Categoria: Ralis

  • José Pedro Fontes vence Rali da Água

    José Pedro Fontes e Inês Ponte impuseram-se no asfalto do Rali da Água – CIM Alto Tâmega, quinta jornada do Campeonato de Portugal de Ralis, naquela que foi a primeira vitória do ano da dupla do Citroën Vodafone Team e do próprio C3 Rally 2.

    A dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 R5) sagrou-se vencedora, este domingo, do Rali da Água-CIM Alto Tâmega, quinta prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), organizada pelo CAMI Motorsport, depois de bater Bruno Magalhães por uma margem de 3.5 segundos.

    “Estamos naturalmente muito satisfeitos com esta vitória fantástica e que premeia todo o Citroën Vodafone Team”, referiu José Pedro Fontes. “Entrámos no rali com algumas cautelas para não correr riscos mas logo percebemos que podíamos tirar muito mais do nosso C3 Rally2, um carro que a nossa equipa técnica preparou na perfeição e que se mostrou impecável ao longo do rali, sem que se registassem quaisquer mínimos problemas que nos limitassem. Assim sendo, começámos o segundo dia ao ataque, aproveitando ao máximo um ‘set-up’ que se mostrou ideal e, entre outros bons resultados, fomos os mais rápidos em 4 Especiais, algo que se torna ainda mais especial num rali muito curto, tipo sprint e muito disputado por nós e por todos os nossos adversários, candidatos ao título”.

    Já Bruno Magalhães, aos comandos do i20 R5 do Team Hyundai Portugal andou sempre entre os mais fortes na prova transmontana, discutindo o primeiro lugar em todas as especiais, tendo conseguido ainda pontos extras na Power Stage: “Saímos satisfeitos do Rali da Água. Estivemos sempre na luta e fomos muito competitivos. Depois deste resultado, seguimos extremamente confiantes para as próximas provas do Campeonato de Portugal de Ralis”, afirmou o piloto Bruno Magalhães.

    O rali transmontano foi verdadeiramente empolgante em termos competitivos, já que apenas ficou decidido nos 12,8 quilómetros da segunda passagem pelo troço de Boticas/Vidago, o nono e último da competição. A luta pela vitória teve, ainda, como protagonista Armindo Araújo, que liderou durante a etapa de sábado, embora ao final do dia dispusesse de apenas um segundo de vantagem face a Bruno Magalhães.

    E quando este começou, hoje, a ganhar tempo à concorrência, ascendendo ao primeiro lugar, pensou-se que talvez pudesse repetir o triunfo de 2020. Contudo, durante a tarde Fontes atacou forte, passou a ser primeiro e não mais largou tal posição, para regressar às vitórias depois de um jejum que durava desde o Rali Vidreiro de 2019.

    Armindo Araújo completou o pódio e manteve a liderança do CPR, numa prova onde foram os grandes dominadores da primeira etapa, a dupla do Skoda Fabia R5 Evo não conseguiu imprimir o mesmo ritmo, nas seis especiais de hoje, numa segunda metade muito disputada e que teve três líderes diferentes. “Nas especiais desta manhã não fomos rápidos o suficiente para mantermos a primeira posição. Perdemos alguns segundos e alguma confiança que fez com que não conseguíssemos atacar como precisávamos”, disse Armindo Araújo no final.

    O triunfo nas duas rodas motrizes pertenceu a Carlos Fernandes (Peugeot 208 Rallye4), enquanto nos Clássicos a vitória foi de Nuno Carreira (Subaru Impreza).

  • Pontuar forte: a prioridade de Nelson Silva no Rali da Água

    Uma semana depois de ter terminado no Top Ten o Rali Município de Mesão Frio e ter sido segundo na Divisão 1 do Divisão 1 do Desafio Kumho Norte, o piloto de Viana do Castelo vai para o Rali da Água-CIM Alto Tâmega determinado a amealhar mais pontuação tanto no Campeonato Norte da especialidade como na competição da ASR Tyres.

    Nelson Silva e José Janela vêm de uma boa prestação no Douro Vinhateiro, e agora no Nordeste transmontano a intenção é repetir, senão mesmo melhorar o desempenho de Mesão Frio, sendo que o piloto do Mitsubishi Lancer Evo VI vai disputar pela primeira vez a prova do CAMI Motorsport. Nada que o demova dos seus objetivos e de continuar a evoluir aos comandos do carro da JPGS/ENI.

    “As expetativas são de obter um bom resultado, conseguindo bons pontos para o campeonato e também para o desafio, dentro daquilo que temos vindo a fazer, e se possível melhor”, começa por dizer o piloto vianense, que parte líder do Desafio Kumho Norte e no 3º posto da geral do CNR, para esta quinta prova da temporada destas duas competições. Nelson Silva admite que este Rali da Água-CIM Alto Tâmega se disputa numa superfície que lhe agrada, mas alerta que nunca antes a disputou: “Trata-se de uma prova de asfalto, que é normalmente o terreno onde me sinto mais à vontade, muito embora já tinha feito boas provas em terra. No entanto trata-se de uma prova totalmente nova para mim”.

    “Conto, é claro, com o José Janela e com o seu grande conhecimento e para me ajudar neste evento”, refere o piloto minhoto, mostrando bastante confiança no experiente navegador famalicense. Em termos de andamento e em relação às posições que poderá esperar, Nelson Silva garante que não vai para estar prova a “pensar em medir-me com o Adruzilo Lopes ou o Fernando Peres. Vamos para fazer a nossa prova e conseguir o melhor resultado possível, sendo que uma presença no pódio absoluto do CNR seria um resultado fabuloso!”.

    O Mitsubishi Lancer Evo VI com as cores da JPGS/ENI não mereceu qualquer alteração relativamente à anterior prova do Campeonato Norte de Ralis. “Face à proximidade das duas provas não houve grande tempo para fazer grande coisa no carro, que será o mesmo que utilizei em Mesão Frio”, explica ainda o piloto de Viana do Castelo. O Rali da Água-CIM Alto Tâmega, na sua versão para o Campeonato Norte de Ralis e para o Desafio Kumho, será composto por 5 especiais cronometradas, totalizando 65,25 quilómetros contra o cronómetro.

  • Henrique Rodrigues quer recuperar terreno perdido no Alto Tâmega

    O piloto do Mitsubishi Lancer Evo VII quer fazer esquecer o desaire na prova anterior do Campeonato Norte de Ralis e obter um resultado mais condizente com os seus pergaminhos no Rali da Água – CM Alto Tâmega.

    No Douro Vinhateiro a sorte não quis nada com Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues, que tinha feito um bom começo da época do CNR em pisos de terra, pelo que na prova do CAMI Motorsport que se disputa no próximo fim-de-semana no nordeste do país o objetivo da dupla é conseguir recuperar pontos perdidos.

    “Depois de um fim de semana menos conseguido em Mesão Frio, em termos de andamento na estrada e de classificação quer no CNR quer entre os Kumho, vamos encarar este próximo rali como uma reviravolta nestes dois aspetos”, começa por dizer o piloto de Lamego.

    Henrique Rodrigues vai por isso até ao Alto Tâmega com o propósito firme de “andar num ritmo mais forte, melhorando na velocidade e na adaptação ao carro”, tendo sempre presente que o desafio é enorme e a concorrência está fortíssima. Ainda assim o piloto lamecense reitera: “Queremos estar de novo entre os principais lugares do Campeonato Norte de Ralis e do Desafio Khumo, pelo que vamos forçar um pouco para podermos manter a posição no pódio Kumho e subir na geral do campeonato”.

    O Mitsubishi Lancer EVI VII, cujas mazelas no diferencial traseiro causaram a desistência na prova mesãofriense, ficou pronto a tempo do Rali da Água – CM Alto Tâmega, mercê de um “excelente trabalho da Matos Competições. Mas apesar disso foi impossível “testar, tendo em conta a proximidade de datas, pelo que vamos à luta sem muitas referências, com vontade e determinação de melhorar no que achamos que era necessário. Claro que não estou ainda adaptado ao carro, mas Mesão Frio, tendo em conta a desistência, foi um bom teste enquanto andamos, pelo que agora o conhecimento já é outro”, admite o piloto duriense.

    Apesar de apostado em recuperar terreno no campeonato, Henrique Rodrigues não vai arriscar na prova do CAMI Motorsport. “Para este rali, embora tenhamos decidido forçar o andamento, por causa da desistência e de não termos ido a Famalicão, vamos encarar o rali determinados em alcançar um bom resultado, quer na geral, quer sobretudo nas contas do Desafio Kumho Norte. Mas é um rali novo, aliás como tudo este ano para nós, pelo que mesmo querendo andar rápido, tentaremos sempre evitar os exageros, pois nunca esquecemos as nossas dificuldades”. O Rali da Água-CIM Alto Tâmega, na sua versão para o Campeonato Norte de Ralis e para o Desafio Kumho, será composto por 5 especiais cronometradas, totalizando 65,25 quilómetros contra o cronómetro.

  • Teotónio e Morgadinho querem Top 10 no Rali da Água

    Fernando Teotónio e Luís Morgadinho estão de regresso à estrada para disputarem no Rali da Água – CM Alto Tâmega a sua primeira prova desde as férias de verão no Campeonato de Portugal de Ralis RC2N, que lideram após dois triunfos.

    Tem sido uma época a rondar a perfeição. Duas provas disputadas, dois triunfos sem contestação para Fernando Teotónio e Luís Morgadinho, aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO X do Macambi Racing Team, nas contas dos RC2N, coroando exibições musculadas nos ralis Terras D’Aboboreira e de Castelo Branco.

    E é em terras transmontanas que este fim-de-semana a dupla pretende prosseguir os êxitos conseguidos após pausa estival, e não apenas na sua categoria, pois o piloto do Fundão assume que as suas ambições vão um pouco mais além.

    “No Rali da Água – CM Alto Tâmega vamos para lutar continuar a vencer no grupo RC2N, dando assim mais um passo importante para o título. Mas temos uma expetativa mais forte que é entrar nos dez primeiros da geral”, diz Fernando Teotónio, que depois de olhar para a lista de inscritos percebeu que os seus objetivos são mais altos: “Quero tentar conseguir ficar nos dez primeiros do campeonato nacional absoluto. O que para nós era bom, dada a lista de inscritos. Vamos fazer por isso!”.

    A Macambi Racing também trabalhou para que a nível mecânico nada falhasse nesta deslocação a Trás-os-Montes. “O carro, neste defeso, a nível de desenvolvimento não sofreu muito, porque já está no máximo que o regulamento de um Grupo N permite. Mas sofreu uma profunda revisão, para acabarmos o resto da época sem sobressaltos e problemas, como a nossa equipa já nos habituou”, aproveitando Luís Morgadinho, navegador e Team Manager para destacar“o excelente trabalho técnico da Domingos Sport na preparação do carro. Dão-nos toda a confiança para podermos atacar e extrair tudo Mitsubishi!”.

    A dupla vai a Trás-os-Montes preparada para tudo mas com a esperança de que “o tempo esteja bom, pois permitir-nos-á extrair todo o potencial do carro. As classificativas, como já observei em vídeos, têm algumas alterações em relação ao passado. Nós conhecemos a maior parte do percurso, embora estivéssemos muito tempo parados”, refere também Fernando Teotónio, que por isso quer ver “que ritmo vamos começar a impor. Mas o objetivo é sempre o mesmo: a vitória!”.

  • ‘Dobradinha’ Kumho no Grupo 5 no Rallymix de Touro

    Disputou-se este fim-de-semana a 4 edição do Rallymix de Touro, terceira prova do campeonato da especialidade. Alinharam várias equipas que optaram por ‘calçar’ os pneus Kumho fornecidos pela ASR Tyres.

    Marcos Canedo e Miguel Vilas, aos comandos do seu Peugeot 208 N5, encabeçavam a lista de participantes Kumho, que se completavam com as duplas Álvaro Rodríguez/Sergio Cancela, no seu BMW 325i, e Daniel Rodríguez/Raquel Rodríguez, que neste evento alinhavam com um Mitsubishi Lancer EVO X.

    Marcos Canedo e Miguel Vilas foram os mais rápidos na primeira das cinco passagens pelo traçado escolhido pela Escudería Touro Motor. E assim colocavam-se na frente da classificação do Grupo 4, sendo também os mais rápidos entre os protótipos. Nas passagens seguintes seriam segundos, fechando a primeira etapa como líderes do Grupo 4 e entre os protótipos, graças a um grande ritmo, que conseguiram ser capazes de impor em cada passagem.

    Canedo e Vilas continuariam a ser protagonistas. Mais dois segundos lugares permitiram-lhes garantir a vitória no Grupo 4, sendo os únicos capazes de rodar abaixo dos seis minutos em todas as passagens. Também seriam os mais rápidos entre os protótipos.

    No Grupo 5, as equipas que utilizam pneus Kumho também seriam protagonistas. Álvaro Rodriguez e Sergio Cancela seriam os mais rápidos na primeira passagem pelo troço, seguidos por Daniel Rodríguez e Raquel Rodríguez. As diferenças eram mínimas. Ambos cederiam uma posição no troço seguinte, passando a ocupar as segunda e terceira posições no Grupo 5, respetivamente. Novamente na terceira e última passagem da primeira etapa Álvaro Rodriguez e Sergio Cancela seriam segundos, enquanto que Daniel Rodríguez e Raquel Rodríguez ocupariam a terceira posição, finalizando a primeira etapa também nessas posições do Grupo 5.

    Na segunda etapa, problemas mecânicos do líder do Grupo 5 deixavam Álvaro Rodriguez e Sergio Cancela no comando, depois deste assinar o melhor registo na quarta passagem pelo percurso. Daniel Rodríguez e Raquel Rodríguez subiam ao segundo posto, ao serem segundos também nesta passagem.

    A dupla da Mitsubishi causava surpresa ao assinar o melhor tempo do Grupo 5 na última passagem, mas os rivais do BMW tinham uma ampla vantagem que lhe permitiu garantir a vitória. Assim, a vitória no Grupo 5 foi para Álvaro Rodriguez e Sergio Cancela, com o seu BMW 325i, seguidos de Daniel Rodríguez e Raquel Rodríguez, no seu Mitsubishi Lancer EVO X, que assim confirmaram a ‘dobradinha’ Kumho nesta categoria.

  • Pedro Silva e Miguel Carvalho dão domínio à Peugeot em Mesão Frio entre os Kumho

    Foi titânica a luta entre Pedro Silva e Nelson Silva pela vitória na Divisão 1 do 4º Desafio Kumho Portugal. No final, 2,7 segundos separaram os dois pilotos. Já na Divisão 2, Miguel Carvalho dominou, triunfando em sete das oito especiais.

    https://youtu.be/lGMAQp3bXJA

    A batalha na Divisão 1 foi “imprópria para cardíacos”. Apenas 2,2 segundos foram parca diferença que separou os dois primeiros depois dos 62 quilómetros contra o cronometro, distribuídos pelas oito especiais da 10ª edição do Rali Município de Mesão Frio. E a árdua vitória da dupla formada por Pedro Silva e Nuno Mota Ribeiro deve muito ao facto da dupla do Peugeot 208 VTi R2 ter entrado ao ataque, superiorizando-se nas três primeiras classificativas do rali, levando a sua vantagem até aos 12,7 segundos.

    Depois, foi a vez de Nelson Silva e José Janela entrarem em modo ataque, aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO VI, sendo mais rápidos na 4º, 5º e 6º PEC’s, reduzindo a diferença, a dois troços cronometrados do fim, para apenas 4,5 segundos. Pedro Silva, venceu a 7ª especial, mas por apenas uma décima de segundo(!) e foi para os 5,33 kms finais com 4,6 segundos de vantagem. Aí, os dois pilotos foram “à morte” e rodaram nos limites, com Nelson Silva a vencer, mas tirando apenas 1,9 segundos ao tempo de Pedro Silva, que pode assim comemorar um doce, mas suado triunfo.

    Sem sorte na prova realizada nas Portas do Douro, esteve a dupla de Lamego formada por Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues. Naquela que foi a sua primeira prova em asfalto da época. Rodaram sempre com cautelas e no sentido de assegurarem o pódio da Divisão 1 Kumho. O objetivo parecia assegurado quando, já na penúltima especial de classificação, o diferencial traseiro do Mitsubishi Lancer EVO VII cedeu, não lhes restando outra opção do a desistência.

    Nas lides da Divisão 2 do 4º Desafio Kumho Portugal, um nome se destacou de forma clara: Miguel Carvalho. Uma vez mais, o talentoso piloto foi capaz de realizar um “concerto a solo” na construção da vitória. Ouvindo notas de António Reis, Carvalho foi o mais rápido nas primeiras 5 especiais do rali, levando a diferença para os perseguidores acima dos 20 segundos, o que o deixava tranquilo na gestão dos acontecimentos.

    Foi batido na 6ª PEC, mas por pouca margem, para logo de seguida regressar ao registo vitorioso, coroando a prova com o triunfo nas duas últimas classificativas do rali, chegando ao pódio a Mesão Frio, com 25 segundos de vantagem sobre a dupla André Ribeiro/João Alves (Peugeot 206 GTi), foram também justos segundos classificados, pois foram quem regularmente mais perto andou dos vencedores e os únicos a almejar vencer um troço cronometrado.

    O 3º lugar e correspondente presença no último degrau do pódio foi discutido taco-a-taco por duas duplas. Pedro Lopes e Duarte Gouveia impuseram o seu Peugeot 207 GTi na 1ª PEC, sendo batidos logo de seguida no segundo troço por Filipe Teixeira e Bruno Coelho, num Citroen Saxo Cup.

    Teixeira forçou o andamento nas duas especiais seguintes e parecia encaminhado para reclamar o 3º lugar. Mas Pedro Lopes retaliou na 5ª PEC e na 6ª PEC, suplantando na geral o adversário e a machadada final na luta pelo 3º posto foi dada na sétima especial, com Lopes a registar um tempo “normal”, enquanto Teixeira chegava ao fecho do troço com um tempo muita acima do que tinha feito em anteriores passagens, devido a problemas de caixa que apareceram logo no início da última seção e se foram agravando até ao fecho do rali. Pedro Lopes garantiu assim o 3º lugar, com Filipe Teixeira a subir o palanque de na 4ª posição final.

    Viana Martins e Gonçalo Palmeira assinaram uma boa exibição na estreia do Renault Clio Rally 5 e asseguraram o 5º lugar final, batendo por 1,9 segundos a equipa constituída por Pedro Holzer e Miguel Silva, uma vez mais muito rápidos na lide do Citroen Saxo Cup que tripulam.

    Já Vítor Pinheiro e Beatriz Pinto realizaram mais uma excelente operação pontual, ao concluírem a prova no 7º posto, na frente da dupla Vítor Rodrigues/José Vieira, em Citroen Saxo. O 9º lugar foi conquistado pelo Toyota Starlet de Pedro Duarte e Luís Natal, cabendo à dupla feminina constituída por Daniela Lopes e Soraia Silva fechar o top dez da Divisão 2 Kumho. Estão cada vez mais firmes e fortes na condução do seu Citroen Saxo. Vítor Gomes e Marco Vilas Boas colocaram o Peugeot 306 no 11º lugar, enquanto o Fiat Punto 85 Sport de Dário Rebelo e João Moreira concluía a jornada mesãofriense no décimo segundo posto.

    No lado sombrio das desistências, avarias fizeram “tombar” três equipas Kumho desta divisão. A saber, Luciano Gomes e Alexandre Gomes, num Citroen AX Sport, Francisco Azevedo e Nuno Ferreira, aos comandos do habitual Peugeot 205 GTi e ainda o Hyundai Getz da equipa formada por Sérgio Freitas e Miguel Rodrigues.

    Sem qualquer delonga, o 4º Desafio Kumho Portugal prossegue já no próximo fim-de-semana, com o Rali da Água, em plena região do Alto Tâmega. A prova contará para os Desafios Kumho Asfalto e Norte.

  • Mesão Frio foi “uma experiência incrível” para Cláudio Batista

    O piloto de Fafe concluiu a prova do Clube Automóvel da Régua, que era o seu grande objetivo para esta quarta ronda do Campeonato Norte de Ralis, onde a motivação era ‘matar saudades’ da modalidade, numa época que consagrou ao Campeonato de Portugal de Montanha.

    Na 10ª edição do Rali Município de Mesão Frio Cláudio Batista alinhava com o habitual Citroën DS3 R1 usado nas rampas, tendo pela primeira vez Diogo Costa como navegador. A abordagem era o mais descontraída possível, pois como este ano está dedicado a outra modalidade a ideia era usufruir o mais possível pois já não fazia ralis há algum tempo.

    “Já tinha saudades. Foi uma experiência incrível”, confessou o piloto minhoto à cerca do evento que percorreu algumas estradas da região do Douro Vinhateiro, ao mesmo tempo que elogiou a prova: “Gosto do rali, das paisagens. Uma prova bem organizada. Gostei muito de a fazer”.

    O aspeto competitivo não era prioritário para Cláudio Batista, mas também tinha em mente não querer fazer nada de muito louco apenas pois participava sobretudo para se divertir. “Fiz um rali com cabeça, pois como se sabe estou a fazer um Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e vim para me divertir e não para disputar lugares. Foi rodar rápido, mas sempre bem dentro dos limites, desfrutar nas estradas desafiantes onde rodamos e passar um excelente fim-de-semana de competição, dando ainda visibilidade aos nossos patrocinadores”, faz questão de salientar.

    Ainda assim o piloto minhoto levaria o seu DS3 R1 à 26ª posição final absoluta e sexta do Grupo P1, revelando um andamento consistente e revelador da crescente confiança que tem no Citroen DS3 R1 que estreou esta época.

    Mas o que mais destaca é ter concluído sem percalços a prova do Clube Automóvel da Régua: “Estou contente, cheguei ao fim sem nenhum problema nem qualquer susto. Foi uma prova muito positiva. Quero agradecer ao Diogo Costa que aceitou ser o meu navegador e esteve muito bem”. Quanto ao futuro, o jovem talento de Fafe revela que “vamos tentar fazer mais alguma coisa nos ralis e, se calhar, ainda este ano, mas sem certezas”, adianta Cláudio Batista quando instado a falar sobre outros possíveis regressos aos ralis. Para já a prioridade é outra, pois “o principal objetivo é acabar o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group em grande. Estamos na luta por um possível top quatro na Divisão Turismos 3 e até com remotas possibilidades do pódio. Isto depois de uma época a lutar contra carros bem mais evoluídos na preparação. Queremos terminar o campeonato com um resultado forte em Boticas”, com a prova transmontana a estar marcada para os dias 18 e 19 de setembro.

  • Problemas mecânicos forçam abandono de Henrique Rodrigues em Mesão Frio

    A sorte não quis nada com o piloto do Mitsubishi Lancer Evo VII no 10º Rali Município de Mesão Frio, a sua terceira prova da época e a primeira em pisos de asfalto, apesar de ter adotado, como prometeu, uma toada cautelosa, a pensar no CNR e no Desafio Kumho Norte.

    Tendo a seu lado Daniel Rodrigues como navegador, Henrique Rodrigues sabia que por ser a sua estreia em pisos de asfalto a estratégia mais acertada a adotar seria ir com cautelas, pois sabia que exigia “muita habituação ao carro” nesse tipo de superfície. A dupla de Lamego queria fazer ruma rali em crescendo, ganhando confiança e apostando sobretudo em concluir o rali e recolher preciosos pontos que lhe permitissem manter intacto o duplo objetivo de terminar nos lugares cimeiros do CNR e do Desafio Kumho Norte, no fecho desta época de regresso às lides dos ralis.

    “Para nós, infelizmente, o rali não começou bem logo na sexta-feira, com algumas dificuldades na habituação ao carro no asfalto, até porque o tipo de piso de Mesão Frio é muito particular, escorregadio e difícil de suplantar”, salienta o piloto que no segundo dia procurou ir um pouco mais depressa: “Fomos progredindo devagar, a ganhar conhecimento e a tentar subir na tabela”, tendo começado a assinar alguns tempos muito positivos e que deixavam a equipa com a convicção de que era possível obter um resultado positivo no fecho da prova do Clube Automóvel da Régua.

    Só que apesar da toada controlada Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues não seriam bafejados pela fortuna e a sua participação no rali mesãofriense não conheceria o melhor desfecho: “infelizmente na penúltima classificativa um diferencial traseiro cedeu e fomos obrigados a desistir, numa altura em que estávamos a andar melhor. Mas os ralis têm destas coisas”, explica.

    Apesar do revés, o piloto promete não ‘virar a cara à luta: “Voltaremos com toda a força na próxima prova, o Rali da Água, que se disputa já no próximo fim-de- semana. Vai ser uma corrida contrarrelógio para colocar o Mitsubishi Lancer EVO VII pronto e esperemos que não haja nenhum problema com chegada de material para o carro. Se tudo correr bem, pois as datas são muito próximas, lá estaremos para voltar aos bons resultados”.“Quero também dar os parabéns à organização, pelo excelente rali que conseguiu montar, bem estruturado e cheio de paisagens fantásticas”, elogia ainda Henrique Rodrigues, que deixa ainda agradecimentos “aos nossos parceiros, à Matos Competições e a todos os amigos que nos vieram apoiar”.

  • CNR: Nelson Silva conseguiu pontos preciosos em Mesão Frio

    Duas semanas após competir nos Açores, o piloto de Viana do Castelo regressou à estrada para realizar uma exibição muito positiva no 10º Rali Município de Mesão Frio, coroada com um lugar no top oito do rali e o segundo posto da Divisão 1 do Desafio Kumho Norte, que lidera agora mais isolado.

    https://youtu.be/zSwNlKWYiv8

    Bastante motivados para conseguirem um bom resultado na prova do Clube Automóvel da Régua, segunda do Campeonato Norte de Ralis em pisos de asfalto, Nelson Silva e José Janela queriam também realizar mais quilómetros com o Mitsubishi Lancer Evo VI da JPGS/ENI, sem os problemas que os afetou em Famalicão.  O carro não deu quaisquer problemas e a dupla nortenha acabou por concluir com distinção o evento duriense.

    “Foi um rali bom, em que nos divertimos e andamos bem. Tivemos um pormenor ou outro que nos complicou um bocadinho a tarefa, mas chegamos ao fim e como um resultado positivo, que era o nosso principal objetivo”, começa por avaliar o piloto vianense, que salientou ainda o facto de “paulatinamente termos aumentado o andamento e realizado tempos cada vez mais rápidos, conseguindo ir subindo várias posições na geral, isto sempre sem exageros no ritmo que adotamos”. Nelson Silva destaca que as metas principais para esta prova foram alcançadas: “Conseguimos pontos para o Campeonato Norte de Ralis e para o Desafio Kumho Norte. E agora é começar a pensar já em partir para Chaves e disputar o Rali da Água Alto Tâmega”.

    Claro que realizar duas provas em dois fins-de-semana consecutivos não foi fácil, e também condicionou muito aquilo que Nelson Silva e José Janela podiam conseguir nos troços do Douro Vinhateiro. “Tínhamos sempre que pensar que passado uma semana tínhamos outra prova para disputar. Por isso não nos podíamos a arriscar a ‘ir com tudo’ para este rali e no próximo fim-de-semana a ficar em casa, estando a disputar um possível título no Desafio Kumho Norte e um lugar no pódio final absoluto do CNR”.

    O piloto de Viana do Castelo considera que “o rali acabou por ser mais um momento satisfatória, dentro de “uma época que está a ser muito positiva. Degrau a degrau, estamos a atingir o nosso objetivo, que é conseguir o ritmo competitivo desejado e tirar o máximo partido do Mitsubishi Lancer EVO VI”, salientando ainda que “para um primeiro ano mais a sério neste campeonato, estamos a alcançar resultados acima das expectativas iniciais e estamos no bom caminho para construir uma época inesquecível!”.

    Agora, são poucos os dias para mudar o “chip”. A dupla da JPGS/ENI vai estar já “em funções” no próximo fim-de-semana, no Rali da Água, quinta prova do Campeonato Norte de Ralis e que conta também para os Desafios Kumho Asfalto e Norte.

  • ERC: Jan Kopecky garante 10ª vitória no Rali Barum Zlín

    Jan Kopecky garantiu a sua décima vitória no Rali Barum Zlín, prova do Campeonato da Europa da especialidade que no fim de semana se disputou na República Checa.

    O experiente piloto checo, acompanhado por Jan Hlousek, tirou partido do acidente do surpreendente Erik Cais na última especial, pois comandava o rali. Cais desperdiçou assim a oportunidade de pela primeira vez ganhar um evento no ERC.

    Erik cais e a sua navegadora Jindnska Zakova poderiam ter aberto o champanhe da vitória e em vez disso saíram de estrada na 15ª e derradeira especial, muito embora tenham saído incólumes do acidente, que deixou o seu Ford Fiesta Rally2 bastante danificado e obrigou à anulação do troço.

    Andreas Mikkelsen, que chegou à República Checa um ponto atrás de Alexey Lukyanuk no campeonato, tirou partido da ausência do russo, que teve um acidente quando preparava a prova quarta-feira anterior. O norueguês foi segundo no Rali Barum, tripulado, tal como o vencedor, um Skoda Fabia Rally2.

    Filip Mares foi outro dos pilotos a beneficiar do despiste de Erik Cais. O campeão do ERC1 Junior de 2019 subiu ao último lugar do pódio, também ele aos comandos de um Skoda. Carro também utilizado pelo quarto classificado, Norberg Herczig. O top cinco foi completado pelo polaco Mirko Marczyk. O sexto foi o espanhol Efrén Llarena.