Categoria: Ralis

  • João Andrade: “foi uma excelente aprendizagem este nosso ano de estreia no CPJR”

    João Andrade: “foi uma excelente aprendizagem este nosso ano de estreia no CPJR”

    A época de 2023 foi palco do “salto” de João Andrade para as lides nacionais, depois de em 2022 ter conquistado o título regional a norte. O piloto de Santo Tirso viveu no Campeonato de Portugal Júnior de Ralis uma temporada agridoce, mas onde voltou a provar que pode ter pela frente uma carreira bem sucedida.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    No início de temporada e embora fosse um ano de estreia no Campeonato de Portugal de Ralis, esperava poder vir a estar na discussão pela conquista do título Júnior, assim como na Rally and You Junior Cup, mesmo sabendo que partiria com um máquina inferior a alguns adversários. Obviamente, o Peugeot 208 VTi R2 com que participei em nada se compara aos mais recentes Rally4, mas toda a equipa estava motivada e direcionada para esses objetivos.

    Qual foi o maior desafio da temporada?

    O maior desafio foi participar em ralis completamente desconhecidos para mim, com adversários com muito talento que me fizeram evoluir enquanto piloto.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    O melhor momento foi o início de Campeonato em Vieira do Minho, um rali disputado em cima de neve, o que raramente acontece em Portugal, assim como os pódios alcançados no Rali de Santo Tirso e Vidreiro. Deixo esses pontos como os momentos mais positivos da época 2023.

    O mais negativo foi a desistência no Rali Casinos do Algarve enquanto liderava o Campeonato de Portugal Júnior de Ralis e a Rally and You Junior Cup, desistência que nos hipotecou as aspirações que tínhamos de chegar ao título.

    Que balanço faz da temporada?

    Balanço positivo porque foi uma excelente aprendizagem no ano de estreia no CPR e que estou muito confiante que este conhecimento de terreno nos vai ser muito útil nesta nova temporada. Quero agradecer à minha equipa JJ Team e aos meus patrocinadores, pois, como sempre, foram essenciais”.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    Para já tenho uma nova máquina. Adquirimos um Peugeot 208 Rally4, mas ainda não tenho o orçamento todo reunido. Estamos a trabalhar para podermos estar presentes no Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, na Peugeot Rally Cup Portugal e quiçá na Peugeot Rally Cup Ibérica.

  • Fábio Santos: “foi o nosso trabalho e a nossa resiliência que nos levaram a conquistar o título”

    Fábio Santos: “foi o nosso trabalho e a nossa resiliência que nos levaram a conquistar o título”

    Mercê de um ano em que foram sempre muito competitivos aos comandos do Citroen Saxo da Race2win, a dupla leiriense constituída por Fábio Santos e Pedro Santana conquistou o título no Campeonato Start Centro de Ralis. O cetro foi o prémio justo para mais uma temporada em que Fábio Santos voltou a demonstrar toda a sua rapidez e consistência.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    “No início da temporada não esperava nada para ser sincero. Ia ser pai e essa era a maior preocupação, anseio e felicidade. Era e ainda continua a ser, o meu foco. Tinha na ideia fazer um ou dois ralis para não perder o embalo, mas sem pensar em campeonato. Já tinha contactado o Pedro Santana, o meu navegador e a partir daí começamos a organizar as coisas de outra maneira, não preocupados com quaisquer ambições de estar na luta por títulos, mas sim de viver mais uma época com o objetivo de continuarmos a nossa progressão, tanto minha como dele.

    Qual foi o maior desafio da temporada?

    Foi quando nos apercebemos que era possível seremos campeões, mas basicamente tínhamos de ganhar as provas que tínhamos pela frente e não desistir em nenhuma: Foi uma gestão dura, onde tudo foi posto à prova, mas penso que conseguimos manter sempre o foco. Mas quando se toca aos ralis é tudo difícil.  O começo da época já tardio e ter de ter estofo para estar presente prova a prova sem grandes apoios, pois não tinha nada programado para 2023, transformou-se numa mão cheia de dificuldades que no final trouxe o título e mais maturidade e gosto pelo desporto”.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante da temporada?

    O melhor momento da temporada foi sem dúvida a chegada ao final do último troço do rali de Cantanhede, um troço que fizemos com pés de lã para não cometer qualquer erro (tal como o rali todo!), o que me estava a custar muito. Mas, quando acabou, toda aquela tensão de um ano se libertou e foi um momento único!”

    O pior momento acaba por também ter acontecido no mesmo rali. Como tínhamos de estar preocupados em gerir para ser campeões, onde se realiza uma taça no final de uma prova decisiva, foi difícil para nós estar a abdicar de uma possível vitória  na Taça de Portugal, que também se disputou em Cantanhede. Acreditem que o que mais me custou foi ter de gerir. A cada troço ficava mais frustrado, por ter de andar mais devagar”.

    Que balanço faz da temporada?

    O balanço da temporada acaba por ser bastante positivo. Trabalhámos muito bem, e foi a nossa resiliência, salientando o esforço do Pedro Santana e da Race2Win foi incrível, num verdadeiro trabalho de equipa que nos levou a conquistar um título no Start Centro. Aprendi bastante a fazer ralis com a classe rainha da modalidade, pois realizamos provas inteiras juntamente com o CPR. Foi um verdadeiro teste ao carro e aos pilotos e foi crucial para o desenvolvimento da equipa. Fico orgulhoso por nos termos batido taco a taco com carros da última geração. Tivemos resultados bastante interessantes nas classificativas conjuntas, que acabou por ser um “boost” na nossa motivação, pois era ‘David contra Golias’!”

    Já tem os teus planos definidos para 2024?

    Sim continuar a evoluir e aprender que é o que mais gosto nos ralis. A nível desportivo temos alguns planos em cima da mesa, o A, o B e o C (!), mas ainda não temos nada em concreto, pois dependemos dos nossos apoios para estar presente nos vários campeonatos. O caminho mais lógico seria evoluir para um trofeu monomarca onde iriamos estar expostos a novas realidades. Ainda estamos a trabalhar para garantir um bom ano.

  • Paulo Anselmo: “encaramos esta temporada como sendo do tudo ou nada e fizemos o pleno!”

    Paulo Anselmo: “encaramos esta temporada como sendo do tudo ou nada e fizemos o pleno!”

    Seis ralis disputados, quatro vitórias, três títulos. Eis a saga de Paulo Anselmo e André Silva que se sagraram campeões do Start Sul de Ralis 2023 e juntaram ao cetro sulista, uma dobradinha no 6º Desafio Kumho Portugal, triunfando nos desafios Kumho Sul e Kumho Terra. Foi possivelmente a melhor temporada até ao momento do piloto de Olhão.

    O que esperava de 2023?

    “Em 2023 esperava lutar pelo título no Campeonato Start Sul de Ralis. Era esse o grande objetivo e encaramos a época com um espírito de total entrega. 2022 não nos tinha corrido assim tão bem e ficamos aquém do que desejávamos. Então, encaramos esta temporada como sendo do tudo ou nada e fizemos o pleno!”.

    Qual foi o maior desafio da época?

    “O maior desafio  da temporada foi o Rally de Vila do Bispo devido às condições climatéricas. Foi épico!… Tiveram inclusive de cancelar os últimos dois troços devido a tempestade, contudo foi também um desafio fabuloso que colocou à prova os nossos limites”.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    O melhor momento foi o Rally de Serpa porque vencemos e é um dos meus preferidos, mas não poderia deixar de referir também o Rally Casinos do Algarve que tinha especiais fabulosas onde acabamos por nos divertir muito e vencer também essa prova”.

    O Rali de Albufeira foi novamente o nosso pior rali da época porque na ligação para primeira especial de domingo a caixa de velocidades encravou em 3ª velocidade e partiu em plena reta a 20 quilómetros hora!”

    Que balanço faz dos títulos alcançados e da temporada?

    “Foi uma época com altos e baixos e muito competitiva, onde andamos a discutir o título até à última especial, no último rali e conseguimos ser campeões!… Este é um título que dedico à minha família que tanto me apoia, à equipa, que fez um trabalho notável no BMW, aos patrocinadores, pois sem eles seria impossível correr e a todos quantos nos deram força ao longo do campeonato. Quero destacar ainda a nossa vitória na Divisão 2 dos Desafios Kumho Sul e Kumho Terra, não só por ser mais dois títulos prestigiantes, mas sobretudo pelo apoio que a Kumho e a ASR Tyres têm dado aos ralis regionais nos últimos seis anos. Para nós tem sido um prazer correr com os Kumho, que se revelam pneus cada vez mais competitivos. Uma palavra muito especial  para o André Silva. O trabalho que fez como navegador foi preponderante para o nosso sucesso.”

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    “Em termos de planos para 2024 iremos começar a divulgar o nosso projeto para 2024 tentando reunir os patrocínios suficientes para saber o que poderemos fazer. O que queremos é continuar e lutar por mais um título de campeão no Start Sul e novamente com o André e o BMW 361i Compact. Não sei se será possível e tudo irá depender dos patrocínios que consiga. Está cada vez mais caro competir. Existe também a hipótese de fazer algumas provas de todo-o-terreno, com um SSV. Uma coisa é certa, se e onde competirmos, será sempre para tentar vencer!”.

  • André Cabeças: “2023 foi uma época de mudança de carro, e esse foi, obviamente, o maior desafio”

    André Cabeças: “2023 foi uma época de mudança de carro, e esse foi, obviamente, o maior desafio”

    2023 foi um ano agridoce para André Cabeças. O piloto lisboeta que representa as cores da Shore mudou de “montada” a meio da época, trocando o Mitsubishi Mirage por um Ford Fiesta R5 e colocou todo o seu foco na adaptação ao novo carro. A vitória entre os X6 na Taça de Portugal de Ralis foi um dos momentos altos da temporada.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    “2023 foi uma temporada de mudança, não tínhamos planos para fazer qualquer campeonato, apenas um conjunto de provas que são do nosso agrado. Um dos objetivos era melhorar o andamento em piso de terra, mas não foi conseguido por não termos conseguido material para o fazer. Tivemos alguns problemas técnicos na evolução do Mirage, que contribuíram para algum desanimo no início da temporada, que foram resolvidos a meio da mesma, mas já pouco havia a lutar. Fizemos os ralis que são do nosso maior agrado como Santo Tirso, Viana do Castelo, Constálica e Lisboa. Esperava discutir a vitória em todos eles com os concorrentes elegíveis para o Promo de Ralis e isso foi conseguido, tendo ganho a Taça de Portugal no meu rali caseiro de Lisboa, entre os Promo”.

    Qual foi o maior desafio da temporada?

    “2023 foi uma época de mudança de carro, pois conseguimos adquirir um Ford Fiesta R5 da primeira geração. Esse foi, obviamente, o maior desafio. É um carro diferente onde está tudo estudado e evoluído e só temos de efetuar pequenas alterações, tanto de setup como de condução, pois a roda já está inventada, testada e aprovada. Adorei andar no carro, foi sem dúvida o ponto alto da temporada andar com o Fiesta em seco, é simplesmente magnífico a naturalidade com que o carro curva e trava, sem qualquer luta para quem o guia, só pura diversão de andar num carro estupidamente saudável de comportamento!”.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais desapontante da temporada?

    O melhor momento da temporada foi também o pior. No Rali de Viana do Castelo, após subirmos à liderança, tivemos um furo a 3 quilómetros do fim da última classificativa, sem em nada ter tocado e isso retirou-nos a vitória. Foi um resumo agridoce de toda a temporada. Também realço pela positiva os dois ralis que fiz no Fiesta em condições meteorológicas muito desafiantes. Conseguimos acumular quilometragem, experiência e melhorar significativamente de troço para troço”.

    Que balanço faz da temporada?

    “Em termos de resultados desportivos ficou abaixo do que gostava, mas provavelmente tive o que mereci dado ter despendido pouco tempo com a vertente desportiva e os ralis atualmente exigem muito. É praticamente impossível ter bons resultados sem testar e sem reconhecer as provas em condições”.

    Já tem os teus planos definidos para 2024?

    “Para 2024 iremos testar mais e preparar melhor as provas. Iremos fazer Camélias e Lisboa de certeza. Estou também a apontar fazer 6 provas do CPR, tendo muita pena mesmo de não estar em Portugal na data da realização do Rali Vinho Madeira, a prova que queria mesmo fazer. Evoluir na terra e fazer algumas surpresas no asfalto são os objetivos realistas que posso ter neste primeiro ano de Nacional de forma regular”.

  • Rally de Lisboa no TER – Tour European Rally e TER Histórico em 2024

    Rally de Lisboa no TER – Tour European Rally e TER Histórico em 2024

    O Rally de Lisboa vai integrar em 2024 o calendário desportivo do TER – Tour European Rally e do TER Historic, tornando o calendário do troféu ainda mais interessante. Este conceito promocional recebe assim mais uma novidade para a época com a entrada do Rally de Lisboa, evento sediado na capital portuguesa, e que atribui a Taça de Portugal de Ralis, no ano em que celebra a sua 4ª edição de 6 a 8 de Junho.

    Com um percurso que se estende por 2 dias de grande ação desportiva, com 13 provas especiais de classificação, em locais de tradição e classe mundial como são exemplo Sintra, Estoril e Montejunto, o Rally de Lisboa proporcionará mais uma vez uma grande experiência para concorrentes, equipas e fãs.

    Luca Grilli, promotor e organizador do TER, afirmou que: “Estou muito feliz em receber mais um grande evento na Família TER. A história dos Ralis passa por Portugal e a paixão dos seus adeptos é inquestionável. Desde a sua temporada inaugural, há nove anos, que o projeto do TER tem procurado grandes eventos em deslumbrantes áreas turísticas, e aqui temos mais um exemplo perfeito para incorporar e mostrar a nossa filosofia, à medida que a nossa série continua a crescer, com outro evento a bordo por três anos.”

    Humberto Silva, presidente da comissão organizadora, disse: “É com muito orgulho e sentido de responsabilidade que aceitamos o desafio de ter o Rally de Lisboa a integrar o calendário do TER (Tour European Rally) e do TER Historic nesta época desportiva de 2024. Sem dúvida que este é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo CPKA num evento que apenas se realizou três vezes, mas que de forma sustentada já se afirma como um evento de referência em Portugal e também internacionalmente”.

    Recorde-se que em 2021, a primeira edição foi apadrinhada pelo lendário piloto finlandês Markku Alén, e em 2022 foi o também finlandês e na altura campeão mundial FIA WRC Junior, Sami Pajári, quem venceu o rali, e em 2023, o ano em que nos foi atribuída a organização da Taça de Portugal de Ralis, quem se destacou foi Armindo Araújo ao vencer a prova, piloto que já foi multicampeão português de ralis, e duas vezes Campeão do Mundo de Produção FIA, e também fizemos parte do International Iberian Rally Trophy.

    “Em 2024, os nossos objetivos passam por garantir que o Rally de Lisboa ganhe maior visibilidade a nível internacional, e por isso decidimos aceitar o convite do TER, num acordo previsto para 3 anos, e desta forma aproveitar os ativos promocionais e mediáticos que o troféu proporciona, especialmente ao nível da distribuição televisiva mundial, bem como de outros canais nomeadamente a área cada vez mais relevante das redes sociais, e tudo isto sem descurar o evento nacional que tem sido cada vez mais popular entre as equipas portuguesas que representam uma prioridade para nós”, realçou o organizador, destacando ainda que está “plenamente convencido de que o Rally de Lisboa continuará a crescer, afirmando-se como embaixador de toda a região da grande Lisboa, promovendo não só a capital de Portugal mas todos os municípios que, enquanto parceiros, disponibilizam os seus atractivos, e provavelmente repetindo-me, promovendo não só Lisboa, mas também Oeiras, a Costa do Estoril, Sintra, Loures, Mafra, Vila Franca de Xira, e a zona Oeste de Portugal”, com destaque para os concelhos de Alenquer e Cadaval onde se realiza a mítica especial de Montejunto, perfeitamente enquadrada no conceito de eventos promovidos pelo TER, onde um dos principais objetivos é a promoção do turismo nas regiões por onde passa, em paralelo com as provas desportivas de rali”.”

    O Rally de Lisboa realiza-se nos dias 6 a 8 de Junho, organizado sobre a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, e atribuirá a Taça de Portugal FPAK de Ralis 2024, integrando igualmente o TER – Tour European Rally, TER Historic, International Iberian Rally Trophy, bem como a Toyota Gazooo Racing Iberian Cup. O centro operacional da prova estará localizado na Doca de Pedrouços, à semelhança da passada edição.

  • Filipe Nogueira: “escolhemos ralis com grande retorno e julgo que a opção foi correta”

    Filipe Nogueira: “escolhemos ralis com grande retorno e julgo que a opção foi correta”

    Vinho Madeira, Vidreiro e Viana do Castelo. Eis o tríptico de ralis que constituiu o “cardápio” competitivo de Filipe Nogueira em 2023. O piloto baionense registou um pódio e um Top 6 nesta “mini-época”, cumprindo ainda o sonho de se estrear na prova madeirense.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Esperava uma época com mais participações e com outras ambições e objetivos. Era por aí que passava o nosso projeto, mas uma cirurgia atrasou o início de época e implicou a redefinição do que viríamos a fazer. Escolhemos bons ralis com grande retorno e julgo que a opção foi correta”.

    Qual foi o maior desafio da temporada?

    Foi sem dúvida a participação no Rali Vinho da Madeira e pela primeira vez ao volante de um 4×4, um potente Mitsubishi Lancer Evolution 6. Uma dupla estreia na mítica prova da Pérola do Atlântico. Um rali onde gostaria de poder voltar a participar.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante da temporada?

     Aconteceram precisamente os dois no Rali Vinho Madeira. O melhor pela participação naquele que é um dos ralis mais prestigiados. Foi incrível conhecer por dentro enquanto piloto a prova. Ao mesmo tempo, essa participação ficou marcada pela desilusão da desistência prematura.

    Que balanço faz da temporada?

    Retiro sempre o que de positivo aconteceu e por isso, nos eventos onde estivemos conseguimos o que pretendemos para o nosso projeto, que é dar o maior retorno possível a quem nos apoia e está connosco, vivermos muita diversão por estarmos a fazer o que gostamos e, claro, estamos também muito satisfeitos pelo ritmo que conseguimos imprimir ao longo das provas. Foi também muito positivo termos chegado ao pódio das 2RM do Promo no Rali Vidreiro, sendo ainda de realçar o bom andamento que tivemos em Viana”.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    Estamos a trabalhar afincadamente para que o nosso projeto posso continuar e se possível evoluir em 2024. Para já não há nada de concreto. Apenas sabemos o que queremos, e vamos tentar conseguir os meios para concretizar o projeto”.

  • Teotónio e Morgadinho alcançaram o 5º título da carreira em 2023

    Teotónio e Morgadinho alcançaram o 5º título da carreira em 2023

    A dupla do Macambi Racing Team levou para terras do Fundão o título do Campeonato Promo Sul de Ralis 2023, sobretudo mercê de uma segunda parte da época fulgurante, dominando e trinfando nas três últimas provas do campeonato. Pelo meio, ainda houve tempo para levar o Mitsubishi Lancer EVO IX preparado pela Domingos Sport ao “rali da casa”, em Castelo Branco e Vila Velha de Rodão e vencer entre os concorrentes do Campeonato Promo Centro de Ralis, e conquistar a 2ª posição nas lides do Promo de Ralis.

    Em 2023 decidiram mudar de “habitat” e foram disputar o Promo Sul de Ralis. Quais eram as ambições e expectativas com esta mudança?

    “Iniciamos a época com alguma expectativa, pois sabíamos que íamos para um novo campeonato desconhecido para nós em algumas provas. Já tínhamos feito algumas provas a Sul, mas só esporadicamente. Por outro lado, sabíamos que havia bons pilotos a competir no Sul e por isso a apreensão era normal. A razão principal para a nossa escolha residiu aí: um campeonato bem competitivo e com provas super interessantes em terra, que é um piso que nos agrada bastante. Como sempre, e a nossa equipa não deixa que seja de outra forma, nós quando encaramos as provas é sempre com a ideia de vencer, e tentar ser campeões a sul foi sempre o nosso objetivo da época”.

    Qual o maior desafio que enfrentaram?

    “O maior desafio desta época foi dar a volta ao campeonato quando estávamos em situação desfavorável em relação aos adversários, fruto de alguns problemas no inicio do campeonato. Obviamente, que ter de descobrir provas novas foi um fator de enorme pressão, mas isso é sempre aliciante para nós.

    Qual o melhor e o pior momento da época?

    “O momento da época foi, sem dúvida alguma, a vitória na última prova, em Tavira. Entramos muito fortes e concentrados, ganhando toSos troços, só assim conseguíamos ser campeões e o final do ultimo troço foi vivido com muita euforia dentro e fora do carro. Foi uma 2ª metade de temporada fantástica, ganhando as 3 últimas provas com um carro muito fiável e bem preparado pela Domingos Sport. Aproveitamos para agradecer o excelente trabalho feito ao longo da época, agradecendo também a todos os patrocinadores que nos acompanharam ao longo da época”.

    Já o momento menos bom da época foi logo na prova inaugural, o Casinos do Algarve, quando o carro teve um ligeiro problema que nos afastou da vitoria na prova. Mesmo assim, foi um rali onde percebemos que poderíamos ter lutado pela vitoria e que seríamos competitivos ao longo da época”.

    A época de 2024 está já aí ao virar da esquina. Já existe um plano de ação para a equipa?

    Ainda não. Não sabemos onde vamos competir. A única certeza é que vamos finalmente voltar a competir com o Mitsubishi Lancer EVO IX que pertence à nossa equipa, depois de um longo processo de recuperação que a Domingos Sport fez de forma exemplar. Também vão ser implementados alguns ‘upgrades’ no carro e esperamos ser competitivos. Como sempre, onde entrarmos será para lutar pelas vitórias e pelo título!”

  • Kumho é o pneu oficial do Clio Trophy Portugal 2024

    Kumho é o pneu oficial do Clio Trophy Portugal 2024

    Serão as “borrachas” da marca coreana que vão “calçar” os Renault Clio Rally5 que disputarão a edição inaugural do Clio Trophy Portugal. A ASR Tyres assume assim o papel de parceiro técnico oficial do novel troféu de base promovido pela marca francesa nos ralis lusitanos.

    Para a empresa galega sediada em Gondomar e liderada por Alfonso Salgueiro é mais um desafio que junta ao seu vasto portfólio europeu.

    O líder da empresa considera ser “uma oportunidade, um desafio e um reconhecimento ter os pneus Kumho e a ASR Tyres ligada a um troféu oficial da Renault. É uma oportunidade, porque nos vai permitir consolidar a nossa posição nos ralis, sendo obviamente um enorme desafio pois vai exigir de nós total foco no apoio técnico às equipas. É ainda um reconhecimento, não só do trabalho que a nossa empresa tem vindo a desenvolver em Portugal, em Espanha e no resto da Europa, mas sobretudo da qualidade dos pneus de competição Kumho”.

    Alfonso Salgueiro lembra que “em 2023, a exemplo do que tem sucedido nas épocas anteriores, os pneus Kumho voltaram a ser capazes de contribuir para várias equipas conquistarem vitórias às gerais e nas categorias em mais de duas dezenas de ralis em Portugal, tendo ainda sido protagonistas técnicos da obtenção de 5 títulos”.

    O Clio Trophy Portugal 2024 é um troféu que se irá disputar com o Renault Clio Rally5, o carro da categoria base da pirâmide de ralis da FIA, em cinco provas, duas de terra, três de asfalto. Os prémios ainda não foram anunciados, o carro é o Renault Clio Rally5, com o propulsor 1300 TCe de 180 cavalos, caixa de 5 velocidades Sadev e diferencial autoblocante, sendo apresentado um custo por unidade de 48.500€ na sua versão de asfalto e 52.000€ na de terra.

    A ASR Tyres é o representante oficial dos pneus de competição da marca coreana em mais de uma dezena de países europeus. Nos últimos seis anos, tem promovido a realização do Desafio Kumho nos ralis em Espanha e Portugal, sendo ainda fornecedora oficial do Campeonato de Espanha de Ralicross (CERX).

  • Marco Oliveira: “Em 7 provas vencemos 5 e, por isso, acho que fomos uns justos campeões”

    Marco Oliveira: “Em 7 provas vencemos 5 e, por isso, acho que fomos uns justos campeões”

    Sagrar-se campeão na refrega do Campeonato Promo Norte de Ralis depois de nem ter nos seus planos fazer o campeonato por inteiro, eis a proeza de Marco Oliveira que, navegado pelo experiente Ricardo Sousa, levou o bem preparado VW Polo N5 a quatro cinco (Santo Tirso, Mesão Frio, Chaves-Verin, Viana do Castelo e Murça) nas sete provas que disputou. Para o piloto de Várzea do Douro este é o primeiro título na sua curta carreira.

    À partida para 2023, quais eram os objetivos que tinha em mente?

    Sinceramente tínhamos ideia de apenas fazer algumas provas e sem qualquer intenção de fazer o campeonato. Seria uma época de aprendizagem e para evoluir. Depois, os resultados foram aparecendo, percebemos que eramos muito competitivos e fomos estabelecendo metas. Assumo que, logo após os primeiros ralis, decidimos lutar pelo título do Promo Norte.

    Qual foi o maior desafio que enfrentou?

    O maior desafio da temporada foi sem dúvida trabalhar e evoluir a afinação do carro e percebermos até onde poderíamos ir. Em termos de limite do carro foi bastante desafiante para nós e para a nossa equipa que fez um trabalho notável.

    Num ano com tantas alegrias, consegue escolher o melhor momento? E já agora, o pior…

    Neste ano de 2023 tivemos muitos bons momentos. Em primeiro lugar a conquista do campeonato, não esquecendo as quatro vitórias, principalmente a que conquistamos de forma dominadora em Murça e que selou as contas do título. Fora do campeonato, deu muito prazer vencer o Motorshow 2023, frente a um excelente leque de pilotos.

    O momento mais desapontante aconteceu logo no nosso primeiro rali. A estreia em Famalicão teria sido memorável. Ganhamos o rali à geral na estrada e, sem nos conseguirem justificar até hoje porque agiram de tal forma e já depois do parque fechado ,alteraram a classificação para nos colocarem no 2º lugar, sem nenhum argumento ou justificação por parte da organização!

    Que balanço global faz da temporada?

    O balanço não podia ser mais positivo. Em relação ao campeonato, fomos sem dúvida os mais fortes e conquistamos o 1º lugar em praticamente todas as provas que realizamos. Em 7 provas conquistamos o 1º lugar em 5 e, por isso, acho que fomos uns justos campeões. Além disso, sentimos que evoluímos de rali para rali e foi sem dúvida uma aprendizagem contínua. Honramos os nossos patrocinadores e quem nos apoiou. Não posso deixar passar a oportunidade de agradecer aos nossos  adversários por terem sido rivais saudáveis. Foi fantástico o ambiente vivido entre nós nesta temporada. Um bem haja a todos!

    E agora está aí a bater à porta 2024. O objetivo será defender o título?

    Para 2024 já elaboramos o nosso projeto, mas ainda estamos em fase de negociação e só lá mais para a frente é que poderemos assumir o que iremos fazer. Certo será que iremos fazer ralis, mantendo o VW Polo N5 e, onde quer que venhamos a participar, entraremos sempre para discutir as vitórias!

  • Rali de Murça terá honras de fecho da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup 2024

    Rali de Murça terá honras de fecho da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup 2024

     Na sequência do êxito alcançado em 2023, época em que se bateu o recorde de inscritos, ao chegar aos 16 participantes, e com a discussão do título em aberto até à última prova, a TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup contará com novidades relevantes em 2024.

    Uma grande parte das mesmas incidirá no calendário, que conta de novo com quatro provas em Portugal e outras tantas em Espanha. Os pisos de terra e de asfalto voltam a estar repartidos, a nível de protagonismo, em partes iguais, uma caraterística que converte este troféu monomarca organizado pela Toyota Caetano Portugal, Toyota Espanha, e MSI numa referência, tanto para os pilotos mais jovens que ambicionam progredir nas suas carreiras, como para aqueles que querem divertir-se nos ralis ao volante de um veículo de alto desempenho e de tração às quatro rodas como é o Toyota GR Yaris RZ Cup.

    O ano desportivo começará no Rally Serras de Fafe, que se disputa a 23 e 24 de fevereiro e que se converteu numa das jornadas mais emblemáticas da temporada, já que conta sempre com uma importante presença de público, dada a espetacularidade das suas “especiais” de terra.
     
    Para que os entusiastas espanhóis possam desfrutar da competitividade do Toyota GR Yaris da TGR Iberian Cup será necessário esperar pela primeira semana de abril. Como novidade e pela primeira vez, os pilotos disputarão o Rally Internacional Sierra Morena (6/7 abril), em asfalto. De seguida duas provas consecutivas em Portugal, com o Rally Terras D’Aboboreira (26/27 abril), que decorrerá em pisos de terra, e o Rally de Lisboa (6/8 junho) em asfalto.
     
    E assim se chegará à primeira metade da época, com três jornadas consecutivas em Espanha. Tanto o Rally Rias Baixas (5/6 julho) como o Villa de Llanes (20/21 setembro), ambos em asfalto, serão duas provas inéditas no calendário da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, enquanto o Rally RACC Catalunha-Costa Dourada (19/20 outubro) voltará ao calendário, depois de ter estado ausente em 2023, ainda que desta vez em piso de terra.
     
    Em 2024, o final de festa será vivido em Portugal, com a última novidade do calendário, já que pela primeira vez se disputará o Rally de Murça (17/18 novembro). Trata-se de uma prova que conta com um interesse particular: vai ter coeficiente 1,5. O que significa que tanto os pontos atribuídos no final do rali como os creditados aos vencedores das classificativas têm um valor especial, algo que pode deixar aberta a classificação geral do troféu até aos últimos quilómetros da competição.
     
    Ao inovador calendário juntam-se prémios ainda melhores a atribuir no final da época. Nesse capítulo, a principal novidade é que o vencedor da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup terá a possibilidade de disputar um rali em 2025 aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2 com que a Toyota competirá oficialmente em 2024. Este prémio acresce aos 27.500 euros atribuídos em cada rali e aos 64.000 euros repartidos pelos três primeiros classificados da geral no final do ano. Além disso, o melhor piloto Junior (menos de 24 anos), o primeiro piloto Senior (mais de 54 anos), a melhor piloto feminina e o melhor navegador (este último prémio, outra novidade para 2024) receberão um cheque de 3.000 euros, prémio acumulável com as quantias anteriormente mencionadas.
     
    Todos os pilotos que disputem as oito provas do calendário contarão com uma ajuda de 1.500 euros. Por outro lado, os que tenham participado nas duas temporadas anteriores da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup não pagarão inscrição em 2024. Pela primeira vez, as provas em Espanha do troféu monomarca organizado pela Toyota Caetano Portugal, Toyota Espanha e MSI acompanham o Super-Campeonato de Espanha de Rallys, o que será um grande aliciante para todas as equipas participantes.