Categoria: Ralis

  • Rali de Portugal: rapidez e calculismo no desafio mais duro do CPR

    Rali de Portugal: rapidez e calculismo no desafio mais duro do CPR

    O Vodafone Rally de Portugal volta a colocar os pilotos nacionais à prova nos dias 7 e 8 de maio, naquela que é considerada a etapa mais exigente do Campeonato de Portugal de Ralis.

    Integrados na estrutura do WRC, os concorrentes do CPR enfrentam um cenário particularmente desafiante, com pisos de terra muito degradados após a passagem das equipas do mundial. Num contexto assim, a gestão assume um papel determinante, obrigando a encontrar o equilíbrio ideal entre velocidade e cautela para evitar furos e problemas mecânicos.

    Neste tipo de prova, a experiência é um fator-chave, e Armindo Araújo surge como um dos principais candidatos ao triunfo. O piloto do Skoda Fabia RS Rally2, recordista de presenças como melhor português nesta prova, iniciou a época com um segundo lugar e quer manter-se na luta pelos primeiros lugares do campeonato.

    Mas a concorrência promete ser forte. O líder do campeonato, Rúben Rodrigues, chega motivado após a vitória em Amarante e será, naturalmente, um dos homens a bater. A luta pelos lugares cimeiros deverá envolver vários nomes de peso, como Pedro Almeida, José Pedro Fontes, Pedro Meireles e Ricardo Teodósio, além de jovens em afirmação como Gonçalo Henriques e Hugo Lopes.

    Serão 14 os pilotos do CPR à partida para esta ronda, que se disputa quinta e sexta-feira ao longo de 10 classificativas, num total de 134,3 quilómetros cronometrados, maioritariamente em terra. A única exceção será a superespecial da Figueira da Foz, disputada em asfalto.

    Com condições duras e exigentes, o Rally de Portugal promete voltar a ser um verdadeiro teste de resistência e inteligência estratégica para os pilotos nacionais.

  • Marco Oliveira domina Rali de Santo Tirso e soma primeira vitória da época

    Marco Oliveira domina Rali de Santo Tirso e soma primeira vitória da época

    O piloto Marco Oliveira foi o grande vencedor do Rali de Santo Tirso, terceira prova do Campeonato Norte de Ralis 2026, ao impor-se de forma clara à concorrência e conquistar o seu primeiro triunfo da temporada.

    Aos comandos de um Skoda Fabia N5, navegado por Ricardo Sousa, o piloto de Marco de Canaveses liderou a prova de início ao fim, terminando com 38,6 segundos de vantagem sobre André Ribeiro e 1m13,8s sobre Rafael Cunha.

    Depois de um arranque com a super-especial noturna, a prova organizada pelo Clube Automóvel de Santo Tirso confirmou-se exigente, sobretudo devido à chuva matinal que marcou o início da jornada decisiva. Apesar das dificuldades iniciais com o piso molhado, Marco Oliveira foi sempre capaz de gerir a vantagem e responder aos ataques de André Ribeiro, que ainda sofreu uma penalização na super-especial. Com o evoluir da prova e a melhoria das condições do piso, o piloto do Skoda cimentou a liderança, garantindo um triunfo sólido e sem contestação.

    Luta intensa pelos restantes lugares do pódio

    Na segunda posição terminou André Ribeiro, acompanhado por João Alves, que além do pódio à geral venceu também entre as Duas Rodas Motrizes (2RM), confirmando um andamento muito competitivo ao longo de toda a prova.

    O terceiro lugar foi assegurado por Rafael Cunha, navegado por Gonçalo Cunha, em Ford Fiesta R200, completando um pódio totalmente dominado por pilotos do Norte.

    À porta do pódio ficou Rui Marçal Lima, que terminou na quarta posição e terceiro entre os 2RM, num regresso muito positivo à competição após o acidente sofrido na época passada. A fechar o top 5, surgiram Tiago Caetano e Filipe Carvalho, também em Peugeot, numa prova marcada por alguns abandonos e condições exigentes.

    No Campeonato Norte de Ralis Feminino, a vitória foi para Rosário Antunes e Diana Rodrigues, em Audi S3 Quattro, à frente de Cristina Silva e Sónia Pires. Destaque ainda para a presença de Armindo Araújo, que desempenhou funções de carro 0, proporcionando momentos especiais ao público, incluindo co-drives com alguns espectadores e figuras locais.

    Com este triunfo, Marco Oliveira junta-se a Vítor Ribeiro e Henrique Rodrigues na lista de vencedores da temporada, mantendo o Campeonato Norte de Ralis em aberto e altamente competitivo.

  • Rally de Portugal arranca com mais ação e troços renovados

    Rally de Portugal arranca com mais ação e troços renovados

    Portugal volta a receber o Mundial de Ralis com a realização do Vodafone Rally de Portugal, que vai para a estrada entre os dias 7 e 10 de maio, naquela que será a sexta ronda do campeonato do mundo.

    A 59.ª edição da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal apresenta novidades importantes, desde logo com o aumento da ação competitiva logo no primeiro dia. Pela primeira vez, as equipas entram em prova já na quinta-feira, com uma secção composta por três classificativas.

    As principais alterações concentram-se nos dois primeiros dias. A superespecial da Figueira da Foz surge com um traçado renovado, enquanto na sexta-feira os troços de Arganil e Góis serão disputados em sentido inverso ao habitual. Já a classificativa da Lousã estreia-se totalmente no percurso deste ano. O sábado será o dia mais intenso, com nove especiais, enquanto o “Super Domingo” contará com quatro classificativas, incluindo a segunda passagem por Fafe como Power Stage. Outra novidade prende-se com a cerimónia de pódio, que este ano se realizará junto ao final da última especial.

    No total, os concorrentes enfrentarão 23 troços cronometrados, num percurso de 344,91 quilómetros contra o cronómetro, inserido num total de 1874,58 km entre ligações e especiais.

    Lista de luxo e candidatos à vitória

    A prova contará com cerca de 70 equipas e reúne os principais protagonistas do campeonato. Elfyn Evans chega como líder do Mundial, liderando uma forte presença da Toyota. Entre os favoritos destaca-se Sébastien Ogier, que procura o oitavo triunfo em Portugal, reforçando o seu estatuto como o piloto mais bem-sucedido da prova. Também Thierry Neuville e o próprio Evans já sabem o que é vencer em território nacional. Entre os portugueses, o destaque vai para Armindo Araújo, que já venceu o rali por três vezes e procura afirmar-se entre os melhores, apesar de competir com um Rally2.

    Portugal recebe 11 carros Rally1, a categoria máxima do WRC, enquanto o pelotão Rally2 conta com 44 inscritos, incluindo o líder do WRC2, Yohan Rossel. Já nas categorias Rally3, WRC3 e JWRC, a presença de jovens talentos reforça a competitividade global da prova.

    Para Carlos Barbosa, presidente da comissão organizadora, o Rally de Portugal continua a ser uma referência: “É uma enorme festa que mobiliza milhares de pessoas e gera um impacto económico significativo nas regiões por onde passa.” A base operacional volta a estar instalada na Exponor, em Matosinhos, onde decorrem as verificações e toda a logística da prova, com os reconhecimentos a decorrerem até ao início oficial da competição.

    Com três dias e meio de ação e milhares de fãs esperados nas classificativas, o Rally de Portugal volta a prometer espetáculo ao mais alto nível no panorama mundial dos ralis.

  • Rallye das Camélias desafia a adversidade e volta a fazer história com edição emocionante

    Rallye das Camélias desafia a adversidade e volta a fazer história com edição emocionante

    Entre intempéries, ajustes de última hora e uma complexa operação logística, o Bilstein Group Rallye das Camélias 2026 foi para a estrada graças a um esforço verdadeiramente hercúleo do Clube de Motorismo de Setúbal, em estreita articulação com os municípios de Cascais, Mafra, Sintra e Torres Vedras, que, perante a adversidade, não hesitaram em unir esforços para garantir a continuidade de um evento com décadas de história.

    Mais do que uma competição, esta edição afirmou-se como uma demonstração de resiliência coletiva, onde organização, autarquias, equipas e populações mostraram que o Rallye das Camélias é hoje muito mais do que um evento desportivo: é um património vivo do automobilismo nacional.

    No final, o balanço não podia ser mais claro, como sublinhou Fernando Matias, presidente do Clube de Motorismo de Setúbal. “Foi muito acima daquilo que eram as nossas expectativas. Não foi fácil, depois de tantos contratempos e alterações, conseguir colocar a prova na estrada. Foi, de facto, uma tarefa hercúlea.” O responsável destacou ainda o apoio determinante de todos os envolvidos: “Nada disto seria possível sem o apoio dos patrocinadores, das câmaras municipais e, acima de tudo, das equipas, que estiveram sempre ao lado da organização e nunca deixaram de acreditar.”

    Também a resposta do público e o impacto gerado não deixaram margem para dúvidas quanto ao sucesso da prova. “Estamos muito satisfeitos com aquilo que conseguimos fazer. O Rallye das Camélias acabou por ser um grande sucesso. Basta olhar para as redes sociais e perceber o feedback extremamente positivo que recebemos”, acrescentou.

    Domínio de Rui Madeira numa edição exigente

    Em termos desportivos, a edição de 2026 ficou marcada pelo domínio claro de Rui Madeira, navegado por Nuno Rodrigues da Silva, que impôs o seu ritmo desde cedo e não mais largou o comando da prova. Depois de um primeiro troço ganho por Gil Antunes, que chegou a liderar na fase inicial, Madeira assumiu a liderança na segunda especial e nunca mais a perdeu, vencendo seis das oito classificativas disputadas e construindo uma vantagem sólida até final.

    Gil Antunes, acompanhado por Diogo Correia, rubricou uma exibição de grande nível e garantiu o segundo lugar absoluto com todo o mérito, mantendo sempre uma toada competitiva elevada e consistente ao longo do rali.

    O pódio ficou completo com Carlos Fernandes e Valter Cardoso, que voltaram a demonstrar a sua competitividade ao mais alto nível, sendo os melhores entre as viaturas de quatro rodas motrizes fora da categoria Rally2. A dupla esteve sempre muito forte, venceu uma classificativa e confirmou, uma vez mais, o seu estatuto como referência da prova.

    Nas duas rodas motrizes, o destaque foi para o jovem Afonso Santos, navegado por Alexandre Rodrigues, que aproveitou o Rallye das Camélias para ganhar ritmo e confiança tendo em vista a próxima ronda do Campeonato de Portugal de Ralis. O piloto da PT Racing esteve sempre rápido, eficaz e consistente aos comandos do Peugeot 208, evidenciando uma evolução muito significativa e confirmando o seu potencial.

    Num rali particularmente exigente, o número de equipas que lograram chegar ao final assume especial relevância, refletindo não só a dureza do percurso, mas também o elevado nível de preparação e resiliência dos participantes.

    Espetáculo dentro e fora da competição

    Para além da vertente competitiva, o Rallye das Camélias voltou a afirmar-se como um verdadeiro espetáculo, dentro e fora das classificativas. A presença dos convidados internacionais Vaidotas Žala e Paulo Fiúza, vencedores do Rally Dakar na categoria de camiões, foi um dos grandes destaques, conquistando o entusiasmo do público e contribuindo de forma decisiva para a projeção mediática do evento.

    Antes da sua entrada em estrada, os espectadores tiveram ainda a oportunidade de assistir à passagem de máquinas icónicas e equipas experientes que desempenham funções essenciais na estrutura de segurança da prova. Entre os momentos mais marcantes destacou-se o emblemático Audi Quattro S1 E2, conduzido por Alberto Fraga e navegado por Filipe Alvarado, numa exibição que evocou a história e a emoção do automobilismo de outros tempos.

    Com um equilíbrio raro entre tradição e modernidade, superação e espetáculo, o Rallye das Camélias voltou a afirmar-se como uma referência incontornável do desporto motorizado em Portugal. E, como deixou claro Fernando Matias, o futuro já está em marcha: “Estamos já preparados para começar, no próximo mês, a trabalhar na próxima edição.”

  • Carlos Fernandes: “problemas no Lancer deixaram por terra a luta pela vitória”

    Carlos Fernandes: “problemas no Lancer deixaram por terra a luta pela vitória”

    O três vezes vencedor do Rallye das Camélias, Carlos Fernandes, terminou a edição de 2026 no terceiro lugar da classificação geral, aos comandos do seu Mitsubishi Lancer, navegado por Valter Cardoso, num desempenho marcado pela competitividade e pela capacidade de superação perante adversários mais recentes.

    Depois de chegar à prova com ambições legítimas de lutar pela vitória, o piloto viu as suas aspirações condicionadas logo no primeiro dia, na sequência de problemas técnicos no seu habitual Lancer, que acabaram por afastá-lo da discussão direta pelo triunfo absoluto. Ainda assim, Fernandes não baixou os braços e manteve um ritmo elevado ao longo da restante prova, enfrentando a exigente tarefa de medir forças com as mais modernas máquinas Rally2.

    Apesar das dificuldades iniciais, a dupla conseguiu deixar a sua marca na competição, alcançando uma vitória à geral numa classificativa e somando vários segundos lugares, num claro sinal de competitividade e consistência ao longo do rali. O resultado final traduziu-se também na vitória na respetiva classe e grupo, reforçando o estatuto de referência do piloto neste tipo de competição.

    No final, Carlos Fernandes destacou o espírito de luta que marcou a sua participação: “Mais um Rallye das Camélias disputado, desta vez com a vitória na classe/grupo e com um terceiro lugar da geral absoluta. No primeiro dia de prova, problemas no Lancer deixaram por terra a luta pela vitória, mesmo com a difícil missão de bater os novos Rally2. Ainda assim, fica o registo de um troço ganho à geral e vários segundos lugares. Venha o próximo, que a vontade de vencer é sempre muita.”

    O piloto deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os que contribuíram para o resultado alcançado: “O meu agradecimento a toda a minha família, amigos, parceiros e ao meu navegador Valter Cardoso, pelo trabalho de excelência, em conjunto com a Wintech Competição.”

    Com este resultado, Carlos Fernandes volta a demonstrar a sua competitividade num dos ralis mais emblemáticos do calendário nacional, mantendo-se como um dos nomes de referência do Rallye das Camélias e deixando claro que continuará a ser um candidato natural às vitórias nas próximas edições.

  • Rui Madeira conquista “tetra” no Rally das Camélias com domínio absoluto

    Rui Madeira conquista “tetra” no Rally das Camélias com domínio absoluto

    Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva venceram o Rally das Camélias 2026, alcançando assim o quarto triunfo da carreira do piloto português na emblemática prova, depois das vitórias conquistadas em 2021, 2022, 2023 e agora 2026.

    Aos comandos do Hyundai i20 Rally2 da CRN Competition, a dupla protagonizou uma exibição de grande autoridade, assumindo o comando da classificação logo na segunda classificativa e nunca mais permitindo qualquer aproximação decisiva por parte da concorrência, construindo uma vantagem de forma paulatina e consistente até final.

    Numa prestação de claro domínio, Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva venceram seis das oito especiais de classificação disputadas, terminando a prova com 21,8 segundos de vantagem sobre os segundos classificados, confirmando de forma inequívoca o estatuto de principais protagonistas desta edição.

    No final, Rui Madeira destacou a importância desta vitória e a forma como a prova foi sendo construída ao longo das duas etapas: “Esta edição do Rallye das Camélias 2026 teve mudanças significativas, como a primeira edição sem a visita à Serra da Sintra, devido às condições devastadoras ocorridas em fevereiro passado. Almargem do Bispo, Casal Barbas e Torres Vedras foram as novidades na edição deste ano”.

    O piloto explicou que a entrada na prova foi positiva desde os primeiros quilómetros, permitindo lançar desde cedo a candidatura ao triunfo: “Esta prova tinha como objetivo lutarmos pela vitória com o Hyundai i20 Rally2 da CRN Competition, que se apresentou sempre muito competitivo. Entrámos bem na primeira classificativa de Almargem do Bispo, em que perdemos apenas um segundo para o melhor tempo. Na segunda passagem conseguimos vencer e terminámos na liderança da primeira etapa”, sublinhou.

    Já na etapa decisiva de domingo, Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva mostraram-se ainda mais fortes, consolidando a liderança com uma sequência muito sólida de registos de referência: “Na segunda etapa mantivemos sempre a liderança e vencemos cinco das seis especiais do dia, perdendo apenas uma por sete décimas. Fomos percebendo qual a forma de tirar proveito das afinações do Hyundai i20 e nitidamente melhorámos na secção da tarde, em que se tornou mais fácil. Era aí que sabíamos que a PEC mais longa faria toda a diferença, mas não foi necessário atacar perante a vantagem que tínhamos”.

    A forma como a dupla foi gerindo a prova, aliando rapidez, eficácia e inteligência estratégica, permitiu transformar a liderança conquistada no sábado numa vitória robusta e sem contestação no final do rali, naquele que foi um dos desempenhos mais dominadores de Rui Madeira nesta prova.

    Depois da desilusão vivida no anterior Rally de Lisboa, o triunfo nas Camélias teve também uma carga emocional especial para toda a estrutura envolvida no projeto: “Depois do balde de água fria no passado Rali de Lisboa, queremos dedicar a vitória à CRN Competition, sponsors, família e fãs que estiveram sempre a torcer por nós ao longo de toda a prova”.

    O piloto fez ainda questão de deixar uma palavra de reconhecimento à organização, pelo esforço desenvolvido para garantir a realização da prova num contexto especialmente exigente. “Por fim, quero dar os parabéns ao trabalho da organização pelas adversidades que foi superando nos últimos meses para realizar a prova”, acrescentou.

    Olhando para o futuro, o piloto revelou ainda que nas próximas semanas será conhecido com maior detalhe o programa desportivo para 2026. “Nas próximas semanas vamos dar a conhecer o programa de 2026, mais detalhado, que deverá incluir uma ou duas provas do CPR e três ralis Legend: o Spirit, o Luso-Bussaco e uma participação além-fronteiras”, revelou.

  • Rafael Cardeira renova com o Sporting até 2027 e reforça ligação ao clube

    Rafael Cardeira renova com o Sporting até 2027 e reforça ligação ao clube

    Rafael Cardeira vai continuar a representar o Sporting Clube de Portugal nas próximas temporadas, depois de renovar o seu vínculo com o clube até 2027, com mais um ano de opção.

    O piloto prolonga assim uma ligação iniciada em 2018, reforçando uma parceria sólida que tem acompanhado a sua evolução no automobilismo nacional, onde atualmente compete de forma regular no Campeonato de Portugal de Ralis.

    “É sempre uma sensação incrível. Poder representar o clube do meu coração a fazer o que mais gosto é o melhor que podia pedir. É um orgulho muito grande continuar a representar esta grande instituição”, afirmou Rafael Cardeira.

    Ao longo dos últimos anos, o piloto tem construído um percurso consistente, passando por diferentes categorias e consolidando a sua presença no panorama dos ralis em Portugal. A ligação ao Sporting CP tem sido um elemento diferenciador no seu projeto, não só pela visibilidade proporcionada aos parceiros, mas também pela forte ligação às comunidades locais e pelo apoio dos adeptos ao longo das provas.

    Com esta renovação, Rafael Cardeira reforça o compromisso de continuar a evoluir desportivamente e de lutar por resultados que dignifiquem o nome do clube leonino nas estradas dos ralis nacionais.

  • Rui Madeira nas Camélias com ambição de voltar a vencer

    Rui Madeira nas Camélias com ambição de voltar a vencer

    A dupla formada por Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva apresenta-se à partida do Rally das Camélias 2026, determinada em discutir a vitória numa prova onde o consagrado piloto português já venceu por três vezes, em 2021, 2022 e 2023.

    Aos comandos do Hyundai i20 N Rally2 da CRN Competition, o “mundialista” português regressa a uma das provas mais emblemáticas do calendário nacional com motivação elevada, confiança no trabalho desenvolvido nas últimas semanas e ambição renovada para lutar pelos primeiros lugares: “Entramos no Rali das Camélias 2026 com grande motivação e foco no objetivo. Infelizmente, este ano a prova não passa pela Serra de Sintra, devido às tempestades que afetaram fortemente esta mítica região e o Oeste de Portugal”.

    Apesar dessa alteração ao figurino habitual do rali, a dupla encara esta participação com total determinação: “Do ponto de vista desportivo, vamos entrar determinados a lutar pela vitória. Sabemos que as duas primeiras classificativas são novas e disputadas ‘em casa’ dos nossos adversários, mas isso só reforça a nossa motivação”.

    O traçado definido para esta edição merece, ainda assim, apreciação positiva por parte de Rui Madeira: “O percurso definido pela organização é muito interessante, com destaque para as novas especiais de Casal Barbas e Torres Vedras. A classificativa de Sobral da Abelheira, a mais longa, é a que mais apreciamos: exigente, variada e com potencial para fazer diferenças”.

    Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva realizaram um intenso trabalho de adaptação às evoluções introduzidas no Hyundai i20 N Rally2: “A preparação começou em março, ao lado do meu habitual navegador, Nuno R. Silva, com um primeiro teste em Fafe. Aproveitámos para nos adaptarmos às evoluções do Hyundai i20 Rally da CRN Competition, especialmente ao nível do motor”.

    Rui Madeira acredita no potencial do conjunto e espera agora que essa evolução se reflita em andamento e resultado: “A equipa tem trabalhado bem e acredita no seu valor. Sabemos que, nas corridas, também é preciso alguma sorte, algo que nos faltou no Rally de Lisboa, quando estávamos na luta pelo pódio”.

    O piloto lamenta igualmente que a alteração de datas da prova tenha acabado por condicionar a lista de participantes: “Lamentamos a ausência de vários pilotos de topo e de Rally2 que estavam inscritos. A alteração de datas, alheia à organização e motivada pelas intervenções nas estradas, acabou por condicionar a lista de participantes”.

    Para 2026, o piloto sublinha também a importância dos parceiros que acompanham este novo capítulo competitivo. “Estamos muito satisfeitos por representar o Team Esc Online, assim como pela nova parceria com a Tintas Robbialac e a Pradil, mantendo também o apoio da Polpanorte e da CRN-F3 Jeans da CRN Competition”.

    A fechar, Rui Madeira deixa uma mensagem aos adeptos, apelando ao apoio do público ao longo do fim de semana, sempre com responsabilidade. “Contamos com o vosso apoio no rali em segurança”.

  • Ricardo Teodósio: “Foi o resultado possível”

    Ricardo Teodósio: “Foi o resultado possível”

    Ricardo Teodósio concluiu o Rali Terras d’Aboboreira dentro do Top 10, terminando na 7.ª posição da geral e 6.º entre os pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, naquela que foi uma prova exigente e marcada por alguns contratempos.

    Ao volante do Citroën C3 Rally2, o piloto algarvio enfrentou um rali duro nos troços de terra do norte do país, num fim de semana onde a equipa nunca deixou de lutar, apesar das dificuldades encontradas ao longo da prova.

    No final, Teodósio fez um balanço direto, assumindo também a fase de adaptação ao carro como um fator determinante: “Foi o resultado possível. Tivemos alguns contratempos e estamos também numa fase de adaptação ao carro, o que faz parte do processo”, referiu, deixando ainda um agradecimento aos patrocinadores pelo apoio contínuo.

    Também o navegador José Teixeira destacou a resiliência da equipa ao longo do rali: “Sabíamos que ia ser um rali exigente e acabou por confirmar-se. Tivemos alguns momentos menos fáceis, mas mantivemos o foco até ao fim. É nestas fases que se constroem bases para sermos mais fortes nas próximas provas.”

    Com a primeira prova da temporada concluída, a dupla já aponta baterias ao próximo grande desafio, o Rali de Portugal, onde pretende continuar a evolução e lutar por resultados mais expressivos.

  • Pedro Silva: “não merecíamos este desfecho, mas são os ralis”

    Pedro Silva: “não merecíamos este desfecho, mas são os ralis”

    Pedro Silva e Válter Cardoso protagonizaram um rali de superação no Rali Terras d’Aboboreira, terminando uma prova marcada por dificuldades mecânicas na fase decisiva, quando lutavam por um lugar de destaque no Campeonato de Portugal de Ralis 2RM.

    A dupla do Lancia Ypsilon Rally4 HF, apoiada pela Vision Motorsport, manteve-se sempre no grupo da frente ao longo da prova, chegando à Power Stage na 4.ª posição das contas do campeonato. No entanto, a derradeira classificativa, com cerca de 22 quilómetros, viria a trazer um enorme desafio.

    Logo nos primeiros quilómetros, Pedro Silva ficou sem direção assistida, complicando drasticamente a condução nos exigentes troços de terra da Aboboreira. “Fiquei literalmente sem direção assistida quando ainda faltavam 20 km de muita curva, pedras e zonas estreitas”, revelou o piloto.

    A partir daí, o objetivo passou de atacar a classificativa para simplesmente garantir a chegada ao final, numa demonstração de resistência física e mental. “O objetivo mudou e já só queríamos conseguir chegar ao final sem sair de estrada. Ainda subimos algumas barreiras, mas conseguimos. Na ligação até foi o Válter a guiar, porque eu já não tinha braços que aguentassem”, explicou.

    No final, o piloto fez um balanço agridoce da participação, reconhecendo o trabalho da equipa, mas lamentando o desfecho. “Trabalhámos muito para este rali e para começar o campeonato em alta. Não merecíamos este desfecho, mas são os ralis e vai servir de aprendizagem. Vamos sair mais fortes”, afirmou.

    Apesar das dificuldades, Pedro Silva destacou o nível competitivo do campeonato, sublinhando que a equipa esteve sempre entre os mais rápidos ao longo do fim de semana.

    Com a fase de terra concluída, a equipa vira agora atenções para o asfalto, com o Rali de Lisboa no horizonte. Antes disso, Pedro Silva regressa à ação no Castrol Portugal Rally Series – Ponte de Lima, onde pretende manter a liderança nas duas rodas motrizes. “Começámos a vencer em Vila Velha de Ródão e queremos manter esse registo em Ponte de Lima. Não baixamos os braços”, concluiu.