Categoria: Ralis

  • Ricardo Gonçalves alcança objetivos no Rali Vinho da Madeira

    O piloto navegado por Daniel Capelo rubricou uma exibição imaculada aos comandos do Ford Fiesta R2T na edição 2022 do Rali Vinho da Madeira, levando de vencida a contenda entre os concorrentes do Troféu Engº Rafael Costa, reforçando assim a liderança da competição, a duas provas do fim da época.

    Missão cumprida para Ricardo Gonçalves e Daniel Capelo. A dupla apresentou-se à partida do Rali Vinha da Madeira com o objetivo de arrecadar o máximo de pontos possíveis no Troféu Eng. Rafael Costa, competição oficial reservada às viaturas RC4 (apenas do Grupo R2 homologados até 2018), RC5 e P1, excluindo S1600 e Kit-Car.

    E se bem o idealizaram, ainda melhor o executaram. Ricardo Gonçalves e Daniel Capelo mostram ao longos dos três dias de competição uma eficácia a roçar a perfeição, rodando sempre muito rápido, mas sem ultrapassar os limites e construíram mais uma vitória sólida e merecida na competição que disputam.

    “O balanço da prova é desportivamente positivo. O objetivo de arrecadar o máximo de pontos possíveis no Troféu Engº Rafael Costa foi plenamente alcançado, arrecadando a nossa equipa a pontuação máxima. Assumimos a liderança entre os concorrentes do troféu desde a primeira especial, até ao final do rali”, realçando Ricardo Gonçalves que “os nossos adversários andaram muito bem e isso ainda nos motivou mais. Vencemos e ainda conseguimos muitos pontos extra, comas vitórias nas especiais”.

    Quanto à análise específica do desenrolar do rali, o piloto destacou “as alterações climatéricas que, como habitualmente, foram um fator extra de pressão e motivaram alternâncias no tipo de pneus a utilizar, nas afinações e sobretudo na abordagem às provas especiais de classificação. Nos momentos em que a chuva apareceu, felizmente o nosso avanço era já tão sólido que a equipa pôde optar por uma pilotagem mais defensiva a par de opções menos arriscadas. Mesmo assim, os nossos tempos foram bons!”.

    Para Ricardo Gonçalves, o segredo da vitória nas contas do Troféu Engº Rafael Costa residiu “na forma como nos apresentamos na prova, motivados, concentrados e com um carro que não apresentou problemas, fruto do grande trabalho de preparação e de uma rápida adaptação e resposta da equipa de assistência da Barrela MotorSport, às poucas situações que surgiram durante a prova”.

    Após este sucesso no Rali Vinho Madeira, Ricardo Gonçalves e Daniel Capelo têm ainda pela frente as duas provas finais do ano e partem para o duplo momento decisivo “obviamente com o objetivo de alcançar a vitória no Troféu Eng. Rafael Costa. Estamos mais bem posicionados, fruto deste bom resultado e com uma boa vantagem para os concorrentes mais diretos, mas para tal desiderato faltam duas provas, e tudo é possível. A preparação da próxima prova, já se iniciou e manter-nos-emos focados”.

    O piloto não quis deixar passar um reparo relacionado com as condições de segurança:  “lamentámos os excessos de alguns elementos do público, que em diversas especiais, além de mal colocados, apresentaram condutas menos civilizadas, pondo-se em risco os demais”, assumindo ainda “a profunda tristeza que sentimos com a tragédia que aconteceu. Depois de termos perdido Paixão, perdeu-se a Vitória. Perdemos todos, tanto. Consternados. Desolados. Muita força, energia, a todos quanto dela precisem para superar esta tragédia!”.

  • CPR: Pedro Almeida sem sorte na Madeira

    Uma ligeira saída de estrada na segunda passagem pela classificativa de Câmara de Lobos, na décima quarta especial do Rali Vinho Madeira obrigou ao abandono Pedro Almeida.

    «Foi numa zona em que o carro nos saiu ligeiramente, acabamos a embater no muro e danificar o Skoda Fabia, impossibilitando-nos de seguir em prova» disse Pedro Almeida, naturalmente desapontado pelo desfecho. «Era a primeira classificativa da tarde e entramos com determinação em imprimir um ritmo rápido, para de alguma maneira melhorar os registos da primeira passagem, já com um melhor conhecimento do traçado, mas acabei por cometer um erro que nos penalizou…» acrescentou ainda o piloto.

    Pedro Almeida e Mário Castro sentiram muitas dificuldades ao longo de toda a prova na Madeira: «No primeiro dia com as dificuldades de acertar um setup no carro, porque ora tivemos piso molhado ora encontramos a estrada seca, o que aliado ao pouco conhecimento que temos do rali, nos deixou algo desconfortáveis com o carro». Pedro Almeida não deixou de no entanto de tirar notas da prova e reforçou a aprendizagem feita. «Conseguimos neste segundo dia andar um pouco melhor e mais confiantes com o carro, mais próximos do nosso registo e aprendemos com os erros que cometemos. É esta ilação que levamos do Vinho Madeira deste ano».

    A próxima prova do Campeonato de Portugal de Ralis é o Rali da Água a realizar nos dias 09 e 10 de Setembro.

  • CPR: Armindo Araújo perto do titulo

    Fruto do excelente segundo lugar, no Campeonato de Portugal de Ralis, alcançado no Rali Vinho da Madeira, Armindo Araújo e Luís Ramalho colocaram-se mais perto de conseguirem alcançar o grande objetivo de voltarem a conquistar mais um título absoluto no CPR. 

    Numa etapa onde conseguiram rodar sempre entre os mais rápidos, a dupla do Skoda Fabia Rally 2 manteve a mesma toada de ontem, e sem cometer qualquer erro ou correr riscos, garantiu o melhor resultado na prova, desde que regressou à competição. “Fizemos um rali muito bom a todos os níveis e saímos daqui muito satisfeitos com todo o trabalho que realizamos. O Skoda esteve sempre muito bom, nós conseguimos andar sempre num ritmo forte e terminamos num excelente quarto lugar da geral, mas mais importante que isso, fomos os segundos nas contas do CPR. Pela sexta vez, em seis provas, subimos ao pódio num dos dois primeiros lugares o que é, obviamente, um excelente registo. O José Pedro Fontes esteve hoje irrepreensível e não conseguimos, desta vez, batê-lo. Parabéns a ele e ao Alexandre Camacho pelas vitórias”, começou por dizer Armindo Araújo.  

    Com este resultado, os líderes do Campeonato de Portugal de Ralis partem para a penúltima prova do ano, o Rali da Água/Alto Tâmega, com a possibilidade de fecharem as contas do título a seu favor. “Demos aqui um grande passo para alcançarmos o grande objetivo de voltarmos a conquistar o título absoluto. Com os pontos que conseguimos neste rali, aumentamos para vinte seis, a diferença para o nosso principal adversário e um pódio em Chaves será suficiente para, matematicamente, vencermos o campeonato. Vamos agora desfrutar deste excelente resultado e depois sim centrar todas as atenções na próxima prova”, concluiu o piloto de Santo Tirso. 

    A prova do Clube Aventura do Minho, irá para a estrada nos próximos dias 2 e 3 de Setembro e será realizada, uma vez mais, na região de Chaves. 

    Classificação do CPR: 1º Armindo Araújo 142 pontos; 2º M. Correia, 116; 3º J. P. Fontes, 105; 4º B. Magalhães, 71; 5º R. Teodósio, 52 (…).

  • Adruzilo Lopes estreou-se com o GR Yaris da ASR Tyres no Rali Vinho Madeira

    O consagrado piloto nortenho deu um festival e condução na edição 2022 do Rali Vinho da Madeira, alcançando um saboroso 10º na geral da competição reservada ao Campeonato de Ralis Coral da Madeira.

    Navegado por Paulo Leones, Adruzilo Lopes “espremeu todo o sumo” do Toyota GR Yaris, sempre apoiado pela eficácia dos pneus Kumho que “calçaram” o carro nipónico. Esta foi a estreia do piloto com o carro utilizado na edição inaugural da “Toyota Gazoo Racing Iberian Cup”, sendo que esta unidade pertence à ASR Tyres, importador dos pneus de competição Kumho para a península Ibérica e grande parte dos países europeus.

    Nada incomodado pelas limitações próprias das especificações “troféu” do seu GR Yaris, Adruzilo Lopes ombreou durante toda a prova com pilotos que utilizaram “montadas “ das categorias Rally2, Rally3 e Rally4, coroando a sua exibição com um notável 2º tempo entre os concorrentes do Campeonato de Ralis Coral da Madeira, na segunda passagem, feita debaixo de chuva, pelos 10,84 quilómetros de Cidade de Santana 2, a 9ª PEC do rali, disputada ao cair da tarde de sábado, sendo ainda 8º à geral nesse troço!

    No final, e numa prestação sempre em crescendo na rapidez e na subida na classificação, Adruzilo Lopes e Paulo Leones reclamaram um lugar no Top 10 das contas do CRCM, posição que poderia ter sido “muito melhor, não fossem os problemas de caixa que sentimos a partir do segundo dia. Foram sempre se agravando, até que ficamos mesmo sem poder utilizar a segunda velocidade, que é uma das mais importantes neste carro”.

    Mesmo com esses problemas, Adruzilo Lopes considerou no final que tinha sido “um rali muito bom para nós. Andamos sempre muito rápido, demos espetáculo ao muito público presente. O carro teve um bom desempenho. Este GR Yaris é muito interessante. Tem um tremendo potencial e, quando guiado nos limites, mostra todo o seu valor”, relevando ainda “pneus Kumho que, como sempre, estiveram sempre muito eficazes. Quero destacar que quando choveu, na segunda passagem pela PEC Cidade de Santana, os pneus foram simplesmente incríveis à chuva, tendo sido fundamentais para o tempo canhão que realizamos”.

    Esta edição do Rali Vinho da Madeira colocou Adruzilo Lopes à beira da vintena de participações no prestigiado rali da Pérola do Atlântico, assumindo o piloto que “esta será sempre uma das minhas provas favoritas. É muito especial para mim. Sou sempre muito acarinhado na Madeira, quer pelos aficionados, quer pelas empresas madeirenses que estão sempre dispostas a nos apoiar nestas deslocações. Quero agradecer à Aromi Pizzaria, Beblue rent-a-car, Dorisol Hotels, Poolgest e BeerGarden, por se terem juntado ao excelente naipe de apoios habituais, Gpr Pneus, Irmalex, RTL Confecções Fortunna, Manos Key, Taberna do 7, PR Peças. FRIOH, Manaiacar, Jorge Amortecedores, MVM Aluguer de Automóveis Logística Orfeón, Csp-Publicidade ,MM Malhas MotasAuto,, Blusa, ALLrace, XRT Motors, BullTrans, João Fontes Implantologia, CARM e Galuppo Racewear, sendo de toda a justiça uma palavra muito especial para a ASR Tyres e a Kumho Motorsport Portugal por nos confiarem o carro e pelos magníficos pneus que tão importantes têm sido para o nosso sucesso!”, lembrando ainda “o excelente apoio técnico que tivemos da Perfection Team”.

    O piloto não quis deixar de “lamentar profundamente a tragédia que provocou a morte da menina que estava a ver a prova. Em meu nome, do Paulo e da nossa equipa, envio um forte abraço de carinho e de condolências à família enlutada, aos amigos e aos madeirenses em geral e outro de solidariedade para o Miguel Gouveia e o Tiago Fernandes, que estão a passar por um momento muito difícil, mesmo tendo sido um infortúnio de que não tiveram qualquer responsabilidade”.

  • Falha mecânica força Bruno Costa a desistir no Rali Vinho da Madeira

    Foi já no dia derradeiro da prova que cedeu o Toyota Yaris de Bruno Costa e João Neves, numa altura em que a dupla lutava pelo pódio no grupo e na classe.

    Mas se o desfecho foi menos feliz, já toda a prestação da equipa durante a edição 2022 do Rali Vinho da Madeira foi positiva.

    Bruno Costa retomou no rali as lides competitivas depois da ausência “por razões profissionais, nas últimas duas provas do campeonato regional. Foi bom voltar a sentir toda a adrenalina da competição e logo no Vinha da Madeira. Foi um enorme prazer fazer o rali juntamente com o João Neves, muito competente e sempre a incentivar”.

    O piloto considera que “o meu ritmo competitivo não era o melhor para encarar um RVM tao duro como este, mas considero que realizamos uma exibição bem conseguida. A Super Especial de abertura correu bem. Já a etapa de sexta-feira começou mal. Fomos lentos à chuva no Campo de Golfe. O piso estava muito escorregadio e tivemos alguns sustos. Demorei a ganhar confiança no carro e na minha condução”.

    No entanto, Bruno Costa enfatiza que “depois começamos a andar cada vez mais rápido e fomos estando sempre na luta pelos pódios no grupo e na classe até que o nosso Yaris decidiu não colaborar. Fomos traídos pela mecânica que se entregou ao criador, forçando-nos a desistir, quando faltavam meia dúzia de especiais para o fim”.

    Agora é tempo de “agora aproveitar para fazer uma revisão geral ao carro, de forma que volte a ser competitivo e fiável. Em termos de calendário para o que falta de 2022, poderei fazer algumas rampas e talvez o último rali do campeonato, quando já tiver o carro a 100%”. A fechar, Bruno Costa, não quis deixa de “enviar uma palavra de conforto à família enlutada da menina vítima da tragédia que assolou o rali e um abraço ao Miguel e ao Tiago, para que voltem o mais rápido possível e fortes como sempre. Os ralis precisam deles”.

  • Cláudio Gonçalves com exibição positiva no Rali Vinho da Madeira

    Navegado por Adelino Freitas, o piloto logrou suplantar todas as dificuldades da prova, cumprindo o plano traçado para um rali onde a adaptação ao Citroen C2 R2 era o foco principal.

    0 2º lugar final no Grupo 2, ao qual adicionaram um 3º posto nas contas da Classe P1, foram prémios merecidos que recompensaram a determinação incutida pela dupla nesta participação na “prova rainha” da Pérola do Atlântico.

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    A façanha de alcançarem o pódio final não aconteceu sem que Cláudio Gonçalves e Adelino Freitas tivessem de suplantar “alguns problemas que nos afetaram quer na sexta, quer no sábado. Felizmente, conseguimos sempre resolver o que foi sucedendo e o rali acabou por correr muito bem”, considerando o piloto que “mesmo sendo uma prova muito desgastante, tanto para a viatura como para nós, a vontade de estar presente supera essa dificuldade e, depois o mar de gente que vibrava intensamente em todas as especiais transmitiu-nos muita força e vontade de chegar ao fim”.

    O piloto não deixou de ter uma palavra para “a tragédia vivida no fim do rali. Sentimo-nos solidários com a dor imensa dos pais, restante família e amigos daquela criança que infelizmente partiu tão precocemente. Quero apresentar em meu nome, do Adelino e da nossa equipa, as nossas condolências à família, bem como um abraço enorme de solidariedade para com os nossos colegas Miguel Gouveia e Tiago Fernandes, que vivem momentos de grande mágoa, mesmo não tendo tido qualquer culpa no acidente”. Terminada que está a presença no Rali Vinho da Madeira, Cláudio Gonçalves revela que a dupla vai “fazer o resto do campeonato como prometido, marcando assim presença nos dois ralis que faltam. O objetivo principal será fazer quilómetros com o C2 R2 e tentar alcançar o pódio na classe e no grupo”.

  • Rali Vinho da Madeira: melhor resultado da época para Paulo Neto

    Paulo Neto viveu um momento emblemático na sua carreira, este fim de semana, no Rali Vinho da Madeira. Um dos mais respeitados pilotos privados do Campeonato de Portugal de Ralis atingiu a marca histórica de 100 provas no principal escalão dos ralis nacionais, algo normalmente só ao alcance dos pilotos oficiais nesta (exigente) disciplina.

    Em simultâneo, o piloto de Sintra teve pela primeira vez o navegador António Costa a seu lado, numa experiência pontual mas que terminou de forma positiva, já que a dupla da ARC Sport garantiu o 6.º lugar nas contas do CPR.

    “O rali foi difícil do ponto de vista físico e do ritmo bastante elevado, com condições variáveis de seco e molhado no primeiro dia, além do natural período de adaptação ao método do António Costa, que fez um excelente trabalho”, afirmou Paulo Neto. “Gostava de ter sido mais rápido em alguns momentos, mas era importante garantir os pontos deste 6.º lugar, algo que nunca é fácil no CPR, atendendo à quantidade de pilotos oficiais. É o nosso melhor resultado da época até ao momento e, numa altura em que cumprimos os 100 ralis no CPR, só tenho de agradecer o apoio de toda a equipa da ARC Sport, que tem sido fundamental para este percurso nos últimos anos”, referiu o ex-campeão nacional de RC3, que também fez questão de lamentar “o trágico falecimento da menina de 8 anos na Madeira. Este é um desporto que nos apaixona a todos, pilotos e adeptos, mas momentos como este são sempre muito duros para a comunidade dos ralis e não só. As minhas sinceras condolências à família.”

    Paulo Neto viveu um momento emblemático na sua carreira, este fim de semana, no Rali Vinho da Madeira. Um dos mais respeitados pilotos privados do Campeonato de Portugal de Ralis atingiu a marca histórica de 100 provas no principal escalão dos ralis nacionais, algo normalmente só ao alcance dos pilotos oficiais nesta (exigente) disciplina.

    Em simultâneo, o piloto de Sintra teve pela primeira vez o navegador António Costa a seu lado, numa experiência pontual mas que terminou de forma positiva, já que a dupla da ARC Sport garantiu o 6.º lugar nas contas do CPR.

    “O rali foi difícil do ponto de vista físico e do ritmo bastante elevado, com condições variáveis de seco e molhado no primeiro dia, além do natural período de adaptação ao método do António Costa, que fez um excelente trabalho”, afirmou Paulo Neto. “Gostava de ter sido mais rápido em alguns momentos, mas era importante garantir os pontos deste 6.º lugar, algo que nunca é fácil no CPR, atendendo à quantidade de pilotos oficiais. É o nosso melhor resultado da época até ao momento e, numa altura em que cumprimos os 100 ralis no CPR, só tenho de agradecer o apoio de toda a equipa da ARC Sport, que tem sido fundamental para este percurso nos últimos anos”, referiu o ex-campeão nacional de RC3, que também fez questão de lamentar “o trágico falecimento da menina de 8 anos na Madeira. Este é um desporto que nos apaixona a todos, pilotos e adeptos, mas momentos como este são sempre muito duros para a comunidade dos ralis e não só. As minhas sinceras condolências à família.”

    António Costa, que aceitou o convite de acompanhar Paulo Neto nesta prova, destacou “o empenho e a abordagem muito profissional do Paulo (Neto) ao trabalho e às indicações que fui tentando passar, quer ao nível das notas, quer da pilotagem. Este é um rali extremamente difícil para qualquer piloto. Basta recordar que no primeiro dia de prova fizemos 500 kms, entre troços e ligações, sempre com muito calor. O Paulo fez um bom trabalho e tenho a certeza que vai aproveitar esta experiência para o futuro”, destacou o navegador, tricampeão nacional absoluto com Ricardo Moura.

  • Saída de estrada trava Ernesto Cunha na Madeira

    Bom ritmo e competitividade, era o que Ernesto Cunha e Rui Raimundo se preparavam para apresentar à partida do Rali Vinho da Madeira. A dupla confirmava o bom andamento nas primeiras passagens pelo Free Practice, mas uma saída de estrada no troço de Qualificação, acabaria por ditar a impossibilidade de alinhar à partida do rali.

    Foi na terceira passagem pela especial de Cardais/Santo Serra/Água de Pena, que a dupla do 208 Rally4 foi traída por uma secção molhada já nas últimas curvas. Sem danos físicos, Ernesto Cunha revela-se desanimado, mas continua focado nos objetivos traçados no início da época: “Vínhamos a melhorar progressivamente os tempos das passagens anteriores e do ano passado neste mesmo troço. Esperávamos encontrar um rali seco e foi essa a nossa aposta de setup no carro, mas começou a chover no final da especial e não conseguimos evitar a saída de estrada”.

    Apesar do empenho da The Racing Factory, acabaria por ser impossível reparar o Peugeot a tempo da partida da prova, obrigando a equipa a permanecer de fora do Rali Vinho da Madeira.
     
    Ernesto Cunha e Rui Raimundo viram agora atenções para o Campeonato de Portugal de Rais 2RM, com a próxima prova a ter lugar a 2 e 3 de setembro, o  Rali Da Água – Cim Alto Tâmega.

  • Alexandre Camacho recordista do Rali Vinho da Madeira

    Alexandre Camacho, tornou-se o único piloto a ter conseguido vencer o Rali Vinho da Madeira em cinco ocasiões.

    O piloto do Skoda Fabia Rally2 Evo tinha estado no comando da classificação durante a maior parte da primeira etapa mas acabou perdendo essa posição no final de sexta-feira comas condições climatéricas difíceis do último troço cronometrado desse dia. Veio a recuperar o comando quase a meio da segunda etapa e não mais o perdeu.

    “Tenho a sensação de missão cumprida, com perseverança e resiliência. Estamos muito satisfeitos por mais esta vitória e ser os primeiros a conseguir vencer esta prova cinco vezes. Neste rali nunca pensei no campeonato, o nosso grande objetivo era mesmo o triunfo.”, afirmou no final o vencedor.

    Líder no final dos dois primeiros dias de competição, Bruno Magalhães desistiu no sábado com uma falha mecânica. Tal abandono permitiu que Miguel Nunes, muito veloz na segunda etapa, em que foi o melhor em todos os troços cronometrados, ascendesse ainda mais rápido ao segundo posto em que veio a cortar a meta. Também muito rápido desde o final da primeira etapa, José Pedro Fontes e o seu Citroën C3 Rally2 ocuparam o lugar mais baixo do pódio, que equivaleu a uma vitória no campeonato nacional.

    Não escondendo a sua alegria por este regresso aos triunfos no Campeonato de Portugal de Ralis, à chegada ao Funchal, José Pedro Fontes afirmava ter garantido “um resultado que tem tanto de espectacular como de importante para mim e para toda a equipa. Todos sabemos do grau de exigência deste rali e a forma como enfrentámos as adversidades serve, acima de tudo, para relevar a capacidade da nossa equipa. O rali correu-nos francamente bem, mesmo quando as condições meteorológicas se revelaram mais traçoeiras. O dia de hoje foi duro, mas muito compensador. Conseguimos vencer todas as especiais em termos de CPR e isso permitiu-nos vencer a prova neste particular, mas também acumular pontos num campeonato pelo qual, apesar de termos apenas duas provas para realizar, queremos lutar até ao último metro.”

    No lugar imediato classificou-se Armindo Araújo, que manteve a liderança no campeonato português, Com este resultado, o líder do Campeonato de Portugal de Ralis partem para a penúltima prova do ano, o Rali da Água/Alto Tâmega, com a possibilidade de fecharem as contas do título a seu favor. “Demos aqui um grande passo para alcançarmos o grande objetivo de voltarmos a conquistar o título absoluto. Com os pontos que conseguimos neste rali, aumentamos para vinte seis, a diferença para o nosso principal adversário e um pódio em Chaves será suficiente para, matematicamente, vencermos o campeonato. Vamos agora desfrutar deste excelente resultado e depois sim centrar todas as atenções na próxima prova”, concluiu o piloto de Santo Tirso.

    Bernardo Sousa, que retomou no Funchal presença assídua no CPR. foi sexto, Miguel Correia ultrapassou nos quilómetros finais Ricardo Teodósio. Simone Campedelli assinou, após os problemas mecânicos da etapa inaugural, bons tempos em classificativa e acabou recuperando até ao oitavo posto. Nas derradeiras posições do lote dos dez primeiros classificados terminaram Paulo Meireles e Paulo Neto.

    João Silva, 12º classificado absoluto, dominou no Rali Vinho da Madeira os acontecimentos no que toca aos utilizadores de viaturas com duas rodas motrizes. Na estreia com o Peugeot 208 Rally4, o piloto rapidamente se colocou na dianteira e cedo se distanciou de Rui J. Fernandes, em Renault Clio R3T, e Vítor Sá, com Citroën DS3 R3T, que discutiram as posições imediatas. Com o abandono de Fernandes, Sá ficou tranquilo no segundo posto da categoria e deixou caminho aberto à ida ao pódio do escalão de Miguel Caires com o Renault Clio Rally4.

  • Rali Vinho da Madeira: Alexandre Camacho de novo na frente

    Alexandre Camacho, com um Skoda Fabia Rally2 Evo, recuperou a liderança do Rali Vinho da Madeira na penúltima secção do Rali Vinho da Madeira, ultrapassando Bruno Magalhães, o anterior guia da classificação, que se debateu com problemas de pneus, demasiado moles, no seu Hyundai i20N Rally2.

    Excelente prestação na manhã do último dia de competição teve também Miguel Nunes, que venceu todos os quatro troços cronometrados, estabeleceu dois novos recordes, subiu duas posições e está agora no pódio.

    No quarto posto segue agra José Pedro Fontes, antes terceiro com o seu Citroën C3 Rally2, seguido de Armindo Araújo, mais distante do seu rival no campeonato nacional da especialidade. Bernardo Sousa manteve a sexta posição na frente do campeão nacional Ricardo Teodósio. Oitavo, Miguel Correia aproximou-se de Teodósio. O italiano Simone Campedelli recuperou mais um degrau na classificação e é nono. O lote dos dez primeiros classificados fica completo com Pedro Almeida.