Sérgio Brás inaugura a sua temporada desportiva num evento marcante no panorama do automobilismo nacional. O piloto vai estar presente no RallySpirit Altice 2021, entre 3 e 5 de junho.
Uma prova mítica
em Portugal e de renome internacional, que integra a restrito clube dos ‘Slowly Sideways Europe’,
calendário de que fazem parte os Rally-Legend Eifel Rallye Festival, o Alsace
Rallye Festival e Rallye Festival Francorchamps. “É fabuloso estar de volta à
competição num evento com um figurino tão marcante e que constitui uma montra
de alguns dos melhores exemplares alguma vez criados para os ralis mundiais”,
frisou.
Uma prova onde o
piloto surge com uma máquina muito especial, um Peugeot 306 Maxi, com motor 2.0
a debitar 240 cv. “Estou muito feliz por estrear o carro nesta emblemática prova. Está
aqui um ano de trabalho, com muitas horas e dedicação. Tinha apenas uma
carroçaria Peugeot Sport, tudo o mais é novo. É uma réplica quase idêntica de
um modelo histórico da Peugeot. Hoje em dia não é fácil conseguir peças, mas felizmente
foi-nos possível fazer nascer este exemplar. O orgulho é imenso”,
afirmou, acrescentando: “Ao meu lado vou ter o Nuno Mota Ribeiro, a
quem agradeço ter aceitado o convite para partilhar comigo esta aventura.”
Uma prova que tem
como centro nevrálgico Barcelos, mas que também irá passar pelas cidades de
Vila Nova de Gaia e Porto. “O nosso objetivo é divertirmo-nos ao máximo
em cada quilómetro, ao volante de um carro que está bem vivo na memória dos
adeptos de ralis e que tenho a certeza que irá fazer vibrar o muito público
presente.”
Sérgio Brás deixa ainda uma palavra especial: “Agradeço a toda a minha equipa o trabalho e dedicação para tornar o Peugeot 306 Maxi uma realidade e a todos os meus patrocinadores, que são parte fundamental deste projeto.” Os concorrentes terão pela frente um total de 10 especiais, disputadas ao longo de dois dias, sexta-feira e sábado, e 65.97 quilómetros ao cronómetro.
O piloto vianense alinha neste evento Legend com o seu Mitsubishi com o intuito de preparar o resto da temporada. A equipa JPGS/ENI faz ainda alinhar João Sousa, de regresso aos ralis oito anos depois, aos comandos de um Peugeot 206 S1600.
Nelson Silva já disputou este ano duas
provas, ambas em piso de terra e sempre com resultados de relevo. Em Vieira do
Minho estreou-se no 4º Desafio Kumho com um Top 5, tendo “subido a fasquia” no
Rali Terras d’Aboboreia, onde para além de subir ao pódio Kumho, foi 6º da
geral. Mas a participação no RallySpirit Altice tem objetivos bem diversos
desses dois eventos.
“A nossa participação consiste principalmente em participar neste mítico evento para fazer quilómetros e experimentar diversos ‘set-up’ do carro. Vamos a pensar no cronómetro ou em qualquer tipo de classificação”, garante o piloto do Mitsubishi. Nelson Silva destaca o facto da equipa disputar a prova da XRacing com dois carros: “Eu vou de (Mitsubishi) Evolution e o João Sousa de (Peugeot) 206 S1600, para quem o objetivo passará por rodar e ganhar ritmo, uma vez que é o seu regresso aos ralis oito anos depois”.
“Posso falar por ambos quando digo que
encaramos esta participação como um teste/treino para preparar os próximos
ralis do Campeonato Norte de Ralis. Acresce também que será o primeiro evento
do ano que faço em piso de asfalto”,
refere também o piloto que terá José Janela como navegador.
No seu regresso aos ralis João Sousa alinha num competitivo 206 S1600, tendo no ‘banco’ da direita Bruno Abreu. O piloto, que é diretor técnico da JC Motorsport, estrutura sediada em Vila Real que preparara os carros da equipa JPGS/ENI, está “muito entusiasmado com este regresso. Este rali, pelas suas características singulares, vai-nos permitir rodar sem pressão, dando espetáculo e voltando a ganhar ritmo. No futuro, logo veremos se vamos alinhar em mais algumas provas”.
No plano desportivo, o RallySpirit Altice tem 10 especiais, distribuídas pelos dias de sexta e sábado, percorridas no concelho de Barcelos, com a exceção da super especial disputada na Serra do Pilar, em Gaia.
O Rali de Castelo Branco vai para a estrada nos dias 12 e 13 de junho e abre a temporada de asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis. A ronda organizada pela Escuderia Castelo Branco apresenta-se como o primeiro desafio do ano para os pilotos neste tipo de piso e um dos grandes pontos de interesse é saber quem será o sucessor de Armindo Araújo como vencedor da prova albicastrense.
O piloto do Skoda Fabia chega ao Rali de Castelo Branco com o título de campeão nacional conquistado em 2020 e como líder do campeonato de 2021, duas provas volvidas. Mas se estas se disputaram em pisos de terra, agora o asfalto pode ditar novo equilíbrio de forças entre os principais candidatos ao primeiro lugar.
Se desportivamente, o interesse pelo Rali de Castelo Branco é enorme, a Escuderia Castelo Branco preparou uma prova com um formato que já se revelou muito bem sucedido. Apesar das diversas tentativas, a organização não vai por na estrada a Super-Especial Reconquista, tal como já tinha acontecido em 2020. Numa fase em que o desconfinamento do país acontece de forma gradual, ainda não há condições para promover um momento de grande espectáculo, que se quer cheio de público, e garantir o total respeito das normas sanitárias.
Sem a Super-Especial Reconquista, o Rali de Castelo Branco vai ter sete provas especiais que se realizam ao longo de dois dias. As equipas que competem para o Campeonato de Portugal de Ralis vão percorrer cerca de 100 quilómetros contra o relógio e um total superior a 300 quilómetros nos concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão que, mais uma vez, apoiam, de forma incondicional, a realização desta prova que reúne os melhores pilotos nacionais na Beira Baixa.
A acção propriamente dita começa no sábado de manhã, com a realização da prova de qualificação. Após esse momento, os mais rápidos vão definir a posição de partida para a primeira etapa que se realiza, na região de Vila Velha de Ródão, nesse mesmo dia, à tarde. No dia seguinte, os concorrentes sobem em latitude para mais quatro troços, em que o maior destaque vai para a Power Stage, na segunda passagem pela classificativa de Santo André das Tojeiras.
“A Escuderia Castelo Branco decidiu, perante a enorme incerteza que ainda se vive por força da pandemia, escolher um formato de rali muito semelhante ao do ano passado. O Rali de Castelo Branco em 2020 correu muito bem e sabemos que temos todas as condições para voltar a colocar na estrada uma prova bem sucedida. Infelizmente, ainda é cedo para voltar a realizar a sempre espectacular Super-Especial Reconquista, mas temos a certeza que, assim que for possível, a recuperaremos”, afirmou o director do rali, Luís Dias.
Durante a apresentação da prova, o presidente da Escuderia Castelo Branco, António Sequeira, enalteceu “o imprescindível trabalho dos mais de 300 voluntários que colaboram na organização do Rali de Castelo Branco. Sem estes contributos abnegados, nada disto seria possível. Além disso, o apoio das câmaras de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão é extremamente importante e, só desta forma, é que a Escuderia consegue fazer do Rali de Castelo Branco um referência na modalidade a nível nacional”.
O Rali de Castelo Branco pontua para, além do Campeonato de Portugal de Ralis, o Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, para o Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, para o Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, para o Campeonato de Portugal de GT de Ralis, para a Taça de Portugal de Ralis RC2N, para o Campeonato Centro de Ralis e para o 4º Desafio Kumho Tyre. A nível internacional, o Rali de Castelo Branco valerá pontos para as seguintes competições espanholas: Copa Suzuki 2021, Dacia Sandero Rally Cup e Renault Clio Trophy Spain.
26 equipas marcaram bem a força do plantel Kumho na Bairrada. E a qualidade também esteve por lá, de mãos dadas com a fiabilidade pois num rali que cobrou forte tributo à caravana, 17 equipas Kumho lograram vencer todas as armadilhas da prova.
Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro impuseram a lei do seu Mitsubishi Carisma GT na primeira especial e assumiram o comando da Divisão 1. Mas logo na especial seguinte, uma ligeira saída de estrada, quebrou a direção do carro nipónico e a dupla foi forçada a desistir. Nuno Mateus, acompanhado por Paulo Pimentel, vence essa segunda PEC e assume o comando, mas também sem conseguir sequer saborear a proeza pois, na especial seguinte, desiste com avaria na bomba de gasolina do Lancer.
É o momento em que José
Ferreira e Mafalda Coelho herdam o comando, com a dupla do BMW 316 a “ter à
perna” um cada vez mais rápido Pedro Silva que, na estreia do seu novo Peugeot
208 VTI R2, foi paulatinamente imprimindo um ritmo forte que o foi guindando
aos lugares da frente. Aliás, o piloto de Vila Velha de Rodão que tem o “mundialista”
Nuno Rodrigues da Silva como navegador, chegou mesmo ao comando na 4ª PEC, que
venceu, lugar de onde não mais seria desalojado, conquistando assim uma saborosa
vitória.
Entretanto, na PEC 6, última do programa, é José Ferreira que claudica, ao dar um toque que o levou ao abandono. No mesmo cenário de “fim de festa”, Ilídio Gameiro e Micael Cordeiro juntaram-se aos desistentes, devido aos danos que o Lancia Delta HF Turbo sofreu, após uma saída. Com tudo isto, a regularidade ostentada por Paulo Correia e Tiago Amado, levou-os a um excelente 2º lugar final, as contas desta Divisão 1. O pódio ficaria fechado com o 3º posto da dupla mais azarada da divisão. Rui Santos e João Sebastião partiram uma jante do Subaru Impreza na 2ª PEC e perderam mais de 6 minutos, arruinando logo ali as suas justas ambições. Mesmo assim, foram à luta, venceram 3 troços e acabaram em 3º.
Divisão
Kumho 2: o reino do equilíbrio
7 décimas de segundo. Um autêntico “piscar de olho” foi a diferença pontual que, no fecho das 6 especiais do Rali da Bairrada, separou 1º e 2º da Divisão 2 Kumho. Mas a história da refrega desta divisão é ainda mais completa pois, especial atrás de especial, passaram pelo comando 4 equipas, num alarde de competitividade que recomenda esta divisão.
Os primeiros comandantes foram Fábio Santos e Ricardo Sismeiro, mercê da vitória na PEC 1 e de um 2º tempo na PEC 2. Mas a dupla leiriense do Citroen Saxo seria vítima de uma forte saída de estrada no terceiro troço, felizmente sem consequências físicas, que os levaria à desistência. A liderança foi então assumida pelo Peugeot 205 de Tiago Pereira e Fernando Pereira, que cederam logo de imediato a “cadeira” ao Peugeot 206 GTi de Frederico Monteiro e Paulo Santos, sendo certo que a diferença de tempo entre as três ou quatro primeiras equipas era ínfima e tudo poderia acontecer.
Monteiro segurou ainda essa liderança na 5ª PEC, mas o forcing final de Viana Martins e Gonçalo Palmeira levou o Renault Clio 3 RS à vitória, construída com paciência, regularidade e ritmo, assinando ainda um melhor tempo na 3ª especial. Frederico Monteiro terminou no 2º posto, a 7 décimos de segundo (!), naquela que é, certamente, a mais pequena diferença de tempo entre 1º e segundo da história do Desafio Kumho.
O último degrau do pódio coube a Isaac Portela e Duarte Susano. A dupla do Citroen C2 R2 teve uma prova com altos e baixos, registando três vitórias em especiais, intervaladas com troços onde tudo lhes aconteceu. O já referido Tiago Pereira logrou reclamar o 4º posto, assinando uma exibição do outro mundo com o “velho” 205. Andamento notável deste estreante na “armada Kumho!
Do 5º ao 9º posto só deu BMW. Num 316i da marca bávara, preparado por Armando Carvalho, Tiago Prata e Tiago Silva almejaram chegar ao 5º lugar, seguidos pela dupla Hélder Cordeiro/Bruno Pereira, que estrearam na Bairrada um belo M3 (E46). A regularidade levou ao 7° lugar António Almeida e Pedro Henriques, num 325, enquanto Fábio Rei e Sofia Oliveira colocavam carro idêntico um lugar atrás, na estreia da navegadora em ralis. 9ª posição para o 316 da dupla João Gago/Carlos Morgado.
O estreante Kumho Tiago Passadouro, acompanhado pelo navegador Jorge Bregieira, levou o Citroen Saxo ao 10º lugar, seguido de outro “rookie” Kumho, Vítor Silva, 11º também num Saxo, onde as notas ficaram a cargo de Carlos Batista. A equipa feminina constituída por Daniela Lopes e Soraia Silva reclamaram o 12º lugar, aos comandos de outro Saxo, num alinhamento classificativo que ostenta ainda Pedro Duarte Pedro Gambóias (Toyota Starlet) e Pedro Costa/Nuno Costa (Renault Clio), respetivamente, 13º e 14º colocados.
Uma referência ainda às desistências de Pedro Santos/Hugo Vieira, na sequência de um forte embate, que maltratou o Peugeot 206 RC, mas que, felizmente, não teve consequências físicas para a dupla. Manuel Pinto/Francisco Martins (Opel Astra GSi), José Denis/Jorge Ferreira (BMW) e Miguel Carvalho/António Reis (Peugeot 206 GTi), soçobraram com problemas mecânicos.
O 4º Desafio Kumho Portugal prossegue já no próximo fim-de-semana, com o Rali Vila do Bispo, prova do Campeonato Sul de Ralis e que contará para os Desafios Kumho Sul e Terra.
O concelho de Vagos acolheu, este fim de semana a segunda edição do Rali da Bairrada, prova inaugural do Campeonato Centro de Ralis 2021. Isaac Portela e Duarte Susano estavam confiantes em alcançar um bom resultado na prova organizada pelo Clube Automóvel do Centro, mas, alguns acidentes e uma penalização deitaram por terra as aspirações da dupla do Citroen C2R2.
“Esta prova não começou da melhor maneira para nós. Uma falha na válvula de temperatura levou a que a ventoinha deixasse de funcionar. Com este percalço fomos forçados a penalizar. Depois, na primeira passagem pela especial de Boco, um concorrente que nos antecedia teve uma saída estrada, sem consequências físicas para eles, mas que levou à neutralização do troço”, explicou Isaac Portela.
“Na terceira especial, Vagos ZIV aconteceu o mesmo. Uma dupla que nos antecedia teve uma saída de estrada que levou neutralização da especial. Ainda bem que em ambos os acidentes não houve consequências físicas para eles e, aproveitamos para lhes enviar um abraço de rápida recuperação e regresso,” afirmou o piloto.
“Conseguimos alcançar excelentes tempos nos troços e, se não fossem as penalizações e os incidentes, teríamos conseguido ficar nos seis primeiros lugares, mas os ralis são assim. Agora é tempo de começar já a preparar o nosso próprio desafio, o Rally de Lisboa”, conclui, algo desalentado.
O Rally de Lisboa, disputado em pisos de asfalto, irá decorrer nos dias 25 a 27 de Junho. Organizado pelo Clube de Promoção de Karting e Automobilismo, o Rally de Lisboa irá juntar os municípios de Lisboa, Loures, Mafra, Arruda dos Vinhos, Alenquer e Cadaval.
Com o seu Renault Clio R3T equipado com pneus Kumho, o piloto de Cabeceiras de Basto ultrapassou toda a dureza da prova portuguesa do Mundial de Ralis.
Foi épica a exibição da dupla Kumho formada por Hélder Miranda e Hugo Pereira. Apostando num andamento onde o compromisso entre a velocidade e a precaução na abordagem aos pisos mais duros do Vodafone Rali de Portugal, a equipa de Cabeceiras de Basto logrou ser uma das quatro únicas equipas nacionais a concluir a prova mundialista do ACP.
A esse feito, ainda mais relevante se
considerarmos que foi a única equipa lusitana a utilizar um carro de duas rodas
motrizes, Hélder Miranda e Hugo Pereira juntaram ainda um brilhante 4º lugar
entre os RC4, conseguindo ombrear com várias duplas estrangeiras e ostentar uma
competitividade muito relevante.
Ao longo da prova, a dupla destacou sempre a boa performance dos pneus Kumho, quer pela sua fiabilidade, quer pela competitividade que lhes permitiu estar sempre estar em lugares de topo nos diferentes objetivos que perseguiam.
Vítor Pascoal (RGT), André Cabeças (Ralis Centro), Luís Mota (Clássicos), Pedro Silva (Kumho 1) e Viana Martins (Kumho 2), foram os vencedores da segunda edição do Rali da Bairrada, prova inaugural do Campeonato Centro de Ralis
O dia de aniversário é para
ser vivido em família e rodeado de amigos. Hoje, dia 30 de Maio, Vítor Pascoal
recusou-se a ficar em casa, mas teve o cuidado de viajar até Vagos com
familiares e amigos para alinhar no já emblemático Rali da Bairrada. Um dia
especial para o piloto de Baião a residir em Amarante que, em pleno
aniversário, recebeu os tradicionais cânticos de “parabéns a você” e
respectivas salvas de palmas, cabendo-lhe distribuir sorrisos pelo triunfo
absoluto e classe RGT na prova do Clube Automóvel do Centro, com o tempo total
de 34m14,7s.
“Empurrado” pelo incentivo dos
elementos da equipa, familiares e amigos, Vítor Pascoal, navegado por Ricardo
Faria, conduziu o Porsche 911 GT3 Cup ao topo da classificação, iniciado a
competição a vencer a primeira passagem por Boco, mas a entregar logo de
seguida o comando a Miguel Campos e Paulo Lopes, em Porsche 9971 GT3 nas quatro
especiais seguintes.
À entrada para a segunda
passagem por Vagos/ZIV, derradeiro tira-teimas do Rali da Bairrada, apoiado
pela Câmara Municipal de Vagos e promovido pela Promolafões, Vítor Pascoal
encontrava-se a 1,9 segundos para o piloto de Famalicão, altura em que “puxou
dos galões” e desferiu um ataque cirúrgico para derramar o champanhe da Bairrada
no lugar mais alto do pódio, quer na classe GT, como à geral, por 4,2 segundos
de vantagem. A terceira posição ficou entregue a Pedro Silva e Alexandre
Rodrigues, em Porsche 997 GT3, mas a 1m18s da dupla vencedora.
Quanto ao Campeonato Centro de
Ralis, a vitória sorriu de feição a André Cabeças e Ilberino (Bino) Santos. A
dupla do Mitsubishi Mirage Evo, que o ano passado logrou o triunfo na prova
extra do Rali da Bairrada em Citroën DS3 R5, suplantou com autoridade e mestria
as adversidades e os adversários circunstanciais, com o tempo total de 36m05,8s.
Quarto à geral, André Cabeças
e Bino Santos foi cavando um fosso apreciável para os segundos classificados,
nomeadamente Ernesto Cunha e Rui Raimundo, em Subaru Impreza STI, a 55,9
segundos, enquanto José Gomes e Bruno Pedrosa, aos comandos de um Renault Clio
R3, subiram ao lugar mais baixo do pódio, a 1m15,s da liderança.
Impressionante foi a prestação
de Pedro Silva e Nuno Rodrigues da Silva. O piloto de Vila Velha de Ródão
“domou” os cavalos do Peugeot 208 VTI R2B para rubricar uma prova sem mácula e
garantir um excelente quarto lugar final, a 1m37,3s dos vencedores, relegando
para a quinta posição a dupla Raul Aguiar e Pedro Pereira.
Luís Mota do Cartaxo saboreouo néctar da Bairrada nos “Clássicos”
Aos comandos de um Mitsubishi
Lancer Evo VIII, a formação do Buçaco sentiu alguns contratempos ao longo do
Rali da Bairrada, embora demonstrasse grande à vontade durante a prova, perante
equipas bastante homogéneas experientes que também pretendiam mostrar serviço
no asfalto das estradas do concelho de Vagos.
Nos Clássicos, Luís Mota repetiu o sucesso do ano passado e também no momento em que completou 61 “primaveras” tendo, a exemplo de Pascoal, recebido uma merecida salva de palmas e o cântico de parabéns.. Ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo VI, o piloto do Cartaxo, que faz equipa com Alexandre Ramos, entregou-se de “alma e coração” para saborear o néctar da Bairrada no lugar mais alto do pódio, com o tempo de 36m06,5s, deixando excelentes indicações para “tomar” de assalto o Campeonato de Portugal da especialidade.
Numa prova em que a dupla anfitriã Nuno Mateus e Paulo Pimentel, em Mitsubishi Lancer Evo VI, ficou pelo caminho na primeira passagem por Vagos/ZIV com uma avaria na viatura da marca japonesa dos três diamantes, Nuno Carreira e Danny Carreira, em Subaru Impreza WRX STI, ascendeu ao lugar intermédio do pódio, a 34,8 segundos de Luís Mota. Por seu turno, João Vinha, navegado por Cristiano Queiroga, conduziu o Mitsubishi Lancer Evo VI ao terceiro lugar, a 1m11,3s do vencedor, seguido de João Pedro Martins e Roberto Santos (Mitsubishi Lancer Evo IV) e Henrique Silva e Pedro Ré (Mitsubishi Lancer Evo V) a 2m13,6s e 3m02,0s, na quarta e quinta posição, respectivamente.
O Rali da Bairrada, marcado
por dois aparatosos acidentes – o primeiro por Pedro Santos e Hugo Vieira
(Peugeot 206 RC), que embateu contra um poste de electricidade na primeira
passagem pela especial de Boco e, o segundo, por Fábio Santos e Ricardo
Sismeiro (Citroën Saxo), motivado por uma saída de estrada na primeira passagem
por Vagos/ZIV –, contemplou ainda Pedro Silva e Nuno Rodrigues da Silva (Peugeot
208 VTI R2B) e Viana Martins e Gonçalo Palmeira (Renault Clio 3 RS) com os
triunfos no Kumho 1 e Kumho 2, respectivamente.
Refira-se, por último, que o Clube Automóvel do Centro prestou uma justa homenagem a Claudino Manuel Carneiro Pinto Romeiro, conhecido por Ni Romeiro no mundo do Motorsport e dos ralis em particular, presidia o Conselho de Comissários da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). O dirigente da estrutura federativa morreu a 25 de Outubro, aos 69 anos, por complicações devido à Covid-19, após ter ficado internado durante dois dias na unidade hospitalar dos Covões, em Coimbra. O tributo ocorreu durante a cerimónia da entrega de prémios do Rali da Bairrada, em Vagos.
A dupla leiriense que defende as cores do FS Rally Driver Prototype Team apresenta-se muito motivada na primeira prova da temporada do Campeonato Centro de Ralis e do 4º Desafio Kumho Portugal.
Contagem decrescente para o arranque do Rali da Bairrada que dará assim fim a um longo jejum de competição. A prova do Clube Automóvel do Centro utilizará as desafiantes estradas de asfalto do concelho de Vagos para um primeiro embate que se prevê, mormente no que concerne à discussão da primazia nas duas rodas motrizes do Campeonato Centro de Ralis e na Divisão 2 do 4º Desafio Kumho Portugal. Vão ser 59,96 kms de especiais que Fábio Santos encara como “um duro desafio para todos. É um rali que alterna zonas de grande velocidade e outras muito técnicas e onde os erros se pagam caro. Não dá para levantar o pé e será sempre um desafio enorme rodar perto dos limites, mas sem os ultrapassar”.
Para o piloto do FS Rally Driver Prototype
Team, este será um rali “muito disputado e com muitos candidatos ao
triunfo e aos lugares de pódio das duas competições que fazem parte dos nossos
objetivos da época. Temos noção da dificuldade, respeitamos os adversários,
sabemos que muitos deles apostaram em carros muito mais recentes que o nosso,
mas estamos cientes do nosso valor e vamos estar na luta pelo triunfo. É assim
que encaramos os ralis e vamos com tudo para a Bairrada, querendo repetir a
exibição, o resultado e o saboroso pódio que aqui obtivemos em 2020”.
Já para Ricardo Sismeiro, copiloto e team manager, este rali servirá de “teste decisivo a alguns melhoramentos que introduzimos no Citroen Saxo. Continuamos a ter muita confiança no nosso carro e vamos continuar a trabalhar nele para o evoluir, num processo cuidado, contínuo e feito com todo o profissionalismo da equipa”. A preparação da época passou “por muito trabalho técnico no defeso entre épocas. Realizamos ainda um teste antes deste rali, que correu muito bem e agora vamos ver em competição como resultam as alterações”, realçando que “sabemos bem que estamos entre os favoritos e esse é um estatuto que não nos assusta, bem pelo contrário e vamos fazer tudo para o merecer e ter um ano em grande!”.
O Campeonato Centro de Ralis 2021 vai iniciar-se este fim de semana e o Citroen C2 R2 de Isaac Portela e Duarte Susano irão estar à partida da prova organizada pelo Clube Automóvel do Centro.
Inseridos na estrutura da HAC Motorsport, a dupla do Citroen irá participar nas contas do Campeonato Centro de Ralis e na Divisão 2 do Desafio Kumho Centro e do Desafio Kumho Asfalto.
“Após vários meses de interregno é sempre bom regressar à competição. Já estávamos com saudades de competir”, referiu o piloto de Maceira, Leiria.
“A nossa aposta para este ano é fazermos algumas provas em asfalto, mas também participarmos em alguns ralis de terra. O nosso objetivo é vencermos a Divisão 2 do Desafio Kumho Centro e do Desafio Kumho Asfalto e lutarmos pelos lugares do pódio entre os participantes nas 2 Rodas Motrizes. Uma palavra de agradecimento aos nossos patrocinadores por confiarem no nosso projeto,” concluiu Isaac Portela.
Com 137,5 km de extensão, sendo 59,96kms ao cronómetro, o Rali da Bairrada, com organização a cargo do Clube Automóvel do Centro é a primeira prova do Campeonato Centro de Ralis e do 4º Desafio Kumho.
O piloto da RTS/ÓPTICA CENTRAL está a postos para iniciar mais uma temporada plena de ação, focada no Campeonato Centro de Ralis e no 4º Desafio Kumho Centro e aposta de novo no Peugeot 206 RC, mas agora com Hugo Vieira como navegador.
Pedro Santos quer solidificar a sua
presença no Campeonato Centro de Ralis, ganhando mais experiência com um copiloto
que lhe permitirá dar esse passo em frente.
“A aposta será novamente na mesma competição onde me empenhei no
ano passado, procurando sempre melhorar os resultados, mas aperfeiçoando a
minha condução. Daí que para esta época tenha decidido mudar de navegador, tendo
o Hugo Vieira ao meu lado”.
”Esta mudança vai permitir-me evoluir mais,
agradecendo desde já o trabalho que a Beatriz Luís fez no ano passado. Ela que
vai navegar outro piloto da equipa. Mas com o Hugo vou poder melhorar a minha
condução, onde penso que ainda tenho algumas lacunas”, começa por explicar o piloto de Leiria.
Para o Rali da Bairrada, onde Pedro Santos
já foi muito feliz, o objetivo vai ser lutar pelos lugares do pódio na classe e
na categoria de duas rodas motrizes, sem esquecer a Divisão 2 do Desafio Kumho:
“Penso que a ideia é terminar entre os três quatro primeiros. Na Bairrada
já ganhei a Power Stage, por isso penso que é possível um bom resultado”.
O piloto leiriense tem planos para além do Campeonato Centro de Ralis, que passam por fazer algumas provas do Campeonato de Portugal de Montanha e outros eventos pontuais. Assim, assume que “fui convencido a fazer uma ou duas rampas. Vou experimentar para ver como corre. Também tenho planos para disputar o Rali de Lisboa além do Almada Extreme, onde não pude participar no ano passado”, adiantou.