Categoria: Ralis

  • Vodafone Rali de Portugal: WRC ao rubro!

    Vodafone Rali de Portugal: WRC ao rubro!

    Palco de tantas batalhas épicas desde 1967, o WRC Vodafone Rally de Portugal volta a apresentar uma extensa lista de candidatos à vitória e vários motivos de interesse, para uma prova com partida oficial, esta quinta-feira, em Coimbra.

    Quinta ronda do calendário, a jornada organizada pelo ACP promete reeditar a intensa discussão entre as três equipas da categoria-rainha do Mundial, com a Toyota Gazoo a assumir, para já, o papel de favorita. Elfyn Evans, que ganhou em Portugal em 2021, reparte a liderança do campeonato com o colega de equipa Sébastien Ogier. O galês da Toyota subiu ao pódio na primeira incursão do ano pelos troços de terra, no México, e saltou para a liderança com uma emotiva vitória no asfalto da Croácia, dedicada a Craig Breen. 

    Campeão do Mundo em título, Kalle Rovanperä vai tentar repetir o histórico triunfo no Vodafone Rally de Portugal no ano passado, onde se tornou o mais jovem vencedor de sempre em 55 edições da prova. Se repetir o triunfo de 2022, Rovanperä estreia-se a ganhar este ano, pois o jovem finlandês já admitiu que não conseguiu extrair todo o potencial do seu Toyota nas quatro primeiras provas do ano. Ainda assim, a maturidade de Rovanperä permitiu-lhe sair da Croácia a apenas um ponto de Evans e com três de vantagem sobre Ott Tänak.  

    O estónio, que deixou a Hyundai para o ser o ponta-de-lança da M-Sport Ford, dominou no gelo da Suécia, em fevereiro, e terminou em segundo na Croácia, com queixas sobre a eficácia do seu Puma Rally1. O binómio Tänak-Ford também é um indiscutível candidato à vitória nos troços do Centro e Norte do país, onde o ex-campeão do Mundo já ganhou em 2019. 

    Thierry Neuville perdeu uma oportunidade de ouro de passar para o comando do WRC na Croácia, apesar dos 11 pontos de desvantagem para Evans (com 30 pontos em discussão em cada prova) não serem uma diferença significativa. O belga, contudo, é a grande esperança da equipa Hyundai na luta pelo título e não tem margem para novo erro num campeonato tão equilibrado, apostando em repetir a vitória de 2018, em Portugal. 

    Esapekka Lappi e Dani Sordo são alternativas sólidas a Neuville na Hyundai, embora o finlandês surja algo atrasado no campeonato, no 6.º lugar, a 38 pontos da liderança. Já o veterano espanhol que, habitualmente, é muito competitivo em Portugal, esta época, apenas disputou duas provas. Takamoto Katsuta (Toyota Gazoo) e Pierre-Louis Loubet (M-Sport Ford) estão à espreita de uma oportunidade para brilhar, o que, no caso de ambos, significaria uma subida ao pódio final, em Matosinhos, no domingo. 

    Como é hábito, o Shakedown do WRC Vodafone Rally de Portugal é realizado nas imediações e no interior do circuito de Baltar, em Paredes, a partir das 09h01 da próxima quinta-feira, antecedendo a cerimónia de partida oficial, às 20h30, na emblemática Porta Férrea da Universidade de Coimbra. No dia seguinte, os concorrentes partem para um percurso de três etapas, 19 classificativas e 325,35 quilómetros cronometrados, num total de 1644,92 quilómetros. 

  • Parcídio Summavielle volta a brilhar e coloca o Clio RS da MNE Sport no Top 5 do Rali de Santo Tirso

    Parcídio Summavielle volta a brilhar e coloca o Clio RS da MNE Sport no Top 5 do Rali de Santo Tirso

    Rubricando mais uma magistral exibição, o piloto de Fafe, navegado pelo seu conterrâneo Jorge Oliveira, foi paulatinamente subindo na geral, terminando a prova no 5º posto absoluto, correspondente à 2ª posição nas duas rodas motrizes, recolhendo ainda a pontuação máxima entre os concorrentes do Start Norte de Ralis e conquistando mais um pódio nas contas do Promo Norte.

    A MNE Sport não dá tréguas na sua ofensiva vitoriosa, continuando a brilhar em duas frentes. Desta feita, a equipa foi até ao Rali de Santo Tirso, onde voltou a estar em destaque nas lides da competição reservada aos concorrentes dos campeonatos Start Norte e Promo Norte.

    Na prova organizada pelo CAST, Parcídio Summavielle e Jorge Oliveira até entraram  com o “pé esquerdo”. Um erro de percurso na Super Especial noturna de abertura custou-lhes muitos segundos e terminarem a fase inicial da prova bem longe dos lugares cimeiros.

    Mas durante a jornada decisiva de sábado, a dupla fafense “abriu o livro” e fez “voar baixinho” o Renault Clio RS R3 da MNE Sport, fazendo sempre tempos entre os melhores da geral e dos dois campeonatos em que estão envolvidos. No final, o Top 5 à geral e o Top 2 nas 2RM, premiaram a sua exibição, almejando ainda realizar uma magnífica operação pontual ao recolherem o máximo de pontos no Start Norte de Ralis e a pontuação referente ao 3º posto entre os Promo Norte.

    Com estes resultados, Summavielle reforçou o seu 3º posto na tabela do Start Norte, aproximando-se dos dois lugares da frente e saltou para a mesma 3ª posição no Promo Norte de Ralis.

    No fecho da contenda, o piloto-edil de Fafe fazia “um balanço extremamente positivo. Viemos a Santo Tirso com a ambição de terminar dentro do Top 10 e acabamos por realizar uma excelente operação em termos de campeonatos, sobretudo no Start Norte, que nos interessa mais. Gostei muito dos troços cronometrados e adaptei-me rapidamente. Tivemos alguns percalços, sobretudo no arranque da prova. Cometi um erro logo na Super Especial de abertura e, na primeira classificativa da tarde de sábado apanhamos algumas pedras e o toque afetou-nos o rendimento do carro. Tentamos compensar com uma condução mais solta e acabou por ser um excelente rali!”.

    José Carlos Magalhães, team manager da MNE Sport corroborou da análise do seu piloto e “foi mais uma prova que nos correu muito bem. Tivemos um início sobressaltado, mas na etapa decisiva o ‘chip’ do nosso piloto e de toda a equipa esteve virado para lutarmos pelo triunfo e felizmente conseguimos mais um resultado fenomenal. Está a ser uma época incrível para a MNE Sport. Fim-de-semana após fim-de-semana, temos tido resultados sempre de topo, com vários pilotos a vencer ou a ficarem no pódio. No caso particular do Parcídio, tem sido uma surpresa incrível nos ralis, embora já tivéssemos a convicção de que ele iria brilhar e assim tem sido”.

    O líder da estrutura vira já a agulha para a próxima prova. A MNE Sport estará com a sua “armada” na Rampa Internacional da Falperra, onde querem dar continuidade aos resultados:

    “A equipa vai estar forte. Não teremos o Miguel Gonçalves, por razões profissionais, mas estrearemos mais uma piloto feminina, que utilizará o nosso carro-escola e claro, entraremos em mais uma prova de Montanha com a ambição de estar na  luta pelas vitórias!”.

  • Jorge Santos dominou em Santo Tirso

    Jorge Santos dominou em Santo Tirso

    O pilloto paredense que defendeu as cores do Novum Canal rubricou uma exibição exemplar na Rali de Santo Tirso, prova do prova organizada pelo CAST construindo um triunfo tão robusto quanto justo, dominando praticamente todo o rali.

    Pode-se dizer que à segunda foi de vez, e depois de ter lutado pelo triunfo em 2022, Jorge Santos conseguiu desta feita levar o Skoda Fabia S2000 à vitória com Vítor Hugo a navegar no banco do lado direito.

    Marco Oliveira / Ricardo Sousa lideraram a super-especial de 6ª feira, a clássica noturna que junta milhares de pessoas e já se tornou uma referência em matéria de super-especiais de ralis, mas a dupla do VW Polo N5 entrou algo adormecida no primeiro troço de Sábado e logo aí Santos instalou-se na liderança ao ganhar uma dezena de segundos de uma assentada só. Já mais habituado ao carro checo, Jorge Santos foi dilatando a vantagem até esta se situar nos 28,7s no final. Apesar do 2º posto, Marco Oliveira triunfa no Campeonato Promo Norte de Ralis.

    Marco Oliveira lutou com André Cabeças / Diogo Costa (Mitsubishi Mirage Evo) e António Cruz Monteiro / Ana Cruz Monteiro (Peugeot 208 T16) pelo 2º posto. A batalha ficou reduzida a duas equipas quando a dupla do Peugeot desistiu na quinta classificativa. Cabeças saiu de Santo Tirso derrotado mas vendeu bem cara a derrota como os 3,1s que o separaram de Oliveira no final bem comprovam.

    João Andrade posicionou-se no 4º lugar e venceu entre as equipas com carros elegíveis para o Campeonato Start Norte de Ralis além de ter sido o melhor tirsense, mas na geral sofreu forte oposição do Mitsubishi Lancer Evo IX de Filipe Madureira / Emanuel Gonçalves que estavam a caminho do 4º lugar quando desistiram na quinta classificativa.

    Parcídio Summavielle / Jorge Oliveira tiveram um rali em crescendo depois do erro na super-especial e com isso acabaram no 5º lugar final e a somar a pontuação máxima para o Campeonato Start Norte de Ralis.

    Nuno Coelho e Rui Raimundo colocaram o Renault Clio Rally4 no 6º posto final com uma prova em crescendo. Fruto dos excelentes tempos feitos no troço Refojos / Assunção, José Gil com o Ford Escort RS MKI navegado por Paulo Costa ficou no 7º lugar final batendo o Citroen Saxo de Filipe Teixeira / António Campos no derradeiro troço com apenas 2 segundos a separá-los.

    Jorge Carvalho não teve uma presença feliz em Santo Tirso. O líder dos dois campeonatos começou com um pião na super-especial e seguiu-se uma má escolha de pneus na secção matinal de Sábado, no final conseguiu recuperar até ao 9º posto no Peugeot 208 R2 com Fábio Reis como navegador. A fechar o “top ten” ficou a dupla João Araújo / Luís Araújo no Mitsibishi Lancer Evo VIII.

    Na luta das senhoras a dupla tirsense Rita Faria / Ana Leão num Citroen Saxo foi quem levou a melhor. Rui Borges / Luís Ribeiro a estrear o Citroen C3 N5 desistiram a caminho do primeiro troço de Sábado depois de terem perdido a carta de controlo. Rafael Marques Pereira / António Pereira desistiram na quinta classificativa quando estavam no 7º posto da geral, sendo este troço (a primeira passagem por Refojos / Assunção) arrasador para alguns dos nomes dos lugares cimeiros da classificação.

    Terminado mais um rali de Santo Tirso, o CAST faz um balanço muito positivo do evento que mais uma vez teve o forte e decisivo apoio da Câmara Municipal de Santo Tirso para levar a uma enchente de publico ao longo dos dois dias.

    CLASSIFICAÇÃO FINAL:
    1º Jorge Santos / Vitor Hugo (Skoda Fabia S2000) – 28m41,4s
    2º Marco Oliveira / Ricardo Sousa (VW Polo N5) – a 28,7s
    3º André Cabeças / Diogo Costa (Mitsubishi Mirage) – a 31,8s
    4º João Andrade Luís Boiça (Peugeot 208 R2) – a 1m06,8s
    5º Parcídio Sumavielle / Jorge OLiveira (Renault Clio R3) – a 1m37,1s
    6º Nuno Coelho / Rui Raimundo (Renault Clio Rally4) – a 1m45,0s
    7º José Gil / Paulo Costa (Ford Escort RS MKI) – a 1m57,9s
    8º Filipe Teixeira / António Campos (Citroen Saxo) – a 1m59,9s
    9º Jorge Carvalho / Fábio Reis (Peugeot 208 R2) – a 2m07,3s
    10º João Araújo / Luís Araújo (Mitsubishi Lancer Evo VIII) – a 2m08,1s

  • Rui Madeira: “o Mitsubishi Space Star vai ser ganhador em pisos de terra!”

    Rui Madeira: “o Mitsubishi Space Star vai ser ganhador em pisos de terra!”

    As desistências que sofreu o Casinos do Algarve e no Terras D’Aboboreira não desanimam o craque “mundialista” que quer levar o carro nipónico à glória em ralis de terra, tal como já fez em provas disputadas em asfalto.

    Não está a ser nada fácil de levar a bom porto a aposta que Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva fizeram no Mitsubishi Space Star para ser a sua “arma” de ataque aos ralis em pisos de terra e de pura competição inclusos no programa do piloto para 2023.

    No Rallye Casinos do Algarve, foi curta a sua presença. Depois de uma entrada sólida, a dupla foi forçada a desistir após a 2ª classificativa, com problemas elétricos no Mitsubishi Space Star, estando na liderança entre os Promo.

    Já no Rali Terras D’Aboboreira, a dupla conseguiu concluir a etapa inaugural e exercendo um domínio quase total. Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva foram os mais fortes nas duas especiais de abertura, perdendo apenas dois décimos de segundo na Super Especial que fechava a jornada e partiam para o dia decisivo com 10,5 segundos de vantagem sobre os mais diretos concorrentes.

    Mas, mal arrancaram na manhã de sábado, perceberam que a sorte os tinha abandonado. Um problema com embraiagem forçou o abandono, ainda antes de chegarem ao início da primeira especial do dia, naquele que foi o segundo balde de água fria em apenas 3 semanas.

    No entanto, estas “dores de crescimento” não assustam um piloto tão experiente como Rui Madeira:

    “Quando aceitamos o honroso convite da M-Pro, eu e o Nuno tínhamos noção de que teríamos pela frente um longo e duro caminho de desenvolvimento. O Space Star é uma excelente base, como aliás atestam as vitórias que com ele já alcançamos em asfalto, mas não havia qualquer trabalho anterior profundo para que o carro fosse competitivo na terra. Mas, a postura que a equipa sempre teve connosco, com um profissionalismo total e um carinho incrível, fez-nos deitar mão á obra e, nos dois ralis já feitos, se é verdade que as desistências foram sempre precoces, também o é o facto de termos sido sempre capazes de disputar ou assumir a liderança das provas, mesmo, como já disse, com o carro num patamar embrionário do que poderá ser o seu potencial”.

    Mas, antes que pareça que o carro é muito frágil, Rui Madeira realça que os incidentes que conduziram às desistências “foram surpreendentes. Mesmo sabendo que estamos no início do desenvolvimento do carro, fizemos muitos quilómetros de testes, onde a fiabilidade do carro nunca apresentou fragilidades. Foi um trabalho exaustivo focado principalmente na evolução do setup, no sentido de melhorarmos a capacidade tração do Mitsubishi e, em momento algum, existiram este tipo de falhas. São imponderáveis das corridas, embora merecedores de um reflexão nossa e da equipa no sentido de rever tudo, deste o material aos procedimentos a fazer antes e durante as provas, melhorando a nossa eficácia coletiva”.

    Como tal, o foco agora passa por “dar continuidade a este projeto. Não temos ainda definido as provas que possamos vir a fazer em 2023, mas seguramente teremos algumas para atacar esta época, em terra e em asfalto”.

    Fora deste projeto com o Space Star, Rui Madeira tem já duas provas confirmadas, ambas para fazer aos comandos do mítico Mitsubishi Lancer EVO III. A primeira será o Altice RalllySpirit e depois a ansiada ida ao Eifel Rally Festival, na Alemanha.

  • Nelson Silva: “esta época está a ser um verdadeiro virar de página”

    Nelson Silva: “esta época está a ser um verdadeiro virar de página”

    Fazendo um rescaldo desta primeira fase da temporada, o piloto vianense não esconde que os azares que teve na época transata o fizeram encarar esta época de forma prudente. Mas a verdade é que este ano tem conseguido terminar todos os ralis em que tem participado e com exibições muito positivas, coroadas com resultados sempre dentro do Top 10.

    Esse aspeto acaba por ser o mais relevante. A preparação do Toyota Yaris Proto foi mais cuidada para que não se repetissem os percalços de 2022 e o empenho colocado nisso acabou por ter os seus resultados, nas provas até agora realizadas pelo piloto de Viana do castelo.

    A fase de inicial em pisos de terra terminou para Nelson Silva e Paulo Silva no Rally Terras d’Aboboreira, que concluíram na sexta posição das contas reservadas aos concorrentes incluídos no Campeonato Promo de Ralis, numa prova marcada por alguns percalços, nomeadamente  a saída de estrada na especial de qualificação e dois furos mesmo no final do rali organizada pelo Clube Automóvel de Amarante.

    “Não iniciamos o rali como queríamos, pois na “qualifying stage” acabamos por sair de estrada e danificar o carro. Fomos para a prova sem essa importante preparação. Mas depois, e também com o abandono de alguns adversários, fomos subindo na classificação. Infelizmente um furo para a ligação para o último troço e outro nesta especial acabou por nos atirar para a sexta posição. Foi pena, porque penso que poderíamos ter ido mais longe”, afirma Nelson Silva, que devido a todas estas vicissitudes, aborda o que resta da temporada “prova a prova. Vamos fazer o Altice RallySprint e depois, mediante o que lá fizermos, decidiremos se vamos a Castelo Branco”.

    Na época transata vários problemas no Toyota Yaris Proto colocaram entraves a que o piloto concluísse as provas em que participou: “Foi frustrante. Ora era a transmissão, ora era o motor, ora era um furo. De tudo aconteceu para que não terminássemos um rali. Isso não nos permitiu planear o que quer que fosse. Ficamos desanimados, mas determinados a que tal não se voltasse a repetir este ano. Por isso tratamos de preparar melhor as coisas antes da nova época se iniciar. E parece que está a resultar, pois em três provas que alinhamos terminamos as três provas. Conseguida a fiabilidade pretendida agora queremos alcançar melhores resultados. Mas, repito, vamos encarar a época prova a prova”, com a convicção firme de que o futuro será ainda mais risonho.

  • Hugo Lopes: “não estamos totalmente satisfeitos. Sofremos vários problemas na prova”

    Hugo Lopes: “não estamos totalmente satisfeitos. Sofremos vários problemas na prova”

    Hugo Lopes e Tiago Neves estiveram presentes no Rally Terras d’Aboboreira, a 3ª prova do Campeonato de Portugal de Ralis e a 2ª prova da Rally&You Cup.

    A vitória na Rally&You Cup Júnior abrilhantou um fim-de-semana complicado para os jovens pilotos do Peugeot 208 Rally4. Alguns problemas mecânicos desde o inicio da prova não permitiram o ritmo competitivo que desejavam, porém apenas uma penalização de 1m40s por atraso na entrada na Super-Especial devido ao sistema de extinção não estar a funcionar corretamente, lhes retirou a vitória no Campeonato de Portugal de Ralis – 2RM!

    Apesar dos contratempos, Hugo Lopes e Tiago Neves fizeram uma recuperação notável desde o 15º lugar até ao 4º lugar entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis – 2RM. Resultado que lhes permite ascender ao 2º lugar do campeonato e manter a esperança na conquista do título!

    “Não estamos totalmente satisfeitos com esta prova. Sofremos vários problemas durante a prova que não nos permitiram ser competitivos como queríamos. Tentámos sempre atenuar as diferenças para os nossos adversários e poderíamos mesmo ter vencido a nossa 1ª prova do Campeonato de Portugal de Ralis – 2RM! Vamos corrigir os problemas e trabalhar ainda mais para que a vitória surja já na próxima prova, o WRC Rally de Portugal!“, refere o jovem piloto de Viseu, Hugo Lopes.

    O próximo desafio será a prova mundialista do Campeonato Mundial de Ralis, o WRC Vodafone Rally de Portugal, entre os dias 11 e 14 de maio. 

  • Paulo Neto “Infelizmente o nosso rali foi curto”

    Paulo Neto “Infelizmente o nosso rali foi curto”

    Não foi feliz a passagem de Paulo Neto no Rali Terras D’aboboreira. Uma jante partida levou a um capotamento logo na primeira especial e acabou com as esperanças do piloto de Sintra

    Foi breve a participação de Paulo Neto e do seu navegador Nuno Mota Ribeiro no Rali Terras D’aboboreira, terceira jornada do Campeonato de Portugal de Ralis. A dupla do Škoda Fabia Rally2 evo, assistido pela ARC Sport, capotou logo na primeira especial cronometrada (Baião Vida Natural) deitando por terra todas as esperanças de conquistar um bom resultado.

    Paulo Neto explicou o incidente que levou à desistência logo nos primeiros quilómetros da prova, um rude golpe num rali que era do agrado do piloto: “Infelizmente o nosso rali foi curto. Logo na primeira PEC, a meio do troço, não consegui evitar um toque numa pedra, que motivou à quebra da jante. Na altura, pensei que tinha furado, mas depois ficou claro que tinha sido a jante a partir. O capotamento aconteceu a baixa velocidade e não motivou grandes danos no carro, nem nós ficamos com qualquer mazela. Mas já não era possível regressar à prova. Ainda ponderamos continuar em Super Rali, mas como não iríamos pontuar, decidimos dar por concluída a nossa participação na prova. Fiquei obviamente triste, pois é um rali que gosto muito, com troços muito interessantes e as sensações estavam a ser boas. O carro estava ótimo, mas, infelizmente, não foi possível capitalizar esse bom andamento. Os danos não foram significativos e o carro estará pronto para a próxima prova, sem qualquer problema.”

    Neto aproveitou para dar os parabéns ao vencedor e lembrar Craig Breen, o malogrado piloto irlandês que faleceu num teste: “Dou também as boas-vindas ao Kris Meeke, uma excelente adição ao nosso CPR, que nos pode permitir subir o nível, dando mais visibilidade à nossa competição. Tenho de lhe dar os parabéns pela excelente vitória, sendo a homenagem perfeita relembrar a vida do Craig Breen. É uma grande tristeza ver um jovem e um grande talento deixar-nos e aproveito para publicamente prestar também a minha homenagem ao piloto e ao homem. Os ralis são a nossa paixão, mas por vezes podem ser cruéis”.

  • Ricardo Filipe “o resultado na Aboboreira é fruto da nossa evolução e deixa-me muito feliz!”

    Ricardo Filipe “o resultado na Aboboreira é fruto da nossa evolução e deixa-me muito feliz!”

    A 9º posição final entre os concorrentes do CPR no rali Terras D’Aboboreira, foi o prémio para uma exibição firme do piloto algarvio que, nesta época de 2023, está a demonstrar, prova após prova, uma evolução tão nítida quão sólida.

    Na prova que decorreu nas míticas serras do Marão e da Aboboreira, a prestação da dupla que defende as cores da marca Olha o Cogumelo, começou cautelosa e acabou com uma intensidade forte que lhes permitiu, ao longo do rali, ir subindo muitas posições na classificação.

    Ricardo Filipe afirma mesmo que “o rali começou de forma um pouco atribulada e não encaixamos bem na primeira classificativa. Não me senti confiante e o mesmo veio a acontecer na Super especial de fecho dessa etapa de sexta-feira”, concluída pela dupla no 12º lugar das equipa do CPR.

    Mas, o sábado foi “outra loiça”. Ricardo Filipe acordou com a motivação refeita e ousou assinar tempos muito interessantes em “troços fantásticos, com pisos extremamente rápidos, mas com muita condução. Senti-me confiante e quero realçar que o Filipe Carvalho teve um papel decisivo para eu andar bem. Foi incansável no apoio e perfeito na leitura das notas!”.

     A exibição permitiu à dupla do Ford Fiesta R5 ir subindo na classificação até que, já na antepenúltima especial, alcançou a 9ª posição, lugar que seria mantido até ao pódio de fecho e que permitiu ao piloto do Algarve fazer “um balanço muito positivo, pois terminamos o rali numa posição acima do objetivo que tínhamos traçado. Quero destacar o trabalho da Racing 4 You que, uma vez mais, nos entregou um Fiesta muito competitivo. Saio desta prova feliz e orgulhoso pelo resultado, mas sobretudo pela nossa evolução!”.

    Para Ricardo Filipe e para o seu navegador Filipe Carvalho, o rali organizado pelo Clube Automóvel de Amarante foi o último em terra no seu programa para o CPR. O piloto explica que “vamos estar ausentes do rali de Portugal. E essa ausência tem como razão o nosso foco numa boa novidade que iremos dar a conhecer mais para frente. Como tal, breve vamos testar já em pisos de asfalto, para preparar a segunda fase do campeonato”.

  • Henrique Rodrigues: “um erro meu arruinou a nossa prova”

    Henrique Rodrigues: “um erro meu arruinou a nossa prova”

    Problemas de direção na sequência de uma saída de estrada forçaram Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues a abandonar o Rali Terras D’Aboboreira, numa altura em que lutavam pelos lugares cimeiros no Promo e no Desafio Kumho.

    Bem diz a sabedoria popular que um simples erro pode ser a “morte do artista”. Pegando na expressão e aplicando-a ao desfecho da participação da dupla duriense na terceira prova da temporada do Campeonato Promo de Ralis, o significado releva o que aconteceu no momento que ditaria o desfecho inglório:

    “Entramos bem na qualificação e nas classificativas da tarde de sexta-feira, com um andamento consistente e rápido. No sábado, decidimos entrar ao ataque, mas, logo na primeira classificativa, tivemos uma saída de estrada numa curva onde entramos muito rápido. Foi um erro meu nas notas, a nota estava muito mais rápida do que realmente era a curva e não consegui evitar a saída que condicionou o resto do rali, pois estragamos a direção do carro e foi impossível continuar em prova”, explica o piloto.

    Ainda lograram terminar essa especial, mas, na ligação para a seguinte perceberam logo que não dava para continuar. Até esse momento fatídico, Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues tinham realmente rubricado uma exibição segura. Terceiros mais rápidos do Promo na classificativa inicial, continuaram a registar tempos entre os da frente até ao fecho da etapa de sexta-feira, que terminaram no 6º lugar, mas apenas a 8,3 segundos dos lugares do pódio.

    Isso leva o piloto a considerar que “apesar do rali não ter tido o final que gostaríamos, foi muito produtivo. Sabemos que estamos com um bom andamento nos pisos de terra, estamos cada vez melhores e mais rápidos, o carro está excelente fruto do bom trabalho da Matos competições e não fosse este meu erro, numa nota mal tirada e podíamos ter feito um excelente resultado, pois vínhamos a ter um andamento muito bom até então. Agora vamos ver como vai ser a fase de asfalto que está aí há porta…”.

    O próximo embate será em Lisboa, prova onde se disputará a Taça de Portugal de Ralis, ficando para Castelo Branco, que se disputa logo a seguir, o arranque da fase de asfalto e a dupla do Mitsubishi Lancer EVO VII quer “tentar brindar os nossos patrocinadores com um bom resultado, para lhes agradecer todo o apoio que nos têm dado, quer na Taça de Portugal, prova onde voltaremos ao asfalto e que, por isso servirá de adaptação para que, depois, em Castelo Branco, regressemos em força ao campeonato”.

  • Pedro Silva: “O furo na Power Stage atirou-nos para o 9º lugar”

    Pedro Silva: “O furo na Power Stage atirou-nos para o 9º lugar”

    Um furo na Power Stage retirou a hipótese do Top 5 ao piloto de Vila Velha de Rodão, ficando assim com o 9º lugar final no Campeonato Portugal de Ralis 2RM.

    Pedro Silva e Roberto Santos tiveram na prova do Clube Automóvel de Amarante uma das mais difíceis da temporada até ao momento. Mesmo assim, conseguiram terminar e recolher pontos que podem vir a ser preciosos para a equipa do Peugeot 208 Rally4 que defende as cores da Beira Baixa no final do campeonato.

    Foi, mesmo assim, um Rali em crescendo e uma evolução enorme de troço para troço, da dupla beirã neste Rali Terras D´Aboboreira e Pedro Silva acabou a prova com a sensação de dever cumprido, “ sem dúvida que tivemos uma evolução enorme, lutámos de troço para troço com grandes pilotos e conseguimos entrar para o último troço a poucos segundos do Top 4, tivemos um furo e mudámos o pneu a meio do troço e fez-nos ficar em 9º lugar, mesmo assim permitiu alcançar alguns pontos que podem ser importantes no campeonato, tivemos também problemas de caixa e com um sensor de motor, são coisas de Ralis e temos a certeza que a nossa equipa vai resolver todos os problemas para o próximo Rali. Um obrigado enorme a quem nos apoiou neste Rali. Juntos somos mais fortes. “

    Pedro Silva e Roberto Santos vão começar a preparar a fase de asfalto que se inicia no Rali de casa, Castelo Branco e Vila Velha de Ródão.