedro Gomes nas lutas pelos triunfos.
O vasto e rico plantel do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group deu uma demonstração plena da pujança do CPM JC Group perante milhares de espetadores que viveram os dois dias da 42ª Altice Rampa Internacional da Falperra. A quarta prova da temporada voltou a consagrar Hélder Silva como vencedor absoluto e o bicampeão nacional em título segue invicto em 2023.
O piloto da Power House ostenta aquela que poderá ser a sua melhor forma de sempre, adicionando a esse fator a capacidade competitiva que a sua Osella PA2000 EVO2 PA.30 apresenta, com o protótipo transalpino a revelar ainda um índice de fiabilidade quase perfeito, fruto do trabalho da Power House. Mais rápido em todas as subidas de prova, o poveiro bicampeão nacional venceu com naturalidade e talento, continuando invicto em 2023.
José Correia esteve forte e, a espaços, pareceu que o piloto e patrão da JC Group Racing Team até poderia contrariar Hélder Silva. A sua Norma MC 20 FC apresentou-se na Falperra em pleno e o bracarense foi sempre melhorando as suas marcas, terminando no 2º lugar, a 4 segundos do vencedor.
Num fim-de-semana em que sofreu a bom sofrer, António Rodrigues conquistou mais um pódio absoluto. Mas, não sem ter de percorrer um duro “caminho das pedras”. No sábado, problemas de travões no Silver Car EF10 impediram a “Bala do Douro” de fazer a subida de prova 1. No domingo atacou, foi o 2º melhor na Subida 2 e, na terceira, quando estava ao ataque, sentiu um barulho e levantou o pé, conseguindo mesmo assim dar à NJ Racing mais um pódio a que adicionou a posição de melhor português na prova do Europeu, ao terminar num excelente Top 8, vencendo ainda o Grupo CN/E2-SC 2000.
Já o galego César Rodrigues (Osella P21 Jrb) voltou ao CPM JC Group e, como sempre, revelou muita rapidez, que lhe permitiu assegurar o 4º lugar na geral e nos protótipos.
Carlos Vieira dominou nos GT
O Top 5 absoluto foi um dos prémios para mais uma exibição magistral de Carlos Vieira. O piloto da Pocargil trouxe à prova internacional bracarense o seu novo Porsche 991.2 GT3 CUP preparado pela Racar, com que está a atacar o título nacional na Velocidade.
Extraordinariamente rápido, como sempre, Vieira fez uma utilização magistral do potencial do carro alemão e dominou a Categoria GT de fio a pavio, almejando ainda ser 4º na Categoria 1 e 3º no Grupo 2 do Europeu.
O bracarense Patrick Cunha fez a sua aparição pontual habitual na Falperra e levou, com naturalidade e eficácia o Audi R8 5.2 da Veloso Motorsport ao 2º posto entre os GT, 9º na geral do CPM JC Group, terminando no 3º posto do Grupo 1 na prova do Europeu.
Com um Porsche 991 GT3 CUP manifestamente menos competitivo face às “montadas” dos seus dois adversários pontuais, Vítor Pascoal fez “das tripas coração” e, atacando sempre os 5200 metros do traçado da Falperra no limite das capacidades do seu carro, logrou ser 3º classificado nos GT, o que acabou por representar uma excelente operação para o campeonato, reforçando a liderança, pois Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) e Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP) terminaram atrás de si, em 4º e 5º, respetivamente, perdendo pontos para o campeão em título. Pascoal foi ainda 10º da geral do CPM JC Group.
Delgado continua imbatível nos Turismos
Rampa após rampa, a luta até pode ter protagonistas diferentes, mas a outorga da taça que premeia o vencedor na Categoria Turismos tem ido parar às mesmas mãos.
Luís Delgado domina sempre a tabela de tempos, subida após subida, prova após prova, sendo claro que o flaviense tem sido capaz de impor entre os Turismos a enorme competitividade do Cupra Competicion TCR de última geração adquirido pela Nunes Sport. Com esta 4ª vitória consecutiva na Falperra, o título nacional da categoria está a um pequeno passo. O flaviense foi ainda 8º da geral.
Prova de fino recorte foi a que Paulo Silva alcançou. O bracarense do Audi RS3 LMS TCR da PDauto está cada vez mais rápido e, em casa, levou o carro alemão ao 2º lugar da categoria e da Divisão 2. Aqui, o 3º lugar foi reclamado pelo Fiat Abarth 500 de António Veloso, com o piloto da Veloso Motorsport a suplantar alguns problemas que sentiu no sábado.
Parcídio Summavielle continua a construir a melhor época da sua carreira. O “Bisturi de Fafe” ostenta uma cumplicidade total com o Renault Clio RS R3 da MNE Sport, extraindo todo o tremendo potencial do carro francês. Foi 3º absoluto entre os Turismos e assinou a sua terceira vitória da temporada na Divisão 1, palco onde foi secundado pelos bracarenses Sérgio Nogueira e Roberto Meira, ambos em Renault Clio RS. Summavielle voltou ainda a repetir o pódio no Grupo 4 do Europeu.
Na Divisão 1, vitória de Carlos Gonçalves. O piloto do JC Group Racing Team suplantou José Carlos Magalhães, líder da MNE Sport, vencendo um duelo entre dois Mitsubishi Lancer EVO X,
Mas voltemos a dissecar o Top 10 para distribuir aplausos para Nuno Caetano. Cada vez mais seguro com a Osella PA21S da Power House, o eclético piloto foi 6º classificado, na frente de Nuno Guimarães (Silver Car S2).
O “Capitão da Montanha” não só foi 7º, mas também deu seguimento à sua invencibilidade na Divisão Protótipos B, contenda onde contribuiu para mais uma “dobradinha” da NJ Racing, pois Nuno Pinto (ADR Sport II) garantiu aí o 2º posto, na frente de Victor Bessa, num PRM FC.
Super Challenge: o feudo de Luís Nunes
Luís Nunes voltou a não ter qualquer dificuldade em impor o Skoda Fabia R5 da Nunes Sport na Categoria Super Challenge.
Na Falperra, o “Foguete de Valpaços”, concluiu com uns impressionantes 20,2 segundos de vantagem sobre Bruno Carvalho (Citroen Saxo) e 22,2 em relação ao 23º classificado, Luís Silva, no BMW M3 da Famaconcret.
Nunes venceu também, naturalmente, o grupo Super Challenge A, aqui na frente do bracarense Manuel Rocha e Sousa que, na prova caseira, estreou um impressionante Ford Focus Supercar, sendo visível que o piloto do Grupo TDS ainda está a aprender o carro, com este a revelar um enorme potencial. Outro Supercar assegurou o 3º posto. No caso, o Skoda Fabia da Diatosta, tripulado por José Lameiro. O aveirense, outrora bicampeão nacional de Ralicross, está cada vez mais adaptado à Montanha.
Nos Super Challenge B, vitória tranquila de Tiago Pinto, mercê de uma regularidade impressionante aos comandos do seu Peugeot 106.
Quanto a Bruno Carvalho, o piloto da LX Sport foi o mais forte nos Super Challenge C, cujo pódio incluiu mais dois pilotos muito rápidos. Alberto Pereira regressou para colocar o seu Honda Civic Type R num excelente 2º posto, enquanto o jovem Miguel Matos assegurava com o Peugeot 106 Maxi da RG Motores o 3º lugar, mesmo tendo sofrido com problemas técnicos ao longo do fim-de-semana.
Nos Super Challenge D, assistiu-se a uma batalha que colocou no pódio 3 BMW M3, com Luís Silva a ser o mais forte. O “Canhão de Famalicão” trata por tu a máquina bávara, mas começa a ter muito perto o bracarense Rui Pinheiro. Este, outrora conhecido como o “Rei das Super Especiais”, está muito rápido e foi premiado com o 2º lugar, cabendo a João Pires reclamar o 3º lugar, que foi fruto de mais uma sólida exibição do montalegrense. Uma palavra para Ricardo Gomes. O bracarense trouxe à Falperra o monolugar Signatech F4 e, correndo sozinho na Taça de Monolugares de Montanha JC Group, focou-se nos tempos à geral, rodando na primeira parte do pelotão.
96 participantes à partida da 42ª edição da Altice Rampa Internacional da Falperra, garantiram, só por si, que esta quarta prova da temporada entraria para os anais da história do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Mas, para além do chorudo número, o dia inaugural de sábado entregou ao público presente uma jornada muito animada.
O programa de sábado do CPM JC Group integrava uma sessão de treinos livres, duas de treinos cronometrados e a já habitual 1ª Subida de Prova, ao fim da tarde. O ritmo das subidas foi fluído, com algumas paragens fruto dos incidentes de corrida, que, diga-se em abono da verdade, foram sempre bem resolvidos pelo Clube Automóvel do Minho.
Na luta pela geral, aguardava-se um grande duelo entre Hélder Silva e José Correia, esperando-se que António Rodrigues ostentasse ambição para se imiscuir na luta. Hélder chegava à Falperra invicto, Correia tinha a vantagem de correr em casa e Rodrigues tem feito um arranque de época em crescendo.
Ao longo do dia, os três protagonistas foram tendo sinas diferentes. José Correia impôs a sua Norma M20 FC numa das subidas de treinos, mas, quando chegou a hora da verdade, o bicampeão em título e líder do campeonato foi capaz de imprimir um ritmo muito forte na Osella PA2000 EVO2 e terminou a jornada na frente, com 2,2 segundos de vantagem.
António Rodrigues sofreu com problemas de travões no seu Silver Car EF10 e não conseguiu fazer a Subida de Prova, cabendo ao galego César Rodriguez (Osella PA21 Jrb) assumir o 3º lugar, a 5,3 segundos de Hélder Silva.
Na 4ª posição encontrámos o dominador entre os GT. Carlos Vieira trouxe para esta investida avulsa na Montanha o seu novo Porsche 991.2 GT3 CUP e o seu enorme talento foi mais do que capaz de extrair o tremendo potencial do carro germânico, ficando a enorme distância dos demais adversários da categoria. Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) foi 2ª da categoria e 9ª da geral, a 7 segundos, com a “Princesa da Montanha” a ter nos seus calcanhares Patrick Cunha (Audi RS8 LMS) e Vítor Pascoal (Porsche 991 GT3 CUP). Os três estão separados por apenas 0,7 segundos!
Voltando à geral, o 5º posto neste primeiro dia foi assegurado por Luís Delgado (Cupra Competicion TCR) com o flaviense a dominar por completo a Categoria Turismos e, por inerência, a Divisão 2. Nesta categoria, o bracarense Paulo Silva (Audi RS3 LMS) acumula o 2º posto na geral e na D2, com o pódio absoluto dos Turismos a incluir no 3º posto Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3), líder na Divisão 1, cabendo a Carlos Gonçalves o mérito de terminar este primeiro dia na liderança dos Turismo 1.
Nuno Guimarães voltou a estar muito forte e, para além de levar o seu Silver Car S2 à liderança nos Protótipos B, garantiu o 6º posto provisório absoluto. Cada vez mais afoito com o Osella PA21S da Power House está Nuno Caetano que se guindou ao 7º melhor tempo da geral na única subida de prova disputada este sábado.
Atrás de si, a 8ª posição da geral foi reclamada por Luís Nunes (Skoda Fabia R5), com o piloto transmontano a viver mais uma jornada completamente à parte de todos os seus adversários na Categoria Super Challenge.
Aqui, o 2º mais rápido neste primeiro dia foi Manuel Pereira (Mitsubishi Lancer EVO VI), vencedor nesta fase inicial por escassa margem (0,5s) no duelo que está a travar com José Lameiro (Skoda Fabia MKIII). Nunes é, logicamente, também líder no Grupo SC-A, com o Grupo SC-B ter na frente o Peugeot 106 de Tiago. No grupo SC-C encontrámos na frente Bruno Carvalho (Citroen Saxo), enquanto nas contas do grupo SC-D, é o bracarense Rui Pinheiro (BMW M3) que comanda.
Uma palavra para Ricardo Gomes. O bracarense trouxe à Falperra o monolugar Signatech F4 e, correndo sozinho na Taça de Monolugares de Montanha JC Group, focou-se nos tempos à geral, rodando na primeira parte do pelotão.
Clássicos: José Pedro Gomes dominou dia 1
Regressado às lides após a sua ausência na Arrábida, José Pedro Gomes impôs a sua lei entre os Clássicos, ostentando um andamento com o seu Ford Escort RS 1800 que, neste sábado, esteve “a milhas” dos seus adversários principais.
Na Subida de Prova, colocou no cronómetro uma margem de quase 4 segundos sobre Fernando Salgueiro. O atual bicampeão nacional em título esteve bem e deu sinais de que o seu Ford Escort MKII está mais competitivo. O líder do campeonato, Flávio Saínhas (Ford Escort MKI) vai para a jornada decisiva de domingo no 3º lugar, mas já a 5,6 segundos de Pedro Gomes.
Legends: Luís Barros foi o mais forte
Entre os Legends, as previsões concretizaram-se por inteiro. Luís Barros não está a ter qualquer dificuldade em impor na Falperra o seu potente Ford Sierra RS 500 nas contas do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group. Carro dominante nas lides da Velocidade, tem na sua potência um fator de competitividade que o torna difícil de derrotar.
Barros vai para o dia de domingo com 5 segundos de vantagem sobre Pedro Alves. O jovem vila-realense voltou a ser muito rápido com o seu Citroen Saxo VTS e o 2º posto provisório serve na perfeição o seu objetivo principal e que passa por cimentar a liderança do campeonato. O pódio provisório dos Legends tem no 3º lugar o eficaz José Coimbra (Opel Astra).
Surpresa nos 1300: Alberto Freitas lidera e líder do campeonato atrasa-se
Não estaria na melhor das previsões que o único carro clássico 1300 conseguisse suplantar todos os carros da Divisão Modernos inscritos na Falperra dentro do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group.
Mas foi isso que Alberto Freitas e o seu Mini 1275 GT fizeram este sábado. Rodando sempre entre os primeiros desde a primeira sessão de treinos, Freitas foi sempre melhorando as suas marcas e, na subida de prova, fez a melhor marca o dia, batendo Rui Amorim (Citroen AX GTi) por cinco décimas de segundo. Já João Silva levou o seu Peugeot 106 no 3º lugar, três décimas de segundo atrás de Amorim. A luta promete ser intensa na jornada de domingo.
HORÁRIO PROVISÓRIO
DOMINGO (21 maio)
09:35/10:35 – Treino Oficial 3 – Campeonato de Portugal/ Subida Oficial 1 Europeu de Montanha
11:50/12:50 – Subida Oficial 2 – Campeonato de Portugal/Europeu de Montanha 14:05/15:05 – Subida Oficial 3 – Campeonato de Portugal/Europeu de Montanha
Christian Merli (Osella FA 30) foi a figura, este sábado, em destaque no primeiro dia da 42ª edição da Altice Rampa Internacional da Falperra, ao averbar o melhor tempo nos treinos do Europeu.
Merli, líder folgado do Europeu de Montanha, já que chega a Braga com três vitórias em igual número de provas, deixou o checo Petr Trnka a 3,399s de diferença, preparando-se para repetir, este domingo, o triunfo conseguido na edição anterior da prova minhota, tal a superioridade evidenciada nas três sessões de treino.Este domingo, de manhã e de tarde cumprem-se as restantes subidas de prova, tanto no Europeu como no CPM, sendo que a classificação final de ambos é estabelecida a partir da soma de tempos das duas melhores (subidas).
Treinos Livres (Europeu de Montanha)
1º, Christian Merli (Osella FA 30), 1.49.428
2º, Petr Trnka (Norma M20 FC), 1.52.827
3º, Joseba Iraola Lanzagorta (Nova NP 01), 1.54.688
4º, Corentin Stark (Nova NP 01-2), 1.55.734
5º, Alexander Hin (Osella FA 30), 1.59.833
6º, Sebastien Petit (Osella PA 30), 2.02.169
7º, Fausto Bormolini (Nova NP 01), 2.04.742
8º, Ronnie Bratschi (Mitsubishi Lancer Evo), 2.09.287
9º, Renzo Napione (Reynard 01L), 2.10.215
10º, Nicolas Wernwer (Porsche 997 GT3 R), 2.10.968
Ricardo Gomes está de regresso à “sua” Falperra. A rampa que acompanhou desde que era criança é agora palco para se mostrar e apresentar, mais uma vez, o novo projeto de F4. No ano passado participou, mas apenas em modo de exibição, mas este ano irá competir a sério com o monolugar francês e provar as capacidades da máquina.
Gomes apresentou sucintamente o projeto e a sua participação nele: “O projeto surgiu no ano passado, a convite da Racing Art para fazer a estreia dos F4 em Portugal, um projeto novo, que no ano passado não teve enquadramento técnico no campeonato uma vez que eram necessários regulamentos de raiz para este tipo de carro e de competição. No ano passado fizemos então aparições em modo de exibição para as pessoas começarem a ficar familiarizadas com os carros.”
O piloto bracarense é uma espécie de embaixador do projeto da Racing Art quer fazer dos F4 uma competição de relevo no nosso país, com um campeonato ibérico. O monolugar é equipado com um motor de quatro cilindros em linha, com uma cilindrada de 1.6L, debitando 175 CV, com o carro a pesar 480kg. Apresenta, portanto, uma relação peso potência muito interessante para este tipo de provas:“São carros bastante competitivos, excelentes para a transição e entrada para o mundo dos Fórmulas. Em Portugal há a perceção que a transição para os Fórmulas é muito onerosa e complicada, quando se pode fazer de forma simples e acessível. Os promotores deste projeto em Portugal desafiaram-me este ano, já com regulamento próprio, a abraçar este projeto com um campeonato próprio que acontece em Portugal e Espanha, já fizemos um conjunto de provas e temos esta prova extra que é a Falperra, com vontade de demonstrar que este Fórmula é também competitivo neste ambiente.”
Claro que além da apresentação deste projeto, agora em modo competitivo, há o prazer de correr na Falperra, um momento sempre marcante, especialmente para quem desde muito novo se habituou a ver as máquinas a subirem a velocidades vertiginosas o mítico troço da EN 309. “Correr na Falperra é sempre um prazer adicional. É uma rampa que conheço há muitos anos, desde pequeno, como espetador e sempre fui um fã incondicional de todos os pilotos e equipas que passaram na Falperra e para mim é um privilégio cada vez que compito lá”.
Ricardo Gomes já se participou noutros projetos inovadores e é normal vermos o piloto associado a projetos que primam pela inovação, sem nunca descurar a parte competitiva:“Ou de alguma forma se consegue trazer ingredientes adicionais, acrescentar valor e, eventualmente, abrir novas portas, ou então vamos lá apenas pela diversão. O meu foco é trazer a público sempre novas possibilidades e mostrar que há vias muito interessantes no motorsport. Para este fim de semana, a nossa perspetiva é, antes de mais, perceber o setup do carro e entender se fizemos uma boa escolha de pneus. Mas queremos claramente competir por um lugar no pódio.”
António Rodrigues, Nuno Guimarães, Nuno Pinto e Rute Brás têm este fim-de-semana pela frente a 42ª Altice Rampa Internacional da Falperra e os seus objetivos são claros: darem continuidade à época de sonho que a equipa duriense está a viver.
O desafio bracarense terá dupla intensidade para António Rodrigues. A “Bala do Douroterá a tarefa de lutar pelos lugares cimeiros da geral do campeonato português e no seu grupo competitivo na prova do Europeu.
A realizar uma época a todos os títulos positiva, com três pódios à geral já conquistados, o craque de Santa Marta de Penaguião quer levar o seu Silver Car a mais uma prova onde a sua reconhecida rapidez pague dividendos.
“Vai ser um fim-de-semana intenso e onde a competitividade está muito alta. Como aqui não corri em 2022, teremos de utilizar muito bem as sessões de treinos para afinar o Silver Car, mas a nossa equipa técnica é excelente. A luta pelos lugares do pódio na geral do CPM vai ser muito aberta, mas tudo farei para conseguir lá estar. Quanto às contas do Europeu, sei que é difícil conseguir o pódio no Grupo, mas estaremos na luta e é um orgulho poder fazer parte dessa batalha”.
Nuno Guimarães e Nuno Pinto voltam a concentrar-se nas lides dos Protótipos B, com o “Capitão da Montanha” a “piscar o olho”, como sempre aos lugares cimeiros à geral.
O consagrado piloto do Silver Car S2 está convicto que “a equipa tem tudo para uma vez mais, fazer um resultado de conjunto de topo. Quanto a mim, o foco é manter a invencibilidade nos B e, mesmo perante uma lista de inscritos reforçada, tentar ficar o mais perto possível do pódio absoluto”.
Já Nuno Pinto não esconde “a felicidade que sinto por voltar a correr numa das rampas mais rápidas do nosso campeonato. Obviamente, o foco será continuar a evoluir com o meu protótipo ADR Sport II e tentar secundar o nosso Capitão na geral dos Protótipos B. Espero divertir-me tanto em pista como fora dela!”.
Nos Turismos 3, Rute Brás, que recentemente comemorou mais um aniversário, quer uma “prenda” atrasada protagonizada por um resultado positivo e com um bom pecúlio pontual, que lhe permita continuar na luta pelo pódio final na Divisão Turismos 3.
“Chegou a Rampa da Falperra, fantástica pelo público que tem. É uma rampa que dá alguma ansiedade, é muito rápida , é preciso muita confiança e muita alma para dar tudo. Da minha parte vou sempre com vontade de dar o meu melhor subida após subida. Vou começar com calma, até porque depois da avaria na Arrábida tenho de testar o Peugeot e ver como reage. Depois logo se vê como corre!”.
Do desfile de hoje aos dois dias de competição que se avizinham, será perante dezenas de milhares de espetadores que os quatro pilotos da NJ Racing e toda a comitiva técnica e de apoio da estrutura sediada em peso da Régua, viverão a prova internacional organizada pelo Clube Automóvel do Minho, que junta o Europeu ao Campeonato de Portugal de Montanha, terá transmissão integral em live-streaming, despertando um enorme interesse mediático e pelos seus números incomparáveis quanto aos espetadores presentes, transformou-se desde há muito na maior festa da Montanha em Portugal.
Depois da ausência na Arrábida, o piloto montalegrense quer voltar a assumir o seu papel e protagonista principal da luta pelo triunfo nas contas dos Clássicos, desta feita na 42ª edição da Altice Rampa Internacional da Falperra.
Será perante dezenas de milhares de espetadores que, como sempre, acorrerão ao traçado da prova internacional organizada pelo Clube Automóvel do Minho, que José Pedro Gomes voltará aos comandos do belo Ford Escort RS 1800 preparado pela XMP Racing.
O seu foco e objetivo são claros: dar tudo para conquistar a segunda vitória na temporada, repetindo assim o domínio avassalador que exerceu na Penha.
Enfrentará concorrência forte, com o naipe de inscritos entre os Clássicos a ser farto e forte na prova bracarense, mas sem que exista qualquer dúvida de que o conhecido causídico é, claramente, um dos grandes favoritos ao triunfo, ainda para mais num traçado que lhe agrada particularmente.
A prova, que junta o Europeu ao Campeonato de Portugal de Montanha, terá transmissão integral em live-streaming, despertando um enorme interesse mediático e pelos seus números incomparáveis quanto aos espetadores presentes, transformou-se desde há muto na maior festa da Montanha em Portugal.