Categoria: Ralis

  • Vítor Pascoal “soubemos aproveitar e vencer!”

    Vítor Pascoal “soubemos aproveitar e vencer!”

    A “jogar em casa” nesta edição 2023 do Rali Terras D’Aboboreira, o piloto de Baião, navegado por Luís Martins, estreou-se da melhor forma aos comandos de um Toyota Yaris N5 preparado pela RMC Mortorsport, conquistando o triunfo nas contas do Campeonato Promo de Ralis.

    Nem o quase total desconhecimento do seu carro, nem o facto de ter pela primeira vez a seu lado Luís Martins, impediram o piloto de Baião de provar porque já possuiu 4 títulos nacionais (todos da categoria RGT) de ralis.

    Com um começo cauteloso, para poder “tomar a mão” ao Yaris N5, Pascoal terminou a 1ª etapa no apenas no 5º lugar do Promo. No sábado, dia que acolheu a 2ª e derradeira etapa, forçou claramente o andamento e saltou para o 2º posto logo após a primeira especial da jornada. Depois, chegou ao comando da classificação reservada aos concorrentes do Campeonato Promo de Ralis após a classificativa seguinte, que venceu, vendo aí os então líderes, abandonarem.

    Após ascender ao comando, Pascoal seria o mais rápido em mais duas classificativas até ao final, terminando com um confortável avanço sobre os seus mais diretos perseguidores.

    “Estamos muito felizes. Chegamos aqui sem ritmo e com um carro que praticamente desconhecíamos. Demoramos um pouco a entrar no ritmo e, na primeira fase, não conseguimos acompanhar nem o Rui, nem o Adruzilo. Na última etapa, forçamos o andamento, já mais confiantes, entretanto os dois desistiram e, quando surgiu a oportunidade de comandar e vencer, não a desperdiçamos. É uma vitória saborosa, sobretudo porque obtida neste rali e que dedico à equipa e aos patrocinadores, em especial os de Baião, que permitiram que eu participasse no rali”, sintetizou o vencedor.

    Quanto ao Toyota Yaris N5, o piloto ficou “impressionado com o carro. Tem um potencial imenso, mas que, como é lógico, exige que tenhamos um conhecimento profundo das suas características. Gostava muito de poder fazer mais ralis com ele!”. Vítor Pascoal muda agora novamente o foco para a Montanha, começando já a preparar uma das mais especiais provas do ano. Nos dias 20 e 21 de maio, o piloto participará na Rampa Internacional da Falperra e, a exemplo de 2022, fá-lo-á integrado quer no habitual pelotão do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, quer colocando o seu Porsche 991 GT3 CUP a medir forças com a nata de pilotos internacionais que irá disputar a competição reservada ao Europeu de Montanha.

  • Vítor Pascoal vence entre os Promo no Terras de Aboboreira

    Vítor Pascoal vence entre os Promo no Terras de Aboboreira

    A “jogar em casa”, o piloto de Baião, navegado por Luís Martins, estreou-se da melhor forma aos comandos do Toyota Yaris N5 da RMC Mortorsport.

    A dupla chegou ao comando da classificação reservada aos concorrentes do Campeonato Promo de Ralis após a 5ª PEC, que venceram, vendo aí os então líderes, Adruzilo Lopes e Leandro Parreira, abandonarem com problemas no Mitsubishi Lancer EVO X. Pelo caminho já tinha ficado, ainda antes da primeira classificativa do segundo e decisivo dia de sábado, Rui Madeira e Nuno Rodrigues da SIlva, que tinham dominado a etapa inaugural de sexta-feira. No entando, a embraiagem do seu Mitsubishi Space Star cedeu logo após arrancarem para a segunda etapa.

    Após ascender ao comando, Pascoal seria o mais rápido em mais duas classificativas até ao final, terminando com um confortável avanço sobre os seus mais diretos perseguidores.

    “Estamos muito felizes. Chegamos aqui sem ritmo e com um carro que praticamente desconhecíamos. Demoramos um pouco a entrar no ritmo e, na primeira fase, não conseguimos acompanhar nem o Rui, nem o Adruzilo. Na ultima etapa, forçamos o andamento, já mais confiantes, entretanto os dois desistiram e, quando surgiu a oportunidade de comandar e vencer, não a desperdiçamos. É uma vitória saborosa, sobretudo porque obtida neste rali e que dedico à equipa e aos patrocinadores, em especial os de Baião, que permitiram que eu participasse no rali”, sintetizou o vencedor.

    As duplas Rui Borges/Luís Ribeiro, em Mitsubishi Lancer Evo IX (+28,4s) e Pedro Silva/José Azevedo, em Nissan Micra N5 (+5m11,3s), completaram, por esta ordem, o pódio. Quanto ao Campeonato Promo Norte de Ralis, vitória também para Pascoal e segundo lugar igualmente para Borges. A dupla Jorge Carvalho/Fábio Reis, em Peugeot 208 R2, encerrou o pódio, com mais 4m23,9 do que o primeiro.

  • CPR 2RM: Daniel Nunes vence pela primeira vez na época

    CPR 2RM: Daniel Nunes vence pela primeira vez na época

    Nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes (CPR 2RM), a saída de estrada de Ricardo Sousa/Luís Marques (Peugeot 208 Rally4), quando restavam quatro troços para o termo da prova, abriu caminho à vitória de Daniel Nunes e Liliana Costa, aos comandos de um Renault Clio Rally4.

    Em abona da verdade, diga-se que Daniel Nunes também “fez pela vida”, andando sempre muito rápido e estando na hora certa para chegar ao lugar desejado, acabando por construir uma vitória justa.

    “O rali foi duro e sofrido . Viemos de duas desistências e esta foi a peça que faltava para criar o ânimo que a equipa precisava. Um carro novo montado em 5 dias forçou-nos a uma gestão moderada no primeiro dia. Uma super especial rápida, fez-nos acreditar que era possível um resultado de relevo. Nunca pensámos na vitória, mas a desistência do Ricardo Sousa, que estava com muito nível, fez com que começássemos a acreditar que era possível. Uma boa escolha de pneus para as duas últimas classificativas foi a chave para a nossa vitória final. Para mim é tudo novo, equipa, carro, pneus e navegadora e este resultado foi fundamental para voltarmos a ter a motivação inicial para continuar focado no campeonato 2RM”, afirmou no final Daniel Nunes.

    O jovem Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally5) conquistou uma excelente segunda posição, na frente de Ernesto Cunha (Peugeot 208 Rally4), o campeão em título da categoria que se atrasou bastante no primeiro dia de prova, devido a um “toque”, mas depois logrou efetuar uma notável recuperação.

    O já referido Gonçalo Henriques esteve imparável no Campeonato Júnior, até porque Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4), um dos mais sérios candidatos, sofrera dois contratempos na sexta-feira que o levaram a ser bastante penalizado: falta de potência, um apoio do motor partido e uma penalização à partida da Super-Especial de Baião por não ter pilha no sistema de extinção de incêndio.

    Mesmo assim, ainda conseguiu trepar até à segunda posição, na frente de Kevin Saraiva (Peugeot 208 Rally4), outro dos que na noite de sexta-feira também penalizou por falta de pilha no sistema de extintores.

  • Meeke vence Terras D’Aboboreira

    Meeke vence Terras D’Aboboreira

    A dupla Kris Meeke & Ola Floen (Hyundai i20 N Rally2) venceu este sábado, de forma categórica, o Rali Terras D’Aboboreira, terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e segunda do renovado FIA-ERT (European Rally Trophy), ao ser o mais rápido em sete das nove classificativas e terminar com uma diferença de 15.5 segundos para o boliviano Marco Bulacia (Skoda Fabia R5) e mais 5s em relação ao jovem espanhol Alejandro Cachon (Citroen C3 Rally2).

    “Foi um bom rali e saio daqui satisfeito e com boas sensações. Todos sabem o motivo da minha presença neste evento. Sinto-me satisfeito, pois procurei andar sempre depressa e a vitória na Power Stage foi uma boa forma de terminar a prova”, declarou o vencedor, depois de dedicar o seu êxito ao malogrado Craig Breen.

    Armindo Araújo (Skoda Fabia Rally2 Evo) protagonizou um regresso auspicioso, depois do acidente sofrido em Fafe, e foi o melhor piloto português, batendo a forte concorrência tanto de Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), que passa a ser agora o novo líder do CPR, como de Miguel Correia (Skoda Fabia Rally2 Evo).

    Ainda que se tenha apresentado à partida da prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante sem objetivos em termos de resultado final, também é verdade que a dupla do Skoda Fabia Rally 2 foi paulatinamente subindo o seu ritmo competitivo e a acreditar que poderia alcançar um ótimo lugar na classificação. “Depois de ontem termos sentido inicialmente alguma falta de confiança, nas primeiras especiais de hoje continuamos a rodar perto dos nossos adversários diretos e a perceber que poderíamos intrometermo-nos na luta por um lugar do pódio. Nas últimas especiais conseguimos impor um ritmo bastante forte e fomos os melhores portugueses. Este é um resultado bem acima das expectativas que trazíamos para esta prova e não podíamos estar mais satisfeitos com o que conseguimos aqui fazer”, começou por dizer Armindo Araújo no final da prova. 

    Após esta brilhante prestação por Terras D’Aboboreira, os campeões nacionais vão continuar com o seu processo de recuperação física e preparar tecnicamente o Rali de Portugal. “Sentimo-nos bem fisicamente durante todo o rali, mas vamos continuar a trabalhar para ficarmos a cem por cento. Na próxima semana vamos testar o nosso Skoda com vista a chegarmos ao Rali de Portugal na máxima força”, disse ainda o piloto de Santo Tirso.

    Se Meeke andou sempre uns furos acima tanto de Bulacia como de Cachon, apesar das dificuldades de ter sido o primeiro na estrada nas seis classificativas deste último dia, o espanhol ainda chegou, por breves momentos, ao segundo lugar, mas o boliviano acabaria por recuperá-lo. Animado, também, foi o despique entre Ricardo Teodósio, Miguel Correia e Armindo Araújo, um trio que chegou a estar separado por 8 segundos na luta pelo quarto lugar. Mas se Teodósio aludia a alguns pequenos problemas e Correia lamentava falhas na válvula do turbo na segunda passagem por Aboboreira, Armindo era um piloto cada vez mais confiante. “Está a ser um bom regresso, porque vou ganhando confiança e ritmo, conseguindo já colocar os adversários sob pressão”, referia o campeão em título que nas últimas três classificativas deixou, definitivamente, aqueles adversários para trás.

    José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), sem lograr intrometer-se no tira-teimas com o trio já referido, fez uma prova tranquila, tal como Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 Evo), que terá ficado algo desiludido com o seu desempenho e, pior, sem encontrar uma explicação para tal. Sem rodar ao ritmo de Ricardo Teodósio, Armindo Araújo ou Miguel Correia, Bernardo Sousa (Citroen C3 Rally2) era sétimo classificado quando dois furos arruinaram por completo o seu esforço para se aproximar daquele “comboio”. Quem também não levou boas recordações desta edição do Terras D’Aboboreira foram os dois pilotos do Team Hyundai N | M. & Costas. Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2), que não teve hipótese de testar antes do rali e depois ainda sofreu uma penalização por falsa partida na Super-Especial de Baião, tentava recuperar ritmo e não só quando o alternador cedeu a dois troços do final. E nessa mesma altura Paulo Meireles (Hyundai i20 N Rally2), com problemas numa roda, também ficou pelo caminho, não evitando uma saída de estrada. Problemas de motor teve ainda Lucas Simões (Ford Fiesta Rally2) que o impediram de rodar a um ritmo mais elevado.

  • Rui Madeira domina Promo no arranque do Terras D’Aboboreira

    Rui Madeira domina Promo no arranque do Terras D’Aboboreira

    Aos comandos de um Mitsubishi Space Star, Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva foram os mais fortes ao longo da tarde e noite de sábado. Partem para a jornda final com 10,5 segundos de vantagem sobre Adruzilo Lopes e Leandro parreira, que tripulam um Mitsubishi Lancer EVO X.

    Puxando dos seus galões de “mundialista”, Madeira atacou desde o quilómetro inicial da 1ª passagem pelos 7,78 km de Baião Vida Natural, ganhando 6,7 segundos ao atual líder do Campeonato Promo de Ralis. Esse pecúlio aumentou com a segunda ronda pelo mesmo troço, conseguindo aí Rui Madeira amealhar mais 4 segundos, indo para a Super Especial noturna de fecho da etapa com 10,7 de avanço sobre o seu perseguidor.

    Os 1520 metros do traçado urbano que enfrentaram quase que deu um empate. Adruzilo Lopes logrou gastar menos duas décimas do que Rui Madeira, estabelecendo-se assim a diferença de 10,5 segundos entre os dois, ao cair do pano sobre este primeiro dia.

    Longe do duo da frente mas senhor de uma boa exibição, Sérgio Arteiro comemorou o seu regresso instalando o Mitsubishi Lancer EVO IX que aprtilha com o navegador Bruno Azevedo no 3º posto provisório, mas já a 45,7 segundos dos líderes.

    Este sábado, serão disputadas por duas vezes as especiais de Aboboreira (16,65 km), Marão (7,44 km) e, por último, Amarante Natureza Encantada (16,96 km), cuja segunda passagem será a Power Stage da prova.

  • Kris Meeke na frente do Terras D’Aboboreira

    Kris Meeke na frente do Terras D’Aboboreira

    A dupla Kris Meeke & Ola Floen (Hyundai i20 N Rally2) assumiu esta sexta-feira a liderança do Rali Terras D’Aboboreira, terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), depois de cumpridas as primeiras três classificativas, dispondo de uma diferença de 6.4s em relação ao boliviano Marco Bulacia (Skoda Fabia Rally Evo). Miguel Correia (Skoda Fabia Rally2 Evo), atual líder do CPR, é o português melhor classificado, com 0.7s de vantagem face a Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2).

    O rali organizado pelo Clube Automóvel de Amarante começou esta sexta-feira com uma dupla passagem pela classificativa de Baião (7,78 km), além da Super-Especial (1,52 km) noturna no centro daquela vila e um denominador comum: Kris Meeke. O irlandês que veio ocupar a posição do malogrado Craig Breen no Team Hyundai Portugal dominou de fio a pavio no primeiro dia, destacando-se de Bulacia e do jovem espanhol Alejandro Cachon (Citroen C3 Rally2), dois pilotos “mundialistas” que vieram preparar a sua participação, dentro de duas semanas, no Vodafone Rally de Portugal.

    Entre os pilotos portugueses, Miguel Correia e Ricardo Teodósio destacaram-se ligeiramente da concorrência, entre a qual há a registar o regresso promissor de Armindo Araújo, confessando ter sentido “boas sensações” para entrar na discussão dos primeiros lugares. Como é evidente, o dia das grandes decisões está reservado para este sábado, com 80 quilómetros ao cronómetro.

    Nas duas rodas motrizes (2RM), Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4) começou ao ataque e foi cimentando a sua posição, superiorizando-se primeiro a Ernesto Cunha (Peugeot 208 Rally4), que acabou por cair para o nono lugar na segunda classificativa, e depois a Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4), sendo que Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally5) é o atual terceiro classificado. No Campeonato Júnior, o mesmo Hugo Lopes mantém Gonçalo Henriques a uma distância pouco confortável, sendo Kevin Saraiva (Peugeot 208 Rally4) o terceiro.

    Classificação após PEC 3 (oficiosa)

    1º, Kris Meeke/Ola Floen (Hyundai i20 N Rally2), 12m54,9s

    2º, Marco Bulacia/Diego Vallejo (Skoda Fabia Rally2 Evo), a 6.4s

    3º, Alejandro Cachon/Alejandro Lopez (Citroen C3 Rally2), a 9.9

    4º, Miguel Correia/Jorge Carvalho (Skoda Fabia Rally2 Evo), a 22.9

    5º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai i20 N Rally2), a 23.6

    6º, Bernardo Sousa/José Janela (Citroen C3 Rally2), a 24.6

    7º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia Rally2 Evo), a 25.0

    8º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 34.0

    9º, Pedro Almeida/Mário Castro (Skoda Fabia Rally Evo), 39.2

    10º, Paulo Meireles/Marcos Gonçalves (Hyundai i20 N Rally2), a 42.7

  • João Vinha fora do Terras D’Aboboreira

    João Vinha fora do Terras D’Aboboreira

    O piloto penafidelense sofreu um acidente durante o Qualifying, batendo num poste de eletricidade que tinha sido derrubado por um concorrente anterior. O caricato incidente provocou danos irreversíveis no Mitsubishi Lancer EVO VI da Quatro Quartos Motorsport, embora, felizmente, não causando danos físicos no piloto e no navegador Marco Vilas Boas.

    O piloto de Penafiel não esconde a sua indignação:

    “Acabou para nós prematuramente a nossa participação no Rali Terras D’Aboboreira. Um poste de eletricidade caído na estrada em virtude de um toque do concorrente que passou antes de nós impossibilitou a nossa continuação, ficou atravessado na estrada. O pior de tudo é ter um agente de autoridade da GNR no local e nada fez para avisar ou alertar!”.

    Perante tal, João Vinha questiona “o trabalho das autoridades. Estão nos troços só por causa do público??..E nós, pilotos, não merecemos ser advertidos, ainda por cima, numa zona contra o sol e rápida onde só vejo a estrada. É óbvio que se tivesse visto uma autoridade no caso da GNR a mandar parar, eu paro de imediato, agora falam que o público estava a acenar com os braços. Eu não vejo o público, porque venho focado no que venho a fazer e o público a acenar com os braços pode ser para aplaudir ou incentivar para acelerar. Só quem cá anda ou andou é que sabe o que se passa dentro de um cockpit, ainda por cima numa zona rápida e sinuosa!”.

    O penafidelense desabafa ainda que “felizmente os cabos elétricos não tinham corrente. Minuto a minuto dá nisto, não há tempo para nada, e considero que quem organiza e já foi piloto tem obrigação de pensar mais em segurança e também em qualidade e menos na quantidade, isto não é só faturar, isto não é uma fábrica de chouriços, somos seres humanos e merecemos ser respeitados!”.

  • The Racing Factory está de volta ao CPR e apresenta-se na máxima força!

    The Racing Factory está de volta ao CPR e apresenta-se na máxima força!

    Depois da ausência no casinos do Algarve, o Rali Terras D’Aboboreira marca o regresso competitivo nos ralis da TRF. A equipa aborda a prova nortenha em pisos de terra com um trio de luxo, liderado por Armindo Araújo e que inclui ainda Iago Gabeiras e Max MacRae.

    Os campeões estão de volta.

    Armindo Araújo e Luís Ramalho protagonizaram um intenso programa de recuperação física, só possível graças a todo o seu empenho e vontade plena de voltarem ao habitáculo do Skoda Fabia Rally2 EVO da The Racing Factory e discutirem os lugares cimeiros na edição do Rali Terras D’Aboboreira, terceira prova do ano do Campeonato de Portugal de Ralis e que conta ainda para o Trofeu Europeu de Ralis.

    Fortemente motivados e satisfeitos com o intenso teste realizado antes da prova, Armindo Araújo e Luís Ramalho encaram este rali como um verdadeiro teste ao seu momento de forma física, sem enjeitar estarem na luta pelos lugares de honra. O rali é extenso e, só ao longo das duas etapas, a dupla campeã nacional em título, poderá aquilatar da sua condição e gerir da melhor forma o seu ritmo e as suas ambições.

    Entre os Rally4, a The Racing Factory terá dupla presença, através de uma forte aposta em dois “jovens lobos”.

    De regresso está o espanhol Iago Gabeiras, que terá a seu lado o navegador Adrian Varela. Senhor de uma reconhecida grande velocidade, Gabeiras inicia neste rali o seu ataque à edição 2023 da Peugeot Rallye Cup Ibérica, tendo tudo para estar entre os protagonistas da esperada batalha sem tréguas pelo domínio desta competição reservada aos Peugeot 208 Rally4.

    Já Max McRae estará na prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante com uma missão muito concreta: rodar para ganhar experiência e confiança. Desta feita e tendo a seu lado Macartan Kierans, alinhará com um Peugeot 208 Rally4, ficando o Opel Corsa Rally4 reservado para o seu ataque ao Júnior ERC 2023, cujo calendário começa já em Maio, na Polónia, e seguindo-se mais dois ralis em terra (Letónia e Suécia) passando depois para 3 provas em asfalto (Itália, Tchéquia e Hungria).

    O jovem piloto escocês, 3ª geração do clã McRae, é uma das fortes apostas da TRF no âmbito internacional e, mesmo se o principal objetivo no Terras D’Aboboreira não passa por qualquer foco no resultado, não deixa de ser motivo de interesse ver o que fará nesta sua estreia aos comandos do carro francês e com a equipa.

    Aloísio Monteiro, CEO da estrutura, não esconde a “felicidade imensa que sinto por ter o Armindo e o Luís de regresso. São campeões em todos os aspetos e isso viu-se na maneira como lidaram com o acidente e , principalmente, com o duro processo de recuperação física. Não tenho dúvidas de que farão um excelente rali e a equipa está muito motivada para lhes dar um carro competitivo, apoiando-os em tudo ao longo da prova”.

    Quanto a Gabeiras e McRae, o líder da TRF destaca “a aposta que estamos a fazer na nossa internacionalização, sobretudo com jovens pilotos de elevado potencial. Estou convicto de que o Iago e o Max vão fazer um bom rali, cumprindo a estratégia que lhes foi delineada para chegarem aos diferentes objetivos que estão traçados para cada um”.

    Com uma estrutura desenhada nos concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses, a prova do Clube Automóvel de Amarante terá início hoje, sexta-feira. O troço Baião Vida Natural (7,78 km), será percorrido por duas vezes na tarde do primeiro dia de prova. O programa de sexta incluiu ainda a Super Especial Baião Destino Sustentável (1,52 km), no centro de Baião. Já no sábado, serão disputadas por duas vezes as especiais de Aboboreira (16,65 km), Marão (7,44 km) e, por último, Amarante Natureza Encantada (16,96 km), cuja segunda passagem será a Power Stage da prova.

  • Pedro Almeida “fazer melhor que o registo da última prova”

    Pedro Almeida “fazer melhor que o registo da última prova”

    O piloto Pedro Almeida, acompanhado de Mário Castro, vai estar esta sexta-feira e sábado no Rali Terras D’Aboboreira, terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis e também pontuável para o ERT- Trofeu Europeu de Ralis.

    Pedro Almeida fez esta quinta-feira a afinação do Skoda Fabia Rally2, preparado pela equipa espanhola Mapo Motorsport, num rápido teste «para perceber o melhor setup a usar no Rali D’Aboboreira, que correu muito bem» disse no final Pedro Almeida.

    «Pontuamos em Fafe e no Algarve e queremos muito fazê-lo também aqui, num rali que vai ser duro e certamente muito disputado, e nós queremos fazer melhor que no Algarve, aproximar-nos do andamento dos da frente e somar mais pontos para o CPR» acrescentou Pedro Almeida no lançamento da prova.

    O Rali Terras D’Aboboreira começa na manhã de sexta-feira, com a realização do treinos livres e da Qualificação, que vai determinar a ordem de partida para as primeiras especiais de classificação, a realizar à tarde, com dupla passagem pelo traçado da classificativa  «Baião Vida Natural». O primeiro dia de prova termina com a Super Especial Baião Destino Sustentável. No dia de sábado o Rali tem três classificativas, com dupla passagem pelos troços d’Aboboreira, Marão e Amarante, totalizando quase uma centena de quilómetros cronometrados.

  • Vítor Pascoal regressa aos ralis no Terras D’Aboboreira com um Toyota Yaris N5

    Vítor Pascoal regressa aos ralis no Terras D’Aboboreira com um Toyota Yaris N5

    Num intervalo do seu foco principal e que passa novamente pela Montanha, Vítor pascoal alinha na edição 2023 do Rali Terras D’Abobreira com um Toyota Yaris N5 da RMC Motorsport, tendo a seu lado o navegador Luís Martins.

    O piloto de Baião não podia faltar à prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante, mesmo com o rali a acontecer uma semana após mais uma rampa e estando o piloto focado em renovar o seu título nacional na Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    “Este é um rali onde tenho de estar. Não só por mim, pois a prova diz-me muito, mas sobretudo pela família, amigos, conterrâneos, Município de Baião e patrocinadores. Esta época, como é sabido, voltamos a concentrar o nosso foco na Montanha, mas, tal como em 2022, faremos dois ou três ralis, sobretudo pelo seu significado e impacto. O Terras D’Aboboreira é naturalmente um deles”.

    Integrado no pelotão do Campeonato Promo de Ralis, Vítor Pascoal vai utilizar um belo Toyota Yaris N5 concebido e preparado pela estrutura espanhola RMC Motorsport, um carro cujo potencial competitivo é enorme e deixa o piloto entusiasmado:

    “Infelizmente, só podemos fazer um teste com meia dúzia de quilómetros, mas deu para perceber que o carro é bom e sabemos bem que a RMC é uma excelente estrutura no apoio aos pilotos. Obviamente, sei que estou sem ritmo e terei de mudar o meu ‘mindset’ da montanha para os ralis, mas iremos intensificar o ritmo ao longo da prova, vendo como nos posicionamos e tudo faremos para obter um bom resultado”.

    Quanto ao rali, o piloto assume-se como “suspeito para falar de uma prova de que tanto gosto. Mas, penso que é opinião geral que este é um excelente rali, com troços magníficos e só espero que a organização tenha sorte e a prova decorra sem incidentes de maior. Tem tudo para ser uma grande festa”.

    O Rali Terras d’Aboboreira arranca já amanhã, sexta, 28 de abril, com o Qualifying para determinar a ordem de partida. Na parte da tarde a etapa inaugural propõe dupla passagem no troço de Baião Vida Natural antes da super-especial noturna no centro de Baião.

    No dia de sábado os pilotos terão de percorrer por 2 vezes as classificativas de Aboboreira, Marão e Amarante Natureza Encantada, num total de 99 km contra o cronómetro.