Categoria: Ralis

  • João Barros lidera lista de luxo no Rally Taça Joaquim Santos

    João Barros lidera lista de luxo no Rally Taça Joaquim Santos

    O piloto da Fibromade apresenta-se no Penafiel Racing Fest com o firme propósito de chegar à terceira vitória no rali que homenageia o penafidelense Joaquim Santos, um dos melhores pilotos nacionais de rali de todos os tempos.

    Está de regresso o vencedor das duas primeiras edições do Rally Taça Joaquim Santos, prova incluída no Penafiel Racing Fest, evento organizado pela Cooperativa Desenvolvimento Desportivo e Cultural, em conjunto com o Município de Penafiel, que, como sempre, promete animação a rodos durante os dias 16, 17 e 18 de junho, transformando Penafiel numa autêntica capital dos desportos motorizados.

    Esta vinda de João Barros torna-o o “alvo a abater” pelo forte e farto naipe de oponentes presentes em Penafiel. O piloto de Gandra apresenta-se “ao serviço” com um VW Polo GTI R5, tendo como navegador, o consagrado Pedro Alves. O talento e rapidez do paredense e o forte nível competitivo do carro germânico são razões de sobra para merecer o favoritismo ao triunfo.

    Para tentar obstar a que tal previsão aconteça, estarão na primeira linha de oposição a dupla Novum Canal Jorge Santos/Cátia Dias (Skoda Fabia S2000), que recentemente venceram em Santo Tirso, bem como Marco Oliveira que, no seu habitual VW Polo N5, defende o título na prova que conquistou em 2022.

    Ao trio em destaque, teremos de adicionar o penafidelense João Vinha e o seu Mitsubishi Lancer EVO VI. O piloto da Quatro Quartos Motorsport está numa grande forma, tem no navegador Marco Vilas Boas uma ajuda preciosa e consegue sempre ser muito rápida no “seu” rali da casa. Entre as equipas com carros de quatro rodas motrizes, Gaspar Pinto e Bernardo Gusmão , que tripulam um Mitsubishi Lancer EVO VIII, terão certamente uma palavra a dizer quanto ao Top 5 da geral.

    Guerra aberta nas Duas Rodas Motrizes

    Será acesa, mesmo muito intensa, a luta pelo predomínio entre os carros com duas rodas motrizes. A uma armada local de luxo, que inclui, entre outras, as equipas lideradas pelos pilotos Jorge Ribeiro (Renault Clio R3T), Filipe Teixeira (Citroen Saxo), Bruno Almeida (Citroen DS3 R3T), juntam-se nomes Paulo Roque (Peugeot 208 Rally4), Miguel Matos (Peugeot 106 Maxi) e Paulo Barros (Peugeot 208 VTI R2)), não sendo despiciendo depositar aqui um alerta sobre a possibilidade de outros nomes se imiscuírem na batalha pela supremacia.

    Para além da luta por inscrever o nome no prestigiado troféu, cujo original está exposto permanentemente no Posto de Turismo de Penafiel, honra reservada ao vencedor à geral de cada edição, o regulamento da prova divide o plantel em três categorias, com troféus em discussão: 4WD (tração às quatro rodas), FWD (tração às duas rodas dianteiras) e RWD (tração ás duas rodas traseiras).

    As hostilidades competitivas do Rally Taça Joaquim Santos 2023 começam na sexta-feira, dia 16. A 1º etapa incluiu a passagem inicial pela curta, mas icónica Street Stage Penafiel (1 km), antes das quase seis dezenas de equipas rumarem ao troço noturno de lagares/Figueira (7,35 km). No sábado, 17 de junho, a segunda e derradeira etapa incluirá dupla passagem pelas especiais de Capela (10,5 km) e Rio de Moinhos/Vila Cova (9,6 km), culminando, ao cair da tarde, com nova passagem pela Street Stage Penafiel, que antecederá a festa de entrega de prémios, em plena Fun Zone do evento. No total, serão 49,45 km contra o cronómetro, num rali com uma extensão total de 166.

  • The Racing Factory “combate” em três frentes no próximo fim-de-semana

    The Racing Factory “combate” em três frentes no próximo fim-de-semana

    No espaço de três dias (16, 17 e 18 de junho), a estrutura da The Racing Factory terá pela frente um triplo desafio de grande dimensão, quer em termos técnicos, quer em termos humanos e logísticos.

    Em Portugal, a TRF estará presente no Rally de Lisboa, onde, pelas mãos da dupla campeão nacional formada por Armindo Araújo e Luís Ramalho, estreará o novo Skoda Fabia RS, naquele que será um exigente teste de preparação para a segunda parte da época do Campeonato de Portugal de Ralis, integralmente disputada em pisos de asfalto.

    Mas o rali mais perto da capital portuguesa apresenta-se na edição deste ano com importância acrescida, pois consagrará o vencedor da Taça de Portugal de Ralis 2023, troféu que a dupla da The Racing Factory tudo fará para vencer, aumentando os já ricos palmarés individuais e da equipa.

     O Rally de Lisboa terá como palco os concelhos de Loures, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos, Alenquer e Cadaval, municípios estes todos a norte de Lisboa. A estrutura da prova na estrada será dividida em 11 Provas Especiais de Classificação, disputadas durante os dias 17 e 18 de junho.

    Já na vizinha região da Galiza, no Norte de Espanha, será o Rallye Ourense Recalvi a concentrar as atenções da equipa.

    Iago Gabeiras e Adrián Varela estarão aos comandos do Peugeot 208 Rally4 da TRF e partem altamente motivados para lutar pela vitória na Peugeot Rally Cup Ibérica.

    Ocupando a 2ª posição após as duas primeiras provas, apenas a 4 pontos da liderança, Iago Gabeiras corre “em casa”, num terreno que conhece de forma profunda, estando claramente entre os favoritos ao triunfo da competição particular da marca francesa.

    A 56ª edição do Rallye Ourense Recalvi conta com 12 classificativas, disputadas nos dias 16 e 17 de junho, que totalizam 163,6 quilómetros contra o cronómetro.

    Bem a norte da Europa, é a vez da Letônia receber o ERC-European Rally Championship e a The Racing Factory volta a depositar confiança nas duplas lideradas por Mikko Heikkilä e Max McRae.

    Quanto ao campeão finlandês, este Tet Rally Liepāja assume-se como uma oportunidade de ouro para voltar a estar na luta pelos lugares do pódio e, se possível, pela vitória na prova, resultado que, por tudo quanto tem vindo a fazer aos comandos do Skoda Fabia Rally 2 EVO da TRF, o piloto navegado pelo seu compatriota Samu Vaaleri já merece alcançar.

    O jovem McRae, que tem como copiloto Macartan Kierans, vê no rali mais uma excelente oportunidade para dar continuidade à sua evolução, quer na adaptação ao Opel Corsa Rally4, quer no que respeita ao ritmo de corrida, assumindo como objetivo pontuar de forma sólida dentro do pelotão do Júnior ERC.

    As duas duplas The Racing Factory terão pela frente na prova letã 183,7 quilómetros divididos por 10 classificativas, disputadas nos dias 17 e 18 de junho.

    Mas mesmo perante um fim-de-semana tão desafiante, Aloísio Monteiro, CEO da The Racing Factory não muda o discurso, assumindo que “a TRF tem demonstrado, desde o seu nascimento, que, onde entra, é para discutir vitorias e títulos. Temos total noção de que o próximo fim-de-semana será um dos mais exigentes da época, mas também se apresenta como uma tripla oportunidade de discutir os lugares cimeiros nas quatro frentes e que as nossas duplas estarão envolvidas e, quando falo de lugares cimeiros, falo de posições no pódio e discussão das vitórias”.

    “Temos um título que podemos ganhar em Lisboa, com o Armindo, o que seria extraordinário na estreia do nosso novo Skoda Fabia RS, sendo para a TRF motivo de grande orgulho sermos a primeira estrutura nacional a quem a Skoda Motorsport entrega uma unidade”, enfatiza.

    Nas outras frentes, Aloísio Monteiro considera que “o Iago já provou que está na Peugeot Rally Cup Ibérica para a vencer e o Mikko já merece chegar à uma vitória num rali do Europeu. Quanto ao Max, a prova será mais um passo para se tornar o piloto de topo que a nossa equipa considera que vai ser num futuro próximo”, assumindo ainda “grande orgulho por todos os nossos elementos da equipa técnica que, uma vez mais, fizeram um trabalho magnífico, deste feita na preparação destas importantes três provas”.

  • Paulo Roque no Penafiel Racing Fest

    Paulo Roque no Penafiel Racing Fest

    Depois de uma breve pausa na competição, Paulo Roque regressa à competição para participar num dos eventos mais ecléticos do calendário nacional, o 5º Rally Taça Joaquim Santos, inserido no festival de desporto motorizado Penafiel Racing Fest. Tiago Teixeira estará de regresso à baquet do lado direito do Peugeot 208 Rally4.

    Paulo Roque mostra-se com motivação elevada e procura, acima de tudo, divertir-se neste evento organizado pela CDDC – Cooperativa Para o Desenvolvimento Desportivo e Cultural: “Será uma prova onde espero acima de tudo entrar com bom espírito no ritmo competitivo após este período de interrupção. Queremos divertir-nos ao máximo e brindar os adeptos desta festa do desporto automóvel com um bom espetáculo”, começa por referir o piloto de Gondomar.

    Paulo Roque acrescenta ainda: “Terei novamente o Tiago Teixeira ao meu lado, o que será um regresso aos bons momentos onde me iniciei na competição e com quem tenho a certeza que me vou divertir.”

    A jogar praticamente em casa, Paulo Roque irá participar na prova de tributo ao piloto Joaquim Santos, um rali de asfalto com um figurino dividido em dois dias de prova e uma extensão total superior a 160 quilómetros.

  • Diogo Mil Homens: “em Lisboa vamos tentar meter o nosso Starlet entre os tubarões!”

    Diogo Mil Homens: “em Lisboa vamos tentar meter o nosso Starlet entre os tubarões!”

    Diogo Mil Homens e Pedro André de Oliveira apresentam-se à partida da prova onde se disputa a Taça de Portugal de Ralis 2023 com a ambição de lutarem pelos lugares cimeiros da sua classe.

    A época tem sido muito positiva para o piloto do Toyota Starlet que, em Lisboa, quer dar continuidade ao bom momento: “é verdade que os ralis este ano têm corrido bastante bem e, mesmo não sendo o rali de Lisboa onde o Starlet está mais à vontade, vamos tentar andar o mais rápido possível e tentar meter o nosso pequeno Toyota no meio dos tubarões. Obviamente que a vitória no grupo é sempre uma tarefa bastante difícil, tendo em conta que corremos contra carros com motor até 1600cc, mas os ralis são imprevisíveis e nós fazemos sempre o nosso melhor, deixando tudo na estrada!”.

    A presença de Pedro André de Oliveira no banco do lado direito é, para Diogo Mil Homens sinónimo de “confiança e companheirismo. Gosto muito de competir com o Pedro e, nesta prova, vamos tentar dar muito espetáculo, fazer tempos rápidos e viver o rali com a boa disposição que nos caracteriza”.

    O piloto deixa ainda uma palavra de “profundo agradecimento aos nossos patrocinadores, P.H.M. Manutenção e Assistência Automóvel, Restaurante Amaral, OK Car, Laso e Surf and Stuff. O seu apoio tem sido fundamental para a linha carreira de piloto!”.

    O Rally de Lisboa terá como palco os concelhos de Loures, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos, Alenquer e Cadaval, municípios estes todos a norte de Lisboa. A estrutura da prova na estrada será dividida em 11 Provas Especiais de Classificação, disputadas durante os dias 17 e 18 de junho.

  • Rui Madeira “o Rally de Lisboa será um desafio enorme”

    Rui Madeira “o Rally de Lisboa será um desafio enorme”

    Será aos comandos de um Citroen C3 Rally2 da Sports & You que Rui Madeira e Mário Castro vão atacar a edição 2023 do Rally de Lisboa, que se disputa no próximo fim de semana. Conhecer o carro e evoluir ao longo do rali, lutando por uma posição bem dentro do Top 10, são os objetivos traçados para a prova onde se discutirá a Taça de Portugal de Ralis.

    O “mundialista” está ciente de que “será durante o rali que iremos conseguir conhecer melhor o carro, ganhar confiança e melhorar ritmo e tempos. O Rally de Lisboa será um desafio enorme. Fizemos um pequeno teste, que correu bem, e onde deu para eu perceber as capacidades fantásticas deste Citroen C3 Rally2. O carro tem um excelente chassi e um motor fabuloso, sendo impressionante o seu comportamento em zonas encadeadas ou rápidas. Estamos gratos à Sports & You pela forma como fomos recebidos e ajudados na adaptação ao carro”.

    Quanto a ambições na prova, Madeira tem “a perfeita noção de que estaremos com muita desvantagem em relação aos principais pilotos do campeonato nacional, que, para além do seu enorme talento, conhecem este tipo de carros como ninguém e eu vou usar as especiais do rali para aprender. No entanto, tudo faremos para sair da prova com um resultado honroso, dentro do Top 10 e, se possível, mesmo entre os cinco primeiros da geral”.

    Uma das novidades prende-se com a presença de Mário Castro na baquet do lado direito do carro francês. Rui Madeira realça “a satisfação que sinto por voltar a correr com o Mário. O entendimento foi excelente, como já previa e vamos com certeza fazer um excelente rali”.

    Por seu lado, Mário Castro destaca “o gosto enorme que sinto por voltar a navegar o Rui e certamente que nos iremos divertir de uma forma séria e profissional durante o rali. O nosso primeiro e único contacto com o C3 antes do rali correu bastante bem ainda que como é natural, tivéssemos terminado o mesmo com a sensação de que precisamos ainda de mais quilómetros para tirar todo o “sumo” das capacidades do carro. Ainda assim iremos encarar o rali de uma forma muito profissional de maneira a conseguir um bom resultado, mas com a certeza de que no final do rali o nosso pensamento será de que agora é que o rali deveria estar a começar.”

    O Rally de Lisboa, terá como palco competitivo os concelhos de Loures, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos, Alenquer e Cadaval, municípios estes todos a norte de Lisboa. A estrutura da prova na estrada está dividida em 11 Provas Especiais de Classificação em asfalto, disputadas durante os dias 17 e 18 de junho, onde se destaca a famosa classificativa de Montejunto, que é sem qualquer dúvida, uma das mais carismáticas e emblemáticas de Portugal.

  • Peugeot Rallye Cup Ibérica: agora o asfalto de Ourense

    Peugeot Rallye Cup Ibérica: agora o asfalto de Ourense

    Dois ralis já corridos, dois vencedores diferentes, ambos portugueses – Pedro Antunes (Terras d’Aboboreira) e Ricardo Sousa (Vodafone Rally de Portugal) – na Temporada 6 da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA. Em comum apenas o facto de ambos terem tido como palcos troços de terra, realizados a norte de Portugal, dois fatores que vão mudar diametralmente na que será a terceira prova da presente época de 2023, o Rallye Ourense.

    Será o primeiro dos três ralis espanhóis do calendário deste ano da copa ibérica, e irá para a estrada nos próximos dias 16 e 17 de junho, nas especiais em asfalto da região a noroeste do país vizinho. Compõe-se de 12 troços cronometrados (incluindo uma dupla SuperEspecial noturna na noite do primeiro dia), para uma distância competitiva de 163,60 quilómetros, integrada num percurso total de 472,93 quilómetros.

    Na luta pela vitória estarão, naturalmente, os pilotos locais, que não pretendem ver os invasores do país vizinho retirarem-lhes a supremacia no seu território, com especial incidência de Iago Gabeiras, atual segundo no ranking de Pilotos, a apenas 4 pontos do atual líder Antunes, o ‘Campeão’ da copa de 2020.

    Para além desses nomes que, à data, ocupam o top-3 da copa, estão inscritos mais oito duplas de Leões que, aos comandos dos competitivos e fiáveis Peugeot 208 Rally4, estão ávidos de um resultado de relevo que os leve a encarar, com menor pressão relativa, a segunda metade do ano, que se irá compor de mais três provas: Rally Vinho Madeira (agosto), Rallye Blendio Princesa de Asturias – Ciudad de Oviedo (setembro) e RallyRACC Catalunya – Costa Daurada (outubro).

  • Daniel Amaral estreia-se como piloto no Rally de Lisboa

    Daniel Amaral estreia-se como piloto no Rally de Lisboa

    Será um novo e grande desafio aquele que espera o consagrado navegador. Após 16 anos a ditar notas, Daniel Amaral cumpre na prova onde se disputa a Taça de Portugal de Ralis um velho sonho de passar para o volante de um carro de ralis. Escolheu um Toyota Yaris GR4 e terá a seu lado o copiloto Joel Lutas.

    A ideia já vem de longe. Daniel Amaral confessa que “havia um bichinho à muito tempo, mas ainda não tinha conseguido conciliar a minha vida profissional com este sonho”.

    Meteu mãos à obra, ou, por outras palavras, começou a trabalhar arduamente para montar o projeto e foi bem sucedido na sua saga.

    “Consegui montar este projeto para este rali e colocá-lo na estrada através de muita ajuda de patrocinadores e amigos e também a minha família que me apoiam incondicionalmente. E também houve uma força maior que é o meu falecido Pai, que era uma grande apaixonado pelos desporto motorizado e é graças a ele é que ando neste mundo. Será a ele que dedicarei a minha participação!”.

    Daniel Amaral apresenta-se à partida do Rally de Lisboa ciente de que “passar do lado direito para o lado esquerdo é completamente diferente daquilo que estou habituado. São 16 anos com o caderno das notas nas mãos e agora com o volante é tudo diferente, saber ouvir as notas, e assimilar tudo é muito diferente. Mas a adaptação está a ser boa e também tive alguns pilotos com quem andei que me ajudaram muito. Tenho a noção que vou apanhar muitas situações diferentes daquilo que estou habituado a apanhar do lado direito”.

    Quanto a objetivos, o piloto enfatiza sobretudo “o desfrutar do momento, divertir-me e tentar fazer o melhor que sei, não cometendo erros e colocando na estrada um andamento satisfatório. Acima de tudo, ficarei muito feliz se terminar o rali”, até para “agradecer à minha família e aos meus parceiros porque sem eles nada disto se realizava!”.

    Em 2023, o Rally de Lisboa, será realizado nos concelhos de Loures, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos, Alenquer e Cadaval, municípios estes todos a norte de Lisboa. A estrutura da prova na estrada será dividida em 11 Provas Especiais de Classificação em asfalto, durante os dias 17 e 18 de junho, onde se destaca uma Super Especial em Lisboa, na Alta de Lisboa e a famosa classificativa de Montejunto, que é sem qualquer dúvida, uma das mais carismáticas e emblemáticas de Portugal.

  • Nelson Silva: “o Rallyspirit é único e para além da diversão foi um bom teste em asfalto!”

    Nelson Silva: “o Rallyspirit é único e para além da diversão foi um bom teste em asfalto!”

    A participação do piloto de Viana no mais icónico dos ralis “Legend” realizados em Portugal é já algo obrigatório no seu calendário anual. Ao longo dos 3 dias do evento, Nelson Silva deu espetáculo, cumpriu com mérito as funções de embaixador de Viana do Castelo e aproveitou para realizar intensos testes de asfalto para melhorar o Toyota Yaris Proto.

    E esse último aspeto acabou por ser um dos mais importantes, pois, Nelson Silva e o seu navegador Paulo Silva vão agora entrar na segunda parte da época do Campeonato Promo de Ralis, que terá o asfalto como piso de eleição.

    “A nossa participação no Rallyspirit serviu para ligar o chip do asfalto, tendo sido muito importante, pois tivemos uma primeira parte do ano intensa em pisos de terra, que correu muito bem, mas agora vai iniciar a fase de asfalto em Castelo Branco e era importante ganhar ritmo e confiança no carro. O rali não começou da melhor maneira, porque saltou fora a correia no primeiro troço e foi uma luta fazer 9 quilómetros sem direção assistida. No final da especial a JC Motorsport voltou a colocar uma nova e regressamos no sábado. Tirando esse pequeno problema, o carro esteve impecável  e cada vez mais me sinto capaz de retirar todo o tremendo potencial que o Yaris tem. Quero dar parabéns à JC Motorsport por estar a fazer um trabalho notável!”, realçou Nelson Silva.

    O Piloto vianense deixa uma palavra de “parabéns à organização por uma vez mais, ter sido capaz de construir uma prova onde a diversão é intensa, a competição emocionante e com momentos que nos permitem um contacto fantástico com o muito público presente, o que é muito importante para divulgarmos Viana do castelo e os nossos patrocinadores”.

    Agora, é tempo de a equipa começar a “fazer alguns ajustes e trabalhar para Castelo Branco. Temos noção de que vai ser um rali desafiante, duro e onde iremos enfrentar equipas com um conhecimento do terreno muito mais profundo, mas queremos fazer um resultado bom e que nos permita manter a nossa presença no Top 5 do campeonato”. O Rali de Castelo Branco irá decorrer nos dias 30 de junho e 1 de julho.

  • Rui Madeira: “andamos muito forte e poderíamos ter ganho o Spirit”

    Rui Madeira: “andamos muito forte e poderíamos ter ganho o Spirit”

    Rui Madeira e Paula Madeira terminaram no 6º posto o Rallyspirit Altice, tendo sido claramente a equipa mais rápida da categoria Spirit. No entanto, dois problemas técnicos sucessivos, ainda durante a etapa inicial, atrasaram significativamente a dupla do Mitsubishi Lancer EVO III que, a partir daí, deu um espetáculo colossal coroado com uma grande recuperação até ao Top 6.

    Ano após ano, a presença de Rui Madeira no melhor evento “Legend” realizado em território nacional, apresenta-se como quase obrigatória. O piloto não esconde que gosta “muito da prova, da sua envolvência e, sobretudo, do contacto incrível que temos com os aficionados e com pilotos de todo o mundo”.

    Mas, para além do gaudio da participação, está também a seriedade com que a mesma é encarada.

    “Preparamos muito bem esta nossa presença no Spirit. O carro foi totalmente revisto, levando uma nova gestão eletrónica e o nosso espírito estava em alta, até porque para mim estar a fazer o rali com a Paula como navegadora é sempre uma grande felicidade”.

    O casal entrou ao ataque logo desde o arranque da etapa inicial e Rui Madeira destaca “o nosso bom ritmo que, deu logo para ver, nos colocava entre os candidatos aos lugares cimeiros. Fomos muito rápidos no 1º troço, mas no segundo fomos com mais calma, até porque comecei a sentir algo estranho nos travões. O pior aconteceu na terceira especial, quando, já na parte final a descer, o carro desligou-se. Tentamos tudo para o fazer pegar, mas parecia que falta gasolina e fomos em ponto morto até ao final da especial. Ligamos com a assistência e, finalmente, ao fim de muito tempo, o carro pegou e conseguimos prosseguir, mas sabendo que iríamos ser fortemente penalizados. Ainda fizemos o 4º troço da 1ª etapa e com um bom tempo, mas o mal estava feito”.

    No entanto, não é do espírito do consagrado “mundialista”, nem da sua mulher, deitar a toalha ao chão e a dupla voou baixinho aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO III, sendo protagonista de uma excelente recuperação ao longo do resto do rali, conseguindo ainda chegar à sexta posição da categoria Spirit.

    “Foi pena o que sucedeu. Diria inglório mesmo. Andamos sempre muito bem, como atestam as seis especiais que vencemos. O carro está excelente e, sem o que aconteceu no primeiro dia, julgo que daria para vencer”.

    Para a sua mulher Paula Madeira, a prova revelou-se “uma experiência fantástica. Já tinha navegado o Rui, mas nunca em verdadeira competição. Estou muito grata ao meu marido pelo voto de confiança e dei o meu melhor. Adorei o rali, sobretudo as especiais de Amares e Terras do Bouro e foi pena o problema, pois tenho o sonho de subir ao pódio com o Rui para partilhar um troféu e não vou descansar sem que isso aconteça!”.

    Rui Madeira foca já no objetivo seguinte. E, pela frente, tem outro dos momentos altos desta sua temporada, pois vai alinhar no Rally de Lisboa, prova que este ano ganha foros de interesse redobrado, pois vai ser palco da discussão da Taça de Portugal de Ralis.

    O piloto, que será navegado por MÁRIO CASTRO, tripulará um Citroen C3 Rally2 da Sports & You, assumindo que “vamos entrar noutra galáxia!”. Quanto a objetivos, Madeira realça “o alto nível competitivo que se espera, até porque vão estar presentes quase todos os principais pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis. São mais experientes e têm mais ritmo com este tipo de carros, mas, como sempre, eu e o Mário iremos dar tudo para alcançar um bom resultado à geral”.

    O Rally de Lisboa será disputado nos dias 16, 17 e 18 de junho. Depois, Madeira entrará na parte internacional do seu calendário, estando confirmada a sua participação no consagrado evento germânico Eifel Rallye Festival, que decorrerá de 27 a 29 de julho.

  • Carros lendários voltam a encantar Portugal

    Carros lendários voltam a encantar Portugal

    Termina mais uma edição do RallySpirit e já todos anseiam por 2024. Três dias de emoção competitiva, mas sobretudo de encontro com a história, com carros que preenchem o imaginário dos que amam os ralis e que remetem para a época mais dourada da disciplina: os anos 1980 e os «monstros sagrados» do Grupo B. Afinal, a cereja no topo de um bolo composto por um lote alargado de grandes máquinas que atravessam as mais diversas eras dos ralis. Um verdadeiro museu ao ar livre e sobretudo o reencontro com um conceito infelizmente abandonado, o do convívio do público com os seus ídolos pilotos e do contacto próximo com os respetivos bólides. Sem dúvida, uma excelente propaganda da modalidade.

    Ainda agora acabou, mas já deixa saudades. Foram três dias de um desfile histórico notável, que reuniu quase uma centena de alguns dos mais marcantes carros de ralis de todos os tempos. O fantástico Lancia Delta S4 que foi guiado oficialmente por Henri Toivonen é talvez a mais impressionante figura de cartaz, mas outros Lancia, como Rally 037 e Delta HF Integrale, o Peugeot 205 Turbo 16, os Opel Manta e Ascona 400, os Toyota Corolla WRC ex-TTE e Celica Turbo ou ainda os «poderosos» Audi Sport Quattro S1 E2 são apenas alguns dos exemplos de carros que deixaram uma marca indelével na história do Campeonato do Mundo de Ralis.

    Mas o passado dos ralis portugueses também está muito bem representado, através, por exemplo, de réplicas perfeitas do Peugeot 306 Maxi e do Renault Mégane Maxi das equipas oficiais, que travaram dos mais empolgantes duelos nos Campeonatos Nacionais dos idos de 1990, ou do Mitsubishi Lancer Evo3 com que Rui Madeira conquistou a Taça do Mundo FIA de Grupo N, em 1995 – guiado pelo próprio piloto, que continua a exibir as qualidades que fizeram dele um dos nossos melhores.

    Enfim, muitos cavalos de potência, memória e sobretudo História são as marcas principais do RallySpirit e o conceito essencial dos Rally Legends do exclusivo circuito Slowly Sideways Europe a que pertence. A prova da X Racing organizada desportivamente pelo Clube Automóvel de Santo Tirso é tudo isto, mas foi igualmente qualidade competitiva ao longo das 10 especiais cronometradas da edição deste ano – a Boucles de Barcelos é uma classificativa espetáculo.

    O público agradeceu, acorrendo em grande número aos troços, enchendo sempre o parque de assistência de Barcelos e marcando forte presença nos reagrupamentos de Amares, Vila Verde, Barcelos e Santo Tirso, e ainda no controlo de passagem de Famalicão. A assistência remota à moda antiga (na berma da estrada), em Mixões da Serra, Vila Verde, foi uma das novidades na edição deste ano, mas um dos momentos mais marcantes do contacto com o público foi sem dúvida a festa ao pôr do sol no Jardim das Sobreiras, na marginal portuense junto à foz do Rio Douro, que encantou os milhares de pessoas que por lá passaram.

    Gil nos Históricos e Costa nos Spirit

    No plano competitivo, José Gil e João Andrade, no bonito e bem preparado Ford Escort MK1, lideraram de início a fim entre os Históricos, com um ritmo que fica bem patenteado pela vantagem de 4m23.6s com que se impôs ao segundo classificado, Rui Salgado/Luís Godinho, em VW Golf II GTI. Herculano Santos Pereira e Miguel Castro (Opel Kadett GT/E) encerraram o pódio, já a 8m16.7s do vencedor.

    “A prova começou calminha, fomos aumentando o ritmo, o carro portou-se lindamente e não tivemos qualquer tipo de problema. Foi bom, divertimo-nos. Depois, quando vimos que estávamos muito à frente nos Clássicos, tentámos lutar pela classificação geral absoluta e conseguimos. Fomos mais rápidos do que o vencedor dos Spirit. Quanto ao carro, é um Escort de 1975, com motor BDG de 240 cavalos, um carro muito fiável e que dá muito gozo conduzir. Já agora, em 1980, fiz dois ralis com o pai do João (Andrade, o navegador), vencemos, e agora fiz com o filho. Gostava de dedicar esta vitória ao pai do João, ao Joca”, disse José Gil no final.

    Entre os Spirit, Armando Costa e José Costa, em Mitsubishi Lancer Evo6, também exerceram grande domínio, mesmo se Rui Madeira liderou nas duas primeiras especiais. Foi então que Costa assumiu o comando, para não mais o perder, cimentando progressivamente a vantagem até aos 52.0s finais sobre os segundos classificados, Guilherme Outeiro e Eduardo Outeiro, em BMW E30. O último degrau do pódio foi ocupado pela dupla João Pedro Peixoto/Leandro Parreira, em Renault Clio 16V, a 3m09.7s do mais rápido.

    Armando Costa era um piloto naturalmente satisfeito no final: “Foi difícil, porque o rali foi longo e muito desafiante, mas os objetivos foram cumpridos. O principal era a diversão e foi amplamente cumprido. Correu tudo bem, um carro cinco estrelas, um ambiente fantástico… tudo cinco estrelas. Impecável. O mais difícil foi sexta-feira, com as classificativas novas, particularmente Vila Verde, que foi muito desafiante. Mas correu tudo bem, conseguimos alguma vantagem e deu para gerir nos restantes dias”.

    Rui Madeira protagonizou excelente recuperação

    A prova foi também marcada por alguns percalços entre os participantes. Ainda na sexta-feira, o Alpine Renault A110 de Hugo Reis e Diana Assunção deu um toque, na sequência de uma falha de travões no carro. Os danos cingiram-se quase exclusivamente à fibra da carroçaria, que após um aturado trabalho de «reconstrução» com fita adesiva lhes permitiu prosseguirem, logo no sábado, ao abrigo do Super Rally.

    Pedro Gastão Silva e Sérgio Paiva também participaram, sábado, sob o regulamento do Super Rali, depois de a correia do alternador do Ford Escort MK1 se ter soltado logo de manhã. Foi trabalhoso, mas conseguiram resolver o problema, não sem que, todavia, tivessem penalizado por excesso, daí o Super Rally. O pior aconteceu mais tarde, quando um despiste os forçou ao abandono definitivo.

    Também na sexta-feira, logo a abrir a prova, na primeira especial, Mário Neto e Miguel Costa não evitaram uma batida numa rocha que produziu danos irreparáveis a tempo no bonito Datsun SSS 1800. Rui Madeira e Paula Madeira foram outros dos que tiveram de adotar o Super Rally. Uma falha de travões após a penúltima especial de sexta-feira obrigou a reparação prolongada. O almadense ainda completou o troço e chegou a constar na segunda posição após a 1.ª Etapa, mas o excesso de penalização acabaria por ditar o abandono no dia. Foi, todavia, protagonista de uma excelente recuperação ao longo do resto do rali e ainda conseguiu chegar à sexta posição entre os Spirit.

    Referência igualmente para o abandono inglório da dupla Edgar Botelho Moniz/Ivo Machado, no belo Volvo PV 544 amarelo, cuja caixa cedeu na última especial cronometrada (Barcelos Norte). Jorge Rodrigues e Luís Duarte, no Datsun 1200, abandonaram após um ligeiro toque, na seguinte, e «sorte» idêntica teve a dupla Paulo Silva/Sandra Fonseca, quando, ao dar espetáculo para o público, não evitou um toque com uma roda do BMW E30 num passeio, que lhe abriu a direção.

    Classificação

    Históricos

    1.º José Gil/João Andrade (Ford Escort MK1), 56m17.4s

    2.º Rui Salgado/Luís Godinho (VW Golf II GTI), 4m23.6s

    3.º Herculano Santos Pereira/Miguel Castro (Opel Kadett GT/E), 8m16.7s

    Spirit

    1.º Armando Costa/José Costa (Mitsubishi Lancer Evo6), 56m26.0s

    2.º Guilherme Outeiro/Eduardo Outeiro (BMW E30), a 52.0s

    3.º João Pedro Peixoto/Leandro Parreira (Renault Clio 16V), a 3m09.7s