Categoria: Ralis

  • Pedro Silva e Roberto Santos “sobrevivem” às dificuldades e conquistam Top 8 no Algarve

    Pedro Silva e Roberto Santos “sobrevivem” às dificuldades e conquistam Top 8 no Algarve

    Os troços de terra do Rallye Casinos do Algarve transformaram-se em “caminhos das pedras” para Pedro Silva e Roberto Santos. Uma escolha menos feliz de setup ditou um arranque de prova difícil, piorando com os problemas de travões que enfrentaram. Só a garra e o talento da dupla embaixadora da Beira Baixa lhes permitiram recuperar até um satisfatório Top 8 nas 2RM.

    A segunda prova da temporada de 2024 do Campeonato de Portugal de Ralis 2 Rodas Motrizes levou a forte armada que este ano está a discutir este cetro nacional até terras algarvias foi dura e cheia de peripécias, revelando o forte índice competitivo que já tinha ficado patente no arranque da temporada em Fafe.

    Pedro Silva e Roberto Santos alinharam com o firme propósito de dar continuidade à excelente exibição na prova nortenha de abertura. Mas, o piloto de Vila Velha de Rodão não teve a sorte pelo seu lado:

    “Na sexta à tarde e no sábado de manhã sentíamos que estávamos a ser rápidos, mas os tempos não estavam a sair de forma alguma: Tínhamos ainda a dificuldade dos travões traseiros e sentimos falta de tração, o que nos provocou um grande atraso em relação aos primeiros. Após corrigirmos o setup, conseguimos andar muito rápido na ronda final do rali e os tempos começaram a aparecer mesmo com mais desgaste dos pneus. Ainda conseguimos recuperar até ao 8º posto, mas já era demasiado tarde para chegar mais acima”.

    Para Pedro Silva fica a valer “a aprendizagem para o futuro. Sabemos que tínhamos condições para lutar pelos 5 primeiros neste rali, que teve uma competitividade nunca vista. Um obrigado enorme a todos os nossos parceiros, família e amigos que estiveram presentes no Algarve. Vamos preparar já a Aboboreira!”.

  • Nuno Carujo: “um infortúnio impediu um bom resultado no Algarve”

    Nuno Carujo: “um infortúnio impediu um bom resultado no Algarve”

    Foi sob o signo da má fortuna que se deu o arranque de época de Nuno Carujo e Pedro Silva no Rallye Casinos do Algarve. A dupla do Mitsubishi Lancer EVO IX andou sempre forte e na discussão dos lugares cimeiros da luta particular referente ao Campeonato Start Sul de Ralis, quando, na sexta classificativa, um princípio de incêndio ditou a desistência.

    Para a posteridade fica o excelente ritmo e a estratégia bem delineada pelo duo do Mitsubishi Lancer EVO IX da WRCteam. Nuno Carujo e Pedro Silva optaram por abordar a fase inicial da prova com “cautela, optando por um andamento rápido, mas sempre dentro da margem de segurança, utilizando os dois troços cronometrados da tarde de sexta-feira para perceber o andamento dos nossos principais adversários. No fecho da sequência, ficamos felizes por perceber que, mesmo sem andar nos limites, conseguíamos ser competitivos”, realça o piloto.

    A dupla chegou mesmo ao fecho da etapa, após ainda percorrerem a super especial noturna de Lagos, num excelente 3º lugar absoluto nas contas do Start Sul, abrindo excelentes perspetivas para a etapa final de sábado.

    Só que, logo no troço inaugural da ronda matinal, Nuno Carujo sentiu que “algo estava mal com o carro, abrandamos para tentar perceber o que se estava a passar e, como tudo parecia bem, fomos até ao final, embora registássemos um tempo alto. Arrancamos para o segundo troço da manhã e, logo nos primeiros quilómetros, tivemos um princípio de incêndio no carro. Paramos de imediato, para apagar o fogo, evitar problemas maiores no carro e no local. Os danos foram ainda assim de monta e nada mais havia a fazer do que optar pela desistência”.

    Foi um balde de água fria e o piloto alentejano não tem qualquer dúvida que “só o infortúnio nos impediu de começar a época com um bom resultado, quiçá um pódio. Fica, pelo menos, a certeza de que conseguimos ser competitivos e que vamos lutar pelos lugares da frente no campeonato. Agora, vamos nos focar em Portimão!”.

    A próxima prova da dupla do WRCteam será o 11º Rali Cidade de Portimão, nos dias 20 e 21 de abril.

  • Ricardo Filipe: “estamos felizes… fizemos um excelente rali no Algarve!”

    Ricardo Filipe: “estamos felizes… fizemos um excelente rali no Algarve!”

    Rubricando uma exibição sempre em crescendo, Ricardo Filipe e Filipe Carvalho levaram o Skoda Fabia R5 ao 8º lugar da geral do Rallye Casinos do Algarve, segundo prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2024. Para o piloto da Olha o Cogumelo, este é o segundo rali consecutivo a pontuar, premiando um sólido arranque de temporada do algarvio.

    E, para que o resultado aparecesse, foi preciso muita cabeça fria, espírito de entrega e capacidade para seguir a estratégia montada por parte de Ricardo Filipe e Filipe Carvalho. A dupla enfrentou no Algarve um plantel nacional e internacional de grande quilate e, como tal, cedo o piloto percebeu que “teríamos de ter sangue-frio, pois sabíamos que, à partida, o Qualifying não iria ser fácil e que teríamos uma posição à partida entre os primeiros na estrada, o que seria prejudicial em termos de ritmo”, realçando ainda que “entramos na prova com pneus duros, fiáveis, mas, obviamente, mais lentos. Como tal, a posição na classificação no final da 1ª etapa não era a ideal, mas tínhamos perfeita convicção de que seríamos muito mais rápidos na etapa final de sábado”.

    E assim foi. Ricardo Filipe entre ao ataque na ronda matinal e os tempos começaram a refletir logo o incremento de ritmo, com a dupla do  Skoda Fabia R5 da Olha o Cogumelo a começar a acercar-se do Top 10 da geral, clube restrito em que entraram após a penúltima classificativa da prova, subindo aí ao 9º posto, almejando ainda ganhar mais uma posição na derradeira especial, conquistando assim um excelente 8º lugar.

    Ricardo Filipe não esconde “muito emoção, quando confrontado com o rescaldo desta prova. Alcançar em casa um bom resultado, depois de ter conseguido provar que estamos cada vez mais rápidos, que o nosso ritmo é consistente e que já  nos batemos com equipas que, nas épocas anteriores, rodavam muito acima de nós, torna-se uma justa recompensa por todo o investimento feito e trabalho desenvolvido em conjunto com a Racing 4 You. Sair do Algarve com tempos dentro dos 5 primeiros em duas das especiais mais desafiantes e mais alguns dentro do Top 10 é alimento para a nossa motivação!”, criando no piloto “uma enorme expectativa sobre o que poderemos ainda melhor mais ao longo da temporada. Vem agora aí o Terras d’Aboboreira, um rali de que gosto muito, desafiante e difícil e onde queremos voltar a andar bem e a pontuar de forma sólida”.

    Sente ainda ser com toda a justiça que “se deve aplaudir a organização, quer pelo nível que alcançaram, quer pela escolha destes troços. São à Mundial!”.

    Ricardo Filipe não quis deixar de depositar “uma palavra de tristeza pela morte do Joaquim Santos. Foi e será sempre um dos nomes maiores dos ralis nacionais, uma referência para todos nós, não só pelo piloto fabuloso que foi, mas pela sua simplicidade e simpatia. É uma perda enorme para o desporto motorizado, mas será sempre lembrado como um dos grandes campeões. Apresento meu nome e da minha família profundas condolências à família enlutada, aos amigos e fãs de um extraordinário ser humano e piloto sem igual”.

  • Rui Madeira: “foi uma estreia que excedeu as nossas expectativas”

    Rui Madeira: “foi uma estreia que excedeu as nossas expectativas”

    Regresso em grande de Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva ao Campeonato de Portugal de Ralis. Na sua estreia com o Ford Fiesta Rally2 oficial, a dupla rubricou uma sólida exibição no Rally Casinos do Algarve, coroada com o triunfo nas contas do Campeonato de Portugal Masters de Ralis e o 5º lugar da geral.

    O impacto da presença da consagrada dupla “mundialista” junto dos milhares de aficionados que ocorreram a terras algarvias, para presenciar a segunda prova da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis, foi tremendo. Não era para menos, pois assinalava o regresso de Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva ao habitáculo de um carro oficial da Ford, integrando a estrutura da Past-Racing, equipa que representa a marca da oval e a M-Sport na Península Ibérica.

    Madeira apresentou-se à partida ciente do dupla handicap que poderia condicionar “a nossa capacidade de extrair todo o potencial do Ford Fiesta Rally2, pois exige muitos quilómetros em competição e outros tantos de teste. Quando iniciámos o primeiro contacto com Ford Fiesta na 4ª feira anterior à prova, sabíamos que seria muito difícil ter ritmo em terra para terminar nos 6 primeiros lugares. Como tal, teríamos de ser cautelosos e de abordar o rali com uma estratégia de aumento de ritmo ao longo dos dois dias. Depois, na sequência do Qualifying, vimo-nos com a tarefa de abrir a estrada nos dois troços da tarde do primeiro dia” e, num rali de terra, abrir e “varrer” o piso é “muito penalizador. Então, nestas classificativas em pisos de areia e terra solta, o prejuízo é ainda maior e perdemos logo mais de 50 segundos para os primeiros. Na super-especial noturna que fechou o dia inaugural, já conseguimos andar com os da frente e sabíamos que poderíamos melhorar muito na 2ª etapa”.

    E assim foi. Autor de um verdadeiro recital de condução, Rui Madeira foi sendo cada vez mais rápido com o Ford Fiesta Rally2, com o carro a revelar uma fiabilidade impressionante e uma competitividade notável. Nesse dia final, Madeira e Rodrigues da Silva fizeram sempre tempos dentro do Top 10 e, por duas vezes, no Top 5, culminando a solidez da sua exibição com um excelente 5º lugar final à geral e o triunfo entre os Masters.

    “Foi um rali sempre em crescendo. Na 2ª Etapa, já com outro conhecimento do carro andámos em bom ritmo, chegando a melhorar quase 1 segundo por quilometro. O resultado excedeu as nossas expectativas, num rali q ue encaramos como sendo de aprendizagem e adaptação. É evidente que partimos agora para o próximo rali com outros conhecimentos do carro e do funcionamento da equipa técnica, sendo para nós claro que abordaremos o Rali Terras D’Aboboreira com mais ambição”.

    Rui Madeira deixa ainda um agradecimento “à Ford, à Past-Racing e à M-Sport pela oportunidade nos deram, bem como todos os patrocinadores que se associaram a este projeto”.

    “O Joaquim Santos foi um dos pilotos que mais me influenciou”

    Foi a notícia que marcou o arranque desta semana e que nenhum de nós queria receber. Morreu Joaquim Santos, um dos melhores e mais carismáticos pilotos portugueses de sempre.

    Para Rui Madeira, este é um momento de “profunda comoção para todos nós, que amamos os ralis. O Joaquim Santos foi um dos pilotos em Portugal que mais me influenciou para andar depressa e motivava para andar depressa e que contribuiu muito para o meu carinho especial pela Ford, marca que o acompanhou ao longo de grande parte da sua carreira. Conhecemo-nos antes de eu começar a correr. Eu ia de propósito com um amigo vê-lo a treinar Sintra no Rali das Camélias e foi aí que nos conhecemos. A sua condução influenciou-me imenso pela condução espetacular nos Ford Escort, Sierra RS Cosworth. era um ás do volante!”.

    Rui Madeira reforça que “perdemos um grande piloto, um ídolo, mas principalmente um grande Amigo. O meu pensamento e o da minha família está com a família e os amigos do Quim. Que saibamos sempre honrar a sua memória!”.

  • MORREU JOAQUIM SANTOS

    MORREU JOAQUIM SANTOS

    Eis uma notícia que não queríamos dar de forma alguma. Faleceu esta manhã Joaquim Santos, tetracampeão nacional de ralis.

    A toda a Família, a equipa da VMotores envia as nossas mais profundas condolências e aqui deixamos, em jeito de singela mas sentida Homenagem a um dos Grandes Pilotos de Portugal, o texto que está na base do Troféu Oficial da Taça Rally Joaquim Santos, integrado no Penafiel Racing Fest:

    𝑱𝒐𝒂𝒒𝒖𝒊𝒎 𝑺𝒂𝒏𝒕𝒐𝒔, 𝒐 “𝒑𝒆𝒏𝒂𝒇𝒊𝒅𝒆𝒍𝒆𝒏𝒔𝒆 𝒗𝒐𝒂𝒅𝒐𝒓”!

    No mundo lusitano dos ralis é, para muitos, o melhor de sempre.

    Para a esmagadora maioria, o mais espetacular.

    Para a totalidade de quem ama a modalidade, uma figura incontornável.

    De seu nome Joaquim Coelho da Rocha Santos, nasceu, cresceu e viveu em Penafiel o piloto que se tornou um ícone dos anos 80 e 90 do século passado, sendo ainda hoje acarinhado de forma plena por todas as gerações que têm na modalidade o seu desporto de eleição.

    Os ralis foram sempre o seu palco por excelência, mas brilhou em outras paragens, desde a velocidade ao autocross, passando pelo ralicross, provando à saciedade porque é um ídolo das multidões.

    A sua condução exuberante na velocidade e no espetáculo, o seu virtuosismo que lhe permitiu sempre “espremer todo o sumo” dos carros que pilotou, a sua veia vencedora, tornaram-no um fora de série.

    Chegou à sua primeira vitória nos ralis em 1979, no Rali

    James/Póvoa do Varzim, aos comandos de um Opel Kadett GTE, sendo navegado por Albino Tristão.

    Mas seria integrado na equipa Diabolique e tendo a seu lado como navegador o “patrão” Miguel Oliveira, que Joaquim Santos escreveria as páginas mais douradas da sua carreira.

    Com o famoso Ford Escort RS 1800 como cabeça de cartaz, mas incluindo ainda no naipe de carros o brutal Ford RS200, o Ford Escort XR3i, o Ford Sierra Cosworth e o Ford Sierra Cosworth 4×4, Joaquim Santos e Miguel Oliveira venceram três títulos

    nacionais e colocaram no seu bornal inúmeros vitórias nas provas disputadas.

    Com o fim da equipa, Joaquim Santos teria ainda tempo para conquistar mais um título, desta feita aos comandos do Toyota Celica 4WD da equipa oficial da Salvador Caetano, tendo como copiloto Carlos Magalhães.

    Aos 4 títulos nacionais absolutos, junta o record de vitórias em ralis do campeonato nacional.

    O seu palmarés vinca aquilo que foi uma carreira sempre em alta rotação e com um único foco: ganhar!

    Joaquim Santos tem com mérito um lugar no Olimpo do Desporto Motorizado!

  • Meeke dominou por completo no Algarve

    Meeke dominou por completo no Algarve

    Kris Meeke e James Fulton ao volante de um Hyundai I20 N Rally2 foram os grandes vencedores do Rallye Casinos do Algarve, tendo sido os mais rápidos do pelotão na totalidade das 9 provas especiais de classificação que compunham a ronda algarvia.

    Aliás, o domínio da dupla começou logo na Qualifying Stage disputada em Lagoa, onde aproveitou para escolher a 12ª posição na ordem de partida, tirando todo o partido dessa situação. Atrás de si lutavam Ricardo Teodósio/José Teixeira,  Pedro Almeida/António Costa e Armindo Araújo/Luís Ramalho, não conseguindo aproximar-se de Meeke após o reagrupamento em Vila do Bispo em direção à super-especial de Lagos.

    Nas 2 rodas motrizes Hugo Lopes/Magda Oliveira eram os líderes ao final do dia na frente de Gonçalo Henriques/Gonçalo Cunha e Daniel Nunes/José Janela, enquanto que no Promo a liderança pertencia aos lituanos Martynas Samsonas/Ervinas Snitkas, seguidos de Armando Carvalho/Ana Santos (líderes também entre o Start Sul) e Adruzilo Lopes/Paulo Leones, com Luís Mota/Alexandre Ramos a liderar nos Clássicos e João Gago/Nelson Ramos no Start Sul 2 Rodas Motrizes.

    No segundo dia, com duas passagens pelos troços de Silves, S. Marcos e Messines, Meeke voltou a liderar de fio a pavio, com a atenção a centrar-se na luta pelo segundo lugar entre Teodósio e Araújo, com o heptacampeão a conseguir suplantar o piloto algarvio na última secção do rali. O top-5 ficou fechado por Ernesto Cunha/Rui Raimundo, com o piloto da Marinha Grande a mostrar uma rápida adaptação ao Skoda Rally2 e pelos veteranos Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva que venceram entre os Masters.

    No CPR 2 Rodas Motrizes depois de uma grande luta entre os pilotos da frente a vitória acabou por cair para Hugo Lopes/Magda Oliveira (vencedores também entre os Juniores), seguidos de João Andrade/Pedro Santana e Ricardo Sousa/Luís Marques, todos eles em Peugeot 208 Rally4, sendo também este o pódio da Peugeot Rally Cup Portugal. Destacar também a vitória de José Merceano/Francisco Pereira entre os concorrentes dos Clássicos.

    Nota ainda para a competição do Start Sul e Start Sul 2 Rodas Motrizes que tiveram aqui o seu arranque, sendo que no primeiro caso tiveram como 3 primeiros classificado Miguel Carvalho/António Reis em Hyundai, seguido de João Bica/Pedro Conde e Nelson Trindade/Liliana Costa, ambos em Mitsubishi.

    Já nas 2 rodas motrizes os vencedores foram Paulo Anselmo/André Silva em BMW, seguidos de Viana Martins/Rodrigo Assunção em Peugeot e os regressados Nuno Pinto/João Silva em Citroen.

    O Rallye Casinos do Algarve foi uma organização do Clube Automóvel do Algarve, sob a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, com o patrocínio da Solverde Casinos e Hotéis e do Grupo Motorpor, e ainda com o apoio dos Municípios de Lagoa, Lagos, Portimão, Silves e Vila de Bispo, contando também com a ajuda da Strongmedia e do Medronhito do Caldeirão.

  • Paulo Anselmo: “Vamos assumir um ritmo que dê uma boa margem de segurança”

    Paulo Anselmo: “Vamos assumir um ritmo que dê uma boa margem de segurança”

    O piloto de Olhão começa este fim-de-semana a defesa do título conquistado em 2023, assumindo-se com naturalidade como um dos pretendentes ao cetro 2024 do novel Campeonato Start 2RM Sul. O desafiante Rallye Casinos do Algarve é o primeiro desafio que Paulo Anselmo quer ultrapassar com êxito.

    A dupla formada por Paulo Anselmo André Silva está pronta para usufruir do habitáculo do icónico BMW 361i Compact com que têm brilhado nos ralis a sul.

    O piloto olhanense está “pronto e ansioso por este arranque de época. Como, normalmente, em equipa que ganha não se muda, vamos continuar com o mesmo carro, bem como o mesmo navegador a meu lado, André Silva e com a mesma equipa de assistência que nos acompanha já há vários anos. Quanto ao Casinos do Algarve, não poderia existir maneira mais desafiante de começarmos A defesa do título, pois esta é a prova com mais protagonismo, com mais quilómetros e onde, se correr bem, poderemos ganhar um enorme impulso para a temporada”.

    Ciente de que terminar é fundamental, Paulo Anselmo realça que “vamos encarar a prova com um ritmo que nos dê uma boa margem de segurança, porque a prova é grande. Vamos tentar terminar para podermos pontuar e ter tempo para preparar o próximo rali, que é logo três semanas a seguir”.

    Revela alguma apreensão pelo facto de “desde o último rali de 2023, apenas fizemos cerca de dois quilómetros com o carro, indo realizar o primeiro verdadeiro teste já em prova. Foi difícil e trabalhoso reunir as condições para poder alinhar no campeonato. Felizmente, conseguimos novos patrocinadores para termos minimamente condições para defender o título. Muito obrigada a todos os nossos patrocinadores e a todos os que acreditam no nosso projeto, bem como aos nossos fãs que sem eles não era possível!”.

    O Rally Casinos do Algarve arranca esta sexta-feira à tarde. A 1ª etapa inclui as especiais de Lagos (6.81 km) e Barão de São João (8.09 km), terminando à noite com a Super Especial de Lagos. No sábado, será tempo de o pelotão cumprir duplas rondas por Silves (10.20 km), São Marcos (10.71 km) e Messines (24.10 km), com a prova a terminar com a City Stage Portimão.

  • José Pedro Fontes: “queremos amealhar o maior número de pontos nesta fase”

    José Pedro Fontes: “queremos amealhar o maior número de pontos nesta fase”

    O Citroën Rally Team está de regresso à ação com a dupla José Pedro Fontes / Inês Ponte e o Citroën C3 Rally2 preparado e assistido pela Sports&You, participando no Rallye Casinos do Algarve, segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis, que se disputa entre os dias 15 e 16 de março.

    A jornada organizada pelo Clube Automóvel do Algarve será, também, a segunda prova em pisos de terra da época, traduzindo-se num rali muito compacto, com apenas 106,30 km cronometrados. É um rali que o piloto do Citroën Rally Team já venceu por duas vezes, em 2008 e em 2016, do total de quinze participações do Bicampeão de Portugal de Ralis, pelo que tem um conhecimento profundo dos troços da região.

    A dupla do Citroën Rally Team vai manter a estratégia desenhada para a primeira parte do CPR, toda ela disputada em pisos de terra, ou seja, amealhar bons pontos para o campeonato, isto sem prejuízo dos objetivos mais ambiciosos, que passam por lutar por uma posição no pódio, perfeitamente ao alcance da dupla e do C3 Rally2, neste que é um dos ralis mais compactos do CPR, mas que não significa ser um dos mais fáceis. Um dos fatores extra poderá ser a meteorologia – que promete ser mais benigna do que sucedeu em Fafe, na primeira prova do campeonato -, com temperaturas primaveris e sem chuva, não se prevendo que a lama se torne uma dificuldade adicional à dureza dos troços da serra algarvia.

    “O campeonato de Portugal de ralis é uma competição dividida em duas partes, que exige concentração e uma estratégia bem desenhada. A fase inicial é composta por quatro provas em pisos de terra, que exigem uma abordagem cautelosa, pois, os abandonos são muito penalizadores nas contas finais, razão por que apostamos em manter os nossos objetivos primordiais: amealhar o maior número de pontos nesta fase da competição”, explica José Pedro Fontes. “Naturalmente que isso não quer dizer que não estaremos focados em objetivos maiores como chegar a um dos lugares do pódio. Conheço muito bem a prova algarvia e a sua dureza e, também, todos os nossos adversários, por isso tenho a perfeita noção de onde nos situamos e o que temos de fazer para lutar pelos primeiros lugares.”

  • Kris Meeke: “espero ser rápido para poder ganhar”

    Kris Meeke: “espero ser rápido para poder ganhar”

    É com natural otimismo que o Team Hyundai Portugal vai abordar, este próximo fim de semana (15/16 março), o Rali Casinos do Algarve, no qual as duplas Kris Meeke/James Fulton e Ricardo Teodósio/José Teixeira, aos comandos dos Hyundai i20 N Rally2, partem como candidatas à discussão da vitória na segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).

    Meeke começou a época, em Fafe, e forma vitoriosa, e ambiciona manter esse “estatuto”: “Esta prova será um novo desafio para mim, tendo em conta que disputei apenas um rali na região do Algarve quando corria no WRC, em 2014”, refere Kris Meeke, o atual líder do CPR, acrescentando: “Regresso ao Algarve dez anos depois e sei que as classificativas são muito diferentes das da região Norte, bastante mais duras, a nível de piso, e traiçoeiras, com algumas zonas de curvas cegas. Portanto, vai ser desafiante, mas espero, à semelhança do sucedido em Fafe, onde vivi uma experiência fantástica, desfrutar do Hyundai i20 Rally2 e das classificativas algarvias. Vamos fazer o nosso trabalho, mas espero ser rápido para poder ganhar”.

    O Rali Casinos do Algarve, em piso de terra, tem início na sexta-feira, com três classificativas (16,28 km), a últimas das quais uma super-especial (1,38 km) noturna no centro de Lagos. No sábado, o dia de todas as decisões, haverá duas passagens pelas classificativas de Silves (10,20 km), de São Marcos (10,71 km) e de Messines (24,10 km). O final do rali acontecerá às 16h21, em Portimão.

  • Rui Madeira: “para andar junto dos  primeiros é preciso ganhar ritmo”

    Rui Madeira: “para andar junto dos  primeiros é preciso ganhar ritmo”

    Rui Madeira tomou ontem contacto pela primeira vez com o Fiesta Rally2 da equipa Past-Racing, estrutura que representa oficialmente a M-Sport na Península Ibérica e prepara-se para voltar a vestir a “pele” de piloto oficial da marca americana da oval. O Rallye Casinos do Algarve é o primeiro desafio neste regresso ao CPR.

    Contando, como habitualmente, com Nuno Rodrigues da Silva a seu lado, o “mundialista” encara a prova algarvia como um rali onde procurará se adaptar ao carro, sem enjeitar alcançar um resultado positivo.

    “Realizámos um teste em 2 especiais diferentes na zona de Almodôvar, para comparar o comportamento do Fiesta Rally 2 em zonas encadeadas e zonas rápidas. Tratou-se de um primeiro contacto, pois o atraso na entrega dos carros à Past-Racing obrigou a cancelar os testes previstos nas Astúrias. Obviamente, agora vão ser necessários muitos quilómetros em ritmo de prova até podermos retirar todo o potencial deste carro”, destacou Rui Madeira.

    O piloto de Almada ficou “muito impressionado com o trabalho de evolução que a M-Sport continua a fazer no Fiesta. Gostamos bastante do comportamento do carro, é muito previsível e parece fácil, mas para andar junto dos  primeiros é preciso ganhar ritmo e terminar esta prova para conseguir no Rali Terras da Aboboreira andar de outra forma. Estamos confiantes no trabalho conseguido com a equipa, fomos muito recebidos e vamos trabalhar para conseguirmos um resultado digno”.

    O Rally Casinos do Algarve arranca amanhã, sexta-feira, cumprindo-se de manhã o “Shakedown” e o “Qualifying”. De tarde será tempo de cumprir a 1ª etapa, que inclui as especiais de Lagos (6.81 km) e Barão de São João (8.09 km), terminando à noite com a Super Especial de Lagos. No sábado, será tempo de o pelotão cumprir duplas rondas por Silves (10.20 km), São Marcos (10.71 km) e Messines (24.10 km), com a prova a terminar com a City Stage Portimão.