Com consciência da dureza do terreno, mas focados nos pontos, foi assim que Paulo Roque e Marco Macedo se apresentaram à partida do Vodafone Rally de Portugal. A dupla conquistou o 5º posto entre as Duas Rodas Motrizes do Campeonato de Portugal de Ralis, alcançando com distinção os objetivos propostos e firmando também o 6º posto na Peugeot Rally Cup Ibérica.
Na sua segunda participação na prova organizada pelo Automóvel Clube de Portugal, Paulo Roque posicionou-se de forma constante e encontrou o seu ritmo desde os primeiros quilómetros. Logo a partir da classificativa de Amarante 1, que o piloto de Gondomar se fixou no 5º posto das Duas Rodas Motrizes do Campeonato de Portugal de Ralis, lutando pela posição até ao final da prova.
O piloto do 208 Rally4 refere: “Já sabíamos que ia ser um rali muito duro, à semelhança da nossa primeira participação em 2022. Este ano não foi exceção e tivemos de encontrar o equilíbrio entre uma boa velocidade e garantir que ficávamos longe dos problemas.“
Esta boa gestão de andamento, permitiu a Paulo Roque e Marco Macedo manterem o Peugeot fora de problemas, garantindo a 5ª posição nas Duas Rodas Motrizes do Campeonato de Portugal de Ralis e o 6º posto na Peugeot Rally Cup Ibérica.
Pisos duríssimos, muito de pó e milhares de adeptos ao longo de todos os troços do Vodafone Rally de Portugal. Foi com esta constante que Rafael Cardeira e Luís Boiça ultrapassaram os desafios desta prova integrada no calendário do Campeonato do Mundo de Ralis, que não se revelou tarefa fácil para as equipas portuguesas.
Numa estreia quase perfeita, a dupla garantiu o 4º posto nas Duas Rodas Motrizes do Campeonato de Portugal de Ralis, depois de ocupar a 2ª posição antes de uma atribuição nominal de tempos.
Foi logo a partir dos primeiros quilómetros daquela que é provavelmente a prova mais dura da época, que o piloto do Sporting Clube de Portugal percebeu que tinha de imprimir um ritmo forte, mas com uma excelente gestão da mecânica para se manter na luta pelos lugares cimeiros. Mantendo sempre a luta pelo pódio nas Duas Rodas Motrizes do CPR, Rafael Cardeira começa por referir que “devido à dureza dos pisos, era fundamental uma boa gestão de ritmo para conseguirmos chegar ao final da prova.”
Rafael Cardeira depressa se adaptou à prova, chegando a ocupar o 2ª lugar nas Duas Rodas Motrizes do Campeonato de Portugal de Ralis. Mas uma atribuição nominal de tempos, onde nenhuma das equipas desta classe realizou a especial em causa, penalizou a dupla do Renault Clio R3T, trocando a classificação geral “na secretaria”. “Devia ter sido atribuído um tempo nominal igual a todos os concorrentes, pois nem nós, nem os nossos adversários realizaram o troço em causa. Desta forma, não seria alterada a classificação e a luta que vinha a ser feita em estrada, mantinha-se na estrada. As tarefa já não estava fácil, quando praticamente tivemos de parar na especial de Felgueiras 2, devido ao pó. Aqui, os nossos concorrentes tiveram dois minutos de diferença por uma questão de segurança, quando nós apenas tivemos um”, indica o piloto da Marinha Grande.
Nesta estreia quase “de sonho” no Vodafone Rally de Portugal e com um elevado grau de desafios superados nesta prova integrada no Campeonato do Mundo de Ralis, a equipa conquista o 4º lugar e com isto, pontos importantes para o Campeonato de Portugal de Ralis 2 Rodas Motrizes, que vê aqui terminada a sua fase de terra.
O regresso ao asfalto, tipo de piso onde o piloto do Sporting Clube de Portugal acumula mais experiência, irá acontecer no Rali de Castelo Branco, prova disputada de 30 de junho a 1 de julho.
No Vodafone Rally de Portugal, o jovem talento de Vila Nova de Poiares fechou da melhor forma a fase de terra do Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes (CPR2RM), colocando o Renault Clio Rally4 equipado com pneus Kumho no 2º lugar da refrega reservada a este campeonato, revelando talento e capacidade para ultrapassar a enorme dureza da prova portuguesa integrada no Mundial de Ralis.
O palco da luta pela supremacia e pelos pontos para o campeonato foi a longa 2ª etapa da prova organizada pelo ACP, que incluía duas passagens pelos longos e desafiantes troços cronometrados de Vieira do Minho e de Amarante, mais uma dupla passagem pelo curto e rápido troço de Felgueiras, culminando com a disputa da Super Especial no circuito da Costilha, em Lousada, num total de quase 150 km contra o cronómetro.
E entre as duplas que se apresentavam à parida com justas pretensões a disputar os lugares da frente no CPR2RM estavam Gonçalo Henriques e Gonçalo Cunha, desta feita aos comandos de um Renault Clio Rally4, preparado pela Domingos Sport, deixando nas instalações do conhecido preparador o seu habitual Clio Rally5.
“Entramos com cautela, pois não conhecíamos o carro e aproveitamos a primeira ronda para ganhar confiança. Sabíamos que iria ser um rali muito longo e com troços duros e extensos, que exigiam muito foco e muita capacidade para escolher um andamento rápido, mas que poupasse o carro. Na primeira passagem por Vieira do Minho acabamos por ser um pouco lentos. Depois, em Amarante, correu mesmo. Tivemos um furo, fruto da dureza do piso e perdemos muito tempo a trocar a roda. A partir daí, fomos atacando até ao fim do dia, para recuperar posições”.
O resumo feito por Gonçalo Henriques é uma perfeita súmula da sua prova. 4º da geral do CPR2RM à saída de Vieira do Minho 1, o “jovem lobo” caiu para a 7ª posição após Amarante 1, mas não baixou os braços.
Atacou logo em Felgueiras 1, subindo para 6º da geral e, na secção decisiva da tarde, o seu festival de condução continuou. 3 tempos magníficos na segunda ronda pelas três especiais, incluindo a melhor marca em Felgueiras 2, guindaram Gonçalo Henriques ao 2º lugar, arribando à Super Especial de Lousada já nessa posição e com um avanço substancial sobre os perseguidores, podendo assim optar por abordar os 3,8 quilómetros do traçado com calma, rumando depois à Exponor para celebrar mais um fantástico pódio nesta sua época de estreia no Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes.
O feito deixou o piloto “muito feliz. Foi uma prova dura, mas muito importante para a nossa evolução. Ficou demonstrado que temos ritmo para andar entre os da frente, como provou o melhor tempo que fiz, empatado com o Ernesto Cunha, na Power Stage. Este segundo lugar motiva-nos ainda mais para a fase de asfalto e, mesmo sendo a nossa primeira temporada no campeonato, vamos dar tudo poder continuar a obter bons resultados”.
Gonçalo Henriques destacou ainda a “enorme importância que tiveram, uma vez mais, os pneus Kumho. Utilizamos um composto novo e a sua eficácia perante uma prova tão dura foi total. Os Kumho foram, uma vez mais um aliado preciso para obtermos mais um resultado de topo e tem sido para mim motivo de grande orgulho contar com a confiança da marca e da ASR Tyres”.
A dupla Ricardo Teodósio – José Teixeira teve um fim-de-semana muito difícil no Rally de Portugal, quarta ronda do Campeonato de Portugal de Ralis, a última da fase de terra do campeonato.
Os algarvios, líderes do CPR à entrada para este evento, acabaram por terminar a precocemente na sexta-feira devido a um problema no Hyundai i20 N Rally2, prosseguindo mais tarde no sábado e domingo para brindar os portugueses com o espetáculo a que tem habituado os fãs dos ralis que nesta prova se unem em grande número para assistir ao evento, bem como para honrar os compromissos com os patrocinadores do projeto.
“Foi um rali difícil, logo no primeiro dia, e apesar de estarmos a trabalhar para nos aproximar da frente da corrida para somar o maior número de pontos possível no CPR, partiu-se um parafuso da manga do eixo traseiro do Hyundai i20 N Rally2, o que acabou por deitar por terra as nossas pretensões. Caímos para segundo no campeonato, mas vamos continuar lutar já a partir do Rali de Castelo Branco..”, esclareceu Ricardo Teodósio.
José Teixeira, por seu lado, mostra-se confiante para o futuro, tendo em conta os resultados obtidos nesta primeira fase da temporada. “Mostrámos sempre um ritmo positivo neste início de temporada e por isso só podemos estar confiantes para o futuro. Ao longo destes dias, o apoio que recebemos do público e da #24MyFamily foi incrível e incomparável, por isso saímos daqui muito motivados para retomar a luta pelo título de Campeão Nacional.”
O Rali de Castelo Branco realiza-se entre os dias 30 de junho e 1 de julho, na capital da Beira Baixa.
Um ano depois de se ter tornado o mais jovem vencedor de sempre, Kalle Rovanperä dominou o 56.º Vodafone Rally de Portugal e juntou-se a Kankkunen, Sainz, McRae, Mäkinen e Loeb no lote de pilotos com dois triunfos na prova. O piloto da Toyota, que é o novo líder do Mundial, deixou Dani Sordo a 54,7s, com Esapekka Lappi a colocar um segundo Hyundai no pódio final, em Matosinhos. Armindo Araújo foi pela 12ª vez o melhor piloto nacional. A organização do Automóvel Club de Portugal (ACP) foi alvo de rasgados elogios, num evento onde o público voltou a comparecer em número impressionante – estima-se que, na ordem, do milhão e meio de espetadores.
Com 22 anos, Kalle Rovanperä parece destinado a (continuar a) fazer História no Campeonato do Mundo de Ralis. Antes de chegar a Portugal, o mais jovem campeão de sempre do WRC tinha admitido dificuldades nas primeiras quatro provas do ano, referindo que não se sentia inteiramente confortável com a versão atualizada do Toyota Yaris GR Rally1. Ainda assim, chegou à prova portuguesa a apenas um ponto dos líderes do Mundial, os companheiros de equipa Sébastien Ogier e Elfyn Evans. Após uma exibição dominadora no Vodafone Rally de Portugal, é caso para dizer que Rovanperä está de volta ao seu nível habitual, chegando ao segundo triunfo consecutivo na prova do ACP.
Repetindo uma fórmula de sucesso entre as regiões Centro e Norte do país, o 56.º Vodafone Rally de Portugal arrancou, oficialmente, em Coimbra, na quinta-feira, e começou animado no dia seguinte, com quatro líderes diferentes durante a primeira etapa. Só que Rovanperä ‘abriu’ definitivamente o livro no sábado, colocando a diferença para Dani Sordo, o ‘melhor dos outros’, em 57,5s.
06 SORDO Dani (spa), CARRERA Candido (spa), Hyundai Shell Mobis World Rally Team, Hyundai i20 Coupé WRC, action during the Rally Portugal 2023, 5th round of the 2023 WRC World Rally Championship, from May 11 to 14, 2023 in Porto, Portugal – Photo Paulo Maria / DPPI
O veterano espanhol da Hyundai concentrou-se em manter o carro na estrada durante a etapa de hoje, com Rovanperä a confirmar a sua primeira vitória da temporada (e a nona no WRC), para além de ser o mais rápido na emblemática Power Stage em Fafe.
“Demorou, mas finalmente estamos de volta! Tenho de agradecer muito ao Jonne (Halttunen, navegador) e à equipa. Eles têm puxado por mim e obrigaram-me a continuar em frente numa fase mais difícil, desde o final do ano passado”, afirmou o jovem finlandês, que agora tem 17 pontos de vantagem sobre o segundo do Mundial, Ott Tänak.
Duplo pódio para a Hyundai
Sordo acumulou o sétimo pódio no Vodafone Rally de Portugal – o terceiro consecutivo -, voltando a corresponder à chamada da Hyundai.
A marca coreana ainda colocou Esapekka Lappi no derradeiro lugar do pódio, a 1m20,3s de Rovanperä, depois de problemas de turbo no carro de Thierry Neuville terem relegado o belga para o quinto lugar. “Este é um dos desportos mais cruéis do mundo, mas quero deixar aqui o meu aplauso à organização, que fez um trabalho incrível, assim como aos espectadores”, destacou Neuville no final.
Com Evans fora de prova logo na sexta-feira, após uma aparatosa saída de estrada que destruiu o seu Toyota, Tänak foi o outro candidato ao título a perder pontos para Rovanperä em Portugal. O estónio da M-Sport Ford ganhou uma classificativa na sexta-feira, mas furou no sábado e hoje teve problemas no sistema híbrido do Puma Rally1, terminando no quarto lugar, a 2m04,2s de Rovanperä.
Greensmith vence no WRC2, Armindo o melhor português
O melhor concorrente do WRC2 terminou no sexto lugar, com Gus Greensmith (Skoda) a bater Oliver Solberg (Skoda) por escassos 1,2s, após o jovem sueco ter sido penalizado em 1 minuto, por ter realizado piões no final da Super Especial de Lousada, no sábado. O regressado Andreas Mikkelsen (Skoda) completou o pódio numa das melhores listas de inscritos de sempre do Mundial dos Rally2, com 43 equipas. O duelo de finlandeses do WRC3 viu Roope Korhonen ficar na frente de Toni Herranen, ambos em Ford.
during the Rally Portugal 2023, 5th round of the 2023 WRC World Rally Championship, from May 11 to 14, 2023 in Porto, Portugal – Photo Paulo Pacheco / DPPI
Apesar de três dias de prova e 325,35 quilómetros cronometrados, Armindo Araújo ‘sobreviveu’ à dureza do rali como o melhor português – pela 12.ª vez em 17 participações no Vodafone Rally de Portugal –, vencendo ainda a prova do CPR, disputada na sexta-feira. Miguel Correia teve problemas mecânicos no seu Skoda, mas assumiu o comando do campeonato, com o treinador de pilotos, o regressado Nuno Pinto (Citroën) a secundar Armindo Araújo entre os portugueses, na frente de Francisco Teixeira (Skoda).
Ricardo Sousa (Peugeot) ganhou a prova do CPR2, ao impor um andamento forte e ao conseguir evitar os furos na etapa de sábado. Gonçalo Henriques (Renault) foi o segundo classificado e Hugo Mesquita (Renault) completou o pódio final. O campeão em título, Ernesto Cunha (Peugeot), continua na frente do campeonato dos 2 Rodas Motrizes. Ricardo Sousa também foi o mais forte na Peugeot Rally Cup Ibérica, o troféu dos Peugeot 208 Rally4, onde o piloto português bateu os espanhóis Sergi Pérez e Iago Gabeiras, num pelotão com 12 equipas.
Grandes novidades no percurso deste ano, tanto a Super Especial da Figueira da Foz na sexta-feira, como a nova classificativa de Paredes, a abrir a etapa de hoje, foram apostas ganhas do ACP, emolduradas por largos milhares de espectadores. Aliás, a afluência massiva de público – na ordem do milhão e meio – continua a ser uma das imagens de marca do Vodafone Rally de Portugal, que também se afirma, cada vez mais, pelo comportamento exemplar dos espectadores.
56.º VODAFONE RALLY DE PORTUGAL
1. K. Rovanperä / J. Halttunen (Toyota), 3m35.11,7s
2. D. Sordo / C. Carrera (Hyundai), a 54,7s
3. E. Lappi / J. Ferm (Hyundai), a 1m20,3s
4. O. Tänak / M. Järveoja (M-Sport Ford), a 2m04,1s
5. T. Neuville / M. Wydaeghe (Hyundai), a 8m22,5s
6. G. Greensmith / J. Andersson (Skoda), a 9m43,4s
Álvaro Parente conquistou um bom resultado na corrida de hoje do GT World Challenge Asia, que se realizou no Chang International Circuit – Buriram, depois de um turno de condução em que esteve ao ataque.
Após as contrariedades de ontem, o português estava determinado em conseguir terminar o fim-de-semana da Tailândia com uma boa classificação, que reflectisse o bom trabalho realizado pela HubAuto Racing.
Álvaro Parente arrancou da décima segunda posição da grelha de partida e rodou sempre no grupo da frente com um ritmo fortíssimo, aproveitando os erros de alguns dos pilotos que rodavam à sua frente para ganhar posições. A equipa do Porsche 992 GT3 R manteve o piloto do Porto no carro o máximo possível, o que lhe permitiu manter um andamento elevado, galgando ainda mais posições na classificação.
Quando Morris Chen deixou as boxes aos comandos do carro número setenta e dois estava já no sexto posto, o que evidencia a performance de Álvaro Parente, que rodou no limite do material que tinha à sua disposição. O ‘gentleman driver’ de Taiwan terminou no oitavo posto a corrida que foi concluída com a amostragem de bandeiras vermelhas devido a um acidente entre dois carros a menos de dois minutos do cronómetro registar uma hora de prova.
No final, Álvaro Parente estava satisfeito com o desfecho da corrida. “Foi uma prova difícil com um ritmo muito elevado e com algumas lutas. A equipa jogou muito bem estrategicamente, ao estender o meu ‘stint’ ao máximo, o que nos permitiu ganhar muitas posições. Depois, o Morris conseguiu terminar em oitavo lugar. É um bom resultado“, afirmou o português.
Após a primeira ronda da mais importante competição asiática dedicada a carros de GT, Álvaro Parente considera que existe uma boa base de trabalho, havendo margem para progredir. “O Porsche 992 GT3 R é muito novo para todos e, portanto, temos muito para melhorar em todos os aspectos. O Morris está também em evolução e tem ainda capacidade para melhorar. Creio que nesta segunda corrida mostrámos que temos potencial, mas temos ainda que trabalhar para podermos estar ainda mais fortes já em Fuji“, concluiu o piloto do Porto.
A próxima ronda do GT World Challenge Asia disputa-se na Fuji International Speedway, Japão, nos dias 16 a 18 de Junho.
Da entrada de leão dos espanhóis Iago Gabeiras / Adrián Varela, à vitória final dos lusos Ricardo Sousa / Luis Marques mediaram 7 Especiais – Vieira do Minho, Amarante e Felgueiras, mais a SuperEspecial de Lousada – 144,88 km cronometrados que definiram os eventos deste Vodafone Rally de Portugal, segunda prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023.
Jornada baseada no segundo dia competitivo da prova do WRC e também pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis de 2 Rodas Motrizes, foi neste sábado que se escreveu a história do rali, com um pódio que se completou com Sérgi Perez / Lorena Romero, que ficou a uns expressivos 44,9 segundos do objetivo máximo (apenas venceu entre os Juniores), um lugar à frente dos compatriotas Iago Gabeiras / Adrián Varela, estes a já mais de 3 minutos dos vencedores.
Aos comandos dos competitivos Peugeot 208 Rally4, para além das equipas que passaram pelo 1º lugar, outras bateram-se pelas restantes posições do top-10, incluindo os dois nomes que, na Aboboreira, discutiram a vitória, mas que, aqui, mercê da maior inspiração dos seus adversários, apenas puderam visar posições mais secundárias.
Com os resultados acumulados nos dois ralis em terra já disputados e os respetivos pontos somados, Pedro Antunes e Vítor Hugo, que aqui não foram além do 4º lugar, mas que somaram 3 pontos da vitória na Power Stage, continuam na posição de líderes dos rankings de Pilotos e Navegadores da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023. É nessa posição em que, no próximo dia 16 de junho, irão partir para a terceira jornada do ano, o Rallye de Ourense, a primeira de três provas em Espanha e, também, o primeiro rali do ano em alcatrão, desta iniciativa a cargo da Peugeot Portugal e Peugeot Espanha, com a logística da Sports & You.
A dupla da Wayne Taylor Racing, Filipe Albuquerque e Ricky Martin vão largar para a quarta jornada do Campeonato Norte Americano de Resistência da quinta posição da grelha. Não sendo o resultado esperado pela dupla luso-americana, ambos estão optimistas quanto ao desfecho da corrida.
A qualificação que foi disputada por Ricky não surpreendeu Filipe Albuquerque: “Apesar de querermos estar mais à frente, a realidade é que não estamos tão dominadores como nas corridas anteriores e isso acaba por se espelhar neste resultado. Contudo, não significa que na corrida as coisas não sejam diferentes. Até porque a experiência diz-nos que estar na ‘pole’ não se traduz em vitória. Uma coisa temos a certeza, vamos dar luta”, começou por referir o piloto de Coimbra.
A corrida terá lugar pelas 20.10h de hoje e terá transmissão em directo em imsa.tv e Filipe está ciente que sairão vencedores desta prova aqueles que conseguirem fazer uma melhor gestão dos pneus face ao andamento: “Vai ser uma verdadeira lotaria. A corrida não será muito longa, 2h e quarente minutos, mas vai dar trabalho, muito trabalho. Teremos de optimizar os pneus. Aqueles que melhore conseguirem gerir a degradação dos pneus serão aqueles que serão mais consistentes e como tal, sairão a ganhar. Estamos a trabalhar na melhor estratégia para não deixar nada ao acaso. Precisamos de um bom resultado, caso não seja a vitória, que seria a cereja no topo do bolo, que consigamos ficar na frente dos nossos directos rivais nas contas do campeonato. Mantemos a normal confiança no nosso trabalho”, concluiu Filipe Albuquerque sempre optimista.
A prova portuguesa do Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC) vai continuar no calendário no próximo ano, após a assinatura de um contrato entre o Automóvel Club de Portugal (ACP) e o promotor do Mundial, que prevê uma opção para 2025, a exercer em setembro. Está confirmada a 44.ª presença de Portugal entre a elite dos ralis mundiais.
O ACP e promotor do WRC confirmaram, este domingo, a continuidade do Vodafone Rally de Portugal no Campeonato do Mundo de Ralis. Carlos Barbosa, presidente do ACP, e Jona Siebel, diretor-geral do WRC Promoter, formalizaram o contrato na Exponor, num acordo que prevê uma opção também para a época de 2025, a exercer no próximo mês de setembro, aquando do Conselho Mundial da Federação Internacional do Automóvel.
“A assinatura deste contrato demonstra a confiança que o promotor do WRC tem na organização e é o reconhecimento do esforço que temos feito para organizar um dos ralis referência do calendário do Campeonato do Mundo”, sublinhou Carlos Barbosa, presidente do ACP.
Disputado pela primeira vez em 1967, o Rally de Portugal fez parte do grupo de eventos fundadores do Campeonato do Mundo de Ralis, em 1973, ano em que foi a terceira prova do calendário, ao lado de outros eventos emblemáticos como Monte Carlo, Suécia, Safari (Quénia) ou Finlândia. Durante os 29 anos seguintes, Portugal tornou-se um dos ralis mais populares do calendário, considerado oficialmente o melhor rali do mundo por cinco vezes. Um hiato entre 2002 e 2006 foi quebrado com a primeira edição ‘mundialista’ no Algarve, em 2007. A prova do ACP mantém-se ininterruptamente no WRC desde 2009.
O Vodafone Rally de Portugal é o mais importante evento desportivo realizado em Portugal, com um impacto económico de 153,7 milhões de euros em 2022, segundo um estudo da Universidade do Algarve. Cinquenta anos depois da estreia, Portugal confirma a 44.ª presença entre a elite mundial da modalidade.
“Hoje, simplesmente acordei e pensei que devíamos pilotar à rali.” As palavras de Kalle Rovanperä, na manhã deste sábado, foram o prenúncio de uma demonstração de talento do jovem finlandês. O jovem finlandês da Toyota foi o mais rápido em cinco das sete especiais disputadas na região Norte, ganhando 46,7s ao longo do dia a Dani Sordo (Hyundai Shell Mobis), segundo classificado da geral. Multidão de adeptos voltou a emoldurar os troços da prova.
A história do Vodafone Rally de Portugal, iniciada em 1967, está repleta de demonstrações de classe. Ficaram célebres, por exemplo, os quatro minutos ganhos por Walter Röhrl nos 42 quilómetros de nevoeiro em Arganil, em 1980. Ou quando Colin McRae ‘brindou’ a (cotada) concorrência com quase 40s nos três primeiros troços da edição de 1999. Kalle Rovanperä, o mais jovem campeão do Mundo de sempre, voltou a mostrar este sábado que pertence ao lote dos ‘especiais’.
O piloto da Toyota começou o dia com 10,8s de vantagem sobre Dani Sordo, construídos na etapa de ontem, onde tinha uma posição na estrada mais penalizadora do que o espanhol. Na manhã deste sábado, Rovanperä acordou inspirado e partiu para uma série de cinco vitórias nas sete especiais do dia, esticando o avanço para o seu rival da Hyundai até aos 57,5s.
Perante largos milhares de espectadores em Vieira do Minho, Amarante e Felgueiras, Sordo conseguiu manter os dois companheiros de equipa atrás de si, sendo o mais rápido na segunda passagem pelo troço mais longo do rali, os 37,24 km de Amarante. Thierry Neuville surge a 11,1s do veterano piloto espanhol e 2,3s na frente de Esapekka Lappi. Resta saber qual a tática da Hyundai para o dia decisivo, numa altura em que Neuville é o piloto mais bem posicionado da equipa no Mundial.
Depois do furo de ontem, Ott Tänak (M-Sport Ford) fecha o lote dos Rally1 ainda em prova, terminando o dia a mais de dois minutos de Rovanperä, após ter partido o para-brisas do seu Ford no troço de Amarante.
21 SOLBERG Oliver (swe), EDMONSON Elliot (gbr), Skoda Fabia R5, action during the Rally Portugal 2023, 5th round of the 2023 WRC World Rally Championship, from May 11 to 14, 2023 in Porto, Portugal – Photo Paulo Maria / DPPI
O melhor WRC2 está no sexto lugar da geral, com Oliver Solberg (Skoda) a manter o comando na prova dos Rally2, embora Gus Greensmith (Ford) tenha encurtado a sua desvantagem para os 34,8s.
A primeira incursão pelas especiais da região Norte fica marcada por novo ‘banho’ de multidão neste Vodafone Rally de Portugal. A cada classificativa, as Zonas Espetáculo, com largos milhares de espectadores, proporcionaram imagens televisivas que correram mundo, com o público a revelar, novamente, um comportamento exemplar.
Tudo culminou com a tradicional Super Especial no Eurocircuito da Costilha, em Lousada, onde cerca de 10.000 aficionados vibraram com os duelos na famosa pista de Ralicross, onde Sordo foi o mais rápido.
Entre os portugueses, Armindo Araújo (Skoda), que ontem venceu a prova do CPR, e Ricardo Teodósio (Hyundai) conseguiram evitar as ‘armadilhas’ que atrasaram o novo líder do campeonato, Miguel Correia, após o Skoda do bracarense ter sofrido problemas de motor.
Amanhã, a 56.ª edição do Vodafone Rally de Portugal tem o seu dia decisivo, com os últimos 55,42 quilómetros cronometrados, divididos por quatro classificativas, em Paredes (uma novidade), Cabeceiras de Basto e Fafe (duas passagens, entre elas a Power Stage).
VODAFONE RALLY DE PORTUGAL – CLASSIFICAÇÃO APÓS PE15