PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA irá dar novo salto em frente em 2024, complementando-se com a estreia de dois troféus nacionais: a PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL e o DESAFÍO PEUGEOT em Espanha.
Projeto de inegável sucesso, tido como uma das referências internacionais em termos de troféus monomarca, a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA mantém-se como a base para que jovens talentos de múltiplas nacionalidades possam progredir nas suas carreiras no mundo dos ralis, elevando-os a outros patamares da modalidade. Será, também esse, o objetivo dos dois novos troféus nacionais, numa aposta de proximidade a cada mercado feita pela PEUGEOT Portugal e pela PEUGEOT Espanha.
A base de trabalho nas três competições será o robusto e competitivo PEUGEOT 208 Rally4, produto dos ateliers da Stellantis Motorsport e que, nas últimas três épocas tem sido a máquina exclusiva da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, cuja gestão desportiva e logística no terreno se mantém a cargo da Sports & You.
Serão cinco as provas da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL 2024 e também cinco as do DESAFÍO PEUGEOT 2024. Duas de cada série darão a estrutura da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024. Todas terão o seu próprio pacote de prémios por prova, de troféus e de prémios de final de época, num montante global que se vê substancialmente reforçado.
Depois de uma temporada de sonho em 2023, onde Miguel Carvalho e António Reis se sagraram campeões nas duas rodas motrizes no Campeonato Promo de Ralis, adicionando ainda a vitória na sua divisão nos Desafios Kumho Asfalto, Promo, Centro, agora foi tempo da equipa de Barcelos revelar a sua nova “arma” para 2024: Carvalho e Reis vão “subir” às quatro rodas motrizes, apostando num Hyundai i20 N5 construído pela RMC.
É mais uma boa notícia para o cada vez mais competitivo Campeonato Promo de Ralis. A sua terceira edição, que se disputará na época de 2024, irá contar com Miguel Carvalho e António Reis entre as duplas que apontarão à discussão da geral absoluta. Fá-lo-ão aos comandos de um Hyundai i20 N5 nascido nas oficinas da RMC Motorsport e que será assistido pela equipa técnica da Auto Duarte.
Miguel Carvalho assume que este é “um salto ambicioso. A exemplo de muitos outros pilotos, estou a cumprir um sonho de menino, tendo a perfeita noção de que a responsabilidade será bem acrescida. Vou tentar dar o meu melhor. É certo que estamos a falar de um quatro rodas motrizes, com 300 cavalos e que vai exigir um longo período de habituação. No entanto, não temo este passo, pois já ando há alguns anos nos ralis e, como todos bem sabem, sempre respeitei as viaturas com que competi, optando por um estilo de condução meticuloso e a ter o máximo de cuidado com a mecânica.”.
Por outro lado, o piloto de Barcelos também não deixa de enfatizar que um paradigma vai mudar: “ se até agora, sempre senti que era eu que estava a dominar o carro e a escolher o ritmo e os limites, é quase seguro que agora será o Hyundai i20 N5 que me vai por o travão. Vamos, eu, o António e a nossa equipa técnica trabalhar muito, para poder progressivamente extrair todo o potencial do carro”.
Num projeto que Miguel Carvalho assume que “será, como o anterior, para desenvolver ao longo de várias épocas“, o barcelense aponta 2024 como “uma temporada onde não estabeleceremos objetivos demasiado ambiciosos. Será para aprender, mas não enjeitaremos lutar pelos lugares cimeiros, se começarmos a perceber que o nosso andamento é competitivo. Vamos à luta, como perfeita noção de que o campeonato irá ser, possivelmente, ainda mais competitivo do que em 2023 e, mal comecemos a disputar as classificativas, logo veremos do que seremos capazes. Uma coisa é certa, como sempre, vamos dar o nosso máximo”.
Para já, as primeiras sensações são “as melhores. Ficamos impressionados com o carro no pequeno teste que fizemos. O Hyundai i20 N5 tem um potencial brutal e ficamos seguros de que poderemos vir a ser muito competitivos. É incrível pilotar um carro deste quilate e deixou-nos água na boca para 2024!”.
Sem deixar de colocar o seu foco principal na sua atividade de navegador, Mário Castro conseguiu, uma vez mais, saltar para o lugar de piloto e assumir mais uma época de bom nível aos comandos do Ford Fiesta da Liber Jeans, que voltou a partilhar com Ricardo Cunha.
O consagrado fafense sempre assumiu que prepara as suas temporadas enquanto piloto levando em linha de conta a premissas do calendário não perturbar a sua carreira de navegador.
2023 não fugiu a essa regra e foi “mais uma temporada em que estive presente em alguns ralis do Promo e Start Norte, conseguindo ainda alinhar em mais três eventos que eu sempre desejei participar”.
E arrancou o ano logo num desses eventos especiais. Alinhando no Rali das Camélias, que considera ser “um rali mítico, nas espetaculares estradas da zona de Sintra. Um rali difícil, mas onde conseguimos imprimir um bom ritmo durante toda a prova e conseguimos um bom resultado.
Depois, foi tempo de Mário Castro e Ricardo Cunha virarem a mira para o Campeonato Start Norte de Ralis, competição onde queriam estar, como sempre, na discussão dos lugares cimeiros. Mas, a sorte nada quis com as suas justas ambições.
“Começamos em Gondomar, mas infelizmente desistimos cedo, o mesmo acontecendo na prova seguinte em Famalicão e com isso hipotecamos logo de início as nossas aspirações a uma boa classificação no final do campeonato. Depois fomos a Santo Tirso, um rali em que andamos no máximo que conseguimos. O resultado foi positivo, mas perante a concorrência foi difícil fazer melhor que o 11° no Start Norte”.
Depois, deram por concluída a sua presença no campeonato, alinhando em Viana do Castelo: “foi rali que se tornou muito difícil pelas inconstantes condições climatéricas e onde uma má escolha de pneus nos retirou a possibilidade de lutar pelo pódio do Start Norte”.
Pelo meio das refregas competitivas a norte, Mário Castro cumpriu uma efeméride na sua longa e bem sucedida carreira.
“Conseguimos marcar presença no Rali Vinho Madeira. É um dos melhores ralis da Europa e que eu sempre desejei um dia participar como piloto. Eu já tinha 19 presenças no rali como navegador e nada melhor que fazê-lo como piloto para comemorar a minha 20ª participação na prova. Foi um rali espetacular a todos os níveis. A classificação era o menos importante, mas ainda assim andamos muito bem e conseguimos uma boa classificação em termos de classe. Foi sem dúvida um rali que ficará no meu álbum de boas recordações!”.
O fecho do pano sobre a época deu-se em Cantanhede: “decidimos fazer o rali que contava para a Taça dos Campeões de Ralis Regionais. Fizemos uma grande prova e só o facto de termos um carro menos competitivo que a concorrência nos impediu de terminar ainda melhor classificados. Mesmo assim, foi um resultado positivo”, somando mais uma vitória na sua classe e presenças bem dentro dos Top 10 das classificações da Taça, do Start Centro e Promo Centro.
Em jeito de rescaldo, Mário Castro considera ter sido “mais uma época positiva, o que nos deixa com o sentimento de dever cumprido”.
E 2024?! Após vários anos fiel ao Ford Fiesta, o fafense sente que é hora de mudar: “para 2024 não consigo ainda ter nada de concreto. O que eu gostaria era de passar para outro carro, sempre na categoria de 2 rodas motrizes. O ideal seria um Rally4, mas acho muito difícil concretizar a aquisição, por ser muito caro. Vamos ver o que se consegue, mas seja com que carro for será sempre para competir em provas regionais. Gostava de fazer o Azores Rallye e até uma prova na Galiza, mas tenho de fechar orçamentos”.
O piloto e colecionador leiriense José Grosso voltou a escolher o Leiria Festiva Rallye como último evento de mais uma época.
E fê-lo ao mais alto nível, presenteando a prova e o forte contingente de aficionados que acorreram às especiais disputadas durante dois dias em leiria e São pedro de Moel, com a possibilidade rara de ver um WRC a exibir-se em estradas lusitanas.
José Grosso apresentou-se à partida com um Hyundai Accent WRC ex-fábrica, que, em tempos idos, foi tripulado por Alister McRae no Mundial de Ralis. O líder da equipa Grossorent Historic Rally não escondia o orgulho e a felicidade de poder usufruir do privilégio de conduzir um dos “monstros” do WRC…
Mas, além do farto prazer que retirou da condução do imponente carro coreano, José Grosso venceu ainda o prémio “Melhor Original” no evento de fecho de época organizado pelo NDML.
Quarenta anos depois da estreia oficial, a Renault Portugal está de regresso aos ralis nacionais, com a organização de um troféu para 2024. O Clio Trophy Portugal é uma competição disputada em pisos de asfalto e de terra, vocacionada para a descoberta e afirmação de jovens talentos, e que tem como base o modelo Clio, desenvolvido de acordo com os regulamentos técnicos da categoria Rally5.
Um competitivo e acessível troféu de ralis vocacionado para jovens pilotos e uma iniciativa inédita para a Renault Portugal. É que apesar do histórico de organizações de troféus monomarca, fundamentalmente com o modelo Clio e sempre na velocidade, esta vai ser a primeira vez que a filial da marca vai promover um troféu de ralis.
Uma proposta única no contexto nacional, já que com o Clio Trophy Portugal, os pilotos e, sobretudo, os mais jovens têm uma oportunidade extraordinária de competir, em ralis, com um carro competitivo, fiável e… com um preço acessível. É que o custo de aquisição é sensivelmente metade do de outras propostas do mesmo âmbito: 48.500€ na versão de asfalto e 52.000€ com o kit de terra. E que dizer dos custos em competição? Apenas entre os 12 a 15€ o quilómetro, enquanto os de um R4 variam entre os 20 e os 25€ e os de um R3 entre os 30 e os 35€ por quilómetro e isto só para falar das três categorias que constituem a base da pirâmide FIA Rally Car.
Custos que tornam o Clio Trophy Portugal uma proposta única, até pelo facto do Clio Rally5 ser um verdadeiro carro de ralis, beneficiando de uma caixa de velocidades sequencial Sadev, diferencial autoblocante, suspensões e travões específicos e, claro, de todos os equipamentos de segurança exigidos pelos regulamentos internacionais. Na competição de estrada nacional, os pneus oficiais serão Kumho, fornecidos pela ASR Tyres.
Quanto ao motor, é o conhecido bloco 1.3 TCe comum a tantos modelos da gama Renault e Dacia, como o Clio, Captur, Arkana ou Duster. Mas um motor preparado de acordo com os regulamentos técnicos Rally5, que debita 180 cavalos de potência, para além de 300 Nm de binário, às 6.500 rpm. Sublinhe-se que também o chassis é herdado do modelo de série, enquanto a tração é feita às rodas dianteiras. No fundo, um “vulgar” Renault Clio, mas preparado de acordo com o princípio orientador do regulamento Rally5: a simplicidade. E com componentes provenientes das versões de produção, como o motor, travões, etc..
Os meses de desenvolvimento, mas também os sucessos e os níveis de fiabilidade revelados, nos últimos anos, em diferentes campeonatos e competições nacionais disputados na Europa e fora do “velho continente”, confirmam o Clio Rally5 como a solução perfeita para quem quer dar os primeiros passos no desporto automóvel e com custos verdadeiramente contidos.
E são os números de produção que (também) o confirmam: a Renault já entregou a unidade 820 da versão de competição do Clio. Um número impressionante, sendo que 25% correm em troféus monomarca disputados na Europa e todos preparados de acordo com os regulamentos R5.
Um sucesso (também) comercial que pode ser justificado por um argumento extra: uma versatilidade sem paralelo. É que o Clio desenvolvido a pensar na competição pode desdobrar-se em três versões distintas: Clio Rally (para os ralis); Clio RX (para as provas de Ralicross) e Clio Cup (para as provas de pista). As três foram desenvolvidas com recurso a um banco de elementos mecânicos e eletrónicos comuns, mas adaptados, cada um deles, à especificidade de cada categoria. Ou seja, com o mesmo Clio, os pilotos podem trocar de disciplina, graças aos Kits de conversão especialmente desenvolvidos. Os prémios e o calendário do Clio Trophy Portugal vão ser divulgados oportunamente, mas está confirmada a integração em ralis disputados em pisos de asfalto e de terra.
A Renault Portugal é o promotor do Clio Trophy Portugal, enquanto a Driveland Events, tem a responsabilidade da organização desportiva e de logística da iniciativa.
O piloto do Algarve adquiriu um Skoda Fabia R5 e assume uma ambição reforçada para 2024, onde voltará a confiar no trabalho técnico da Racing 4 You. Terminar o próximo Campeonato de Portugal de Ralis bem dentro do Top 10 absoluto é objetivo assumido.
A mudança de “montada” dá-se, segundo o piloto que defende as cores da Olha o Cogumelo, porque “conforme afirmamos desde a primeira hora, o Ford Fiesta seria um projeto a 3 anos. E cumprimos. O Fiesta vai deixar muitas saudades. Foi o primeiro R5 que comprei e pilotei e foi nele que vivi muitas momentos inesquecíveis. Aprendi muito e julgo que poderei afirmar que fechamos o capítulo em grande, com um ano de 2023 muito positivo, onde ganhámos mesmo à geral o Rali Município de Albufeira e fizemos tempos muito interessantes nas 5 provas em que participamos do Campeonato de Portugal de Ralis”.
Quanto às expetativas, o piloto algarvio reconhece que “são altas. O Skoda Fabia é reconhecido por todos como, possivelmente, o mais equilibrado carro entre os Rally2. O carro chegou à Racing 4 You na sua versão de asfalto, mas vamos já começar a trabalhar para o mudar para terra, pois queremos rapidamente começar a testar, para chegarmos a Fafe em condições para andar rápido”.
No que concerne a objetivos traçados, Ricardo Filipe salienta que “será novamente um ano de aprendizagem. Um ponto positivo advém do grande entrosamento que eu e o Filipe Carvalho já temos enquanto equipa. Sem querer ser demasiado ambicioso, até porque será uma época em que teremos de nos focar em aprender o carro e, sobretudo, ganhar confiança e capacidade para dele extrair todo o potencial, assumo que queremos andar dento do Top 10 e aproximando-nos muito dos pilotos que discutem normalmente o 5º 6º, 7º posto”.
Mas, tal anseio será sempre encarado “com prudência, passo a passo, testando muito, vendo como me vou adaptando, mas sempre lutando por estar entre os dez primeiros e a olhar para cima. Sei que tudo indica que teremos em 2024 um CPR ainda mais competitivo, por aquilo que se tem lido, mas isso ainda me dá mais vontade de melhorar, pois se não for para andar perto do melhores, então o que nos motivaria?!”.
Quanto ao calendário estabelecido para a próxima temporada, Ricardo Filipe e Filipe Carvalho deverão alinhar com o Skoda Fabia R5 da Olha o Cogumelo em “todas as provas do CPR, com a possível exceção do Vodafone Rally de Portugal. Se estivermos bem posicionados, ou se acharmos que os pontos possam vir a fazer falta, então farei um esforço e alinharemos na prova do ACP”.
O evento de fecho de época do Núcleo de Desportos Motorizados de Leiria animou durante dois dias a urbe da capital do Liz e as estradas de Leiria e da Marinha Grande. Sem a “ditadura do cronómetro”, quase sete dezenas de equipas privilegiaram o espetáculo que ofereceram ao muito público que esteve presente. Uma vez mais, o madeirense Claúdio Nóbrega recebeu os favores dos internautas e venceu a votação online para o “piloto Espetáculo” do 4º Leiria Festival Rallye (LFR).
Entre as 67 equipas que alinharam à partida do evento organizado pelo NDML, número recorde das quatro dições já realizadas, 19 eram espanholas, incluindo representantes das Canárias, enquanto outras incluíram pilotos e navegadores provenientes da Bélgica, Brasil e Irlanda, atestando a cada vez mais forte internacionalização desta festa de fecho de temporada. Nota alta para o nível organizativo ostentado pelo clube leiriense.
A filosofia do Leiria Festival Rallye coloca completamente de lado a competição pura e dura, refém do que o cronómetro pudesse ditar. No LFR o que conta é o “show” que pilotos consigam dar ao público e, como tal, os principais prémios do evento são outorgados pelos aficionados, através de uma votação online que premeia o “Piloto Espetáculo”.
E, uma vez mais, o madeirense Cláudio Nóbrega recebeu a preferência dos internautas, voltando a vencer. Tendo a seu lado o conterrâneo Hugo Martins, Nóbrega fez “gato sapato” do Datsun 1200 do Team FBI, galgando as especiais da prova sempre a desafiar os limites. Um espetáculo dentro do espetáculo!
O imponente Porsche 991 GT3 Cup da dupla espanhola Jorge Perez/Juscilene Oliveira não deixou ninguém indiferente e o piloto espanhol arrecadou o prémio do segundo mais votado.
Logo atrás, terceira posição para Pedro Ferrador. Endiabrado, Serrador e o seu navegador Paulo Figueiredo, espremeram todo o “sumo” do pequeno mais irreverente Toyota Starlet e a presença no pódio foi o prémio merecido.
Entre os Tração Dianteira, a votação do público premiou o Peugeot 208 VTI R2 da Ruisilauto, tripulado por Eduardo Santos e José Miguel Marques.
O prémio para o “Melhor Original” foi para o Hyundai Accent WRC de José Grosso e João Sismeiro. Assentou que nem uma luva a este carro ex-fábrica, outrora utilizado por Alister MCRae no Mundial de Ralis e que o piloto e colecionador de Leiria adquiriu recentemente.
Aplauso para ousadia do líder da equipa Grossorent Historic Rally que não “esconde” na garagem exemplares com este “pedigree”, fazendo as delícias dos amantes da modalidade, ao levar o carro oficial coreano a “rugir” nas estradas.
O prémio “Melhor Réplica” foi entregue ao BMW 318i, enquanto “clone” de um M3, tripulado pela dupla espanhola formada por Rodrigo Comesaña e Miguel Groba.
Marco Oliveira e Ricardo Sousa dominaram de forma senhorial a edição 2023 do Rali de Murça. Com a vitória alcançada, a dupla do VW Polo N5 conquistou com todo o mérito o título do Campeonato Promo Norte de Ralis. A prova transmontana, bem organizada pelo CAMI Motorsport, recebeu ainda os favores da presença de muito público.
Antes de contarmos a história competitiva do rali que fechou o calendário dos campeonatos Promo Norte e Start Norte de ralis, um aplauso para a fórmula compacta que o CAMI Motorsport propôs para este fecho de época, com o rali a ser integralmente disputado durante a tarde de sábado.
Com partida às 14h00 e chegada às 19h08, a prova teve, pelo meio, seis especiais de classificação, correspondendo a duas triplas passagens pelos troços cronometrados de Palheiros/Monfebres(9,51 km) e Candedo/Murça (11,19 km), com um total de 62,10 km de percurso competitivo.
Além disso, os dois troços eram em estradas circundantes à Vila de Murça, com fáceis acessos, sendo ainda de realçar que o fecho da especial de Candedo/Murça ocorria já no interior da zona urbana murcense, incluindo uma zona espetáculo que continha um pequeno túnel. Adicionemos a isso a circunstância da última secção ter sido disputada já à noite, algo que parece ser do agrado dos pilotos e do público, pois recupera o fascínio das especiais noturnas de outros tempos.
O interesse principal do rali residia na discussão do título do Campeonato Promo Norte de Ralis.
Jorge Carvalho, líder da tabela pontual, optou pela ausência, abrindo uma enorme janela de oportunidade para Rui Borges e Marco Oliveira chegarem à glória. Estes dois chegaram a Murça separados por apenas um ponto e a pouca margem de Carvalho, isto se contarmos com as suas sete melhores pontuações da época, respeitando o número máximo de provas a considerar, de acordo com o regulamento, no final do campeonato. Ou seja, para Carvalho ser campeão, Borges e Oliveira teriam de desistir. Se os dois terminassem a prova, venceria o cetro em discussão quem ficasse à frente.
Aguardava-se, por isso, um duelo sem tréguas e taco-a-taco, mas Marco Oliveira e Ricardo Sousa apresentaram-se em terras transmontanas com outras ideias, entrando claramente ao ataque, vencendo as 4 primeiras especiais, conseguindo a dupla do VW Polo N5 “cavar” uma distância de 23,1 segundos sobre a dupla Tiago Silva/Pedro Alves (Ford Fiesta R5) e de uns respeitáveis 41,4 segundos sobre Rui Borges e Luís Ribeiro, tripulando um Citroen C3 N5.
A dupla açoriana entrou com um ritmo muito baixo e, embora fosse melhorando, estava numa situação em que só um problema que afetasse os seus adversários, poderia ainda dar alguma chance de discutir o título.
Tal não sucedeu. Marco Oliveira até baixou o ritmo na secção noturna final, controlando os acontecimentos, mas conseguiu ainda aumentar a vantagem para 28,8 e 44,3, respetivamente, fazendo na prova do CAMI Motorsport o pleno: vitória à geral, triunfo nas lides do Promo Norte e conquista do título nesse campeonato, coroando assim da melhor forma aquela que é, sem sombra de dúvidas, a melhor época até ao momento do piloto de Várzea do Douro.
Boa prova do jovem Tiago Silva. O famalicense estreou em Murça o Fiesta R5 que pertenceu a Ricardo Filipe e, mesmo encarando a prova como um treino competitivo, fez tempos interessantes e conquistou um positivo 2º lugar à geral, triunfando entre os X5.
Para Rui Borges, fica a dupla consolação de mais um pódio e da conquista do vice-campeonato, numa temporada em que o açoriano da Domingos Sport este sempre entre os protagonistas do Promo Norte.
Correndo extracampeonatos, a equipa estoniana formada por Joosep Ralf Nõgene e Aleks Lesk levou o Peugeot 208 Rally4 da PT Racing ao 4º lugar absoluto, depois de uma luta sem tréguas com o endiabrado Filipe Teixeira.
O penafidelense, navegado pelo seu conterrâneo António Campos, estreou um Peugeot 208 VTI R2 em Murça e voltou a provar que é um dos pilotos mais rápidos entre os que competem a norte nas 2RM. Nada limitado por não conhecer o carro e por este ser bem diferente do seu anterior Citroen Saxo, Filipe Teixeira esteve sempre entre os mais rápidos e juntou ao 5º lugar a vitória nas contas dos inscritos no Campeonato Start Norte de Ralis, sendo aqui secundado pelos flavienses Luís Delgado e André Carvalho, em carro idêntico, com o 3º posto no Promo Norte a ser assegurado por Tiago Caetano e Luís Boiça, num Peugeot 206 RC. O Rali de Murça 2023 ostentou um toque internacional que lhe foi dado não apenas pela equipa estoniana, mas também pelos ucranianos da Befast, Anton Korzun/ Kyrylo Nesvit, que levaram o seu Peugeot 208 Rally4 ao 7º lugar da geral, arribando ainda ao fecho da prova a equipa espanhola Arturo Cota Loureiro/Basalo Diego Blanco (Peugeot 208 VTI R2), num satisfatório 10ºposto, entre as 20 equipas que lograram concluir o rali.
O Rali de Murça, a disputar amanhã, sábado, dia 2 de dezembro, tem 29 equipas inscritas, superando, em larga medida, todas as expectativas da organização, já que os títulos estão todos atribuídos. Esta é a última prova pontuável para o Campeonato Promo Norte de Ralis (CProNR), cujo título está ainda em aberto e para Campeonato Star Norte de Ralis (CStNR).
Mas aquela que é considerada como uma das capitais do automobilismo nacional sabe bem receber pilotos e equipas, pelo que estão criadas todas as condições para uma excelente prova, organizada pelo CAMI Motorsport e com o apoio imprescindível da Câmara Municipal de Murça.
O destaque vai para a discussão do título no Promo Norte de Ralis. Jorge Carvalho, atual líder da tabela pontual, estará ausente, abrindo uma enorme janela de oportunidade para Rui Borges e Marco Oliveira chegarem à glória, numa prova que conta com mais nomes fortes na luta pelos lugares cimeiros, entre eles Parcídio Summavielle, Filipe Teixeira, Fernando Peres, Luís Delgado, Antono Korzun e Josep Nogene.
Aplauso para a fórmula compacta que o CAMI Motorsport propõe, com o rali a ser integralmente disputado durante a tarde de sábado. A partida (14h00) e chegada (19h08) serão na Avenida Inês Bacarini Breia, em pleno coração de Murça. Pelo meio, seis especiais de classificação, correspondendo a duas triplas passagens pelos troços cronometrados de Palheiros/Monfebres(9,51 km) e Candedo/Murça (11,19 km), com um total de 62,10 km de percurso competitivo.
Por se tratar da última prova da época a norte e porque estamos a entrar na época natalícia, o CAMI Motorsport tem preparado um magusto bem recheado e que contará com diversas personalidades ligadas ao automobilismo nacional. O multicampeão nacional de ralis, Armindo Araújo, é um dos convidados do CAMI Motorsport que já confirmou a sua presença e se associa à festa final do Rali de Murça, quer na entrega de prémios quer no magusto recheado que se vai seguir.
Enquadrado na Região Vinhateira do Douro, o público terá oportunidade de ver um bom espetáculo, totalmente disputado em asfalto, em total segurança, com possibilidade de conviver de perto com os pilotos. Para isso, terá, esta quinta-feira, o Guia da Prova, na página oficial do CAMI Motorsport (www.cami.pt) e nas suas redes sociais, com horários, locais para assistir e outras informações úteis.
Amigos, familiares e personalidades ligadas aos ralis protagonizaram uma ‘festa surpresa” de homenagem ao tricampeão nacional Fernando Peres. O consagrado piloto portuense com raízes em Arouca foi surpreendido ainda com a inauguração de uma exposição temática dedicada à sua carreira, que estará patente no Museu do Rali em Fafe nos próximos tempos.
Quando Fernando Peres saiu do carro de José Pedro Silva, no exterior do Museu do Rali de Fafe, percebeu que a viagem de sábado sugerida pelo seu amigo e navegador, era, afinal, algo bem diferente.
Dentro do recinto do museu estavam à sua espera a mãe, a esposa e as filhas, entre outros familiares, amigos de longa data, organizadores, comissários, patrocinadores, aficionados dos ralis e um naipe de pilotos e navegadores de referência da modalidade que incluíam, entre outros, Joaquim Santos, Pina de Morais, Luís e Miguel Ramalho, Mário Castro, Mex Machado dos Santos, Ricardo Cunha, Pedro Perez, Paulo Antunes, José Araújo, Jorge Ribeiro, Cristina Silva, José Silva, Pedro Ortigão, Miguel Rodrigues, Emanuel Gonçalves, André Pimenta e Jorge Rodrigues, Paulo Magalhães, em representação da FPAK, bem como elementos da Peres Competições, capitaneados pelo “mestre” Luís Dias.
Debaixo de um pano, com honras de destaque numa ala do museu, repousava o Ford Sierra Cosworth de Grupo N que Fernando Peres tripulou na fase de transição da Diabolique Motosport para a criação da Peres Competições. O carro, que ultimamente tem sido utilizado por Filipe Madureira, foi alvo de uma intervenção profunda que o deixou imaculado, para felicidade do dono e de todos quantos agora vão poder saborear um pedaço da história de sucesso do piloto e da equipa que fundou, na exposição temática que o Museu do Rali de Fafe terá à disposição dos visitantes nos próximos tempos.
A homenagem foi idealizada e coordenada por Filipe Madureira que não escondia a “profunda satisfação que sinto.Tenho utilizado o Ford Sierra Cosworth Grupo N da Peres Competições e, como demonstração da minha profunda gratidão ao Fernando e à equipa, eu queria devolver o carro, agora que a época terminou, de uma maneira que tivesse algum simbolismo. Então, fizemos um trabalho profundo para colocar o carro sem qualquer mazela e com a decoração original do Vinho Madeira de 1990. Depois, na minha primeira visita a Museu do Rali de Fafe percebi que seria o local perfeito para uma homenagem surpresa e o José Pereira acolheu a ideia de imediato e transformou-a numa exposição temática que vai permitir a todos, principalmente as novas gerações, conhecerem melhor a fabulosa carreira do Fernando. Estamos muito felizes com a forma como a festa decorreu e, sobretudo, por percebermos que o Fernando ficou muito emocionado. Ele merece, pelo piloto que é, mas, principalmente, pela fabulosa pessoa que sempre soube ser!”.
E foi um emocionado Fernando Peres que agradeceu “este gesto que muito me honra. Fico feliz pela homenagem, mas ainda mais feliz por poder rever tantas pessoas que tanto prezo. Sempre disse que, muito mais do que as vitórias e os títulos, a competição deu-me prazer puro por poder andar depressa e, sobretudo, amizades que enriqueceram e enriquecem a minha vida. Estou profundamente grato e muito satisfeito por poder ter esta exposição neste museu, que tem feito um trabalho notável em prol da história e da divulgação dos ralis”.
Para José Pereira, fundador e curador do museu, a homenagem e a exposição são “mais do que justas e foi de forma muito sentida que o nosso museu aderiu a esta iniciativa. Sou, pessoalmente, um grande admirador do Fernando Peres e, já há muito tempo, que desejávamos ter em exposição um dos carros míticos da sua carreira. Felizmente, proporcionou-se podermos colaborar nesta festa e, com a preciosa ajuda do Filipe Madureira, que está de parabéns pela forma como idealizou esta surpresa para o Fernando, montámos esta exposição temática, que convido todos a visitar. Ficou também a promessa mútua que, num futuro próximo um dos carros do Fernando poderá vir a fazer parte do espólio e da exposição permanente do Museu do Rali de Fafe”.
Senhor de um palmarés invejável, Fernando Peres foi tricampeão nacional de ralis (94, 95 e 96), sendo três vezes campeão em cinco participações no Campeonato de Ralis dos Açores.