Categoria: Todo Terreno

  • Dakar: Schareina assina dobradinha, assume liderança e acentua duelo Honda–KTM

    Dakar: Schareina assina dobradinha, assume liderança e acentua duelo Honda–KTM

    A estratégia voltou a ser um fator decisivo no Dakar 2026, numa modalidade onde o receio de ficar preso a um efeito “yo-yo” — perder posições por abrir pista e voltar a ganhá-las no dia seguinte — tira o sono aos candidatos ao título. Tosha Schareina, porém, ignorou os riscos e brilhou com autoridade ao conquistar duas vitórias consecutivas, algo reservado a muito poucos pilotos capazes de vencer a partir da frente.

    O espanhol da Monster Energy Honda HRC protagonizou uma atuação de grande nível, liderando sozinho durante metade dos 417 quilómetros cronometrados da especial, rumo à sua quarta vitória em etapas neste Dakar. O triunfo valeu-lhe também a liderança da classificação geral.

    Duelo ao segundo: Schareina e Brabec empatados no tempo

    A geral está ao rubro: Ricky Brabec segue no mesmo segundo que Schareina após cinco dias de corrida. O espanhol lidera apenas por ter sido melhor na etapa de hoje, num empate técnico que sublinha o domínio da Honda neste início de rali.

    A força da marca japonesa ficou ainda mais evidente com Skyler Howes, terceiro classificado a 10 segundos, fechando um 1-2-3 da Honda. No polo oposto, Adrien Van Beveren voltou a perder tempo (mais 5 minutos) e caiu para a periferia do Top 10, agora a 27m24s de Schareina.

    Na Red Bull KTM Factory Racing, a palavra de ordem é paciência. Daniel Sanders foi quinto, a 2m37s, enquanto Edgar Canet terminou em oitavo, a 3m49s. Ambos seguem na discussão pela geral, com especial destaque para Sanders, que está a apenas 1m24s de Schareina e Brabec e beneficiará de uma posição de partida mais favorável na próxima etapa.

    Reviravolta dramática na Rally 2

    A categoria Rally 2 viveu um dia de forte reviravolta. Os dois líderes viram as suas ambições severamente comprometidas: Michael Docherty não chegou ao bivouac-refúgio devido a uma roda partida, o que lhe valerá uma penalização pesada; já Martim Ventura perdeu quase duas horas com problemas mecânicos, tornando um lugar no pódio um objetivo distante.

    A má sorte dos favoritos abriu caminho ao estreante Preston Campbell, filho do pioneiro norte-americano Johnny Campbell, que assumiu a liderança da Rally 2. Nota final para Neels Theric, que conquistou a sua primeira vitória em etapas — também a primeira da marca chinesa Kove no Dakar.

    Com diferenças mínimas na frente e favoritos ainda em jogo, o Dakar 2026 entra numa fase decisiva onde a leitura estratégica poderá pesar tanto quanto a velocidade pura.

  • Dakar: João Ferreira resiste à dureza da maratona e termina dia em 17.º

    Dakar: João Ferreira resiste à dureza da maratona e termina dia em 17.º

    A primeira metade da etapa maratona do Dakar 2026 revelou-se particularmente madrasta para uma parte significativa do pelotão, com vários pilotos a enfrentarem dificuldades sérias. Apesar de um dia condicionado pela posição de partida, João Ferreira conseguiu gerir o esforço e concluiu a jornada na 17.ª posição, tanto na etapa como na classificação geral, mantendo-se em condições favoráveis para atacar os lugares cimeiros na segunda metade da maratona.

    O piloto da Repsol Portugal viu o seu ritmo limitado desde cedo pelo tráfego em pista, num contexto que não permitia grandes riscos sem comprometer a continuidade em prova. Ainda assim, a opção por uma abordagem prudente revelou-se acertada num dia marcado por incidentes que afetaram vários nomes de referência do rali.

    “A posição de partida acabou por condicionar bastante o que era possível fazer hoje. Apanhámos tráfego desde cedo e, nestas condições, não havia grande margem para arriscar mais sem comprometer o essencial”, explicou João Ferreira no final da etapa. “A prioridade passou por evitar situações que pudessem ter consequências mais sérias, como aconteceu a pilotos de referência, incluindo o vencedor do Dakar 2025.”

    O piloto português sublinhou ainda a importância de uma visão estratégica numa prova desta dimensão: “O Dakar está longe de ser um sprint. Olhando para a classificação e para o tempo para a frente da corrida, pode parecer que estamos numa posição delicada, mas esta é uma prova que se constrói ao longo de muitos dias, com fases muito distintas. A consistência, a gestão e a capacidade de chegar ao fim continuam a ser determinantes, e só no final é que se fazem verdadeiramente as contas.”

    A quinta etapa do Dakar 2026 dá continuidade à fase de maratona sem assistência externa, ligando AlUla a Hail através de uma especial cronometrada de cerca de 372 quilómetros, integrada num total aproximado de 428 quilómetros, incluindo ligações. Tal como no dia anterior, a etapa arrancará ao amanhecer, com um desafio acrescido para os pilotos que partem na frente: a navegação sem referências de trilhos, deixadas pelas motos, poderá complicar significativamente a orientação nos setores iniciais. A gestão do ritmo, a leitura do terreno e a fiabilidade mecânica voltarão a ser fatores decisivos numa das fases mais exigentes do Dakar 2026.

  • Dakar 2026: Maria Luís Gameiro conclui Etapa 3 com gestão e solidez em AlUla

    Dakar 2026: Maria Luís Gameiro conclui Etapa 3 com gestão e solidez em AlUla

    Maria Luís Gameiro assinou mais uma etapa positiva no Dakar 2026, ao concluir a Etapa 3, disputada em AlUla, com 421 quilómetros cronometrados e 315 quilómetros de ligações. Num dia particularmente exigente em termos de navegação e condições do terreno, a piloto portuguesa, acompanhada pela navegadora espanhola Rosa Romero, privilegiou a consistência e a gestão do risco, alcançando o 50.º lugar da etapa.

    Sem conseguir repetir o ritmo mais forte evidenciado na jornada anterior, a dupla optou por uma abordagem prudente, sobretudo face às muitas armadilhas do traçado, que custaram tempo significativo a vários candidatos aos lugares cimeiros. As zonas pedregosas e o muito pó obrigaram a cuidados redobrados, mas permitiram preservar o MINI JCW T1+ da X-Raid, evitando incidentes de maior gravidade.

    A etapa ficou também marcada pelo espírito de entreajuda que caracteriza o rali-raid. Ao longo do percurso, Maria Luís Gameiro e Rosa Romero cederam uma roda aos colegas de equipa Guillaume De Mévius e Lionel Baud, gesto decisivo para que ambos pudessem chegar ao final da especial.

    Apesar destas paragens, a dupla portuguesa concluiu a etapa sem problemas mecânicos relevantes, validando mais um dia importante na construção de um Dakar sólido e estratégico, especialmente tendo em conta a proximidade da etapa maratona.

    No final da etapa, a piloto portuguesa explicou a abordagem adotada ao longo do dia: “Foi mais um dia duro em que não nos expusemos muito ao risco. Adotámos um ritmo conservador porque, além das pedras no troço, enfrentámos muito pó, o que nos colocou em situações mais difíceis. Não conseguíamos chegar perto dos carros para darmos o Sentinel e ficámos um pouco ‘presas’. Conseguimos evitar outro acidente com um carro parado, que acabou por ser mais um grande susto. Esta etapa foi muito exigente, mas a nossa toada cautelosa permitiu-nos chegar ao fim e ainda ajudar o Guillaume De Mévius e o Lionel Baud, a quem cedemos um pneu. Se não fosse essa ajuda, não teriam chegado ao fim. O Dakar é mesmo assim, com o espírito de entreajuda sempre muito presente.”

    A piloto sublinhou ainda a importância da preparação para o desafio que se segue: “Agora é tempo de preparar tudo, pois amanhã temos a etapa maratona. Sabemos da exigência deste tipo de etapas e temos de preparar tudo ao pormenor para estarmos prontas para qualquer eventualidade.”

    Com a primeira etapa maratona prestes a arrancar, Maria Luís Gameiro e Rosa Romero entram numa das fases mais duras do Dakar 2026, onde a gestão mecânica, a fiabilidade e a tomada de decisões estratégicas serão tão importantes quanto a velocidade pura. Depois de mais um dia que voltou a pôr à prova máquinas e tripulações, o rali entra agora numa fase decisiva. É o Dakar em todo o seu esplendor.

  • Dakar: Alexandre Pinto regressa à liderança do Mundial SSV após etapa estratégica em AlUla

    Dakar: Alexandre Pinto regressa à liderança do Mundial SSV após etapa estratégica em AlUla

    Alexandre Pinto regressou esta terça-feira à liderança do World Rally-Raid Championship (W2RC) na categoria SSV, ainda que em igualdade pontual com outros dois pilotos, após uma terceira etapa cautelosa no Dakar Rally 2026. O piloto da Old Friends Rally Team somou um ponto, correspondente ao 5.º lugar entre os concorrentes do Campeonato do Mundo em prova no Dakar, primeira ronda da temporada 2026 do W2RC.

    A 3.ª etapa, com partida e chegada em AlUla, integrou um setor seletivo de 421 quilómetros cronometrados, marcado por navegação difícil e exigente. Aos comandos de um Polaris RZR Pro, Alexandre Pinto e o seu navegador Bernardo Oliveira, ambos campeões do mundo de Rally Raid SSV, optaram por uma abordagem estratégica, privilegiando a fiabilidade e a gestão mecânica numa jornada que antecede a decisiva etapa maratona.

    Apesar de um furo, que provocou alguma perda de tempo, a dupla manteve um andamento controlado, especialmente nas zonas mais empedradas, garantindo um resultado consistente e alinhado com os objetivos da equipa.

    “Hoje foi novamente uma etapa longa e difícil. Era preciso fazer uma boa gestão do carro”, explicou Alexandre Pinto no final do dia. “Furámos um pneu, o que nos atrasou um pouco. Fomos conservadores nas zonas mais empedradas e isso custou algum tempo face a quem atacou mais, mas optámos por uma toada cautelosa. Amanhã começa a etapa maratona: são dois dias sem assistência e uma noite no deserto. Estamos a preparar tudo nesse sentido. Estamos no Top 5 da geral, o que é positivo para nós.”

  • Dakar 2026: bp Ultimate Adventure Team em destaque na 3.ª etapa em AlUla

    Dakar 2026: bp Ultimate Adventure Team em destaque na 3.ª etapa em AlUla

    Gonçalo Guerreiro e Martim Ventura, os jovens pilotos do bp Ultimate Adventure Team voltaram a estar em grande evidência no Dakar Rally 2026, ao concluírem a terceira etapa com resultados de alto nível naquela que é considerada a mais dura prova de todo-o-terreno do mundo.

    A etapa, com partida e chegada em AlUla, incluiu um setor seletivo de 422 quilómetros, disputado maioritariamente em trilhos arenosos. A navegação revelou-se particularmente exigente, testando ao limite a concentração e a capacidade de leitura do terreno por parte dos pilotos.

    Gonçalo Guerreiro volta ao pódio nos SSV

    Gonçalo Guerreiro, piloto oficial da Polaris, voltou a subir ao pódio ao conquistar o 2.º lugar na categoria SSV. Este resultado permite-lhe aproximar-se de forma significativa da liderança da prova, estando agora a apenas 43 segundos do primeiro classificado.

    A consistência demonstrada pelo jovem piloto mantém bem viva a ambição de lutar pela vitória no Dakar 2026, numa categoria altamente competitiva.

    Martim Ventura confirma estatuto de melhor rookie

    Também Martim Ventura voltou a estar em plano de destaque. O piloto português continua a afirmar-se como o melhor rookie da competição, tendo terminado a etapa na 2.ª posição da categoria Rally 2.

    Além disso, Martim Ventura alcançou o 11.º lugar da classificação geral da etapa, posição que ocupa igualmente na classificação geral absoluta, confirmando a sua capacidade para discutir resultados de relevo mesmo entre a elite mundial do todo-o-terreno.

    Etapa 4 inaugura a Maratona do Dakar 2026

    O quarto dia do Dakar Rally 2026 marca o início da primeira etapa Maratona desta edição, uma das fases mais exigentes da prova. A jornada contará com 451 quilómetros cronometrados e obrigará pilotos e navegadores a uma abordagem estratégica diferente.

    À chegada ao acampamento de maratona, não haverá assistência técnica das equipas, cabendo aos próprios concorrentes realizar a revisão e manutenção dos veículos. Apenas a ajuda mútua entre participantes será permitida, sem limite de tempo.

    O percurso desenvolver-se-á maioritariamente em espaços abertos, com constantes ziguezagues entre colinas, impondo frequentes mudanças de ritmo e uma gestão rigorosa do esforço físico e mecânico — fatores decisivos para o desfecho das próximas etapas do Dakar 2026.

  • Dakar: Bruno Santos a 2 segundos do Top 10 da Rally 2 após grande etapa em AlUla

    Dakar: Bruno Santos a 2 segundos do Top 10 da Rally 2 após grande etapa em AlUla

    Bruno Santos esteve em plano de destaque na terceira etapa do Dakar 2026, ao alcançar o 9.º lugar da categoria Rally 2, num resultado que lhe permitiu subir posições em ambas as classificações gerais e ficar a apenas dois segundos do Top 10 da sua categoria.

    Numa etapa dura e exigente, com partida e chegada em AlUla e um setor seletivo de 421 quilómetros cronometrados, o piloto de Torres Vedras, inscrito pelas Frutas Patrícia Pilar, demonstrou um ritmo sólido e consistente. Este desempenho valeu-lhe a subida de duas posições na classificação geral da Rally 2, além de uma progressão significativa na classificação geral absoluta, onde ganhou três lugares, ficando agora a pouco mais de um minuto do Top 20 — um registo claramente superior ao alcançado nas suas duas anteriores participações na mítica prova africana.

    “O dia de hoje foi bastante longo. Fizemos quase um total de 700 quilómetros”, explicou Bruno Santos no final da etapa.
    “A especial alternou entre pistas arenosas e empedradas, mas consegui andar bem. No reabastecimento, pouco depois do quilómetro 200, já tinha passado vários pilotos, com a vantagem de que alguns se perderam e não foi necessário gerir o pó nessas situações. Consegui manter um bom ritmo até ao final.”

    O piloto português destacou ainda um gesto de fair-play que marcou a sua jornada. “Parei para auxiliar um piloto que, após uma queda forte, teve de aguardar pelo helicóptero. Depois pude continuar e fazer o meu trabalho até ao fim. Estou muito contente com a minha prestação. Foi um dia muito bom.”

  • Dakar 2026: Hélder Rodrigues no Top 10 SSV da 3.ª etapa após recuperação impressionante

    Dakar 2026: Hélder Rodrigues no Top 10 SSV da 3.ª etapa após recuperação impressionante

    Depois de dois dias marcados por dificuldades e contratempos, Hélder Rodrigues protagonizou uma forte recuperação na terceira etapa do Rali Dakar 2026, concluindo a jornada no Top 10 da categoria SSV. O piloto português, inscrito pela Santag, recuperou 67 posições numa etapa particularmente exigente, disputada com partida e chegada em AlUla.

    A especial contou com 422 quilómetros cronometrados, maioritariamente em trilhos arenosos, num dia em que a navegação voltou a assumir um papel decisivo. A complexidade da leitura do terreno e a multiplicação de pistas tornaram a progressão difícil, exigindo máxima concentração por parte dos concorrentes.

    Hélder Rodrigues partiu para a etapa como o 134.º classificado da geral, mas foi conseguindo uma progressão consistente ao longo do dia, ultrapassando inúmeros carros e camiões. No final, terminou a especial na 67.ª posição absoluta (todas as categorias), resultado que lhe garante agora uma posição privilegiada à partida para a etapa de maratona, já integrado no grupo dos dez primeiros da categoria SSV.

    “Finalmente conseguimos fazer uma etapa limpa. Partimos em 134.º da geral, passámos muitos camiões e carros, mas terminámos a especial bem e amanhã já estamos no grupo da frente”, afirmou Hélder Rodrigues à chegada a AlUla.

    O quarto dia do Dakar 2026 assinala o arranque da primeira etapa Maratona desta edição, uma das mais exigentes do rali. A jornada contará com 451 quilómetros cronometrados e, no final da especial, os pilotos não poderão contar com assistência técnica das equipas.

    No bivouac de maratona, caberá aos próprios concorrentes realizar a manutenção e revisão dos veículos, sendo apenas permitida a ajuda mútua entre participantes, sem limite de tempo. O percurso desenvolver-se-á maioritariamente em espaços abertos, com constantes ziguezagues entre colinas, impondo frequentes mudanças de ritmo e uma gestão rigorosa do esforço físico e mecânico.

  • Dakar: Mitch Guthrie Jr. vence em AlUla e assume liderança da geral

    Dakar: Mitch Guthrie Jr. vence em AlUla e assume liderança da geral

    Depois do triunfo de Seth Quintero na segunda etapa do Dakar, foi a vez de outro piloto norte-americano brilhar. Mitch Guthrie Jr. conquistou a vitória na especial de 421 quilómetros, concluída em AlUla, alcançando o seu primeiro triunfo em etapas na categoria Ultimate e assumindo, simultaneamente, a liderança da classificação geral.

    Filho de uma lenda do desporto motorizado norte-americano, Guthrie Jr. já havia deixado marca no Dakar ao vencer 10 etapas na categoria Challenger nas suas primeiras quatro participações. A subida à classe rainha revelou-se acertada em 2025, com um 5.º lugar final, mas a prestação desta etapa confirma que o piloto atingiu agora um novo patamar competitivo. Num dia marcado por muitos furos entre os principais favoritos, o norte-americano soube gerir ritmo e mecânica para sair reforçado da luta pela geral.

    Top 5 da etapa e domínio absoluto da Ford

    O Top 5 da etapa ficou completo com Martin Prokop no segundo lugar, alcançando o melhor resultado da sua carreira na 11.ª participação no Dakar, seguido de Guy Botterill em terceiro, Lucas Moraes em quarto e Cristina Gutiérrez em quinto, a 5m57s do vencedor.

    Na classificação geral, o destaque vai para o domínio absoluto da Ford, que ocupa os cinco primeiros lugares com os seus Raptor. Mitch Guthrie Jr. lidera, seguido de Martin Prokop a 26 segundos, Mattias Ekström a 1m08s, Carlos Sainz a 3m34s e Nani Roma a 4m02s.

    Apesar de ter perdido a liderança, Nasser Al-Attiyah mantém-se plenamente na discussão, ocupando o 6.º lugar da geral, a 11m39s do topo. Logo atrás surge o seu companheiro de equipa, Sébastien Loeb, que é agora 8.º classificado, a 16m50s do líder.

    Com diferenças ainda relativamente curtas e uma etapa de maratona no horizonte, o Dakar 2026 entra numa fase decisiva, onde a fiabilidade mecânica e a gestão estratégica poderão ser tão determinantes quanto a velocidade pura.

  • Dakar: Schareina dá primeira vitória à Honda e relança luta pela geral

    Dakar: Schareina dá primeira vitória à Honda e relança luta pela geral

    Depois de um início dominado pelo “clã laranja”, com Edgar Canet e Daniel Sanders a repartirem entre si as vitórias nas três primeiras especiais, o Dakar 2026 conheceu uma mudança de cenário. A Monster Energy Honda HRC conquistou a sua primeira vitória em etapas, graças a Tosha Schareina, vencedor da etapa disputada em AlUla.

    Curiosamente, foi também em AlUla que Schareina tinha alcançado a sua primeira vitória em etapas no Dakar, em 2024. O piloto espanhol, vice-campeão do Dakar no ano passado atrás de Sanders e igualmente segundo classificado no W2RC, posiciona-se agora de forma estratégica para a etapa de maratona que espera os favoritos. Schareina ocupa o 3.º lugar provisório da geral, a 1m13s do líder e seu principal rival, Daniel Sanders.

    Sanders resiste, Brabec sobe a segundo

    Daniel Sanders foi obrigado a abrir a pista durante grande parte dos 421 quilómetros cronometrados da etapa, uma tarefa penalizadora em termos de tempo. O australiano teve praticamente apenas a companhia de Ricky Brabec nas pistas, com o norte-americano a confirmar o excelente início de Dakar.

    Brabec terminou o dia num registo muito competitivo e subiu ao 2.º lugar da classificação geral, ficando agora a 1m07s de Sanders, um resultado que reforça o bom momento coletivo da equipa Honda. Já no seio da KTM, Edgar Canet sentiu maiores dificuldades face aos dias anteriores, perdeu algum ritmo e desceu para o 4.º lugar da geral, encontrando-se agora a 8m46s da liderança.

    Reviravolta na Rally 2 condiciona luta pelo título

    A categoria Rally 2 tem vivido um Dakar particularmente atribulado desde a partida em Yanbu. Depois dos problemas elétricos de Neels Theric, que o fizeram perder 2h50 no prólogo, e da queda de Harith Noah, surgiu agora mais um duro golpe para a luta pelo título.

    Tobias Ebster, um dos grandes favoritos à vitória na categoria — depois de ter sido 9.º da geral e 2.º da Rally 2 em 2025 — sofreu uma queda que resultou numa lesão numa das mãos. Apesar de os regulamentos lhe permitirem continuar em prova, o piloto austríaco deverá abandonar, ficando fora da discussão pelo triunfo.

    Desta forma, a luta pela vitória na Rally 2 fica praticamente reduzida a dois nomes: Mike Docherty, vencedor da etapa, e o português Martim Ventura, que segue a 3m32s do sul-africano, mantendo-se plenamente na corrida pelo triunfo numa das categorias mais competitivas do Dakar 2026.

  • Dakar: João Ferreira termina Etapa 3 em dia exigente e é 15.º da geral

    Dakar: João Ferreira termina Etapa 3 em dia exigente e é 15.º da geral

    O Dakar 2026 voltou a testar os limites de pilotos e máquinas na terceira etapa, que se revelou particularmente exigente para João Ferreira. O piloto da Repsol Portugal enfrentou dificuldades acrescidas ao longo da jornada, nomeadamente furos, que condicionaram o ritmo e resultaram numa descida para a 15.ª posição da classificação geral.

    Num dia em que a navegação e a leitura do terreno voltaram a ter um papel determinante, João Ferreira não conseguiu encontrar a cadência ideal para discutir os lugares cimeiros, optando por uma gestão prudente que permitisse levar o carro até ao final sem problemas maiores.

    “Foi um dia menos conseguido, em que nunca conseguimos encontrar o ritmo certo”, explicou o piloto no final da etapa. “Perdemos algum tempo devido aos furos e à gestão de pneus feita até final e, num Dakar tão competitivo, isso reflete-se imediatamente na classificação. Ainda assim, conseguimos evitar problemas maiores e levar o carro até ao final, o que também faz parte da gestão da prova.”

    Apesar do resultado, João Ferreira sublinhou a importância de manter o foco numa prova longa e exigente. “O Dakar constrói-se dia após dia. O importante agora é manter a concentração, analisar o que aconteceu e voltar a um registo mais sólido já na próxima etapa.”

    A quarta etapa do Dakar 2026 marca a primeira jornada de maratona da prova e representa uma mudança significativa na abordagem estratégica das equipas. Com partida e chegada em AlUla, a etapa contará com uma especial cronometrada de cerca de 451 quilómetros, disputada em vastas áreas abertas, mas com constantes variações de ritmo provocadas pelos zig-zags entre colinas e diferentes relevos.

    Como é característico das etapas de maratona, os pilotos e navegadores não terão assistência técnica no bivouac de chegada, dispondo apenas do essencial — tendas, refeições e apoio básico. A ajuda entre concorrentes será permitida sem limite de tempo, reforçando o espírito de entreajuda do Dakar. Esta jornada exigirá uma atenção redobrada à gestão mecânica e estratégica, obrigando os concorrentes a encontrar o equilíbrio entre velocidade e preservação dos meios técnicos, num momento decisivo para a evolução da prova.