De regresso aos comandos do Ford Fiesta e acompanhado por Ricardo Cunha, o fafense quer estar na luta pelos melhores lugares das duas rodas motrizes na prova integrada no Campeonato Promo de Ralis.
Para o consagrado piloto e navegador, a prova é realizada “numa zona que gosto particularmente e por isso é com todo o gosto que estaremos presentes. Uma vez que não conseguiremos cumprir a regra respeitante a participações mínimas para ficarmos classificados no campeonato (50% das provas, mais uma) e, como tal, a nossa intenção para esta prova passa por tentar lutar pelo pódio no que respeita às duas rodas motrizes e essencialmente divertirmo-nos ao longo do rali”.
Mário Castro e Ricardo Cunha ainda têm na memória a sua excelente exibição na edição de 2021 do rali e o piloto considera que “o que fizemos antes dá-nos legítimas aspirações em fazer uma boa prova. Ganhar será muito difícil, mas um lugar no pódio é aquilo a que aspiramos e achamos ser possível”.
O rali vai para a estrada no próximo sábado tendo como “palco” as classificativas da zona de Vouzela e terminará domingo em Viseu.
Duas etapas e mais de 150 quilómetros de troços cronometrados aguardavam os pilotos da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup na quinta prova do campeonato, o Rali Blendio Princesa de Asturias Ciudad de Oviedo. Foi o primeiro a ser realizado em pisos de asfalto e pontuou igualmente para o Super Campeonato Espanhol de Ralis.
Após a partida oficial no centro de Oviedo, onde milhares de adeptos puderam aproximar-se dos 88 carros inscritos, realizou-se na sexta-feira o primeiro troço do rali. Sergi Francolí (CSM Automoció) estabeleceu o melhor tempo, e desde esse momento manteve-se como líder incontestado ao longo do dia, vencendo em quatro especiais. Atrás de Sergi, Fran Cima (Asturhíbrido) que utilizou pela primeira vez o carro na versão de asfalto, sentia-se cada vez mais confortável com as escolhas de afinação acertadas, que o levaram a terminar o primeiro dia na segunda posição.
Dani Berdomás (Grupo Breogán), que procurava encurtar a diferença de pontos face a Ricardo Costa (Macedo & Macedo GTW Racing) para continuar na disputa do título, venceu duas especiais, apesar de um problema na primeira secção o ter feito perder algum tempo. Na sexta-feira à noite terminou no terceiro posto.
A manhã de sábado serviu para Sergi Francolí consolidar o primeiro lugar, posição que ocupou até a última secção. O piloto catalão somou mais três vitórias, que demonstram a sua boa adaptação ao Toyota GR Yaris RZ. Esta sua vitória é um marco na história da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, pois foi o primeiro piloto a repetir a vitória nesta primeira época da taça. Até aqui na contabilidade dos quatro ralis anteriores, quatro pilotos diferentes provaram o sabor do champanhe na subida ao degrau mais alto do pódio.
Mais atrás, uma boa luta entre Fran Cima (Asturhíbrido) e Dani Berdomás (Grupo Breogán) que terminou apenas quando Berdomás teve um novo problema na penúltima especial do rali, que o impediu de lutar pelo segundo degrau do pódio. Assim, Fran Cima averbou um excelente resultado no rali onde corria em casa, terminando na frente dos seus mais diretos rivais na classificação geral.
Ricardo Costa (Macedo & Macedo GTW Racing) terminou no quarto lugar, à frente do compatriota Miguel Campos (Inside Motor), com quem teve uma luta acesa. O líder do campeonato arrancou com um ritmo um pouco mais conservador, obviamente devido à vantagem que mantém na classificação e que lhe permitiu gerir o andamento e diminuir os riscos de não pontuar.
Oriol Comabella (Team’s Motor), o mais jovem de todos os participantes inscritos, terminou em sexto, o seu melhor resultado até este momento, e que lhe permitiu somar os primeiros pontos na Taça Ibérica. Logo atrás ficou Rubén Muñoz (CSM Automoció), que se estreou como piloto e que fez um rali em crescendo até que uma saída da estrada o fez perder algum tempo.
A classificação fechou-se com o mais experiente dos pilotos presentes, Víctor Calisto (Inside Motor), que regressou ao Princesa, rali onde já competia há 20 anos.
O próximo rali da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup será o Rali Vidreiro, que se realiza nos dias 7 e 8 de outubro na Marinha Grande, bem no centro de Portugal.
O piloto da PoolShop Algarve parte na liderança do TRRS para esta última jornada da competição e quer selar as contas do título em Albufeira. Navegado por Miguel Luz, Rui Rijo quer ainda reforçar a sua liderança na Divisão 1 dos Desafios Kumho Asfalto e Sul.
A prova que arranca amanhã com uma Super Especial e tem no dia de domingo o “prato forte”, disputando-se oito especiais, num total de 61,84 quilómetros contra o cronómetro, apresenta o handicap de ser “um rali desconhecido para mim pois nunca o fiz. No entanto temos uma posição no campeonato a defender e teremos que andar depressa para o fazer, pois os adversários são muito fortes e temos vários ainda com aspirações ao título no TRRS. DO que conheço do percurso, sempre como espetador, percebi que são troços em algumas zonas, bastante estreito e sem muita margem de erro”.
Rui Rijo conta “com o conhecimento do meu navegador. O Miguel já fez esta prova e sem dúvida que é o seu conhecimento é uma mais-valia”, considerando o piloto radicado no Algarve que “temos provado o nosso valor, a competitividade do nosso Mitsubishi Lancer EVOVIII MR, contando ainda com a eficácia dos pneus Kumho, pois não nos têm falhado, sendo sempre competitivos”.
Rui Rijo deposita ainda um convite para que “as pessoas encham as estradas do rali, sempre em segurança, para que seja uma grande festa!”.
Depois de uma longa paragem de verão e do profundo trabalho feito no Mitsubishi Lancer EVO X do Macambi Racing Team, os atuais líderes do Campeonato Promo de Ralis vão competir na edição 2022 do rali de Albufeira sem qualquer pressão de pontos e tendo como objetivo rodar o carro nipónico, sem enjeitar estar na luta pelo triunfo na prova.
Já são vários os meses de paragem e, preparando os duelos finais no campeonato que lideram e que começarão já dentro de pouco mais de uma semana em Vouzela, Fernando Teotónio e Luís Morgadinho deslocam-se até terras algarvias para disputar amanhã e domingo o Rali de Albufeira, prova que está integrada no Troféu Regional de Ralis Sul e no Campeonato Start Sul de Ralis.
“Fizemos este rali uma vez e lembro-me que gostei muito da Super Especial. Já não me recordo mito dos troços cronometrados em linha, mas isso também não é muito importante. Esta nossa participação serve para voltarmos a competir, ganhar ritmo e ver como está o carro”, afirma Fernando Teotónio, realçando que “não vamos sequer arriscar. Falta uma semana para o Constálica Rally Vouzela e Viseu e queremos lá chegar com o carro a 100%, pois queremos vencer para reforçar a nossa liderança no Promo”.
No entanto, o piloto do Macambi Racing Team não esconde que “mesmo assim, com as devidas cautelas, iremos andar rápido, sem enjeitar a oportunidade de estarmos entre os primeiros, pois esse é o nosso hábito. Mas, repito, sempre sem exageros”.
O Rali Município de Albufeira disputa-se este sábado e domingo, 10 e 11 de setembro, contando com uma Super Especial e mais oito especiais, um total de 61,84 quilómetros contra o cronómetro
A chegada da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup às Astúrias será uma das grandes atrações que o Rally Blendio Princesa de Asturias Ciudad de Oviedo, pertencente ao Super Campeonato de Espanha de Ralis, terá este fim-de-semana. Esta será a primeira vez que os adeptos poderão ver o Toyota GR Yaris RZ Cup em ação no asfalto, uma vez que a prova anterior em Portugal teve de ser adiada a pedido das autoridades portuguesas, devido às altas temperaturas e risco elevado de incêndios florestais.
São nove as equipas inscritas na Taça Ibérica TGR, incluindo os quatro pilotos que subiram ao lugar mais alto do pódio nas quatro corridas realizadas até à data. Esta alternância coloca este trofeu como uma das mais atrativas para pilotos e adeptos, e como é habitual nesta região, espera-se um grande ambiente nos palcos asturianos com uma grande afluência de público.
A dupla formada por Ricardo Costa e Rui Vilaça (Macedo & Macedo GTW Racing) são os atuais líderes da prova e os únicos participantes que subiram ao pódio em todas as provas. A equipa vai tentar manter esta regularidade para se defender de Miguel Campos (Inside Motor), segundo classificado, e Fran Cima (Asturhíbrido) desta vez a correr em casa e que ocupa o terceiro posto da classificação geral. Por seu lado, Dani Berdomás (Grupo Breogán), quarto da classificação geral e que se destaca por ser o piloto que mais especiais venceu ao longo da temporada, está obrigado a somar mais uma vitória, caso pretenda continuar a lutar pelo título da competição.
Germán Gómez (Escudería Surco), apesar de não ter experiência em terra batida e tendo procurado ser regular em detrimento de velocidade nos ralis anteriores, quer dar um salto qualitativo numa superfície onde se sente mais confortável. A CSM Automoció volta a inscrever Sergi Francolí e María Salvo, vencedores no Rali Terra da Auga, e Rubén Muñoz e Miquel Lorenzo. A lista de inscritos encerra-se com o mais veterano de todos os pilotos do Trofeu Monomarca Ibérico, Víctor Calisto (Inside Motor), e também com o jovem piloto Oriol Comabella (Team’s Motor). O TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, para além de oferecer aos pilotos mais jovens a oportunidade de progredir nas suas carreiras desportivas com um carro de tração às quatro rodas de 261cv, também possibilita aos pilotos mais experientes a possibilidade de continuarem a competir ao mais alto nível, a um custo acessível.
O Rali Princesa das Astúrias, é um dos eventos com maior história no panorama desportivo espanhol, arranca na quinta-feira dia 8, com a partida simbólica em Oviedo. Já nos dias 9 e 10 de setembro, serão realizadas as 12 especiais do rali sendo a mais longa a especial de Llanera-Blendio, com os seus 15,95 quilómetros. No total serão percorridos 152,96 quilómetros cronometrados que servirão para avaliar o desempenho da Toyota GR Yaris RZ Cup no asfalto, depois do bom resultado que nos demonstrou em terra batida. A possível instabilidade meteorológica prevista para o evento será mais uma variável a ter em conta para atrair o público e algo que todos os pilotos terão de lidar da melhor forma.
O Rali Município de Albufeira traz de volta, no próximo fim-de-semana, o Campeonato Start Sul de Ralis, do Troféu Regional de Ralis Sul (TRRS) e o Desafio Kumho Portugal. Paulo Anselmo e André Silva, aos comandos do BMW 316i Compact, querem estar na discussão dos lugares cimeiros de ambas as competições
O regresso às hostilidades competitivas é saudado por Paulo Anselmo. O olhanense lembra que “desde o Rally de Lisboa, que se efetuou no mês de Junho, que não andamos no BMW. São quase 3 meses parados e vai-se notar alguma falta de ritmo”.
Por outro lado, o piloto considera que “se forem as mesmas classificativas de 2019, quando participei com um Peugeot 206 Troféu, não serão as mais adequadas as características do nosso BMW, por serem disputadas em estradas muito estreitas e escorregadias, em margem de erro e, como tal, com o nosso carro de tração traseira e com suspensões de terra não vai ser fácil, mas vamos dar o nosso melhor e tentar ganhar e divertirmo-nos e ao público como sempre o fazemos!”
Ocupando atualmente a 4ª posição do CSSR e o 2º posto nas contas da Divisão 2 do Desafio Kumho Sul, Paulo Anselmo sabe que “este rali será uma prova muito importante, onde poderão começar-se a definir posições visto que estamos a chegar a fase final do campeonato e existe poucos pontos a separar todos os candidatos”, prometendo que “tudo faremos para ficar entre os primeiros, sendo o pódio da geral e a vitória entre os Kumho os nossos objetivos em Albufeira”.
Entretanto e neste período prolongado de paragem, a Paulo Anselmo Competições continuou “o árduo trabalho de afinação das suspensões. Optamos por umas de 3 vias, para tentar colmatar um dos pontos fracos do do nosso BMW. Mas os novos amortecedores têm se tornado um grande pesadelo, desde a afinação dos amortecedores às molas!”
O piloto revela ainda que “estamos a aguardar umas molas para asfalto há vários meses sem ter qualquer resposta do representante, mas, uma vez mais, vamos ser forçados a alinhar numa prova de asfalto com suspensões de terra, o que, na condução, mais parece que vamos a conduzir um barco. Agora estou a tentar comprar as novas molas de asfalto mesmo diretamente com o fabricante para tentar resolver este problema no futuro em ralis que volte a participar em piso de asfalto!”.
O piloto está, mesmo assim, muito “motivado e com ambição, até para retribuir todo o trabalho da nossa equipa e o apoio dos nossos patrocinadores com um bom resultado em Albufeira”. O Rali Município de Albufeira disputa-se nos dias 10 e 11 de setembro, contando com uma Super Especial e mais oito especiais, um total de 61,84 quilómetros contra o cronómetro.
Uma vitória categórica no Rali da Água – CIM Alto Tâmega garantiu a Ernesto Cunha e Rui Raimundo o título de Campeões de Portugal de Ralis 2RM. Foi com uma entrada na liderança da prova logo na segunda especial, e uma boa gestão do andamento, que a dupla do Peugeot carimbou a vitória que permitiu a conquista do campeonato.
O objetivo da equipa à partida em Chaves era precisamente a vitória e com isto arrecadar todos os pontos possíveis para o campeonato, como indica Ernesto Cunha: “Encarámos este rali com foco no primeiro lugar, que nos permitia fechar as contas do título ainda nesta prova. No final do primeiro dia conseguimos uma larga vantagem face aos nossos adversários diretos, o que nos deu margem para manter um bom ritmo, de forma a gerirmos o andamento ao longo do segundo dia de prova.”
A dupla do 208 Rally4 iniciava o segundo dia de prova na 1ª posição, com 9,5 segundos de vantagem para os segundos classificados – Rafael Cardeira e Luís Boiça e com uma diferença superior a 30 segundos para os seus adversários diretos no campeonato – Ricardo Sousa e Luís Marques, que ocupavam a 3ª posição na prova. A partir deste momento, a equipa líder imprimiu um ritmo sólido, mas ponderado e sem cometer erros.
O título de Campeão de Portugal de Ralis 2RM era uma conquista ambicionada por Ernesto Cunha desde que se iniciou no desporto motorizado e o piloto refere que “esta é uma realização de um desejo de longa data, no qual temos vindo a trabalhar rali atrás de rali. Por trás deste título, está uma grande equipa de assistência, que entregou sempre um carro altamente competitivo e que nunca revelou problemas de fiabilidade. Em todas as adversidades, a equipa garantiu sempre uma solução rápida e profissional, por isso deixo um agradecimento à The Racing Factory. O meu co-piloto Rui Ramiundo foi também uma peça importantíssima no título, a quem agradeço, bem como aos nossos patrocinadores, sem os quais seria impossível reunir esta estrutura e garantir competitividade. A última nota de agradecimento vai para a minha família e amigos que nos apoiaram a cada quilómetro ao longo de tantas provas.”
A equipa vira agora atenções para a última prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, o Rali Vidreiro Centro de Portugal, que irá disputar a 7 e 8 de outubro na Marinha Grande.
O talentoso piloto de Penafiel escreveu a letras de ouro no Rali da Água – CIM Alto Tâmega a mais importante página da sua curta carreira. Acompanhado pelo conterrâneo Daniel Pereira, Jorge Ribeiro impôs o seu Renault Clio RS R3T perante a concorrência inscrita na prova referente ao Campeonato Promo de Ralis.
Conhecido por todos no desporto automóvel pelo trabalho que a sua empresa faz na conceção e execução de decorações em automóveis de competição, Jorge Ribeiro tem, a espaços, alinhado em alguns ralis, sempre denotando rapidez e capacidade para levar de vencida as dificuldades e registar exibições e resultados de bom nível.
Desta feira, o piloto da Publicita estreava-se nas andanças do Campeonato Promo de Ralis 2022, tendo a seu lado Daniel Pereira e voltando a assumir os comandos do Renault Clio RS R3t da CRN com que tinha alinhado na última edição do Rali Taça Joaquim Santos, integrado no Penafiel Racing Fest 2022.
Pela frente, uma Super Especial e seis classificativas, desenhadas nos concelhos de Boticas e Chaves, integrado num pelotão onde eram vários os pretendentes ao domínio entre as duas rodas motrizes e à presença no pódio absoluto final.
Jorge Ribeiro começou logo nos 2,5 quilómetros do traçado urbano da Super Especial de sexta à noite a demonstrar que queria descolar dos restantes pilotos com carros da categoria 2RM, assinando o segundo tempo, só atrás de João Vinha, seu conterrâneo, que assumia a liderança, conduzindo um Lancer EVO VI de tração total.
Na etapa de sábado, “prato forte” do rali, Jorge Ribeiro logrou vencer à geral duas especiais, tendo apenas um momento “mais quente”, na passagem inicial por Carvalhelhos/Boticas, ao dar um toque já depois da tomada de tempos, do qual resultou algumas mazelas na frente do carro francês, mas sem colocar em causa a sua eficácia para o restava do rali.
Como tal, o piloto de Penafiel chegou à fase derradeira do rali com a liderança das duas rodas motrizes mais do que consolidada e, após a penúltima especial, herdou mesmo o comando absoluto do rali, após a desistência de João Vinha, não mais o largando até ao pódio final em Chaves, conquistando assim a primeira vitória à geral da carreira.
“Estou obviamente muito feliz por mim, pelo meu navegador e pela equipa CRN, mas não deixo de ter uma sensação agridoce, pois entristece-me não ter neste pódio o meu grande amigo João Vinha e o Marco Vilas Boas. Eles dominaram o rali e se tivessem ganho, seria também com muito mérito”.
Quanto à sua exibição, Jorge Ribeiro considera que “conseguimos ser eficazes, mesmo com poucos quilómetros feitos neste fabuloso carro, que é muito competitivo, mas que, para ser utilizado no limite, exige muito treino e muita adaptação. Tivemos um erro no final de uma especial, mas, fora isso, o rali decorreu sem sobressaltos e conseguimos estar sempre na liderança das duas rodas motrizes, acabando por herdar o comando da geral, quando o Joca desistiu”.
O penafidelense dedicou o triunfo “à minha família, querendo agradecer profundamente aos patrocinadores o apoio que nos deram”. Quando ao futuro, Jorge Ribeiro promete que veremos as cores da Publicita “em alguns ralis. Competirei sempre que a minha vida profissional me permitir e arranjar os apoio que me deem os meios para poder participar. Gostava muito de fazer ou o Azores Rali ou o Rali Vinho Madeira em 2023, sendo possível que possamos vir a assumir uma mini-época”.
A estreia de Mariana Machado nos ralis foi cumprida com sucesso, depois de a jovem piloto oriunda do karting e agora navegada por Pedro Dias da Silva ter concluído o Rali da Água CIM Alto Tâmega. Foram 109,13 quilómetros (9 classificativas) de pura aprendizagem ao cronómetro, não sem alguns calafrios, como seria previsível… para a dupla da Sports & You que compete na FPAK Júnior Team.
“Estou supercontente por ter alcançado o objetivo desta participação, que era chegar ao final do rali para adquirir o máximo de rodagem, tratando-se da minha primeira experiência numa prova deste tipo. Adorei e vou empolgada para os próximos ralis. A parte mais complicada foi mesmo o facto de o piso de asfalto das classificativas estar bastante sujo de terra na segunda passagem deste último dia, o que me valeu dois ou três sustos…”, confessou Mariana, a piloto de 17 anos natural de Vila Verde, antes de passar pelo pódio final, no centro da cidade de Chaves, verdadeiramente entusiasmada com a estreia e já a pensar no futuro. Os karts irão mesmo para a prateleira, como fez questão de referir:
“A ideia era eu disputar a Taça de Portugal de karting ainda esta época, mas a data coincide com a do Rali Vidreiro, que faz parte do calendário da FPAK Júnior Team, e é evidente que, sem qualquer hesitação, irei disputar o Rali Vidreiro”.
Questionada sobre a relação piloto/navegador no habitáculo do KIA Picanto durante o Rali da Água CIM Alto Tâmega, Mariana Machado não poderia ser mais elogiosa para Pedro Dias da Silva:
“Decorreu tudo de forma bastante tranquila e o Pedro ajudou-me imenso. Deu-me muitos conselhos, para me manter calma e não arriscar em determinadas zonas, que havia bastante rali pela frente e eu tinha ainda muito tempo para evoluir. Aos poucos, fui-me sentido cada vez mais confortável dentro do carro e com maior à-vontade a manusear a caixa de velocidades”.
Para o navegador Pedro Dias da Silva, foram dois dias bastante intensos, mas compensadores em termos de aprendizagem e de assimilação de processos por parte de Mariana Machado. E o “professor” gostou da atitude da piloto.
“Um dia de rali nunca é calmo e no início a Mariana dava sinais de nervosismo que depois se foram atenuando. Houve um grande trabalho de equipa, dentro e fora do carro. Procurei chamar-lhe a atenção, por exemplo, das curvas que estavam mais sujas e ela esteve sempre motivada para terminar o rali e com vontade de evoluir. Eu sabia que este ia ser o rali mais desafiante da minha carreira, mas a verdade é que a Mariana facilitou muito as coisas. Ela sabe ouvir e ficar calada. Só posso dar-lhe os parabéns!”.
A terceira prova do FPAK Júnior Team será o Rali Constálica, Vizela e Viseu, nos próximos dias 17 e 18 deste mês de setembro.
Foi um desfecho inglório e injusto que não reflete a magnífica exibição do penafidelense aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO VI da Quatro Quartos. Acompanhado por Marco Vilas Boas, João Vinha dominou de forma avassaladora a prova do CAMI Motorsport na competição do Campeonato Promo de Ralis até sair de estrada na penúltima especial.
A saga de João Vinha nesta edição do rali da Água – CIM Alto Tâmega transformou-se num carrossel de emoções. Por um lado, e sempre que rodou sem problemas ou erros, o piloto de Penafiel impôs a sua lei na contenda reservada ao campeonato Promo de Ralis.
Liderou desde a Super Especial noturna de abertura e, nem mesmo um pião na terceira classificativa que os concorrentes do Promo enfrentaram, lhe retirou o comando, tendo voltado a distanciar-se nas duas especiais seguintes, abordando a penúltima classificativa com quase meio minuto de vantagem.
Aí, na segunda passagem pelos 11,9 quilómetros de Carvalhelhos Boticas, aconteceu o balde de água fria:
“fizemos um rali em que a nossa preocupação foi sempre abordar as curvas com as trajetórias corretas, evitando as partes mais sujas, mas bastou um pequeno erro para deitarmos tudo a perder. A 850 metros do fim do troço, fomos ao sujo, escorregamos às quatro rodas e caímos a um riacho”, relata João Vinha, assumindo que “me sinto muito triste por ter cometido aquele erro. É frustrante estar na frente do rali desde a primeira PEC e desperdiçar uma vantagem de 28 segundos a um troço do fim. Quero desculpar-me perante o meu navegador Marco Vilas Boas e a minha equipa de assistência, Bruno Maia e o Sr. Meireles. Mereciam que lhes oferecesse a vitória e não mais trabalho!”.
Com imenso fairplay, o penafidelense parabenizou “os meu amigos Jorge Ribeiro, pela sua vitória e Pedro Serôdio, bem como o Serôdio Jr. e seus devidos navegadores, pelas presenças no pódio. Fiquei muito feliz por eles!”, depositando ainda “um especial agradecimento ao CAMI pela prontidão e profissionalismo como trataram de nos socorrer e tirar o carro do local onde caiu, bem como pelo magnífico rali que organizaram”.
João Vinha promete ainda que “vamos levantar a cabeça rapidamente. O sucesso vai acontecer e, muito em breve o ‘Black Bird’ estará por aí a voar baixinho nas especiais!”.