Categoria: Ralis

  • Marco Ferreira: “Estamos frustrados e desiludidos com a nossa prestação no Algarve!”

    Marco Ferreira: “Estamos frustrados e desiludidos com a nossa prestação no Algarve!”

    Um problema elétrico no Citroen Saxo colocou a dupla Marco Ferreira/Edgar Gonçalves fora de prova, logo na 3ª classificativa do Rallye Casinos do Algarve.

    O piloto de Santiago do Cacém e o seu navegador Edgar Gonçalves apresentaram-se à partida do Casinos do Algarve cientes de que iria ser “uma prova diferente das outras provas que compõem o Campeonato Start Sul de Ralis, com mais de 100kms de troços em terra e quase 500kms de ligações, com 78 inscritos nos diversos campeonatos. Apesar de termos um objetivo ambicioso para o Campeonato queríamos, acima de tudo,  fazer a prova sem problemas e pontuar”.

    A abrir o rali, a dupla enfrentou a Super Especial noturna no centro da Cidade de Lagos, conseguindo o 5º melhor tempo entre o plantel do Start Sul, liderando logo a classe.

    “Foi um bom arranque. Estava uma multidão a ver e correu-nos bem. Percebemos de imediato que este novo motor, apesar de mais potente, tem uma faixa de utilização diferente do anterior, o que nos deixou com a convicção que poderíamos ter feito melhor”.

    O longo dia de sábado contemplava 2 passagens por 4 troços extremamente duros. A equipa alterou o setup do carro e escolheu um tipo diferente de pneus, levando, à cautela, dois suplentes.

    Marco Ferreira e Edgar Gonçalves, a exemplo de grande parte da caravana, não fariam a 1ª passagem por Silves, pois o troço neutralizado, tendo depois de aguarda rapidamente mais de uma hora até que a prova fosse retomada.

    “A organização, no nosso intender deixou muito a desejar, quer pelos horários quer pelas decisões dos comissários desportivos”.

    Mas, foi com foco e determinação que Marco Ferreira arrancou para os 12,11 km de Perna Seca 1, só que, uma vez mais, a sorte nada quis com as justas pretensões da equipa: “arrancámos bem, mas com cautelas, a tentar reaprender o carro e a condução nestes pisos.  Cerca do quilómetro 5 km senti que algo não estava a 100%. O motor começou a falhar de forma intermitente e ao quilómetro 9 a falha era tal que nos vimos forçados a parar, aparentemente com problemas elétricos. Foi mais um balde de água fria!”.

    Marco Ferreira não esconde a desilusão: “Voltar a abandonar um rali desta maneira é algo nos deixa frustrados e desiludidos com a nossa prestação, e ficou uma vez mais provada a enorme importância que têm os testes pré-corrida, os quais não conseguimos fazer por dificuldade em encontrar locais seguros e em condições de os fazermos”.

    O piloto quer agora “virar a página rapidamente e preparar da melhor forma o rali de Portimão. Foi bom voltar a ver mutos amigos e um parque de assistência repleto de grandes equipas, pilotos e carros do melhor que há em Portugal. Um agradecimento ao Edgar Gonçalves e ao Marcilio Martins, e em especial às nossas famílias e aos nossos patrocinadores, que acreditam no nosso projeto”.

  • Pedro Silva: “novo Top 5 é resultado muito positivo

    Pedro Silva: “novo Top 5 é resultado muito positivo

    Na sua estreia no Algarve, a dupla da Beira Baixa, Pedro Silva e Roberto Santos, aos comandos do seu Peugeot 208 Rally4., rubricou uma exibição sólida e terminou no 5º lugar, somando a segunda pontuação forte da época.

    A dupla teve a dificuldade de estar a abrir estrada, portanto, teve mais falta de tração do que outros concorrentes que estavam atrás deles, diz Pedro Silva, de qualquer forma: “São ralis e estamos todos sujeitos a abrir estrada, era notória a falta de tração, mas soubemos lidar com isso, basicamente evitámos algumas saídas. Quanto ao resultado, pensamos que foi muito positivo considerando a força da competição nesta prova em que éramos mais de 20 participantes. Queremos dizer uma palavra a todas as pessoas que nos apoiaram, tanto os que estiveram pessoalmente como de longe, contamos com todos no Rally de Aboboreira”.

    A próxima ronda do CPR será dias 29 e 30 de Março em Amarante, Baião e Marco de Canavezes.

  • Três furos e um formato de prova questionável deixaram Paulo Neto arredado da luta pelos objetivos

    Três furos e um formato de prova questionável deixaram Paulo Neto arredado da luta pelos objetivos

    Paulo Neto e o seu navegador Nuno Mota Ribeiro viajaram até ao Algarve para a segunda ronda do Campeonato de Portugal de Ralis. O objetivo estava definido à partida: lutar pelo top 5 e aproveitar os troços “mundialistas” que já fizeram parte do Rali de Portugal, por onde passaram os WRC. Apesar de se ter divertido ao volante do seu Škoda Fabia Rally2 evo, Paulo Neto teve de se contentar com o nono lugar no CPR, 10º à geral. Três furos custaram caro à dupla inserida da ARC Sport e o resultado acaba por não espelhar o bom ritmo que Paulo Neto conseguiu colocar nos duros troços algarvios. A prova ficou também condicionada no primeiro troço, em que as curtas distâncias entre carros no troço, tirou visibilidade devido ao pó que se levantava a cada passagem. No final da prova, Neto estava agradado por ter conseguido mostrar um ritmo interessante, apesar de isso não se refletir na classificação final: “Gostei do rali. Os troços são espetaculares, um pouco duros, mas muito divertidos. No entanto, a nossa prestação ficou condicionada logo no primeiro troço. Fizeram-nos sair com um minuto de intervalo entre os concorrentes e, como tal, apanhamos muito pó, o que nos atrasou. No entanto, entramos num ritmo bom e começamos a fazer tempos satisfatórios, mas acabamos por furar três vezes, uma de manhã e mais duas de tarde, o que nos arredou da luta pelo top 5. Apesar do resultado não ter sido o melhor, saímos desta prova com bons apontamentos para o futuro.”

    Paulo Neto mostrou-se pouco agradado com o novo formato de Rali Único utilizado pela primeira vez, e acredita que a segurança fica posta em causa com esta nova formulação: “Eu avisei logo no início os responsáveis que o tempo entre concorrentes era demasiado curto e que colocava em causa a segurança da prova, com a pouca visibilidade pelo pó que se levantava. E isso acabou por se confirmar logo no segundo troço em que passamos a ter 2 minutos de intervalo entre concorrentes. Depois, os incidentes na PE2 atrasaram ainda mais a prova e acabamos com dois troços anulados, o que retirou quilómetros ao rali, que podia ter um desfecho diferente. Este modelo do Rali Único tem de ser repensado, pois vimos claramente que a solução encontrada não é a melhor. Do ponto de vista de segurança, corre-se o risco de carros mais lentos que estejam a abrir a estrada, sejam apanhados pelos carros do CPR, ou pior, um desses carros mais lentos ter um problema e obrigar a cancelar o troço. A ideia do Rali Único tem potencial, mas só se for executada de forma diferente. Eu falei com os responsáveis da prova e deixei bem vincada a necessidade de mudanças.”

    O próximo desafio está agendado de 28 a 29 de abril, com o Rali Terras D’aboboreira.

  • João Vinha: “o Casinos do Algarve é um rali brutal, mas muita coisa tem de mudar!”

    João Vinha: “o Casinos do Algarve é um rali brutal, mas muita coisa tem de mudar!”

    A segunda prova da temporada do Campeonato Promo de Ralis transformou-se num “calvário” não apenas para o piloto da Quatro Quartos Motorsport, mas para grande parte do pelotão. Para além disso, a sorte nada quis com João Vinha e Marco Vilas Boas, que foram forçados a abandonar com um problema técnico.

    O Rallye Casinos do Algarve 2023 vai ficar na memória de todos, mas não pelas melhores razões. E no caso particular de João Vinha, a prova algarvia revelou-se completamente aziaga para as justas ambições do penafidelense.

    Ainda antes da competição, a dupla do Mitsubishi Lancer EVO VI alinhou nas sessões de Free Practice e de Qualifying, mas com o intuito de “desfrutar, até porque o piso era completamente diferente dos pisos do rali. Nem me preocupei minimamente com tempos, mas sim em perceber se as afinações do carro estavam bem e andarmos por puro prazer”.

    No início da noite de sexta-feira, arrancaram para a Super Especial noturna de abertura, andando forte e almejando conseguir o 4º melhor tempo entre os Promo: “Andei rápido, embora sem exageros e correu bem. O traçado não era agradável e, felizmente, saímos de lá sem qualquer toque”.

    Depois, bem depois, nasceu o dia de sábado, palco da “etapa rainha” da prova, que incluía oito especiais de classificação. O pesadelo começaria logo na primeira.

    Com o pelotão a arrancar de minuto em minuto, João Vinha e Marco Vilas Boas perceberam logo desde os primeiros metros da primeira passagem pela especial de Silves que estavam perante o “cabo dos trabalhos”.

    “Saímos atrás de um concorrente com um carro de duas rodas motrizes e o pó que apanhamos era tal, que eu não via dois metros para a frente!… Estivemos para sair por um par de vezes e só penso… se tivéssemos uma saída ou um acidente, com que segurança um de nós viria para a estrada, o meio da nuvem de pó pedir ajuda ou mostrar a placa de OK… Quando chegámos ao CH sai do carro transtornado e muito aflito com o pó!”.

    A partir daí, mesmo com a organização a estabelecer dois minutos de diferença entre partidas, João Vinha foi “muito cauteloso e, na especial seguinte, fomos sem ritmo”.

    Mas, à espera do pelotão estava mais um momento difícil: “estivemos parados, após 3ª PEC, por mais de uma hora, o que nos tirou por completo o ritmo. Mesmo assim, eu e o Marco decidimos tentar atacar na segunda passagem pelos dois troços, mas, infelizmente, não tínhamos ainda feito dois quilómetros da primeiira delas, quando a roda de coroa e pinhão do diferencial traseiro partiu e nada havia a fazer”.

    Era o fim da saga da dupla da Quatro Quartos Motorsport por terras algarvias.

    “Saí do algarve muito triste, por mim e por todos os meus colegas e amigos, são mais isso do que adversários. O rali é brutal, com troços fantásticos, a merecer uma reflexão profunda sobre tudo o que correu mal, para que no futuro se evite aquilo que aconteceu nesta edição. Foi mau de mais!”.

  • EFC Rally Team tece duras críticas ao Rallye Casinos do Algarve

    EFC Rally Team tece duras críticas ao Rallye Casinos do Algarve

    A equipa que inscreve a dupla formada por Ernesto Cunha e rui Raimundo no CPR2RM enviou hoje às redações um duro comunicado sobre a prova algarvia, que aqui reproduzimos na íntegra:

    Poderia ser o título de um qualquer filme ou livro de ação, mas não, é mesmo o Rali Casinos do Algarve. A verdade é que a EFC Rally Team, viu-lhe ser retirada qualquer hipótese de lutar pela vitória, ainda antes de o rali arrancar.

    Com a mesma postura coerente e forma de estar honesta que caracteriza a nossa equipa, desde o primeiro dia que decidimos competir e investir neste desporto, temos demonstrado ao longo dos anos, para além de competência, um enorme respeito e fair-play pelos nossos adversários e demais intervenientes da modalidade. Gostamos muito de ganhar, mas sabemos perder e reconhecer o mérito a quem o tem, e esta crónica dos acontecimentos passados no Rali Casinos do Algarve, não belisca a boa prestação dos nossos adversários, mas sim pretende que seja feito um relato factual dos acontecimentos que nos visaram directamente e que nada tem a ver com competência desportiva nossa, antes pelo contrário. 

    Sabíamos de antemão que as mudanças regulamentares impostas para esta época desportiva, iriam trazer novos desafios, e como em qualquer situação de mudança, existe um período de adaptação e até de correcção se necessário. O que não sabíamos era que o modelo implementado iria colocar em causa a verdade desportiva dos campeonatos, desvirtuando os mesmos, ao ponto de se tornar um luta inglória e desigual.

    Nos ralis, haverão sempre aqueles que partem mais à frente e os que partem mais atrás, faz parte do jogo, têm é de ser dadas as mesmas oportunidades a todos. E quando dois concorrentes que disputam a liderança de um campeonato (como tem sido habitual nos últimos anos), partem separados por mais de 40 carros, algo não está bem. No Rali Serras de Fafe, também existiu uma diferença entre concorrentes, mas nesse caso foi uma opção dos mesmos, todos tinham a possibilidade de se inscrever no Campeonato da Europa, não o fizeram por escolha própria, no caso deste rali, não havia escolha possível.

    Não faz sentido um concorrente que faz o qualifying (criado para trazer verdade desportiva aos campeonatos) sair prejudicado face a outro que não faz. Não é coerente. Sabendo que isto podia acontecer, poderiam e deviam ter sido tomadas medidas por parte do clube organizador, para evitar este desfecho. Da mesma forma que usaram Jokers com concorrentes dos Rally2, deveria ter sido utilizado o mesmo critério para pilotos das 2RM.

    Outra solução que poderia ter sido adoptada, era agrupar os concorrentes presentes no Qualifying por campeonatos. Haveria uma disputa pela ordem de partida entre os Rally2, outra para os 2RM e outra para o Promo. É absolutamente descabido ter carros de 2RM a abrir a estrada num rali de terra (neste caso até foi um proto). É mau para o concorrente em questão e é mau também para os concorrentes dos Rally2, sabendo que têm à sua frente carros bastante mais lentos. Esta situação cria também outros problemas, como por exemplo, nos primeiros 10 carros na estrada, uns saem com 1min de intervalo, outros com 2, e outros com 3. Para além de não fazer sentido tudo isto, demonstra muito desconhecimento das possibilidades regulamentares que são passíveis de aplicação, bem como o que são os campeonatos e suas particularidades.

    Relativamente à atribuição de tempos, gostaríamos de dizer que entendemos a necessidade de encontrar um critério, e aplicar o mesmo de forma coerente a todos os concorrentes afectados. No entanto, após a leitura da opção tomada pela direcção de prova, e depois de aferir o resultado prático dessa aplicação entendemos que os princípios de verdade desportiva e equidade não foram de todo salvaguardados demonstrando arbitrariedade em relação ao tema.

    Ora vejamos:
    O concorrente Ernesto Cunha, fez a totalidade da PEC e regista um tempo de 11:55,8. Ao percorrer a PEC na totalidade, o concorrente assume riscos, desgasta carro e pneus, ao passo que o seu adversário que não percorreu a especial, poupou material, que pode ser aplicado nas PECs seguintes, com todas as vantagens inerentes, fica com um tempo atribuído de 11:47,7 sendo assim vencedor das 2RM nessa PEC, sem sequer ter arrancado! Que consideração fazer disto? injusto parece pouco. Com esta atribuição de tempos, a luta pela vitória nas 2RM fica totalmente desvirtuada. Invocar a verdade desportiva e princípios de equidade conforme vem plasmado em regulamentos não é suficiente se isso mesmo não se verifica e se posteriormente se tomam decisões que em tudo desvirtuam os mesmos.

    O nosso segundo lugar neste rali acaba por se mostrar, muito mais que um bom resultado, uma excelente prestação, demonstrando uma maturidade na gestão de corrida e muita assertiva na tomada de decisão pautada por uma excelente performance desportiva atendendo a todas as vicissitudes desta prova.

    Gostamos de ser sempre parte da solução e nunca o problema, e entendemos haver espaço a diálogo, para que estas situações não se repitam no futuro, sob pena de cada vez mais pilotos se sentirem lesados e por conseguinte desmotivados. Isto é um desporto, que escolhemos para nos divertir e para que seja um escape da nossa vida profissional. Se o tratamento a que formos sujeitos, for continuamente alinhado por esta bitola, poderá ser tempo de pensar se este desporto nos quer cá, se quer cá as nossas empresas e o nosso investimento.

    A equipa: Ernesto Cunha e Rui Raimundo

  • Armando Carvalho “Objetivos superados em prova dura e difícil”

    Armando Carvalho “Objetivos superados em prova dura e difícil”

    Com apenas sete especiais disputadas das nove especiais previstas, o Rallye Casinos do Algarve, organizado pelo Clube Automóvel do Algarve, marcou o arranque do Campeonato Promo Sul de Ralis Sul.  

    Partindo com objetivos muito claros, Armando Carvalho e Ana Santos chegaram ao final da prova algarvia bastante satisfeitos com o resultado final. “Vínhamos com o intuito de fazer o maior número de quilómetros com o Mitsubishi Lancer Evo IX, preparado e assistido pelas Domingos Sport, o que conseguimos. Este tipo de carro requer muito treino e nós já não andávamos em pisos de terra há cerca de 2 anos”, começou por referir o piloto. “Estamos bastante satisfeitos com o resultado final. Tínhamos como objetivo um top 5 no Promo Sul, mas conseguimos ganhar esta competição e sermos os segundos classificados no Promo Nacional, numa prova bastante dura e difícil deixa-nos bastante felizes e otimistas para o futuro”, continuou o piloto.

    “Entrámos cautelosos na Super Especial de Lagos para não termos surpresas pois o rali propriamente dito só começava no dia seguinte. No sábado, não completamos a primeira especial por causa do acidente do Bernardo Sousa, que levou ao atraso da prova e depois ao cancelamento das duas especiais finais do rali. A organização da prova depois retificou o nosso tempo e decidiu, na nossa opinião muito bem, alterar as partidas para de 2 em 2 minutos, que deveria ter acontecido desde o início. Tínhamos decidido partir para as primeiras passagens com cautela de forma a pudermos conhecer mais e melhor o Mitsubishi assim como também o tipo de piso das especiais. Os troços são muito duros e com alguma pedra. Atacamos mais na segunda passagem pelos troços, por nos sentirmos mais confiantes. A segunda passagem por Silves 2 divertiu-nos muito e deixou-nos confiantes. Os nossos adversários dificultaram-nos bastante a nossa tarefa e sabemos que vamos ter um campeonato difícil. Estamos bastante otimistas e saímos desta prova com indicadores muito positivos quanto ao futuro.”, frisou o piloto.

    “Um muito obrigado aos nossos patrocinadores que nos apoiam. Um enorme agradecimento à Domingos Sport por nos entregar um carro fantástico. Um muito obrigado aos nossos amigos, fãs e seguidores”, concluiu Armando Carvalho.

    A próxima prova será o 10º Rali Cidade de Portimão, disputado em pisos de asfalto, nos dias 22 e 23 de abril, cuja organização está a cargo do Clube Automóvel do Sul.

  • Fernando Teotónio: “íamos a ganhar tempo a toda a gente e fomos prejudicados pela organização!”

    Fernando Teotónio: “íamos a ganhar tempo a toda a gente e fomos prejudicados pela organização!”

    Não será pela melhor das razões que esta edição do Rallye Casinos do Algarve ficará na memória de Fernando Teotónio e Luís Morgadinho que consideram terem sido prejudicados pelas decisões tomadas pela organização.

    O piloto considera que “inaceitável que num troço em que nos tempos parciais oficiais vamos a ganhar tempo a toda a gente, a organização nos atribua depois um tempo 30 segundos superior aos nosso concorrentes diretos, subvertendo toda a verdade desportiva!”.

    Também Luís Morgadinho, team manager do Macambi Racing Team não esconde a sua indignação:

    “A prova teve uma organização muito longe de ser o espectável. Começando logo pelo tempo de partida entre pilotos (1 minuto). Em ralis de terra parece impossível ninguém dentro da organização nunca ter feito ralis para alertar para esta situação, agindo tarde e a más horas. Depois, o descalabro total na atribuição dos tempos aos pilotos que tinham iniciado a PEC 2 e tiveram que parar devido a um acidente. Aí então, não se entende de forma alguma como se prejudicam alguns pilotos e se favorecem outros, mas enfim são os decisores que temos!”.

    Mas nem por isso Teotónio e Morgadinho deixaram de andar forte e rodaram sempre entre os mais rápidos com a exceção da “segunda passagem por Silves o carro deixou de funcionar durante 30 segundos. Sem os dois incidentes, poderíamos ter ganho, como atestam os tempos que realizamos em todas as classificativas que fizemos de forma normal”, afirma Teotónio.

    Assim, tiveram de se contentar com o 3º posto nas contas do Promo, correspondente ao 2º lugar no Promo Sul e ainda na Divisão 1 do Desafio Kumho.

    O piloto quer deixar para trás todas estas circunstâncias aziagas e realça que “acabou por não ser mau de todo, pois o resultado foi positivo e deu para perceber que a Domingos Sport nos entregou um carro muito competitivo, embora não ainda na versão final. Sentimo-nos muito confortáveis com o carro!” .

    Já num outro registo, Luís Morgadinho agradeceu “a todos que nos apoiam e à nossa equipa Domingos Sport pelo Evo IX que estava muito bom, apesar de ainda não ser a versão final do nosso carro. Para a próxima já estaremos com o nosso carro no máximo e tudo faremos para vencer!”.

    E o próximo embate será o 10º Rali Cidade De Portimão, nos dias 22 e 23 de abril.

  • Nelson Silva “foi um rali difícil, mas estamos felizes com o resultado e a exibição!”

    Nelson Silva “foi um rali difícil, mas estamos felizes com o resultado e a exibição!”

    Top 7 na geral do Promo e vitória entre os X6-17, eis o pecúlio muito positivo de Nelson Silva e Paulo Silva na edição 2023 do Rallye Casinos do Algarve. A dupla rubricou uma exibição muito sólida.

    A confiança de Nelson Silva aos comandos do seu Toyota Yaris Proto cresce de prova para prova, bem como a fiabilidade e competitividade do carro nipónico, fruto do excelente trabalho que está a ser feito pela preparado pela JC Motorsport by Neighbours.

    A prova algarvia foi um desafio enorme para o vianense:

    “Foi um Deus nos ajude para abrir a estrada!”, começa por desabafar Nelson Silva, referindo-se à posição que ocupou no início da etapa de sábado. O piloto de Viana reconhece que “essa posição nos favoreceu na primeira especial, porque embora estivéssemos a limpar o troço, fomos os únicos a não apanhar com pó. Mas depois, passando todos a arrancar de dois em dois minutos, essa vantagem acabou e, aí sim, o facto de rodarmos sem referências e a deixar linhas para os de trás tornou-se uma desvantagem, num rali muito duro, com classificativas muito desafiantes, espetaculares mesmo, mas onde o desconhecimento do terreno é um enorme handicap”.

    Mas, nem esse obstáculo extra impediu a dupla que defende as cores do JPGS Rally Team de rodar sempre entre os mais rápidos do Campeonato Promo de Ralis, numa prova em que, como enfatiza Nelson Silva, a lista de participantes “era de luxo. Entre os pilotos habituais, os especialistas algarvios e alguns consagrados que participaram nesta prova, tínhamos mais de uma dezena de candidatos a lutar pelos lugares cimeiros, o que ainda nos deixa mais orgulhosos pelos tempos que assinamos e pela nossa posição final”.

    O 7º lugar final nas contas do Promo, que correspondeu a um triunfo claro entre os X6-17, assume-se como “um bom resultado. São pontos preciosos que recolhemos para um longo campeonato e, acima de tudo, saímos do Casinos do Algarve felizes pela evolução no nosso ritmo e pelo atual estado de competitividade do nosso Yaris. Quero dar os parabéns à nossa equipa e agradecer aos nossos patrocinadores. Agora, vamos começar a preparar o Rali Terras D’Aboboreira”.

    O Terras D’Aboboreira, que percorrerá os concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses, vai decorrer nos dias 28 e 29 de abril.

  • Paulo Anselmo assina exibição de topo e vence o Start Sul no Casinos do Algarve

    Paulo Anselmo assina exibição de topo e vence o Start Sul no Casinos do Algarve

    Aos comandos do seu renovado BMW 318i Compact, o piloto de Olhão foi capaz de ultrapassar toda a dureza do Rallye Casinos de Algarve 2023, estando sempre entre os mais rápidos e eficazes do Start Sul, garantindo uma saborosa vitória nesta abertura de época, juntando ainda o triunfo na Divisão 2 do Desafio Kumho.

    Paulo Anselmo e André Silva construíram o triunfo, mercê da sua garra, inteligência tática e capacidade para utilizarem a fiabilidade do BMW para ultrapassarem todas as armadilhas da prova. Isto numa edição do rali que foi para Paulo Anselmo “muito especial. A primeira participação foi há 25 anos e comemoramos a efeméride da melhor maneira!”.

    O arranque da prova foi muito positivo: “entramos na Super Especial na sexta à  noite com o intuito de divertirmo-nos e ao público e, ao mesmo tempo, fazer uma boa classificativa”, acabando por estabelecer a segunda melhor marca entre os concorrentes do Campeonato Start Sul de Ralis.

    Depois, a dupla do BMW entrou na longa etapa de sábado “com muita expectativa e com moral para andar rápido, mas por causa do acidente do Bernardo Sousa, estivemos 2 horas parados e perdemos por um bocado o ritmo. Mas, rapidamente voltamos a andar rápido e começamos a fazer bons tempos”, chegando ao fecho da seção matinal no comando e com quase dois minutos de vantagem.

    Na seção vespertina, Paulo Anselmo e André Silva mantiveram o ritmo e desfrutaram “dos troços, que eram espetaculares, muito rápidos, mesmo à mundial. Divertimo-nos muito e foi pena só terem sido feitos uma vez cada”.

    Saboreado o espumante da vitória, Paulo Anselmo assumia ser grande “a felicidade que sentimos com esta dupla vitória, na geral do Start Sul e entre os Kumho 2. Agora temos de pensar no Rali de Portimão, que é já daqui a três semanas”.

    O Piloto destacou ainda “o meu navegador André Silva, pelo excelente trabalho que fez”, deixando uma palavra final “para os nossos patrocinadores, Tisauto Peças Auto, dos Lubrificantes Eni, da Linergel Construções, da Funerária Correia, da Heyner Germany, da União das freguesias de Moncarapacho e Fuseta, do Município de Olhão, da Serviplaco, da DM PNEU e da Amplos Desejos Caixilharia PVC, a quem dedicámos esta vitoria!”.

  • Henrique Rodrigues: “faltou alguma confiança no Algarve, não foi o nosso fim de semana!”

    Henrique Rodrigues: “faltou alguma confiança no Algarve, não foi o nosso fim de semana!”

    Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues viveram no Rallye Casinos do Algarve uma das mais duras e difíceis provas da sua carreira. O 8º lugar na geral do Campeonato Promo de Ralis e o 5º posto entre os Kumho 1 acabaram por ser resultados positivos, após uma prova de sacrifício.

    Foi um fim-de-semana duro. Num rali onde incidentes, pó e alguma desorganização, se aliaram para tornar a prova ainda mais difícil, a dupla foi forçada, a partir de uma certo ponto, a fazer uma gestão que lhes permitisse terminar e recolher pontos para as duas frentes onde está envolvida.

    A partida e perante uma lista de participantes muito enriquecida, o piloto duriense tinha perfeita noção de que “iria ser difícil conseguirmos um top 5 no Promo, por estarem muito bons pilotos inscritos, com bons carros e o rali ser desconhecido para nós tendo os reconhecimentos permitido ver que seria uma prova muito desafiante”.

    E, logo no arranque, as coisas não foram fáceis.

    “Na sexta-feira, no Free Pratice, demos um toque e arrancámos o para-choques, mas na passagem de qualificação fizemos o quarto melhor tempo entre os Promo, o que nos deixou satisfeitos. Na escolha da ordem de partida, escolhemos partir em décimo, o que foi bom por um lado, mas, por outro, no arranque da primeira das especiais da longa etapa de sábado, nos custou fazer a classificativa com a diferença para o carro da frente de apenas um minuto, o que devido ao muito pó, nos causou vários contratempos.”.

    Henrique Rodrigues não esconde que esse foi um momento decisivo: “estava demasiado perigoso arriscar, porque não se via nada para a frente, parecia nevoeiro cerrado, chegamos mesmo a cometer dois exageros na procura de andar mais rápido naquelas condições! Isto passou-se com muitos pilotos, não foi só connosco, mas acabou por me tirar a confiança e determinação de andar rápido”.

    Como tal, a dupla optou por uma toada defensiva, que lhes permitisse ‘sobreviver’ ao longo dia final, tendo sido bem sucedida nesse objetivo, arribando ao fecho da prova no 8º posto do Promo, reclamando ainda a 5ª posição na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal, que aqui tinha uma prova a contar para o Desafio Kumho Terra, objetivo que a dupla duriense quer conquistar em 2023.

    “Esperava sinceramente fazer melhor resultado”, confessou no final, Henrique Rodrigues, destacando que “o carro esteve perfeito. A Matos Competições, continua a colocar-nos nas mãos um carro perfeito, por isso sou eu que tenho de fazer o resto, no entanto não estava nos meus dias para pilotar, faltou alguma confiança em alguns momentos do rali, este não foi o nosso fim de semana!”.

    O piloto elogia os troços: “são espetaculares, o troco de Messines é qualquer coisa de alucinante, é preciso ter muito sangue-frio para andar rápido e isso também me faltou… não estava confiante, no entanto é uma delícia e adrenalina fazer aquele troço”, mas não deixa de enfatizar que “o rali foi estranho. Na minha opinião, teve um pouco de falta de organização, podendo ser melhoradas algumas coisas em termos de timings. Passamos muito tempo há espera e não havia necessidade ou talvez seja por questões de protocolo e marketing. Mas não temos de esperar tanto tempo por algumas coisas”.

    Em relação ao campeonato os pontos amealhados foram importantes e Henrique Rodrigues aponta já à próxima prova:

    “Queremos trabalhar para fazermos um bom rali da Aboboreira, que será o último em pisos de terra, que é o piso que mais gosto de andar. Agradeço aos patrocinadores o grande apoio que dão e a todos os nos que estão sempre a apoiar”.

    O Rali Terras D’Aboboreira, que percorrerá os concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses, vai decorrer nos dias 28 e 29 de abril.