Neste episódio recebemos a dupla que alcançou o título no Campeonato Promo de Ralis 2022.
Aos comandos de um Mitsubishi Lancer EVO IX, preparado pela Domingos Sport e equipado com pneus Kumho, o consagrado Adruzilo Lopes chegou a mais um título na sua farta carreira, sendo navegado por Paulo Leones, nesta que foi a edição inaugural deste novo formato competitivo promovido pela FPAK.
A 2ª Temporada MOTORSPORT HOJE é uma co-produção Novum Canal/VMotores.
O convidado de hoje é o “patrão” da The Racing Factory, equipa nortenha que em 2022 foi fundamental no trabalho técnico que levou Armindo Araújo, Ernesto Cunha e Miguel Nunes na conquista dos títulos de campeões nacionais de ralis Absoluto, de Duas Rodas Motrizes e da Madeira.
Foi no quartel-general da TRF que Aloísio Monteiro recebeu Joaquim Amândio Santos para um rescaldo da temporada e para antevisão de 2023.
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Há ideias que simplesmente não se conseguem ignorar quando surgem na nossa mente. A ideia da Signatech-Alpine para uma versão de ralis do A110 é paradigmática disso mesmo. Depois do lançamento das versões Cup e GT4, que permitem a pilotos amadores explorar as qualidades dinâmicas próprias do A110 nos circuitos, o desenvolvimento de uma versão de ralis era só uma questão de tempo.
A temporada de 2022 validou a decisão da Signatech, pois a dupla Cédric Robert / Matthieu Duval venceu todas as provas rumo ao título do Campeonato de França de Ralis de 2 Rodas Motrizes, enquanto Raphaël Astier e o navegador Frédéric Vauclare, conquistaram a Taça FIA de R-GT, a principal competição internacional da categoria!
Um sucesso que reavivou, inevitavelmente, memórias do célebre A110 Berlinette nos grandes ralis mundiais, no final dos anos 1960 e início dos anos 1970.
“Essa era deixou uma marca indelével em toda uma geração de adeptos dos ralis e isso esteve sempre na minha cabeça quando começámos a trabalhar no projeto do Alpine R-GT”, diz Lionel Chevalier, Diretor Técnico da Signatech-Alpine. “Eu queria ser digno daquilo que os meus antecessores atingiram, e eles deixaram a fasquia muito alta. Isso foi uma pressão adicional.”
Convém dizer que as características básicas do A110 de estrada permitiam pensar que a versão de ralis tinha todas as condições para seguir as pisadas de sucesso do seu ilustre antecessor. “O Berlinette era famoso pelo peso leve e pela agilidade, originados pela carroçaria de fibra de vidro”, recorda o engenheiro francês. “O moderno A110 possui as mesmas qualidades, mas isso deve-se a outras características, como o chassis de alumínio.”
Exteriormente, apenas a presença de um spoiler traseiro diferencia o R-GT da versão de estrada. “Tornar o carro de ralis visualmente diferente do modelo de produção foi uma escolha consciente. Ao mesmo tempo, porém, foram necessárias mudanças sob a carroçaria para melhorar a rigidez. Os carros de rali competem em estradas, mas às vezes podem desviar-se delas, quando os pilotos optam por cortar uma curva, por exemplo. Da mesma forma, as corridas em circuito não têm as compressões que são parte integrante dos ralis. Por isso, precisámos de trabalhar na rigidez do carro, mas levando em consideração o chassis de alumínio, ao qual não podemos soldar coisas”, explicou.
Visto que o R-GT é destinado a pilotos com diferentes níveis de experiência, foi dada especial atenção para que a pilotagem fosse acessível. “Para isso, instalámos um sistema de controlo de tração, que é especialmente útil num carro de duas rodas motrizes. Dependendo da configuração, facilita a transmissão da potência para o solo. Também inovámos ao incorporar um sistema ABS, desenvolvido especificamente para a competição, em parceria com o nosso parceiro, a Bosch. Isso ajuda os pilotos a sentirem-se confiantes, porque não têm de preocupar-se com o bloqueio das rodas dianteiras durante a travagem, independentemente da aderência que encontram. As duas funções são fáceis de ajustar através do volante, que é derivado do mundo das corridas.”
Mesmo pilotos experientes como Manu Guigou (Campeão de França de Ralis de 2 Rodas Motrizes em 2020) e Cédric Robert (vencedor do mesmo título em 2022) acabaram por ser conquistados por estas tecnologias.
“A primeira vez que pilotei o R-GT, queria mostrar que tinha experiência suficiente para prescindir do ABS e do controle de tração”, revela Robert. “Eu acreditava que estes sistemas iriam prejudicar o desempenho do carro. Mas não podia estar mais errado! A telemetria mostrou que as minhas rodas traseiras ainda estavam a derrapar a 203 km/h! Quando voltei à assistência, a equipa reconectou os dois sistemas. Na verdade, estes sistemas não impedem que eu derrape ou controle o carro como quiser. Assim, diferentes tipos de piloto podem desfrutar do carro, desde ‘gentlemen drivers’, até pilotos mais experientes”.
Competindo como privado, com o apoio de amigos, o ex-piloto do WRC teve uma temporada perfeita com o Alpine em 2022: “O Matthieu [Duval] e eu vencemos todas as provas do R-GT que disputámos. Não apenas isso, mas também tivemos o prazer de registar os tempos mais rápidos em troços, à frente de todos os carros de quatro rodas motrizes, como no Rallye Lyon-Charbonnières. E também subimos várias vezes ao pódio à geral. Conquistar o título na última classificativa do Critérium des Cévennes foi um momento especialmente memorável”, afirmou o piloto francês.
O sucesso do Alpine A110 R-GT também se estendeu ao panorama internacional, com a vitória na Taça FIA R-GT, disputada em cinco ralis do Campeonato do Mundo (WRC) e do Campeonato da Europa (ERC). Um ano após o ex-piloto da Alpine nos LMP2, Pierre Ragues, ter descoberto o potencial do A110 R-GT, foi a vez do piloto amador Raphaël Astier voar bem alto com as cores da marca nos palcos mundiais. “A minha primeira prova com o Alpine A110 R-GT foi o Rali de Monte-Carlo de 2021”, recorda Astier. “Foi uma experiência tremenda e decidi participar em mais um rali… que acabei por vencer! Portanto, não havia dúvidas sobre o carro que queria pilotar em 2022! No início da época, a minha prioridade era o Monte-Carlo e ganhámos a classe R-GT. Depois disso, os meus parceiros incentivaram-me a disputar as restantes provas da Taça FIA.”
Segundo classificado no Rally Islas Canarias, Astier venceu depois o Rally di Roma Capitale e teve a oportunidade de garantir o título no Rally Barum, na República Checa. “As condições não eram fáceis, mas correu tudo na perfeição. Ganhámos o rali e a Taça FIA! Foi incrível adicionar mais um título internacional ao palmarés da Alpine!”
Além de mostrar o potencial do Alpine A110 R-GT, os resultados alcançados por Cédric Robert e Raphaël Astier, em 2022, colocam o novo A110 como verdadeiro sucessor do Berlinette, o vencedor do Rali de Monte-Carlo de 1973, a etapa inaugural do recém-criado Campeonato do Mundo de Ralis e o primeiro passo rumo ao título mundial de construtores da Alpine, há quase meio século.
Para a Toyota España, Toyota Caetano Portugal e o Motor & Sport Institute (MSi) a primeira edição da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup foi um sucesso. É o único troféu monomarca que se disputa com um carro de quatro rodas motrizes, um elemento diferenciador que permite aos pilotos competir a um nível muito elevado.
Com uma média de nove equipas inscritas em cada prova, o equilíbrio foi a nota dominante em cada um dos ralis que se realizaram este ano, tanto em terra batida como em asfalto. Reside precisamente no facto deste troféu ser disputado em ambas as superfícies, o incentivo adicional para os pilotos e o desafio técnico para todas as equipas participantes.
A época fez-se com oito ralis pontuáveis, entre os quais se destacaram as provas integrantes do Campeonato do Mundo de Ralis – World Rally Championship (WRC) – que puseram à prova as prestações do Toyota GR Yaris, demonstrando a sua fiabilidade em condições muito difíceis.
Desde o início, Miguel Campos (Inside Motor) e Ricardo Costa (Macedo & Macedo GTW Racing) sobressaíram como os pilotos mais rápidos e regulares, até à chegada de Sergi Francolí (CSM Automoció) que desde logo se mostrou extremamente competitivo desde os primeiros quilómetros. A estes três pilotos juntou-se Dani Berdomás (Grupo Breogán), outro dos mais rápidos e a carimbar a vitória no Rali Reino de León. Desde meados da época, que os quatro lutaram em cada prova para chegarem ao Rali de Viana do Castelo com hipóteses de conquistar o Troféu. Finalmente, o título foi atribuído ao piloto catalão da CSM Automoció, com apenas três pontos de vantagem face a Miguel Campos (Inside Motor).
Atrás, a luta também foi intensa entre Víctor Calisto (Inside Motor), Fran Cima (Asturhíbrido) e Germán Gómez (Scudería Surco), que foram bastante regulares ao longo do ano. Rubén Muñoz (CSM Automoció) e Oriol Comabella (Team’s Motor) estiveram em crescendo enquanto se adaptavam, com o percorrer dos quilómetros, ao Toyota GR Yaris. A estes pilotos há que acrescentar as presenças em prova de Kevin Reiman (KRS), João Fernando Ramos (Caetano Auto) e Pedro Lago (Caetano Auto). Este último mostrou-se extremamente competitivo nos ralis em que participou, estabelecendo tempos dignos de nota.
A Taça Ibérica TOYOTA GAZOO Racing, chegou ao seu epílogo em 2022 com o Rallyshow Comunidad de Madrid-RACE (prova não pontuável), e já está confirmado para 2023, nomeadamente a 11 de março com uma das provas mais espetaculares e atrativas que se realizam na Península Ibérica: o Rali de Fafe. Para a próxima temporada, o calendário foi quase totalmente revisto, já que incorpora 5 novas provas, enquanto se repetem as presenças no Rali Terra da Auga, Rali Princesa de Astúrias (que poderá ser misto) e no Rali Vidreiro. O ano vai terminar com a novidade do Rali La Nucía, prova que pertence ao Super Campeonato Espanhol de Ralis.
Por sua vez, as melhorias introduzidas no Toyota GR Yaris irão torná-lo ainda mais competitivo, de onde se destacam, duas grandes entradas de ar no capot para ajudar na refrigeração, e a possibilidade de se vir a introduzir uma caixa de velocidades com engrenamento em “crabots”, (carretos direitos), sendo este um elemento verdadeiramente diferenciador.
Os prémios que os participantes vão receber em 2023 pela participação na TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup aumentam e vão mesmo atingir os 300.000€, aos quais se acrescentam: um prémio especial para o melhor piloto júnior, um para a melhor piloto feminina e outro para o melhor piloto sénior. Cada um receberá igualmente um prémio adicional de € 3.000 no final da temporada.
Com tudo isto, o troféu monomarca organizado pela Toyota Espanha, Toyota Caetano Portugal e MSi voltará a ser uma excelente oportunidade para pilotos e equipas na época de 2023. E convém relembrar que a possibilidade de efetuar a reserva de viatura e o registo de inscrição para a próxima época já estão disponíveis.
O Rallyshow Comunidad de Madrid-RACE era a última data prevista no calendário da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup. De realçar que apesar de ser um evento com presença obrigatória para os pilotos que participaram no troféu, o mesmo não atribui pontuação para o campeonato, e por esse motivo alguns dos pilotos aproveitaram a oportunidade para reservar o banco do lado direito a convidados, numa jornada com aroma a celebração final.
Na zona adjacente ao estádio do Circuito de Jarama foi desenhado um percurso com 1,1 quilómetros, com percurso misto de terra batida e asfalto, no qual eram cumpridas duas voltas pelos pilotos, disputando em simultâneo um duelo com outro piloto. O sol marcou presença durante toda a jornada, contudo com a chuva recente, o piso apresentou-se com muita lama.
Bem cedo pela manhã disputaram-se as mangas de classificação, as únicas que se realizavam individualmente por forma a ficar definido quais os quatro pilotos que avançavam para o quadro final. Sergi Francolí (CSM Automoció) realizou o melhor tempo; o segundo foi Dani Berdomás (Grupo Breogán), seguido de Fran Cima (Asturhíbrido), que regressou após ausência nas últimas provas, e o grupo ficou completo com Miguel Campos (Inside Motor). Após esta ronda de classificação, ficaram pelo caminho Rubén Muñoz (CSM Automoció), Vítor Calisto (Inside Motor), Oriol Comabella (Team’s Motor) e Ricardo Costa (Macedo & Macedo GTW Racing).
Desta forma, nas meias-finais Sergi Francolí (CSM Automoció) disputou a sua prova cara a cara com Fran Cima (Asturhíbrido), enquanto Dani Berdomás (Grupo Breogán) mediu forças com Miguel Campos (Inside Motor). Do primeiro confronto saiu vencedor Francolí, e no segundo quem levou a melhor foi Campos.
E assim, a grande final do Rallyshow Comunidad de Madrid-RACE, que se disputou à melhor de duas mangas, foi uma ocasião única para presenciar o confronto entre o vencedor de 2022 da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup e o vice-campeão da mesma, num bonito duelo. Com o público já colocado e expectante nas zonas de segurança, começava a ação, e foi Sergi Francolí (CSM Automoció) a garantir a primeira vitória na manga inicial. O resultado acabou por se repetir na segunda passagem, confirmando a vitória de Sergi Francolí. Fran Cima (Asturhíbrido), devido ao bom tempo obtido na manga em que defrontou Francolí, garantiu a terceira posição final ocupando o degrau mais baixo do pódio final.
Para além da emoção com os pilotos, durante o evento foi possível ver no Circuito de Jarama e em estreia absoluta, duas unidades do Toyota GR Yaris RZ, uma com especificações de terra batida e a outra de asfalto, argumentos técnicos com os quais se competirá na época de 2023 do troféu, e que captaram a atenção de pilotos e equipas presentes no evento madrileno.
O Trofeu monomarca TOYOTA vai regressar em março de 2023, com o calendário proposto a compreender oito ralis, 4 em Portugal e mais 4 em Espanha. Voltará a ser um campeonato misto quanto aos tipos de piso, com ralis em terra batida e também em asfalto, colocando à prova o talento dos pilotos. Os interessados já têm à sua disposição na página de internet oficial da taça, toda a informação necessária para formalizarem a sua inscrição neste troféu monomarca organizado pela Toyota Caetano Portugal, Toyota España e pela MSI.
Aos comandos do seu Ford Fiesta e navegado por Ricardo Cunha, o fafense dividiu a sua época pelo Promo e pelo Start Norte, vivendo uma temporada com altos e baixos, mas provando, uma vez mais, toda a sua competitividade.
Aliás, Mário Castro considera que “a minha época como piloto saldou-se como bastante positiva. Como é habitual o meu programa está sempre condicionado com a questão orçamental mas também com a minha disponibilidade pois a função como navegador tem sempre prioridade. Ainda assim este ano consegui participar em oito ralis e finalmente consegui fazer a minha estreia em ralis em pisos de terra”, embora esta não tenha sido feliz, pois a dupla não teve sorte em Vieira do Minho e em Mortágua”.
“Nem deu para “aquecer” com o turbo do Fiesta a ceder logo no início em Vieira do Minho e, em Mortágua, um furo tirou-nos qualquer possibilidade de lutar pela vitória nas 2RM, mas o pouco que andei gostei bastante e espero poder vir a repetir a experiência muito em breve”.
Voltando ao calendário, este incluiu participações divididas entre o Campeonato Promo e o Start Norte de Ralis.
No Promo, a equipa viveu momentos muito atribulados: “a sorte nada quis connosco pois dos 4 ralis que fizemos, desistimos em dois e num deles estávamos na liderança das 2RM). Nos outros dois tivemos problemas que nos impossibilitaram de um bom resultado final”.
Na “batalha” a norte, Mário Castro apenas participou em três provas do calendário do Start, sendo “impossível lutar pelo título. Mas, pelo menos, nos ralis que fizemos, exceção feita ao Rali de Famalicão onde tivemos uma saída de estrada, mostramos que conseguimos ser competitivos e que fazendo o campeonato na totalidade poderíamos ter lutado pelo título. O 5° lugar final do campeonato acaba por ser positivo para a equipa”.
Quase a fechar a época, Mário Castro e Ricardo Cunha alinharam no Rallye Casinos do Algarve, onde se disputou a Taça de Portugal de Ralis. Foi um dos pontos altos da época, com a dupla a conseguir “uma boa classificação não só á geral como nas 2 rodas motrizes, numa prova de que gosto muito”.
O piloto de Fafe não esquece “um merecido agradecimento aos patrocinadores, ao meu preparador Auto Docim, ao meu navegador Ricardo Cunha e a todos quantos de uma forma ou outra me apoiaram ao longo da época”. Quanto a 2023, Mário Castro afirma que “não está nada programado mas talvez faça alguns ralis como piloto. logo veremos”.
O CPKA – Clube de Promoção de Karting e Automobilismo, depois de ter organizado em 2021 e 2022 as duas primeiras edições do Rally de Lisboa, que passou de prova candidata ao Campeonato Start de Ralis em 2021, para em 2022 ter sido uma prova do desse mesmo campeonato, bem como do Troféu Regional Sul de Ralis vai, em 2023, ser a Taça de Portugal de Ralis e candidata ao Campeonato de Portugal de Ralis de 2024.
Em 2023, o Rally de Lisboa, será realizado nos dias 23, 24 e 25 de junho, em Lisboa, nos concelhos de Loures, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos, Alenquer e Cadaval, municípios estes todos a norte de Lisboa, numa vasta área entre a A8 e a A1, em estradas com paisagens deslumbrantes, onde as fantásticas imagens sénicas das vinhas dos Vinhos de Lisboa e da região Oeste Portugal, dão uma cor especial a grande parte do traçado da prova. Destaca-se a inclusão de duas novas classificativas nos Concelhos de Vila Franca de Xira e Loures, bem como uma remodelação da Super Especial em Lisboa.
As Provas Especiais de Classificação, de Loures e Vila Franca de Xira serão assim uma autêntica novidade, o que é sempre muito positivo para a modalidade. Em termos técnicos, estas alternam entre zonas sinuosas e rápidas seguidas de ganchos, com enorme variedade de ritmos, em que os pisos, vão desde o asfalto abrasivo ao mais escorregadio e que certamente vão tornar este rali num grande desafio e surpresa para todos os pilotos devido à enorme diversidade e características das classificativas.
A estrutura da prova na estrada será dividida em 11 Provas Especiais de Classificação em asfalto, durante os dias 24 e 25, onde se destaca uma Super Especial em Lisboa, na Alta de Lisboa e a famosa classificativa de Montejunto, que é sem qualquer dúvida, uma das mais carismáticas e emblemáticas de Portugal.
Já o Centro Operacional e o Parque de Assistência, ficarão instalados junto ao rio Tejo, em áreas maiores das que foram utilizadas no Parque das Nações e com melhores condições de logística e exposição.
Num final de época “relâmpago”, Miguel Carvalho e António Reis, conquistaram a segunda vitória consecutiva nas lides da Divisão 2 Kumho no Rally de Tavira, protagonizando assim uma espetacular recuperação pontual que os levou ao título no Desafio Kumho Asfalto. Nesta prova algarvia, destaque ainda para a vitória de Nuno Venâncio e Fernando Almeida na Divisão 1 do 5º Desafio Kumho Portugal, ficando ainda no 5º posto da geral da prova.
A edição inaugural do Rally de Tavira, prova candidata a integrar o Campeonato Start Sul de Ralis 2023, foi o palco do cair do pano sobre o 5º Desafio Kumho Portugal, com o evento a contar para os Desafios Kumho Asfalto e Kumho Sul.
A prova tornou-se decisiva para a atribuição do título na Divisão 2 do Desafio Kumho Asfalto, sendo dramática a luta pelo cetro entre duas duplas que rodaram a um nível fabuloso.
Já vencedor do Desafio Kumho Sul na D2, Luís Nascimento e Leonido Madeira apresentaram-se à partida da prova com justificada ambição de “dobrarem a parada” e reclamarem o título no Desafio Kumho Asfalto, estando na segunda posição da tabela pontual, mas sabendo que os líderes não participariam.
Só que, mercê do triunfo em Viana do Castelo, Miguel Carvalho e António Reis ficaram também dentro da janela de acesso à conquista da glória na D2 Kumho e a equipa nortenha apresentou-se à partida do Rally de Tavira, tornando assim a luta ainda mais intensa.
E o duelo foi épico.
A “jogar em casa”, Luís Nascimento e Leonido Madeira impuseram o seu Opel Corsa em cinco das seis classificativas, mas, uma penalização de estrada de 1m10s arruinou as suas justas ambições a um triunfo que parecia praticamente assegurado, caindo para a 2ª posição final na Divisão 2 Kumho, a apenas uns amargos 14,9 segundos dos vencedores, conquistando ainda o 7º lugar na geral e o segundo posto na geral das 2RM.
O infortúnio de Nascimento e Madeira entregou a vitória no rali e no Desafio Kumho Asfalto a Miguel Carvalho e António Reis que, ao longo da prova, secundaram sempre a dupla do Corsa na tabela de tempos, andando muito rápido, mesmo sendo a sua estreia na prova algarvia, assinando mais um rali com musculo e sem erros. Venceram a sexta e última especial, logrando ainda terminar o rali no 6º lugar da geral, sendo os mais fortes nas 2RM.
O pódio final na D2 Kumho em Tavira ficou completo com a presença de Paulo Anselmo e André Silva. Livres de qualquer pressão, pois não estavam na luta pelos títulos, a dupla do BMW 316i Compact privilegiou o espetáculo, andando sempre muito rápido e assegurando um pódio duplo no fecho da temporada, pois também foram terceiros nas contas da geral das 2RM, fechando ainda o Top 10 absoluto do rali.
Filipa Tintim, navegada por Fábio Reis, rubricou uma exibição muito positiva em Tavira. A jovem piloto do Peugeot 208 assinou tempos muito interessantes e que lhe garantiram o 4º lugar final na D2 Kumho, vencendo o duelo familiar que travou com o seu pai Vasco Tintim, 5º classificado na divisão e que tripulou outro 208 da marca francesa, tendo a seu lado Bruno Alambre.
Top 5 na prova e vitória na Divisão 1 Kumho para Nuno Venâncio
Sempre muito rápidos na abordagem à prova, Nuno Venâncio e Fernando Almeida realizaram uma prova muito eficaz, colocando o seu Mitsubishi Lancer EVO VII sempre bem dentro do Top 10, indo paulatinamente subindo na classificação geral até almejarem chegar ao palanque de fecho do rali num excelente 5º lugar da geral.
A dupla logrou ainda terminar a época com uma vitória na Divisão 1 do 5º Desafio Kumho Portugal. Uma referência para Joaquim Salero e Gonçalo Correia. A equipa do BMW 318i estava a realizar um rali muito interessante, mas foram forçados a abandonar na 4ª PEC, correspondente à segunda passagem por Fonte Salgada, quando rodavam na 2ª posição da divisão.
A exemplo de 2021, o piloto da PoolShop Algarve terminou a presente época com um triunfo à geral. A vitória recompensou a sua sólida exibição ao longo das seis especiais do rally de Tavira, fazendo com que estivesse no local certo, à hora em que o anterior líder baqueou para, mesmo na reta final do rali, chegar ao comando e conquistar o triunfo.
O feito que, obviamente, premeia toda a dedicação que Rui Rijo, Miguel Luz e a equipa técnica da Domingos Sport ostentaram ao longo de 2022, acabou por suceder mesmo que o piloto radicado no Algarve tenha sempre assumido que a
a edição inaugural do Rally de Tavira era “mais uma etapa na nossa aprendizagem, embora também nunca tenhamos renegado que iríamos tentar andar nos lugares cimeiros da prova”.
E o arranque da dupla do Mitsubishi Lancer EVO VIII MR até não foi o melhor, revelando Rui Rijo que “fomos muito conservadores na abordagem à Super Especial no sábado à noite. Podíamos ter sido muito mais rápidos”.
Na jornada final de domingo, com cinco classificativas, Rijo e Luz foram aumentando o ritmo, sendo terceiros na 2ª PEC, segundos nas três seguintes e vencendo a última especial do rali, chegando aí mesmo, em pleno cair do pano ao comando da prova e, consequentemente à vitória, quando a dupla que comandava claudicou com um furo.
“Não podemos deixar de estar felizes por termos ganho. Julgo que pelo andamento que demonstramos, pela segurança com que rodamos sempre em prova e pelo facto de não termos cometido qualquer erro, acabamos por merecer a sorte que nos calhou. Quero obviamente deixar uma palavra ao Rui Borges e ao seu navegador. Foram sempre muito rápidos e, se tivessem vencido, também teria sido com todo o mérito, mas os ralis são assim. Desta feita sucedeu o furo com eles, noutras ocasiões foi a nós que nos tocou o azar!”.
Rui Rijo realça “o excelente trabalho que fizemos ao longo de todo o rali. Foi mais uma etapa magnífica para melhorarmos a nossa competitividade e foi também incrível ver o excelente nível de preparação que a Domingos Sport colocou no nosso Mitsubishi. Dá-nos excelentes indicações para 2023 e não vejo hora de começar nova época!”.