A Megamotors apresentou-se à partida da 3ª edição do rally Resende Douro verde com uma armada constituída por 3 equipas. José Carlos Pouca Sorte foi o melhor, garantindo mais um pódio na carreira.
https://youtu.be/h2swO6iLCrE
José Carlos Pouca Sorte, piloto e líder da estrutura, corria em casa, no rali da sua terra natal, onde sempre brilha, sendo desta feita navegado pela sua esposa, Vera Sequeira e estreando uma original BMW 320 Touring, que recentemente adquiriu.
E nem o desconhecimento da carrinha alemã impediu o conceituado piloto especialista de Montanha de uma vez mais, provar todo o seu talento. Aumentando o ritmo ao longo do rali e ultrapassando as dificuldades acrescidas que a chuva provocou, José Carlos Pouca Sorte foi subindo paulatinamente na classificação geral, assegurando um Top 5 no fecho da prova, a que juntou o 3º posto e a respetiva subida ao pódio da competição reservada ao Campeonato Start Centro de Ralis.
Já as outras duas duplas da Megamotors não tiveram a sorte pelo seu lado.
Celso Fonseca, que tripulou o Citroen Saxo com que normalmente compete na Montanha, partilhando-o com o copiloto Custódio Leites, rubricou uma exibição de bom nível que, gradualmente, o colocou na luta por um lugar nos dez primeiros da geral, mas, um problema técnico no Saxo forçou-o a desistir na 6ª especial do rali.
Demasiado curta foi a participação do jovem Carlos Pouca Sorte, aos comandos do BMW M3 que o seu pai José Carlos já usou no passado. Tendo como navegador João Macedo, o atual vice-campeão nacional Legends de Montanha, Carlos Pouca Sorte abandonou ainda na noite inicial do rali, com problemas na caixa de velocidades do BMW.
Agora, a Megamotors vira já a agulha para a Montanha, preparando-se a estrutura para a 1ª prova da temporada 2023 do Campeonato de Portugal, que decorrerá dentro de duas semanas, em Murça.
Num rali onde a chuva tornou ainda mais difícil a abordagem às exigentes estradas de Resende, Artur Quintal e Vítor Henriques foram capazes de contrariar o desconhecimento do traçado e do Citroen C3 Rally2, terminando no 2º lugar da geral, vencendo ainda entre os X5-16.
Foi com o sentimento de missão cumprida que a dupla madeirense arribou ao pódio final da edição 2023 do Rally Resende Douro Verde, depois de enfrentarem os quase setenta quilómetros de especiais cronometradas da prova organizada pelo Targa Clube naquele concelho da margem sul do rio Douro.
Para trás tinham ficado dois dias de intensa competição e outra tanta emoção por terem sido capazes de sonhar e executar uma dupla estreia: no rali e com uma viatura Rally2, bem diferente e mais desafiante do que as “montadas” que Artur Quintal e Vítor Henriques estão habituados a tripular nos eventos madeirenses.
À partida do rali, a equipa da Pérola do Atlântico estava ciente do profundo desafio que tinha pela frente:
“A nossa presença em Resende deu corpo ao sonho que tínhamos em conduzir um Rally2 e, no meu caso, em correr numa prova realizada no continente”, explica Artur Quintal, assumindo que “tínhamos perfeita noção das dificuldades que teríamos por competir num rali desconhecido, num carro que nunca tínhamos conduzido, com a exceção de uma vintena de quilómetros, feitos um dia antes do rali começar e defrontando especialistas que conhecem as estradas ao milímetro”.
Como tal, a dupla optou “por um arranque conservador. Nas duas passagens pela Street Stage noturna de abertura, fomos mesmo muito cautelosos, se calhar em demasia, mas não queríamos cometer erros. Depois, a longa paragem entre as duas passagens também fez com que arrancássemos com pneus frios, o que nos condicionou”.
O 2º e último dia de competição contemplava 7 classificativas, que acabariam por ser percorridas com a presença intermitente de chuva, aumentando os riscos e a dificuldade.
Mesmo assim, Artur Quintal e Vítor Henriques foram sendo cada vez mais rápidos, culminando esse subir gradual de intensidade com a vitória na derradeira especial do programa, sendo ainda de realçar que a conquista do 2º lugar da geral e a vitória entre os X5-16, se deu sem que tivessem cometido qualquer erro de monta ao longo de toda a prova.
“Estamos felizes com este pódio absoluto, que premeia a capacidade que revelamos para evoluir ao longo do rali. É um resultado muito satisfatório, que premeia o foco que colocámos nesta estreia. O rali é muito interessante e foi incrível conduzir este Citroen C3 Rally2. Aprendemos muito e percebemos todo o potencial que este tipo de carros tem. Quero agradecer à Sports & You por todo o apoio e ensinamentos que nos transmitiram, à organização e às gentes de Resende que nos receberam de uma forma magnífica”, salientou o piloto madeirense.
2024 poderá significar o “salto” para um Rally2
Terminado o Rally Resende Douro Verde, Artur Quintal e Vítor Henriques viram a atenção para os objetivos principais da época e que passam por “evoluir a nossa performance nas provas do Campeonato de Ralis CORAL da Madeira, andando nos lugares de topo das 2RM”, beneficiando da cada vez maior adaptação ao Peugeot 208 Rally4 que em sido a sua “arma” de serviço nas últimas duas épocas.
No entanto, a experiência de Resende já deu os seus frutos, como revela o piloto:
“Confirmo tido o que me tinha sido dito. Depois de andar num Rally2, é difícil voltar a andar noutro carro de uma categoria inferior. O C3 revelou-se uma máquina fenomenal, deixando-nos rendidos à sua capacidade e ao prazer que dá conduzir uma viatura deste tipo. Vamos agora nos focar na época de 2023, mas sem deixar de começar a pensar em montar um projeto que nos permita dar o salto para um Rally2 já em 2024!”.
A “jogar em casa”, Pedro Melo, navegado por navegado por Nicolau Rabaça, voltou a dominar a seu belo prazer a 3ª edição do Rally Resende Douro Verde, prova inaugural dos Campeonatos Promo centro e Start Centro de Ralis. Só não fez o pleno de triunfos nas especiais porque levantou o pé na última, sem colocar em causa a segunda vitória consecutiva no evento.
Sem chuva, mas com muito frio, típico da época e das terras durienses, o Rally Resende Douro Verde arrancou na noite de sábado, com uma dupla passagem pelos 2,75 km da Resende Street Stage.
E logo nesses 5,5 quilómetros contra o cronómetro se percebeu que seria difícil alguma equipa disputar taco-ataco o triunfo na prova com Pedro Melo e Nicolau Rabaça.
A dupla de Resende apresentou-se à partida munida dos argumentos musculados do BMW M3 com que tinham já vencido a prova em 2022 e venceram essas duas passagens pelo traçado urbano noturno, indo descansar no fecho da seção inicial já com 18,4 segundos de vantagem sobre os adversários mais diretos, Artur Quintal e Vítor Henriques, dupla madeirense que conduziu pela primeira vez um Rally2 em competição, sendo também a estreia do piloto em provas continentais. Iniciaram a prova com toda a cautela, até porque apenas tinham rodado vinte quilómetros em testes com Citroen C3 Rally2 da Sports & You.
A fechar os três primeiros nesta fase inicial da prova, encontrámos João Araújo e Luís Araújo, aos comandos de um Mitsubishi Lancer EVO VIII preparado pela Domingos Sport. Fecharam a noite inaugural a 22,6 segundos dos líderes.
Este pódio provisório absoluto não sofreu mais alterações até ao fecho do rali.
A chuva juntou-se ao frio durante grande parte da jornada final de domingo, tornando ainda mais difíceis as já exigentes, sinuosas e armadilhadas estradas de asfalto de Resende, sem que tal fosse obstáculo de maior para Pedro Melo e Nicolau Rabaça que continuaram a devorar triunfos troços cronometrados, vencendo mais seis consecutivos, vindo apenas a perder o último, numa altura em que já rodavam claramente em “velocidade cruzeiro” a caminho do pódio final em frente aos Paços do Concelho do Município de Resende, onde arribaram com 1:18,9 de vantagem sobre a dupla madeirense.
“Foi um rali difícil, sobretudo porque não fizemos as melhores escolhas de pneus durante este último dia. Estamos muito felizes por termos conseguido vencer outra vez e, quem sabe, desta feita, poderemos pensar em fazer mais provas do Start Centro durante esta época”, afirmou Pedro Melo que, obviamente, para além de vencer à geral, triunfou nas contas do Campeonato Start Centro de Ralis, competição onde a equipa que forma com Nicolau Rabaça foi acompanhada no pódio pelas duplas Viana Martins/Pedro Contente (Renault Clio III RS), segundos colocados. José Carlos Pouca Sorte/Vera Sequeira, que estrearam em Resende, terra natal do piloto especialista em montanha, uma carismática BMW 320 Touring, foram subindo paulatinamente no ritmo e na classificação, conquistando um saboroso 3º posto final no Start Centro.
Quanto à prestação de Artur Quintal e Vítor Henriques, o balanço é positivo.
O desconhecimento quase total do carro, só igualado pelo mesmo óbice quanto ao traçado da prova, onde enfrentaram verdeiros especialistas locais, torna o 2º posto da geral e a vitória entre os X5-16 um resultado muito satisfatório, destacando-se a ausência de erros de monta durante todo o rali, o ritmo em crescendo e o triunfo numa das especiais. Regressam à Ilha da Madeira com uma boa experiência e a vontade de repetir no futuro.
João Araújo e Luís Araújo também garantiram o 3º posto do pódio absoluto sem grandes pressões, juntando a esse lugar a vitória nas lides do Campeonato Promo Centro de Ralis.
Foram sempre cautelosos no ritmo que imprimiram ao Lancer EVO VIII e saíram de Resende no comando desse campeonato, começando da melhor forma o ataque ao título, objetivo que assumem como estando nos seus planos para 2023. Terminaram o Rally Resende Douro Verde a 2:33,9 dos vencedores absolutos.
No Promo Centro, Viana Martins/Pedro Contente (Renault Clio III RS) também garantiriam o 2º posto, a exemplo do que fizeram no Start Centro, enquanto Vítor Gomes e Joel Oliveira fizeram da regularidade durante todo o rali o segredo para serem terceiros.
Terminaram 14 equipas, registando-se oito abandonos, num rali onde a bitola organizativa do Targa Clube esteve sempre alta e merecedora do forte apoio do Município de Resende e do entusiasmo com que as gentes durienses daquele concelho recebem a prova. Também a ser considerada pela FPAK estará a pertinente vontade do clube e da autarquia de ter uma data diferente, enquadrada no período forte da cereja, produto de excelência e que é um dos “ex-libris” do concelho de Resende.
E vão três vitórias consecutivas de Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva no Rally das Camélias. Mais rápidos em seis das sete especiais realizadas na prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal, a dupla provou ser a mais forte, levando o Mitsubishi Mirage preparado pela M-PRO a mais um triunfo nas estradas de Sintra e de Mafra.
Uma entrada ao ataque, deu a Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva a liderança da prova, ao serem os mais rápidos passagem inicial pelos 11,48 km de Lagoa Azul/Peninha, única especial noturna realizada na sexta-feira, sendo anulada a segunda passagem pelo troço, devido ao acidente que se registou.
“Entramos bem, assumindo o comando e provando que tínhamos condições para lutar pela vitória final. Mas isso pouco interessou, pois perante o que aconteceu, a organização parou o rali e concentrou-se em acorrer aos feridos, deixando a competição para o dia seguinte, que era o que se impunha fazer. Desde já enviamos os nossos votos de rápida e total recuperação para todos os envolvidos e um abraço de solidariedade ao Pedro Afonso e ao Bruno Neves, equipa que teve o acidente, para que ultrapassem esta situação sempre muito melindrosa”.
Para o dia decisivo de sábado, estavam reservadas cinco classificativas, partindo a dupla do Mirage com 1,3 segundos de avanço sobre os mais diretos perseguidores.
No ataque a Sintra – Pé da Serra (10.10 km), Rui Madeira voltou a vencer, mas a diferença mínima para o seu mais direto rival, Carlos Fernandes, dava conta de que o rali iria ser “rasgadinho”.
E isso ficou ainda mais provado na especial seguinte, com Fernandes a ser o mais e a assumir o comando, com seis segundos de vantagem. Seria a única classificativa que Rui Madeira não venceria e, nas três derradeiras, já com o Mirage bem mais eficaz, após algumas mudanças introduzidas na assistência, o andamento mais intenso ditaria três triunfos e uma chegada ao pódio final, com 59,5 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Gil Antunes, pois, entretanto, Carlos Fernandes seria forçado a desistir.
Estava consumado o “Tri” de Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva.
“Estamos muito felizes com estaterceira vitória consecutiva no Rali das Camélias, segunda seguida no Mitsubishi Mirage da equipa M-PRO. Apesar de vencermos as 2 primeiras especiais o nosso principal adversário, Carlos Fernandes, realizou uma segunda especial incrível, que nos colocou a 6 segundos de diferença. No parque de assistência alterámos o setup do Mirage e a máquina ficou bem mais fácil de controlar nos pisos escorregadios da região de Mafra e logo percebi que poderíamos ser muito mais rápidos. Teria sido interessante a luta com o Carlos, mas, infelizmente, ele desistiu logo na classificativa seguinte, o que tornou tudo mais fácil para a nossa vitória!”, resumiu Rui Madeira, após a merecida comemoração no pódio.
O “mundialista” deixou ainda um agradecimento “ao meu navegador Nuno Rodrigues da Silva e a toda equipa técnica da M-Pro pelo trabalho desenvolvido ao longo destes dias.Agradecemos aos nossos parceiros e patrocinadores que nos permitem continuar a conquistar objetivos e agora vamos lá nos concentrar nos pisos de terra dos próximos ralis!”.
Pela amostra deste início da sua 34ª temporada desportiva, abram aulas para a renovada “fome de vitórias” de Rui Madeira!
O piloto local do BMW M3, navegado por Nicolau Rabaça, deu um recital de condução, dominando a dupla passagem pela Resende Street Stage abriu as hostilidades competitivas da 3ª edição do Rally Resende – Douro Verde prova de abertura dos Campeonatos Start Centro de Ralis e Promo Centro de Ralis.
O frio noturno próprio desta fase invernal não afastou uma boa mole humana que encheu as ruas de Resende para saborear a passagens das duas dezenas de equipas que alinharam na prova organizada pelo Targa Clube, em parceria com o Município de Resende.
No cardápio estava uma dupla ronda pelos 2,75 km da Resende Street Stage, que decorreu sem incidentes de maior e com um bom ritmo organizativo.
18,4 segundos foi o farto pecúlio amealhado por Pedro Melo e Nicolau Rabaça nos 5,5 quilómetros disputados ao cronómetro, vantagem importante, embora não decisiva, que lhes permite abordar a longa etapa de amanhã com a motivação reforçada e cientes de que têm todas as condições para repetirem o triunfo que alcançaram na edição de 2022.
No 2º posto encontrámos Artur Quintal e Vítor Henriques, a dupla madeirense que se estreia na prova, tripulando um Citroen C3 Rally2 da Sports & You. Iniciaram a prova com toda a cautela, até porque apenas tinham rodado vinte quilómetros em testes e estão a realizar o primeiro rali aos comandos de um Rally2, tendo melhorado muito na segunda passagem e provando que, amanhã, poderão lutar pelo triunfo.
João Araújo e Luís Araújo colocaram o Mitsubishi Lancer EVO VIII preparado pela Domingos Sport no terceiro posto, estando a 22,6 segundos dos líderes.
Este domingo, a 2ª e decisiva etapa tem arranque marcado para as 9 da manhã e antes do pódio de fecho que acontecerá pouco depois das 3 da tarde, em frente aos Paços do Concelho, o plantel que alinhe na prova terá pela frente duas seções bem duras.
A primeira engloba uma dupla passagem pela classificativa de S. Martinho de Mouros/Paus (9,07 km), separadas pela passagem única que os concorrentes farão por Barró/S. Martinho de Mouros (5,85 km). A segunda, derradeira e decisiva seção contém 4 especiais, correspondentes às duas passagens por Enxertado/S. Romão (8,10 km) e Freigil/S. Cristóvão (10,98 km).
A menos de 24 horas do arranque do Rally de Resende Douro Verde, Artur Quintal e Vítor Henriques testaram o Citroen C3 Rally2 que vão utilizar nesta estreia na prova organizada pelo Targa.
A dupla da Madeira está pronta para enfrentar os quase setenta quilómetros de especiais cronometradas que irão percorrer nas sinuosas e desafiantes estradas de asfalto do concelho de Resende, cravado na margem sul do Rio Douro.
A tarde de hoje, sexta-feira, foi reservada para o primeiro teste com o Citroen C3 Rally2 da Sports & You. Num troço de 3,5 quilómetros preparado numa das exigentes estradas de Resende, Artur Quintal e Vítor Henriques rodaram algumas dezenas de quilómetros, cumprindo um programa de adaptação à máquina francesa.
“Primeiro contacto com o carro foi bom. Inicialmente assustador, pois o Citroen C3 Rally2 é bem mais potente do que estou habituado, além de ser muito mais reativo. Com a ajuda da equipa e muito foco no trabalho que desenvolvemos durante a tarde, conseguimos encontrar algum equilibro, fazer quilómetros e ganhar confiança para tentar andar bem durante a prova”, afirmou no final da sessão Artur Quintal.
O piloto da Pérola do Atlântico está bem ciente de que “a nossa falta de experiência com este tipo de carro e o desconhecimento do rali obriga-nos a muita cautela e respeito, sem que isso signifique que não tentemos andar nos lugares cimeiros, para que seja possível regressar à Madeira não só com uma experiência inesquecível, mas também com um resultado satisfatório”, assumindo que “o teste realizado nos deu mais confiança. Estamos ansiosos que o rali comece!”.
A edição 2023 do Rally Resende – Douro Verde irá para a estrada amanhã, sábado, 4 de março, com uma curta etapa noturna, que arrancará às oito da noite e utilizará por duas vezes os 2,7 km de extensão da Super Especial desenhada no perímetro urbano de Resende.
No domingo, a 2ª etapa tem arranque marcado para as 9 da manhã e antes do pódio de fecho que acontecerá pouco depois das 3 da tarde, em frente aos Paços do Concelho, o plantel que alinhe na prova terá pela frente duas seções bem duras. A primeira engloba uma dupla passagem pela classificativa de S. Martinho de Mouros/Paus (9,07 km), separadas pela passagem única que os concorrentes farão por Barró/S. Martinho de Mouros (5,85 km). A segunda, derradeira e decisiva secção contém 4 especiais, correspondentes às duas passagens por Enxertado/S. Romão (8,10 km) e Freigil/S. Cristóvão (10,98 km).
Será novamente aos comandos do Mitsubishi Mirage preparado pela MPRO que Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva atacarão hoje e amanhã as míticas estradas de Sintra e de Mafra, em busca da terceira vitória consecutiva no Rali das Camélias.
Não passou ainda uma semana desde a Baja TT Montes Alentejanos ESC Online e já Rui Madeira mudou o “chip” para passar para o “modo rali” e enfrentar os quase oitenta quilómetros de troços cronometrados da edição 2023 do Rali das Camélias.
A motivação é total, não só porque é o segundo ano consecutivo em que tripulam o Mirage, mas sobretudo pela confiança reforçada com que depois do bem sucedido teste que efetuou com o carro nipónico em Fafe.
“Vamos dar tudo para alcançar mais uma vitória!”, assume Rui Madeira que revela ainda estar ansioso por “começar o rali. Este ano a estrutura é diferente e vai de certeza provocar mais dificuldades. Por outro lado, a lista de participantes é boa e contámos com muita luta por parte de algumas equipas muito fortes. Respeitamos todos, mas sabemos do nosso valor e queremos alcançar a terceira vitória consecutiva, sobretudo para agradecer aos nossos patrocinadores, em especial à ESC Online, pois o rali é na área de influência de Lisboa, zona fulcral para o nosso patrocinador”.
A vitoria épica de Marbella!
A ligação de Rui Madeira aos famosos troços de Sintra remonta ao início da derradeira década do século passado. Em 1990, em mais uma famosa “noite” sintrense, no então Rali do Montepio Geral, designação dada nesse ano ao tradicional Rali do Sintrense, Rui Madeira deu um recital de condução que o levaria ao triunfo no saudoso Troféu Marbella.
“Nos Iniciados treinava-se muito. Havia que criar o hábito de ouvir notas. Fazíamos dez ou quinze passagens num troço! Lembro-me de ir ir às duas da manhã andar com o saudoso Tomaz Mello Breyner. Pensava eu que conhecia Sintra!… Ele mostrou-me os troços… ao nível de cada pedra! Onde podia meter as rodas, onde não podia, num grau de pormenor incrível”.
A “lição do mestre” resultou. Navegado por Hélio Nunes, Rui Madeira deu tudo o que tinha e não tinha.
“Foi um rali que me ficou na memória. Até começamos a subida da Peninha de faróis apagados, ao lusco-fusco, só para não perder potência. Naqueles carros tudo contava! E disse ao Hélio: prepara-te que ou ganhamos ou desfazemos o carro!”, com a saga a terminar com uma vitória magnífica, depois de um duelo ao segundo, à chuva e com nevoeiro!”.
Estrutura da prova recebeu mudanças significativas
O Rali das Camélias 2023 inicia-se hoje às oito da noite nos Jardins do Casino Estoril, a que se seguem duas passagens por Lagoa Azul/Peninha (11,48 km).
Depois de uma noite de descanso no Estoril, a partida da segunda etapa faz-se em direção ao início da “Rampa da Pena”, para a terceira PEC, Sintra-Pé da Serra, com 10,1 Km, antes de rumar a Mafra, onde disputarão a primeira novidade da prova. Trata-se dos 13,03 km de Tapada de Mafra. Há, de seguida, um reagrupamento junto à Porta de Armas do Quartel de Mafra, e a habitual assistência no Parque Intermodal, que antecede a segunda e última secção da prova.
Duas passagens pelas classificativas de Mafra (10,36 km) e Sobral da Abelheira (10,22 km), qualquer uma delas uma novidade em termos de traçado, integram a derradeira seção competitiva do rali, que terminará ao final da tarde de amanhã, sábado, com o pódio junto ao Palácio Nacional de Mafra.
Daqui a cerca de 10 dias irá começar uma nova temporada do TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, o trofeu monomarca, com o Toyota GR Yaris RZ Cup como protagonista, que é organizada pela Toyota Espanha, Toyota Caetano Portugal e Motor & Sport Institute (MSi).
A época de 2023 será a segunda edição, que promete ser ainda mais apaixonante do que a primeira, pelo elevado número de equipas inscritas, que, de acordo com as previsões, deverá duplicar em relação a 2022. Além disso, espera-se que para esta temporada haja pilotos de cinco nacionalidades diferentes: Espanha, Portugal, França, Andorra e Bolívia.
A temporada irá começar no próximo dia 11 de março, coincidindo com o Rally Serras de Fafe. Trata-se de um dos encontros mais importantes do nosso país, uma vez que tem habitualmente uma grande afluência de público, atraído pela espetacularidade das especiais em terra. Neste contexto, a tração a quatro rodas do Toyota GR Yaris RZ voltará a ser um elemento diferenciador entre os diferentes trofeus monomarca que participam na prova.
Este ano, a TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup voltará a ser uma das referências, graças às novidades introduzidas em três aspetos fundamentais: aumento do valor destinado a prémios, melhorias técnicas que vão tornar o Toyota GR Yaris RZ Cup ainda mais competitivo, tanto sobre terra como sobre asfalto, e um novo calendário, mais adequado aos interesses das equipas participantes.
É de salientar que o Rally Princesa da Astúrias, no seu 60º aniversário será misto e, portanto, irá representar um desafio técnico e desportivo para as equipas e os pilotos. No total, serão novamente disputadas oito provas, repartidas a meias entre Espanha e Portugal.
Entre os aspetos técnicos, além dos novos sistemas de ventilação e arrefecimento do compartimento do motor e travões, destaca-se a nova caixa de velocidades “de crabots” e a incorporação da Pirelli como fornecedor de pneus. A marca italiana apresenta uma ampla experiência na competição, para além de ser a encarregada de fornecer os pneus aos WRC1 que participam no Campeonato Mundial de Ralis —World Rally Championship (WRC).
A MSi, apesar de ainda não ter começado a temporada 2023, já realizou provas para 2024, daí o Toyota GR Yaris RZ Cup ter feito a sua estreia oficial como carro ‘0’ no passado fim de semana no Rallysprint Riskmedia Corpa, disputado em Madrid. Nesta prova, também esteve presente Javi Villa (Asturhíbrido), inscrito no trofeu TGR Iberian Cup este ano e que disputava, pela primeira vez, uma prova em terra.
Em Madrid também se estreou ao comando do Toyota GR Yaris RZ Cup o experimente piloto Isaac Vera (Toyota Kobe Motor). Durante este último fim de semana de fevereiro foram vários os pilotos inscritos que se sentaram ao volante dos seus respetivos GR Yaris RZ para preparar a temporada, entre os quais se destacam José Carlos Mulero e o seu copiloto Carlos Fernández (Labasa Toyota), que foram vencedores absolutos na Especial Cronometrada Villa de Félix. Por último, Dani Berdomás, com o seu inseparável copiloto Brais Mirón, participaram no Rally de Vieira do Minho, no qual tiveram uM bom desempenho apesar do mau tempo.
Mads Ostberg, Hayden Paddon, Pontus Tidemand, Craig Breen, Yan Bonnato, Georg Linnamae, Efren Llarena, Erik Cais e Fabrizio Zaldivar, entre outros, estarão à partida da prova de abertura do ERC e, em alguns casos, a pensarem já no Rally de Portugal.
É de 56 o número total de inscritos na edição 2023 do Rally Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas, Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto (10, 11, 12 março), a prova de abertura do FIA-ERC (European Rally Championship) e do CPR (Campeonato de Portugal de Ralis), numa lista com “sabor” a WRC, dada a profusão de “estrelas” que vêm a Fafe, algumas para preparar o Rali de Portugal.
O nome mais sonante é, sem dúvida, o do norueguês Mads Ostberg (Citroen C3), nada menos que o vencedor da edição do Vodafone Rally de Portugal de 2012, então sediado no Algarve, aos comandos de um Ford Fiesta RS WRC. Ostberg, inscrito em Fafe pela MRF Tyres, antigo piloto oficial da Ford (M-Sport) e da Citroen no WRC, sagrou-se campeão da Hungria na época passada, mantendo uma forte ligação à marca francesa.
Outra estrela presente será o neozelandês Hayden Paddon (Hyundai i20 N Rally2), piloto que durante cinco anos (2014 a 2018) competiu no WRC na equipa oficial da Hyundai e venceu, em 2016, o Rali da Argentina, a sua única vitória no Mundial. Paddon tem disputado, de forma esporádica, alguns ralis do WRC e esta época tudo indica que vai incluir a prova portuguesa no seu programa. Nome de referência é também o do sueco Pontus Tidemand, campeão mundial WRC2 em 2017 e piloto da M-Sport em algumas provas da época de 2019 com um Fiesta WRC. Confinado a ralis no seu país, está de volta agora às lides internacionais, desta feita para discutir o título ERC ao volante de um Fiesta Rally2 com as cores da indiana MRF Tyres.
Craig Breen, novo membro do Team Hyundai Portugal, faz a sua estreia no CPR, reencontrando adversários de outras “guerras”, tanto no ERC como no WRC, numa prova que terá um verdadeiro “plantel de luxo”. À cabeça da lista de inscritos da etapa lusitana do ERC surge o campeão europeu em título, o espanhol Efren Llarena (Skoda Fabia), de novo com as cores da MRF Tyres, destacando-se ainda jovens como Erik Cais (Skoda Fabia), Georg Linnamae (Hyundai i20 N Rally2), Robert Virves (Ford Fiesta R5), este navegado pelo fafense Hugo Magalhães, Fabrizio Zaldivar (Hyundai i20 N Rally2), Martins Seskes (Skoda Fabia) ou Joshua McErlean (Hyundai i20 N Rally2), que já se estrearam nas andanças do WRC e conhecem bem os troços de Fafe.
Simone Tempestini (Skoda Fabia), Simone Campedelli (Skoda Fabia), Alberto Battistoli (Skoda Fabia), Yoann Bonato (Citroen C3) e Miko Marczok (Skoda Fabia) repetem a participação anterior, enquanto entre os pilotos portugueses inscritos no ERC figuram os nomes de Armindo Araújo (Skoda Fabia), José Pedro Fontes (Citroen C3), Miguel Correia (Skoda Fabia), Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), Bernardo Sousa (Citroen C3), Pedro Meireles (Hyundai i20N Rally2), Hugo Mesquita (Renault Clio Rally4), Lucas Simões (Ford Fiesta R5), Pedro Almeida (Skoda Fabia), Paulo Neto (Skoda Fabia), Paulo Caldeira (Citroen C3) e Ernesto Cunha (Peugeot 208 Rally4).
“Uma lista de inscritos desta amplitude, quer em termos de número quer também de qualidade, ao nível do WRC, suplanta as nossas melhores expetativas e enche-nos de satisfação, face ao esforço e empenho das autarquias de Fafe, de Felgueiras, de Boticas, de Vieira do Minho e de Cabeceiras de Basto, como também de outros parceiros, entre os quais destaco a Lingote. Perante um ‘plantel’ de tantas estrelas, será de prever uma elevada afluência de público nesse fim de semana, o que para nós, organizadores, também é motivo de preocupação. Mas estou certo que, mais uma vez, os espetadores saberão defender o prestígio e o bom nome dos ralis portugueses, cumprindo as normas de segurança e as indicações das autoridades. Face às exigências da FIA nessa matéria, vai haver tolerância zero no que respeita à segurança e, portanto, conto com a colaboração de todos!”, sublinha Carlos Cruz, presidente do Demoporto e responsável da Segurança do Rally Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas, Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto.
Sucesso a toda a linha para os pneus Kumho no Rali de Vieira do Minho.
Adruzilo Lopes, Gonçalo Henriques e Jorge Carvalho colocaram os pneus Kumho no lugar mais alto dos pódios, respetivamente, no Promo e no Promo Norte, entre os juniores e ainda no Start Norte de Ralis.