Categoria: Ralis

  • José Pedro Fontes: “Este 2º lugar é um excelente prémio para toda a equipa”

    José Pedro Fontes: “Este 2º lugar é um excelente prémio para toda a equipa”

    Era sabido que nada seria fácil nesta etapa de arranque do Rally de Portugal, mas a verdade é que o Citroën Rally Team chegou lá. A dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte terminou no pódio, e na liderança da classificação dos portugueses no CPR, a etapa que compunha a quarta jornada pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis.

    O resultado hoje obtido reflete o árduo trabalho desenvolvido pela equipa que preparou com minúcia a presença nesta ronda que anualmente reúne em Portugal os mais sonantes nomes dos ralis a nível mundial.

    Sempre com um andamento muito forte, que os colocou invariavelmente entre os mais rápidos no CPR, José Pedro Fontes/Inês Ponte conseguiram ultrapassar os mais duros obstáculos que o dia de hoje apresentava. A uma etapa dura e muito extensa, juntou-se – como habitualmente – o “handicap” que resulta da ordem de partida para as especiais, facto que resulta numa exigência de maior mecânica dos veículos. Certo é que o Citroën C3 Rally2 esteve à altura das maiores exigências e a equipa regressou ao Porto com a sensação do dever cumprido.

    A luta pelos lugares do pódio esteve bem viva durante toda a etapa e foi com um ataque forte nos cerca de 18 quilómetros da derradeira especial – a segunda passagem pelo troço de Mortágua -, na qual bateu Armindo Araújo por 18 segundos, que José Pedro Fontes garantiu o segundo posto na etapa da prova do CPR.

    “Hoje encontrámos troços muito menos duros e menos cavados do que em edições anteriores do Rally de Portugal. Estávamos preparados para pior, mas, acima de tudo, confiantes na capacidade do carro e mostrámos, desde cedo, ter condições para lutar pelos lugares cimeiros. Este segundo lugar é um excelente prémio para toda a equipa. É sabido que o arranque da temporada não foi favorável para nós, mas hoje demos uma excelente mostra do nosso valor. Venha o próximo…” afirmou o piloto do Citroën Vodafone Team. 

    Terminada que está prova do ACP em termos de Campeonato de Portugal, agora há que começar a trabalhar para fazer frente à segunda metade da temporada (ralis de asfalto), onde o Citroën C3 Rally2 se sente claramente “em casa”. O primeiro embate em alcatrão tem lugar daqui a pouco mais de um mês, na Beira Baixa. O Rali de Castelo Branco, organizado pela Escuderia local estará na estrada nos dias 21 e 22 de Junho.

  • Ogier (Toyota) e Tanak (Hyundai) separados por 11,9 segundos para o derradeiro dia do Vodafone Rally de Portugal

    Ogier (Toyota) e Tanak (Hyundai) separados por 11,9 segundos para o derradeiro dia do Vodafone Rally de Portugal

    Apenas 11,9 segundos! É esta a diferença com que, Sébastian Ogier e Ott Tänak, os dois primeiros classificados do Vodafone Rally de Portugal, partem para os 62,18 quilómetros cronometrados da derradeira etapa. Uma luta entre dois campeões do Mundo, também eles ex-vencedores da prova, mas também mais um episódio do duelo entre Toyota e Hyundai. Se no WRC2 também está tudo em aberto, com os quatro primeiros separados por 21,3 segundos, entre os portugueses só um percalço impedirá Armindo Araújo de ser, pela sexta vez consecutiva, o melhor dos pilotos nacionais. Amanhã (sábado), as duas passagens pelos troços de Cabeceiras de Basto e Fafe, são o palco de todas as decisões.

    Sete anos depois da última vitória, é desta que Sébastien Ogier vai conquistar o sexto triunfo e assim desempatar com Markku Alén, como o piloto mais bem-sucedido da história da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal? Ou, pelo seu lado, Ott Tänak vai repetir o sucesso da edição de 2019? Sem prejuízo de outros cenários, é esta a grande dúvida para a derradeira e decisiva etapa de amanhã do Vodafone Rally de Portugal. Uma extraordinária luta em perspetiva, que também vai ditar a nona vitória da Toyota – as cinco últimas consecutivas – ou a segunda da Hyundai na prova.

    Mais do que o Centro do país, o Norte foi madrasto para as aspirações de alguns dos principais protagonistas do Vodafone Rally de Portugal. A segunda etapa começou com um forte ataque de Kalle Rovanperä, com o piloto da Toyota a ganhar meio segundo, por quilómetro, ao mais direto adversário, na passagem inaugural por Felgueiras. Seguiu-se a classificativa de Montim, palco de um autêntico “golpe de teatro”: ao quilómetro 3,9, Kalle Rovanperä despistou-se e duas curvas e 200 metros depois, Oliver Solberg capotou o Skoda por diversas vezes. De uma assentada, ficavam de fora dois líderes: o absoluto e o do WRC2.

    Kalle Rovanperä afirmou: “Foi pena, porque a manhã tinha começado muito bem para nós. Simplesmente falhei o ponto de travagem em linha reta e saímos largo numa zona muito escorregadia. Na sequência de curvas anterior tinha havido uma ligeira confusão nas notas e eu ainda estava a pensar nisso, numa fração de segundo. Com estes carros isso não pode acontecer. Foi um erro meu.”

    Seguiram-se oito classificativas, quatro delas ganhas por Sébastian Ogier e três por Ott Tänak. No final do dia, apenas 11,9 segundos de diferença entre os pilotos da Toyota e Hyundai. Uma escassa diferença que, amanhã (domingo), promete aumentar a romaria às classificativas de Cabeceiras de Basto e de Fafe.

    “Foi um bom dia, mas complicado. Não estávamos à espera que acontecessem tantas coisas. Do lado da Toyota não foi perfeito e perdemos dois carros. Agora temos de terminar a tarefa amanhã”, sublinhou Sébastian Ogier.

    Já Ott Tanäk afirmou: “Esta tarde tivemos um melhor ritmo nos pisos com sulcos, mas, no geral, foi um dia bastante sólido. Hoje, fizemos o nosso melhor com as ferramentas que temos”.

    No terceiro lugar, a 1m11,4 segundos do líder, Thierry Neuville vai procurar manter a posição e somar pontos que lhe permitam reforçar a liderança do campeonato de pilotos, com o belga a destacar: “Se alguém nos tivesse dito que terminávamos a etapa no terceiro lugar, eu não tinha acreditado. Foi um dia perfeito e estamos ansiosos pelo de amanhã, emocionante e com muitos pontos para conquistar”.

    O belga da Hyundai beneficia da proteção de Dani Sordo que, pese embora ter terminado o dia a 14,2 do colega de equipa, parte sobretudo com a preocupação de defender-se dos ataques de Adrien Formaux, uma vez que o piloto da Ford terminou a etapa a apenas 7,3 segundos do espanhol, depois de uma brilhante vitória na Super-Especial de Lousada, com novo recorde da pista.

    Já Elfyn Evans, atual sexto classificado, bem como Kalle Rovanperä, que vai regressar em modo “Rally2” – tal como o japonês Takamoto Katsuta, que abandonou esta manhã, quando era terceiro – vão partir para a etapa de amanhã com o objetivo de amealharem o maior número de pontos na Power Stage.

    Espetacular também promete ser a luta entre os Rally2. Oliver Solberg e Gus Greensmith abandonaram por acidente e a luta pela vitória passou a ter outros protagonistas. À partida da derradeira etapa, os quatro primeiros partem separados por apenas 21,3 segundos. Nikolay Gryazin (Citroën) é o líder, com 9,7 segundos de vantagem para Jan Solans (Toyota), 17,7s para Josh McErlean (Skoda) e 21,3s para Yohan Rossel (Citroën). Quando era o sétimo classificado entre os Rally2, Kris Meeke capotou o Hyundai em Paredes 2, sendo obrigado a desistir.

    ARAUJO Armindo, Skoda Fabia RS Rally2, portrait during the Rally de Portugal 2024, 5th round of the 2024 WRC World Rally Car Championship, from May 9 to 12, 2024 at Matoshinhos, Portugal – Photo Paulo Maria / DPPI

    Entre os pilotos nacionais, Armindo Araújo (Skoda) até em modo “passeio” tem tudo para ser o melhor português pela sexta vez consecutiva.

    No último e decisivo dia do Vodafone Rally de Portugal, os concorrentes têm pela frente uma dupla passagem pelos troços de Cabeceiras de Basto e Fafe, num total de 62,18 quilómetros. E, a exemplo dos últimos anos, a segunda passagem pela classificativa de Fafe volta a ter o estatuto de Power Stage. Ou seja, a especial que premeia os cinco pilotos mais rápidos com pontos adicionais, independentemente de terminarem nos lugares pontuáveis para o Mundial. 

    Vodafone Rally de Portugal – Classificação após SS18:

    1.º Sébastien Ogier (FRA) / Vincent Landais (FRA) Toyota GR Yaris Rally1, 3h01m55,8s  

    2.º Ott Tänak (EST) / Martin Järveoja (EST) Hyundai i20 N Rally1, a 11,9s         

    3.º Thierry Neuville (BEL) / Martijn Wydaeghe (BEL) Hyundai i20 N Rally1, a   1m11,4s

    4.º Dani Sordo (ESP) / Candido Carrera (ESP) Hyundai i20 N Rally1, a 1m25,6s

    5.º Adrien Fourmaux (FRA) / Alexandre Coria (FRA) Ford Puma Rally1, a 1m32,9s 

    6.º Elfyn Evans (GBR) / Scott Martin (GBR) Toyota GR Yaris Rally1, a 3m23,8s

    7.º Nikolay Gryazin (BUL) / Kostantin Aleksandrov (RUS) Citroën C3 Rally2, a 9m25,5s (1º WRC2:)
    8.º Jan Solans (ESP) / Rodrigo Sanjuan (ESP) Toyota GR Yaris Rally2, a 9m35,2s

    (…)

    19.º Armindo Araújo (POR) / Luís Ramalho (POR) Skoda Fabia Rally2, a 16m41,6s (1.º português)

    PROGRAMA

    Domingo, 12 de maio de 2024

    05h30  Partida Matosinhos (Exponor)

    07h05   SS19 Cabeceiras de Basto 1 (19,91 km)                                      

    08h35  SS20 Fafe 1 (11,18 km)                                          

    09h35  SS21 Cabeceiras de Basto 2 (19,91 km)               

    12h15  SS22 Fafe 2 – Power Stage (11,18 km)

    13h43  Chegada à zona de assistência em Matosinhos (Exponor) 

  • CPR: Quarta vitória de Kris Meeke

    CPR: Quarta vitória de Kris Meeke

    Quarta prova e quarta vitória de Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2) no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), ao assegurar a primeira posição, esta sexta-feira, no Vodafone Rally de Portugal depois de cumpridas as primeiras 9 classificativas, com uma vantagem de 1m24s para José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2). Meeke esteve sempre na liderança e fez uma gestão perfeita da sua corrida, sobretudo na parte final da jornada, de modo a assegurar um novo sucesso.

    A grande surpresa, contudo, no que respeita aos lugares do pódio, estava reservada para a derradeira classificativa, que era também a Power Stage (Mortágua 2), na qual o já referido Fontes desapossou Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2), surpreendido pela súbita falta de rendimento do motor originada por um problema elétrico, da segunda posição final.

    Fontes e Araújo travaram um interessante despique pelo segundo lugar que ainda teve a intromissão de Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), mas este acabaria, devido a problemas de direção assistida causados por uma pedra, por perder bastante tempo e cair até à décima posição final.

    Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo), sem argumentos para interferir naquela discussão, manteve sempre uma margem de segurança face a Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rallya2 evo) e a Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 evo), que chegaram a ter entre eles o jovem Lucas Simões (Ford Fiesta R5). Mas este último não evitou, ainda na primeira passagem por Góis, um espetacular capotamento que esteve na origem da sua desistência.

    No campeonato 2RM (duas rodas motrizes), Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4) assumiu cedo a liderança face a Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4), que se manteve por perto até ser forçado a abandonar, com o eixo da roda traseira direita partido.

    A partir de então, Hélder Miranda (Peugeot 208 Rally4) não mais cedeu o segundo lugar e se Rafael Cardeira (Peugeot 208 Rally4) ainda esteve na luta pelo pódio, acabou por ser forçado a desistir, tal como sucedeu a Kevin Saraiva (Renault Clio Rally4). E os problemas sentidos por Pedro Silva (Peugeot 208 Rally4) em Arganil 1 abriram a porta à ascensão do ucraniano Anton Korzun (Peugeot 208 Rally4) ao terceiro lugar.

    O CPR entra, a partir de agora, na sua fase de provas de asfalto e a próxima etapa, a quinta da temporada, será o Rali de Castelo Branco (21/22 junho).

    Classificação final (oficiosa após PEC 9)

    Absoluta

    1º, Kris Meeke/Stuart Loudon (Hyundai i20 N Rally2), 1h32m24.7s

    2º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 1m24.0s

    3º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 1.33.3

    4º, Pedro Almeida/Mário Castro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 2.42.7

    5º, Ernesto Cunha/Rui Raimundo (Skoda Fabia Rally2 evo), a 4.32.8

    6º, Paulo Neto/Nuno Mota Ribeiro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 5.44.4

    7º, Gonçalo Henriques/Inês Veiga (Renault Clio Rally4), a 11.10.6

    8º, Hélder Miranda/Vítor Pereira (Peugeot 208 Rally4), a 14.2.0

    9º, Anton Korzun/Pavlo Kononov (Peugeot 208 Rally4), a 14.35.2

    10º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai i20 N Rally2), a 17.46.9

    2RM

    1º, Gonçalo Henriques/Inês Veiga (Renault Clio Rally4), 1h42m35.3s

    2º, Hélder Miranda/Vítor Pereira (Peugeot 208 Rally4), a 3.01.4

    3º, Anton Korzun/Pavlo Kononov (Peugeot 208 Rally4), a 3.24.6

    4º, Pedro Silva/Fábio Santos (Peugeot 208 Rally4), a 6.37.0

    CAMPEONATOS

    Absoluto (classificação oficiosa após 4 provas)

    1º, Kris Meeke, 112 pontos; 2º, Armindo Araújo, 84; 3º, Ernesto Cunha, 42; 4º, Paulo Neto, 38; 5º, José Pedro Fontes, 37; 6ºs, Lucas Simões e Pedro Almeida, 32; 8º, Ricardo Teodósio, 30; 9ºs, Rúben Rodrigues e Ricardo Filipe, 18; 11ºs, Pedro Meireles e Hugo Lopes, 12.

    2RM (classificação oficiosa) 1º, Gonçalo Henriques, 56 pontos; 2º, Hugo Lopes, 55; 3º, Ricardo Sousa, 35; 4º, Anton Korzun, 32; 5º, Pedro Pereira, 30.

  • Vodafone Rally de Portugal: 5,4 segundos separam os quatro primeiros classificados!

    Vodafone Rally de Portugal: 5,4 segundos separam os quatro primeiros classificados!

    Muito público, três diferentes líderes, cinco pilotos a vencerem classificativas e os quatro primeiros a terminarem a etapa separados por escassos 5,4 segundos. Que fantástico dia de sexta-feira do Vodafone Rally de Portugal. No Centro do país, os finlandeses Kalle Rovanperä e Jonne Haltunen foram os mais rápidos, com a dupla da Toyota a terminar a etapa com um segundo de vantagem para Sébastien Ogier. José Pedro Fontes liderou entre os pilotos nacionais, mas nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis, Kris Meeke (Hyundai) somou a quarta vitória da época, em outras tantas provas. Amanhã (sábado), as XX equipas em prova rumam a Norte para a disputa da penúltima etapa.

    No dia em que foi assinado o contrato para a continuidade do Vodafone Rally de Portugal no Campeonato do Mundo de Ralis de 2025 e de 2026, os muitos milhares de espetadores que se deslocaram às classificativas de Mortágua, Lousã, Góis e Arganil assistiram a um espetáculo extraordinário que promete continuar nos próximos dias. Se os quatro primeiros terminaram a etapa separados por 5,4 segundos, os sete primeiros couberam em 31,8 segundos e, desta vez, nem a tradicional dureza dos troços da região Centro fez vítimas entre as equipas de Rally1. Ou seja, é grande a expetativa para a etapa de amanhã.

    Hoje (sexta-feira), a dupla finlandesa, Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen só venceu uma das oito classificativas do dia e terminou a etapa com um escasso segundo de vantagem para o colega de equipa e oito vezes campeão do mundo, Sébastien Ogier. “Foi uma grande batalha durante todo o dia. Ainda assim, acho que não estamos onde devíamos estar.  Andámos apenas a sobreviver e terminámos com os pneus traseiros em muito mau estado. Amanhã, será um dia diferente, mas admito que é divertido estarmos a liderar”, afirmou o vencedor das duas últimas edições do Vodafone Rally de Portugal.

    O japonês Takamoto Katsuta foi um dos heróis do dia: foi o mais rápido em três classificativas e completou o trio da Toyota, a apenas 4,7 segundos da liderança.

    Ott Tänak terminou no quarto lugar e como o primeiro dos três Hyundai I20 N Rally1s, a escassos sete décimos de segundo de Katsuta. O colega de equipa, Dani Sordo, na primeira prova da época no WRC, venceu três classificativas, fechando o quinteto da frente.

    O líder do WRC, Thierry Neuville (Hyundai), teve a ingrata missão de abrir a estrada, mas manteve intactas as aspirações à vitória, ao perder apenas 18,1 segundos para o líder.

    Nas posições imediatas terminaram Adrien Fourmaux (Ford), com o atual terceiro classificado do WRC a arriscar em levar apenas um pneu suplente para a seção matinal, e Elfyn Evans, o grande azarado da etapa. Para além de uma ingrata posição de partida, o copiloto Scott Martin esqueceu-se do seu caderno de notas no final da primeira seção, pelo que, até ao final do dia, foi forçado a ler as notas a partir de uma cópia digital, num telemóvel. Um furo no pneu dianteiro direito agravou a frustração do vencedor da edição 2021 do Vodafone Rally de Portugal, que cedeu 1m43,2s para o líder. “Nada nos está a correr bem. É assim que as coisas são por vezes. Ele (Scott) safou-se muito bem. Mas, da próxima vez, seria melhor se ele se lembrasse do livro!”, desabafou o britânico.

    20 SOLBERG Oliver, EDMONDSON Elliott, Skoda Fabia RS Rally2, action during the Rally de Portugal 2024, 5th round of the 2024 WRC World Rally Car Championship, from May 9 to 12, 2024 at Matoshinhos, Portugal – Photo Paulo Maria / DPPI

    O WRC2 transformou-se numa luta a dois entre Oliver Solberg e Yohan Rossel. Apesar de algumas falhas de motor a baixas rotações, Solberg terminou o dia com 7,3 segundos de vantagem sobre o francês. Depois do abandono de Pierre-Louis Loubet, em Góis 2, o britânico Gus Greensmith terminou no terceiro lugar, a 13,3 segundos do líder.

    Entre os principais protagonistas do CPR, destaque para o facto de Kris Meeke e de Armindo Araújo irem continuar em prova, apesar das próximas etapas não permitirem somar pontos para o campeonato.

    Amanhã, os concorrentes rumam a Norte, para disputarem duas passagens pelas classificativas de Felgueiras, Montim, Amarante, Paredes e Felgueiras e, a encerrar o dia, a sempre espetacular super-especial de Lousada. Ao todo, são nove especiais que perfazem um total de 145,02 cronometrados.


    Classificação Vodafone Rally de Portugal – Após PE9

    1 Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen             Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID                1:25:00.4          

    2 Sébastien Ogier/Vincent Landais               Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID                + 1.0

    3 Takamoto Katsuta/Aaron Johnston           Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID                + 4.7

    4 Ott Tänak/Martin Järveoja                          Hyundai i20 N Rally1 HYBRID                  + 5.4

    5 Daniel Sordo/Candido Carrera                   Hyundai i20 N Rally1 HYBRID                  + 17.9

    6 Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe         Hyundai i20 N Rally1 HYBRID                  + 18.1

    7 Adrien Fourmaux/Alexandre Coria           Ford Puma Rally1 HYBRID                        + 31.8

    8 Elfyn Evans/Scott Martin                             Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID                + 1:43.2

    9 Grégoire Munster/Louis Louka                  Ford Puma Rally1 HYBRID                        + 2:27.3

    (WRC2)

    10 Oliver Solberg/Elliott Edmondson           Skoda Fabia RS                                           + 3:42.1




    Programa

    Sábado, 11 de maio de 2024

    07h00  Partida de Matosinhos (Exponor)

    08h05  SS10 Felgueiras 1 (8,81 km)       

    09h05   SS11 Montim 1 (8,69 km)           

    10h05  SS12 Amarante 1 (37,24 km)     

    11h35  SS13 Paredes 1 (16,09 km)         

    12h26  Chegada ao reagrupamento e zona de assistência a Matosinhos (Exponor)

    13h30  Partida de Matosinhos (Exponor) 

    14h35  SS14 Felgueiras 2 (8,81 km)       

    15h35  SS15 Montim 2 (8,69 km)           

    16h35  SS16 Amarante 2 (37,24 km)     

    18h05  SS17 Paredes 2 (16,09 km)         

    19h05  SS18 Lousada (3,36 km)

    20h05  Chegada à zona de assistência a Matosinhos (Exponor) 

  • Thierry Neuville (Hyundai) é o primeiro líder do Vodafone Rally de Portugal

    Thierry Neuville (Hyundai) é o primeiro líder do Vodafone Rally de Portugal

    O belga Thierry Neuville é o primeiro líder da 57.ª edição do Vodafone Rally de Portugal. O piloto da Hyundai foi o mais rápido nos 2,94 quilómetros da Super-Especial da Figueira da Foz, com seis décimos de vantagem para Sébastien Ogier (Toyota). Os melhores portugueses foram Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda). Um dia marcado pelo primeiro ‘banho’ de multidão, igualmente em Baltar (palco do Shakedown) e, em Coimbra, onde milhares de aficionados saudaram as estrelas do WRC na cerimónia de partida. Amanhã, as equipas têm pela frente duas passagens pelos troços de Mortágua, Lousã, Góis e Arganil, num total de 126,90 quilómetros disputados ao cronómetro.

    “É um fim de semana difícil que temos pela frente. Está mais calor do que o esperado e a escolha dos pneus vai ser crucial, ainda para mais amanhã (sexta-feira), um dia sempre desafiante, em Portugal”, confessou Thierry Neuville, instantes depois de estabelecer o melhor tempo na Super-Especial da Figueira da Foz, a classificativa de abertura do Vodafone Rally de Portugal.

    O piloto da Hyundai, navegado por Martijn Wydaeghe, foi seis décimos de segundo mais rápido que o francês Sébastian Ogier (Toyota) nos 2,94 quilómetros da classificativa disputada ao início da noite desta quinta-feira, com o oceano Atlântico como pano de fundo e uma temperatura de verão. Um troço em que as equipas procuraram proporcionar espetáculo para o muito público, mas evitando o desgaste prematuro dos pneus para a dura etapa de amanhã.

    O estónio Ott Tänak seguiu-se a Thierry Neuville e a Sébastien Ogier, com o piloto da Hyundai a destacar a “importância de entrar no ritmo. Amanhã, vamos tentar forçar o mais possível e vamos ver como as coisas correm”. Nas posições imediatas terminaram Takamoto Katsuta (Toyota), Kalle Rovanperä (Toyota), Adrien Fourmaux (Ford), Dani Sordo (Hyundai), Elfyn Evans (Toyota) e Yohan Rossel (Citroën), o primeiro entre os WRC2.

    Entre as equipas do Campeonato de Portugal de Ralis, Kris Meeke (Hyundai) foi o mais rápido no traçado da Figueira da Foz e o 11º da geral – 3º entre os WRC2. Armindo Araújo (Skoda) ficou a escassos sete décimos de segundo e como o melhor piloto português. “É fantástico. O público é muito e entusiasta. Estamos sempre a esforçar-nos ao máximo para dar um bom espetáculo para as pessoas. É uma honra para mim começar esta festa e estar neste evento.”

    Oito classificativas, num total de 126,90 quilómetros disputados ao cronómetro, são o desafio para a etapa de amanhã (sexta-feira). No Centro de Portugal, as equipas vão percorrer, por duas vezes, os troços de Mortágua, Lousã, Góis e Arganil. Especiais tradicionalmente muito duras e que, não raras vezes, fazem as primeiras vítimas.

    Vodafone Rally de Portugal – Classificação após SS1:

    1. Thierry Neuville (BEL)/Martijn Wydaeghe (BEL) Hyundai i20 N Rally1      2m24,2s
    2. Sebastien Ogier (FRA)/Vincent Landais (FRA) Toyota GR Yaris Rally1        a 0,6s
    3. Ott Tänak (EST)/Martin Järveoja (EST) Hyundai i20 N Rally1                       a 2,0s
    4. Takamoto Katsuta (JPN)/Aaron Johnston (IRL) Toyota GR Yaris Rally1      a 2,0s
    5. Kalle Rovanperä (FIN)/Jonne Halttunen (FIN) Toyota GR Yaris Rally1        a 2,4s
    6. Adrien Fourmaux (FRA)/Alexandre Coria (FRA) Ford Puma Rally1             a 3,1s
    7. Dani Sordo (ESP)/Candido Carrera (ESP) Hyundai i20 N Rally1                    a 4,1s
    8. Elfyn Evans (GBR)/Scott Martin (GBR) Toyota GR Yaris Rally1                     a 4,3s
    9. Yohan Rossel (FRA)/Arnaud Dunand (FRA) Citroën C3 (WRC2)                   a 4,7s
    10. Pierre-Louis Loubet (FRA)/Loris Pascaud Skoda Fabia RS (WRC2)               a 5,2s

    …

    1. Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS) (Melhor Português)        a 6,5s

    PROGRAMA

    Sexta-feira, 10 de maio de 2024

    06h45    Partida Figueira da Foz

    08h05    SS2 Mortágua 1 (18,15 km)        

    09h35    SS3 Lousã 1 (12,28 km)          

    10h35    SS4 Góis 1 (14,30 km)    

    11h35    SS5 Arganil 1 (18,72 km)

    12h15    Reagrupamento em Arganil

    12h45    Saída do reagrupamento             

    14h05    SS6 Lousã 2 (12,28 km) 

    15h05    SS7 Góis 2 (14,30 km)    

    16h05    SS8 Arganil 2 (18,72 km)             

    17h35    SS9 Mortágua 2 (18,15 km)        

    20h05    Flexi Service em Matosinhos (Exponor)

  • Sordo o mais rápido no Shakedown em Paredes

    Sordo o mais rápido no Shakedown em Paredes

    Milhares de pessoas vibraram com o tradicional Shakedown de abertura do WRC Vodafone Rally de Portugal, em Paredes, onde Dani Sordo conseguiu o melhor tempo e liderou o trio oficial da Hyundai. Equipas rumam esta tarde à região Centro, para o arranque oficial em Coimbra, e para a Super-Especial da Figueira da Foz.

    Dani Sordo e Candido Carrera, com o Hyundai i20 N Rally1, conseguiram o tempo 2m51,2s na segunda passagem pelos 4,61 km do Shakedown, em Paredes, na manhã desta quinta-feira. A dupla espanhola fez três passagens pela especial que termina no interior do circuito de Baltar, emoldurado, como é habitual, por milhares de adeptos, concluindo a derradeira sessão de testes com meio segundo de vantagem sobre os companheiros de equipa Ott Tänak e Martin Järveoja, com os líderes do WRC, Thierry Neuville e Martin Wydaeghe, a ficarem em terceiro, formando o ‘1-2-3’ da Hyundai a abrir.

    “Este rali é sempre especial. É ótimo estar de volta depois de tanto tempo. E este ano há vários pilotos fortes, aqui. A luta vai ser intensa”, afirmou Sordo. Tänak, por outro lado, acrescentou: “Eu diria que a posição na estrada não é muito má. Mas precisamos de nos esforçar mais”. Após conseguir o tempo de 2min 55.2s, na sua segunda passagem pelo troço, Neuville antecipou dificuldades para este fim de semana: “A aderência não é ótima. Esta não é a nossa superfície mais forte. Está um pouco húmido”.

    Sébastien Ogier, o oito vezes Campeão do Mundo, foi quarto e o primeiro dos Toyota. O recordista de vitórias do Vodafone Rally de Portugal regressa à prova, depois de ter falhado a edição do ano passado: “Há dois anos também tinha uma boa posição de partida aqui e foi um desastre. Quero tentar corrigir isso este fim de semana. Sempre tive uma boa ligação com Portugal. Ganhei aqui cinco vezes e o plano é corrigir o que fiz de errado há dois anos.”

    Elfyn Evans, sétimo classificado no Shakedown, acrescentou: “Vai continuar a ser difícil na frente. Ott (Tänak) começa com alguma vantagem. Precisamos de ter uma sexta-feira ‘limpa’ e atacar a partir daí.” Cada vez mais confiante, Takamoto Katsuta também prometeu entrar no modo ‘samurai’ nos troços do Centro e Norte: “Atacar ao máximo. É esse o plano”, disse o japonês, sexto classificado.

    Kalle Rovanperä ‘voou’ na primeira passagem e conseguiu o melhor tempo até essa fase, mesmo sem o sistema híbrido no seu Toyota. O bicampeão do Mundo em título elogiou o público da prova portuguesa: “O ‘feeling’ é bom. O Shakedown não foi ideal para nós. O carro ainda não está a 100%. Mas é muito bom ver todos estes fãs.”, afirmou o jovem finlandês.

    O britânico Gus Greensmith (Skoda) foi o mais rápido no shakedown entre os concorrentes do WRC2, que tem quase 40 equipas em Portugal. Kris Meeke (Hyundai) dominou entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis e o boliviano Bruno Bulacia (Ford) conseguiu o melhor tempo no WRC3.

    Adepto fez co-drive com Ogier através da Race for Good

    Uma das passagens de Ogier durante o shakedown teve um passageiro diferente do habitual na bacquet de co-piloto do Toyota: o vencedor de uma iniciativa lançada pela Race for Good, a associação de cariz solidário fundada por André Villas-Boas, que sorteou um co-drive com o piloto francês, com os fundos a reverterem para instituições de ação social. Um momento para mais tarde recordar!

    Também o tenista João Sousa e o chef José Avillez puderam experimentar as emoções extremas de um carro da categoria-rainha do WRC. João Sousa andou ao lado de Thierry Neuville, no Hyundai i20 N Rally1, e José Avillez rodou a alta velocidade ao lado de Takamoto Katsuta, no Toyota GR Yaris Rally1.

    Hoje à tarde, as equipas rumam a Coimbra, para a cerimónia oficial de partida do rali. Uma sessão de autógrafos com os pilotos, a partir das 16h00, no terreiro do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, antecede a partida oficial, às 17h00, em plena Avenida de Conímbriga. Os concorrentes rumam depois à Figueira da Foz, para a Super Especial de abertura que, este, ano tem um percurso redesenhado (2,94 km), junto ao Forte de Santa Catarina, a partir das 19h05 (e com transmissão em direto na SportTV4 e RTP1).

    WRC Vodafone Rally de Portugal – Resultados do Shakedown (equipas do Rally1)

    1. Dani Sordo (ESP)/Candido Carrera (ESP) – Hyundai i20 N Rally1 Hybrid – 2min 51,2s

    2. Ott Tänak (EST)/Martin Järveoja (EST) – Hyundai i20 N Rally1 Hybrid – 2min 51,7seg

    3. Thierry Neuville (BEL)/Martijn Wydaeghe (BEL) – Hyundai i20 N Rally1 Hybrid – 2min 52,1seg

    4. Sébastien Ogier (FRA)/Vincent Landais (FRA) – Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid – 2min 52,2seg

    5. Adrien Fourmaux (FRA)/Alexandre Coria (FRA) – Ford Puma Rally1 Hybrid – 2min 52,3seg

    6. Takamoto Katsuta (JPN)/Aaron Johnston (IRL) – Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid – 2min 52,4seg            

    7. Elfyn Evans (GBR)/Scott Martin (GBR) – Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid – 2min 52,7seg

    8. Kalle Rovanperä (FIN)/Jonne Halttunen (FIN) – Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid – 2min 52,7seg            

    9. Grégoire Munster (LUX)/Louis Louka (BEL) – Ford Puma Rally1 Hybrid – 2min 56,2seg

  • Ernesto Cunha: “queremos agarrar o maior número de pontos possíveis para manter a posição no campeonato”

    Ernesto Cunha: “queremos agarrar o maior número de pontos possíveis para manter a posição no campeonato”

    Ernesto Cunha e Rui Raimundo irão enfrentar, já a partir da próxima quinta-feira, os desafios do Rali de Portugal, prova integrada no circuito do WRC – Campeonato do Mundo de Ralis. A dupla, que chega à prova no 4º posto do Campeonato de Portugal de Ralis, quer lutar pelos lugares cimeiros desta competição para manter a posição no Campeonato e encerrar a fase de Terra com “Chave de Ouro”.

    Após um excelente resultado no Rali Terras d’Aboboreira, a dupla do Skoda Fabia Rally2 Evo chega ao Rali de Portugal na 4ª posição do Campeonato de Portugal de Ralis. Ernesto Cunha não esconde que quer lutar pelas primeiras posições para fechar a fase de terra da melhor forma. Percorridos os quilómetros relativos à prova nacional, a equipa irá cumprir o traçado completo do WRC2 num derradeiro teste de competitividade e resistência. 

    “No que toca ao Campeonato de Portugal de Ralis, vamos pôr em prática toda a experiência acumulada nas 3 últimas provas, pois queremos agarrar o maior número de pontos possíveis para manter a posição no campeonato. Estamos conscientes da dureza da prova e que o nosso trabalho se concentra ao longo do dia de sexta-feira, onde vamos à procura de um bom ritmo, protegendo a mecânica do carro para garantir a conclusão da prova nacional”, começa por referir Ernesto Cunha.

    As ambições não ficam pela prova dedicada ao CPR, uma vez que a equipa irá disputar o traçado completo do WRC2, querendo desfrutar ao máximo e acumular experiência importante para o resto da época: “É a primeira vez que faço o Rali de Portugal completo e será certamente uma boa oportunidade para medirmos o nosso andamento face ao melhores pilotos do mundo. Sabemos que é difícil lutar pelos primeiros lugares nesta competição e o nosso grande objetivo será chegar ao fim da prova.”

    A partida cerimonial para o Rali de Portugal está marcada para a próxima quinta-feira, 9 de maio em Coimbra, seguida de uma Super Especial na Figueira da Foz. O traçado total conta com mais de 330 quilómetros de Especiais ao cronómetro, o que confere uma dureza extra ao desafio.

  • Kris Meeke: “vou abordar a prova como sempre tenho feito até aqui.”

    Kris Meeke: “vou abordar a prova como sempre tenho feito até aqui.”

    Vencedor dos três primeiros ralis do CPR, Kris Meeke é o líder destacado do campeonato e embora reconheça que esta etapa portuguesa do WRC apresenta caraterísticas distintas, não baixa a fasquia.

    “Obviamente que a minha estratégia é idêntica à dos ralis anteriores. Vou procurar desfrutar da minha condução do Hyundai i20 N Rally2 e partir para frente desde cedo. Claro que correr no WRC é diferente, as classificativas tornam-se mais desafiantes, haverá mais rasgos de trajetórias na estrada. Estou convicto que serei competitivo e vou abordar a prova como sempre tenho feito até aqui.”

    O Vodafone Rally de Portugal arranca ao princípio da noite desta quinta-feira, com a super-especial (2,94 km) da Figueira da Foz, prosseguindo no dia seguinte com mais 8 classificativas (126,90 km), terminando aí, em termos de pontuação, a prova pontuável para o CPR.

  • Diogo Marujo: “estamos conscientes das dificuldades que vamos enfrentar”

    Diogo Marujo: “estamos conscientes das dificuldades que vamos enfrentar”

    Diogo Marujo dá amanhã início ao seu primeiro Rally de Portugal. Navegado pelo experiente Jet Carvalho, que num evento como este vai apoiar o piloto numa adaptação mais rápida às condições difíceis que irá encontrar nas especiais, o jovem que recentemente completou 18 anos irá aproveitar este evento para continuar a cumprir o seu objetivo para a temporada: aprender e evoluir no CPR.

    “Estamos completamente conscientes das dificuldades que vamos enfrentar, neste Rally de Portugal apaixonante para os milhares que vão assistir ao evento ao longo dos próximos quatro dias. A prova máxima da dificuldade é que somos apenas 19 as duplas portuguesas inscritas, sendo a nossa a única que, ao volante de um Rally4, se propõem a estar no evento até domingo. Tento em conta os nossos objetivos para esta temporada, não fazia sentido para nós não participar na prova na sua totalidade. Vamos continuar a aprender e a evoluir, tendo os olhos postos no futuro”, admite o jovem piloto de Mafra.

    O Rally de Portugal realiza-se entre os dias 8 e 12 de Maio e pontua para o Campeonato de Portugal de Ralis e para o Campeonato do Mundo de Ralis. Baltar, acolhe amanhã o Shakedown, seguindo-se depois a Cerimónia de Partida em Coimbra e Super-Especial na Figueira da Foz. Na sexta-feira, Mortágua, Arganil, Lousã e Góis vão ser palco das classificativas. Para sábado e domingo, estão agendados os troços mais a norte, com destaque para a passagem pelo Salto da Pedra Sentada, em Fafe no Domingo.

  • Armindo Araújo: “é a décima oitava vez que vou alinhar à partida”

    Armindo Araújo: “é a décima oitava vez que vou alinhar à partida”

    Pela décima oitava vez na sua carreira, Armindo Araújo estará à partida do Rali de Portugal e fazer parte daquela que é a maior prova do desporto automóvel realizada no nosso país. Conquistar o prémio de melhor piloto português é, uma vez mais, o grande objetivo na prova organizada pelo ACP. 

    Num rali que é caracteristicamente duro, sobretudo na etapa disputada na zona centro, Armindo Araújo parte para a edição 2024 do Rali de Portugal com o mesmo entusiasmo com que alinhou na sua primeira participação. “Para mim é sempre uma satisfação enorme poder disputar mais um Rali de Portugal. É a nossa maior prova do ano, aquela que ansiamos desde o início da temporada e que nos traz sempre uma motivação extra por fazer parte do campeonato do mundo. É a décima oitava vez que vou alinhar à partida deste rali e com o objetivo de conseguir pela décima terceira, ser o melhor piloto português no final”, começa por dizer.

    Com a classificação do Campeonato de Portugal de Ralis a ser retirada no final da primeira etapa, a dupla do Skoda Fabia RS tem bem definida a estratégia para os quatro dias que terão pela frente. “Contando apenas as classificativas do primeiro dia para as contas do CPR, é importante conseguirmos imprimir um bom ritmo desde o início e fazer tudo para conseguirmos amealhar o maior número de pontos. Os troços da zona centro são caracteristicamente duros e temos, por isso, que ajustar o nosso andamento para não comprometer a parte mecânica. No sábado e domingo já sem contas para fazermos vamos desfrutar mais e gerir o andamento para que possamos subir ao pódio na frente de todos os portugueses”, afirma Armindo Araújo.

    O Rali de Portugal terá início na próxima quinta-feira, com a cerimónia de partida em Coimbra, que antecederá a Super Especial da Figueira da Foz, a única classificativa agendada para o primeiro dia. Na sexta feira as equipas terão pela frente oito especiais, com dupla passagem por Lousã, Arganil, Gois e Mortágua num total de 129,84 km cronometrados.