Categoria: Ralis

  • Armando Carvalho: “sabemos o que temos que fazer para sermos mais competitivos”

    Armando Carvalho: “sabemos o que temos que fazer para sermos mais competitivos”

    A estância termal de São Pedro do Sul recebeu no passado fim de semana a segunda prova do Campeonato Centro de Ralis, prova que marcava a estreia da Armando Carvalho e Ana Santos neste campeonato em 2025.

    A estrearem-se na prova organizada pelo Clube Automóvel de Viseu e a estrearam uma nova montada, a dupla de Vila Nova de Poiares terminaram a prova no lugar mais baixo entre os concorrentes do Campeonato Centro de Ralis, apesar de algumas adversidades. “O balanço final foi bastante positivo depois de algumas peripécias que fomos tendo ao longo da prova”, adiantou o piloto Armando Carvalho.

    “No defeso adquirimos uma nova viatura, mas não tivemos hipótese de o testar antes deste rali. No sábado sentimos algumas dificuldades na adaptação à nova eletrónica do carro e uma escolha de pneus menos acertada fez-nos perder algum tempo na classificação, principalmente na segunda passagem pela especial Aqvua Termal devido a alguma chuva que caiu. No domingo foi um dia diferente, pois conseguimos perceber o que teríamos que mudar no carro. Fizemos um bom tempo na primeira especial do dia, mas na especial seguinte perdemos alguns segundos devido ao corte corrente ter-se desligado. Foram segundos perdidos que poderiam ter animado mais a luta pelo quarto lugar, apesar do Paulo Carvalheiro estar com um excelente desempenho, mas um terceiro lugar entre os participantes do Centro deixa-nos bastantes satisfeitos e motivados. Sabemos que vai ser difícil fazer frente aos carros da última geração e que estão neste tipo de campeonatos, mas mesmo assim sabemos o que temos que fazer para sermos mais competitivos e para encurtarmos a distância para os R5. Vamos agora trabalhar no carro para prepararmos o próximo desafio que será o Rali Terras De Auren. Um agradecimento muito especial aos nossos patrocinadores e parceiros, que nos continuam a apoiar e que estão do nosso lado para montarmos um projeto desta envergadura e também um agradecimento ao excelente trabalho da nossa equipa de assistência, a Domingos Sport”, finalizou o piloto Armando Carvalho.

  • Mário Castro: “iniciamos o rali com o pé esquerdo, mas fomos evoluindo de forma satisfatória”

    Mário Castro: “iniciamos o rali com o pé esquerdo, mas fomos evoluindo de forma satisfatória”

    O 13º lugar à geral obtido por Mário Castro e Ricardo Cunha no Rali Cidade Termal 2025 não espelha o ritmo ostentado ao longo da prova.

    A dupla nortenha viveu um arranque de época atribulado e uma estreia da nova ‘montada’ carregada de peripécias, que limitou de forma clara o resultado obtido em São Pedro do Sul.

    “De facto a nosso estreia com o Clio não foi da forma que desejávamos porque logo à entrada para a primeira especial soltou-se um tubo do intercooller e logo aí perdemos mais de 1 minuto. Na segunda especial os problemas já foram de quem ia atrás do volante. No arranque, esqueci-me de engrenar a 1ª velocidade e naturalmente, fiquei estancado na hora de partir. Depois, com a chuva que começou a cair, e na escuridão dentro do carro, não me entendi com os botões do volante e só muito depois consegui ligar os limpa para-brisas. Enfim, uma primeira etapa para esquecer, em que perdemos 2 minutos e caímos para a 35ª posição da geral“, começa por realçar o piloto da Liber Jeans.

    Mas Mário Castro não deitou a toalha ao chão e assumiu que “tinha de a cabeça para o segundo dia e começar o rali do zero. E foi precisamente isso que fizemos. Entramos bem mas sempre a descobrir o carro e com a agravante de, perante os nossos principais adversários, não conhecermos o rali. Fomos sempre melhorando o carro e essencialmente a minha forma de o conduzir e na parte final já andamos num ritmo muito bom. Apesar de todas estas peripécias, saí deste rali muito satisfeito com a minha prestação e com a qualidade do Clio, que é um grande carro de corrida. Conseguimos vir a terminar a prova no 13° posto da geral”.

    No rescaldo, assumiu ainda que “não vou dizer que foi o rali desejado, mas a verdade é que sempre assumimos que este rali seria um teste e no final, perante a nossa evolução ao longo da prova, temos de estar felizes e muito motivados para o futuro e essencialmente para o arranque do Campeonato Norte de Ralis, que esse sim, é o nosso foco”.

  • Carlos Matos vence pela terceira vez o Rali Cidade Termal

    Carlos Matos vence pela terceira vez o Rali Cidade Termal

    O piloto de S. Pedro do Sul escreveu o seu nome pela terceira vez, em quatro possíveis, no livro dourado do Rali Cidade Termal, ao ser o mais rápido na edição deste ano, pontuável para o Campeonato Centro de Ralis e Campeonato Centro 2RM de Ralis, primeira do Promolafões Rali Cup by Castrol, integrada no Termas Motorfest. André Cabeças amealhou o maior número de pontos para o referido campeonato.

    Apesar da recuperação efetuada por André Cabeças (Ford Fiesta R5), que venceu tantas especiais como Carlos Matos (Skoda Fabia R5), o piloto da marca checa garantiu a vitória no Rali Cidade Termal, impedindo o seu adversário de repetir o feito na Bairrada e somar a segunda vitória do ano.

    A acelerar no seu “quintal” mas “parado” há vários meses, Carlos Matos, navegado por Ricardo Faria, mostrou que tem argumentos mais que suficientes para aumentar a lista de participantes em qualquer campeonato, mas “travado” pelos seus azares profissionais. “Empurrado” pela legião de entusiastas da “casa” e da região, o piloto de S. Pedro do Sul teve de suar as estopinhas para superar o seu mais direto adversário, gastando 33m03,7s para cumprir as especiais em agenda da quarta edição do Rali Cidade Termal, na frente de André Cabeças e Miguel Castro, com 7,9 segundos de vantagem.

    Contudo, o piloto de Cascais, navegado por Miguel Castro e que venceu o Rali Cidade Termal o ano passado, até foi o primeiro a liderar a pauta classificativa aquando da abordagem da primeira passagem por Aqva Termas, mas Carlos Matos, a acelerar no seu “habitat natural”, conseguiu, no segundo compromisso e efetuado já de noite, impor-se e ascender ao primeiro lugar para nunca mais o largar.

    A prova viveu um duelo desmedido entre os dois protagonistas, com André Cabeças a aproximar-se e Carlos Matos a voltar a ganhar vantagem, com o primeiro a recuperar tempo precioso ao vencedor nas quatro classificativas do segundo dia, mas insuficiente para travar o triunfo do piloto de S. Pedro do Sul. Porém, o piloto da viatura da marca oval foi quem colheu a totalidade do número de pontos para o Campeonato Centro de Ralis, uma vez Carlos Matos não está inscrito no campeonato, acabando por regressar a Cascais com o comando reforçado.

    Na terceira posição terminaram os irmãos leirienses António Cruz Monteiro e Ana Cruz Monteiro, em Peugeot 208 T16, a 1m18,3s, depois de, logo na primeira prova de classificação do dia, ter desalojado Paulo Carvalheiro e Dércio Carvalheiro, ao volante de um Porsche 991 GT3 Cup, do terceiro lugar, posição que o piloto da viatura da marca alemã ocupava no final do primeiro dia de prova.

    João Marcelino triunfou nas 2 Rodas Motrizes

    A dupla do Louriçal ocupou a quarta posição, a 1m48,3s dos vencedores, à frente dos regressados aos ralis do Centro, Armando Carvalho e Ana Santos, em Mitsubishi Lancer Evo IX, a 2m23,8s de Carlos Matos e Ricardo Faria, e dos espanhóis Miguel Alonso e Letícia Alvarez Moreira, em viatura idêntica da formação de Vila Nova de Poiares., a 2m26,2s.

    João Marcelino, de S. Pedro do Sul e filho de Carlos Matos, que faz equipa com o amarantino Valter Cardoso, conduziu o Renault Clio R3 Maxi ao sétimo lugar, derramando o néctar da vitória alusiva às Duas Rodas Motrizes (2RM), depois de ter comandado a categoria ao longo de toda a prova, secundado por Bruno Almeida e José Costa, em Peugeot 206 RC.

    Referência para várias senhoras em prova, na qualidade de navegadoras, pese embora a única formação totalmente feminina que iniciou e terminou a prova seja Daniela Lopes e Sónia Pires. Aos comandos de um Peugeot 206, a piloto de Castelo Branco e a navegadora tiveram a “coragem” de assentar arraiais em S. Pedro do Sul para terminar o Rali Cidade Termal na 28.ª posição, ficando â frente de cinco duplas.

    Promolafões Rali Cup by Castrol já mexe e remexe

    Quando à primeira competição da Promolafões Rali Cup by Castrol, a vitória, à geral, ficou na posse de Carlos Matos e Ricardo Faria (175 euros), André Cabeças e Miguel Castro (125 euros) e António Cruz Monteiro e Ana Cruz Monteiro (75 euros). Nas viaturas 4×4, o triunfo sorriu a André Cabeças e Miguel Castro (175 euros), seguidos por António Cruz Monteiro e Ana Cruz Monteiro (125 euros) e Armando Carvalho e Ana Santos (75 euros).

    Nas 2RM, os primeiros foram João Marcelino e Valter Cardoso (175 euros), com Bruno Almeida e José Costa (125 euros) e José Gomes e Milene Guerreiro (75 euros), em segundo e terceiro lugar, respetivamente. Finalmente, nas 2RM 1300cc, a dupla Miguel Paião e Maria Félix arrecadaram 175 euros pela vitória, secundados por Renato Correia e Márcio Carvalho, com 125 euros.

    Refira-se que uma das principais características desta competição paralela que compreende quatro provas integradas no Campeonato Centro de Ralis e Campeonato Centro d2RM de Ralis (Rali Cidade Termal, Rali Espumante do Dão, Constálica Rallye Vouzela e Viseu e Águeda Rali Travocar) é o uso dos pneus Kumho.

    Embora o uso da referida marca de pneumáticos na Promolafões Rali Cup continue a ser livre, garantindo total liberdade aos pilotos na escolha da sua marca. No entanto, aqueles que optarem por adquirir pneus Kumho terão acesso a um desconto direto de 100 euros na inscrição.

    Na competição de abertura, foram oito as duplas que optaram por esta proposta, nomeadamente João Araújo/Luís Araújo, João Gago/Carlos Morgado, Fábio Cruz/Gonçalo Cruz, José Gomes/Milene Guerreiro, Daniela Lopes/Sónia Pires, André Pereira/Tiago Rodrigues, Bernardo Maia/Hélder Pinto e Daniel Ferreira/Tiago Silva. Próxima prova do Campeonato Centro de Ralis e Campeonato Centro 2RM de Ralis terá lugar nos dias 4 e 5 de abril, com o Rali Terras de Auren organizado pelo Clube Automóvel da Marinha Grande.

  • ‘Show’ de Rui Madeira coroado com um Top 2 no Rally Costa Brava!

    ‘Show’ de Rui Madeira coroado com um Top 2 no Rally Costa Brava!

    Foi mais uma exibição colossal aquela que foi protagonizada por Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva no 73º Rally KH-7 Costa Brava, prova inaugural do FIA Historical Rally European Championship. Perante adversários de peso e com carros mais competitivos, a dupla portuguesa conquistou um brilhante 2º lugar na Categoria P2.

    Ao longo dos 3 dias de prova e dos 170 quilómetros percorridos contra o cronómetro, distribuídos por 13 especiais de classificação, a dupla ‘mundialista’ fez milagres com o seu Mitsubishi Lancer EVO III de grupo N face a uma armada musculada de carros ‘puro-sangue’ Grupo A e WRC que alinharam com o intuito de dominar por completo os lugares cimeiros da Categoria P2. Mas Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva não estiveram pelos ajustes e, qual David no meio de tantos Golias, bateram-se taco-a-taco pelos lugares do pódio da Categoria P2, ousando mesmo vencer a especial inaugural e liderar a prova após o 1º dia!

    “Entrámos bem com a vitória na especial noturna Els Angles com uma vitória, talvez devido às dificuldades do nevoeiro. No entanto a partir do segundo dia foi impossível acompanhar o Subaru Impreza de Grupo A do Kris Rosenberger, que foi um justo vencedor. Competir contra um Subaru Impreza com o topo da preparação de fábrica e com vários melhoramentos recentes era uma tarefa impossível”, destaca Rui Madeira.

    As dificuldades do rali não terminaram na noite inaugural. Madeira destaca que  “a prova decorreu sempre debaixo de chuva e foi necessário ter bastantes cautelas nas classificativas novas para nós, pois cerca de 90% das eram desconhecidas para nós. A nossa estratégia passou por fazer a nossa prova e melhorar o comportamento dos alinhamento para os troços bastante encadeados do último dia de prova e, aí, defendermos a 2ª posição dos ataques do Galli, que pilotou um Ford Escort Cosworth WRC”.

    Já depois da cerimónia de pódio, Rui Madeira dava conta “do imenso orgulho que eu, o Nuno e a equipa sentimos pela nossa exibição. Num rali com um ambiente fantástico e que respira qualidade e quantidade da lista de participantes, conseguimos um bom resultado e fomos capazes de andar rápido e dar espetáculo. Honramos Portugal, os nossos patrocinadores e saímos da Catalunha com um sentimento de missão totalmente cumprida”.

    O piloto internacional português agradece “todo apoio que recebemos ao longo da prova quer dos portugueses que nos vieram acompanhar quer dos catalães sem esquecer a equipa de assistência que nos permitiu ter o Lancer sempre em boas condições”, começando já “a pensar na próxima prova. Será tempo de voltarmos às estradas nacionais no Rali Spirit”.

    Quanto ao Europeu de Históricos, Rui Madeira confirma que “em princípio, apenas faremos mais duas provas, Astúrias e o “nosso” Rali de Fafe que fechará o campeonato”.

  • Rui Madeira: “estamos um pouco ansiosos que comece o rali!”

    Rui Madeira: “estamos um pouco ansiosos que comece o rali!”

    É hoje que Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva iniciam a sua saga no FIA Historical Rally European Championship, alinhando à partida do 73º Rally KH-7 Costa Brava. A dupla tem pela frente um longo e desafiante rali com mais de duas centenas e meia de participantes.

    O Rali tem o seu epicentro em Girona e Fornells de la Selva. É já uma das referências indiscutíveis do automobilismo clássico internacional e abre a temporada do Campeonato da Europa de Ralis Históricos da FIA, contando com muitos nomes sonantes e uma panóplia de carros que incluiu os modelos mais icónicas das décadas douradas de 80 e 90 do século passado. Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva vão tripular o habitual Mitsubishi Lancer EVO III. A dupla trabalhou de fora intensa nos reconhecimentos das classificativas que vão enfrentar e agora é tempo de competir!

    Rui Madeira refere que “depois dos treinos e do shakedown, que correu muito bem e onde experimentamos algumas coisas novas no Mitsubishi, estamos um pouco ansiosos que comece o rali. Mais logo teremos a partida e uma única especial, neste primeiro dia. É longa e será muito importante para ver onde nos situamos perante os adversários. Vamos dar o máximo e tentar honrar as cores de Portugal e alcançar um bom resultado”. Em termos de traçado, o consagrado ‘mundialista’ destaca “a sua exigência máxima, com muitos desafios técnicos e que exigem um profundo conhecimento. Basicamente, é muito diferente do que enfrentámos no passado. Cerca de 90% dos troços são novidade completa para mim e para o Nuno. Reconhecemos com muita atenção e julgo que estamos preparados para o que temos pela frente”.

    Madeira alerta para “outro desafio que será decisivo para o desenrolar da prova: as condições atmosféricas estão instáveis, ora chove, ora está bom tempo e isso vai complicar a gestão dos pneus, mas, é igual para todos e cabe-nos estar focados e fazer boas opções”. O piloto internacional português realça ainda “a forma incrível como fomos recebidos. Esta organização é incrível com as equipas. Nada falha, nada falta e a componente social do rali é verdadeiramente excecional. Um exemplo!”.

    A prova catalã arranca já às 19 horas desta quinta-feira, 13 de março e terminará sábado, dia 15 de março, com a chegada a estar aprazada para as 18 horas. Mais de 25O equipas participam numa edição recorde que incluiu 13 especiais de classificação, com um total de 170 quilómetros percorridos contra o cronómetro.

  • Armindo Araújo: “mostramos, mais uma vez, que somos claramente a melhor dupla nacional”

    Armindo Araújo: “mostramos, mais uma vez, que somos claramente a melhor dupla nacional”

    Armindo Araújo e Luís Ramalho terminaram a primeira prova da temporada na terceira posição e foram a primeira dupla nacional a subir ao pódio final da edição 2025 Rali Serras de Fafe. 

    Numa prova marcada por difíceis condições climatéricas, a dupla do Fabia RS Rally 2 manteve, durante todo o rali, uma estratégia consistente que lhe permitiu, desde muito cedo, chegar a um lugar do pódio. 

    “Fizemos uma prova muito positiva e conseguimos começar o ano com um bom resultado. Sabíamos que era difícil recuperar a distância para a frente do rali, mas também criamos uma margem interessante para quem nos perseguia. Por isso, mantivemos uma toada rápida, mas segura e não queríamos ser surpreendidos com algum problema que pudesse surgir dadas as condições em que as especiais se encontravam. Foi um rali inteligente e mostramos, mais uma vez, que somos claramente a melhor dupla nacional”, disse no final Armindo Araujo. 

    O Campeonato de Portugal de Ralis regressará à estrada no final do mês de março, com a disputa do Rali Casinos do Algarve. 

  • Ernesto Cunha: “este 7º lugar foi uma boa operação para o Campeonato”

    Ernesto Cunha: “este 7º lugar foi uma boa operação para o Campeonato”

    No arranque do Campeonato de Portugal de Ralis, as equipas estavam conscientes dos desafios que iriam encontrar na região de Fafe. Ernesto Cunha e Valter Cardoso entraram de forma cautelosa na primeira prova da época, mas depressa encontraram o seu ritmo, tendo chegado ao fim do Rallye Serras de Fafe Felgueiras Boticas e Cabeceiras de Basto no 7º posto da classificação geral.

    Foto: Ricardo Oliveira / GO Agency

    No regresso aos comando do Skoda Fabia Rally2 EVO preparado pela ARC Sport, Ernesto Cunha mostrou vontade de continuar a progressão demonstrada ao longo da época passada, mas sempre focado na sua estratégia global ao nível do Campeonato de Portugal de Ralis. Os primeiros quilómetros de prova revelaram-se conservadores e sem cometer erros, o piloto foi aumentando o ritmo, alcançando o 7º lugar na classificação geral, tendo mesmo feito o 5º melhor tempo nas duas últimas PECs do rali.

    “Foi de facto um rali em condições climatéricas difíceis, algo que já esperávamos e onde não entramos logo ao ataque. Fomos melhorando ao longo da prova, sempre confortáveis com o andamento e este 7º lugar foi uma boa operação para o Campeonato. O Rali Serras de Fafe é sempre uma prova muito dura, extremamente competitiva e sabemos que essa competitividade se vai manter ao longo da época, pelo que era importante segurarmos uma pontuação logo no primeiro rali”, refere Ernesto Cunha.

    A equipa vira agora o seu foco para a segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis, também em pisos de terra, onde irá rumar a sul, para o Rallye Casinos do Algarve.

  • Promo: vitória ao cair do pano de Miguel Carvalho e António Reis no Rali Serras de Fafe

    Promo: vitória ao cair do pano de Miguel Carvalho e António Reis no Rali Serras de Fafe

    A dupla Miguel Carvalho e António Reis conquistou uma emocionante vitória no Rali Serras de Fafe, numa prova marcada por reviravoltas até ao último instante.

    Foi um duelo intenso, aquele que opôs Miguel Carvalho e António Reis à dupla formada por Adruzilo Lopes e Vítor Hugo, ao longo da edição 2025 do Rali Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto, prova inaugural do Campeonato Promo de Ralis.

    O triunfo da dupla do Hyundai i20 5 acabaria por só ser confirmado na derradeira especial da prova organizada pelo Demoporto.

    “No primeiro dia, entrámos com uma abordagem mais cautelosa devido à meteorologia e às difíceis condições do terreno. Ainda assim, conseguimos um bom desempenho, terminando sem qualquer problema”, começa por destacar Miguel Carvalho.

    O piloto de Barcelos revelou depois que “no segundo dia, o foco foi reduzir a diferença para a liderança, conseguindo aproximar-nos a apenas 0,9 segundos do primeiro lugar. No entanto, na penúltima especial – a segunda passagem por Seixoso – tivemos uma ligeira saída de estrada que nos custou cerca de 20 segundos, tornando a luta pela vitória ainda mais desafiante. Mas no rali, nada está decidido até chegar ao parque fechado, e foi exatamente isso que aconteceu. Um pequeno contratempo de Adruzilo Lopes e Vítor Hugo na última especial acabou por nos permitir conquistar a vitória. Deixamos uma palavra de apreço para eles, que fizeram um rali de grande nível”.

    Miguel carvalho e António reis vã agora até terras algarvias defende a liderança no campeonato. A dupla estará à partida do Rallye Casinos do Algarve, que se discutirá de 27 a 29 de março.

  • CPR: Kris Meeke inicia época a ganhar em Fafe

    CPR: Kris Meeke inicia época a ganhar em Fafe

    A dupla Kris Meeke/Stuart Loudon, no Toyota Yaris Rally2 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, sagrou-se vencedora, este sábado, do Rallye Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto, por uma margem de 32.3 segundos para Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally2). Na prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), o atual campeão revelou-se claramente superior ao seu previsível grande rival na luta pelo título de 2025. Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) esteve sempre no comando entre os pilotos nacionais, para terminar no pódio do CPR.

    Enquanto esteve em prova, o letão Martins Sesks (Ford Fiesta Rally2) foi o principal opositor de Meeke e até passou pelo primeiro lugar, mas problemas na direção do Fiesta na segunda passagem por Luílhas levaram-no a renunciar. E se Sordo partira para o segundo dia com 21.7s de desvantagem, um “toque” logo no troço de abertura (Luílhas 1) e consequente furo fê-lo acumular mais 47.4s, ficando a 1m24.4 do líder. A tarefa de Meeke parecia cada vez menos complicada, mas a encerrar a “ronde” matinal um “toque” do piloto britânico na última passagem por Cabeceiras de Basto custou-lhe 49.2 segundos e permitia que Sordo visse a diferença encurtar para 35.2s. No entanto, nada se alterou até final, com Sordo a somar 3 pontos extra com a vitória na power stage.

    Com Armindo Araújo cada vez mais sólido na terceira posição, numa altura em que tanto Ricardo Filipe (Skoda Fabia R5) como Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 Evo) já haviam sido forçados a desistir, Ricardo Teodósio (Toyota Yaris Rally2), em evolução crescente ao seu novo carro, foi reduzindo distâncias face a José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), uma agradável surpresa no primeiro dia. Conseguiu mesmo desalojá-lo da quarta posição e o duelo prometia, mas a quebra de um semi-eixo deixou aquele último para trás, apostando, a partir daí, em defender-se de Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2). Contudo, a quebra de outro semi-eixo, agora em Seixoso 2, não permitiu ao piloto do Citroen manter a quinta posição, sendo ultrapassado por Meireles com a meta à vista.

    Piores sortes tiveram Hugo Lopes e Magda Oliveira, os jovens do Hyundai Júnior Team FPAK, no Hyundai i20 N Rally2, ao bater numa pedra coberta na lama, o que se traduziu na quebra de um braço da suspensão e a inevitável desistência a cinco classificativas do final. Já mais tarde, em Lameirinha 1, Rúben Rodrigues (Toyota Yaris Rally2) também ficou pelo caminho (era 8º), devido à rotura do diferencial central.

    No CPR 2RM (duas rodas motrizes), Guilherme Meireles e Pedro Alves, no Peugeot 208 Rally4, estiveram inacessíveis à concorrência, depois de um início cauteloso. No final, uma margem de 15.6 segundos separou-os da dupla Hélder Miranda/Rui Teixeira (Peugeot 208 Rally4), com Sérgio Dias (Peugeot 208 Rally4) a completar o pódio. Henrique Moniz (Peugeot 208 Rally4) e Rafael Cardeira (Peugeot 208 Rally4) fecharam o “top 5”.

    O Rali Casinos do Algarve, no final deste mês de março (28 e 29), será a segunda prova do CPR, que vai continuar em classificativas de terra.

    CLASSIFICAÇÃO FINAL (Oficiosa)

    1º, Kris Meeke/Stuart Loudon (Toyota Yaris Rally2), 1h18m19,7s

    2º, Dani Sordo/Cândido Carrera (Hyundai i20N Rally2), a 32.3s

    3º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 1m38.8s

    4º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Toyota Yaris Rally2), a 2.57.2

    5º, Pedro Meireles/Mário Castro (Skoda Fabia RS Rally2), a 4.53.8

    6º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 6.20.8

    7º, Ernesto Cunha/Rui Raimundo (Skoda Fabia Rally2 Evo), a 6.43.7

    8º, Gil Membrado/Alejandro Fernandez (Ford Fiesta Rally2), a 7.12.1

    9º, Miguel Carvalho/António Reis (Hyundai i20N N5), a 10.47.2

    10º, Guilherme Meireles/Pedro Alves (Peugeot 208 Rally4), a 14.12.7

    2RM (Oficiosa)

    1º, Guilherme Meireles/Pedro Alves (Peugeot 208 Rally4), 1h32m32,4s

    2º, Hélder Miranda/Rui Teixeira (Peugeot 208 Rally4), a 15.6s

    3º, Sérgio Dias/Bruno Abreu (Peugeot 208 Rally4), a 1m41m4

    4º, Henrique Moniz/Jorge Diniz (Peugeot 208 Rally4), a 2.23.5

    5º, Rafael Cardeira/Luís Boiça (Peugeot 208 Rally4), a 3.13.2

  • Ricardo Filipe: “estou triste por ter desistido, mas feliz com o andamento”

    Ricardo Filipe: “estou triste por ter desistido, mas feliz com o andamento”

    Um problema na transmissão do Skoda Fabia R5 ditou a desistência de Ricardo Filipe e Ricardo Faria, durante a 5ª classificativa do Rali Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto, disputado debaixo de severas condições meteorológicas.

    No momento do abandono, o piloto algarvio da ‘Olha o Cogumelo’ estava entre os dez melhores do Campeonato de Portugal de Ralis, mercê de uma exibição muito sólida e sempre em crescendo.

    Ricardo Filipe revela que “começamos o rali com algumas cautelas na 1ª especial, embora logo aí registando um tempo muito satisfatório. Depois, a segunda classificativa foi neutralizada e atacamos na terceira e derradeira da 1ª etapa. Aqui, andamos muito bem e fizemos um excelente tempo, mesmo não tendo intercomunicadores durante praticamente metade do troço!”.

    A dupla do Skoda preparado pela Racing 4 You arribou ao fecho do dia inaugural num sólido 9º lugar entre os contendores do CPR, a curta distância dos lugares logo acima e prometendo atacar na 2ª longa, derradeira e decisiva etapa da prova organizada pelo Demoporto. Na 4ª PEC, primeira da manhã de sábado, Ricardo Filipe começou a sentir algumas dificuldades com a transmissão do carro tcheco, descendo u. lugar na geral, mas permanecendo no Top 10 nas contas do CPR. Mas, na 5ª PEC cedeu a cruzeta da transmissão central do Skoda Fabia R5 e  o abandono foi inevitável.

    Para o piloto algarvio, este desfecho “deixa-me triste, bem como ao Ricardo e à equipa. Estávamos a andar bem, a revelar muitas melhorias na lama e nos pisos escorregadios, tínhamos plenamente ao alcance um lugar dentro do Top 10 do CPR, mas os ralis são assim e há que relevar os sinais positivos, sobretudo com a performance de que fomos capazes. Estou feliz com o nosso andamento, embora possamos melhorar muito!”, com Ricardo Filipe a destaca ainda “o excelente trabalho do Ricardo Faria. Entendemo-nos muito bem e seremos uma dupla forte”.

    Agora, foco no Rallye Casinos do Algarve, que se discutirá de 27 a 29 de março. Sendo a prova ‘da casa’, Ricardo Filipe reconhece que “tem um significado muito especial para mim. Vou correr, uma vez mais, frente aos meus conterrâneos, amigos, patrocinadores e família e, obviamente, quer andar forte e ter um bom resultado. Vamos trabalhar, testar e preparar bem a prova”.