Quem também está a realizar um arranque de época de sonho é Gonçalo Henriques. O jovem craque, que é navegado por António Santos, esteve fenomenal aos comandos do Renault Clio Rally5 preparado pela Domingos Sport e perante uma “armada” de Rally4, bateu-se de forma leonina, sempre em crescendo de ritmo, sendo recompensado com um 3º lugar final e consequente presença no pódio do CPR2RM, logo na sua prova de estreia.
Um resultado que vem no seguimento da vitória em Vieira do Minho, nas contas do Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, prova em que logrou ainda estar sempre entre os mais rápidos em termos absolutos.
No Serras de Fafe, o “jovem lobo” voltou a brilhar, assumindo-se cada vez mais como uma das grandes esperanças dos ralis nacionais.
No fecho da prova organziada pelo Demoporto, o jovem craque de Poiares não escondia a sua felicidade: “Estamos muito felizes da nossa prestação, conseguimos alcançar um pódio absoluto e a vitória entre os RC5. Na nossa estreia no CPR 2RM, fizemos uma prova sem cometer erros, onde foi muito difícil minimizar as diferenças para os Rally4, num rally com condições extremas. O nosso carro é tanque de guerra e os pneus Kumho estiveram simplesmente fabulosos!”.
Pedro Silva e Roberto Santos representaram a Beira Baixa no Rally Serras de Fafe, uma prova que contou não apenas para o Campeonato Português de Ralis (CPR), mas também para o Campeonato Europeu de Ralis.
Um resultado super importante no campeonato mais forte de sempre, que agora inclui não só pilotos portugueses muito experientes, mas também um piloto estónio e um piloto ucraniano, demonstrando a qualidade do CPR 2RM.
A equipa assistida pela Domingos Sport superou as expectativas e “sobreviveu” aos difíceis troços de Fafe. Pedro Silva afirmou que “foi um rali muito duro, tivemos que gerir a mecânica do nosso fantástico 208 Rally4 e evitar furos, mas no meio desta sobrevivência conseguimos ser rápidos e ir a evoluir de troço para troço. Queremos agradecer à nossa equipa, família, amigos e seguidores pelo carinho e apoio constante. Dedicamos este resultado aos nossos parceiros que nos permitem estar num campeonato destes, é um orgulho para nós”.
A dupla da Beira Baixa participará na próxima ronda do CPR nos dias 31 de março e 1 de abril no Rali Casinos do Algarve.
Hugo Lopes e Tiago Neves entraram com o pé direito na “operação” ao ataque do Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, alcançado a 2ª posição na primeira prova.
A prova pontuável também para o Campeonato da Europa de Ralis foi, como esperado, muito dura devido à degradação dos pisos, com a chuva a dificultar ainda mais a missão dos pilotos. Hugo Lopes e Tiago Neves sabiam das dificuldades e optaram por manter uma toada que lhes permitisse rodar juntos dos primeiros sem cometer erros para não comprometer a chegada ao Pódio Final. A dupla foi brindada com um excelente 2º lugar logo na primeira prova de um dos Campeonatos de Portugal de Ralis 2RM mais competitivos dos últimos anos!
“Comprometemo-nos a fazer uma prova inteligente, chegar ao final do rali e amealhar o máximo de pontos nesta prova que para todos os carros de 2RM é muito dura e imprevisível! Claro que depois de entrarmos queremos ser o mais rápido possível, porém fizemos uma boa gestão das emoções durante o rali. Depois de uma entrada cautelosa na 2ª classificativa, na 3ª classificativa perdemos algum tempo ao ficarmos presos num curva, mesmo assim ainda estávamos próximos dos primeiros, até nos ser atribuído um tempo de outro concorrente na classificativa seguinte devido a um acidente e com isso ficarmos a mais de 1 minuto do 1º lugar. Temos pena que depois várias classificativas foram canceladas devido às condições do piso e não termos discutido o rali até ao final e realizado mais quilómetros com o nosso Renault Clio Rally4, porém o balanço é bastante positivo!“, resumiu Hugo Lopes o fim-de-semana competitivo.
Tiago Neves refere o trabalho de preparação para esta prova como o principal motivo de sucesso e que foi “uma ótima maneira de começar o nosso campeonato. Num rali tão exigente, pontuar é sempre algo muito positivo. Conseguir um 2º lugar logo na 1ª prova de um campeonato tão competitivo deixa-nos ainda mais motivados! Temos, porém, a consciência que o caminho é muito longo, e que necessitamos de continuar a trabalhar para conseguir alcançar o nosso objetivo. Vamos à luta!”
A dupla realça o trabalho de toda a equipa da CRN Competition, “que nos deu um carro muito fiável e competitivo, que aliado aos pneus Kumho que se tornaram bastantes eficazes neste tipo de condições nos permitiu alcançar este resultado!”.
A próxima prova do campeonato é o Rally Casinos do Algarve, disputada entre os dias 31 de março e 1 de abril, onde a dupla espera estar presente apesar de ainda não ter garantido o orçamento necessário para viabilizar as restantes provas do campeonato.
Depois de ter liderado grande parte do Rally Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas, Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto, o campeão finlandês viu a sorte fugir já na Power Stage de fecho, depois de ter sofrido um furo.
A prova inaugural do ERC – European Rally Championship e do Campeonato de Portugal de Ralis foi madrasta para as fortes ambições das duas duplas que defenderam as cores da The Racing Factory na prova organizada pelo Demoporto.
Mikko Heikkila e Samu Vaaleri, atuais campeões finlandeses de ralis, estiveram a um passo de se estrearem a vencer na prova portuguesa, dando também a primeira vitória à geral num rali do ERC à The Racing Factory.
Nada receosos por estarem a competir num terreno que desconheciam por completo e contra adversários do mais alto nível e com muito mais experiência internacional, demonstraram desde o quilómetro inicial que teriam uma palavra a dizer na luta pelos lugares de topo da geral.
Sempre muito rápidos e eficazes com o Skoda Fabia Rally2 Evo da The Racing Factory, chegaram pela primeira vez à liderança após a 3ª classificativa, caindo momentaneamente para o segundo posto, mas recuperando o topo da tabela antes do fecho do dia, preparando-se para enfrentar a etapa decisiva de domingo com 4,2 segundos de vantagem sobre os adversários mais próximos.
Nesse duelo derradeiro, o seu andamento voltou a provar que, em circunstâncias normais, seria difícil serem desalojados da liderança e, consequentemente, da vitória final. Mas, em dois momentos, nas duas passagens pela icónica especial da Lameirinha, os deuses da fortuna decidiram de forma diferente.
Na passagem inicial, que correspondia à reta final da ronda da manhã, um toque numa pedra fez estragos na direção do carro tcheco e só a mestria de Heikkila lhe permitiu segurar a liderança, mas tendo agora duas equipas adversárias dentro de um ténue intervalo de 4,6 segundos, faltando ainda 4 classificativas.
Mas, o piloto da The Racing Factory demonstrou nervos de aço, segurando a vantagem até à entrada da Power Stage final. Aí, tudo estava a correr conforme planeado até que um furo forçou Mikko Heikkila a parar para mudar o pneu, perdendo o rali e caindo para um injusto e frustrante 8º lugar no fecho da prova.
Já Armindo Araújo e Luís Ramalho foram vítimas de um forte acidente na 7º especial do rali, quando atacavam a liderança da competição reservada ao Campeonato de Portugal de Ralis, dando seguimento a uma exibição que, até aquele momento, estava a ser de muito bom nível.
A dupla campeã nacional teve de ser evacuada para uma unidade hospitalar, tendo alta já este domingo. No entanto, os exames efetuados revelaram três costelas partidas, uma fratura ao nível da coluna e outra na mão esquerda de Armindo Araújo, que terá de ser submetido a duas intervenções cirúrgicas dentro de dias, enquanto Luís Ramalho também fraturou 3 costelas, tendo ainda uma fratura no pé direito.
Ambos têm pela frente um delicado período de recuperação, não sendo ainda certo quando voltarão à competição.
No final da prova, Aloísio Monteiro, CEO da The Racing Factory, não escondia “a profunda desilusão que todos sentimos na equipa em relação ao desfecho deste rali. Primeiro, o acidente do Armindo e do Luís, que lhes retirou uma mais do que provável vitória nas contas do CPR e, muito mais grave, lhes provocou ferimentos. Foi um momento terrível para todos nós. Felizmente, foram rapidamente assistidos e agora têm pela frente o necessário período de recuperação, estando certo de que voltarão ainda mais fortes e com ainda mais vontade de vencer. Cá estaremos na equipa para os apoiar em tudo!”.
Depois, a perda do vitória à geral. Para o “patrão” da TRF foi mais um momento “que nos bateu forte. Mas são ralis e todos sabemos que, até ao último metro da prova, tudo pode acontecer. Estamos tristes pelo Mikko e pelo Samu que mereciam vencer, pois fizeram um rali extraordinário e, no meu caso particular, sinto de forma particular a desilusão de todos os membros da nossa equipa, que fizeram um trabalho magnifico com os dois carros e mereciam sair de Fafe a comemorar dois triunfos”.
No entanto, Aloísio Monteiro não deixa de enfatizar que “apesar de tudo, não podemos deixar de destacar que o Mikko, o Armindo e a equipa provaram que a TRF tem tudo para vencer e tudo faremos para continuar na senda das vitórias esta temporada!”.
Fafe foi o cenário de um emocionante arranque de época para a TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup (TGRIC) numa prova que decorreu debaixo de condições climatéricas instáveis que tiveram o seu efeito nos pisos que as equipas encontraram, criando muitas dificuldades.
Na primeira especial realizada no piso de asfalto bem no centro de Fafe, Francolí quis lembrar a todos que é o campeão em título da TGRIC e bateu a concorrência com Ricardo Costa e Daniel Berdomás a ficarem nas posições seguintes. No quarto lugar ficou Miguel Campos, à frente de um “tal” jovem Boliviano que dá pelo nome de Bruno Bulacia. Com o verdadeiro rali ainda por começar, foi tempo de descanso depois da especial espetáculo que atraiu muitos milhares apesar da chuva que se fazia sentir.
Na manhã de sábado, era tempo de avançar para os pisos de terra batida do “Serras de Fafe” com a chuva ainda presente, mas em quantidade que não permitiu a muitos definirem uma estratégia clara de abordagem, principalmente ao nível dos ajustes técnicos o que terá baralhado algumas das contas de pilotos e engenheiros técnicos das equipas.
Sergi Francolí voltou a vencer na primeira do dia, com uma magra vantagem sobre Miguel Campos, e no terceiro lugar surgia o “tal” Bulacia, apenas a 1,8 segundos de Francolí, e esse era um aviso que soou de forma ainda não muito percetível. Mas a partir desse momento foi implacável para a concorrência.
Bruno Bulacia e o seu co-piloto Alex Coronado entraram na segunda prova especial de sábado decididos a mostrar os seus dotes, e venceram sete das oito especiais disputadas até à penúltima especial do rali. Teriam sido 14 especiais segundo previsto no programa, mas seis foram canceladas pela organização por motivos de segurança relacionados com as condições do piso devido à chuva e lama e incidentes que se foram sucedendo. Uma exibição convincente e demolidora para o piloto boliviano de apenas 20 anos de idade que escolheu a TGRIC como caminho de formação para a sua carreira desportiva em 2023.
A dupla Sergi Francolí e José Moreno foi a que melhor resultado obteve em tentar perseguir o Toyota GR Yaris RZ de Bulacia, e com consistente presença por entre os mais rápidos em todas as especiais, não conseguiu ainda assim evitar que à entrada da última classificativa da prova a diferença entre líder e perseguidor se cifrasse em mais de um minuto de diferença.
Ricardo Costa e Rui Vilaça eram terceiros, a mais de dois minutos. Pelo caminho ficou Miguel Campos que devido a problemas de saúde não se apresentou à partida para a segunda etapa, quando havia fechado a primeira etapa na sexta posição. Daniel Berdomás e Albert Llovera também tiveram problemas na primeira etapa, mas regressaram em super-rali para o derradeiro dia de competição. Alberto Monarri e Isaac Vera fechavam o lote dos cinco primeiros quando se avançava para a última especial do rali, com a passagem no mítico salto da Lameirinha.
E foi mesmo aqui que se deram várias reviravoltas que mudaram os resultados que muitos já assumiam como definitivos. Bulacia andou a fundo durante toda a prova e queria carimbar a vitória com mais uma vitória na especial; manteve o ritmo mas o limite foi ultrapassado, acabando por desistir muito próximo do fim. Nesta mesma especial Javier Villa e Jonathan Rieu também acabaram por sucumbir, juntando-se a Manu Gascou que havia igualmente desistido 2 especiais mais cedo.
No final, a vitória sorriu a Sergi Francolí, com Ricardo Costa e Alberto Monarri a completarem as posições do pódio. No quarto posto, o veterano Jean-Michel Raoux que depois de um arranque difícil na especial urbana, nunca andou longe dos 5 primeiros na classificação geral, relegando para a quinta posição Isaac Vera que viu o quarto posto fugir-lhe nesta mesma especial face ao piloto francês quando possuía uma vantagem de mais de 40 segundos à entrada da especial. Pedro Lago Vieira, Pierre Lafay, Javier Mulero, Dani Berdomás e Albert Llovera foram por esta mesma ordem os seguintes classificados na TGRIC no final do rali.
O Toyota GR Yaris RZ mostrou e de que maneira os seus dotes, fiabilidade e competitividade, pois no final apenas se contabilizaram dois carros que não pertenciam à classe Rallye2, a classe de topo admitida regulamentarmente para as provas regionais da FIA. Numa prova tão dura e tão exigente, o resultado agradou bastante e o trabalho vai continuar no sentido de tirar já ilações e enfrentar a próxima prova do TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup com ainda mais confiança.
A pausa será muito curta pois o Rally da Auga realiza-se dentro de duas semanas, na bem próxima comarca de Ordes na Galiza, Espanha. Uma curta viagem para máquinas e equipas e um intenso período de trabalho para recolocar os GR Yaris em plena forma para o segundo desafio da época desportiva de 2023 na TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup.
A equipa apoiada pela Sanindusa, Miguel Abrantes acompanhado por Tiago Silva foram uma das equipas resistentes, conseguindo concluir o muito difícil Rally de Fafe apesar das imensas dificuldades que sentiram durante toda a prova.
Quando rumaram a Fafe na viatura gentilmente cedida pela VF Auto, Abrantes e Silva estavam longe de imaginar as dificuldades que iriam encontrar pela frente…
Abrantes, com pouca experiência em pisos de terra, nunca se sentiu à vontade com os enlameados e degradados pisos que todas as equipas encontraram ao longo do dia de Sábado.
A equipa optou então por um andamento cauteloso, conseguindo dessa forma escapar às muitas armadilhas que a prova apresentou. Num rali marcado pela chuva, lama, nevoeiro e acidentes, a organização viu-se obrigada a anular algumas especiais cronometradas, encurtando substancialmente a jornada competitiva.
Apesar de tudo, a equipa adquiriu experiência neste tipo de condições que podem ser úteis no futuro e com a desistência por vários motivos de alguns candidatos às posições cimeiras do CPR 2RM, os pontos conquistados em Fafe podem também vir a ser importantes nas contas no Campeonato.
Na área técnica o Renault Clio com as cores da Diferencial e da Imacústica, preparado e assistido pela CRN Competition não apresentou qualquer problema ao longo da prova, tendo a equipa estreado em Portugal a nova mistura dos pneus MRF que se revelaram excelentes no difícil piso das PEC’s deste rali. Com a mecânica a sofrer bastante, também os lubrificantes Fuchs revelaram a sua qualidade protegendo todos os órgãos mecânicos do Clio R3T com distinção!
Abrantes e Silva agradecem todo o apoio recebido, não esquecendo o importante acompanhamento dos seus parceiros, Boomerang Transportes, Clínica Miranda, Imostop, Auto Mafergil, P1 Racewear e Mambo Cafés. É tempo agora de preparar a próxima prova no final do mês de Abril, com a caravana do CPR a rumar a Sul, para o Rali Casinos do Algarve.
Armindo Araújo e Luís Ramalho deixaram, ontem, o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro após terem realizado todos os exames de diagnóstico necessários para avaliação e reavaliação do seu estado físico, depois do despiste sofrido ontem no Rali Serras de Fafe e que provocou algumas lesões à dupla campeã nacional.
Fruto da violenta saída de estrada, durante a sétima especial da prova, Armindo Araújo e Luís Ramalho não apresentavam inicialmente nenhuma lesão visível, mas com os primeiros exames realizados se ficou a perceber a existência de algumas sequelas físicas para ambos. “Estamos relativamente bem, mas as consequências deste nosso acidente são ligeiramente maiores do que as que inicialmente sentimos e pensávamos. Para além de ter partido três costelas, contrai uma fratura ao nível da coluna e outra na mão esquerda e terei de efetuar duas intervenções cirúrgicas dentro de dias para que a recuperação seja mais rápida e eficaz”,começa por dizer Armindo Araújo.
A rápida intervenção dos meios de segurança, equipas médicas da prova e hospitalares e a ajuda dos próprios concorrentes é, para Armindo Araújo, algo que não poderia deixar de realçar. “Quero, desde já, manifestar o agradecimento possível a todos os que nos prestaram ajuda e cuidaram de nós e destacar também a importância dos equipamentos de segurança que são usados atualmente no desporto automóvel. Sem dúvida que devemos a isso o facto de termos sofrido apenas algumas lesões de menor gravidade”,afirmou ainda.
Luís Ramalho, também com três fraturas nas costelas e uma no pé direito, também fez questão de frisar a importância que tudo o que está ligado à segurança tem neste desporto. “Felizmente, as consequências do nosso despiste são menores face à violência do despiste que tivemos. Tal como o Armindo Araújo, não posso deixar de enaltecer quer a segurança dos atuais carros de rali como dos sistemas de emergência que são usados nos dias de hoje. Tudo funcionou em perfeitas condições. Muito obrigado pelo excelente trabalho de todos aqueles que, desde ontem, nos prestaram ajuda de alguma forma”, disse.
Com um período de recuperação pela frente, Armindo Araújo e Luís Ramalho esperam poder regressar à competição rapidamente e na máxima força. “Queremos obviamente regressar depressa, mas neste momento ainda não sabemos quanto tempo será necessário para estarmos em condições de competir. A parte desportiva neste momento está em segundo plano, mas em breve daremos notícias”, concluiu Armindo Araújo.
Foi com uma liderança categórica que Ernesto Cunha se apresentou no Rali Serras de Fafe, excecionalmente navegado pelo co-piloto Carlos Magalhães. O piloto do 208 Rally4 assegurou a vitória no Campeonato de Portugal de Ralis 2RM e garantiu o 2º posto entre as duas rodas motrizes do Campeonato Europeu de Ralis – ERC4.
Foi na PEC2 que a dupla Ernesto Cunha / Carlos Magalhães se estreava na liderança das duas rodas motrizes do Campeonato de Portugal de Ralis e logo a partir da PEC4 não mais viria a largar a posição, com uma excelente gestão do ritmo e eficácia, mesmo na dureza dos pisos do Rali Serras de Fafe. O primeiro objetivo da temporada está cumprido e o piloto mostra-se bastante satisfeito: “Foi uma prova bastante dura e com condições adversas, como já é habitual. Este resultado permite entrar com o pé direito no campeonato e logo numa prova tão extrema como esta. Tenho de começar por agradecer à Racing 4 You por nos ter proporcionado um carro altamente fiável e competitivo.”
Apesar de ter sofrido um furo na PEC 11, a dupla viria também a liderar ao longo de toda a prova reservada às duas rodas motrizes do Campeonato Europeu de Ralis, apenas cedendo a posição na última classificativa, terminando assim no segundo posto a 9 segundos do primeiro lugar.
O resultado alcançado aconteceu ainda de forma notável com uma troca de co-piloto em cima da prova, com Carlos Magalhães a assumir de forma excecional o lugar de Rui Raimundo devido ao falecimento de um familiar. “Não podia deixar de dedicar esta a vitória ao Rui Raimundo, que infelizmente não pode estar presente ao meu lado nesta prova e deixar um agradecimento especial ao Carlos Magalhães por aceitar este desafio em cima da hora”, refere ainda o piloto Ernesto Cunha.
O Campeonato de Portugal de Ralis regressa já de 31 de março a 1 de abril com o Rali Casinos do Algarve.
A passagem inicial pela classificativa de Luílhas, no arranque do último dia do Rally Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas, Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto, foi madrasta para as ambições de Ricardo Filipe e Filipe Carvalho. Uma pedra saliente na trajetória furou uma roda e partiu uma ponteira da direção do Ford Fiesta R5, forçando a dupla a abandonar, quando lutava por um lugar bem dentro do Top 10 do CPR.
https://youtu.be/OS-Ax_E0sXM
Mas, sendo esse o momento fulcral que ditou a desistência, não foi o único em que Ricardo Filipe e Filipe Carvalho sofreram ao longo do rali.
Depois de um arranque tranquilo e controlado no quilómetro e meio em paralelo molhado da Fafe Street Stage noturna, a dupla do Ford Fiesta preparado pela Racing For You atacou a longa etapa de sábado que seria atribulada para toda a caravana do rali.
Condições meteorológicas adversas e incidentes ditaram a anulação de 3 especiais e a interrupção precoce de outra, fazendo com que a esmagadora maioria das equipas só disputassem cerca de 45 quilómetros contra o cronómetro.
O piloto algarvio deixa um alerta para “a FPAK e os clubes. CPR e Europeu juntos, não obrigado!”, realçando que “partirmos para os troços depois de 50 carros, com os pisos calamitosos, é tudo menos competir, sendo mais andarmos a estragar os nossos carros e dai as desistências. Não conseguimos andar rápido, transformando as provas num exercício de sobrevivência. Depois, fazer quase 500 quilómetros de ligações, para correr pouco mais de quarenta, é inaceitável”, considerando que “a diversão se vai embora e todos nós andamos aqui porque adorámos a modalidade. Não somos profissionais”.
Ricardo Filipe não quis deixar de enviar “um forte abraço ao Armindo e ao Luís, desejando a sua rápida e total recuperação. Oxalá já possam estar connosco no Algarve!”.
Agora, a atenção do piloto que defende as cores da marca “Olha o Cogumelo” já está nesse “seu” Rallye Casinos do Algarve, próxima prova do Campeonato de Portugal de ralis e que decorrerá nos dias 31 de março e 1 de abril.“O Serras de Fafe já lá vai. Não foi o arranque de campeonato que queríamos, quanto ao resultado, mas a exibição que conseguimos fazer, mas condições terríveis em que competimos, dá-nos garantias de que estamos no bom caminho e queremos estar ao nosso melhor nível no algarve. É a minha terra, vou correr perante a família, os amigos e os patrocinadores e tudo faremos para andar bem e conseguir um bom resultado, usufruindo deste regresso do CPR às classificativas algarvias em terra , que são simplesmente fenomenais. Espero que os aficionados compareçam em força no Algarve, pois tenho a certeza de que os iremos receber bem e que vão usufruir de um rali fabuloso!”.
Armindo Araújo e Luís Ramalho sofreram um acidente na sétima especial do Rali Serras de Fafe e estão fora da prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis.
Na parte final da segunda passagem pela classificativa de Boticas/Sr. do Monte, a dupla Campeã Nacional de Ralis, perdeu o controlo do Skoda Fabia Rally 2, após perder a roda da frente direita, numa zona muito rápida. Apesar da violência do impacto, Armindo Araújo e Luís Ramalho não apresentam nenhuma lesão aparente, tendo sido encaminhados para o hospital para a realização de exames de diagnostico complementares.