Apesar de ter corrido sem pneus novos, o piloto e líder da JT59 Racing Team voltou a somar um duplo pódio, na categoria e na divisão.
A preparação da presença de Joaquim Teixeira e do Cupra TCR da JT59 Racing Team/Bompiso deu-se com limitações provocadas por um acontecimento no mínimo insólito:
“Fui forçado a correr com pneus ‘slicks’ usados, cuja utilização tinha sido intenção em Murça, porque o importador dispensou os pneus que a minha equipa tinha adquirido, sem a minha autorização, colocando-nos em circunstâncias desfavoráveis perante a concorrência”, revela Joaquim Teixeira.
E fica a dúvida do que teria feito o “Demolidor de Trás-os-Montes” com pneus novos na jornada soalheira de domingo, onde os pneus ‘slicks’ foram a escolha óbvia, atentando pela sua exibição durante a tirada inicial de sábado, com a pista molhada.
“No sábado com piso molhado e pneus de chuva consegui o melhor tempo dos Turismos, dando conta de que estávamos na luta pela vitória. No domingo, sabia que seria muito difícil manter o melhor tempo, porque estava condicionado a ter de correr com os pneus usados. Não atingi o meu melhor tempo de 2022 e penso que, com pneus novos, teria andado muito mais rápido baixando o meu recorde da rampa!”.
Mesmo com as limitações, Joaquim Teixeira lutou com a sua proverbial garra e almejou ficar dentro do Top 10 absoluto, garantindo o 2º posto na categoria turismos e na Divisão 2.
“Este resultado não era este o meu objetivo , mas foi o possível. O meu adversário direto foi muito rápido nas subidas de prova de domingo, chegando a averbar a quinta melhor marca de subida e de todas as viaturas fechadas não protótipos”.
O piloto destaca “o excelente trabalho da minha equipa. O Cupra estava bom e acho que eu estava com bom andamento. Agora vamos para a Arrábida, tentando fazer o melhor para disputar a vitória, esperando ter a entrega por parte do importador dos pneus que me pertencem. Enquanto matematicamente for possível, lutarei sempre pela vitória, sabendo que não será fácil, mas não sou de desistir!”.
Joaquim Teixeira terminou agradecendo “a todos que acreditam em mim, a minha família e amigos e aos meus patrocinadores: Bompiso, CCT, Município de Murça, Intermarché, Proef, Município de Boticas, Potauco, Publiserv, Pizzeria Pasta Fina e Ópticas Preguiça”.
O dia de domingo, segunda e decisiva jornada da 44ª Rampa da Penha Paisagem Protegida, transformou-se no palco de uma “faena” monumental de José Pedro Gomes e do Ford Escort RS 1800. Perante milhares de espetadores, o montalegrense não veleidades à forte concorrência e conquistou a primeira vitoria da temporada entre os Clássicos.
O traçado de 2,8 quilómetros encrustado na idílica paisagem da montanha fronteira à cidade de Guimarães é muito especial para José Pedro Gomes. Não só é a rampa mais perto da sua residência como o traçado vimaranense lhe dá um gozo especial, pelos desafios particulares que apresenta e pela roleta meteorológica em que sempre se transforma, sendo habitual apresentar as “4 estações do ano” nos dois dias de competição, desta que foi a 2ª prova do Campeonato de Portugal de Clássicos JC Group 2023.
E assim foi. O dia inaugural de sábado foi quase todo cumprido com frio e chuvisco, praticamente atirando para domingo a verdadeira competição, dia que seria vivido com sol e temperaturas primaveris. Para além disso, José Pedro Gomes debateu-se na tirada saturnina com alguns problemas de direção que afetaram o Ford Escort RS 1800, optando por uma toada calma e nem participando na única subida de prova dessa jornada.
Já na refrega dominical, Pedro Gomes, simplesmente ‘abriu o livro’ e proporcionou à multidão uma exibição notável, rodando sempre ao ataque e contando com um Ford Escort no máximo das potencialidades, fruto do excelente trabalho da XMP.
Nada pressionado por saber estar forçado a registar dois tempos, nas duas subidas de prova do derradeiro dia de competição, para poder ser estar na classificação final, o consagrado causídico montalegrense foi capaz de elevar o nível competitivo a tal ponto que, sobretudo na 2ª Subida de Prova, o fez rodar muito rápido e ser capaz de mudar o jogo a seu favor, registando aí a melhor marca em prova de todo o plantel dos Clássicos, ao rodar em 1:41.770, terminando o dia com uma inteiramente merecida e saborosa vitória, a primeira do ano, potenciando a assumida candidatura ao título nacional.
Agora as atenções de José Pedro Gomes viram-se para sul. O piloto que defende as cores da ACA Engenharia, MCA Group, DVM, Sabseg Seguros, SQ Portugal e Pizarro enfrenta daqui a três semanas, a 22 e 23 de abril, a Rampa Pêquêpê Arrábida, 3ª prova da temporada.
O consagrado bicampeão nacional de Ralicross começa a ficar rendido à “Família da Montanha”. Na 44ª Rampa da Penha Paisagem Protegida, José Lameiro e o Skoda Fabia MKIII com as cores de Diatosta rubricaram um fim-de-semana de grande nível, coroado com um pódio nos Super Challenge A.
Piloto e carro já começam a estar entre os favoritos da “afición” da Montanha. Ninguém fica indiferente à passagem do imponente Skoda Fabia MKIII Super Car da Diatosta.
Na Penha, perante milhares de espetadores que deram um colorido mágico à prova organizada pelo Demoporto, José Lameiro foi capaz de começar a mostrar todo o seu talento, mesmo estando sempre condicionado pelo seu total desconhecimento de todos os traçados do campeonato, com a exceção do Caramulo e de estar ainda numa fase de mudança do “mindset” do Ralicross para a Montanha, duas disciplinas muito diferentes.
Nesta sua segunda demanda no CPM JC Group 2023, Lameiro foi capaz de melhorar sempre de forma significativa os seus tempos. Da sessão de treino inicial, no começa da tarde de sábado, até à 3ª Subida de Prova, que se desenrolou a meio da tarde de domingo, o piloto melhorou mais de 23 segundos(!), num traçado com pouco menos de 2,8 quilómetros, estabelecendo o tempo de 1:40.947, como seu novo recorde pessoal da pista.
“Conquistámos o 3º lugar entre os Super Challenge A na 44ª Rampa da Penha Paisagem Protegida, o que é sempre um resultado animador. Foi apenas a nossa segunda prova dentro do CPM JC Group, num cenário incrível, perante milhares de espetadores que vibraram e apoiaram sem parar. Mais uma rampa desconhecida, como vão ser quase todas ao longo da temporada e fomos evoluindo os tempos, forçando o andamento durante o dia de domingo”.
José Lameiro está feliz sobretudo porque o resultado e a exibição provam que “melhoramos muito em relação a Murça. Mostramos competitividade e a DM Motorsport e a IGV Racing fizeram um trabalho fantástico com o carro. Fiquei muito feliz com a evolução dos tempos que fui conseguindo e vamos trabalhar para podermos ser ainda mais competitivos”.
Serão agora quase três semanas até à próxima prova do campeonato. A 22 e 23 de abril ,será a vez do Clube de Motorismo de Setúbal entrar ao serviço, organizando mais uma edição da Rampa PêQuêPê Arrábida.
Continua a série endiabrada da equipa nortenha. Na 44ª Rampa da Penha Paisagem Protegida, a MNE Sport juntou uma vitória e um pódio ao palmarés, através de Parcídio Summavielle, adicionando outros dois pódios, a cargo de José Carlos Magalhães e Fernando Salgueiro.
Início de época de sonho. Foi, é e será frase passível de repetição, sem que esta se torne fastidiosa, pois melhor forma não haverá de definir o que a MNE Sport construiu nas três provas de arranque da sua época desportiva 2023.
Na Penha, a estrutura apresentou-se com um plantel constituído por José Carlos Magalhães (Porsche 997 GT3 CUP) nos GT, Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3) e Eva Laranjeira (Kia Picanto), nos Turismos 3, Miguel Gonçalves (Fiat Punto R3D) nos Turismos 2, Arlindo Beça (Mini Cooper S) nos Super Challenge D e Fernando Salgueiro (Ford Escort MKII) nos Clássicos.
Parcídio Summavielle é o ‘piloto do momento’. O “Bisturi de Fafe” está a realizar o melhor começo de época da sua carreira.
Vitória na Rampa Porca de Murça, vitória no Rali de Gondomar e ‘dose’ igual na Rampa da Penha. O fafense voltou a estar intenso na condução do Renault Clio RS R3 da MNE Sport. Não teve vida fácil no sábado, onde um toque lhe arruinou a única subida de prova. Mas, no domingo, abriu o livro, partilhando com os milhares de espetadores o seu talento e assinou tempos de fino quilate, subindo pela segunda rampa consecutiva ao lugar mais alto do pódio na Divisão 3 e ao 3º lugar da categoria Turismos.
Já Eva Laranjeira, a sua colega de equipa que também compete na mesma divisão, almejou dar continuidade ao trabalho de adaptação ao seu novo Kia Picanto. A “Dama de Aço” esteve impoluta de erros de monta, forçou ao longo dos dois dias o andamento, baixando paulatinamente os tempos e garantindo o 4º lugar final, mantendo-se nos lugares cimeiros da tabela pontual dos T3, que é liderada confortavelmente por Summavielle.
José Carlos Magalhães voltou a saborear a presença no pódio dos GT. Mesmo mais focado nas suas funções de responsável máximo da MNE Sport, o piloto nortenho consegue ‘desligar’ quando entra no Porsche e atacar as rampas com capacidade para ostentar uma cada vez maior habituação ao carro alemão. Depois, a sua eficácia dá frutos e saiu da Penha com mais um 3º lugar na categoria, que o guindou ao 2º posto na tabela pontual do campeonato.
De regresso aos bons resultados está Fernando Salgueiro. O bicampeão nacional realizou uma exibição muito sólida, melhorando de forma vincada os seus tempos, garantindo na Penha o 3º lugar e terminando o fim-de-semana a rodar ao mesmo nível dos principais contendores. Este primeiro pódio da época é sinónimo de melhorias introduzidas pela MNE Sport no Ford Escort MKII do piloto do Caramulo Racing Team, que continua a ter todas as possibilidades de lutar pela renovação do seu cetro nacional de Clássicos.
Voltando aos Turismos, destaque para a exibição de Miguel Gonçalves. O jovem algarvio está cada vez mais afoito na sua capacidade para extrair o potencial do Fiat Punto R3D e, nada temeroso por enfrentar na Divisão 2 oponentes aos comandos de carros TCR, continua a “morder os calcanhares” da concorrência, conseguindo desta feita um Top 5 muito motivador.
Por seu lado, Arlindo Beça almejou levar o Mini Cooper S ao 6º posto entre os SC D, num fim-de-semana em que voltou a andar de forma eficaz, mesmo que limitado pelo lastro de peso imposto ao seu carro.
Detentora de um ‘cabaz’ recheado de sucessos construídos num ritmo alucinante que fez a equipa participar em 3 competições de duas modalidades diferentes, em apenas 15 dias, a MNE Sport só pode estar plena de um justificado orgulho e com um sentimento de missão mais do que cumprida:
“Foi um fim-de-semana para recordar. Encaramos esta presença na Penha com muita disciplina, muita vontade e muito empenho, focados em dar seguimento aos sucessos alcançados nos dois fins-de-semana anteriores. Este ciclo tem sido para nós uma grande experiência, sendo uma honra muito grande ter este ano connosco grandes pilotos, numa mescla de alguns mais experientes e que já sabem o que é ser campeão e outros a começar a carreira, cheios de garra e capacidade para evoluir, apresentando já uma enorme maturidade e capazes de resultados extraordinários”, frisa um orgulhoso José Carlos Magalhães, líder da estrutura.
O piloto e team manager realça estarem a pautar “este início de campeonato como um princípio de uma nova era da equipa, um salto ambicioso, mas seguro. Temos conseguido gerir muito bem as expectativas e o sucesso. Os pilotos estão a dar tudo e a equipa técnica também e os resultados têm aparecido com naturalidade. Vamos continuar a trabalhar, para continuar a estar na luta em todas as frentes!”.
O triunfo do piloto poveiro da Power House na 44º Rampa da Penha Paisagem foi conquistado “na marra”, depois de um duelo a três verdadeiramente empolgante. Hélder Silva manteve assim a sua invencibilidade na temporada.
Hélder Silva, chegou invicto à primeira das duas subidas de prova que fecharam o programa de domingo, dominando assim três subidas de treinos, uma de warm-up e a 1ª Subida de Prova, realizada no fecho de sábado, numa demonstração clara de que estava na Penha para vencer.
No entanto, um pequeno erro durante essa 2ª subida de prova custou caro no cronómetro, com Hélder Silva ser apenas o terceiro mais rápido, adiando a decisão quanto ao triunfo para a derradeira vez que o pelotão da Montanha enfrentaria os 2,8 quilómetros do traçado da Penha.
Os 3 pilotos que protagonizaram a “batalha” fizeram então a melhor marca de cada um, de todo o fim-de-semana, com Hélder Silva a “voar baixinho” rampa acima, passando a fotoelétrica da meta em 1:26.354, que seria a melhor marca absoluta da prova e garantindo a vitória por apenas 67 milésimos de segundo!
“Foi complicado. Tivemos um sábado calmo, em que venci todas as subidas de treino e a de prova. Sabíamos que a jornada de domingo seria decisiva, pois os chuviscos de sábado prejudicaram os tempos e, como tal, a liderança que tínhamos teria de ser defendida de forma firme”.
E a missão, assume o piloto, revelar-se-ia difícil: “um percalço na 2ª subida de prova ia deitando tudo a perder. Dei um toque e, obviamente, o tempo foi menos bom. Felizmente, a equipa técnica da Power House fez um excelente trabalho na Osella e pude alinhar na derradeira subida de prova em perfeitas condições. Forcei o ritmo e o tempo saiu, permitindo vencer. Quero dar os parabéns ao José Correia e ao António Rodrigues, que fizeram uma excelente rampa. O campeonato está ao rubro. Vencemos as duas primeiras provas, mas eles estão muito rápidos e vamos ter muita emoção e discussão das vitórias ao longo da época. É bom para o campeonato!”, resumiu no final o bicampeão nacional que começa já a preparar o seu ataque a mais um triunfo, desta feita, na Rampa PêQuêPê Arrábida, que se disputará nos dias 22 e 23 de abril.
A equipa duriense soma e segue no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2023. Na 44ª Rampa da Penha Paisagem Protegida, Nuno Guimarães manteve a invencibilidade nos Protótipos B e António Rodrigues voltou a conquistar o 3º posto da geral.
Duas provas na temporada e a NJ Racing já tem no seu bornal duas vitórias e quatro pódios, graças ao seu forte quarteto de pilotos.
A liderar o ‘exército’ da estrutura duriense aparece Nuno Guimarães que está a dar continuidade em 2023 à época fenomenal que rubricou na temporada passada. Na Penha, rodou com cautelas no sábado, devido a um problema no Silver Car S2. Mesmo assim, a liderança na divisão protótipos B ficou desde logo garantida.
O domingo soalheiro foi comparsa das suas ganas para se chegar mais à frente na geral e atingiu esse alvo com maestria. Paulatinamente, aproximou-se do Top 5 absoluto e, num esforço final, subiu ao 4º posto, selando mais um triunfo na sua divisão.
“Foi uma prova que correu bem, mas enfrentamos algumas dificuldades. Pela primeira vez, tivemos problemas com a caixa de velocidades do Silver Car, mas a nossa equipa técnica conseguiu resolver o problema a tempo das duas últimas subidas de prova, onde retomei o ritmo normal e deu para subir ao 4º lugar da geral, vencendo ainda nos B. fiquei mais preocupado com os problemas técnicos que afetaram a equipa, sobretudo o Nuno Pinto. Vamos agora trabalhar com afinco para os resolver antes da Arrábida!”.
E, como referiu Nuno Guimarães, a “fava” da prova saiu ao outro craque da NJ Racing a competir nos Protótipos B.
Desde o arranque do fim-de-semana que se percebeu que a “barchetta” ADR Sport II de Nuno Pinto não queria colaborar. Mesmo assim e com muito esforço do piloto e trabalho da equipa, conseguiu rodar na subida de prova da jornada de sábado, mas com visíveis limitações. No domingo de manhã, ainda alinhou na subida inicial de warm-up, mas a ‘sentença” estava dada:
“Foi um fim de semana bastante azarado. Sentia-me muito confiante com o carro depois da Rampa de Murça e fui para a Penha com o objetivo de, a cada subida, melhorar os meus tempos e aperfeiçoar a minha condução. No sábado, não alinhei nos treinos, por causa da chuva e, na subida de prova, senti logo que o carro não estava bem. No domingo só fiz o warm-up, pois a ADR não quis colaborar comigo. Espero resolver tudo a tempo da próxima rampa”.
Para António Rodrigues o traçado da Penha era uma espécie de Némesis que tinha de enfrentar. E fê-lo com valentia e talento, disputando taco-a-taco a liderança na tabela de tempos, subida após subida, mesmo que fosse percetível alguma cautela.
Na última subida, poderia ter chegado à liderança, não fosse um toque que o fez perder tempo, tendo, mesmo assim, a “Bala do Duro” registado 1:27.752, o seu melhor crono do fim-de-semana. O 3º lugar da geral no final, a 2,3 segundos do vencedor, é positivo para as suas aspirações na temporada.
“Foi um fim-de-semana muito positivo. Fomos melhorando ao longo dos dois dias de competição, exorcizamos todos os “fantasmas” do passado e voltamos a conquistar o 3º lugar absoluto, garantindo assim o segundo pódio da temporada. Estivemos sempre na discussão e os tempos foram melhorando. Na última subida, um pequeno toque prejudicou o registo, mas temos de sair satisfeitos da prova, sobretudo pela evolução que estamos a ter com o Silver Car. Ao contrário de 2022, onde, após as duas primeiras provas, não tínhamos pontos, agora estamos bem acima na tabela, na luta pelo título. Vamos lá para a Arrábida!”.
Para Rute Brás, a Rampa da Penha representou mais um momento onde pode demonstrar a sua capacidade de evolução e a garra que coloca em pista aos comandos do Peugeot 206 RC da NJ Racing. A “Amazona do Douro” pulverizou a sua melhor marca de 2022 e logrou conquistar um Top 5 na Divisão Turismos 3, resultado que lhe permite manter um lugar no pódio da tabela de pontos do campeonato.
“A Penha foi mais um desafio suplantado. Um fim de semana cheio de adrenalina e diversão. No dia inicial dia senti receio por causa da chuva, mas as coisas correram bem. Com calma os tempos foram saindo. No domingo, mais a vontade com o tempo, forcei mais o andamento, mas sinto que podia ter feito muito melhor, corrigindo alguns erros. Estou contente com a prestação e evolução que para mim é notória. Gosto imenso desta rampa, principalmente pelo público fantástico que tem … é isto que muitas vezes também nos motiva a tentar fazer sempre melhor!”.
Serão agora três semanas até à próxima prova do campeonato. A 22 e 23 de abril ,será a vez do Clube de Motorismo de Setúbal entrar ao serviço, organizando mais uma edição da Rampa PêQuêPê Arrábida.
Se na jornada de sábado, Hélder Silva dominou por completo, no dia decisivo de domingo, o duelo pelo triunfo absoluto na 44ª Rampa da Penha Paisagem protegida foi ‘impróprio para cardíacos’. O piloto poveiro impôs a sua Osella PA2000 Evo, mas vendo José Correia (Norma FC20) vender cara a derrota, com apenas 0,067 segundos a separá-los, após somadas as suas duas melhores subidas de prova.
As diferenças da história competitiva dos dois dias do programa desta segunda prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group também têm na diferença das condições meteorológicas uma das razões. Se no sábado a chuva fraca esteve quase sempre presente, o dia de domingo nasceu com sol e assim permaneceu, vendo mesmo a temperatura atingir níveis bem primaveris.
E, dentro da pista, o “calor das batalhas” foi bem quente. Os três “’suspeitos do costume” da refrega pelo pódio absoluto melhoraram de forma firme os seus tempos e a posição final nos três lugares do pódio ficou decidida por detalhes.
Hélder Silva, chegou invicto à primeira das duas subidas de prova que fecharam o programa de domingo, dominando assim três subidas de treinos, uma de warm-up e a 1ª Subida de Prova, realizada no fecho de sábado. Aí, um erro do poveiro fê-lo ser apenas terceiro, com José Correia a ser o mais lesto e António Rodrigues, no Silver Car EF10 da NJ Racig/Lusimed, a assinar o 2º tempo, deixando tudo em aberto para a 3ª e derradeira Subida de Prova.
Os 3 pilotos fizeram então a melhor marca de cada um de todo o fim-de-semana, com Hélder Silva a rodar em 1:26.354, José Correia em 1:27.218 e António Rodrigues em 1:27.752, sendo de realçar que este deu um toque que lhe prejudicou a marca e o atirou para o 3º lugar final, a 2,3 segundos do vencedor.
Somados os tempos, Hélder Silva conquistou para a Power House a segunda vitória da temporada, com José Correia a repetir o 2º lugar de Murça, mas, todo o filme desta prova deixa antever que vamos ter um campeonato muito disputado.
Logo atrás do “trio de ataque”, ficou Nuno Guimarães.
O “Capitão da Montanha” trata ‘por tu’ o seu Silver Car da NJ Racing e, sobretudo no domingo, com piso seco, guindou-se ao 4º posto da geral, vencendo sem oposição a Divisão Protótipos B, aqui na frente de Victor Bessa, num PRM.
Logo atrás, no 5º posto da tabela de tempos absoluta, encontrámos um dos mais bem sucedidos pilotos de montanha desta geração. Tetracampeão nacional em título dos Turismos, Luís Nunes está a transformar esta sua migração para a categoria Super Challenge num ‘passeio no parque’.
O andamento que o transmontano da Nunes Sport impõe ao seu Skoda Fabia R5 é, no momento, inalcançável para toda a concorrência desta categoria, onde o pódio absoluto recebeu ainda o regressado Luís Silva, 2º no BMW M3 d Famaconcret, com o jovem Miguel Matos a reclamar o 3º posto, mercê de uma condução fabulosa aos comandos de um Peugeot 106 Maxi da RG.
Nesta categoria, Luís Nunes venceu o Grupo SC A, Luís Silva o SC D e Miguel Matos o SC C, cabendo a Gonçalo Janeira (Citroen AX GTi) reclamar o triunfo nas contas do grupo SC B.
Voltando à geral, o 6º lugar final também ficou no seio da Nunes Sport. Desta feita, Luís Delgado, o novo ‘pupilo’ da formação, não superou o seu chefe de fila, mas esteve, uma vez mais, muito forte, acabando por vencer a Categoria Turismos e a sua respetiva Divisão 2. O piloto do Cupra Leon Competicion TCR não teve tarefa fácil, chegando a essa vitória entre os Turismos só no domingo, onde foi claramente o mais rápido.
O pódio dos Turismos viu o 2º posto voltar a pertencer a Joaquim Teixeira, no Cupra TCR da JT59 Racing Team/Bompiso, com o murcense a extrair tudo o que pode da versão antiga do carro catalão.
Colaborando para que o pódio dos Turismos fosse tirado a papel químico da primeira prova, em Murça, Parcídio Summavielle voltou a estar intenso na condução do Renault Clio RS R3 da MNE Sport. Não teve vida fácil no sábado, onde um toque lhe arruinou a única subida de prova. No domingo, abriu o livro e assinou tempos de fino quilate, subindo ao 3º lugar da categoria e dominando na Divisão 3.
Uma referência para nova vitória alcançada por Carlos Gonçalves (Mitsubishi Lancer EVO X) na Divisão 1.
Na Categoria GT, a luta pela vitória durante a jornada de domingo já não contou com Gabriela Correia. As mazelas que o Mercedes sofreu no toque tido na subida de prova de sábado, forçou a “Princesa da Montanha” ao abandono.
Vítor Pascoal viu assim mais aberto o caminho para conquistar o primeiro triunfo da temporada, e, mesmo contando com a forte oposição do espanhol Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP), foi sempre o mais rápido e saiu da Penha não só com um triunfo justo, mas já na liderança do campeonato.
Garcia e Castro foi um justo 2º colocado, enquanto José Carlos Magalhães a levou com maestria o Porsche 911 GT3 CUP da MNE Sport ao 3º lugar, repetindo o pódio da rampa inaugural.
Tiago Pinto trouxe até à Penha o LBS Motor Club RX 01, sendo o único participante nas lides da Taça de Portugal de Kartcross de Montanha. Sofreu com alguns problemas mecânicos, mas, ao longo do fim-de-semana, foi conseguindo ser cada vez mais rápido, adaptando-se às exigências diferentes da modalidade e conquistando o aplauso do público, pela sua condução exuberante.
Uma palavra final para a organização. Célere e correto nas respostas a todos os incidentes, o Demoporto conseguiu, uma vez mais, rubricar uma atuação de grande nível. Nota alta para o clube portuense.
Agora, as atenções da “Família da Montanha” viram-se para sul. Daqui a três semanas, a 22 e 23 de abril ,será a vez do Clube de Motorismo de Setúbal entrar ao serviço, organizando mais uma edição da Rampa Pêquêpê Arrábida.
O vila-realense repetiu a dose letal de Murça. Foi à 44ª Rampa da Penha Paisagem oferecer ao público um “show” de condução agressiva e eficaz, colocando o seu bem preparado Citroen Saxo VTS no comando do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group de fio a pavio na prova organizada pelo Demoporto.
Nove subidas no programa, nove vezes o melhor tempo, sempre a distâncias confortáveis dos opositores mais afoitos. Eis a sinopse da “’cavalgada’ infernal de Pedro Alves a caminho de uma vitoria incontestada, entregado de bandeja o foco do interesse competitivo para a luta pelos dois restantes lugares do pódio.
Aí sim, tivemos emoção até ao final, com dois pilotos a destacarem-se e a discutirem entre si as posições.
Autor de uma prova sempre em crescendo, utilizando o dia de sábado para conhecer o seu Nissan Sunny 4WD, o consagrado Aníbal Rolo foi extraindo paulatinamente todo o potencial dos quase 300 cavalos do carro nipónico, guindando-se ao 2º lugar final na última subida de prova, daí desalojando José Coimbra (Opel Astra).
Mas para o piloto do carro alemão, este terceiro posto representou uma segunda subida consecutiva ao pódio dos Legends, em outras tantas corridas do ano, cimentando a sua 2ª posição na tabela pontual do campeonato, embora agora ainda mais longe do líder destacado.
Uma palavra para a estreia de Ivânia Loureiro, aos comandos de um Peugeot 205 e autora de uma prova muito positiva, terminando no 6º lugar. A Montanha continua a ser uma modalidade que atrai cada vez mais as pilotos femininas e Ivânia foi uma das duas “rookies” presentes.
A jornada da 44ª Rampa da Penha Paisagem Protegida reservada ao Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group transformou-se numa pelicula de ação com duas partes distintas. No final, José Pedro Gomes levou a melhor.
Se na tirada inaugural de sábado, Flávio Sainhas ostentou a sua superioridade, tendo a sua tarefa facilitada pelos problemas de direção que afetaram o Ford Escort RS 1800 de José Pedro Gomes, fazendo optar por nem participar na única subida de prova saturnina.
Mas, no ambiente soalheiro de domingo, o enredo ‘virou o bico ao prego’ e o filme sofreu uma transformação completa. Nada condicionado pela lógica pressão de ser forçado a registar dois tempos, nas duas subidas de prova do derradeiro dia de competição, para poder ser estar na classificação final, o consagrado causídico montalegrense foi capaz de elevar o nível competitivo a tal ponto que, sobretudo na 2ª Subida de Prova, o fez rodar muito rápido e ser capaz de mudar o jogo a seu favor, terminando o dia com uma saborosa vitória, a primeira do ano.
E Saínhas não esteve longe, terminando a escassos 835 milésimas de Pedro Gomes, mantendo o comando do campeonato, após duas provas.
A ‘batalha” está ao rubro! A dar sinais de que se vai juntar ao duo em destaque nesta fase inicial da época, está Fernando Salgueiro.
O bicampeão nacional realizou uma exibição muito sólida, melhorando paulatinamente os seus tempos, garantindo o 3º lugar e terminando o fim-de-semana a rodar ao mesmo nível dos dois primeiros. Parecem resolvidos pela MNE Sport os problemas no Ford Escort MKII do piloto do Caramulo Racing Team, que continua a ter todas as possibilidades de lutar pela renovação do cetro nacional de Clássicos.
A 44ª Rampa da Penha Paisagem Protegida transformou-se numa Jornada muito animada entre os 1300, com um trio de pilotos a destacar-se na luta permanente pelos melhores tempos, ao longo dos dois dias de competição.
No sábado, Armando Freitas (Toyota Starlet) saiu deste dia inaugural no comando, mas o fafense esteve longe de exercer um domínio musculado, como é seu hábito. Na subida de prova, superou o regressado Francisco Milheiro (Peugeot 106), mas por míseras 341 milésimas de segundo , tendo ainda João Diogo Santos (Fiat Punto) a singelas 5 décimas.
O duelo a 3 prometia ser aceso no decisivo dia de domingo. E assim foi, com todos a disputarem taco-a-taco os melhores tempos, tendo Milheiro e Freitas concluído as subidas de prova com uma diferença de 603 milésimas de segundo, no agregado dos dois melhores tempos, com João Diogo Santos um pouco mais atrás.
Já após a entrada em parque fechado e, no seguimento das verificações técnicas finais, o Peugeot 106 de Francisco Milheiro foi considerado não conforme a sua ficha técnica, incorrendo assim no incumprimento do artigoº 10.8 das Prescrições Gerais do Automobilismo e Karting 2023 e do artigoº 11.9 do Código Desportivo Internacional, sendo por isso o piloto desqualificado.
Armando Freitas conquistou o segundo triunfo da época, João Diogo Santos assegurou novo 2º posto e o regressado João Silva (Peugeot 106 Rallye) subiu ao 3º lugar, juntando assim mais um pódio ao seu palmarés.
José Pedro Figueiredo trouxe o seu Datsun 1200 desde Portalegre para ser o melhor nos Clássicos 1300.
O CPM1300 JC Group acolheu uma estreia feminina nesta Rampa da Penha. Catarina Silva, segunda geração do clã Silva do Famaconcret Racing Team, utilizou com muita garra um Citroen C1 e, nem dois incidentes, a fizeram baixar os braços, terminando no 7º posto.