Categoria: Montanha

  • JC Group Racing Team com resultados positivos na Rampa Pêquêpê da Arrábida

    JC Group Racing Team com resultados positivos na Rampa Pêquêpê da Arrábida

    Pódios para Gabriela Correia e José Correia na terceira prova do Campeonato de Portugal de Montanha

    Não tem sido uma época livre de desafios para a JC Group Racing Team, mas a equipa de José Correia e Gabriela Correia tem conseguido superar as adversidades e conquistar pontos importantes para o CPM. A terceira jornada do campeonato teve como palco a Arrábida, uma subida exigente, com um piso pouco aderente e que requer dos pilotos atenção redobrada. 

    José Correia vinha de dois segundos lugares consecutivos e estava motivado para conseguir ainda melhor, mas o fim de semana acabou por não correr da forma como o piloto e chefe de equipa pretendia. Um problema no Norma FC 20 acabou por deitar por terra as esperanças de lutar pela vitória. Assim, o objetivo passou por fazer o melhor possível e José Correia ainda logrou conquistar o terceiro lugar à geral e na categoria Protótipos A: “ Não foi um fim de semana fácil. Aliás, não tem sido um começo de época fácil, com muitos desafios. Na primeira rampa foi a limitação física depois da cirurgia, que ainda se mantém, apesar de estar muito melhor. Tanto em Murça como agora aqui, na Arrábida, tivemos um problema no Norma que nos impediu de fazer melhor. Ainda não conseguimos identificar ao certo o que se passa, mas o carro apresenta uma falta de velocidade de ponta. Tentamos fazer alterações para conseguir mais performance, mas o défice de velocidade mantinha-se. Nas secções sinuosas, o carro estava bom, mas faltava-lhe velocidade nas zonas rápidas. Assim, o terceiro lugar acaba por ser um bom resultado, dadas as circunstâncias.  Esperamos agora a chegada de um técnico da Norma antes da Falperra para identificar o problema. Numa rampa tão rápida quanto a Falperra, este problema pode custar caro. Mas temos fé que vai estar tudo resolvido e vamos estar na máxima força. “

    Também Gabriela Correia enfrentou algumas adversidades. Depois do incidente na Rampa de Murça, a piloto da JC Group Racing Team, ainda se ressentiu fisicamente do embate, o que lhe retirou confiança. Para complicar ainda mais, um problema na caixa do Mercedes AMG GT4 também apoquentou a Princesa da Montanha. No entanto, na derradeira subida, Gabriela atacou mais, de forma a conseguir o segundo posto na categoria GT, o que acabou por conseguir. Assim, o fim de semana acabou com nota positiva: “Não foi um fim de semana fácil. Ainda não recuperei os níveis de confiança depois do acidente da última rampa e ainda estou algo limitada fisicamente. Tenho estado com dores nas costas desde a Rampa da Penha e ainda estamos a tentar debelar a lesão. Também o Mercedes evidenciou alguns problemas técnicos, com dificuldades na caixa de velocidade, o que complicou ainda mais a minha tarefa. Mas na última subida entrei determinada em alcançar o segundo lugar e, felizmente, consegui-. Assegurei um resultado positivo para as contas do título. Agora é tempo de recuperar e resolver os problemas do Mercedes para estarmos prontos para a Falperra.”

    A próxima prova está agendada para os dias 20 e 21 de maio, na mítica Rampa da Falperra, onde a JC Group Racing Team joga em casa, numa rampa muito especial para a família Correia, que vai querer voltar aos triunfos, perante o seu público.

  • Megamotors com forte “armada” na Arrábida

    Megamotors com forte “armada” na Arrábida

    Está a crescer de forma substancial o plantel da Megamotors. A estrutura sediada em Penafiel apresentou-se na Rampa Pêquêpê Arrábida 2023 com cinco elementos, distribuídos pelas categorias Turismos e Super Challenge e ainda pelo campeonato reservado aos 1300.

    E ainda não foi desta que José Carlos Pouca Sorte, líder da equipa. Pode saborear uma rampa em 2023 sem sobressaltos. A espaços, sobretudo no dia inicial, o seu novo Mitsubishi Lancer EVO VI voltou a ostentar alguns problemas, mas sem que isso desanimasse o talentoso e aguerrido piloto nascido em Resende.
    Foi melhorando paulatinamente as marcas, num fim de semana sempre em crescendo exibicional, coroado com o 2º posto nas contas do grupo SC A e o 4º lugar na geral dos Super Challenge a apenas 22 milésimas de segundo do pódio. Inglório, mas indicativo de que o carro nipónico começa a revelar potencial e que José Carlos Pouca Sorte tem uma palavra a dizer na discussão dos lugares de topo da categoria

    Também entre os Super Challenge, mas no Grupo SC D, a Megamotors teve mais dois pilotos. Ao habitual João Macedo (BMW 328is) juntou-se Carlos Pouca Sorte, num BMW M3. Foi “rasgadinho”, mas fraternal, o duelo que encetaram e que os levou a terminarem separados por apenas 5 décimas de segundo, conquistando, respetivamente, o 4º e o 5 lugar do grupo.

    Por seu lado, Celso Fonseca voltou a ostentar uma regularidade pendular. Extraindo tudo quanto tem para oferecer o seu Citroen Saxo, o piloto de Mesão Frio saiu da Arrábida com mais um positivo 4º posto nas contas da Divisão Turismos 3, recolhendo preciosos pontos na luta por conquistar um lugar no pódio no fecho da temporada.

    Com honras de estreia absoluta, esteve mais um elemento da 2ª geração Pouca Sorte. De seu nome Bernardo Almeida, o jovem debutante nestas lides da Montanha integrou o pelotão dos 1300, aos comandos de um Peugeot 106.

    Nada intimidado pela falta de experiência e de conhecimento do traçado, foi capaz de ir melhorando de forma contundente os tempos, tirando cerca de seis segundos e meio da primeira para a terceira subida de prova, conquistando um honroso 5º lugar final, contribuindo assim para o excelente resultado de conjunto da Megamotors.

    A equipa começa agora a preparar a Rampa Internacional da Falperra, organizada pelo Clube Automóvel do Minho e que animará terras bracarenses nos dias 20 e 21 de maio.

  • Gonçalo Janeira: “andei sempre nos limites e saí da Arrábida feliz!”

    Gonçalo Janeira: “andei sempre nos limites e saí da Arrábida feliz!”

    Num fim-de-semana em que a sua capacidade técnica o fez andar sempre muito rápido e sem erros, Gonçalo Janeira levou o Citroen AX GTI da J. Janeira Sport ao triunfo no grupo SC B na 32ª Rampa Pêquêpê Arrábida 2023.

    A fundo, mas seguro e certinho que nem um pêndulo clássico. Eis o resumo cristalino da exibição de Gonçalo Janeira na prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal. O piloto-preparador do Fundão voltou a provar que “trata por tu” o seu Citroen AX GTI, com o pequeno carro francês a demonstrar, uma vez mais, o seu excelente nível de preparação, permitindo ao seu mestre rodar sempre na máxima intensidade.

    De tal forma o fez que, nas três subidas de prova, embora fosse sempre melhorando, rodou, ao longo dos 3,5 km do traçado da Arrábida com diferenças de 1,5 segundos entre a 1ª e a 3ª e derradeira subida de prova. A vitória entre os SC B nunca esteve em causa e o 12º geral na tabela da categoria foi o lugar possível, face aos argumentos técnicos dos oponentes.  

    “foi mais um fim de semana a fazer o que tanto gosto, acompanhado dos que tanto estimo, anda para mais numa rampa fabulosa, com uma paisagem magnífica e uma organização de topo. O carro esteve sempre bem e consegui ir melhorando, embora décima a décima, pois guio sempre nos limites, para conseguir ser competitivo face a uma concorrência que, no âmbito geral dos Super Challenge, é muito mais bem apetrechada. As vitórias no meu grupo e na classe deixam-me feliz, estando também satisfeito com o Top 12 na geral dos SC, sabendo que à minha frente só carros muito mais fortes!”, resumiu.

    O mote do piloto do Fundão para a temporada passa por “encarar as provas com um espírito de entrega total, sem descurar o divertimento. Espero que apareça mais concorrência no meu grupo, para que a discussão dos triunfos fique mais difícil. Sei que na geral dos Super Challenge será difícil fazer melhor, mas vou sempre tentar!”. Dentro de três semanas, Gonçalo Janeira alinhará na Rampa Internacional da Falperra, que se disputa na cidade de Braga.

  • Exibição de gala de Vítor Pascoal na Arrábida premiada com vitória entre os GT!

    Exibição de gala de Vítor Pascoal na Arrábida premiada com vitória entre os GT!

    O baionense rubricou com o seu Porsche 991 GT3 CUP aquela que foi a sua melhor performance da época, vencendo de forma clara nas lides dos GT na 32ª Rampa Pêquêpê Arrábida, terceira prova da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, garantindo ainda o Top 6 na geral.

    Ao longo dos dois dias de competição, a prestação do piloto do Baião Rallye Team foi de tal forma bem conseguida, que maestria será a melhor forma de descrever todo o sentido tático e toda a capacidade que o talentoso bicampeão nacional de montanha e tetracampeão nacional de ralis ostentou.

    Pascoal tinha noção perfeita de que era fundamental voltar a vencer entre os GT na Arrábida, dando seguimento ao momento vitorioso erguido na prova anterior, realizada na Penha, em Guimarães.

    Utilizou as subidas de treino para sobretudo afinar o Porsche 991 GT3 CUP e ganhar um conhecimento ainda mais alargado dos 3500 metros do traçado sadino, aquilatando ainda das condições de uma pista que é, reconhecidamente, das mais particulares e exigentes do campeonato,

    Chegado às três subidas de prova, Vítor Pascoal foi capaz de subir a fasquia de tal forma que, mesmo perante uma concorrência nos GT muito forte, o fez ser o mais rápido da categoria nas três subidas e, perante o “forcing” intensificado dos seus perseguidores, foi sempre capaz de extrair mais do carro, culminando com o “tempaço” que cravou no cronómetro na derradeira subida, quando rodou em 1:50,854, enquanto os seus adversários não lograram baixar de 1:52.

    Estava construída a segunda vitória do ano e o consequente reforço da liderança do campeonato.

    “Estamos muito satisfeitos não só com esta importante vitória, mas sobretudo com a forma como a construímos. A equipa esteve excelente a preparar e a afinar o carro e isso permitiu-me abordar com a máxima confiança todas as subidas. Esta é uma rampa muito complicada, com mudanças de piso e constantes variações quanto à aderência, exigindo concentração máxima. Reservamos para as subidas de prova a nossa intensidade. Aí, ataquei ao máximo e os tempos começaram a sair, tornando natural e justíssima a vitória que alcançamos. Foi mais um passo importante para renovar o título nacional!”, destacou no final Vítor Pascoal.

    Agora, é tempo de retemperar forças e começar depois a preparar o encontro anual entre a “Família da Montanha” lusitana e a congénere europeia. Será na Rampa Internacional da Falperra, organizada pelo Clube Automóvel do Minho e que animará terras bracarenses nos dias 20 e 21 de maio.

  • Hélder Silva soma mais um triunfo na Arrábida e segue invencível!

    Hélder Silva soma mais um triunfo na Arrábida e segue invencível!

    O bicampeão nacional da Power House impôs novamente na Arrábida a sua Osella PA2000 EVO2, tendo António Rodrigues (Silver Car EF10) e José Correia (Norma FC20) protagonizado um duelo emocionante pelo segundo posto, com a “Bala do Douro” a superiorizar-se ao piloto e “patrão” da JC Group Racing Team por apenas uma décima de segundo. Vítor Pascoal nos GT, Luís Delgado nos Turismos e Luís Nunes nos Super Challenge venceram as suas respetivas categorias, enquanto Nuno Guimarães se impôs na Divisão Protótipos B.

    Uma palavra inicial para o Clube de Motorismo de Setúbal. Célere nas decisões, rápido a ultrapassar as dificuldades, o clube organizador desta 32ª edição da Rampa Pêquêpê Arrábida 2023, manteve sempre um bom ritmo nas subidas e é credor de nota alta quanto ao nível organizativo. Por outro lado, as enchentes de público registadas nos dois dias de competição, transformaram a prova sadina numa verdadeira festa popular e de promoção da modalidade. Quanto à narrativa competitiva, esta Rampa Pêquêpê Arrábida foi emocionante.

    Mais rápido em todas as quatro subidas realizadas na jornada de sábado, concluindo o dia na liderança, Hélder Silva viu José Correia suplantar as suas marcas nas duas subidas de treino de domingo. Mas, logo a seguir, o poveiro voltou a repor a ordem e, nas duas subidas de prova que fechavam o fim-de-semana, foi sempre o mais forte. No entanto, não repetiu a sua marca da subida de prova do primeiro dia, 1:40,813, que seria a melhor em termos absolutos do fim-de-semana.

    António Rodrigues não pareceu sentir dificuldades por nunca ter alinhado anteriormente na prova com o seu Silver Car EF10 da NJ Racing/Lusimed e esteve sempre na refrega pelos lugares cimeiros. Terminou o dia de sábado já no 2º lugar da geral, viu José Correia se reaproximar nas duas subidas de domingo, quando o bracarense da JC Group Racing Team foi sempre mais forte, mas não o suficiente para recuperar todo o atraso de sábado, ficando os dois separados por apenas  141 milésimas de segundo!

    Nuno Guimarães (Silver Car S2) voltou a não ter problemas para dominar a Divisão Protótipos B, onde está invicto há já um rol enorme de provas, sendo ainda o 4º da geral. Nas contas dos B, viu ainda Nuno Pinto (ADR Sport II) contribuir com um 2º lugar para uma saborosa “dobradinha” da NJ Racing. Victor Bessa (PRM RC) fechou o pódio nesta divisão.

    Voltando à geral, encontrámos no 5º posto Luís Nunes (Skoda Fabia R5) que, de forma perfeitamente avassaladora, construiu ainda o terceiro triunfo consecutivo na novel categoria Super Challenge. Foi, obviamente ainda triunfador no Grupo SC A, competição particular onde foi secundado por José Carlos Pouca Sorte e José Pacheco, aos comandos de dois Mitsubishi Lancer EVO VI.

    Top 6 absoluto para Vítor Pascoal. O baionense rubricou com o seu Porsche 991 GT3 CUP aquela que foi a sua melhor exibição da temporada, vencendo de forma clara nas lides dos GT, face a Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) e Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP), adversários que rodaram sempre demonstrando grande forma, bem vincada pela sua presença no 8º e 9º posto da geral da rampa.

    Nessa tabela absoluta, o 7º lugar foi reclamado por Luís Delgado. O flaviense que tripula o Cupra Leon TCR da Nunes Sport dominou, uma vez mais, a Categoria Turismos e, dentro desta a Divisão 2. Foi também novamente e nas duas classificações secundado por Joaquim Teixeira. Este, mesmo com um toque logo a abrir o fim-de-semana, voltou a provar a sua valia, extraindo todo o potencial do Cupra TCR da JT59 Racing Team/Bompiso de primeira geração que tripula. O pódio da Divisão 2 e da geral dos Turismos ficou completo com a presença de Manuel Rocha e Sousa (Cupra TCR) no 3ºposto. O bracarense do Grupo TDS fez a sua melhor prova da temporada.

    Registo para o 10º posto final de Nuno Caetano, cada vez mais seguro na “barchetta” Osella PA21S da Power House.

    Voltando às lides dos Turismos, Gonçalo Inácio, no Peugeot 208 R2 VTI da Befast Motorsport, venceu a batalha da Divisão 3, na frente do líder do Campeonato, Parcídio Summavielle, a braços com alguns problemas de pneus no seu Renault Clio R3 RS da MNE Sport. O 2º lugar do fafense permitiu-lhe, mesmo assim, reforçar a liderança na tabela de pontos. De regresso ao campeonato, José Borges (Citroen C2 R2) esteve sempre muito forte e almejou conquistar o 3º lugar na divisão.

    Quanto à Divisão 1, José Carlos Magalhães estreou da melhor forma um Mitsubishi Lancer EVO X da melhor forma, com o “patrão” e piloto da MNE Sport a suplantar Carlos Gonçalves, em carro idêntico.

    Voltando a falar dos Super Challenge, um duo de “craques do asfalto” esteve entre os protagonistas do fim-de-semana. Miguel Matos (Peugeot 106 Maxi) e Bruno Carvalho (Citroen Saxo) lutaram taco-a-taco não só pela vitória no Grupo SC C, mas imprimiram um andamento tal que acabaram por ainda reservar o 2º e o 3º lugar finais da categoria, com Migue Matos a ser mais forte, mas sempre com Bruno Carvalho na ilharga.

    Já quanto ao grupo SC B, Gonçalo Janeira (Citroen AX GTi) construiu a segunda vitoria da temporada, na frente do jovem André Magalhães, num Fiat Uno 45s, enquanto Luís Silva (BMW M3) levava para Famalicão o triunfo nas contas do Grupo SC D.

    O “Canhão de Famalicão” voltou a andar onge dos adversários, sendo secundado pelo bracarense Rui Pinheiro (BMW M3) e por António Ferreira, aos comandos de um VW Golf V GTI).

    Uma palavra para a excelente exibição de Nelson Rocha, aos comandos do único kartcross presente. O piloto do Semog registou boas marcas, deu espetáculo e nem o toque dado na última subida manchou a excelente exibição do experiente piloto.

    Caiu no pano sobre a 3ª prova da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Agora, é tempo de retemperar forças e começar depois a preparar o encontro anual entre a “Família da Montanha” lusitana e a congénere europeia. Será na Rampa Internacional da Falperra, organizada pelo Clube Automóvel do Minho e que animará terras bracarenses nos dias 20 e 21 de maio.

  • Rampa Pêquêpê Arrábida: Pedro Alves soma e segue nos Legends

    Rampa Pêquêpê Arrábida: Pedro Alves soma e segue nos Legends

    O terceiro triunfo da temporada do piloto vila-realense no Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group voltou a acontecer sem qualquer contestação por parte dos rivais.

    Na verdade, o ritmo competitivo que Pedro Alves impõe ao seu Citroen Saxo VTS é tal que, pelo menos até ao momento, a dúvida maior à entrada de cada fim-de-semana de prova, é se o piloto vai ser o mais rápido ao longo de todas as subidas do programa, desiderato que tem almejado reclamar até ao momento.

    Desafiando-se a si próprio, Alves, foi paulatinamente melhorando as suas marcas, resolvendo pelo caminho a questão da vitória logo das duas primeiras subidas de prova. Depois, usou a terceira para cravar no cronómetro o seu melhor tempo do fim-de-semana, rodando em 2:01.617.

    A Arrábida foi benfazeja para Carlos Alberto Oliveira. O poveiro tem sempre na irascibilidade mecânica do seu belo Ford Sierra Cosworth RS um handicap. Mas, sempre que o belo carro americano se porta bem, o potencial e a condução do piloto tora-o sempre candidato aos lugares cimeiros.

    Nesta terceira prova, apenas nas sessões de treinos oficiais enfrentou alguns “amuos” do Sierra. Nas subidas de prova, andou sempre muito rápido e terminou num mais do que merecido 2º lugar final, conquistando assim o segundo pódio da época.

    Outro piloto que saiu satisfeito de Setúbal foi Miguel Gonçalves. Muito eficaz aos comandos do seu BMW E36 Coupé, Gonçalves terminou no terceiro posto, subindo ao pódio pela primeira vez nesta temporada.

    Uma palavra para Ivânia Loureiro. A “rookie” do Peugeot 205 voltou a rubricar uma exibição sem erros, premiada com o 4º lugar final entre os Legends.

  • Rampa Pêquêpê Arrábida: Flávio Saínhas triunfa nos Clássicos e volta à liderança do campeonato

    Rampa Pêquêpê Arrábida: Flávio Saínhas triunfa nos Clássicos e volta à liderança do campeonato

    O “Diabo da Covilhã” superiorizou-se após um duelo intenso com mais quatro pilotos, com o quinteto a utilizar “montadas” diversas exclusivamente Ford.

    Flávio Saínhas (Ford Escort MKI), Fernando Salgueiro (Ford Escort MK II), Mário Silva (Ford Escort RS 1600), Luís Moutinho (Ford Escort MKI) e o regressado Ricardo Loureiro (Ford Escort MK II) foram alternando nos três melhores tempos ao longo de todas as subidas, sobretudo durante a tirada de sábado.

    Mas, sempre que a luta chegava aos momentos “a doer”, Flávio Saínhas subia a intensidade do seu andamento e colocava inexoravelmente o seu bem preparado Ford Escort MKI na liderança da tabela de tempos. Fê-lo em todas as três subidas de prova, tornando assim natural chegar à segunda vitoria da época e comemorar o regresso ao comando da tabela pontual do campeonato, beneficiando ainda da ausência de José Pedro Gomes, anterior líder.

    Quanto à luta pelos restantes lugares do pódio, o primeiro a claudicar foi Ricardo Loureiro. De regresso após ter estado ausente nas duas provas anteriores, o piloto do Caramulo Racing Team foi 5º na subida de prova de sábado, mas já não fez as subidas de prova de domingo, com um problema no seu Ford Escort MKII.

    Por seu lado, Fernando Salgueiro, seu colega de equipa, começou por ser o segundo mais rápido no sábado, mas o piloto sofreu com problemas na caixa de velocidade ao longo dos dois dias de competição, forçando-o mesmo a estar ausente da 2ª subida de prova. Na 3ª e derradeira, momento em que tinha forçosamente de registar um tempo, viu-se obrigado a ser conservador, piorando a marca, mas conseguindo terminar e assegurar o 3º lugar e mais um pódio na temporada.

    O consagrado Mário Silva fez a sua aparição habitual na Arrábida e voltou a ser capaz de lutar pelos lugares de topo, guindando-se, mercê da sua eficácia, a um brilhante 2º lugar final nas contas do Clássicos.

  • Rampa Pêquêpê Arrábida: Armando Freitas triunfa entre os 1300 na “negra”

    Rampa Pêquêpê Arrábida: Armando Freitas triunfa entre os 1300 na “negra”

    Um erro na subida de prova de sábado, forçou o piloto do Toyota Starlet a entrar em modo de ataque total na jornada decisiva de domingo, reagindo com classe para almejar levar o seu Toyota Starlet ao terceiro triunfo da época.

    Tornou-se árdua a tarefa do fafense, na sequência de um toque na 1ª subida de prova que o relegou para fora do pódio provisório, no fecho do dia de sábado.

    Tal tornava as duas subidas de prova a realizar na jornada de domingo decisivas para a pretensão de Armando Freitas em manter a invencibilidade  que ostentava à chegada à Arrábida. Mas, nos dois momentos decisivos que fechavam o programa da rampa, o piloto de Fafe não falho, realizou os dois melhores tempos de todo o fim-de-semana e alcançou o terceiro triunfo consecutivo do ano.

    Um dos responsáveis por esse “puxar dos galões” do campeão nacional em título, foi João Diogo Santos. O jovem talento de Amarante voltou a ser muito rápido e eficaz com o Fiat Punto 85 Sport e liderou a tabela de tempos na 1ª subida de prova. Depois, embora não conseguisse suster o “assalto final” de Freitas, vendeu cara a derrota, levando o Punto aos limites do seu potencial, saindo da rampa sadina com mais um excelente 2º lugar.

    Destaque para a prestação de Daniel Rolo. Utilizando desta feita um Datsun 100 A, naquela que foi mais uma das suas habituais presenças na prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal, o piloto volto a presentear quem assistiu ao evento com uma exibição de fino recorte, extraindo todo o “sumo” do pequeno carro nipónico. Não só dominou entre os Clássicos 1300, como ainda logrou colocar-se no pódio absoluto do CPM 1300 JC Group, garantindo o 3º posto, a apenas 9 décimas de segundo de Diogo Santos.

  • Rampa Pêquêpê Arrábida: competição acesa marca ritmo do primeiro dia

    Rampa Pêquêpê Arrábida: competição acesa marca ritmo do primeiro dia

    As seis dezenas de participantes proporcionaram um enorme espetáculo ao forte rol de espetadores que se espalhou pelas zonas espetáculo dos 3500 metros do traçado da Arrábida. O Clube de Motorismo de Setúbal ostentou bom ritmo organizativo e as diferentes “batalhas” em liça ficaram em aberto, prometendo ainda mais emoção para a jornada final de domingo.

    O dia começou cedo, pelas dez, permitindo que existissem três sessões de treinos, antes da única subida de prova inscrita no programa saturnino. Em termos absolutos, sobressaiu Hélder Silva. O líder invicto do campeonato foi o mais rápido ao longo de todo a jornada, concluindo o dia na liderança, ao rodar na sua Osella PA2000 EVO2 em 1:40.813 na subida oficial.

    Mas, o poveiro tem à ilharga os “suspeitos do costume”. António Rodrigues (Silver Car EF10) e José Correia (Norma FC20) protagonizaram um duelo aceso, alternando na segunda posição, ao longo das subidas, com Rodrigues a superiorizar-se na “hora da verdade”, terminando ao dia com o 2º melhor tempo, a apenas 1,3 segundos do líder, enquanto José Correia assegura o 3º posto, a dois segundos e meio do melhor tempo.

    Nuno Guimarães (Silver Car S2) voltou a não ter problemas para dominar a Divisão Protótipos B, sendo ainda o 4º mais rápido da geral.

    Ficou na frente de Luís Delgado (Cupra Competicion TCR), que guardou para a subida de prova o seu melhor momento do dia, guindando-se ao Top 5 absoluto, sendo claramente o mais rápido entre os Turismos.

    Vítor Pascoal rubricou neste sábado um dos seus melhor momentos exibicionais da temporada. Sempre intenso na condução do seu Porsche 991 GT3 CUP, o campeão nacional título dos GT, foi o mais rápido da sua categoria na Subida de Prova, almejando ainda ser o 6º da geral, tendo logo arás de si Luís Nunes, que colocou o Skoda Fabia R5 da Nunes Sport no 7º posto, dominando de forma tranquila entre os Super Challenge.

    No Top 10 absoluto, tiveram ainda lugar Bernardo Garcia e Castro (Porsche 997 GT3 CUP), Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) e Joaquim Teixeira (Cupra TCR), com este a recuperar bem de um toque nos treinos livres.

    Uma palavra para a excelente exibição de Nelson Rocha, aos comandos do único jartcross presente. O piloto do Semog registou a 11ª marca na subida de prova entre os 60 participantes nesta prova. Mereceu aplausos.

    Afinado pelo diapasão do sucesso continua Pedro Alves. O vila-realense do Citroen Saxo VTS continua sem rivais nas contas dos Legends, sendo claramente o mais lesto durante todo o dia. Atrás de si, Carlos Alberto Oliveira (Ford Sierra RS Cosworth) saiu vencedor desta primeira leva quanto à 2ª posição, mas tendo perto Miguel Gonçalves, finalmente mais competitivo aos comandos do seu BMW E36 Coupé.

    Já nos Clássicos, a jornada de sábado foi um regalo para quem saboreou ao vivo ou através da transmissão em “live streaming”.

    Flávio Saínhas (Ford Escort MKI), Fernando Salgueiro (Ford Escort MK II), Mário Silva (Ford Escort RS 1600), Luís Moutinho (Ford Escort MKI) e o regressado Ricardo Loureiro (Ford Escort MK II) foram alternando nos três melhores tempos ao longo de todas as subidas e, quando foi “a doer”, Flávio Saínhas superiorizou-se por 1,6 segundos em relação a Fernando Salgueiro, com este a ter “nos calcanhares” Mário Silva, apenas 1,1 segundos mais lento do que o piloto do Caramulo.

    Nos 1300, a subida de prova trouxe novidades. João Diogo Santos (Fiat Punto 85 Sport) voltou a provar todo o seu talento e eficácia, sendo sempre muito rápido e eficaz, com uma jornada isenta de erros, o que o levaria a ser o mais rápido na subida de prova, na frente de Daniel Rolo, desta feita tripulando um Datsun 100ª, melhor dos clássicos desta cilindrada. O 3º melhor tempo da geral dos 1300 coube a Carlos Ferreira (Fiat Punto 85 Sport). Amanhã, domingo, as coisas vão aquecer logo a partir das 10.00, com uma sessão de warm-up e outra de treinos oficiais, antecedendo as duas subidas de prova deste derradeiro dia, programadas para terem início a partir das 14.00, estando a cerimónia de entrega de prémios às 18 horas.

  • Joaquim Teixeira: “o CPM JC Group está muito forte, mas temos de mudar algumas coisas em 2023”

    Joaquim Teixeira: “o CPM JC Group está muito forte, mas temos de mudar algumas coisas em 2023”

    Neste fim-de-semana em se disputa a Rampa Pêquêpê Arrábida 2023, terceira prova do ano do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, conversamos com Joaquim Teixeira, Presidente da APPAM – Associação dos Pilotos Portugueses de Automóveis de Montanha, entidade que, juntamente com os clubes organizadores, faz parte do consórcio promotor do campeonato que, esta época, está a bater recordes de participantes.

    Em jeito de balanço inicial, Joaquim Teixeira releva a “enorme satisfação que sentimos, APPAM e clubes, membros do consórcio promotor do campeonato, por estarmos a ter um arranque de época excecional. Com três provas para analisar, duas realizadas e a deste fim-de-semana, as listas de participantes revelam, e comparação com 2022, que foi já um ano recorde, um crescendo consolidado da média de pilotos por prova. Estamos com uma média superior a seis dezenas de inscritos por prova e agora vamos trabalhar para manter e, se possível, ainda melhorar estes registos nas cinco provas subsequentes do calendário”.

    O dirigente considera que “estes números resultam da capacidade do campeonato em ser cada vez mais atrativo, sendo ainda de realçar que, quer em Murça, quer na Penha, também se assistiu a um acréscimo do número de espetadores presentes, consolidando a popularidade da Montanha”.

    Joaquim Teixeira também defende que “as mudanças cirúrgicas que têm vindo a ser introduzidas no regulamento técnico e desportivo do campeonato, mesmo tendo provocado, como é natural, alguma celeuma, estão a revelar-se capazes de serem sedutoras para mais pilotos. Para o que resta da época, para além de mantermos o atual número, excelente quer em quantidade, quer em qualidade dos protagonistas e dos carros ”.

    No entanto, não esconde que o consórcio promotor CPM JC Group considera que ainda existe algumas arestas por limar: “temos tido algumas reclamações por parte dos pilotos, sobretudo no que respeita ao calendário. Têm toda a razão, embora o alinhamento de provas deste ano tenha tido de obedecer a alguns condicionalismos que provocaram alterações ao primeiro calendário apresentado e que levaram a que os eventos ficassem muito perto uns dos outros. Aliás, teremos quatro provas no espaço de mês e meio, algo que é incomportável para as equipas, incomportável ainda para os pilotos, quer a nível financeiro, quer no que concerne à gestão técnica da época. Uma avaria, uma falha de material e a falta de tempo pode provocar danos nas ambições desportivas”. Joaquim Teixeira defende que “isto tem de ser resolvido no próximo ano. O campeonato não se pode resumir a quatro ou cinco meses, com um interregno de meio ano para a época seguinte. A época de Montanha deverá ter começo, como agora, em Março, mas deverá estender-se até outubro, novembro, com o máximo de uma prova por mês, com um intervalo de verão e, com a possível ressalva de, em maio, por termos uma prova FIA, poder ser feita outra, com um intervalo de três meses. Vamos ter todos que nos unir, pilotos, clubes, autarquias e federação, para que, já em 2024, este problema esteja resolvido, através de um consenso alargado, pois só assim poderemos continuar a fazer evoluir a modalidade”.