Categoria: Ralis

  • Rovanperä cada vez mais líder no Vodafone Rally de Portugal

    Rovanperä cada vez mais líder no Vodafone Rally de Portugal

    Depois de ter sido o mais jovem piloto de sempre a ganhar o Vodafone Rally de Portugal, em 2022, Kalle Rovanperä (Toyota Gazoo) está a construir o seu segundo triunfo consecutivo na prova portuguesa do Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC), com novo ‘banho’ de multidão nas classificativas da região Norte.

    O jovem finlandês começou a etapa de hoje com 10,8s de vantagem sobre Dani Sordo (Hyundai Shell Mobis), mas, de manhã, na primeira ronda pelas especiais do Norte – Vieira do Minho (26,61 km), Amarante (37,24 km) e Felgueiras (8,81 km) – o campeão do Mundo aumentou o avanço sobre o espanhol até aos 52,4s.

    O veterano piloto da Hyundai tem agora como principal tarefa manter os seus dois companheiros de equipa atrás de si, pois Esapekka Lappi está a 4,6s e Thierry Neuville está a 5,5s de Sordo, um trio da Hyundai entre os quatro primeiros do rali. Depois do furo de ontem, Ott Tänak (M-Sport Ford) já está a 1m34,1s de Rovanperä, com Oliver Solberg (Skoda) a ocupar a sexta posição da geral e a manter o comando do WRC2, com 37s de vantagem sobre Gus Greensmith (Ford). No WRC3, o finlandês Roope Korhonen (Ford) continua a dominar, na frente do compatriota Toni Herranen.

    O duelo entre Miguel Correia (Skoda) e Armindo Araújo (Skoda) pelo lugar de melhor português é, nesta altura, favorável ao piloto bracarense, embora Armindo Araújo tenha vencido a prova do CPR, que terminou ontem. Na etapa de hoje, entram em ação os concorrentes do CPR2 (Campeonato de Portugal de 2 Rodas Motrizes), num dia que culmina com a sempre popular Super Especial de Lousada.

    Vodafone Rally de Portugal – Classificação após PE11

    1. Rovanperä/Halttunen (Toyota), 2h09m48.9s

    2️. Sordo/Carrera (Hyundai), a 52.4s

    3️. Lappi/Ferm (Hyundai), a 57.0s

    4️. Neuville/Wydaeghe (Hyundai), 57.9s

    5️. Tänak/Järveoja (M-Sport Ford), a 1m34.1s

    Programa para a tarde

    SS12      Vieira do Minho 2 (26,61 km)    15h05

    SS13      Amarante 2 (37,24 km)                16h35

    SS14      Felgueiras 2 (8,81 km)                   18h05

    SS15      Lousada (3,36 km)                          19h05

  • Pedro Almeida: “rali duro com missão cumprida”

    Pedro Almeida: “rali duro com missão cumprida”

    Pedro Almeida terminou no 4º lugar a prova do Campeonato de Portugal de Ralis no Rally de Portugal, concluída depois de realizadas as oito primeiras classificativas no primeiro dia do Rally de Portugal.

    O piloto, navegado por Mário Castro, disse estar satisfeito pelo resultado alcançado numa prova que definiu como muito dura e difícil. «Encontramos os troços com muita pedra, difíceis e sempre desconfiados, a procurar evitar furos e qualquer saída de estrada» começou por referir o piloto. «A manhã foi muito de ‘resistir’ e na parte da tarde, creio que tivemos uma tarde bem conseguida, arriscamos um pouco mais na segunda passagem por Arganil e creio que asseguramos aí este resultado» acrescenta Pedro Almeida.

    A participação do piloto termina nesta edição do Rally de Portugal termina na etapa do Campeonato de Portugal de Ralis, concluída no final do primeiro dia da prova. «O Rally de Portugal é a nossa prova emblemática, mas é também um rali muito difícil para nós, pilotos nacionais, que partimos muito atrás e encontramos os troços já muito degradados. Chegar ao final é por si só uma aventura e exemplo disso as duas desistências que tivemos nas duas últimas participações que tivemos, este quarto lugar é por isso um resultado que nos deixa satisfeitos».
    Com esta prova termina também a fase de terra do Campeonato de Portugal de Ralis «e acabamos por terminar todas as provas, a somar pontos em todos os ralis».

    «Queremos só deixa um agradecimento à Mapomotosport, que nos acompanhou nesta fase de terra do campeonato, pelo profissionalismo que sempre colocaram na preparação do nosso Skoda Fabia».

    Pedro Almeida e Mário Castro não vão estar na próxima prova do campeonato, o Rali de Castelo Branco, deixando em aberto o regresso à competição nas últimas provas da temporada.

  • CPR | Vodafone Rally de Portugal: Armindo Araújo levou a melhor

    CPR | Vodafone Rally de Portugal: Armindo Araújo levou a melhor

    Miguel Correia é o novo líder do CPR, depois do triunfo na Power Stage e do segundo lugar na prova portuguesa do WRC.

    A dupla Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia Rally2 Evo) conquistou, esta sexta-feira, a vitória na prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) do Vodafone Rally de Portugal, ao concluir as oito classificativas do programa com uma vantagem de 13.9 segundos em relação a Miguel Correia/Jorge Carvalho (Skoda Fabia Rally2 Evo), que graças a este segundo lugar passam a ser os novos líderes do Campeonato.

    “Foi um dia em que fomos calculistas quando necessário, defendendo a nossa posição em algumas situações e atacando noutras, pois as classificativas estavam bastante demolidoras e eram muitos os carros de pilotos desistentes na beira da estrada. Não foi uma jornada fácil, mas cumprimos o objetivo principal que era vencer no CPR e, por isso, estamos muito contentes. Desde o meu regresso, após o acidente em Fafe, que as coisas têm corrido bastante bem e só tenho que me congratular não apenas pelo meu trabalho e do Luís [Ramalho], mas também da equipa”, afirmava Armindo Araújo, autor de uma excelente prova, ao superar sem sobressaltos as dificuldades inerentes à primeira etapa da prova portuguesa do WRC.

    Tal como seria previsível, Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2), do Team Hyundai Portugal, imprimiu um ritmo muito forte, somando um minuto de diferença face aos seus colegas portugueses do CPR, mas a rotura da suspensão no início da segunda passagem pelos troços de Lousã, Góis e Arganil deixou-o fora de “combate”. Até aí era Miguel Correia a destacar-se ligeiramente de Armindo Araújo, mas um furo em Arganil 2 fê-lo perder 35 segundos e aquele último subia, então, à liderança.

    “Tive azar com o furo, é verdade, mas são situações que fazem parte dos ralis. De qualquer modo, andei a um excelente ritmo, somei mais três pontos extra na Power Stage e chego ao final da etapa com 20 pontos de vantagem na frente do campeonato. Portanto, saio daqui satisfeito e bastante moralizado para as restantes provas da época”, referia, radiante, o piloto de Braga.

    Para o Team Hyundai Portugal foi um rali para esquecer, já que depois do abandono de Meeke seguiu-se o de Ricardo Teodósio, quando este ainda tinha uma palavra a dizer na discussão dos primeiros lugares. “Partiu-se um parafuso da manga do eixo traseiro esquerdo. Estava a fazer uma boa prova e ainda poderia melhorar o ritmo quando surgiu aquele azar…”, lamentou o piloto algarvio. A discussão do terceiro lugar foi interessante de seguir, entre Bernardo Sousa e Pedro Almeida, acabando por ser favorável ao piloto do Citroen, cujo único percalço se resumiu a ter seguido em frente num dos troços de Arganil, perdendo aí algum tempo. “Fiquei satisfeito com o meu ritmo, mesmo sem arriscar demasiado e nem me lembrei que Mortágua era a power stage, mesmo assim fui segundo…”, comentava o piloto madeirense. Pedro Almeida também tinha razões para se sentir satisfeito, atendendo a que andou sempre no grupo da frente e ele próprio confessava: “Os troços estavam muito danificados e tive que poupar o carro, mas foi a primeira vez no Rali de Portugal que passei da hora de almoço. Andei bem, só foi pena ter falhado duas passagens de caixa em Mortágua, mas, mesmo assim, foi o meu melhor rali deste ano”.

    Penalizado por um furo na primeira passagem por Góis, onde perdeu 5 minutos, Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2) afundou-se na classificação, enquanto José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), que chegou a discutir o quarto lugar com Pedro Almeida, devido a problemas de embraiagem também acabou por acumular um atraso considerável. E se Diogo Salvi (Skoda Fabia R5) desistiu na segunda passagem pela Lousã, Lucas Simões, mesmo com o motor do Ford Fiesta R5 a falhar, entre outros problemas mecânicos, conseguiu terminar a prova a acumular mais umas dezenas de quilómetros de experiência.

    Este sábado, entram em ação os pilotos do CPR 2RM (duas rodas motrizes), disputando os sete troços cronometrados da segunda etapa (148,88 km), sendo que a Power Stage será a segunda passagem por Felgueiras (8,91 km), antes do encerramento da etapa, na Super-Especial (3,36 km) no circuito de Lousada.

    Classificação final (oficiosa)

    1º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia Rally2 Evo), 1.30.51,5

    2º, Miguel Correia/Jorge Carvalho (Skoda Fabia Rally2 Evo), a 13.9s

    3º, Bernardo Sousa/José Janela (Citroen C3 Rally2), a 54.9

    4º, Pedro Almeida/Mário Castro (Skoda Fabia Rally Evo), 1.04.0

    5º, Lucas Simões/Nuno Almeida (Ford Fiesta Rally2), a 3.34.3

    6º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 19.26.1

    7º, Pedro Meireles/Pedro Alves (Hyundai i20 N Rally2), a 33.17.2

    CPR/Absoluto (oficiosa)

    1º, Miguel Correia, 82 pontos

    2º, Ricardo Teodósio, 62

    3º, José Pedro Fontes, 52

    4º, Armindo Araújo, 48

    5º, Pedro Almeida, 46

    6º, Lucas Simões, 34

    7º, Craig Breen, 28

    8º, Kris Meeke, 28

    9º, Bernardo Sousa, 27

    10º, Pedro Meireles, 25

  • Rovanperä fecha na frente o primeiro dia do Vodafone Rally de Portugal

    Rovanperä fecha na frente o primeiro dia do Vodafone Rally de Portugal

    Emoldurados por largos milhares de espetadores, os primeiros 121,25 km cronometrados do Vodafone Rally de Portugal mostraram que o vencedor do ano passado, Kalle Rovanperä (Toyota Gazoo), é um forte candidato a novo triunfo. O jovem campeão do Mundo em título terminou o primeiro dia de prova com 10,8s de vantagem sobre Dani Sordo (Hyundai Shell Mobis), numa etapa que teve quatro líderes diferentes.

    A dupla da M-Sport Ford, Pierre-Louis Loubet e Ott Tänak, bem como a dupla de pilotos Sordo e Rovanperä passaram pelo comando da prova durante as oito classificativas disputadas na região Centro, com o piloto da Toyota a assumir a liderança na segunda passagem por Góis (PE5), uma das suas três vitórias nas especiais de sexta-feira.

    during the Rally Portugal 2023, 5th round of the 2023 WRC World Rally Championship, from May 11 to 14, 2023 in Porto, Portugal – Photo Paulo Maria / DPPI

    Com a dureza dos pisos a provocar uma acentuada degradação dos pneus, Sordo fez uma gestão quase perfeita dos seus Pirelli e aproveitou a posição de partida (sétimo na estrada) para se colocar na luta pela vitória. O seu companheiro de equipa, Thierry Neuville, está a 26s de Rovanperä, admitindo que não se sentiu confortável ao volante do Hyundai. Loubet está logo atrás do belga, no quarto lugar, com Esapekka Lappi a colocar o terceiro Hyundai entre o top 5, a 27,3s do líder.

    Tänak chegou a mostrar ritmo para discutir o triunfo em Portugal, mas um furo obrigou o estónio a ceder 54s – e a liderança do rali – na segunda passagem pelos 12,03 km da Lousã (PE4). Pior desfecho teve o líder do Mundial, Elfyn Evans, que sofreu uma saída de estrada em Mortágua (PE7), que destruiu o seu Toyota. A marca japonesa também ficou sem Takamoto Katsuta durante a primeira etapa, devido a problemas elétricos no Yaris GR Rally1, embora o piloto nipónico possa regressar amanhã em Super Rally.

    Depois de Lousã, Góis, Arganil e Mortágua, as estrelas do WRC rumaram à Figueira da Foz para uma espetacular Super Especial de 2,94 km com o Atlântico em fundo (ganha por Dani Sordo), que marcou o regresso daquela cidade ao Vodafone Rally de Portugal, 26 anos depois da última presença.

    Com um plantel de luxo no WRC2, o mais forte de sempre em Portugal, a prova dos Rally2 é comandada por Oliver Solberg (Skoda), que fez uma gestão perfeita dos pneus até à Figueira da Foz. O jovem sueco, filho do ex-campeão do Mundo Petter Solberg, tem 50,2s de vantagem para Gus Greensmith (Ford), depois de uma penalização de Yohan Rossel (Citroën) ter promovido o britânico ao segundo lugar. Outro dos favoritos, o regressado Andreas Mikkelsen (Skoda), foi um dos afetados pelos furos, estando nesta altura no quarto lugar, já a 1m41,1s de Solberg.

    Amanhã, os concorrentes rumam à região Norte para mais sete classificativas, numa etapa com 148,68 kms cronometrados.

    WRC Vodafone Rally de Portugal – Classificação após PE8

    1️. Rovanperä/Halttunen (Toyota), 1h22m27.7s

    2️. Sordo/Carrera (Hyundai), a 10.8s

    3️. Neuville/Wydaeghe (Hyundai), 26.0s

    4️. Loubet/Gilsoul (M-Sport Ford), a 26.9s

    5️. Lappi/Ferm (Hyundai), a 27.3s

    Classificações online em rallydeportugal.pt

    Programa

    Sábado, 13 de maio

    SS9        Vieira do Minho 1 (26,61 km)    07h35

    SS10      Amarante 1 (37,24 km)                09h05

    SS11      Felgueiras 1 (8,81 km)                   10h35

    SS12      Vieira do Minho 2 (26,61 km)    15h05

    SS13      Amarante 2 (37,24 km)                16h35

    SS14      Felgueiras 2 (8,81 km)                   18h05

    SS15      Lousada (3,36 km)                          19h05

  • Tänak lidera após troços da manhã na região Centro

    Tänak lidera após troços da manhã na região Centro

    Ott Tänak (M-Sport Ford) entrou ao ataque no WRC Vodafone Rally de Portugal, com o campeão do Mundo de 2019 a liderar a prova do ACP quando estão decorridas três especiais – as primeiras passagens por Lousã (12,03 km), Góis (19,33 km) e Arganil (18,72 km). 

    Com a tradicional dureza dos pisos na região Centro, as escolhas – e a gestão – dos pneus foi a grande prioridade dos pilotos, já a pensar nas exigentes segundas passagens, à tarde, quando as classificativas estarão mais degradadas. Pierre-Louis Loubet (M-Sport Ford), que era o último Rally1 a partir para a estrada, foi o mais rápido no primeiro troço do rali, na Lousã, com o seu companheiro de equipa, Tänak, a responder na especial seguinte, Góis, passando para a frente do rali. Vencedor em Portugal no ano passado, Kalle Rovanperä fechou a manhã com o melhor tempo no histórico troço de Arganil, embora o piloto da Toyota Gazoo esteja nesta altura no segundo lugar da geral, a 3,0s de Tänak.  

    Dani Sordo (Hyundai Shell Mobis), que era o sétimo na estrada, aproveitou para se colocar no terceiro lugar da geral, a 3,6s de Tänak, enquanto Thierry Neuville (Hyundai Shell Mobis) fecha a primeira secção de prova a 14,6s do estónio. O líder do Mundial, Elfyn Evans (Toyota Gazoo) teve naturais dificuldades ao ser o primeiro na estrada, e ao ‘limpar’ o piso para os carros seguintes, perdendo 18,0s para Tänak e estando na frente de Loubet, que teve um princípio de incêndio no seu Ford, continuando, no entanto, em prova. Mais atrasado está Esapekka Lappi (Hyundai Shell Mobis), a 26,5s da liderança, embora a segunda ronda por Lousã, Góis e Arganil, a que se junta a especial de Mortágua, ainda possa alterar bastante a correlação de forças. 

    No WRC2, que tem em Portugal um dos pelotões mais competitivos de sempre, Adrien Fourmaux (Ford) lidera com 6,1s sobre o regressado Andreas Mikkelsen (Skoda), com Oliver Solberg (Skoda) no terceiro lugar, a 6,9s do francês. Kris Meeke (Hyundai) comanda a prova do Campeonato de Portugal de Ralis, com 1m08,8s de vantagem sobre Miguel Correia (Skoda) e 1m09,4s sobre Armindo Araújo (Skoda). O finlandês Roope Korhonen (Ford) lidera o WRC3. 

    WRC Vodafone Rally de Portugal – Classificação após SS3 

    1️. Tänak / Järveoja (M-Sport Ford), 33m56.4s 

    2️. Rovanperä / Halttunen (Toyota), a 3.0s 

    3️. Sordo / Carrera (Hyundai), a 3.6s 

    4️. Neuville / Wydaeghe (Hyundai), a 14.6s 

    5️. Evans / Scott (Toyota), a 18.0s 

  • Pirelli diz que Rali de Portugal é uma espécie de “universidade dos ralis de terra” no WRC

    Pirelli diz que Rali de Portugal é uma espécie de “universidade dos ralis de terra” no WRC

    Uma grande variedade de pisos, da areia ao asfalto, com mudanças rápidas dentro da mesma especial, mas sobretudo sulcos profundos que em algumas especiais podem criar sérios problemas para os pneus e para todo o carro, como aconteceu no ano passado. É o que revela a análise pós-reconhecimento dos engenheiros da Pirelli, que confirmam o Rali de Portugal como uma espécie de “universidade das corridas de terra” do campeonato, em que nada é dado como garantido.

    A marca italiana, fornecedora oficial do WRC, considera que o dia mais duro de toda a prova será já amanhã, sexta-feira, sobretudo na secção da tarde, mais longa do que a secção matinal e com condições que a marca considera serem piores do que em 2022. De referir ainda os inúmeros troços esburacados, a presença de pedras nas estradas, provocando um alto desgaste dos pneus. A etapa mais desafiadora parece ser a 5ª PEC,  segunda passagem pelo sempre demolidor troço cronometrado de Góis, cuja estrada é repleta de pedras, com trechos caracterizados por sulcos profundos.

    Mesmo na etapa de sábado, a secção da manhã é mais curta que a da tarde, que é a mais longa de todo o rali (76,02 km). A abrasividade das superfícies geralmente diminui em comparação com o dia anterior, assim como o desgaste dos pneus. Todas as especiais contam com secções asfaltadas. A Pirelli anuncia que é esperada mais humidade do que na na sexta-feira (que será 100% seca).

    As PEC 10 e 13, correspondentes às duas passagens por Amarante, apresentam um total de três quilómetros de asfalto e um troço calcetado, com as condições do pavimento a agravarem-se durante a tarde.

    As quatro especiais de domingo são, em comparação com as dos dois primeiros dias, menos agressivas. A Exceção será a longa tirada de Cabeçeiras de Basto, com inúmeros troços de cascalho solto e presença de lama.

    Os pneus disponíveis em Portugal são os Scorpion KX WRC, desenvolvido para os carros Rally1, com dois compostos, Soft e Hard, ambos na evolução 2022, que apresentam estruturas reforçadas e design otimizado.  O regulamento prevê a alocação de 24 e oito pneus respetivamente, para a primeira e para a segunda opção.

    Para os carros das categorias WRC2 e WRC3 a Pirelli traz os Scorpion K, também disponíveis em compostos duros e macios. Para estas categorias de carros, as alocações são 22 e 8 pneus para a primeira e segunda opção, respetivamente.

  • Elfyn Evans foi o mais rápido no Shakedown de Paredes

    Elfyn Evans foi o mais rápido no Shakedown de Paredes

    Os pilotos do WRC Vodafone Rally de Portugal já rodaram, hoje, no tradicional Shakedown de Paredes, nas imediações e no interior do circuito de Baltar. Perante milhares de aficionados, Elfyn Evans (Toyota Gazoo) foi o mais rápido nas passagens pelo curto troço de 4,61 km, com o líder do Mundial a deixar o Hyundai de Esapekka Lappi a 0,1s e o Ford de Ott Tänak a 0,5s.

    Na derradeira oportunidade de afinação das máquinas, Dani Sordo (Hyundai Shell Mobis) foi o quarto mais rápido, a 0,6s de Evans, enquanto o campeão do Mundo em título, Kalle Rovanperä (Toyota Gazoo), foi o sétimo classificado no Shakedown, tentando repetir o triunfo do ano passado em Portugal.

    Oliver Solberg (Skoda) foi o melhor dos Rally2, com Ricardo Teodósio a ser o mais rápido entre os pilotos portugueses no Shakedown, com o i20 N Rally2 do Team Hyundai Portugal. Os concorrentes regressam a Paredes no próximo domingo para uma das novidades da edição deste ano, a classificativa de 11,05 km que abre a derradeira etapa.

    Sessão de autógrafos e arranque oficial em Coimbra

    Depois de Paredes, os concorrentes rumam à região Centro e à cidade de Coimbra, que volta a ser palco do arranque oficial da prova. A partir das 19h00, junto à emblemática Porta Férrea da Universidade de Coimbra, os pilotos do Mundial e as melhores equipas portuguesas terão uma sessão de autógrafos que promete voltar a atrair uma legião de aficionados.

    A partir das 20h10, o cenário único da Biblioteca Joanina, datada de 1717, recebe a fotografia oficial com as duplas do WRC, que depois iniciam a cerimónia de arranque oficial do 56.º Vodafone Rally de Portugal, a partir das 20h30. Um momento que incluirá uma homenagem ao malogrado Craig Breen.

    Shakedown:

    1. Evans/Martin (Toyota), 2m53.4s

    2️. Lappi/Ferm (Hyundai), a 0.1s

    3️. Tänak/Jäveoja (Toyota), a 0.5s

  • CPR 2RM | Vodafone Rali de Portugal: ação apenas no sábado!

    CPR 2RM | Vodafone Rali de Portugal: ação apenas no sábado!

    Pela primeira vez no historial do CPR, os pilotos do Campeonato de 2RM (duas rodas motrizes) competem apenas na etapa de sábado, cuja classificação, ao fim de sete troços cronometrados (148,88 km), lhes garantirá os tão ambicionados pontos.

    Sobretudo a dupla passagem por Vieira do Minho e Amarante não vai ser pera doce para ninguém, sendo de aguardar algum equilíbrio, em termos de andamento, entre os melhor classificados no campeonato. A Power Stage será a segunda passagem por Felgueiras (8,91 km), antes do encerramento da etapa, na Super-Especial (3,36 km) no circuito de Lousada.

    Ernesto Cunha (Peugeot 208 Rally4) defende a liderança face a um leque de jovens aguerridos como Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4), Hugo Mesquita (Renault Clio Rally4), Gonçalo Henriques (Renaul Clio Rally5) e Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4), com Daniel Nunes (Renault Clio Rally4) em busca de reduzir o prejuízo de somar apenas uma pontuação, tal como Sousa.

  • Rali Flor do Alentejo: competição a Sul regressa aos pisos de terra

    Rali Flor do Alentejo: competição a Sul regressa aos pisos de terra

    Já começou a contagem decrescente para o Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa, a terceira prova pontuável para os campeonatos Start Sul e Promo Sul de ralis da FPAK. Nos próximos dias 20 e 21 de maio de 2022 a cidade alentejana de Serpa recebe a 14ª edição desta competição mais uma vez organizada pela Secção de Motorismo da Sociedade Artística Reguenguense em parceria com o Município de Serpa.

    O Rali Flor do Alentejo vai contar com um total de 62,14 kms divididos por sete Provas Especiais de Classificação. A prova arranca desportivamente no sábado, dia 20 de maio após as habituais verificações técnicas e administrativas que decorrem durante  a manhã, com primeira PEC de 9.02 km que se disputa pelas 16h45 em Santa Iria. Ainda no sábado na PEC2 os pilotos farão nova passagem na PEC1 e pelas 22:00 realizam a PEC3 Super Especial composta por 2,26 kms. A partir das 21:30 vários pilotos com viaturas de outras categorias (kartcross, drift entre outras) farão uma demonstração e animarão o publico até ao início da SE.

    No domingo, cumprem-se as restantes quatro especiais classificativas. A quarta de 10,8 km em A. do Pinto, a quinta com 10,11 km em Sopos, e as derradeiras PEC’s compreendem uma nova passagem pelas duas últimas especiais descritas. A cerimónia de entrega de prémios está agendada para as 15h30, no pódio junto ao Parque Fechado, junto à Rua José M. Graça Afreixo, Serpa.

  • CPR | Vodafone Rally de Portugal: todos contra Meeke!

    CPR | Vodafone Rally de Portugal: todos contra Meeke!

    Armindo Araújo, Miguel Correia, Ricardo Teodósio, José Pedro Fontes, Pedro Meireles, Kris Meeke e Diogo Salvi têm previsto fazer a totalidade do rali, embora apenas as oito classificativas de sexta-feira pontuem no CPR

    Aí está a prova mais mediática da época no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), o Vodafone Rally de Portugal (12 maio), cuja primeira etapa, na sexta-feira, vai ser palco de um animado duelo entre os pilotos nacionais de referência, mais Kris Meeke, pela conquista da melhor classificação, num “sprint” de 120,59 km ao cronómetro. Muito embora a pontuação para o CPR seja estabelecida apenas com as oito primeiras classificativas, não deixa de ser curioso assinalar que a esmagadora maioria dos pilotos candidatos ao título absoluto decidiu fazer a totalidade do rali, sonhando com a conquista, no final, do prestigioso lugar de “melhor português”.

    No arranque para esta quarta prova da época e última em classificativas de terra, que será também a mais exigente, especialmente pelas dificuldades inerentes a quem vai largar para a estrada na segunda metade do “pelotão” – atrás dos pilotos dos Rally1 e de uma boa parte dos “mundialistas” dos WRC2 –, encontrando os pisos já bastante degradados e mais propícios a furos, Ricardo Teodósio e Miguel Correia estão separados por apenas três pontos. Ambos somam três pontuações, como, aliás, José Pedro Fontes (3º, a 20 pontos do líder) e Pedro Almeida (4º, a 30 pontos), enquanto, um pouco mais para trás, tanto Kris Meeke como Armindo Araújo somam apenas uma pontuação, podendo dizer-se que começaram a sua época no “Terras D’Aboboreira”.

    Face à dureza das classificativas, especialmente nas segundas passagens em Lousã, Góis e Arganil, quem melhor se adaptar ao compromisso de aliar rapidez com poupança (suspensão e pneus) do carro poderá colher dividendos na chegada à Figueira da Foz, para depois relaxar na super-especial de encerramento da etapa, até porque antes haverá a discussão dos pontos extra da Power Stage no troço de Mortágua (18,15 km).

    Nos dois dias seguintes, e embora já sem nada a ganhar em termos de pontos no CPR, continuará o tira-teimas entre as principais “estrelas”. É que dos inscritos na prova portuguesa do WRC e exceção feita a Paulo Caldeira (Citroen C3 Rally2), que será ausência de última hora por motivos pessoais, Armindo Araújo (Skoda Fabia Rally2 Evo), Miguel Correia (Skoda Fabia Rally2 Evo), Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2), Diogo Salvi (Skoda Fabia R5) e Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2) continuarão em prova sábado e domingo, ao contrário de Bernardo Sousa (Citroen C3 Rally2), de Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 Evo) e de Lucas Simões (Ford Fiesta Rally2), que têm previsto não ir além da etapa que marca pontos no campeonato.