Categoria: Ralis

  • Fernando Teotónio estreia-se no Vinho Madeira com a mira no título

    Fernando Teotónio e Luís Morgadinho vão assinar a sua estreia no prestigiado Rali Vinho Madeira. A dupla do Macambi Racing Team está confiante e sem receio do desconhecido. Estão preparados para lutar pelo triunfo entre os RC2N e dar assim mais um passo rumo ao título.

    A Pérola do Atlântico será o palco desafiante da próxima prova do Campeonato de Portugal de Ralis, terceira da época e segunda após o desconfinamento. Serão 16 especiais de classificação, distribuídas pelas duas etapas, realizadas a 7 e 8 de agosto, num total de 160,66 kms contra o cronómetro, nas sinuosas e bem difíceis estradas da Ilha da Madeira que cobram total atenção em cada metro as equipas que ousam desafiar o traçado madeirense.

    Entre os candidatos a discutir o triunfo nos RC2N estará a dupla formada por Fernando Teotónio e Luís Morgadinho, defendendo as cores do Macambi Racing Team, que se preparam para a sempre difícil estreia no longo e duro Rali Vinho Madeira, depois de terem brilhado e conquistado a vitória no Rali de Castelo Branco.

    Estão cientes das dificuldades que vão encontrar pois, como, diz Fernando Teotónio, este “é um rali novo para nós. Sabemos que é uma prova muito exigente e que necessita de muita aprendizagem e conhecimento das especiais para se rodar nos limites. Só faremos as duas passagens a que temos direito nos treinos e, como tal, vamos nos concentrar em tirar notas muito precisas e que nos deem segurança para andar forte”, lembrando que “estamos, por isso, em desvantagem perante os adversários locais, mas isso não nos limita na ambição!”.

    A dupla encara o rali como sempre “rodar forte desde o primeiro quilómetro, sem exageros, mas também sem deixar de discutir a primazia entre os RC2N”, assume Teotónio que acrescenta “ser nosso objetivo primeiro terminar e tudo fazer para alcançar a segunda vitória da época”.

    As palavras do piloto são corroboradas por Luís Morgadinho. Para o navegador e líder da equipa, a dupla não sabe competir “sem ser para lutar pelas vitórias e, mesmo respeitando os adversários e sabendo que vamos competir em território desconhecido, temos confiança no nosso valor e na preparação cuidada que, uma vez mais, a Domingos Sport fez para nos entregar o EVO X em perfeitas condições”.

    Antes do Rali Vinho Madeira e já em terras insulares, a dupla vai realizar “um pequeno teste, para aquilatarmos da eficácia do setup que escolhemos e, se necessário, proceder a algumas alterações” revela Luís Morgadinho que não esconde “a enorme expectativa que sentimos já que sempre tivemos o sonho de competir neste fantástico rali!”.

  • Mesão Frio reabre as portas dos ralis a Norte

    Após um longo interregno, o Campeonato Norte de Ralis vai recomeçar em plenas Portas do Doura. 9ª edição do rali organizado pelo Clube Automóvel da Régua com muitas novidades.

    Falta menos de um mês para o concelho de Mesão Frio voltar a ser, durante um fim-de-semana, o epicentro das atenções dos amantes dos ralis. A 15 e 16 de agosto irá para a estrada a 9 edição da prova erguida pelo Clube Automóvel da Régua, em parceria com o Município de Mesão Frio. A prova tem vindo a estabelecer-se como uma das mais acarinhadas por equipas e aficionados, apresentando fortes argumentos para tal predileção: troços muito técnicos e desafiantes, disputados em pleno Douro Vinhateiro, nível organizativo que, ano após ano, se revela alto e a tradicional hospitalidade mesãofriense, numa receita que tem imposto o rali e esta na base da crescente procura que tem ostentado.

    A edição 2020 vai, como é óbvio, ser diferente de todas as outras, especialmente por causa das medidas a implementar para garantir a segurança e a prevenção, no âmbito do combate ao surto pandémico que estamos a atravessar. O clube organizador garante, nas palavras do seu presidente Manuel António, que não serão regateados “esforços para cumprir as diretrizes da DGS e os termos do plano de contingência geral da FPAK e particular da nossa prova, sendo de realçar que a preparação está a ser feita de forma profunda e em plena sintonia com a autarquia e todas as forças do concelho de Mesão Frio, sendo certo que representa para todos nós um esforço extra, que vai para lá do habitual plano de segurança do rali. Estamos preparados e agora contámos com a ajuda de todos, equipas, comunicação social, membros da organização e publico, para que tudo corra bem. Queremos manter a bitola organizativa bem alta”, um rali que também vai cumprir as normas de respeito ambiental que lhe permitem ter o selo verde da FPAK.

    O responsável do clube salienta e agradece “de forma bem vincada o apoio e o entusiasmo do Município, especialmente do seu Presidente Alberto Pereira, que tudo faz para que o rali tenha as melhores condições e se torne, ano após ano, uma prova icónica em Portugal”.

    E para o edil de Mesão Frio, esta edição irá, uma vez mais, ser “um evento de grande importância para a economia do nosso concelho, sendo ainda um momento de grande projeção de Mesão Frio no país”. Alberto Pereira destaca ainda que “o nosso concelho apresenta excelentes resultados no combate ao surto pandémico, mercê da conduta exemplar de todos os mesãofrienses e do trabalho feito por todas as forças, incluindo a autarquia, a Delegação de Saúde, a GNR e os Bombeiros Voluntários de Mesão Frio, permitindo assim que o rali possa ser levado a efeito com todas as condições, dando vida ao nosso concelho!”.

    No âmbito da reprogramação necessária, destaque ainda para a melhoria da zona onde ficará o Parque de Assistência. Este será alargado, dotado dum reforço das condições de higienização e será alvo de um forte controlo quanto às entradas e à permanência de membros da comunicação social e outros credenciados. O público não terá acesso ao Parque e, no que concerne às equipas participantes, poderão ter um máximo de 6 elementos na equipa técnica, mais o piloto e o navegador.

    As verificações administrativas poderão ser feitas antecipadamente online ou no local, com esta vertente física a decorrer apenas no sábado, em paralelo com as verificações técnicas, desde as 9.30 da manhã até às 16.30 de sábado. A entrada em Parque Fechado será entre as 17.45 e as 18.45.

    Superespecial de fora, PEC noturna com parte citadina dentro

    Depois de, em 2019, terem participado cerca de cinco dezenas de equipas, estabelecendo novo recorde, a expectativa da organização é” enorme, tendo em conta os inúmeros contactos que temos tido por parte de equipas que manifestam o seu desejo de participar. Como tal, vamos estabelecer um limite de 70 participantes, fechando as inscrições assim que tenhamos esse número validado”.

    Quanto ao percurso, este terá 65,22 quilómetros de especiais e 59,88 kms de ligação. O arranque será às 21 horas de sábado e logo com uma novidade. Excluída que foi a superespecial habitual, o rali terá o primeiro embate contra o cronómetro numa classificativa noturna. Serão os 5,2 kms de Santo André a dar o arranque ao Rali de Mesão Frio 2020, com partida perto do rio Douro e os últimos 2 quilómetros a serem percorridos dentro do perímetro da vila de Mesão Frio, com chegada às piscinas municipais.

    O prato principal fica reservado para domingo. Neste segundo e último dia do rali, o pelotão vai percorrer 7 especiais.

    Tripla passagem por Barqueiros (6,85 kms) e Vila Marim/Cidavelhe (9,49 kms), com a única passagem pelos 5,51 kms de Oliveira a terem honra de fecho da prova que tem final previsto para as três da tarde, altura em que se saberá quem sucederá à dupla André Cabeças/Bino Santos que, aos comandos de um Mitsubishi Lancer EVO IX, venceram a edição de 2019, um ano em que, extra campeonato, João Barros, acompanhado por António Costa, utilizou um Skoda Fabia R5 para ser o piloto mais veloz do rali.

  • Rally Fafe Montelongo a caminho do Europeu

    A 25ª edição do Rali Fafe Montelongo, prova em piso de asfalto que o Demoporto organiza do Campeonato Norte de Ralis e do Campeonato de Portugal Clássicos de Ralis, deverá já este ano, nos próximos dias 3 e 4 de outubro, integrar o calendário do ERC – FIA European Rally Championship, em substituição de um outro rali. A região de Fafe, de fortes tradições no desporto automóvel e com especial ênfase nos ralis, voltará a ser o palco de um evento internacional de grande dimensão, graças ao trabalho desenvolvido pelo Demoporto, pela FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting) e a Câmara Municipal de Fafe.

    Esta surpreendente “promoção” surge na sequência dos efeitos da pandemia da covid-19, com algumas organizações do Europeu, por circunstâncias diversas, a não conseguirem montar as suas provas já calendarizadas. E é nesse quadro que a organização do Rali Fafe Montelongo foi desafiada a reformular esta prova para integrar o ERC – FIA European Rally Championship com efeitos imediatos. O contrato a estabelecer com a Eurosport Events, entidade promotora do campeonato, poderá ter a validade de três anos, prevendo que a edição 2020 do rali fafense seja em piso de asfalto, para em 2021 e 2022 passar a disputar-se em classificativas de terra. Ou seja, o Rali Serras de Fafe e Felgueiras, que nas últimas épocas tem sido a prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis, nos próximos dois anos poderá passar também a fazer parte do segundo campeonato de ralis mais importante da FIA. Resta aguardar, para breve, a ratificação deste princípio de acordo por parte do Conselho Mundial da FIA.

    “É um grande desafio e uma oportunidade que a Demoporto recebe de braços abertos. A provável vinda do Europeu de Ralis para Fafe apenas será possível graças à boa-vontade e esforço de um conjunto de entidades, como a edilidade de Fafe e a FPAK, que puxaram no mesmo sentido para projetar o rali e esta região ao mais alto nível internacional. Será uma mais-valia para o país, não tenho a mais pequena dúvida. Da nossa parte, não nos vamos poupar a esforços para que a prova seja um êxito”, disse de Carlos Cruz, presidente do Demoporto.

    A edição 2020 do Rali Fafe Montelongo era prova candidata ao Europeu de Ralis Históricos, pelo que a quilometragem de troços cronometrados havia sido aumentada para 130 km, daí que o Demoporto não terá grandes dificuldades, face às exigências do ERC – FIA European Rally Championship, em estendê-la agora para os 180 km. A estrutura da prova integrará as “especiais” de Montim, Queimadela/Travassós, Várzea Cova, Monte, Anjos e Guilhofrei, sendo que estas duas últimas também passam no concelho de Vieira do Minho.

    O presidente da FPAK, Ni Amorim, cujo desempenho também foi determinante para que Portugal possa vir a receber mais um evento de grande projeção internacional, e com ampla cobertura televisiva do Eurosport, não poderia sentir-se mais satisfeito com a integração do rali de Fafe no Europeu. “Depois do anúncio do regresso da Fórmula 1 a Portugal, este é mais um momento que me deixa imensamente feliz e, ao mesmo tempo, orgulhoso do espírito empreendedor que nós, portugueses, colocamos em tudo aquilo que acreditamos. A ida para Fafe do ERC será também o fruto do trabalho desenvolvido desde há ano e meio. Estavam reunidas todas as condições e era uma questão de oportunidade. Ter duas provas da mesma competição internacional no mesmo país, pois o Azores Rallye mantém-se no calendário, é um feito inédito para o desporto automóvel português”, afirmou.

    Grande entusiasta do desporto automóvel, e também piloto, Parcídio Summavielle, o vice-presidente da Câmara de Fafe, tem sido a pedra angular no processo negocial para colocar a “catedral dos ralis” no mapa do Europeu: “Tenho defendido sempre que o grande objetivo e aposta da Câmara era ter um rali de asfalto e um de terra que a qualquer momento poderia ser candidato a qualquer ‘coisa’ internacional. Em 2020 o ‘Serras de Fafe’ esteve perto, mas eu fui bem claro, ao dizer que apenas e só tal aconteceria no caso de os Açores não poderem continuar. Há que respeitar os investimentos e as apostas de outras regiões. Agora surgiu-nos a oportunidade, para já num rali de asfalto, e com o Demoporto, a FPAK e o Eurosport vamos fazer tudo para concretizar este sonho, partilhando-o com os que em Fafe gostam de ralis e vêm neles uma forma de promover o concelho e todas as suas valências. Claro que será necessário muito cuidado, em termos do cumprimento das normas de higiene, para não se verificarem excessos. Imerecidamente, têm colocado Portugal sob suspeita, mas a verdade é que a nível organizativo o país dá cartas, ao receber este ano grandes eventos como a Champions League, a Fórmula 1 no Algarve e agora este rali em Fafe. Não posso deixar de endereçar uma palavra especial de agradecimento ao presidente da ‘minha’ Câmara, dr. Raúl Cunha, bem como ao presidente da Câmara de Vieira do Minho, engenheiro António Cardoso, duas pessoas que acreditaram sempre até ao fim”.

  • “Bem pior a frustração do que o acidente” para Pedro Antunes

    Pedro Antunes falou ao Vmotores sobre a sua participação no Rally di Roma Capitale, que marcou o desconfinamento do Campeonato de Europa da especialidade e também da sua adaptação ao novo Peugeot 208 Rally 4.

    Tratava-se de um evento que o piloto torreense já conhecia. “Já tínhamos estado presentes no ano passado. Gostei muito do traçado e era um excelente rali para fazermos um bom início de campeonato”, justifica Pedro Antunes, que salienta: “O ERC não estava sequer nos nossos planos. Após a nossa prestação no Rally de Castelo Branco abriram-se algumas portas e conseguimos garantir o orçamento apenas para esta corrida”.

    Naquela que foi a segunda prova do piloto de Torres Vedras aos comandos do Peugeot 208 Rally 4, a liderança do ERC Júnior foi um momento alto, que confirmou a sua qualidade sob os ‘holofotes’ europeus, pois liderava a corrida quando sofreu uma saída de estrada que ditou o abandono. “Estava à espera de fazer um bom rali. Tinha sérias expetativas de lutar pela vitória e para isso delineamos uma boa estratégia desde o início; usar o mínimo de pneus possível no primeiro dia para poder atacar no segundo. Estamos a conseguir cumprir na perfeição até ao acidente”, salienta Pedro Antunes.

    De facto o piloto torreense conseguiu medir-se de igual para igual com o seu maior rival. O estónio Ken Torn. Suplantá-lo, ainda que num carro diferente, só foi uma surpresa para os menos atentos. Pena foi que não pudesse materializar este andamento num resultado mais do que merecido. Depois de ter terminado o dia de sábado a 11,2 segundos do piloto do Báltico, Antunes conseguiu anular a diferença e passar para o comando na sexta especial, mantendo-se na frente do ERC Júnior até ao oitavo troço. Mas a partir da nona classificativa o piloto de Torres Vedras iniciou um duelo que o levaria de regresso à liderança na 13ª especial, com mais de três segundos de vantagem, que depois se transformaram em mais de quatro segundos, um troço antes da saída de estrada que se deu já na última PEC.

    O acidente e a adaptação ao Peugeot 208 Rally 4

    Pedro Antunes explica que “o acidente foi numa zona rápida do troço. Tínhamos uma travagem para uma esquerda e o carro teve uma reação do que tinha sido normal até então de traseira, e fez-nos subir um combro capotando para o lado direito“.

    “Não houve um grande impacto. Foi bem pior a frustração do que o acidente”, confessa o piloto de Torres Vedras, que tal como vários concorrentes também sentiu na ‘pele’ problemas de pneus tidos por outros concorrentes. “Todos tivemos problemas de pneus. Podíamos usar apenas 12 para 200 quilómetros de troços, com temperaturas acima dos 35 graus. Tornou-se uma gestão muito complicada”, contou.

    A passagem do antigo Peugeot 208 R2 para o novo 208 Rally 4 foi um ‘salto’, mas Pedro Antunes não teve problemas: “Penso que estamos a ter uma boa adaptação. Conseguimos ser rápidos nos dois ralis que fizemos. É um carro completamente novo e ainda andamos à procura do ‘set-up’ ideal para o nosso estilo de condução”. O evento transalpino do ERC trouxe os seus desafios ao nível do acerto, mais foi uma importante aprendizagem para toda a equipa. “As alterações que fizemos para o Rally di Roma não resultaram como prevíamos. Foi um tiro no escuro, porque não conseguimos sequer testar”, explicou o piloto de Torres Vedras.

    Pedro Antunes está ciente de que com outra preparação e outras condições possivelmente o desfecho podia ser outro, sendo certo que os planos futuros não passam pelo ‘Europeu’ de ralis: “Como já disse anteriormente não pensava ser possível estar presente em eventos do ERC. Com a situação do acidente ainda torna tudo mais complicado. Por isso, a não ser que consiga encontrar mais apoios não irei estar presente em mais provas deste campeonato, apesar de já ter percebido que é perfeitamente possível lutar pela vitória”.

  • Pedro Almeida e Hugo Magalhães com estreia difícil em Roma

    O piloto famalicense terminou o Rally di Roma Capitale em Super Rally. Pedro Almeida e Hugo Magalhães abandonaram no sábado e foram muito penalizados na classificação final.

    O Rally de Roma não foi feliz para equipa famalicense. «Tivemos problemas que nos forçaram a abandonar no sábado, com uma fuga no deposito de combustível e os gases retiraram-me concentração e capacidade de condução em condições de segurança. No domingo foram problemas elétricos a deixarem-nos os cabelos em pé». A juventude do carro é um dos fatores para o conjunto de dificuldades mas Pedro Almeida está consciente de que há muito trabalho pela frente, «e isso é nisso que nos queremos concentrar nesta altura».

    Pedro Almeida e Hugo Magalhães partiam com o objetivo de aquilatar do andamento do Peugeot208Rally4 e evoluir, mas acabaram por sair de Roma com muito por fazer. «Quase não conseguimos fazer uma classificativa de forma limpa, mas o que retiramos dessas – e das poucas em que conseguimos imprimir ritmo – é que temos um árduo trabalho pela frente», começou por dizer Pedro Almeida.

    «Os indicadores dão-nos a certeza que estamos a melhorar o ritmo e nesse sentido a evoluir positivamente, mas mesmo assim ainda a um passo de estar no que queremos». O piloto reforçou a importância da participação em Roma na melhoria deste trabalho. «Aqui estão pilotos com mais experiência que nós e é exigindo de nós, para estar ao ritmo que imponhem, que vamos conseguir conquistar as nossas metas. Esta semana de Europeu deu-nos perspectivas nesse sentido».

    A prova do ERC3 Junior acabou por ter como vencedor o estónio Ken Torn, posição ganha na última classificativa, depois de acidente da dupla nacional Pedro Antunes/Pedro Alves. «Queremos deixar aqui uma palavra final ao Pedro Antunes e ao Pedro Alves que fizeram um rali fantástico e mereciam vencer. Nem sempre o desporto premeia quem é melhor, mas são um bom exemplo de que nós portugueses podemos competir e estar ao nível dos melhores da Europa, e que é para isso que todos trabalhamos».

    A próxima prova de Pedro Almeida e Hugo Magalhães é o Rali da Madeira, em agosto.

  • Motorsport Hoje: Team LPM Grupo NOV

    MOTORSPORT HOJE 1ª Temporada – Episódio #68

    No programa de hoje, vamos ao encontro da dupla de irmão António Cruz Monteiro / Ana Cruz Monteiro, que defendem as cores do Team LPM Grupo NOV.

    É aos comandos de um Peugeot 208 T16 R5 que têm brilhado nos ralis e eventos de exibição, comparticipações de relevo e demonstrado andamento para outros voos.

    A entrevista foi conduzida em Leiria, pelo jornalista Joaquim Amândio Santos, num programa que contou com edição de vídeo de Armando Leitão, fotografia a cargo de Pedro Monserrate e a sonoplastia assegurada por Paulo Seabra.

  • Pedro Almeida e Hugo Magalhães vencem 2R2M na Calheta

    Pedro Almeida e Hugo Magalhães, aos comandos do Peugeot 208 Rally4 foram os melhores entre os carros de duas rodas motrizes no Rali da Calheta.

    A prova do Campeoanto Regional de Ralis da Madeira serviu de ensaio à participação da equipa para o Rali de Roma – pontuável para o Europeu de Ralis (ERC) e a disputar dentro de uma semana – e para o Rali da Madeira, a próxima corrida do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).

    «Viemos ao Rali da Calheta acima de tudo para preparar as próximas competições, trabalhar nas afinações do carro e para evoluir, objetivos totalmente cumpridos e acabamos premiados com a vitória entre os carros de 2RM e na categoria RC4» começou por referir o piloto.

    «Gostamos muito do Rali, tiramos prazer da condução e fizemos uma corrida sempre a melhorar o andamento, sem arriscar muito e tomando diversas experiências com diferentes afinações no carro, o que nesta fase é muito importante para enfrentar as corridas que se aproximam nos campeonatos que estamos a disputar» afirmou Pedro Almeida depois da passagem pelo pódio do Rali da Calheta.

    «Obviamente que ser o mais rápido entre os carros da nossa categoria é motivo de satisfação, consolida o trabalho que estamos a fazer, dá-nos confiança para o futuro e estamos muito contentes por isso, embora saibamos que há ainda muito para evoluir quer na nossa condução quer no Peugeot 208 Rally4».

    Pedro Almeida volta à Ilha da Madeira dentro de três semanas para disputar o Rali Vinho Madeira (CPR) mas antes disso vai estar já no próximo fim-de-semana no Rali de Roma, prova que marca o regresso do ERC à competição. «Será tudo novo para nós mas partimos com muita confiança. O trabalho que temos desenvolvido, tanto com o Hugo Magalhães como com a The Racing Factory, dá- nos bons indicadores, embora saibamos que cada rali é um novo desafio e que andamos sempre no limite do risco. Vamos ver como decorrem os reconhecimentos e depois encarar com toda a garra a exigência da prova em Roma» rematou o piloto famalicense.

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  • Fábio Santos esteve eficaz em Castelo Branco

    Leitura clara de corrida e estratégia a condizer. Eis a receita que permitiu à dupla Fábio Santos/Ricardo Sismeiro ultrapassar todas as dificuldades do Rali de Castelo Branco e continuar na liderança da Divisão 2 dos Desafios Kumho Asfalto e Centro, registando mais um Top 10 absoluto nas contas do Campeonato Centro de Ralis.

    Depois de terem brilhado ao mais alto nível no rali da Bairrada, prova que, nos idos do passado março, deu arranque ao Campeonato centro de Ralis e aos Desafios Kumho Centro e Asfalto, as 3 competições que estão no alvo da ambição de Fábio Santos e Ricardo Sismeiro para a época corrente, a dupla apresentava-se no Rali de Castelo Branco para defender a liderança conquista na Divisão 2 Kumho e a presença no Top 10 classificativo do campeonato da Zona centro.

    E à chegada a terras albicastrenses, a dupla sentia-se, segundo Fábio Santos “com alguma ansiedade, pois foram 4 meses de paragem e desconhecíamos como estaria o nosso ritmo, face à concorrência. De certa forma, foi esse estado de alma que nos levou a fazer um primeiro dia do rali abaixo do ritmo de que somos capazes, embora, antes da prova, tivéssemos concertado uma estratégia que passava muito pela gestão e cautela, perante as dificuldades deste rali muito particular”. O piloto de Leiria ressalva, no entanto, que “mesmo com essa ansiedade, acabou por ser um primeiro dia muito positivo, pois concluímos o único troço disputado bem dentro do Top 10 do campeonato e a liderar nos Kumho 2”.

    Na manhã de domingo, a dupla estava muito motivada e queria defender o seu posicionamento, ao longo das 4 especiais que o pelotão tinha de percorrer.

    Mas a falta de testes anteriores ao rali e a canícula extrema, acabaria por fazer mossa no motor do Citroen Saxo que começou a sobreaquecer a partir de meio da segunda especial do dia e forçou a dupla a “levantar o pé, entrando em modo de gestão de danos. Felizmente conseguimos chegar ao fim e no 2º lugar no Kumho 2, atrás do Isaac que está de parabéns, pela excelente prova que fez”, realça Fábio Santos.

    No entanto, o piloto sente que “sem o problema poderíamos ter estado mais acima e, quem sabe, obtido a vitória entre os Kumho. Este nosso Saxo tem uma preparação feita na nossa garagem e, embora tenhamos muito orgulho no trabalho que temos feito a evoluí-lo, temos a noção que, aqui e ali, poderão surgir problemas. Mesmo assim, a robustez que o carro demonstrou diz bem do empenho que temos colocado na sua preparação”.

    Já Ricardo Sismeiro, co-piloto e Team Manager, destaca “termos conseguido cumprir a missão a que nos destinámos. Sabíamos que Castelo Branco seria, talvez, o rali mais complicado do nosso calendário e assim foi. Zonas muito sujas, temperaturas muito elevadas. Depois, como chegávamos a esta prova com algumas alterações no Setup do Citroen e sem muitos testes que nos permitisse aquilatar das diferenças, impunha-se alguma cautela e muita cabeça ao longo de todo o rali”.

    E essa opção rendeu frutos pois “conseguimos cumprir todos os objetivos, amealhando preciosos pontos para todos os campeonatos em que estamos integrados e evitando males maiores na mecânica do Saxo, estando muito motivados para o resto da época. Uma palavra para todos os elementos da equipa que estiveram excelentes no apoio que nos deram”.

    No computo geral, o rescaldo tem de ser, obrigatoriamente positivo. Top 10 no campeonato, 2ª posição entre os Kumho 2 e manutenção da liderança na tabela classificativa da Divisão 2 dos Desafios Kumho Centro e Asfalto, mantêm esta jovem equipa na rota dos cetros que querem conquistar, continuando entre os favoritos a reclamar os títulos em causa.

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  • RallySpirit 2020 confirmado

    Está de regresso o emblemático evento dos “Rally-Legends”, cumprindo rigoroso plano de contingência de saúde pública, no âmbito da pandemia Covid-19, para proteção das equipas, público e restantes intervenientes. Barcelos, Vila Nova de Gaia e Porto assumem protagonismo geográfico da prova.

    Fruto das inusitadas circunstâncias que o mundo atravessa, o evento dará prioridade à saúde pública. A prova disputar-se-á, assim, em 2020, sob a égide das indispensáveis medidas protocolares de segurança sanitária e ao abrigo do plano de contingência traçado pela FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting), sob as orientações da DGS (Direção-Geral de Saúde), para a máxima proteção de todos os agentes envolvidos.

    Face à atual situação, a decisão de realizar o evento não se afigurou fácil, mesmo se o caminho mais simples seria o da anulação. Todavia, após elevada ponderação, entendem os responsáveis da X Racing (entidade promotora) que os adeptos do RallySpirit e a economia local merecem todo o empenho para ajudar a “virar a página” de um momento tão difícil como o que estamos a viver. É assim, neste contexto, que a organização e as Câmaras Municipais envolvidas deram “luz verde” à viabilização do RallySpirit 2020, ainda que plenamente conscientes que, uma evolução negativa ou agravamento da situação da saúde pública, durante os mais de três meses que faltam para a prova se disputar, poderá condicionar, em definitivo, a sua realização em 2020.

    Aliás, o facto de pela primeira vez integrar o calendário do “Slowly Sideways Europe” – a par de algumas das melhores provas de “Rally-Legends” mundiais, como é o caso do “Eifel Rallye Festival”, do “Alsaces Rallye Festival” e do “Rallye Festival Valles Pasiegos” – confirma a meritória evolução, ano após ano, do RallySpirit e do seu cada vez maior reconhecimento internacional. Num ano de especial contenção e prudência, não está prevista a presença de um Top Driver internacional (a exemplo do que aconteceu com Miki Biasion em 2016, Ari Vatanen em 2017, François Delecour em 2018 e Stig Blomqvist em 2019). Mas isso não significará menos emoções na estrada, uma vez que a organização da X Racing volta a prometer um parque automóvel muito exclusivo, com um bom número de “Grupo B”, que tornará o RallySpirit 2020 numa edição tão especial quanto as anteriores.

    Quanto ao esquema competitivo idealizado pela X Racing e CAST (Clube Automóvel de Santo Tirso), a prova de 2020 tem como principal alteração a mudança do seu centro nevrálgico, que passa agora a estar localizado em Barcelos, cidade responsável por acolher o arranque e o final da prova. Contudo, Vila Nova de Gaia e o Porto, continuam a contribuir para o carácter singular e mítico da prova, com passagens garantidas pela emblemática Marginal de Gaia e Avenida dos Aliados (Porto), frente à Câmara Municipal do Porto.

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    Para Pedro Ortigão, um dos responsáveis da X Racing, “a viabilização do RallySpirit2020 representa um grande esforço da nossa parte e foi devidamente ponderada por todos, com a consciência de que, a três meses da prova, ou avançávamos agora ou teríamos de adiar o evento para 2021. Assumindo o risco, já começamos a trabalhar nesta sexta edição, onde será muito importante cumprir e fazer cumprir as medidas excecionais de saúde pública que estiverem em vigor, de forma a garantir a segurança de todos. Em todo o caso, estaremos naturalmente atentos ao evoluir da situação e, em caso de força maior, também estamos preparados para voltar com a decisão atrás e inviabilizar o evento este ano”.

    Nestas circunstâncias, Pedro Ortigão refere também ser essencial “contar com a colaboração de todos, para que esta festa do automobilismo nacional volte a marcar encontro com o sucesso, até porque, desportivamente, estamos em crer não faltarão argumentos para colocar na estrada mais uma prova memorável.”

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  • Desafio KUMHO: Armando Carvalho continua imbatível!

    O piloto do Mitsubishi Evo V dominou de fio a pavio o Rali de Castelo Branco, numa prova em que Daniel Ferreira e Rui Silva Santos reclamaram, respetivamente, o 2º e 3º lugar no CCR, dando novo pódio completo aos pneus KUMHO. Isaac Portela saiu por cima no duelo aceso que foi travado na Divisão 2, chegando ao primeiro triunfo da época.

    Um ponto de ordem antes de dissecarmos a parte competitiva da presença do 3º Desafio Kumho Portugal no Rali de Castelo Branco. É de toda a justiça começar por realçar que estiveram no evento albicastrense três dezenas de equipas com pneus KUMHO, o que correspondeu a 30% dos participantes. Notável a forma como, cada vez mais, os pneus KUMHO são a opção tomada pelos pilotos portugueses

    Pelo andar da carruagem, a pergunta que mais se fará no Desafio Kumho Portugal e no CCR é “quem parará Armando Carvalho?!”

    2020 poderá vir a ser o ano da consagração do piloto. Navegado pela sua fiel “escudeira” Ana Santos, o piloto do Mitsubishi EVO V está a revelar uma rapidez que, pelo menos até ao momento, tem sido impossível de contrariar pelos seus fortes opositores. No rali albicastrense, venceu as 5 especiais do programa e concluiu a prova com 57,6 segundos de vantagem sobre o mais direto adversário, consolidando de forma clara a liderança do CCR, dos Desafios KUMHO ASFALTO e CENTRO e tornando-se assim o primeiro líder do Desafio KUMHO SUL, que arrancou neste rali.

    “Foi um fim-de-semana muito difícil devido ao imenso calor que se fez. Os nossos objetivos eram garantir a liderança do campeonato, mesmo que não fosse obrigatório vencer a prova, mas conseguimos a vitória e assim cimentar a nossa liderança nos Desafios KUMHO e no CCR”, afirmou o piloto no final.

    Atrás e si, a história da luta pelos outros dois lugares dos pódios Divisão 1 KUMHO e Geral do Campeonato Centro de Ralis, parecia tirada a papel químico já que, Daniel Ferreira (Mitsubishi Carisma GT) e Rui Silva Santos (Subaru Impreza) foram sempre, respetivamente, 2º e 3º da tabela de tempos, ao longo de todas as especiais, terminando logicamente nessa ordem, no final. Um excelente resultado de conjunto para a Domingos Sport que colocou 3 carros preparados por si nos lugares cimeiros KUMHO e do CCR.

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    Vindo de terras algarvias, Rui Rijo assinou uma excelente estreia entre os KUMHO, colocando o seu Mitsubishi EVO VIII MR no 4º posto, num rali que desconhecia por completo. O seu andamento e o resultado provam que há que contar com ele no Desafio KUMHO SUL.

    Quinto lugar para Paulo Correia. Um a vez mais, o piloto do Renault Twingo R2 assinou uma excelente exibição e voltou a consegui um resultado muito positivo, amealhando preciosos pontos para a tabela da Divisão.

    O 6º lugar foi a recompensa que o jovem Eduardo Santos obteve depois de um rali que se transformou num autêntico calvário. De início a fim, o Subaru Impreza que tripulou revelou debilidades que condicionaram sempre o seu andamento.

    Paulo Ferraz levou o seu Subaru Impreza ao 7º lugar, depois de superar todas as armadilhas do percurso, jogando na regularidade para, finalmente, concluir um rali, depois de várias desistências inglórias no passado.

    Estreante absoluto, Joaquim Rodrigues (Ford Fiesta R2T) efetuou uma prova tranquila, premiada com o 8º posto na Divisão. Atrás de si, quedou-se Nuno Mateus. O representante KUMHO na luta entre os Clássicos teve um rali para esquecer, cheio de problemas no Mitsubishi EVI IV, que ditaram o seu afastamento dos lugares cimeiros, como lhe é habitual.

    Na 10 º posição, concluiu este duro rali o Subaru Impreza de José Batista, que logrou ultrapassar todas as vicissitudes e marcar pontos.

    Isaac Portela triunfa na Divisão 2

    Com 3 “galos” separados por menos de meio minuto no final, dá para perceber que, uma vez mais, a luta pela primazia no “capoeiro” da Divisão 2 KUMHO foi acesa. Isaac Portela (Citroen C2), Fábio Santos (Citroen Saxo) e Pedro Silva (Peugeot 206 Gti) protagonizaram um duelo musculado pela primazia entre os 2R2L KUMHO, dando bem conta da forte competitividade que aqui se vive.

    Líder desta divisão à partida, após a sua vitória na Bairrada, Fábio Santos venceu a primeira especial, saltando para o comando, mas Isaac Portela esperou pelo segundo dia para subir a fasquia e revelar um andamento tão forte que foi demasiado para a concorrência.

    O piloto do Citroen C2 venceu as 4 especiais da 2ª jornada, recuperando paulatinamente o prejuízo de cerca de 12 segundos que trazia da PEC 1 e chegando ao comando da prova na penúltima classificativa, não mais o largando.

    Fábio Santos acabou por garantir o 2º lugar e assim manter a liderança da Divisão nos Desafios KUMHO CENTRO e ASFALTO, enquanto Portela é assim o primeiro líder do Desafio KUMHO SUL.

    A jogar em casa, Pedro Silva esteve sempre perto dos outros dois contendores pela vitória, mas acabou por ter de se contentar com um excelente 3º lugar final, prémio justo para a consistência do jovem de Vila Velha de Rodão.

    Outro Peugeot 206 levou Frederico Monteiro ao 4º lugar final, enquanto Hélder Cordeiro (Ford Escort MKII) realizava uma magistral exibição, sendo o melhor “tração traseira da prova”, num traçado com asfalto sempre cheio de terra, o que só releva a sua condução.

    Mais oito equipas desta Divisão KUMHO lograram terminar o duro rali. Viana Martins (Renault Clio 2.0 Cup) veio desde o Algarve para assegurar um positivo 6º posto, tendo logo atrás de si Filipe Silva, em Citroen Saxo VTS. O top 10 ficou completo com as presenças de Vítor Gomes (Peugeot 206 Gti), Filipe Abrantes (Citroen C2 R2) e Paulo Santos (Peugeot 206), respetivamente 8º, 9º e 10º, cabendo a Fábio Nunes colocar o seu Peugeot 206 no 11º posto, enquanto Pedro Antunes conduzia o seu BMW E30 ao 12º lugar e Nuno Serôdio, a braços com um rali carregado de problemas, se quedava pelo 13º posto.

    A próxima prova do 3º Desafio Kumho Portugal será a sul. Portimão receberá a abertura de época do Campeonato Sul de Ralis e será a 2ª jornada do Desafio KUMHO SUL e a 3ª do Desafio KUMHO ASFALTO.

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