Categoria: Ralis

  • Mais um pódio e seis equipas Kumho no Top 10 no Rali Castelo Branco

    Mais um excelente resultado de conjunto para a “armada” Kumho, registando mais um pódio para o palmarés dos pneus coreanos, a que se juntaram mais seis presenças no Top 10 absoluto de um rali.

    Pedro Silva e Nuno Rodrigues da Silva, num Peugeot 208 R2 VTI, assinaram mais um pódio absoluto para os pneus KUMHO, ao garantirem o 3º lugar na prova respeitante ao Campeonato Centro de Ralis. A sua exibição foi sólida, construída com um misto de rapidez e segurança que os colocou sempre no centro das decisões e os levou a estar paulatinamente cada vez mais perto do pódio absoluto, que viriam a alcançar.

    Juntaram ao feito a vitória na Divisão 1 do 4º Desafio Kumho Portugal, que teve em Castelo Branco mais uma jornada a contar para os Desafios Kumho Asfalto, Centro e Klássicos.

    Nesta Divisão, o 2º posto foi alcançado por Rui da Silva Santos e João Sebastião, que se viram muito prejudicados por problemas mecânicos no Subaru Impreza, que os impediram mesmo de poder lutar pela presença no pódio absoluto da prova. A dupla ostentou um andamento sempre forte e entre os melhores.

    Paulo Barata e António Santos abandonaram com problemas de travões no EVO IX, enquanto a dupla Paulo Correia/Tiago Amado desistiu com uma avaria no Renault Twingo R2.

    Problemas mecânicos estiveram ainda na origem das desistências das equipas José Ferreira/Mafalda Coelho (BMW 3169 e Ilídio Gameiro/Micael Cordeiro (Lancia Delta HF Turbo). A braços com problemas no Subaru Impreza, que nunca conseguiu fazer mais de 3000 rotações, Mariana Alves e Pedro Cardoso também se viram forçados a claudicar.

    Miguel Carvalho vence Divisão 2 depois de uma recuperação notável

    Na Divisão Kumho 2, o triunfo foi alcançado por um endiabrado Miguel Carvalho. Navegado por António Reis, o piloto do Peugeot 206 GTI sentiu problemas no início da prova, que o levaram a perder cerca de 40 segundos para a frente da corrida, mas “cerrou os dentes” e atacou fortemente, almejando chegar ao comando e ao triunfo na última especial!

    O 2º posto foi a recompensa da grande exibição protagonizada pela dupla António Almeida/Pedro Henriques, sempre exuberantes a conduzir o BMW 325, juntando a essa espetacularidade a rapidez visível nos tempos que alcançavam. O pódio ficou completo com o Renault Clio RS de Viana Martins e Gonçalo Palmeira que estiveram sempre na luta pela vitória e voltaram a protagonizar uma exibição muito sólida. Estão muito fortes neste início da temporada Kumho.

    A competitividade nesta divisão fica ainda mais clara quando verificamos os cinco primeiros ficaram separados por apenas 25 segundos. Frederico Monteiro e Paulo Santos levaram o seu Peugeot 206 GTI ao 4º lugar, mercê de uma prova muito eficaz, a exemplo do que fizeram José Dinis e Jorge Ferreira, na caminhada com o BMW 320i até um excelente 5º lugar final.

    6º posto para o belo BMW M3 Coupé de Hélder Cordeiro e Bruno Pereira, enquanto Fábio Santos e Ricardo Sismeiro asseguravam o 7º lugar, neste regresso à competição depois do acidente na Bairrada, sendo normal que o andamento da dupla do Citroen Saxo fosse mais contido do que habitualmente, até porque fisicamente Fábio Santos ainda está em recuperação.

    Manuel Alves e Alexandre Gomes, aos comandos de um BMW 320i, asseguraram a 8ª posição, na frente da dupla Vítor Gomes/Joel Oliveira (Peugeot 206 GTI). 10º lugar para Fábio Nunes e Filipe Oliveira, num Peugeot 206 GTI), enquanto a dupla feminina constituída por Daniela Lopes e Soraia Silva voltavam a pontuar, levando o seu Citroen Saxo Cup ao 11º posto final.

    No que respeita a abandonos, registaram-se 3 nesta divisão. Esse fim inglório foi madrasto para Tiago Pereira e Fernando Pereira que assinaram uma prova brilhante com o Peugeot 205. Mesmo com uma “montada vetusta”, a dupla esteve sempre na discussão do triunfo na Divisão 2. Venceram uma especial, passaram pelo comando, mas na penúltima especial foram forçados a deitar a toalha ao chão. Luís Almeida e Ricardo Bettencourt claudicaram no último troço cronometrado, com problemas no Fiat Stilo Multijet, enquanto a dupla Pedro Tondela/Rita Martins (Peugeot 106 Rally) ficavam logo na parte inicial da prova.

    No que concerne ao Desafio Kumho Klássicos, integrado no Campeonato de Portugal de Clássicos de ralis, Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro levaram o Mitsubishi Carisma GT ao trinfo, depois de um rali em que alguns problemas impediram a dupla de poder lutar pelo pódio do campeonato, tendo demonstrado bem a sua rapidez com duas vitórias em especiais.

    Nuno Mateus, campeão nacional em título, não teve sorte na prova albicastrense. O piloto que é navegado por Roberto Santos, foi forçado a parar na 3ª PEC com problemas mecânicos no Mitsubishi Lancer EVO VI.

    O 4º Desafio Kumho Portugal volta à estrada com o Rali Alitém, aprazado para o primeiro fim-de-semana de julho. Contará para os Desafios Kumho Terra, Sul e Centro.

  • Fernando Teotónio vence e convence em Castelo Branco

    https://youtu.be/_hnrJ0nX780

    Fernando Teotónio e Luís Morgadinho alcançaram plenamente os seus objetivos no Rali de Castelo Branco, já que a dupla do Mitsubishi Lancer Evo X do Macambi Racing Team não só venceu o grupo RC2N como obteve um excelente 11º lugar absoluto.

    Foi um fim-de-semana a roçar a perfeição. Chegados a Castelo Branco na liderança da tabela pontual do campeonato reservado aos RC2N, Fernando Teotónio e Luís Morgadinho só tinham olhos para um objetivo: vencer. A jogar “em casa”, a dupla do Macambi Racing Team atacou forte e desde o primeior quilómetro, assinando uma excelente primeira etapa. Duas vitórias nos dois troços cronometrados e liderança sólida nos RC2N. com Fernando Teotónio a destacar “o forte ritmo que conseguimos impor. Utilizamos os novos Michelin e tiramos, em média, 18 segundos em cada uma das especiais, em comparação com 2020!”, permitindo que encarassem o segundo dia do rali “mais focados em subir na geral”.

    A jornada de domingo não permitiria ao piloto do Macambi Racing Team fazer muitos quilómetros, ‘salvando-se’ o resultado: “No segundo dia, infelizmente houve um acidente, quando fomos os primeiros a chegar a ele. Fizemos o protocolo de segurança que nos é pedido e, depois, no segundo troço não nos deixaram partir. Já não o fizemos. O que fez com que os dois troços da manhã para nós valessem zero. No restante, fomos sempre fortes, rápidos e o EVO X esteve impecável, graças ao excelente trabalho da Domingos Sport”

    Para a dupla do Macambi Racing Team, o Rali de Castelo Branco “foi uma excelente colheita de pontos, visto que ganhamos novamente entre os RC2N”, considera Luís Morgadinho. E isso deixa o navegador e coordenador da equipa bastante satisfeito com a prestação. O que o deixa menos contente são uma sucessão de factos que a nível de organização lhe deixam um sentimento “que houve coisas que deixaram muito a desejar”.

    O copiloto e coordenador da Macambi Racing Team confessa que deixa Castelo Branco com um sentimento misto: “Competitivamente foi um rali bom. Decorreram outras coisas menos boas, mas isso outros assuntos que ultrapassam a parte desportiva”. O Campeonato de Portugal de Ralis vai prosseguir apenas de 5 a 7 de agosto, com a realização do Rali Vinho Madeira.

  • Armindo Araújo vence o Rali de Castelo Branco

    Terceira vitória consecutiva na prova da Escuderia Castelo Branco. Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes completam o pódio.

    O campeão nacional de ralis, Armindo Araújo, é o grande vencedor da edição de 2021 Rali de Castelo Branco. O piloto do Skoda Fabia R5 bateu Ricardo Teodósio, que terminou em segundo, por 6,4 segundos, enquanto José Pedro Fontes, que lutou pela vitória até à antepenúltima especial, completou o pódio, a 17,7 segundos do primeiro classificado. Não é uma nem são duas. São três, as vitórias que Armindo Araújo e Luís Ramalho alcançaram, de forma consecutiva, no Rali de Castelo Branco. Depois dos triunfos em 2019 e em 2020, o campeão nacional em título voltou a ser o mais forte nas estradas da Beira Baixa e carimbou, com o seu nome, a edição de 2021 desta prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis.

    “Entramos muito fortes e o José Pedro Fontes também, e ele acabou por cometer um erro numa zona onde também nós tivemos algumas dificuldades, mas conseguimos nessa especial ficar com uma vantagem que consideramos segura para defendermos a primeira posição. Atacamos quando precisamos e gerimos muito bem o nosso ritmo. Durante todo o rali estivemos na luta pela primeira posição, a margem mais distante para a liderança foi de 1.4s e por isso estivemos sempre confiantes que podíamos vencer. Foi isso mesmo que aconteceu e estamos muito satisfeitos com a segunda vitória consecutiva esta temporada e com a consolidação da liderança no CPR”, disse no final. Num fim de semana carregado de emoções fortes, nem todas foram positivas e a terceira vitória de Armindo Araújo na prova da Escuderia Castelo Branco tem uma dedicatória muito especial. “Não foram dias fáceis para mim, pois antes do rali iniciar recebi a triste noticia do falecimento da minha avó. Não me pude despedir dela e esta vitória é totalmente dedicada a ela”. 

    Num fim-de-semana marcado pelas temperaturas elevadas, superiores a 30º, os pilotos encontraram, na maior parte dos troços, piso seco. Contudo, a meteorologia instável, com várias trovoadas a trazerem a chuva para esta região no sábado e no domingo, criaram dificuldades adicionais. Que o diga José Pedro Fontes. Primeiro classificado no final da etapa inaugural, o piloto do Citroën C3 R5 partiu para o segundo dia ao ataque e voltou a ganhar tempo a Armindo Araújo nos 12,24 km de Dáspera – Sesmo – Salgueiral 1. Ainda assim, os dois apresentaram um ritmo muito semelhante, como se percebe pelas quatro décimas que os separaram nesta classificativa.

    O troço seguinte, Santo André das Tojeiras 1, foi decisivo para se saber quem seria o vencedor do Rali de Castelo Branco. As trovoadas que se fizeram sentir nessa noite deixaram marcas. Primeiro na estrada, José Pedro Fontes passou por uma curva, logo no início da especial, que tinha lama, o Citroën perdeu aderência e fez um pião. A equipa perdeu quase 20 segundos para Ricardo Teodósio, que venceu a classificativa, e 18,2 segundos para Araújo. O campeão nacional aproveitou o percalço do então líder e assumiu o comando do rali.

    A partir daí, e com duas provas especiais pela frente, o piloto do Skoda Fabia limitou-se a gerir a vantagem para selar mais um triunfo, em Castelo Branco, e consolidar o primeiro lugar no Campeonato de Portugal de Ralis. Quem também beneficiou do tempo perdido por José Pedro Fontes foi Ricardo Teodósio. O piloto do Algarve subiu à segunda posição e, a partir daí, tentou chegar à liderança, como revelam as vitórias nas três últimas classificativas da prova.

    Teodósio vence a Power Stage

    Armindo Araújo arrancou para o derradeiro troço do Rali de Castelo Branco com a vitória quase garantida. Apesar disso, a segunda passagem por Santo André das Tojeiras tinha um interesse adicional: havia pontos extra para os três mais rápidos neste teste.

    Ainda com a esperança de vencer o rali, Ricardo Teodósio entrou ao ataque e validou o andamento com a vitória na especial. Assim, juntou três pontos aos 20 do segundo posto em que ficou classificado. Bruno Magalhães, que colocou o Hyundai i20 R5 no quarto posto da classificação geral, foi segundo neste confronto particular. Por fim, o vencedor do rali, Armindo Araújo, ainda conseguiu um ponto para além dos 25 que alcançou com o triunfo.

    Líder desde a segunda especial do Rali de Castelo Branco, Carlos Fernandes fechou a sua participação com o oitavo lugar absoluto e a vitória entre os concorrentes com carros de duas rodas motrizes. O piloto do Peugeot 208 Rally4 venceu todos os troços nesta categoria e liderou a competição do início até ao final. Ricardo Sousa, também com um Peugeot 208, terminou em segundo, a 45,5s, enquanto Rafael Cardeira, em Renault Clio, fechou na terceira posição, a 2m40,4s do primeiro classificado.

    Ao volante de um Subaru Impreza, Nuno Carreira venceu o Rali de Castelo Branco para o Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis. A vitória foi evidente, com 48,8s de vantagem sobre o segundo classificado, Daniel Ferreira. O piloto do Mitsubishi Carisma GT foi o único, além do vencedor do rali, a marcar o melhor tempo em especiais. Pedro Leone, em Ford Escort RS Cosworth, completou o pódio.

    Na categoria dos GT, Paulo Carvalheiro completou a totalidade da quilometragem no Rali de Castelo Branco para levar o Porsche 911 GT3 Cup ao lugar mais alto do pódio.

    Perante a armada espanhola do Renault Clio Trophy Spain, Diogo Gago impôs-se e leva a vitória no Rali de Castelo Branco entre os concorrentes deste troféu. O piloto português ainda perdeu a liderança para Miguel Gutierrez, que arrancou para o derradeiro troço com nove décimos de vantagem sobre Gago. Aí, o luso estabeleceu o melhor tempo e venceu com 6,5 segundos sobre German Tabares, que entretanto subiu a segundo, e 9,8s sobre Gutierrez.

    Foi até à última. Na Copa Suzuki 2021, Diego Gonzalez venceu por uma unha negra. O piloto da Escuderia Ourense bateu Diego-Alvarez Bragaña por duas décimas de segundo e Aingeru Zaballa, que fechou em terceiro, ficou a 3,7 segundos do primeiro classificado. A competitividade deste troféu foi evidente, com os oito primeiros a terminarem o Rali de Castelo Branco separados por um minuto.

    Entre os concorrentes da Dacia Sandero Rally Cup, destaque para Victor Maria, que venceu. Sairo Rodriguez ficou na segunda posição, a 11,6 segundos, e Alberto Briones completou o pódio.

    André Cabeças ganha para o Campeonato Centro de Ralis

    O Rali de Castelo Branco também pontuou para o Campeonato Centro de Ralis. Neste particular, André Cabeças esteve em grande plano. O piloto do Mitsubishi Mirage Evo venceu todas as especiais da prova organizada pela Escuderia Castelo Branco e selou novo triunfo. O andamento evidenciado foi tal que o segundo classificado, Gonçalo Figueiroa, em Ford escort MKII, terminou a sua participação no rali a 55,8 segundos de diferença.

    A luta pelo derradeiro lugar do pódio foi uma das mais animadas da prova. No final, Pedro Silva foi quem levou a melhor. O piloto do Peugeot 208 completou o pódio, tendo ainda vencido as lides referentes à Divisão 1 do 4º Desafio Kumho Portugal, enquanto Ricardo Coelho, em Toyota Starlet 1.3, teve de se contentar com o quarto posto, a 6,8 segundos do terceiro e a 1m51,7s do vencedor. Já Miguel Carvalho, impôs o seu Peugeot 206 GTI na Divisão 2 Kumho.

  • Rali de Castelo Branco: Fontes em vantagem no duelo com Armindo Araújo

    José Pedro Fontes é o maior protagonista do Rali de Castelo Branco depois do primeiro dia de competição. O piloto do Citroën C3 R5 está na frente da prova com um segundo de vantagem sobre o segundo classificado, Armindo Araújo, que corre com um Skoda Fabia R5. Também com um carro do construtor checo, Ricardo Teodósio ocupa o último lugar do pódio a 14,5 segundos do líder.

    Num dia marcado pelo intenso calor e com trovoadas que criaram alguma apreensão às equipas no momento de escolherem os pneus, Armindo Araújo entrou ao ataque na prova de qualificação. Apesar de o tempo não contar para o resultado do Rali de Castelo Branco, dava-lhe uma vantagem: seria o primeiro a escolher a ordem de partida. O campeão nacional optou por ser o primeiro na estrada para encontrar o asfalto limpo. Mas a vantagem teórica que isso lhe poderia não foi tão evidente.

    José Pedro Fontes, que era o quarto na estrada, entrou a ganhar e mostrou que está em Castelo Branco para vencer como em 2015 e em 2017. O piloto navegado por Inês Ponte bateu Araújo por 0,4 segundos na classificativa Vilas Ruivas 1 e assumiu-se como primeiro líder da prova organizada pela Escuderia Castelo Branco. Na especial seguinte, Foz do Cobrão, Araújo deu réplica a Fontes. O piloto do Skoda foi o mais rápido ao longo dos 14,67 km do troço e subiu ao primeiro lugar.

    A etapa inaugural teve três classificativas. Os dois primeiros partiram para os derradeiros 16,31 km, de Vilas Ruivas 2, separados por 0,1 segundos. Aí, Fontes voltou a evidenciar toda a competitividade do Citroën em asfalto e terminou a etapa na frente com um segundo de vantagem sobre Araújo.

    “Foi um dia difícil, com muito calor, o que torna as condições especialmente exigentes para os pneus, mas a equipa deu-me um carro perfeito e os pneus Pirelli portaram-se muito bem. Estamos em primeiro. É importante sair à frente no dia de amanhã, mas ainda há muito rali”, afirmou José Pedro Fontes. Por sua vez, Armindo Araújo assume que tudo correu bem e que andou “sempre ao ataque”, mas isso não foi suficiente porque “o José Pedro Fontes foi muito rápido no último troço”. Ainda assim, o campeão nacional sabe que “está tudo em aberto para amanhã” e que “a escolha de pneus pode ser decisiva” na definição da classificação final.

    O duelo pela liderança concentrou a maioria das atenções no primeiro dia do Rali de Castelo Branco. Ricardo Teodósio não conseguiu acompanhar os dois adversários que estão à sua frente e está, neste momento, no terceiro posto. O algarvio foi terceiro nas duas passagens por Vilas Ruivas e é o bom desempenho nesse troço que lhe garante a posição com 4,5 segundos de vantagem sobre o quarto classificado, Bruno Magalhães.

    No Hyundai i20 R5, Magalhães não entrou da melhor forma no dia. Na prova de qualificação fez apenas sétimo. Mas em competição, revelou-se mais rápido e a melhorar de troço para troço. Começou com o sexto melhor registo, foi quarto nas segunda e terceira especiais e ocupa a mesma posição na classificação geral. Miguel Correia, em Skoda Fabia R5, é quinto, a 20,7 segundos de Fontes mas a apenas dois segundos de Magalhães, enquanto Pedro Meireles parte para a segunda etapa em sexto, a 29,8s do primeiro classificado.

    Depois do bom tempo na qualificação, Bernardo Sousa não está a conseguir traduzir essa rapidez em prova. Se na prova matinal tinha sido o terceiro mais rápido, nas classificativas já realizadas não foi além do sétimo melhor tempo e ocupa esse mesmo lugar.

    Carlos Fernandes em destaque nas duas rodas motrizes

    Carlos Fernandes, que compete com um Peugeot 208 Rally4, está dentro do top-ten, em nono lugar. Mas o grande destaque vai para a liderança entre as viaturas com duas rodas motrizes. O piloto navegado por Valter Cardoso venceu dois dos três troços do dia nesta categoria e completou a primeira etapa com 18,9s sobre o segundo classificado, Ricardo Sousa, que também corre com um Peugeot. Numa viatura igual à do líder, Ernesto Cunha é terceiro a 22 segundos de Fernandes.

    Paulo Carvalheiro é o único concorrente em prova com um GT. O piloto do Porsche 911 GT3 Cup preparava-se para discutir a vitória com Miguel Campos mas este último foi forçado a abandonar logo na primeira especial, com problemas mecânicos no seu Porsche.

    Na competição reservada aos Clássicos, Nuno Carreira está na frente com uma vantagem confortável para a concorrência. O piloto do Subaru Impreza tem 1m09,9s de vantagem sobre Henrique Silva (Mitsubishi Lancer Evo V). A luta por esta posição está ao rubro pois Daniel Ferreira, que é terceiro, tem o seu Mitsubishi Carisma GT a 0,9s do segundo lugar.

    O Rali de Castelo Branco pontua para três troféus monomarca espanhóis. Na competição reservada aos Renault Clio, o líder é um português. Diogo Gago foi o mais rápido e está na frente com 3,8 segundos de vantagem sobre German Tabares. Na Copa Suzuki 2021, a luta está ainda mais intensa. Diego Gonzalez é o primeiro da armada dos Swift Sport 1.4 com 2,3 segundos de vantagem sobre Juan Pedrero. No troféu Dacia Sandero Rally Cup, Victor Maria comanda e controla. O piloto espanhol tem 15,1 segundos de vantagem sobre o seu compatriota, Sair Rodriguez.

  • Macambi Racing Team quer brilhar em Castelo Branco

    Fernando Teotónio e Luís Morgadinho motivados para a prova que para dupla do Mitsubishi Lancer Evo X é quase ‘em casa’. Objectivo: vencer e reforçar a liderança do RC2N no CPR.

    O piloto do Fundão enfrenta a prova do fim-de-semana ciente do desafio que tem pela frente, mas também com a motivação de estar a competir diante do seu público. Acompanhado, como sempre, pelo seu navegador e team manager Luís Morgadinho, Teotónio irá procurar vincar a superioridade perante os adversários nas especiais da Beira Beira, as primeiras em asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis de 2021.

    “O Rali de Castelo Branco é o rali da nossa terra, da nossa zona. Espero que corra tudo bem. Vamos fazer tudo por isso”, começa por dizer Fernando Teotónio antes do início das ‘hostilidades’ na prova organizada mais uma vez pela Escuderia de Castelo Branco. O piloto da Macambi Racing Team espera poder lutar para manter a sua posição no campeonato, e para isso conte com um Mitsubishi colaborante: “Esperamos que o Mitsubishi Lancer EVO X esteja à altura, bem preparado, como sempre, pela Domingos Sport. Vamos fazer tudo o que está ao nosso alcance para conseguir um ótimo resultado”.

    E não tem quaisquer dúvidas quanto à “receita” a aplicar: “A ideia é atacar logo no primeiro dia, para garantir uma boa vantagem entre os RC2N, para tentarmos no dia a seguir lutar por lugares mais altos no campeonato nacional. Vamos tentar aproximar-nos o mais possível dos R5, de preferência imiscuir-nos na luta próximo deles”, assume Fernando Teotónio. O piloto do Fundão admite que a sua estratégia é ambiciosa, sendo que os adversários serão apenas um dos obstáculos: “Veremos o que conseguiremos. Sei que vai ser difícil, que vai estar muito calor, vai ser um rali muito complicado, muito quente, mas faz parte. O teste de adaptação ao asfalto correu muito bem. Nós cá estamos para a luta, sabemos o nosso valor e tudo faremos para prevalecer!”.

    O Rali de Castelo Branco tem este sábado, dia 12 de junho, três provas especiais de classificação que compõem a primeira etapa, num total de 47,29 quilómetros contra o cronómetro. No domingo, dia 13 de junho, serão cumpridos mais 52,40 de especiais.

  • Sorte desigual na Galiza para os pilotos Kumho

    Este fim-de-semana disputou-se na Galiza o Rallye de Auga, a quarta prova do Campeonato de Espanha de Ralis, e a segunda do calendário da Copa de Espanha de Ralis de Terra. Onde Iago Gabeiras e Brais Mirón se estreavam aos comandos dos Peugeot 208 Rallye4 da Kumho, no seio da Bolsa Rallye Team Spain Júnior.

    Desde o começo, Gabeiras e Mirón estiveram na luta pelos lugares cimeiros da Bolsa Rally Team Júnior. Colocaram o Peugeot Rally4 do Automovil Club As Pontes no terceiro lugar, tanto na Bolsa como na classificação dos duas rodas motrizes do SCER.

    Na jornada de sábado Gabeiras e Mirón continuaram a atacar, e depois da neutralização do primeiro troço, na segunda especial do dia, encurtaram distâncias, sendo os segundos mais rápidos, apesar de se manterem na terceira posição de ambas as classificações. No terceiro troço Iago Gabeiras e Brais Mirón voltaram a ser terceiros, tanto na Bolsa Rally Team Spain Júnior como nas duas rodas motrizes. Contudo no último troço da manhã, uma pedra solta por outro concorrente danificou a suspensão dianteira do Peugeot 208 Rallye4 da equipa TRS, obrigando-a a abandonar.

    Nsta prova também estava presente Iván Arenas, acompanhado nesta ocasião por Lorena Romero. O piloto murciano teve um começo tímido, sendo décimo entre as equipas dos duas rodas motrizes da Copa de Espanha de Ralis de Terra na sexta-feira. Durante o dia de sábado, Arenas e Romero foram aproveitando os erros dos seus adversários, e aumentando pouco a pouco o seu ritmo para ir subindo na classificação. Chegaram a obter o quarto melhor tempo entre os duas rodas motrizes no penúltimo troço do rali. O que os levou a situar-se na quinta posição na classificação reservada aos veículos de tração dianteira, sendo segundos na categoria R2.

    Também não teria sorte Sergio Sánchez, acompanhado por Samuel Pérez, no seu Lancia 037 Proto, e Álvaro Rodriguez e Sergio González, com o seu BMW 325i. Ambos lutaram pela categoria de tração traseira da CERT.

    Desde o começo, Rodriguez e González colocaram-se na frente da classificação, dominando sem problemas a categoria. A Sánchez e Pérez só os preocupava os primeiros quilómetros da prova, mas problemas mecânicos na quinta especial obrigaram-os a abandonar. Rodriguez e González dominaram então a seu belo prazer a classificação desde essa altura, mas problemas no BMW 325i no último troço deixou-os fora de prova.

  • Marco Ferreira conquista top 4 em Vila do Bispo

    No Rali Vila do Bispo o piloto do Citroën Saxo conquistou importantes pontos para o Campeonato Sul de Ralis e para o Desafio Kumho Sul, fazendo esquecer o desaire da prova anterior, alcançando um excelente quarto lugar entre os duas rodas motrizes.

    A prova do Clube Automóvel do Sul foi bem mais positiva para Marco Ferreira e Edgar Gonçalves do que o foi a sua passagem por Serpa. Mesmo tendo em conta a dureza do evento e também o facto do carro ter acusado a substituição do motor após o evento alentejano. Ou seja, “um rali que valeu pelos pontos conquistados”, numa prova que, mesmo sem a super especial noturna mereceu elogios do piloto de Santiago do Cacém, pois “a organização manteve o rali nos mesmos moldes do ano anterior, pelo que esperávamos andar bem”.

    “Logo nos reconhecimentos percebemos que iríamos ter dificuldades, pois apenas com as passagens dos carros de treinos o piso ficou muito degradado e com os trilhos muito marcados”, explica Marco Ferreira, que também não esquece o ‘handicap’ do carro, pois tinha “a consciência de que o Saxo não estava tão bem preparado como no ano anterior, visto termos sido obrigados a substituir o motor depois de Serpa e estarmos a utilizar uma unidade de recuso, sem o memos nível de preparação do motor habitual”.

    “Mas arrancamos dispostos a andar o melhor que conseguíssemos”, garante o piloto, confirmando a sua determinação de sair do Algarve com um bom resultado.  E logo nos primeiros quilómetros Marco Ferreira foi percebendo que o desfecho poderia ser bem diferente da participação no Rali Flor do Alentejo: “Na primeira especial tivemos a sensação de que estávamos rápidos, apesar de alguns erros cometidos. Mas perdemos 25 segundos para o primeiro dos duas rodas motrizes, tendo concluído no 14º lugar da geral, quarto das 2RM e primeiro da classe”.

    “Nas outras duas especiais da primeira secção tentamos aumentar o ritmo, mas cedo constatamos que dificilmente iríamos ter argumentos para discutir o pódio, pois o carro não tinha potência para sair das zonas lentas e muito cavadas. E nas zonas rápidas não permitia que fossemos a fundo, porque estava com a traseira muito instável”, admite o piloto do Citroën Saxo. Foi tentada uma alteração para melhorar o comportamento do carro, como conta Marco Ferreira: “Na assistência alteramos a afinação do Saxo, e sentimos algumas melhorias nas PEC 4 e 5 ao nível do comportamento em reta”. Só que mais uma vez a equipa se deparou com “troços cada vez mais duros e com trilhos mais fundos, extremamente difíceis para um duas rodas motrizes”.

    “Conseguimos chegar ao parque fechado com bastantes dificuldades, mas concluímos a prova em 14º da geral, quarto das duas rodas motrizes e segundos da classe, obtendo bons pontos para o campeonato”, destaca ainda o piloto visivelmente mais satisfeito do que no final da prova anterior. A rematar Marco Ferreira deixa ainda uma palavra para todos os que o apoiaram: “Agradecemos mais uma vez aos nossos patrocinadores e amigos pelo apoio e disponibilidade em ajudar-nos, e contamos estar na próxima prova mais competitivos”.

  • ‘Teste’ bem-sucedido de Nelson Silva no RallySpirit

    O piloto do Mitsubishi vermelho ‘coroou’ a sua participação no evento Legend com uma exibição muito conseguida, pois aliou os objetivos de preparação para as próximas provas com o espetáculo para o público.

    Nelson Silva e José Janela procuraram sobretudo usufruir das sensações a bordo do Mitsubishi, sem a tensão própria que naturalmente tinham tido nos ralis de Vieira do Minho e Terras d’Aboboreira, provas “a doer” para os objetivos de época, sendo que no RallySpirit Altice o que o piloto mais apreciou foi ter espetadores a assistir às classificativas, coisa que também não tinha sucedido nas duas provas anteriores: “Foi fantástico sentir novamente o público, tanto no final como nas ligações e nas especiais!”.

    Como esta participação na prova da X Racing era encarada como um teste a abordagem foi diversa: “Fomos com a intenção de fazer quilómetros. Andamos sempre com uma margem de segurança, uma vez que o objetivo era apenas esse. Na super especial atacamos um pouco mais, para brindar o público com algumas derrapagens e nos divertir-nos, como é óbvio”, confirmou Nelson Silva.

    A equipa também esteve presente neste RallySpirit Altice com o regressado João Sousa, que tendo Bruno Abreu como navegador num competitivo Peugeot 206 S1600, não foi tão feliz, “uma vez que teve de desistir no segundo dia, devido a problemas elétricos”, explicou Nelson Silva. Ainda assim João Sousa chegou a ter uma primeira etapa em evolução, uma vez que evidenciava ainda uma certa falta de ritmo devido à prolongada paragem (oito anos).

    Nelson Silva já pensa na próxima participação da equipa: “O próximo passo é o Rali de Famalicão, a cotar para o campeonato Norte de Ralis e para o Desafio Kumho, onde ambos pretendemos uma boa classificação”.

  • Vila do Bispo: Kumho conquista duplo pódio absoluto e pleno nas duas rodas motrizes!

    Foi uma magnífica jornada a que a “armada” Kumho viveu na segunda prova da temporada do Campeonato Sul de Ralis: 16 à partida e 15 à chegada, com 2 pódios absolutos e 4 presenças no Top 10. Os pneus Kumho dominaram por completo o pódio das duas rodas motrizes.

    A edição 2021 do Rali Vila do Bispo deu seguimento ao Campeonato Sul de Ralis, sendo ainda a segunda prova da temporada do Desafio Kumho Sul e a quarta no que concerne às contas do Desafio Kumho Terra. Para os pneus Kumho, esta foi mais uma jornada de grande sucesso, com as equipas “calçadas” pelos pneumáticos coreanos a disputarem taco-a-taco a primazia absoluta e nas categorias, provando, uma vez mais, a grande competitividade dos pneus de terra da Kumho.

    E o rali até começou com uma baixa importante na “armada”. Fernando Peres nem arrancou, devido a um problema na viagem para sul do navegador José Pedro Silva que não conseguiu chegar a tempo. A dupla do Mitsubishi Lancer EVO IX era claramente uma das favoritas à vitória, mas a sorte nada quis com eles. Nem por isso os Kumho ficaram fora do combate.

    João Bica e João Sena assinaram uma prova ao mais alto nível, estando sempre na luta pela vitória, que lhes fugiu por apenas 9,7 segundos, alcançando mesmo assim um brilhante segundo posto e levando de vencida a “guerra” na Divisão 1 do 4º Desafio Kumho Portugal. Podia ainda ter sido melhor se não fossem os problemas na caixa de velocidades no último troço.

    Muito prejudicados pela sua ordem de partida, pois tiveram de rodar muitas vezes no pó causado pela equipa que os antecedia, Armando Carvalho e Ana Santos rubricaram uma excelente exibição, levando o Mitsubishi Lancer EVO V a um magnífico 3º lugar da geral, correspondente ao 2º posto na Divisão 1 Kumho.

    Muito regulares, Nuno Carujo e Daniel Martins lograram terminar no 3º lugar da divisão, a que somaram ainda a 7ª posição da geral, em mais uma excelente operação pontual. A dupla sofreu ainda um pequeno toque, mas sem consequências de maior.

    Aos comandos do “velhinho” Mitsubishi Lancer EVO VI da PoolShop, Rui Rijo quebrou finalmente o “enguiço” e terminou uma prova em 2021. Na estreia do navegador Miguel Afonso da Luz, reclamou o 4º posto na Divisão 1 Kumho e o 8º lugar da geral. A equipa Vasco Tintim/Filipa Tintim (Subaru Impreza WRX) mostrou uma vez mais toda a sua fiabilidade e conquistou o 5º posto da divisão.

    Trio de ataque domina duas rodas motrizes

    A prova algarvia foi palco de uma exibição coletiva a rondar a perfeição, por parte dos carros com duas rodas motrizes da Divisão 2 Kumho. Um trio de equipas destacou-se, lutando arduamente, quilómetro após quilómetro, não só pela primazia na competição reservada aos pneus Kumho, mas também pelo domínio da geral para os carros com tração apenas a duas rodas.

    Entre estes, Rui Mendes e João Sebastião, foram os que mais tempo lideraram. A dupla do Toyota Corolla saltou para o comando na 1ª PEC e aí permaneceu até ao arranque da 5ª PEC, mercê de 3 vitórias e um 2º tempo nas quatro primeiras especiais da prova.

    Mas nessa última classificativa, o volte-face aconteceu. Paulo Anselmo e Pedro Dias da Silva fizeram 14,98 kms finais contra o cronómetro ao ataque, registando um “tempo canhão” e vendo Rui Mendes assinar uma marca muito mais lenta do que tinha feito anteriormente na mesma especial, relegando o piloto do Toyota para o segundo lugar final. Com tudo isto, a equipa do BMW 316i reclamou a vitória no rali, quer no que respeita à Divisão 2 Kumho, quer nas duas rodas motrizes, em termos de geral. 7,7 segundos foi o tempo magro que separou primeiro e segundo, atestando bem a “guerra” que protagonizaram.

    Vindos do Norte, Filipe Ribeiro e Bruno Coelho não recearam o menor conhecimento das especiais e, apesar de também terem enfrentado vários problemas mecânicos, ainda venceram uma PEC entre os Kumho 2 e reservaram um lugar no pódio da divisão, recolhendo preciosos pontos, sobretudo no que respeita às contas do Desafio Kumho Terra.

    Quem também fez um excelente rali foi Marco Ferreira. Tripulando um Citroen Saxo e sendo navegado por Edgar Gonçalves, o piloto ultrapassou a dificuldade causada por ter no carro um motor menos potente do que o habitual e foi 4º classificado na divisão, na frente da dupla penafidelense Jorge Pinto/João Magalhães, muito rápidos com o Vinnt S1000 que o piloto preparador vem desenvolvendo.

    6º posto para Luís Nascimento e Leonido Madeira, num Opel Corsa-A, enquanto Filipe Silva e Ricardo Martins levavam o seu Citroen Saxo à posição seguinte. David Costa e João Costa foram oitavos, num BMW 3251, enquanto Viana Martins e Vítor Viegas almejavam pontuar em 9º, utilizando um Peugeot 206 que, ao longo de toda a prova, denotou graves problemas na caixa de velocidades. O Top 10 ficou completo com o 10º posto de Jaime Falcão e André Silva, num Mazda 323. Apenas uma dupla Kumho foi forçada a abandonar. A “fava!” saiu ao Peugeot 206 XS de Nuno Silva e Fernando Gonçalves, que já não concluíram a terceira especial do rali.

    O 4º Desafio Kumho Portugal prossegue já no próximo fim-de-semana. Castelo Branco será o palco de mais uma prova que contará para os Desafios Kumho Asfalto e Centro.

  • José Baptista supera Rali Vila do Bispo

    O piloto do Subaru Impreza GT 4WD conclui a segunda prova do Campeonato Sul de Ralis sem percalços, apesar dos condicionalismos em que alinhou, nomeadamente a estreia de uma transmissão sem qualquer teste anterior à prova.

    No Rali Vila do Bispo o objetivo de José Baptista e do seu navegador Jorge Rita era fundamentalmente concluir este evento organizado pelo Clube Automóvel do Sul. E fê-lo terminando entre os 15 primeiros. Numa prova onde a preparação esteve longe de ser a ideal.

    “O Rali começou com muito nervosismo, devido a alguns problemas de última hora. Um pneu rebentado no carro com que treinamos o rali, o que nos deixou-nos com notas pouco verificadas. Depois, alinhamos com uma caixa de velocidades nova no Subaru, sem ter rodado um quilómetro antes!”, explica o piloto do Subaru. Apesar dos condicionalismos José Baptista e o seu copiloto não ‘baixaram os braços’ e adotaram a postura que mais lhes interessava para alcançarem o objetivo principal: “Começamos o treino na prova. Muito cuidadosos, fomos com calma e melhorando progressivamente, até que, já mais confiantes, lá fizemos a última especial num ritmo que é o nosso, acabando por ser um rali muito positivo”.

    Quanto ao rescaldo, o piloto assume que “estamos felizes por terminar sem percalços. Mais felizes ainda com a homenagem que foi feita ao Gonçalo e ao José Santos. Sentimo-nos abençoados por ter ganho este troféu que é dedicado a eles, estejam onde estiverem”, acrescenta José Baptista, esperando de futuro poder alcançar resultados mais interessantes no Campeonato Sul de Ralis, para além das competições além-fronteiras que vão enfrentar.