Categoria: Ralis

  • Safari Rally: Rovanperä imparável!

    Safari Rally: Rovanperä imparável!

    Kalle Rovanperä dominou a etapa de abertura do Safari Rally do Quênia, chegando ao fim desta jornda de sexta-feira com uma vantagem de 56,9 segundos, num dia de sonho para aToyota Gazoo Racing, que coloca três carros nos lugares do pódio.

    fonte e fotos: WRC

    O finlandês, bicampeão mundial em título, estava simplesmente intocável enquanto ele e o co-piloto Jonne Halttunen alcançavam os tempos mais rápidos em todas as seis speciais do programa, disputadas ao redor do Lago Naivasha. Os seus companheiros de equipa Elfyn Evans e Takamoto Katsuta contribuiram de forma decisiva ara o domínio da marca nipónica, colocando os seus GR Yaris Rally1 no segundo e no terceiro psoto, respectivamente, com a marca japonesa a capitalizar o que se revelou numa tarde desastrosa para a Hyundai Motorsport, depois dos seus pilotos Esapekka Lappi e Ott Tänak terem abandonado.

    Lappi foi o adversário mais próximo de Rovanperä até meio do dia, mas uma falha na transmissão no seu i20 N Rally1 colocou-o fora da etapa. Isso elevou o seu colega de equipa Ott Tänak ao segundo lugar, mas também o estoniano abandonaria, com a direção quebrada após bater em uma pedra.

    “Tenho que estar feliz”, afirmou Rovanperä sorriu. “na ultima classificativa as condições foram bastante difíceis. Não corri nenhum risco e fui contornando todas as pedras para tentar manter o carro inteiro. Eu adoraria ir ainda mais rápido, mas neste momento está tudo bem!”.

    O líder do campeonato, Thierry Neuville, tornou-se a única esperança da Hyundai, embora o belga tenha enfrentado problemas com danos nos pneus, de que resultou a abertura de um buraco na carroçaria de seu Hyundai, forçando o belga e co-piloto Martijn Wydaeghe a usar óculos de proteção e máscaras contra poeira durante o que restava da secção matinal. Uma tarde mais positiva viu Neuville aproximar-se do pódio. Terminou o dia a apenas 6,5 segundos de Talamoto Katsuta.

    Adrien Fourmaux,teve que lidar as dificuldades que o seu Ford Puma Rally1 enfrentou, batendo várias vezes com a proteção de cárter em algumas das seções mais difíceis, mas ele lidou bem com a dificuldade e manteve o quinto lugar depois de um dia relativamente limpo. O francês terminou a quase dois minutos da liderança, com o companheiro de equipa Grégoire Munster – a disputar o seu primeiro Safari em carros da categoria Rally1 – a uma distância semelhante.

    Com Oliver Solberg prejudicado por problemas nos pneus, Gus Greensmith construiu uma liderança dominante no WRC2 e é sétimo da geral. Jourdan Serderidis, Kajetan Kajetanowicz e Solberg completaram o top 10.

    Sábado é o dia mais longo do rali e conta com seis especiais totalizando 160,96km.

  • Safari: Neuville é o primeiro líder

    Safari: Neuville é o primeiro líder

    O líder do Campeonato Mundial de Rally da FIA, Thierry Neuville, obteve uma pequena vantagem de 0,1 segundo sobre seu companheiro de equipa, Ott Tänak, depois de vencer a especial de abertura do Safari Rally, esta quinta-feira.

    Milhares de fãs apaixonados disputavam todos os pontos de vista possíveis quando esta 71ª edição do icónico Safari Rally teve início nos subúrbios da capital do Quénia.

    SNeuville, que lidera o campeonato com três pontos de vantagem, superou o seu colega Tänak, por um único décimo nos 4,84 km de abertura, enquanto o atual campeão Kalle Rovanperä (Toyota) completou os três primeiros apenas 0,7s atrás do belga.

    Neuville está bem ciente de que as coisas ficarão mais difíceis a partir desta sexta-feira: “Será uma prova desafiadora”, afirmou. “Nossos dedos estão cruzados para que, desta vez, possamos passar sem problemas técnicos ou erros. Acho que estamos bem preparados e estou me sentindo bem no carro, então é sempre bom começar um rali a liderar.”

    A ação recomeça às 08h15 locais da manhã desta sexta-feira, com a primeira das seis especiais do dia. O maior desafio será Kedong, com 31,50 km, que compõe a final das voltas da manhã e da tarde.

  • Mário Castro está de volta em Vieira do Minho

    Mário Castro está de volta em Vieira do Minho

    Depois da lesão que fez o piloto/navegador fafense desistir no Serras de Fafe e nem sequer alinhar no lado direito do Skoda Fabia Rally2 de Pedro Almeida no Casinos do Algarve, chega a boa notícia de que a recuperação física foi bem sucedida e Mário Castro estará à partida do Rali de Vieira do Minho, conduzindo o Ford Fiesta da Liber Jeans.

    Acompanhado pelo seu habitual navegador Ricardo Cunha, Mário Castro regressou aos comandos do Ford Fiesta para realizar um teste que se revelava essencial para o piloto perceber se a recuperação física estava já num patamar que lhe permitisse enfrentar as exigências da competição: “tivemos a oportunidade de realizar um pequeno teste como preparação para o rali Vieira do Minho, mas essencialmente para ver se após a lesão sofrida aquando do rali Serras de Fafe, estaria em condições físicas aceitáveis para estar presente no rali. Fisicamente senti-me muito bem e só por aí estou contente por poder regressar à competição”, afirmou.

    Quanto às expectativas para a prova organizada pelo Motor Clube de Guimarães, Mário Castro está “plenamente convicto de que tenho ainda muito para evoluir. A minha experiência em terra é quase nula e certamente que terei um rali bastante desafiante pela frente“.

  • Pedro Pereira: “temos que estar a 100 por cento em todas as classificativas”

    Pedro Pereira: “temos que estar a 100 por cento em todas as classificativas”

     O campeão da FPAK Júnior Team de Ralis 2023, Pedro Pereira, navegado por João Aguiar, entrou, verdadeiramente, com o pé direito no CPR, aos comandos do Peugeot 208 Rally4, depois de conquistar a quarta posição nas 2RM (duas rodas motrizes) no Rallye Casinos do Algarve, a sua primeira prova em pisos de terra.

    O jovem de Famalicão superou as expetativas e revela ter os pés bem assentes na terra quando fala da aprendizagem acumulada na sua prova de estreia no CPR.

    – Estrear-se no CPR 2RM com um “top 5” não estava nas previsões, face a uma concorrência tão forte…

    “Sim, não estava de todo nas nossas previsões terminar no ‘top 5’, pois há muitos pilotos rápidos e já com bastante experiência no campeonato. No shakedown percebemos que poderíamos ter ritmo para andar entre os cinco primeiros, mas nas primeiras classificativas não nos foi possível imprimir essa cadência. Não consegui ser consistente, embora chegasse a fazer dois tempos no ‘top 3’. Portanto, foi bom, ainda que pudesse ter sido melhor… apesar de não ser esse o objetivo, que era apenas terminar o rali. A verdade é que conseguimos superá-lo”.

    – Quais eram os maiores receios na primeira prova com o Peugeot 208 Rally4?

    “O maior receio era precisamente não cumprir o objetivo de chegar ao fim do rali. Sabia que era muito importante trabalhar o segundo rali da época em cima de um resultado positivo no Algarve e conseguimos. Temia dar um ‘toque’ ou algo que pudesse comprometer a nossa época, mas correu tudo muito bem”.

    – Que ensinamentos foram retirados, tendo em vista os próximos ralis do CPR?

    “Temos que estar a 100 por cento em todas as classificativas, não há qualquer gestão, os adversários são muito rápidos e o nível está elevadíssimo. Neste campeonato não se pode ‘adormecer’ em parte alguma!…”

    – Pode dizer-se, então, que o campeão do FPAK Júnior Team de Ralis 2023 está no bom caminho.

    “Eu penso que sim, foram os meus primeiros quilómetros em terra e também com o Peugeot 208 Rally4, pois nunca tinha andado nesse tipo de piso. A verdade é que fiquei fã e gostei. Veremos agora, na Aboboreira, o que vai suceder. Vamos tentar trabalhar bem para o rali, testar mais e procurar discutir um lugar no pódio. Esse será o grande objetivo e depois, na fase de asfalto, vou dar o máximo para lutar pelas vitórias. É isso que ambicionamos e que procuraremos concretizar”.

  • Rali Terras D’Aboboreira promete plantel de luxo

    Rali Terras D’Aboboreira promete plantel de luxo

    Este ano com honras de abertura do renovado FIA European Rally Trophy (ERT), o Rali Terras D’Aboboreira (26/27 abril), será a terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).

    A estrutura foi reformulada na sua totalidade – “nenhuma das cinco classificativas é igual à versão de 2023…”, garante o presidente do Clube Automóvel de Amarante (CAA), António Jorge – deixa antever uma recheada caixa de surpresas em termos de lista de inscritos, dada a sua proximidade com a etapa portuguesa do WRC. Amarante, Baião e Marco de Canaveses são os três concelhos anfitriões, numa jornada em que a Sustentabilidade Ambiental volta a ser pautada por critérios de elevada exigência.

    Nesse âmbito, a primeira ação decorreu na tarde desta quinta-feira, Dia Mundial da Árvore, na Serra da Aboboreira, na zona de Baião, onde foram plantadas 20 árvores com a presença de diversos pilotos, acompanhados de membros das três autarquias, de autoridades locais e de elementos do Clube Automóvel de Amarante, organizador desta terceira prova do CPR que volta a ter a chancela da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

    “Temos procurado, todos os anos, dar o melhor que cada município tem ao Rali Terras D’Aboboreira, até porque estamos a falar de territórios diferentes, e é por isso que a cada ano implementamos novas dinâmicas com as parcerias estabelecidas há vários anos com os municípios de Amarante, Baião e Marco de Canaveses e o Grupo MCoutinho. A Sustentabilidade Ambiental voltará a estar no centro das nossas atenções, quer no Parque de Assistência quer nas classificativas, e nesta edição em que a responsabilidade é maior, na sequência do Prémio de Mérito atribuído pela FPAK ao Clube Automóvel de Amarante, queremos honrar esse troféu, desenvolvendo novas ações naquele domínio”, confessou o presidente do CAA, não deixando de fazer uma referência, em jeito de previsão, à lista de inscritos…

    “Esperamos, naturalmente, uma excelente lista de inscritos, pois aos melhores pilotos portugueses juntar-se-ão os da Peugeot Rally Cup Ibérica, competição que tem início nesta prova, da Peugeot Rally Cup Portugal e da Toyota Gazoo Racing Iberian Cup, além de vários estrangeiros que competem no WRC e vêm preparar a sua participação na prova portuguesa. Direi que, tudo indica, estarão reunidos todos os predicados para um rali de alto nível”, concluiu António Jorge.

    Entre as inovações a nível de promoção da prova do CAA, há a assinalar três iniciativas que serão anunciadas em breve, bem como a atribuição do Prémio MCoutinho, ao vencedor do maior número de classificativas, e do Prémio Amadeo de Souza-Cardoso ao vencedor da SE2 Amarante Natureza Criativa.

    Ainda na área da promoção, o Clube Automóvel de Amarante contratualizou com a SIC Notícias a emissão de um spot publicitário de 20 segundos do Rali Terras D’Aboboreira nos 15 dias anteriores ao evento, totalizando 162 inserções diárias.

    Na tarde de sexta-feira, e depois do Qualifying ter decorrido de manhã, no troço localizado em Vila Boa de Quires, Marco Rios de Emoção (3,47 km), a prova inicia-se com a “especial” de Baião Vida Natural (16,93 km) e à noite, a partir das 21 horas, a jornada encerra com a disputa da Super Especial Amarante Natureza Criativa (2,00 km), no centro desta cidade.

    Sábado, duas passagens por Amarante (22,54 km) e Aboboreira (16,14), que será a Power Stage, e uma por Baião (11,37 km) completam o traçado de classificativas em piso de terra que totaliza 107,66 km ao cronómetro.

    O Rali Terras D’Aboboreira, primeira prova do FIA-ERT, integra, além do calendário do CPR, o do campeonato 2RM (duas rodas motrizes), do Júnior, do de Clássicos, Clássicos 2RM, do Promo, do Masters e do Challenge R5/S2000.

    PROGRAMA/HORÁRIO

    SEXTA-FEIRA (26 abril)

    Free Practice – Vila Boa de Quires (3,47 km)                                                           08:00/09:00

    Qualifying – Vila Boa de Quires (3,47 km)                                                                                     09:30/10:00

    Shakedown – Vila Boa de Quires (3,47 km)                                                              10:30/12:00

    Partida (Baião)                                                                                                                                    16:50

    PEC 1 – Baião Vida Natural (16,93 km)                                                                                       17:20

    Reagrupamento (Parque Ribeirinho de Amarante)                                            18:50/20:30

    PEC 2 – Amarante Natureza Criativa (2,00 km)                                                                  21:00

    Parque de Assistência (Metalocardoso)                                                                                       21:15/22:00

    Parque Fechado (Metalocardoso)                                                                                                      22:05

    SÁBADO (27 abril)

    Partida (Metalocardoso)                                                                                                            08:25

    Assistência (Metalocardoso)                                                                                                 08:25/08:40

    PEC 3 – Amarante 1 (22,54 km)                                                                                          09:25

    PEC 4 – Baião 1 (11,37 km)                                                                                                     10:45

    Assistência (Metalocardoso)                                                                                                 12:00/13:30

    PEC 5 – Amarante 2                                                                                                                      14:15

    PEC 6 – Aboboreira 1 (16,14 km)                                                                                                        15:15

    Reagrupamento (Metalocardoso)                                                                                                      16:20/17:30

    PEC 7 – Aboboreira 2 – POWER STAGE                                                                                       18:10

    Final (Rotunda António Lago Cerqueira – Amarante)                                              19:10  

  • Pedro Almeida: “percebi onde posso andar e qual o ritmo que tenho de impor”

    Pedro Almeida: “percebi onde posso andar e qual o ritmo que tenho de impor”

    O jovem Pedro Almeida foi uma das figuras do Rallye Casinos do Algarve, na sua estreia esta época no CPR, depois da ausência forçada em Fafe, devido à lesão do seu co-piloto, Mário Castro. Embora não tenha concluído a prova algarvia, na qual foi navegado por António Costa, o piloto do Skoda Fabia Rally2 evo da ARC Sport revelou um andamento que não passou despercebido e deixa boas indicações para as provas que se seguem.

    – Em 2020 e 2021, depois de duas épocas a guiar carros R5 (agora Rally2) no CPR, deu um passo atrás e correu com 2 Rodas Motrizes (Peugeot 208 Rally4). Retirou benefícios dessa opção e como a justifica, decorrido todo este tempo?

    “Foram dois anos de corridas num ambiente diferente, conheci outras estruturas e claro que aprendi muito. Se hoje, quando olho para trás, for questionado se faria a mesma coisa, responderia que talvez não. Na altura em que guiava o Skoda estava numa fase de evolução e creio que deveria ter tido um pouco mais de paciência para prosseguir com aquilo que tinha, ou seja, o Rally2. Porque embora sejam ambos carros de ralis, a filosofia é completamente distinta e há todo um processo de adaptação e de aprendizagem diferente entre um duas rodas motrizes e um quatro rodas motrizes”.

    – Foi duro não ter podido alinhar no Rali Serras de Fafe, devido à lesão do navegador Mário Castro?

    “Obviamente, é sempre frustrante preparar uma prova, para mais a primeira do ano, e depois mal começá-la, sendo forçado a desistir por uma coisa que parece tão simples como um ‘toquezito’ que demos nos reconhecimentos. De facto, o Mário fez aquilo que pôde e não havia outra solução. Até fui a primeira pessoa a sugerir não alinharmos, porque fazê-lo sem o navegador a 100 por cento, participar só por participar, não iríamos registar qualquer tipo de evolução e, por outro lado, eu não iria sentir-me à-vontade sabendo que ele estava ali a sofrer em termos físicos. O trabalho não iria ser feito da mesma forma. Claro que foi frustrante, mas são coisas das corridas…”

    – Alinhar no Algarve, o seu primeiro rali da época, com um navegador diferente do habitual, dada a indisponibilidade do Mário Castro, não o deixou algo desolado?

    “Foi a solução possível. Claro que idealmente iria começar em Fafe e iria continuar com o Mário no Algarve. Contudo, tive um novo navegador e uma experiência diferente com o ‘Tó’. Gostei muito de ter feito o rali com ele e claro que uma pessoa aprende com toda a gente. Da mesma forma que aprendi com o Mário, agora aprendi outras coisas com o ‘Tó’. Faz parte, não fiquei de todo contente por ter que trocar de navegador, mas foi a situação possível e tive que me adaptar à situação”.

     “A ÚNICA PRESSÃO QUE TENHO É A QUE COLOCO EM MIM PRÓPRIO E JÁ É BASTANTE”


    – Referiu que o Algarve ia correr sem qualquer tipo de pressão… Esse estado de espírito foi determinante para um início de prova fulgurante?

    “Não! Na verdade, normalmente corro sem pressão, pois não tenho que provar nada a ninguém. A única pressão que tenho é a que eu coloco em mim próprio e já é bastante. De facto, fiz um bom início de Rallye Casinos do Algarve, principalmente o qualifying e o primeiro troço. No entanto, constatei que ainda não estou completamente habituado aquele registo e preciso de algum tempo de certa forma a forçar o andamento para depois me adaptar a esse ritmo elevado”.

    – No primeiro dia do rali vimos o melhor Pedro Almeida desde que guia um Rally2. É esse o nível a partir do qual pretende evoluir esta época?

    “É exatamente esse o meu objetivo. Percebi onde posso andar e qual o ritmo que tenho de impor. Agora resta-me tentar replicar isso daqui para a frente, para evoluir e conseguir resultados melhores”.

    – A saída de estrada que ditou a desistência deveu-se a um excesso de confiança ou, pelo contrário, à pressão de pretender recuperar o tempo perdido com o furo?

    “Nem uma coisa nem outra… Aquela saída de estrada foi uma situação completamente normal. Havia um topo e eu travei, achando que o fizera demasiado tarde, mas na verdade tal não sucedera. E quando olho em frente verifico que havia um espaço livre com umas ervas. Pensei, então, sair um pouco mais largo e continuar normalmente, só que por baixo dessa vegetação estava um buraco. O carro ficou ali preso e foi esse o motivo da nossa desistência. Se me tivesse apercebido do buraco teria conseguido meter o carro para o outro lado, até havia lá um caminho. A minha decisão visava tentar perder o mínimo tempo possível e achei que seguir por aquele espaço era o melhor caminho, mas não era…”

    “ATÉ AO FIM DO ANO O MEU OBJETIVO É CONQUISTAR ALGUNS PÓDIOS E VENCER CLASSIFICATIVAS”

    –  Que esperar do Pedro Almeida no Rali Terras D’Aboboreira, no próximo mês? Candidato ao pódio?

    “Não vou colocar pressão a mim próprio fazendo qualquer tipo de afirmação desse género. Sei é que percebi onde tenho de estar e onde quero estar. Agora vou dar o meu melhor para estar naquele ritmo elevado o maior tempo possível”.

    – Até onde pretende chegar, a curto/médio prazo, como piloto de ralis? Qual é o sonho?

    “A curto prazo, e até ao fim do ano, o meu objetivo é conseguir conquistar alguns pódios e também vencer classificativas. Claro que com o Meeke a correr no CPR vai ser difícil eu ganhar uma classificativa à geral. Não o conseguindo a nível absoluto, pelo menos vencer entre os portugueses, como aconteceu agora no Algarve”.

  • Paulo Anselmo: “tivemos uma estratégia perfeita e a vitória foi justa”

    Paulo Anselmo: “tivemos uma estratégia perfeita e a vitória foi justa”

    Paulo Anselmo e André Silva começaram a época 2024 da melhor maneira, rubricando uma exibição de fino recorte no Rallye Casinos do Algarve, coroada com a vitória nas contas do Start Sul 2RM de Ralis. A dupla do BMW 316i Compact começou assim da melhor maneira a defesa do título conquistado na época transata.

    A dupla formada por Paulo Anselmo André Silva está pronta para usufruir do habitáculo do icónico BMW 361i Compact com que têm brilhado nos ralis a sul.

    E Paulo Anselmo até abordou a prova com alguma apreensão: “no sábado e domingo anteriores ao rali choveu intensamente e apanhamos as especiais completamente encharcadas durante os reconhecimentos. Como tal, não sabíamos o que nos aguardava nas especiais em terreno seco”.

    Assim a opção tática passoupor “entramos na sexta muito cautelosos, sem saber o que íamos encontrar em piso seco, com os tempos a refletirem esse andamento mais defensivo. Fomos depois para a super especial da noite já com algum ritmo e vencemos com naturalidade”

    O desempenho seguro permitiu a Paulo Anselmo e André Silva concluírem a 1ª etapa em 2º da geral do Start Sul 2RM, apenas 1,6 segundos atrás dos líderes.

    A apreensão com os pisos ainda se manteve no troço disputado em Silves, mas, a partir daí, a dupla começou paulatinamente “a aumentar o ritmo, embora tentando não cometer erros, porque o rali era muito extenso. Conseguimos chegar à liderança no fecho da seção matinal de sábado, já com 24 segundos de avanço. Na parte da tarde, vencemos duas especiais e gerimos na última para garantir uma vitoria preciosa!”

    Em jeito de balanço, Paulo Anselmo defende que “tivemos uma estratégia perfeita e a vitória foi justa. O rali basicamente correu sem grandes problemas mecânicos, porque o carro é preparado ao pormenor e fez todo o percurso sem um único problema. Agora vamos começar a preparar o carro de terra para asfalto, para a próxima prova em Portimão, onde queremos estar novamente entre os melhores”.

    O piloto de Olhão nunca se esquece de “agradecer “aos patrocinadores Isoauto, Rotarebelde – Indian Motorcycle, Ria Properties, União de Freguesias Moncarapacho-Fuseta, Almada House Construções, Serviplaco, Camara Municipal de Olhão, Amplos Desejos Caixilharia PVC, RMC Engrenagens, Moto Clube Moncarapacho, Kallino’s café, Auriol Sport, P1 Portugal, 16valvulas Programa de rádio e DM Pneus, pois são fundamentais para que, ano após ano, consigamos montar o nosso projeto!”.

    A finalizar e tendo sido feito este balanço já após a triste notícia do falecimento d Joaquim Santos, Paulo Anselmo deixou “uma palavra de solidariedade para com a família deste grande campeão. O Joaquim Santos era um ídolo para mim e foi devido a ele que a minha paixão por carros de tração traseira foi desencadeada. Perdeu-se um grande homem e um grande piloto!”.

  • Abandono precoce abala o começo de época do Volante Solidário no Rallye Casinos do Algarve

    Abandono precoce abala o começo de época do Volante Solidário no Rallye Casinos do Algarve

    O Rallye Casinos do Algarve marcou o inico da época desportiva para a equipa formada por Paulo Cruz e Inês Veiga. Prova pontuável para o Campeonato Start Sul de Ralis mas também para a categoria rainha de ralis do panorama nacional, o Campeonato de Portugal de Ralis.

    Devido à escassez de testes com o seu Mitsubishi Lancer EVO X preparado pela Teodósio Motorsport, a dupla optou por se apresentar na sexta-feira de manhã no Shakedown do evento onde rubricou um tempo muito interessante e mais importante, conseguiu a adaptação necessária para enfrentar a prova Algarvia.

    Na tarde de sexta-feira, cumpriam-se três especiais de classificação, Lagos com 6,81km, Barão de São João com 6,73km e finalmente a tradicional Super-Especial no centro da cidade de Lagos, com a novidade de este ano se disputar em formato “street stage”. Para Paulo Cruz, as especiais da tarde “correram muito bem, sendo que me adaptei facilmente ao carro e ás notas ditadas pela Inês, que esteve excelente, e consegui rodar a um ótimo ritmo, obtendo um quarto lugar nas contas do Start Sul que me levaram ao 3º lugar, a 10 segundos da liderança”. Contudo um pequeno erro antes do arranque da Super-Especial de Lagos “levou-nos a penalizar 30 segundos, caindo para 5º da “nossa geral””.

    Deixando rapidamente o deslize para trás, a equipa fez-se à estrada na manhã de Sábado para enfrentar as duplas passagens pelas especiais de Silves, S. Marcos e Messines, e como refere o piloto “começamos a manhã bem, divertindo-nos imenso dentro carro e tendo a noção que estávamos a ser rápidos, até que no último troço da manhã, em Messines, começamos a sentir o carro escorregar um pouco de traseira, até que à saída de uma curva, chicoteia ao ganhar aderência e leva-nos a embater de frente num morro, danificando o radiador e obrigando-nos a desistir com muita pena”. Não foi este o desfecho que a dupla ambicionava “pois não nos permite contribuir com o valor máximo para a instituição que foi ajudada na prova, a Refood Cascais, mas nos transmite sempre novas aprendizagens, garantindo que iremos estar presentes com mais força no Rali das Camélias”.

    A equipa agradece ainda aos seus patrocinadores, a Câmara Municipal de Cascais, Junta de Freguesia de Alcabideche, Intermarché Vale Pedra – Albufeira, Grupo Desportivo da Malveira, Sanindusa, Draft-In, Stong Answer, RT Cars, Fuchs Portugal, Restaurante Teodósio, T-Shirt Shop, Pastéis de Belém, OnPace Media, Piresil, Café Caracol e Padaria da Portela”.

  • João Andrade: “Foi um bom início de campeonato e queremos em Amarante lutar pela vitória!”

    João Andrade: “Foi um bom início de campeonato e queremos em Amarante lutar pela vitória!”

    Na sua estreia esta época, João Andrade brilhou no Rallye Casinos do Algarve, alcançando o 2º Lugar do Pódio em 3 frentes: Campeonato Nacional 2RM, Campeonato Nacional Juniores e na Peugeot Rally Cup Portugal.

    Para o piloto a prova algarvia representava a “a estreia do nosso novo Peugeot Rally4, que é mais rápido que o nosso anterior Peugeot R2 e, à partida do rali, não sabíamos onde nos colocaríamos na tabela classificativa, visto encontrarmos adversários já com muitos quilómetros ao cronometro com esta montada”.

    Os receios revelaram-se infundados, João Andrade imprimiu desde cedo um ritmo muito forte e conseguiu “terminar o 1º dia de prova no Top3 da Peugeot Rally Cup Portugal e do Campeonato Nacional Juniores, sendo já Top 4 no Campeonato Nacional 2RM”.

    A segunda e decisiva etapa revelou-se “um dia bastante exigente com troços de 10km e 20km ao cronometro. Chegaríamos à última classificativa a 0.1 segundos do 3º lugar, fizemos aí uma ótima recuperação e mesmo no final conseguiríamos alcançar o 2º lugar da classificação. Foi assim um bom início de campeonato e queremos muito em Amarante lutar já pela vitória! “.

    No final, o piloto deixou “um agradecimento especial a toda a equipa pelo excelente trabalho realizado antes e durante o rali, aos patrocinadores, família e amigos”. 

  • Carvalho e Reis suplantam dificuldades e conquistam Top 3 no Promo

    Carvalho e Reis suplantam dificuldades e conquistam Top 3 no Promo

    Num disputado e emocionante Rallye Casinos do Algarve, Miguel Carvalho e António Reis levaram o seu Hyundai i20 N5 a um excelente Top 3 nas contas do Campeonato Promo de Ralis, ficando ainda às portas do Top 10 absoluto.

    A jornada começou com desafios significativos para a dupla, enfrentando problemas mecânicos logo no primeiro dia de competição, com uma transmissão partida logo no primeiro troço que os relegou para uma desafiadora trigésima sétima posição na tabela classificativa.

    No entanto, graças ao trabalho incansável da equipa de assistência, o sábado testemunhou uma notável reviravolta. Com um desempenho impressionante, Carvalho e Reis conseguiram recuperar terreno, escalando até o décimo segundo lugar da classificação geral.

    A equipa revelou sinais promissores de adaptação ao Hyundai i20 N5. No entanto, persiste o desejo fervoroso de que os contratempos mecânicos sejam coisa do passado, permitindo que o seu talento brilhe plenamente nas próximas etapas do campeonato. A próxima prova será em Vieira do Minho já nos dias 29 e 30 de março.