Categoria: Ralis

  • Pedro Silva: “só queremos que a Domingos Sport nos recupere o carro em 7 dias!”

    Pedro Silva: “só queremos que a Domingos Sport nos recupere o carro em 7 dias!”

    Foi um Rali Terras D’Aboboreira para esquecer. Pedro Silva e Roberto Santos capotaram e foram forçados a abandonar na terceira prova do CPR2RM. O Acidente aconteceu quando subiam declaradamente na classificação.

    Depois de um arranque cauteloso na curta etapa de sexta-feira, a dupla embaixadora da Beira Baixa entrou no sábado do Rali com um ritmo super forte, passando de 11° para 7° num troço e indo a caminho da luta pelo pódio do CPR2RM, quando na quarta classificativa um salto traiçoeiro os fez capotar e desistir.

    Pedro Silva afirma “a desilusão é grande porque tínhamos o setup certo no segundo dia e estávamos a subir na classificação, no momento do acidente estávamos super fortes e seguros mas o local era muito traiçoeiro e fez nos capotar. Quero agradecer imenso a quem esteve em Amarante para nos apoiar e a quem nos ligou para confortar. São isto os Ralis”.

    O acidente coloca em causa a presença no Vodafone Rali de Portugal: “neste momento só queremos que a Domingos Sport nos recupere o carro em 7 dias para estar no Rali de Portugal. Vamos ter fé para estar presentes”.

  • 79 inscritos no Rali de Santo Tirso

    79 inscritos no Rali de Santo Tirso

    São 79 as equipas inscritas na edição de 2024 do Rali de Santo Tirso, prova organizada pelo CAST – Clube Automóvel de Santo Tirso com o apoio do Câmara Municipal de Santo Tirso, e que marca este fim de semana a romaria dos adeptos de ralis às estradas tirsenses.

    A edição deste ano tem algumas alterações estruturais, uma delas no parque de assistência que passa a ser no Parque Sara Moreira e obrigou a uma limitação do número de equipas aceites. Contudo, mesmo assim, o Rali de Santo Tirso é o segundo rali mais concorrido este ano em Portugal, de todos os disputados até ao momento. Das 79 equipas, 15 são do concelho de Santo Tirso.

    Entre as equipas inscritas estão os principais intervenientes no Campeonato Start Norte de Ralis: Filipe Teixeira / António Campos os líderes do campeonato num Peugeot 208 R2, Fernando Teotónio e Luis Morgadinho que com um Mitsubishi Lancer Evo IX vêm do Fundão e este ano apostam nos ralis no Norte do país, não esquecendo Marco Oliveira e Ricardo Sousa com o VW Polo N5 com que foram segundos classificados na edição de 2023 da prova tirsense.

    Para além destes destacam-se alguns “outsiders” como os vencedores do ano passado Jorge Santos e Vitor Hugo, só que este ano com um Citroen C3 R5, os irmãos António e Ana Cruz Monteiro que trazem de Leiria o Peugeot 208 T16, sendo obrigatório realçar a dupla Tirsense João Andrade / Pedro Santana no Peugeot 208 Rally4 com que disputam a Peugeot Rally Cup Portugal e ainda o famalicense Tiago Silva navegado por Pedro Alves que este ano fez um “upgrade” para um Ford Fiesta R5.

    A prova inicia-se como é habitual com a super-especial de 6ª feira à noite, mas desta feita em novo local em torno da rotunda Timor Lorosae na saída sul da cidade. No Sábado temos de manhã as já habituais classificativas de “Mourinha / Hortal” e “Refojos / Assunção” com dupla passagem. De tarde regressa o troço “Guimarei / Serra” que não é disputado desde 2021 e a estreia de “Serra da Agrela” que sobe a EN207 até à Serôa em Paços de Ferreira, ambos com dupla passagem. O rali tem o seu final frente à Câmara Municipal de Santo Tirso às 18.20h de Sábado para a entrega de prémios.

  • Mário Castro: “queremos dar sequência em Santo Tirso aos bons resultados”

    Mário Castro: “queremos dar sequência em Santo Tirso aos bons resultados”

    No próximo fim de semana realizar-se-á o rali de Santo Tirso, terceira prova do Campeonato Start Norte de ralis e Mário Castro e Ricardo Cunha querem estar entre os melhores das duas rodas motrizes.

    O rali organizado pelo Clube Automóvel de Santo Tirso é o desafio que se segue nos campeonatos Start Norte e Start Norte 2RM e a dupla fafense quer estar ao mais alto nível numa prova que lhes diz muito.
    “O Rali de Santo Tirso é uma prova de que gosto particularmente e onde temos obtido bons resultados, mas ao mesmo tempo é um rali em que tudo tem de correr na perfeição para se estar na frente”, começa por destacar Mário Castro.

    O piloto fafense salienta ainda que “a chuva que se prevê poderá ser um fator muito importante no desenrolar do rali, pois será imperativo acertar na escolha de pneus. Por outro lado, a lista de inscritos é mais uma vez de muita quantidade e qualidade (cerca de 80 equipas) mas vamos fazer o nosso trabalho e no final logo se fará as contas”.

    Mário Castro é claro quanto aos objetivos: “dar o nosso melhor de maneira a tentar lutar por um lugar no pódio no respeitante às duas rodas motrizes e um lugar no top 10 a nível da geral. Os dois primeiros ralis foram muito positivos para nós e neste momento ocupamos o 2° lugar do campeonato de 2RM e o 6° absoluto e queremos sair de Santo Tirso com as posições consolidadas ou até, melhoradas”.

  • Rafael Rêgo: “as corridas são assim mesmo!”

    Rafael Rêgo: “as corridas são assim mesmo!”

    Navegado por Ana Gonçalves, Rafael Rego teve um Rali Terras de Aboboreira azarado, uma vez que, quando começava a demonstrar o potencial que todos lhe reconhecem, foi forçado a abandonar devido à perda de uma das rodas do seu Peugeot 208 Rally4, fruto das difíceis e traiçoeiras condições que a dupla encontrou nos troços de Amarante, Baião e Marco de Canaveses.

    Ainda assim, o jovem piloto mostra-se satisfeito com o trabalho desenvolvido, prometendo voltar a lutar de forma competitiva no próximo desafio da Peugeot Rally Cup Portugal.

    “As corridas são assim mesmo. A equipa preparou-nos um carro excelente e competitivo, mas acabámos por ter o azar de uma das rodas não aguentar as difíceis condições dos troços amarantinos. São situações de corrida que nem nós nem a equipa podem controlar, logo só podemos olhar para o que de positivo fizemos em conjunto”, explicou o jovem piloto antes de falar da sua experiência ao lado de Ana Gonçalves: “Foi sem dúvida a confirmação daquilo que já tinha como expectativa. A Ana demonstrou muito profissionalismo e foi uma grande ajuda ao longo de toda a prova. Quero muito voltar ao Peugeot 208 Rally4 e continuar esta aprendizagem e evolução na Peugeot Rally Cup Portugal.”

    A Peugeot Rally Cup prossegue no Rali Castelo Branco, a 21 e 22 Junho. Ficando depois a faltar disputar o Rali Vinho da Madeira (1 a 3 Agosto) e o Rali da Água (13 e 14 Setembro).

  • Rui Madeira “o Terras D’Aboboreira não correu como gostaríamos!”

    Rui Madeira “o Terras D’Aboboreira não correu como gostaríamos!”

    Foi com uma profunda sensação de frustração que Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva chegaram ao fim do Rali Terras D’Aboboreira. Lutando com um setup pouco adaptado às condições difíceis do terreno, a dupla raramente conseguiu impor o ritmo a que está habituada e disso foi consequência o Top 13 na geral e o 2º posto no Masters.

    Madeira e Rodrigues da Silva estavam altamente motivados para darem seguimento à excelente exibição e resultado a condizer que rubricaram no Rali Casinos do Algarve.

    Novamente aos comandos do Ford Fiesta Ralky2 da Past-Racing/M-Sport abordaram o Rali Terras D’Aboboreira com o foco na discussão da vitória no Campeonato de Portugal Masters de Ralis e nos lugares cimeiros do CPR.

    Mas, mesmo antes da prova começar, a equipa sofreu um revés: “tivemos um handicap de última hora, pois, por razões familiares, o engenheiro que a Past-Racing tinha destinado a esta prova não pôde estar presente, o que nos retirou um apoio que é sempre fundamental, sobretudo numa prova em que, pela inconstância das condições meteorológicas e das condições dos pisos, era muito importante ter todo o know-how técnico presente”, refere o piloto.

    Mesmo assim, Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva partiram dispostos a dar tudo e a enfrentar uma “armada” nacional e internacional de luxo, mas cedo perceberam que o rali se transformaria num verdadeiro “caminho das pedras”.

    “Foi um Rali que não correu como gostaríamos. Começou com falta de confiança no carro, pois nunca tinha guiado este Fiesta Rally2 em pisos enlameados e para mais o arranque da prova foi com muito nevoeiro, o que me retirou a confiança necessária. As afinações não estavam de todo preparadas para estes pisos e fomos ao longo da prova tentando melhorar. Inclusive, acabamos por desligar a barra estabilizadora da frente pois tivemos muitas dificuldades em inserir a frente do carro. Foi um calvário!”, afirma Rui Madeira.

    A frustração ficou e o piloto “mundialista” não esconde que “gostamos de andar depressa em condições muito difíceis com lama e nevoeiro, mas, desta vez, não tivemos a confiança no comportamento do carro para podermos andar rápido. Nesse sentido, saímos desta prova algo frustrados, pois tudo tentámos, mas não desfrutámos de um rali espetacular em pisos de terra!”.

    Rui Madeira dá também por concluída a sua participação no CPR: “o nosso ano desportivo em provas do campeonato está terminado. Vamos regressar ao Mitsubishi Lancer Evo3, alinhando já no Spirit. Estamos a equacionar se faremos o Rali de Lisboa como participantes num Rally2 ou de carro 0”.

  • Ricardo Filipe: “o 7º lugar nas contas do CPR foi um prémio merecido”

    Ricardo Filipe: “o 7º lugar nas contas do CPR foi um prémio merecido”

    Ricardo Filipe e Filipe Carvalho viveram uma verdadeira epopeia no Rali Terras D’Aboboreira, com a dupla a ir de menos a mais até lograr concluir num excelente 7º lugar entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis.

    Os dois dias de competição da terceira prova do campeonato transformaram-se num teste verdadeiramente extremo às capacidades física e mentais de Ricardo Filipe e Filipe Carvalho. Cientes da dificuldade acrescida que a prova nortenha ostentava, seja pelo seu traçado competitivo, seja pelo naipe de luxo de equipas participantes, a dupla do Skoda Fabia R5 teve de demonstrar uma enorme capacidade de superação para ultrapassar todas as dificuldades.

    “Começamos um pouco à defesa. Entramos no Qualifying até com algum nervosismo, até porque o facto de termos tido um excelente rali no Algarve, criava-nos alguma pressão para andar bem e acabamos por fazer nas duas passagens tempos que considero apenas razoáveis. Depois, o primeiro troço cronometrado foi muito duro e criou-me mesmo alguma desmotivação. A lama e o nevoeiro cerrado acabaram por me fazer hesitar em demasia e perder alguma concentração e vontade em atacar. Não conseguia andar rápido, colocar o carro e essa ausência de eficácia nada tinha a ver com as notas ou com o Skoda. Só tinha a ver comigo, o Ricardo Filipe!… Aliás, tudo isso fez-me pensar que vou ter de trabalhar muito o aspeto psicológico no futuro, para melhorar a minha capacidade de gestão de provas com estas características”, revela o piloto algarvio.

    Ricardo Filipe realça “a força e o ânimo que o Filipe Carvalho, o Manuel Castro, a equipa, os meus pais e o meu amigo José Martins me deram e que me fez ultrapassar esse momento menos bom e foi por eles que não deitei logo a toalha ao chão. Acabou por ser um dia menos conseguido e onde, claramente, andei muto abaixo do que sou capaz, tendo passado pela Super Especial noturna ainda com cautela., pois Chovia muito e tentamos não cometer erros”, concluindo a etapa inicial da prova no 13º posto entre os concorrentes do CPR.

    O segundo e decisivo dia da prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante seria bem mais risonho para as ambições da dupla que defende as cores da Olha o Cogumelo.

    O arranque da etapa de sábado veria um Ricardo Filipe completamente mudado: “a noite foi boa conselheira e acordei muito mais motivado. A Racing 4 You foi incrível a trabalhar no carro e mudamos as afinações para colocar o Skoda um pouco mais macio. Começamos logo a melhorar os nossos tempos e, na segunda ronda, voltamos a endurecer um pouco o carro, porque os pisos estavam já completamente secos. Conseguimos ir subindo na classificação, detendo os ataques de quem estava atrás de nós e ultrapassando alguns dos nossos adversários diretos. A confiança foi crescendo e o 7º lugar final nas contas do CPR foi um prémio merecido para a forma como demos a volta e acabamos por fazer um rali muito positivo”.

    Numa análise global à sua prestação, o piloto considera que “tenho de melhorar muito a gestão emocional das provas. Por outro lado, necessito de trabalhar mais a minha velocidade e técnica na lama e na chuva”, não deixando de se referir à estrutura da prova, que considera “ser bem organizada, com bons troços, mas, na minha opinião, com ligações excessivamente longas. Por outro lado, também considero que não se deve repetir três vezes o mesmo troço, pois, com 90 concorrentes, ficou completamente destruído!”.

    A classificação obtida no Terras D’Aboboreira fez Ricardo Filipe subir ao 7º lugar da tabela do CPR, com o piloto a assumir que “é uma posição que nos orgulha e estimula, até porque, atrás do 3º lugar, esta tudo em aberto e partimos para a segunda fase do campeonato em boa posição para lutarmos pela nossa melhor posição de sempre na classificação final”.

  • Terras D’Aboboreira: Carvalho e Reis forçados a desistir quando lideravam o Promo

    Terras D’Aboboreira: Carvalho e Reis forçados a desistir quando lideravam o Promo

    A equipa barcelense composta por Miguel Carvalho e António Reis entrou no Rallye Terras D’Aboboreira com determinação e confiança. Prepararam-se minuciosamente para enfrentar os desafios do percurso, visando alcançar os melhores resultados possíveis no Campeonato Promo de Ralis.

    Desde o início, no qualifying stage, Miguel e António impuseram um ritmo rápido, marcando desde logo o melhor tempo do Campeonato Promo. Esta demonstração de velocidade e habilidade desde o primeiro momento da competição é um testemunho claro da sua determinação em alcançar o sucesso.

    Ao longo da prova, mantiveram-se consistentes, destacando-se pela sua destreza e competência ao volante. De forma notável, pela primeira vez na era N5, lideraram o rali com parciais impressionantes, demonstrando claramente a sua determinação em alcançar a vitória. A sua abordagem cuidadosamente planeada revelou-se eficaz, permitindo-lhes manter um ritmo sólido ao longo da competição. No entanto, um toque na PEC 5 (Amarante 2) forçou a dupla à desistência.

    Com o olhar voltado para o futuro, Miguel Carvalho sente-se “pronto para superar este obstáculo e continuar a perseguir os seus objetivos no emocionante mundo dos ralis, confiantes de que estão aqui para vencer!”

  • Hugo Lopes e Magda Oliveira impõem a sua lei nos dois troféus da Peugeot

    Hugo Lopes e Magda Oliveira impõem a sua lei nos dois troféus da Peugeot

    Com uma conjugação de esforços sem falhas ao longo dos 107,66 quilómetros cronometrados do Rali Terras d’Aboboreira – Amarante, Baião, Marco de Canaveses, Hugo Lopes e Magda Oliveira alcançaram a segunda vitória consecutiva na PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL e venceram a primeira prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024.

    Tirando o melhor partido do seu 208 Rally4, a dupla registou os melhores tempos em cinco dos sete troços da prova, acumulando uma vantagem gradual que nenhum dos seus adversários conseguiu anular, num rali de elevada dureza, fruto do muito nevoeiro e chuva que acrescentaram armadilhas extra em quase todos os troços.

    Entre os seus pares da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL, grupo de adversários nacionais e internacionais, as duas equipas que, no final, mais próximas ficaram foram, por esta ordem, Álex Español / Lorena Romero e Miguel Guitierrez / Osel Román, na sua luta particular pelo 2º lugar até ao derradeiro troço, sem que nunca se tenham aproximado da liderança lusa. 

    Seria também esta a composição do pódio da primeira prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024, apenas se registando diferenças a partir do 4º lugar, que na vertente nacional ficou para Sérgio Dias / Bruno Abreu e na ibérica para Ricardo Sousa / Luis Marques.

    Destaque-se o plantel inicial conjunto dos dois troféus, composto por nada menos do que 26 PEUGEOT 208 Rally4, um conjunto que criou uma moldura competitiva fantástica, a que ninguém ficou indiferente na prova do Clube Automóvel de Amarante.

    Terminada que está a fase de terra da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL 2024, segue no calendário o Rali de Castelo Branco, a correr-se nos dias 21 e 22 de junho nos troços de asfalto da região. Já a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024 será retomada nos dias 5 e 6 de julho, no Rallye Rías Bajas, prova a realizar na região de Vigo e que também pontuará para o DESAFÍO PEUGEOT (o troféu espanhol).

  • Terras D’Aboboreira: Kris Meeke não deu hipóteses a ninguém!

    Terras D’Aboboreira: Kris Meeke não deu hipóteses a ninguém!

    A dupla Kris Meeke/Stuart Loudon, no Hyundai i20 N Rally2, somou, este sábado, no Rali Terras D’Aboboreira a sua terceira vitória consecutiva no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), ao terminar com uma vantagem de 1m56s para Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2), que também repetiu o resultado das duas provas anteriores.

    O piloto do Team Hyundai Portugal manteve, deste modo, a sua invencibilidade, num rali em que a discussão do segundo lugar chegou a ser animada entre Armindo Araújo e Rúben Rodrigues (Skoda Fabia RS Rally2), até este sofrer um furo a três classificativas do final. Contudo, o campeão açoriano não logrou terminar no pódio, já que na derradeira “especial” viu-se forçado a desistir, devido a problemas mecânicos.

    Num rali marcado por um elevado número de desistências, também consequência das condições complicadas do terreno motivadas pela chuva, Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo), que teve um início discreto para depois melhorar de forma progressiva, concluiu a jornada no terceiro lugar. “Esperava fazer melhor, mas nem sempre me senti confiante”, explicava o piloto de Famalicão.

    Foi ainda na seção matinal – para a qual já não arrancou Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2), por motivos de saúde – que José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), então quarto classificado, desistiu no troço de Baião, com a suspensão partida, e logo a seguir, em Amarante 2, foi a vez de João Barros (VW Polo Rally2), oitavo na tabela classificativa do CPR, também ficar pelo caminho, devido a um “toque”.  Muito regular, o jovem Lucas Simões (Ford Fiesta R5), navegado pelo experiente Valter Cardoso, natural e profundo conhecedor da região, esteve em plano de destaque para conquistar um meritório quarto lugar final, à frente de Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rally2 evo) e Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 evo). Sem rodagem em pisos enlameados, Ricardo Filipe (Skoda Fabia R5) finalizou bem dentro do “top 10”.

    Nas 2RM (duas rodas motrizes), Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4) dominou de fio a pavio face ao campeão Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4), que não teve a sorte pelo seu lado, ao ser forçado a desistir na última classificativa, quando a suspensão cedeu, por “culpa” de uma pedra no meio da estrada. Emanuel Figueiredo (Peugeot 208 Rally4), que fez uma boa prova, herdou o segundo lugar, enquanto Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4) ainda logrou, graças a um vigoroso “sprint” final, chegar à terceira posição.

    Pedro Pereira (Peugeot 208 Rally4) atrasou-se devido a problemas de direção assistida e a dois furos, mas foi compensado no seu esforço com o quarto lugar final. João Andrade (Peugeot 208 Rally4), Rafael Cardeira (Peugeot 208 Rally4), Daniel Nunes (Peugeot 208 Rally4), Guilherme Meireles (Peugeot 208 Rally4), Pedro Silva (Peugeot 208 Rally4), Rafael Rego (Peugeot 208 Rally4) e Kevin Saraiva (Peugeot 208 Rally4) estiveram entre os desistentes.

    A próxima prova, quarta da temporada, será o Vodafone Rally de Portugal, que para os pilotos do CPR decorre apenas nos dias 9 e 10 de maio, com um total de 9 classificativas.

  • Kris Meeke entra “à leão” no Terras D’Aboboeira

    Kris Meeke entra “à leão” no Terras D’Aboboeira

    A dupla Kris Meeke/Stuart Loudon (Hyundai i20 N Rally2) entrou, na tarde desta sexta-feira, com o pé direito no Rali Terras D’Aboboreira – apesar do percalço sofrido no qualifying, ao sair de estrada – e assumiu a liderança da terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) com uma confortável vantagem de 20.4 segundos.

    De manhã, o piloto britânico do Team Hyundai Portugal capotou na sequência do toque numa pedra e acabaria, ao fim de duas cambalhotas, por cair para um descampado, valendo-lhe alguma vegetação para amortecer a queda. Sem danos graves no carro, Meeke pôde continuar em prova e, sem tempo no qualifying, sobrou-lhe, na escolha da ordem de partida, o primeiro lugar na estrada. “Se chover, pode não ser uma má posição, porque apanharei o piso menos degradado…”, comentava.

    A verdade é que os deuses estiveram com o líder do CPR, já que a chegada da chuva anulou a sua desvantagem e só teve que impor um bom ritmo para ser o mais rápido nos 16,93 km do troço de Baião Vida Natural. Ganhou 20.4s a Rúben Rodrigues (Skoda Fabia RS Rally2) e 23.9 e 24.8, respetivamente, a Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) e ao campeão em título Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rallky2).

    A diferença de Meeke já foi mais expressiva (31.8) para José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2) e mais ainda face a Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2): pouco mais de um minuto. João Barros (VW Polo Rally2) e Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo) foram “vítimas” do aumento da intensidade da chuva no momento da sua passagem, terminando atrás de Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 evo), Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rally2 evo) e Lucas Simões (Ford Fiesta R5).

    No CPR 2RM (duas rodas motrizes), Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4) entrou ao ataque, deixando João Andrade (Peugeot 208 Rally4) a 5.3 segundos e o vencedor do FPAK Júnior Team de 2023, Pedro Pereira (Peugeot 208 Rally4), a 8.2, este na frente do campeão em título Gonçalo Henriques (Peugeot 208 Rally4).

    O primeiro dia do Rali Terras D’Aboboreira ficará concluído com a super-especial noturna de Amarante Natureza Criativa (2,00 km), mas para este sábado estão reservadas todas as decisões da prova, com as restantes 5 classificativas (88,73 km).


     
    Classificação oficiosa após PEC 1
    Absoluta
    1º, Kris Meeke/Stuart Loudon (Hyundai i20 N Rally2), 10.55.3
    2º, Rúben Rodrigues/António Costa (Skoda Fabia RS Rally2), a 20.4s
    3º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 23.9
    4º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai i20 N Rally2), a 24.8
    5º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 31.8
    6º, Pedro Meireles/Ricardo Cunha (Hyundai i20 N Rally2), a 1.00.9
    7º, Paulo Neto/Nuno Mora Ribeiro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 1.09.6
    8º, Ernesto Cunha/Rui Raimundo (Skoda Fabia Rally2 evo), a 1.16.3
    9º, Lucas Simões/Valter Cardoso (Ford Fiesta R5), a 1.19.5
    10º, João Barros/Jorge Henriques (VW Polo R5), a 1.29.4
    11º, Pedro Almeida/Mário Castro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 1.38.3
    12º, Hugo Lopes/Magda Oliveira (Peugeot 208 Rally4), a 2.16.8
    2RM
    1º, Hugo Lopes/Magda Oliveira (Peugeot 208 Rally4), 13.12.1
    2º, João Andrade/Pedro Santana (Peugeot 208 Rally4), a 5.3s
    3º, Pedro Pereira/João Aguiar (Peugeot 208 Rally4), a 8.2
    4º, Gonçalo Henriques/Gonçalo Cunha (Renault Clio Rally4), a 11.2
    5º, Emanuel Figueiredo/Ricardo Pinto (Peugeot 208 Rally4), a 21.3