Categoria: Todo Terreno

  • Alexandre Pinto vence Etapa 1 do Dakar 2026 e lidera o Mundial SSV

    Alexandre Pinto vence Etapa 1 do Dakar 2026 e lidera o Mundial SSV

    O Campeão do Mundo de Rally Raid SSV, Alexandre Pinto, começou o Dakar Rally da melhor forma possível ao conquistar a vitória na 1.ª etapa entre os SSV pontuáveis para o World Rally-Raid Championship.

    Navegado pelo também Campeão do Mundo Bernardo Oliveira, o piloto português, aos comandos do Polaris RZR nº 400, foi o 2.º classificado absoluto entre os SSV na especial cronometrada de 305 quilómetros, com partida e chegada a Yanbu. Este resultado permitiu à dupla do Old Friends Rally Team assumir desde já a liderança do Campeonato do Mundo SSV, recebendo as medalhas correspondentes à vitória nesta etapa inaugural.

    No final do setor seletivo, Alexandre Pinto sublinhou a abordagem prudente adotada neste início de prova:

    “Foi uma etapa limpinha para nós e sem problemas. Era uma especial muito traiçoeira, com muita pedra, onde era fácil danificar o carro. Houve zonas engraçadas de conduzir, mas outras bastante duras precisamente por causa do piso. Optámos por um ritmo conservador, que é o que se exige no início de um Dakar. Terminámos bem esta primeira etapa, mas isto é apenas o começo.”

    A segunda etapa, que liga Yanbu a AlUla, promete elevar o grau de exigência. O setor seletivo terá cerca de 400 quilómetros, com os primeiros 200 km marcados por constantes mudanças de ritmo, alternando entre troços muito rápidos e zonas técnicas, com curvas e setores rochosos que dificultam a manutenção de uma velocidade constante. Após sair da área montanhosa, o percurso torna-se mais fluido, permitindo um aumento significativo da velocidade média até à meta.

    Com este arranque sólido, Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira assumem-se desde já como uma das principais referências da categoria SSV no Dakar 2026 e no W2RC.

  • Dakar: De Mévius e Baumel, a dupla do ano brilha em Yanbu e vence Etapa 1

    Dakar: De Mévius e Baumel, a dupla do ano brilha em Yanbu e vence Etapa 1

    A Etapa 1 do Dakar Rally, disputada em Yanbu, ficou marcada por uma vitória carregada de simbolismo e emoção. Guillaume de Mévius e Mathieu Baumel assinaram um triunfo memorável aos comandos do MINI, numa jornada em que o espírito de equipa ganhou um significado ainda mais profundo.

    A dupla já havia vencido uma etapa em conjunto em 2024, caminho que culminou no segundo lugar da geral. No entanto, esta vitória em Yanbu tem um sabor especial: após o grave acidente que levou à amputação da perna direita de Baumel, não havia qualquer garantia de que os dois voltassem a competir juntos. O sucesso desta primeira grande etapa de 2026 confirma não só a competitividade do conjunto, mas também uma notável história de superação.

    Durante grande parte dos 305 km cronometrados, Mattias Ekström parecia ter a etapa controlada. O vencedor do prólogo manteve o Ford Raptor na frente durante largos quilómetros, mas acabaria por cair para o 4.º lugar, a 1m38s do MINI vencedor.

    Logo atrás de De Mévius terminou Nasser Al Attiyah, a apenas 40 segundos, confirmando um arranque sólido do qatari na luta pelos lugares cimeiros. O pódio ficou completo com o checo Martin Prokop, agora aos comandos de um Ford Raptor preparado pela sua própria estrutura privada, naquela que é já a sua 11.ª participação no Dakar. Antigo piloto do WRC e 5.º classificado em 2024, Prokop demonstra estar num patamar ainda mais elevado nesta edição.

    Já Sébastien Loeb optou por uma abordagem mais cautelosa depois de sofrer dois furos no início da etapa. O contratempo custou-lhe cerca de três minutos, mas o francês terminou em 10.º, posição que lhe permite atacar com ambição na ligação a AlUla na jornada seguinte.

    Menos feliz foi o dia para o campeão em título Yazeed Al Rajhi. O piloto saudita terminou a especial com quase 29 minutos de atraso para De Mévius, penalizado por 16 minutos (um por falhar um waypoint e outro por excesso de velocidade), ficando já sob pressão logo no arranque do Dakar 2026.

    Com uma primeira etapa intensa e cheia de histórias fortes, o Dakar 2026 confirma desde cedo que a luta pela vitória será feroz — e que, mais do que nunca, a resiliência e o trabalho de equipa podem fazer toda a diferença.

  • Alexandre Pinto arranca o Dakar 2026 com Top 10 no prólogo SSV

    Alexandre Pinto arranca o Dakar 2026 com Top 10 no prólogo SSV

    O Alexandre Pinto, Campeão do Mundo de Rally Raid SSV, iniciou hoje a sua participação no Dakar Rally, prova que marca igualmente a etapa inaugural do W2RC 2026 e que se disputa na Arábia Saudita até ao próximo dia 17 de janeiro.

    Navegado pelo também Campeão do Mundo Bernardo Oliveira, o piloto inscrito pelo Old Friends Rally Team completou o prólogo de 23 quilómetros, disputado em Yanbu, aos comandos do Polaris RZR com o número 400. Alexandre Pinto assinou o 9.º melhor tempo entre os SSV, numa lista de inscritos particularmente competitiva que reúne alguns dos melhores pilotos mundiais da categoria.

    “Foi um prólogo muito rápido, onde talvez tenhamos sido conservadores em excesso nas zonas mais pedregosas. O prólogo é apenas o início e o mais importante, como sempre, é trazer o carro direito até ao fim. Ainda assim, esta acaba por ser uma boa posição para partir para a primeira etapa”, referiu Alexandre Pinto no final do prólogo, que antecedeu a cerimónia oficial de partida do Dakar 2026.

    A primeira etapa do Dakar Rally 2026 mantém o bivouac em Yanbu e contará com uma especial cronometrada de 305 quilómetros. O início da jornada será marcado por terreno rochoso e técnico, com passagens estreitas e piso irregular que colocam à prova a resistência mecânica e a precisão da condução. Após um ponto de paragem intermédio, a especial evolui para troços arenosos muito rápidos, pontuados por pequenas dunas, onde a gestão do ritmo, a navegação e a fiabilidade serão determinantes.

  • Bruno Santos arranca o Dakar 2026 com prólogo sólido em Yanbu

    Bruno Santos arranca o Dakar 2026 com prólogo sólido em Yanbu

    Bruno Santos iniciou esta manhã a sua participação no Dakar Rally, naquela que é considerada a maior prova de todo-o-terreno do mundo. A edição de 2026, disputada mais uma vez na Arábia Saudita, arrancou com um prólogo de 23 quilómetros, com partida e chegada em Yanbu, que definiu a ordem de partida para a primeira etapa.

    O piloto português, que pelo segundo ano consecutivo representa as cores das Frutas Patrícia Pilar, assinou uma prestação muito positiva, terminando o prólogo na 11.ª posição da categoria Rally 2, a apenas dois segundos do Top 10. Um resultado que lhe garante uma posição favorável para a primeira etapa completa da prova.

    “Começámos o dia bastante cedo com um prólogo de 23 quilómetros muito rápido, onde já deu para andar bastante tempo com o punho a fundo. Foi um percurso que alternou zonas empedradas com curvas fechadas em piso de pedra. Um prólogo muito positivo, que nos permitiu garantir uma boa posição para a partida da primeira grande etapa, que terá lugar amanhã”, explicou o piloto de Torres Vedras.

    Apoiado pela Momento TT, Bruno Santos compete aos comandos de uma Husqvarna 450 Rally, moto com a qual ostenta o dorsal 35 nesta edição do Dakar.

    A primeira etapa do Dakar 2026 mantém o bivouac em Yanbu e contará com uma especial cronometrada de 305 quilómetros. O início será marcado por terreno rochoso e técnico, com passagens estreitas e piso irregular que exigem precisão e resistência física. Após o ponto de paragem intermédio, a especial evolui para troços arenosos muito rápidos, pontuados por pequenas dunas, onde a navegação e a gestão do ritmo serão decisivas.

  • Hélder Rodrigues regressa ao Dakar em SSV com arranque sólido em Yanbu

    Hélder Rodrigues regressa ao Dakar em SSV com arranque sólido em Yanbu

    O experiente Hélder Rodrigues iniciou esta manhã a sua participação no Dakar Rally, voltando à maior prova de todo-o-terreno do mundo agora na categoria SSV. Campeão do Mundo de Todo-o-Terreno em Moto em 2011 e primeiro português a subir ao pódio final do Dakar, Hélder Rodrigues é uma das figuras históricas da modalidade, com um percurso notável na prova rainha.

    Ao longo de 11 participações no Dakar em moto, Hélder Rodrigues terminou todas as edições que disputou, alcançando dez classificações no Top 10, dois pódios finais e oito vitórias em etapas, números que o colocam entre os pilotos portugueses mais bem-sucedidos de sempre na competição.

    Depois da estreia em SSV em 2023, Hélder Rodrigues regressa agora a esta disciplina, sendo navegado pelo seu amigo Gonçalo Reis, também ele um piloto com créditos firmados nas duas rodas. A dupla integra o Santag Racing Team e compete aos comandos de um Polaris, com o número 417.

    O Dakar 2026, novamente disputado na Arábia Saudita, arrancou com um prólogo de 23 km, com partida e chegada em Yanbu, que definiu a ordem de partida para a primeira etapa. Hélder Rodrigues assinou o 14.º tempo nesta especial inaugural.

    “No prólogo o ritmo foi muito, muito rápido. Fizemos um bom arranque, mas apanhámos um concorrente que partiu à nossa frente e tivemos de lidar com algum pó. Este é apenas o primeiro dia e o mais importante é terminar sem problemas e fazer a nossa corrida passo a passo. Estamos contentes”, explicou o piloto português no final da especial.

    A primeira etapa completa do Dakar 2026 mantém o bivouac em Yanbu e contará com uma especial cronometrada de 305 quilómetros. O início faz-se em terreno rochoso e técnico, com passagens estreitas e piso irregular que exigem precisão e resistência. Após o ponto de paragem intermédio, a especial evolui para troços arenosos muito rápidos, pontuados por pequenas dunas, onde a navegação e a gestão do ritmo serão determinantes.

  • Gonçalo Guerreiro e Martim Ventura em destaque no arranque do Dakar Rally 2026

    Gonçalo Guerreiro e Martim Ventura em destaque no arranque do Dakar Rally 2026

    Depois de uma temporada de referência em 2025, o bp Ultimate Adventure Team inicia 2026 com dois dos seus jovens talentos a brilharem no maior palco do todo-o-terreno mundial. Gonçalo Guerreiro e Martim Ventura arrancaram o Dakar Rally integrados em estruturas oficiais e com ambições desportivas bem definidas.

    A 48.ª edição do Dakar, novamente disputada na Arábia Saudita, teve início com um prólogo de 23 km, com partida e chegada em Yanbu, que serviu para estabelecer a ordem de partida para a primeira etapa.

    Em plano de grande destaque esteve Gonçalo Guerreiro, que compete em SSV como piloto oficial da Polaris. O jovem português assinou o segundo melhor tempo do prólogo na categoria SSV, confirmando, logo ao primeiro dia, o seu estatuto de candidato a discutir os lugares cimeiros.

    Também Martim Ventura teve um arranque sólido. O piloto português, oficial da Honda Racing Corporation (HRC), concluiu o prólogo na 8.ª posição da categoria Rally 2, num resultado que reflete consistência, maturidade competitiva e uma adaptação eficaz às exigências do Dakar.

    A primeira etapa completa mantém o bivouac em Yanbu e apresenta uma especial cronometrada de 305 km. O início faz-se em terreno rochoso e técnico, com passagens estreitas e piso irregular que exigem precisão e resistência mecânica. Após o ponto de paragem, o cenário muda para troços arenosos muito rápidos, pontuados por pequenas dunas, onde a velocidade, a navegação e a gestão do ritmo serão decisivas.

  • João Ferreira começa Dakar 2026 no ritmo certo com 12.º lugar no prólogo

    João Ferreira começa Dakar 2026 no ritmo certo com 12.º lugar no prólogo

    O Dakar Rally já está oficialmente em andamento e João Ferreira deixou, desde o primeiro quilómetro, um sinal claro de competitividade. No prólogo de abertura da edição de 2026, disputado nos arredores de Yanbu, o piloto da Repsol Portugal terminou na 12.ª posição, a apenas 19 segundos do mais rápido, o sueco Mattias Ekström, confirmando que estará na luta pelos lugares cimeiros.

    Ao volante da Toyota Hilux IMT Evo, preparada pela Toyota Gazoo Racing South Africa, João Ferreira voltou a demonstrar consistência e maturidade competitiva numa especial curta, mas decisiva para definir a ordem de partida para a primeira etapa.

    “O prólogo trouxe exatamente aquilo que antecipava antes da prova: o nível competitivo é muito elevado. Existem vários pilotos com capacidade para liderar e não vai existir espaço para qualquer desatenção. Foi uma etapa curta e limpa, onde o carro esteve ao nível que gostaríamos e onde conseguimos seguir a linha que tínhamos traçado. Mais do que os tempos, o prólogo serve para percebermos se estamos no ritmo certo”, sublinhou João Ferreira.

    Nesta que é a sua quarta participação na mais exigente maratona do desporto motorizado mundial, o piloto de Leiria volta a contar com a experiência de Filipe Palmeiro na navegação, uma dupla que se apresenta determinada a discutir posições de topo ao longo das duas semanas de competição.

    A primeira etapa completa do Dakar 2026 disputa-se em torno de Yanbu e promete ser um verdadeiro teste à versatilidade dos concorrentes. O percurso totaliza cerca de 518 km, com 305 km ao cronómetro, e apresenta dois setores bem distintos.

    A fase inicial decorre em terreno rochoso e sinuoso, exigindo precisão, leitura de piso e resistência mecânica. Segue-se uma segunda parte mais rápida e aberta, com areia, zonas de dunas e mudanças constantes de ritmo, onde a gestão de pneus e a capacidade de adaptação serão determinantes.

    Está prevista uma paragem intermédia para assistência e troca de pneus, um momento estratégico que poderá influenciar decisivamente o desenrolar da especial. Apesar de não ser a mais longa do rali, a Etapa 1 impõe-se como um desafio completo, ideal para começar a separar os verdadeiros candidatos à vitória.

    João Ferreira parte para este primeiro grande teste com confiança reforçada e a convicção de que o trabalho realizado nos últimos meses o coloca em posição de discutir resultados de relevo desde o início do Dakar 2026.

  • Dakar: Daniel Sanders aponta à dobradinha na 48.ª edição do Dakar

    Dakar: Daniel Sanders aponta à dobradinha na 48.ª edição do Dakar

    A horas do arranque do Dakar 2026, a categoria de motos apresenta-se como uma das mais competitivas e imprevisíveis dos últimos anos. Ainda assim, há um nome que se destaca claramente entre os principais favoritos à vitória na 48.ª edição da prova-rainha do todo-o-terreno mundial: Daniel Sanders, vencedor do Dakar 2025.

    O piloto australiano da Red Bull KTM Factory Racing chega à Arábia Saudita como o grande favorito das casas de apostas, fruto de uma temporada praticamente irrepreensível. Sanders foi dominante ao longo de 2025 e tenta agora um feito que ninguém conseguiu alcançar na última década: vencer o Dakar em anos consecutivos.

    Desde a sua clara vitória no Dakar do ano passado, o piloto natural de Melbourne construiu uma sequência notável de resultados, vencendo o Abu Dhabi Desert Challenge, o South African Safari Rally e o bp Ultimate Rally-Raid Portugal, antes de assegurar o título mundial de W2RC (World Rally-Raid Championship) com um segundo lugar no Rallye du Maroc. Uma série de resultados que o colocam como líder natural da KTM e principal candidato ao triunfo em Yanbu.

    Na estrutura austríaca, Sanders conta ainda com dois companheiros capazes de lutar pelos lugares cimeiros: Luciano Benavides, antigo campeão do mundo que procura finalmente subir ao pódio do Dakar (4.º em 2025), e o jovem espanhol Edgar Canet, uma das grandes revelações da modalidade. Aos apenas 19 anos, Canet terminou o Dakar de estreia no 8.º lugar da geral e conquistou o título de Rally 2 do W2RC, demonstrando maturidade e consistência notáveis.

    No entanto, o deserto saudita promete ser tudo menos um passeio para Sanders. A Monster Energy Honda HRC apresenta uma formação de enorme profundidade e experiência, com quatro pilotos que já conhecem bem o pódio do Dakar. Ricky Brabec, vencedor em 2020 e 2024, é o único ainda em condições de alcançar um terceiro título, mas os holofotes recaem especialmente sobre Tosha Schareina. O espanhol foi segundo classificado no Dakar 2025 e no W2RC, sendo também o único piloto a derrotar Sanders este ano, graças à vitória no Rallye du Maroc.

    A Honda conta ainda com Adrien Van Beveren, terceiro classificado nas duas últimas edições do Dakar e sempre um candidato sólido aos lugares de topo, e com Skyler Howes, completando um alinhamento que promete discutir a vitória até ao fim.

    Fora do duelo direto entre KTM e Honda, os chamados “outsiders” também alimentam grandes ambições. A Hero MotoSport aposta na dupla formada por Ross Branch, antigo campeão do mundo, e Ignacio “Nacho” Cornejo, ambos determinados a contrariar os prognósticos depois de um Dakar 2025 marcado por contratempos. Já a Sherco Rally Factory apresenta um alinhamento reforçado com o sul-africano Bradley Cox e o espanhol Lorenzo Santolino, ambos com o objetivo claro de lutar por um lugar no pódio em Yanbu.

    Paralelamente, Hero e Sherco protagonizam também uma intensa batalha na categoria Rally 2, considerada a principal porta de entrada para a elite. Com a subida de Edgar Canet ao escalão principal, o título de Rally 2 promete forte disputa. A Hero conta com Tobias Ebster, vice-campeão do W2RC em 2025, enquanto a Sherco mantém a aposta em Harith Noah, vencedor da categoria em 2024.

    A luta pelo título de Rally 2 deverá ainda envolver a estrutura BAS World KTM, que alinha com o sul-africano Michael Docherty, piloto com potencial para terminar no Top 10 da geral, além de nomes como Toni Mulec (13.º em 2025) e Konrad Dabrowski (16.º em 2025).

    Os números das últimas dez edições do Dakar refletem bem a evolução da modalidade: o fim da hegemonia absoluta da KTM, a emergência de campeões oriundos de novos continentes e um leque cada vez mais alargado de candidatos ao título. Em dez anos, seis pilotos diferentes venceram o Dakar, mas nenhum conseguiu repetir o triunfo em anos consecutivos.

    Daniel Sanders surge agora como o homem melhor preparado para quebrar essa tendência. Resta saber se conseguirá manter, nas dunas sauditas, o nível excecional que apresentou ao longo de toda a temporada.

  • Dakar 2026: Categoria Ultimate reúne candidatos de peso numa das edições mais abertas de sempre

    Dakar 2026: Categoria Ultimate reúne candidatos de peso numa das edições mais abertas de sempre

    A edição de 2026 do Dakar Rally promete uma das lutas mais intensas e equilibradas de sempre na categoria Ultimate (T1+), com candidatos ao triunfo distribuídos por várias marcas, equipas e gerações de pilotos. A prova, que marca também a ronda inaugural do Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC), arranca em Yanbu, na Arábia Saudita, com um pelotão de luxo preparado para discutir a vitória absoluta.

    A Toyota Hilux surge novamente como uma das grandes referências da categoria, depois de ter conquistado três vitórias nas últimas quatro edições do Dakar, incluindo a de 2025, alcançada em solo saudita por Yazeed Al Rajhi. O modelo desenvolvido pela Overdrive Racing voltou a provar a sua robustez, fiabilidade e competitividade, estando agora distribuído por várias estruturas independentes e oficiais.

    Entre os principais candidatos ao topo encontram-se representantes da nova geração do todo-o-terreno mundial, como os sul-africanos Henk Lategan (segundo classificado no Dakar 2025) e Saood Variawa, o norte-americano Seth Quintero, o australiano Toby Price, o polaco Eryk Goczal e o português João Ferreira, que aposta na Toyota Hilux para melhorar o oitavo lugar alcançado na edição anterior.

    Paralelamente, os grandes campeões do Dakar concentram-se agora em novos projetos oficiais. A Dacia Sandriders apresenta uma verdadeira “dream team”, com Nasser Al Attiyah e Sébastien Loeb como figuras de proa. O piloto do Qatar, cinco vezes vencedor do Dakar, terminou 2025 muito próximo do título mundial W2RC, enquanto Loeb chega à sua décima participação numa forma particularmente forte, depois de uma segunda metade de época marcada por pódios e pela vitória no Rallye du Maroc. A estrutura é ainda reforçada pelo campeão do mundo Lucas Moraes e por Cristina Gutiérrez.

    A Ford mantém igualmente ambições elevadas depois de uma estreia sólida como construtor oficial. Apesar do abandono precoce de Carlos Sainz na edição anterior, a marca norte-americana demonstrou competitividade com Nani Roma, vencedor de etapas, e com o sueco Mattias Ekström, que terminou o Dakar no pódio absoluto. Mitch Guthrie Jr., quinto classificado em 2025, surge também como candidato a discutir os lugares cimeiros.

    A MINI, através da experiente estrutura X-raid, continua a ser uma força a ter em conta, com destaque para Guillaume de Mévius, vice-campeão do Dakar 2024, agora novamente acompanhado por Mathieu Baumel, que regressa à competição após um grave acidente. Mathieu Serradori, com o CR7, procura igualmente afirmar-se depois do sexto lugar conquistado em 2025 na sua primeira época completa na categoria T1+.

    Categoria Stock promete renascimento em 2026

    Para além da categoria Ultimate, a classe Stock (antiga Production) prepara-se para viver uma nova era em 2026. Reservada a veículos muito próximos dos modelos de série, a categoria contará com sete equipas, cinco das quais oficiais, repartidas entre Toyota e Defender.

    A Toyota Land Cruiser Auto Body, presente no Dakar desde 1995, procura alcançar o 13.º título da sua história, com Akira Miura, cinco vezes vencedor da categoria e campeão em título, como principal referência, agora ao volante do novo Land Cruiser GR 300.

    Do outro lado surge a estreia histórica da Defender como construtor oficial, com três unidades do Defender Dakar D7X-R. O projeto é liderado por Stéphane Peterhansel, recordista absoluto de vitórias no Dakar, acompanhado por Rokas Baciuška, tricampeão mundial W2RC, e por Sara Price, uma das figuras mais mediáticas do todo-o-terreno norte-americano.

    Com um leque tão vasto de talentos, marcas e abordagens técnicas, o Dakar 2026 apresenta-se como uma das edições mais abertas e competitivas da história recente, tanto na categoria Ultimate como na renovada classe Stock, reforçando o estatuto da prova como o maior desafio do desporto motorizado mundial.

  • João Ferreira entra no Dakar 2026 com ambição reforçada

    João Ferreira entra no Dakar 2026 com ambição reforçada

    A poucas horas do arranque oficial do Dakar Rally 2026, João Ferreira prepara-se para enfrentar o deserto saudita com ambição elevada e plena confiança no trabalho desenvolvido. O piloto de Leiria entra naquela que é a mais exigente prova de todo-o-terreno do mundo determinado a discutir os lugares cimeiros desde as primeiras etapas.

    “Chegámos a este momento bem preparados”, começou por sublinhar o piloto apoiado pela Repsol Portugal. “Realizámos hoje o shakedown, que decorreu de forma muito positiva. Serviu para afinar a Toyota Hilux IMT Evo e confirmar que tudo está a funcionar como planeado. O carro esteve irrepreensível e isso dá-nos a confiança necessária para o arranque do Dakar.”

    Consciente das particularidades da prova, João Ferreira não esconde, ainda assim, a ambição: “Sabemos que o Dakar nunca é fácil e que tudo pode mudar de um dia para o outro, mas o objetivo é claro. Queremos ser competitivos, consistentes e lutar por um resultado de topo.”

    João Ferreira compete na exigente categoria Ultimate (T1+), aos comandos da Toyota Hilux IMT Evo, integrada num projeto com forte apoio técnico da Toyota Gazoo Racing South Africa. Ao seu lado estará novamente Filipe Palmeiro, navegador experiente e peça-chave na gestão estratégica e na navegação ao longo das duríssimas etapas do rali, naquela que será a quarta participação da dupla no Dakar.

    O Dakar 2026 arranca este sábado com um prólogo de 23 quilómetros cronometrados, disputado entre pequenas colinas e percursos de gravilha. Apesar de não apresentar dificuldades técnicas extremas, esta primeira especial exige uma condução precisa, já que diferenças mínimas podem revelar-se determinantes para definir a ordem de partida para a etapa seguinte. A prova tem início em Yanbu, cidade costeira no Mar Vermelho, local onde também terminará no dia 17 de janeiro, após um percurso total de 7.994 quilómetros, dos quais 4.880 km disputados ao cronómetro.