Armindo Araújo deverá concretizar o seu regresso ao CPR e Team Hyundai Portugal deixa em aberto a hipótese de apresentar um segundo piloto no lugar do malogrado Craig Breen.
São nada menos que 94 os pilotos inscritos no Rali Terras D’Aboboreira (28 e 29 abril), a terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e segunda do novo formato do FIA-ERT (European Rally Trophy), formando um plantel de grande qualidade, sendo de destacar a participação de quatro pilotos que competem habitualmente no WRC2 e vêm preparar a sua participação no Vodafone Rally de Portugal.
Alejandro Cachon (Citroen C3 Rally2), Norbert Herczig (Skoda Fabia Rally2 Evo), Marco Bulacia (Skoda Fabia R5) e Rakan Al Rashed (Skoda Fabia R5 Rally2) são as “estrelas” forasteiras, num total de 12 nacionalidades diferentes, apostadas em abrilhantar a discussão dos primeiros lugares com os principais protagonistas do CPR. Referência para o mais do que provável regresso da dupla Armindo Araújo/Luís Ramalho, que ainda vai fazer um teste com o carro da The Racing Factory, mas deve receber “luz verde” médica para voltar aos comandos do Skoda Fabia Rally2 Evo, e ainda para a dúvida deixada em aberto pelo Team Hyundai Portugal, que mantém a hipótese de inscrever um segundo piloto no i20N Rally2 guiado em Fafe e no Algarve pelo malogrado Craig Breen.
Recorde-se que a dupla Miguel Correia/Jorge Carvalho (Skoda Fabia Rally2 Evo), vencedora da edição 2022 do Rali Terras D’Aboboreira, é a atual líder do CPR, depois de somar dois segundos lugares nas duas jornadas anteriores e a prova do Clube Automóvel de Amarante contará com uma verdadeira “casa cheia” no que toca à presença dos principais pilotos portugueses, até porque pontua também no Campeonato Portugal de Ralis 2RM (duas rodas motrizes) e no Campeonato Portugal de Júnior de Ralis. Mas não só, porque outros pontos de interesse estarão centrados, também, nas duas principais competições monomarca da Península Ibérica: Peugeot Rally Cup Ibérica e Toyota Gazoo Racing Iberian Cup.
De assinalar que esta edição 2023 do Rali Terras D’Aboboreira faz parte igualmente dos calendários do Campeonato de Portugal de Clássicos, do Campeonato Promo de Ralis, do Campeonato Promo de Ralis Norte, do Campeonato Start Norte de Ralis e ainda do Rally & You Portugal Cup.
Depois do sucesso no Casinos do Algarve, Paulo Anselmo e André Silva viram agulhas para os pisos de asfalto da edição 2023 do Rally de Portimão, segunda prova da temporada do Campeonato Start Sul de ralis, contando ainda para o 6º Desafio Kumho Portugal.
E a palavra de ordem da dupla do BMW 318i Compact é só uma: fazer uma prova que lhes permita manter as lideranças no campeonato e no Desafio Kumho.
“Vamos participar no Rally de Portimão para amealhar o máximo de pontos possíveis para o Campeonato Start Sul e continuarmos líderes. No entanto, estamos cientes das dificuldades que vamos encontrar. A concorrência será muito forte e, em asfalto a nossa competitividade fica afetada perante equipa com carros mais adaptados a este tipo de piso. Para além disso, o pouco tempo que mediou entre o Casinos do Algarve e esta prova, causou-nos muitos problemas na mudança do BMW de terra para asfalto. Pr essa razão, optei por participar em Portimão com a suspensão de terra que usei no Rally Casinos do Algarve e só baixamos um pouco o carro para tornar mais rápida a preparação. Foi a solução possível!”, revela Paulo Anselmo.
O piloto de Olhão chama a atenção para “este calendário de provas que está mal feito. Deviam repensar o calendário em 2024. Participamos numa prova duríssima em piso de terra à 3 semanas e agora vamos para asfalto. Depois, voltamos a uma prova em piso de terra e isso torna muito difícil e muito cara a preparação dos carros. Não somos profissionais nem temos orçamentos gigantescos!”.
Paulo Anselmo termina agradecendo “aos nossos patrocinadores, Tisauto Peças Auto, dos Lubrificantes Eni, da Linergal Construções, da Funerária Correia, do Kallino’s Café, da Heyner Germany, da União das freguesias de Moncarapacho e Fuseta, do Município de Olhão, da Serviplaco, da DM PNEU e da Amplos Desejos Caixilharia PVC. Sem eles, não era possível continuarmos a correr e tudo faremos para lhes dar mais uma alegria”.
Os pisos de terra do Rali Casinos do Algarve marcaram a estreia da dupla Armando Carvalho e Ana Santos por terras algarvias, onde venceram a prova do Campeonato Promo Sul de Ralis.
“Vencemos o Rali Casinos do Algarve nas contas do Promo Sul de ralis e agora vamos até ao asfalto de Portimão, piso onde não estamos tão à vontade, para lutar pela liderança desse campeonato”, começou por referir o piloto. “Apesar de estarmos na liderança ainda não garantimos a presença na totalidade do Campeonato Promo Sul de Ralis”, salientou o piloto.
“Já temos um melhor conhecimento do Mitsubishi Lancer Evo IX, mas os pisos de asfalto não são o nosso “habitat”, o que não nos impede de arregaçarmos as mangas e lutarmos por um resultado no topo da classificação do rali. Prevemos uma prova com muita luta, onde vamos ter uma concorrência muito forte e com melhor conhecimento do terreno, mas, ainda assim, queremos ser rápidos e não cometermos erros que ponham em causa a nossa prova e hipotequem a nossa participação no resto do campeonato. Vamos preparar a prova da melhor forma pois, temos a perfeita noção das dificuldades, mas ainda assim um top 3 seria um fantástico resultado.”, disse o piloto.
“O nosso objetivo é pensar prova a prova pelos lugares cimeiros e, que isso nos ajudem a garantir a presença nas restantes provas do Campeonato Promo Sul de Ralis.”, concluiu Armando Carvalho.
O Rali Cidade de Portimão, organizado pelo Clube Automóvel do Sul irá decorrer nos dias 22 e 23 de abril. Disputado em pisos de asfalto, a prova terá início dia 22 abril com a passagem pelos 2,51km da Super Especial Portimão. No dia 23 de abril, a prova terá tripla passagem pelos 17,20km de Senhora do Verde e dupla passagem pela especial Montes de Cima com 6,30km. A hora prevista para o pódio é às 16h na Zona Ribeirinha de Portimão
Summavielle conquistou o 2º lugar entre os Start Norte, levando, juntamente com o seu navegador Jorge Oliveira, o seu Renault Clio R3 RS da MNE Sport ao 4º lugar absoluto da prova famalicense.
Depois de três vitórias consecutivas, em duas modalidades diferentes, Parcídio Summavielle tinha no Rali de Famalicão mais um desafio. O piloto de Fafe estreava-se na prova do Team Baia e o desconhecimento dos troços fê-lo abordar a prova num registo conservador, sobretudo na seção inicial, que terminaram no 3º posto da tabela reservada aos concorrentes do Start Norte de Ralis.
De tarde Summavielle e Oliveira intensificaram o andamento e levaram o Renault Clio R3 RS da MNE Sport ao topo da tabela de tempos nas duas classificativas realizadas, abordando a dupla passagem de fecho pela Super Especial noturna já na 2ª posição, que manteriam até final.
“Um rali muito complicado, porque nunca cá tínhamos corrido. É um rali muito rápido, que exige muita certeza e onde o conhecimento do traçado é fundamental, para se ter as trajetórias corretas e certeza quanto aos pontos de travagem. Na parte da manhã tivemos algumas dificuldades com os pneus. Este ano estamos a correr com a Hancook e ainda estamos a conhecer as características dos pneumáticos. Por outro lado, temos a Rampa da Arrábida já no próximo fim-de-semana e tínhamos de ter muito juízo. Foi o que fizemos, sobretudo de manhã. De tarde andamos mais rápido, ganhámos os dois troços e acabamos por sair satisfeitos de Famalicão com o resultado”.
O fafense não deixou de dar os parabéns “ao Jorge Carvalho pela vitória. Está bem entregue, pois andou muito bem. Nós continuamos a ter uma época excelente e agora vamos nos focar na Arrábida, para defender a liderança na Montanha”.
A Rampa Pêquêpê Arrábida realiza-se nos dias 22 e 23 de abril e Parcídio Summavielle tudo fará para manter a invencibilidade nas lides da Divisão Turismos 3.
O maior evento desportivo anual realizado em Portugal regressa à estrada entre os dias 11 e 14 de maio, com a 56.ª edição do WRC Vodafone Rally de Portugal. Uma super-especial na Figueira da Foz e a nova classificativa em Paredes são destaques no percurso de 329,06 quilómetros cronometrados, que volta a levar as estrelas do Campeonato do Mundo às regiões Norte e Centro do país.
Ao longo de 55 edições, desde 1967, o Vodafone Rally de Portugal afirmou-se como um dos maiores fenómenos de popularidade do desporto português, atraindo, todos os anos, centenas de milhares de adeptos até às classificativas de terra do evento. Pontuável para o Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC), a prova do Automóvel Club de Portugal continua a ser um dos ralis mais emblemáticos do panorama internacional, sendo este ano a quinta ronda do calendário, sucedendo ao Rali da Croácia (20 a 23 de abril) e abrindo a fase de terra em solo europeu (depois de uma primeira incursão pelos troços de terra no México, em março).
during the Rally de Portugal 2022, 4th round of the 2022 WRC World Rally Car Championship, from May 19 to 22, 2022 at Matosinhos, Portugal, Photo Joao da Franca / ACP
Este ano, o WRC Vodafone Rally de Portugal regressa a outro local que marcou a sua história de quase seis décadas, a Figueira da Foz, palco de uma nova super-especial de 2,28 km no centro da cidade, com a foz do Mondego e o Oceano Atlântico como pano de fundo, a fechar o primeiro dia competitivo da prova, na sexta-feira (12 de maio). Outra novidade em 2023 é uma classificativa de 15 km em Paredes, no decisivo dia de domingo (14 de maio), num concelho que continua a receber o tradicional Shakedown de abertura do rali, na quinta-feira (11 de maio), nas imediações e no interior da pista de Baltar.
Num figurino semelhante ao dos últimos anos, é na região Centro que o WRC Vodafone Rally de Portugal tem as primeiras especiais cronometradas, na sexta-feira, com duplas passagens pelos troços de Lousã (12,03 km), Góis (19,33 km) e Arganil (18,72 km), e uma passagem por Mortágua (18,15 km), antes da estreia da super-especial da Figueira da Foz.
No sábado, os concorrentes rumam ao Norte e às classificativas de Vieira do Minho (26,61 km), Amarante (37,24 km) e Felgueiras (8,91 km), que também recebem duplas passagens, antes da popular super-especial de Lousada, na pista da Costilha.
As decisões do rali também acontecem na região Norte, no domingo, com o já referido troço de Paredes, que antecede a primeira passagem pela especial de Fafe (11,18 km) e a classificativa de Cabeceiras de Basto (22,23 km). A derradeira especial, em regime de Power Stage (com atribuição de pontos-extra), volta a ser emoldurada pelos famosos cenários de Fafe. Ao todo são 19 classificativas e um percurso com 329,06 quilómetros cronometrados, por entre um total de 1636,25 quilómetros no centro e norte do país.
IMPACTO ECONÓMICO RECORDE DE 153,7 MILHÕES DE EUROS
Além de ser um dos mais emblemáticos ralis do mundo, o WRC Vodafone Rally de Portugal continua a potenciar todos os anos a economia nacional como nenhum outro evento. Em 2022, a prova atravessou 15 concelhos das regiões norte e centro do País, de 19 a 22 de maio, gerando um impacto económico recorde de 153.794.685 euros (mais de 153,7 milhões de euros), um acréscimo de 12,5 milhões (8,9 %) relativamente à edição de 2019, que antecedeu o espoletar da pandemia mundial. Estes dados foram apurados pelo Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo (CiTUR) da Universidade do Algarve, que avalia anualmente o impacto económico do evento do Automóvel Club de Portugal.
07 LOUBET Pierre-Louis (era), LANDAIS Vincent (far), M-Sport Ford World Rally Team, Ford Puma Rally 1, action during the Rally de Portugal 2022, 4th round of the 2022 WRC World Rally Car Championship, from May 19 to 22, 2022 at Matosinhos, Portugal – Photo Paulo Maria / DPPI
A despesa direta gerada no rali, formada pelos gastos conjuntos de adeptos (residentes e visitantes), equipas e organização, ascendeu a 76 milhões de euros em 2022, mais 3,6 % do que em 2019. Deste valor, mais de 78 % (59,9 milhões de euros) foi gerado por adeptos não residentes, o que ilustra os fluxos turísticos de espectadores portugueses e estrangeiros originados pelo evento. Com efeitos na balança turística, mais de metade (54,4 %) da despesa direta teve origem em adeptos ou equipas não residentes em Portugal, cujos gastos em território nacional promovem receitas por incoming que, segundo o estudo, asseguram “a realização de exportações no valor absoluto de 39.552.876 euros” (mais de 39,5 milhões de euros).
Cerca de um milhão de espectadores assistiu ao vivo à prova do ACP em 2022, e entre estes mais de 273 mil eram oriundos de países como Espanha, França, Reino Unido, Finlândia, Itália, Suécia, Irlanda, Alemanha, Polónia ou Estónia, entre outros. Em média, os turistas estrangeiros que visitaram o rali permaneceram quase três noites em Portugal (2,75 noites), com 86 % a mostrarem vontade de regressar ao país no Verão e 63 % no Inverno. Um indicador que, segundo o estudo da Universidade do Algarve, “deve ser tomado como exemplo no âmbito da promoção e animação em turismo em benefício das economias, populações e empresas”.
RECEITA FISCAL DIRETA DE 18 MILHÕES
A receita fiscal sobre o consumo gerado no WRC Vodafone Rally de Portugal superou os 18,2 milhões de euros, só entre IVA e ISP, permitindo ao Estado resgatar 24 % do impacto económico direto da prova. Para o impacto total também contribuem os valores económicos da projeção do evento e de Portugal através dos Media, a qual estima o valor monetário das notícias (AVE) difundidas pelos media nacionais e internacionais, a qual totalizou 77.714.339 euros (quase 78 milhões de euros), entre canais de televisão, meios digitais, imprensa e rádio. O tempo total de transmissões televisivas da prova cresceu 18,7 % face ao ano passado, colocando o WRC Vodafone Rally de Portugal como um dos três eventos com maior cobertura televisiva do Campeonato do Mundo FIA (WRC).
Desde que regressou ao calendário do mundial, em 2007, ano em que começou a ser analisado de forma científica pela Universidade do Algarve, o WRC Vodafone Rally de Portugal já registou 1.563,9 milhões de euros de retorno económico para o país, numa perspetiva agregada. “Tal permite concluir que, no conjunto dos impactos, o WRC Vodafone Rally de Portugal 2022 não só retoma como faz crescer as dinâmicas económicas existentes nas edições pré-pandemia COVID-19. Esta perspetiva agregada do contributo do WRC Vodafone Rally de Portugal para a economia do turismo nacional é de todo assinalável e acredita-se que inigualável por nenhum outro evento desportivo e/ou turístico regularmente organizado em território nacional”, conclui o estudo.
Na estreia do seu novo VW Polo N5, Marco Oliveira e Ricardo Sousa lutaram taco-a-taco pelo triunfo no Rali de Famalicão. Inconformado com o 2ª posto final, numa prova com tempos de duas especiais a serem atribuídos a vários pilotos de forma administrativa, o piloto de Várzea do Douro não esconde a sua revolta com o desfecho.
Demorará muito a Marco Oliveira deitar para trás a frustração que carrega desde o desfecho da prova famalicense. O piloto sente-se inconformado com a forma “como a verdade desportiva não foi respeitada, sendo no mínimo dúbios os critérios que a Direção de Prova utilizou para definir tempos de concorrentes nas duas passagens interrompidas pela especial de Louro / Arnoso Santa Eulália. Retiraram-nos a vitória ou, pelo menos, a possibilidade de lutarmos por ela de forma justa. Todo o processo de atribuição de tempos aos pilotos que não fizeram o troço, uma ou duas vezes, principalmente no que concerne ao meu principal adversário, que não completou e nenhuma das duas, é incompreensível. A mim, atribuem-me um tempo começam-me por atribuir num documento oficial o tempo de 9.24,9 na PEC 2, para mais tarde mudarem para 9.58.1!”
Realça ainda que “esse tempo é superior em 8,9 segundos ao que fiz na segunda passagem pelo mesmo troço, onde fui o mais rápido. Quanto ao meu adversário, que não fez nenhuma das passagens, foi-lhe atribuído administrativamente o mesmo tempo em ambas, colocando-o, nas duas vezes, como o mais rápido de todo o pelotão!”.
Dessa forma, para Marco Oliveira, torna-se “muito difícil de aceitar, sobretudo depois de termos questionado o Diretor e outro elemento da Direção de Prova quanto aos critérios usados e, entre outras explicações, acabarem por me dizer que tinha sido atribuído os tempos ao meu adversário, levando em linha de conta um cálculo pessoal do que hipoteticamente tinha feito nos 3 primeiros quilómetros, não existindo, ao que sabemos, cronometragem oficial com parciais nos troços. É um episódio muito triste e são decisões da organização que não percebo nem aceito!”.
Quanto à estreia do Polo N5, afirma que “apesar da fácil adaptação ao Polo N5 ainda temos algumas coisas a corrigir. Ficamos com a noção de que este é um carro que ajuda o piloto, mas ainda preciso de algum tempo para o conhecer na íntegra e poder extrair todo o seu potencial”.
No que concerne à sua prestação desportiva, o piloto revela que “a nossa primeira passagem pelos troços foi feita com um andamento rápido, mas controlado, com muita atenção ao comportamento da viatura em todos os aspetos, pois é um carro muito rápido e tínhamos de perceber essencialmente onde teríamos que travar para abordar cada trajetória. Na segunda ronda e depois de perceber que a máquina tem um comportamento extraordinário tanto na travagem e aceleração, como a curvar senti-me mais confortável. Fomos corrigindo pressões dos pneus e as afinações de suspensão, baixando consideravelmente os tempos”.
Agora, é tempo de preparar os próximos “alvos”. Marco Oliveira tem no seu calendário de 2023 “alguns ralis do Promo, como o Rali da Água e o Videiro, para além de querer alinhar em Santo Tirso e tentar tudo para repetir a vitória no Rali Taça Joaquim Santos, integrado no Penafiel Racing Fest”.
No passado fim de semana, disputou-se o Rali de Famalicão 2023, prova pontuável para os Campeonatos Start e Promo de Ralis Norte, nos quais a dupla João Pedro Sousa e Tiago Silva alinha com o Renault Clio RS.
O piloto famalicense partiu para a prova confiante: “Sabíamos que nesta prova tínhamos que ser rápidos desde os primeiros metros e assim foi. Fomos rápidos logo no troço inicial e conseguimos obter um bom resultado na classificação”.
Infelizmente, no início da segunda especial, a dupla do Renault Clio RS foi obrigada a desistir devido a um problema na caixa de velocidades. O navegador Tiago Silva expressou tristeza: “Foi uma pena isto ter acontecido logo na prova em que os nossos patrocinadores e apoiantes mais esperavam por nós, mas infelizmente são coisas que fazem parte dos ralis e não conseguimos controlar”.
Agora, irão dar o máximo para estar à partida da próxima prova, que será o Rali de Santo Tirso nos dias 4 e 5 de Maio.
Um engano na primeira especial e o motor do Mitsubishi Lancer EVO VI a trabalhar em 3 cilindros na 2ª PEC do Rali de Famalicão deitaram por terra as justas ambições de João Vinha em defender a liderança no Promo Norte de Ralis.
https://youtu.be/AHTzxQwZf_E
A prova famalicense, terceira da temporada do Campeonato Promo Norte de Ralis, ficou marcada pelo regresso pontual de Cristiano Queiroga ao banco do lado direito, por impossibilidade profissional de Marco Vilas Boas. Este estará de regresso já na próxima prova.
A dupla de Penafiel partiu para o desafio famalicense com justas aspirações a lutar pelos lugares da frente, tendo como grande objetivo defender a liderança nas contas do Promo Norte de Ralis.
Mas, logo na seção inicial tudo correu mal: “hipotecámos o resultado logo no arranque. Na 1ª PEC e ainda na parte inicial tivemos um engano e demoramos algum tempo até retomar o percurso. Foi um erro crasso onde perdemos muitos segundos e demorámos até encontrar o rumo certo a “engatar” no troço. Depois a dois quilómetros do final fizemos um pião, na zona da vacaria. Logo a seguir, na segunda classificativa, o motor ficou a trabalhar em 3 cilindros e voltamos a perder muito tempo”, saindo a dupla de Penafiel dessa ronda inicial do rali a dois minutos da frente.
Mas, não está no seu espírito deitar a toalha ao chão e João Vinha e Cristiano Queiroga abordaram a seção da tarde ao ataque, registando já tempos bem mais rápidos e logrando subir muitos lugares na geral da prova, chegando à dupla passagem pela Super Especial noturna de fecho já perto do Top 15. Ao serem os terceiro mais rápidos na passagem inicial, subiram dois lugares e, quando se preparava para rondar o Top 10, aconteceu o terceiro percalço do dia:
“Partimos rápido, estava tudo a correr bem quando um exagero meu nos fez bater num passeio e partir uma jante. Felizmente, deu ainda para terminar, mas este é um rali para esquecer. Voltou a ser uma prova de asfalto com características que favorecem os carros de duas rodas motrizes, mais leves e maneáveis, beneficiando ainda os especialistas locais, que conhecem os troços como ninguém. A juntar a isso, os nossos erros arruinaram a nossa ambição”, revela João Vinha.
Para o piloto de Penafiel, o Rali de Famalicão “fica para trás. Vamos nos concentrar no Rali Terras D’Aboboreira e no regresso aos pisos de terra, que é realmente a nossa praia. Ainda para mais, os troços são fabulosos e vamos dar tudo para andar nos lugares da frente entre os Promo”.
A prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante percorrerá os concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses, nos dias 28 e 29 de abril.
Será a estreia da Peres Competições no FPAK Júnior Team. Pedro Dias da Silva terá a seu lado a navegadora Helena Maia.
É o regresso da icónica Peres Competições ao CPR, lançando mais uma geração ao ataque da modalidade. Pedro Dias da Silva salta da baquet do lado direito para a do lado esquerdo, estando preparado para tomar o volante do KIA Picanto com que quer atacar o título do FPAK Júnior Team 2023.
“Ser piloto de ralis sempre foi o meu sonho. Após 2 fantásticos anos como navegador, onde alcancei mais do que estava à espera, vi na criação da FPAK Junior Team a oportunidade de me lançar ao volante, tendo finalmente as condições para suportar uma época inteira. Inserido na minha equipa de coração, que me viu crescer, será com um sentido de responsabilidade que alinharei nos 5 ralis que compõem o calendário, pretendendo trazer a histórica Peres Competições de volta aos títulos”, revela Pedro Dias da Silva
O jovem piloto será navegado por Helena Maia, escolha que assentou “no enorme talento que a Helena tem. Deposito nela a minha total confiança”.
O FPAK junior Team 2023 terá cinco provas, arrancando com o rali de castelo Branco, que se disputa nos dias 30 de julho e 1 de junho.
Um 3º lugar nas 2RM na abertura da época e um andamento sempre muito rápido provaram, uma vez mais, a competitividade de Artur Quintal e Vítor Henriques e só um toque que afetou a direção, impediu a dupla do Peugeot 208 Rally4 de assegurar o 2º posto.
E o arranque da 15ª edição do Rali Município de S. Vicente até nem foi o melhor, com a dupla da VFR Racing a começar com o “pé esquerdo” esta abertura da temporada na Pérola do Atlântico.
“Ficamos um pouco confusos com o sistema novo de partida e acabamos por arrancar com 6 segundos de atraso. Isso deixou-nos um pouco tensos e a prestação na Super Especial não foi a melhor”, com a dupla a registar, mesmo assim, a terceira melhor marca, a 8,8 segundos dos mais lestos nos 4,1 km de Ponta Delgada Coral.
Mas, nada como uma noite bem dormida para a motivação ficar totalmente recuperada. No sábado de manhã, Artur Quintal e Vítor Henriques partiram ao ataque e rubricaram uma exibição de luxo nessa seção matinal, assinando o segundo melhor tempo entre as 2RM nas três especiais realizadas, terminando a seção a 24,7 segundos da liderança e com 11,8 de avanço sobre os mais diretos perseguidores.
“O dia de sábado começou logo muito bem. Fizemos sempre tempos muito perto do João Silva, o que era o nosso objetivo maior para esta primeira prova. Chegamos a rodar a menos de meio segundo por quilometro, o que, atendendo ao talento do João e à sua enorme experiência, nos deixa muito satisfeitos”.
O mote para a seção vespertina final era dar continuidade ao ritmo e assegurar o 2º posto. Mas, como explica Artur Quinta, um momento menos feliz seria aziago para as justas pretensões da dupla:
Infelizmente, não conseguimos evitar um pequeno toque na primeira PEC da tarde, Grutas S. Vicente 2, perdendo muito tempo logo aí. Depois com a direção totalmente desalinhada, foi impossível manter o ritmo até ao final”, conseguindo, mesmo nessas condições, garantir o 3º posto e a consequente e saborosa subida ao pódio final, ficando a uns mínguos 6,1 segundos dos segundos colocados.
Estava assim cumprido o outro grande objetivo da prova, a que se junta a clara constatação de que a Artur Quintal e Vítor Henriques ostentam já um andamento muto competitivo com o pequeno “leão” da marca francesa de Sochaux, sendo ainda grande a sua margem de progressão.
“Fizemos um rali muito positivo, com um resultado excelente, que dedico à minha família, à nossa equipa e aos patrocinadores. O nosso andamento, sempre entre os melhores, o resultado alcançado, apesar do toque, deixa-nos felizes e acho que, afinal, se calhar, temos campeonato!”, assume Artur Quintal.
A 19ª edição do Rali Da Calheta, nos dias 5 e 6 de maio, é a prova que se segue do Campeonato de Ralis Coral da Madeira.