Categoria: Todo Terreno

  • Dakar: Bruno Santos mantém consistência e segue em 13.º na Rally 2

    Dakar: Bruno Santos mantém consistência e segue em 13.º na Rally 2

    Bruno Santos cumpriu esta terça-feira a segunda etapa do Dakar Rally 2026, numa jornada particularmente exigente, composta por 504 quilómetros, dos quais 400 foram cronometrados, disputados maioritariamente em piso rochoso. Apesar da dureza do percurso, o piloto português conseguiu impor um ritmo forte e consistente, mantendo-se na 13.ª posição da classificação da categoria Rally 2.

    A especial desenrolou-se inicialmente em zona montanhosa, com pistas muito empedradas, atravessando montanhas, rios e vales, num cenário de elevada exigência técnica. Já fora dessa área, surgiram pistas de terra, ainda assim constantemente intercaladas com sectores de muita pedra, o que manteve o nível de dificuldade elevado até à meta.

    Apoiado pelas Frutas Patrícia Pilar e pela Momento TT, Bruno Santos conseguiu tirar partido de um tipo de piso que permitia manter uma boa velocidade média, mesmo nas zonas mais duras.

    “Foi uma etapa bastante exigente. Arrancámos para o setor seletivo numa zona montanhosa, e por pistas muito empedradas. Percorremos montanha, rios e vales sempre com muita pedra”, explicou o piloto no final da jornada.

    “Depois de sair dessa zona apanhámos pistas de terra, mas sempre a alternar com muita pedra. A etapa acabou por ter uma média de velocidade boa, porque mesmo nas zonas empedradas conseguimos um ritmo elevado. Era um tipo de pedra que nos permitia andar depressa.”

    Bruno Santos destacou ainda um pequeno contratempo na navegação, rapidamente resolvido, sublinhando a importância da consistência. “Tive apenas um ligeiro erro de navegação, mas consegui resolver rapidamente. Andei muitos quilómetros a navegar sozinho. Estou satisfeito por ter mantido um andamento sólido, sem erros significativos, e por conservar uma posição interessante que me permite tentar progredir na classificação.”

  • Dakar: Alexandre Pinto termina segunda etapa no pódio W2RC apesar de dia difícil

    Dakar: Alexandre Pinto termina segunda etapa no pódio W2RC apesar de dia difícil

    Depois da excelente vitória alcançada na primeira etapa, que valeu as primeiras medalhas do Dakar 2026 a Alexandre Pinto e ao seu navegador Bernardo Oliveira, o Campeão do Mundo de Rally Raid SSV teve esta terça-feira uma jornada mais atribulada, ainda assim coroada com o 3.º lugar entre os pilotos SSV inscritos no W2RC (World Rally-Raid Championship).

    A segunda etapa, com cerca de 400 quilómetros cronometrados, ligou Yanbu a AlUla e revelou-se particularmente exigente, marcada por extensos setores pedregosos. Aos comandos de um Polaris RZR, a dupla inscrita pelo Old Friends Rally Team enfrentou vários contratempos, nomeadamente três furos, que condicionaram de forma significativa o resultado final.

    “Foi uma etapa muito dura, com muita pedra. Foi difícil acabar. Posso dizer que foi uma etapa de sobrevivência, onde era fácil danificar o carro e furar”, explicou Alexandre Pinto à chegada ao bivouac: “Hoje não tivemos tanta sorte como ontem. Tivemos três pneus furados, foi preciso mudar os três, o que nos fez perder algum tempo e entrar num grupo de pilotos mais lentos. Fizemos cerca de metade da etapa no pó. Foi um dia duro de gerir, precisamente pelas circunstâncias do pó, mas continuamos focados. O Dakar ainda agora começou e as corridas são mesmo assim. Vamos continuar a dar o nosso melhor, como sempre.”

    Apesar das dificuldades, o terceiro lugar na etapa entre os pilotos que pontuam para o W2RC permite à equipa portuguesa manter-se competitiva num Dakar que ainda vai numa fase muito inicial.

  • Dakar: bp Ultimate Adventure Team em evidência com vitórias de Martim Ventura e Gonçalo Guerreiro

    Dakar: bp Ultimate Adventure Team em evidência com vitórias de Martim Ventura e Gonçalo Guerreiro

    Os jovens pilotos do bp Ultimate Adventure Team continuam a ser protagonistas no Rali Dakar 2026, que esta segunda-feira cumpriu a sua segunda etapa, entre Yanbu e AlUla, com um setor seletivo de cerca de 400 quilómetros particularmente exigente. A jornada ficou marcada por duas vitórias portuguesas, com Martim Ventura a triunfar na categoria Rally 2, aos comandos de uma Honda da Honda Racing Corporation, e Gonçalo Guerreiro a vencer entre os SSV, como piloto oficial da Polaris.

    A etapa apresentou um traçado muito variado, com alternância constante entre troços rápidos e zonas mais técnicas, marcadas por curvas apertadas e setores rochosos. Após a saída da área montanhosa, o percurso tornou-se mais rápido até à linha de meta.

    Martim Ventura, que se mantém como melhor rookie do Dakar 2026, liderou praticamente toda a etapa na categoria Rally 2, aumentando progressivamente a vantagem sobre o adversário mais direto, que no final se fixou em 1m55s. Este resultado deixa o jovem piloto a apenas 19 segundos da liderança da geral da categoria.

    A prestação do estreante foi ainda mais impressionante no plano absoluto: ao longo da especial, Martim Ventura rodou de forma consistente entre os melhores do mundo, chegando a ocupar o 3.º lugar absoluto ao km 284, antes de perder algum tempo na fase final e concluir a etapa no 6.º lugar da classificação geral, numa jornada ganha pelo campeão do mundo Daniel Sanders.

    “Estou a tentar fazer uma corrida segura e melhorar a minha posição. Hoje puxei um pouco mais, mas senti-me bem. Foi uma etapa longa, com 400 quilómetros, e nunca tinha feito nada assim, por isso foi duro”, explicou Martim Ventura no final.
    “No início senti-me em casa, porque o percurso era um pouco ao estilo das bajas portuguesas, e foi muito divertido. Sei que o meu ritmo foi bom, estou a andar e a navegar bem, mas tenho de gerir a corrida de forma inteligente. Estou muito contente e a viver um sonho.”

    Gonçalo Guerreiro conquista primeira vitória no Dakar

    Destaque igualmente para Gonçalo Guerreiro, que alcançou um triunfo espetacular nos SSV, o primeiro da sua ainda curta, mas já brilhante carreira no Dakar. Depois de em 2025 ter terminado em segundo lugar final na categoria Challenger, o piloto português aposta este ano tudo na vitória entre os SSV — e deu hoje um forte sinal nesse sentido.

    Apesar de ter perdido tempo significativo no início do setor seletivo, Gonçalo Guerreiro protagonizou uma recuperação notável, assumindo a liderança da corrida ao km 143 e cortando a meta com 1m02s de vantagem sobre o segundo classificado. Com este resultado, sobe ao 2.º lugar da classificação geral SSV, a 1m47s do líder.

    A próxima jornada do Dakar 2026 terá novamente partida e chegada em AlUla, com uma especial cronometrada de 422 quilómetros e uma ligação de 314 quilómetros. Os concorrentes enfrentarão trilhos arenosos numa paisagem ampla e visualmente impressionante, onde as formações rochosas tornarão a navegação particularmente exigente. Na segunda metade da especial, o aumento significativo do número de trilhos e a escassez de pontos de referência deverão elevar ainda mais o grau de dificuldade, tornando a precisão na navegação um fator decisivo para o resultado final.

  • Dakar: João Ferreira no Top-5 da etapa e sobe a sexto da geral

    Dakar: João Ferreira no Top-5 da etapa e sobe a sexto da geral

    A segunda etapa do Dakar 2026 voltou a colocar à prova a resistência e a consistência de João Ferreira, que assinou mais uma prestação sólida ao terminar entre os cinco primeiros da etapa, resultado que lhe permitiu subir ao sexto lugar da classificação geral.

    Numa especial particularmente exigente, disputada em torno de AlUla, o piloto de Leiria demonstrou novamente ritmo competitivo e grande capacidade de adaptação a um traçado de elevada complexidade técnica. João Ferreira concluiu a etapa a 4m56s do vencedor, o norte-americano Seth Quintero, confirmando a tendência de evolução consistente desde o arranque da prova.

    Ao volante do Toyota da equipa Repsol Portugal, o piloto português ocupa agora o 6.º lugar da geral do Dakar, estando a 2m01s do líder, o qatari Nasser Al-Attiyah.

    “Hoje conseguimos traduzir confiança em resultados”, explicou João Ferreira no final da etapa, já em AlUla. “A especial foi dura, sobretudo na leitura do terreno e na gestão do ritmo, mas cumprimos os objetivos definidos. Tivemos um furo, mas evitámos problemas maiores nas zonas de pedra. Este resultado deixa-nos melhor posicionados na geral, o que é muito positivo para a continuidade da corrida.”

    O piloto sublinhou ainda que, nesta fase inicial do rali, o foco não está apenas na classificação absoluta. “Mais importante do que o lugar na geral é a distância para o líder, e aí conseguimos melhorar face a ontem. É nisso que estamos concentrados nesta primeira semana do Dakar.”

    A terceira etapa do Dakar 2026 terá início e fim em AlUla, com uma especial cronometrada de cerca de 422 quilómetros, integrada num total aproximado de 666 quilómetros, incluindo ligações. O percurso será maioritariamente composto por trilhos arenosos e zonas planas, enquadradas pelas icónicas formações rochosas da região. Apesar do cenário deslumbrante, a navegação promete ser particularmente exigente, sobretudo na segunda metade da especial, onde a multiplicação de trilhas e pegadas dificultará a leitura do roadbook. A gestão do ritmo, a precisão na navegação e as decisões estratégicas poderão ser determinantes para o resultado final da etapa.

  • Dakar: Seth Quintero volta à luta pela vitória nos carros

    Dakar: Seth Quintero volta à luta pela vitória nos carros

    Seth Quintero está novamente na luta pelos lugares cimeiros do Rali Dakar. Depois de um percurso impressionante na categoria Challenger — onde somou 20 vitórias em etapas entre 2021 e 2023, sem nunca conquistar a classificação final — o jovem norte-americano continua a confirmar a sua evolução na elite dos automóveis.

    Em AlUla, num cenário imponente e exigente, Quintero conquistou a sua terceira vitória em etapas na categoria Ultimate, ao volante de um Toyota Hilux T1+, consolidando a afirmação iniciada na edição anterior, onde venceu duas etapas e terminou no top 10 da geral, um feito inédito para um piloto de apenas 22 anos.

    Ao lado do novo navegador Andrew Short, Quintero esteve muito perto de assinar uma dupla conquista, ficando apenas 7 segundos atrás de Nasser Al-Attiyah na classificação geral. O piloto qatari terminou a etapa com o 8.º melhor tempo, mas beneficiará dessa posição estratégica para a próxima jornada, uma etapa em circuito com navegação particularmente traiçoeira.

    Este resultado permite ainda a Nasser Al-Attiyah regressar à liderança da prova, algo que não acontecia desde o dia em que conquistou a sua quinta vitória absoluta no Dakar, em 2023. O sucesso é também partilhado pela equipa Dacia, que se estreou no Dakar apenas na edição anterior e continua a dar passos firmes na categoria rainha.

    O pódio da etapa contou com dois nomes que tiveram um início de rali marcado pelo azar: Henk Lategan, segundo classificado a 1m42s, e Yazeed Al Rajhi, terceiro a 1m56s. Curiosamente, ambos foram vencedor e segundo classificado do Dakar 2025, embora agora em posições invertidas.

    As posições seguintes trouxeram alguma surpresa, com Toby Price em quarto e João Ferreira em quinto, num claro domínio da Toyota no top 5. Destaque ainda para Simon Vitse, que terminou em sexto com o seu Optimus de duas rodas motrizes, sendo o melhor privado do dia e conseguindo mesmo bater Sébastien Loeb, sétimo classificado.

    O Rali Dakar entra agora numa fase decisiva, com diferenças curtas e vários candidatos ainda na luta pela vitória absoluta.

  • Dakar: Daniel Sanders vence etapa em AlUla e assume liderança da geral

    Dakar: Daniel Sanders vence etapa em AlUla e assume liderança da geral

    O campeão em título Daniel Sanders não demorou a mostrar autoridade no Rali Dakar, ao conquistar a vitória na segunda etapa, disputada em AlUla. O piloto australiano da KTM recuperou assim o comando da prova, depois de uma prestação de grande nível num exigente setor seletivo com cerca de 400 quilómetros.

    Sanders dividiu protagonismo com o seu companheiro de equipa, Edgar Canet, que havia vencido o prólogo e a primeira etapa. O jovem espanhol, ao serviço da Red Bull Factory Racing, foi obrigado a abrir a pista durante cerca de 100 quilómetros, uma tarefa penalizadora neste tipo de percurso. Um pequeno despiste, sem consequências físicas, permitiu que Sanders se aproximasse e acabasse por assumir o controlo da corrida.

    No final da especial, e já com a atribuição dos bónus aos pilotos que abriram a pista, a diferença entre os dois ficou fixada em 1 minuto e 35 segundos, a favor do australiano. Este resultado permite a Daniel Sanders subir à liderança da classificação geral, com uma vantagem de 30 segundos.

    Atrás dos dois pilotos da KTM, Ricky Brabec foi o terceiro mais rápido do dia e mantém também o terceiro lugar da geral, a 2 minutos e 18 segundos do líder. A luta pelos primeiros lugares continua equilibrada, com Tosha Schareina em quarto, a 4m41s, e Ross Branch em quinto, a 7m46s. Já Adrien Van Beveren perdeu tempo significativo e ocupa a 10.ª posição da geral, a 14m09s.

    Histórico triunfo português na categoria Rally 2

    A etapa ficou igualmente marcada por um momento histórico na categoria Rally 2. Pela primeira vez desde a criação da classe, em 2022, uma mota Honda venceu uma etapa, pilotada pelo português Martim Ventura, estreante absoluto no Dakar.

    Apesar da vitória, Martim Ventura não conseguiu assumir a liderança da classificação geral da categoria, que continua a ser comandada por Michael Docherty, com apenas 19 segundos de vantagem. Ainda assim, o triunfo do piloto português representa um feito de grande relevância, quebrando o domínio quase absoluto da KTM na Rally 2, onde soma 36 vitórias em etapas, contra 16 da Husqvarna e duas da Sherco.

    O Rali Dakar prossegue com etapas cada vez mais exigentes, prometendo manter a emoção tanto na luta pela geral como nas diferentes categorias.

  • Martim Ventura lidera rookies no arranque do Dakar Rally 2026

    Martim Ventura lidera rookies no arranque do Dakar Rally 2026

    Os jovens talentos do bp Ultimate Adventure Team continuam a afirmar-se em grande plano no Dakar Rally 2026, depois de disputada a primeira etapa da prova, com partida e chegada a Yanbu. A especial cronometrada de 305 quilómetros colocou à prova pilotos e máquinas num percurso exigente, que começou em terreno rochoso e técnico, passando depois para rápidos setores de areia, pontuados por pequenas dunas.

    Martim Ventura, piloto oficial da Honda Racing Corporation, foi um dos grandes protagonistas do dia. Depois de liderar grande parte do setor seletivo, o jovem português terminou a etapa na 2.ª posição da categoria Rally 2, resultado que o coloca na liderança da classificação geral absoluta da categoria e, simultaneamente, no 1.º lugar entre os Rookies, distinção reservada aos pilotos estreantes no Dakar.

    Este arranque confirma o excelente momento de forma de Martim Ventura e reforça as ambições do bp Ultimate Adventure Team nesta edição da maior prova de todo-o-terreno do mundo.

    Gonçalo Guerreiro penalizado por contratempos

    Também integrado no bp Ultimate Adventure Team, Gonçalo Guerreiro, piloto oficial Polaris, teve um dia mais atribulado. Depois de ter sido 2.º classificado no prólogo entre os SSV, Guerreiro enfrentou alguns contratempos na etapa inaugural, com destaque para um furo que o fez perder tempo precioso.

    Apesar disso, o piloto português demonstrou competitividade, tendo sido durante boa parte da especial o mais rápido da categoria SSV, concluindo a etapa no 5.º lugar, mantendo-se bem posicionado para as jornadas seguintes.

    A segunda etapa do Dakar 2026 levará os concorrentes de Yanbu a AlUla, com um setor seletivo de 400 quilómetros. Os primeiros 200 km serão marcados por constantes mudanças de ritmo, alternando entre troços muito rápidos e zonas técnicas, com curvas apertadas e setores rochosos que dificultam a manutenção de uma velocidade elevada por longos períodos. Após deixar a zona montanhosa, a especial torna-se mais rápida até à chegada.

  • Furos e calor abrasador não travam a progressão de Maria Luís Gameiro no Dakar 2026

    Furos e calor abrasador não travam a progressão de Maria Luís Gameiro no Dakar 2026

    A piloto portuguesa Maria Luís Gameiro superou um dos dias mais duros deste início de Dakar Rally 2026, concluindo a Etapa 1 (Yanbu–Yanbu) com o 56.º tempo na categoria Ultimate, num arranque consistente da sua segunda participação na mais exigente prova de todo-o-terreno do mundo.

    Aos comandos do MINI JCW T1+ da X-Raid, e navegada pela espanhola Rosa Romero, Maria Luís enfrentou 305 quilómetros cronometrados, aos quais se juntaram 213 km de ligações, num dia marcado por dificuldades mecânicas, calor extremo e gestão estratégica do ritmo.

    Dois furos e calor extremo complicam a etapa

    O traçado da primeira etapa combinou setores técnicos com zonas de maior velocidade, típicos de um arranque de Dakar seletivo e traiçoeiro. Ao longo do percurso, a dupla feminina foi forçada a lidar com dois furos, que penalizaram o tempo final, mas foi o calor abrasador no interior do MINI que se revelou o maior obstáculo do dia.

    Uma falha no sistema de ar condicionado fez disparar a temperatura no cockpit para níveis insuportáveis, obrigando a tripulação a reduzir o ritmo para preservar a condição física. Essa quebra de andamento trouxe tráfego adicional de SSV, agravando a visibilidade devido ao pó e originando novas perdas de tempo. Ainda assim, a equipa manteve a concentração e evitou erros graves numa etapa onde a fiabilidade era prioritária.

    No final da etapa, visivelmente desgastada, mas satisfeita com a forma como superou as adversidades, Maria Luís Gameiro fez um balanço realista do dia:

    “Terminámos este primeiro dia exigente com um misto de sensações. Foi um dia de muito calor e com vários contratempos. Tivemos dois furos que nos atrasaram bastante, mas o pior foi mesmo a falha do ar condicionado do MINI. O ar no habitáculo estava insuportável e tivemos de abrandar porque começámos a sentir-nos indispostas. Isso trouxe mais pó, mais paragens e mais atrasos. Ainda assim, sem estes percalços, acredito que poderíamos ter feito muito melhor. O tempo final não foi tão mau quanto antecipávamos e este dia serviu também para afinar detalhes no carro e na forma como gerimos a corrida. Tivemos ainda uma penalização de dois minutos por um erro numa zona de controlo de velocidade, mas nada de grave. Há muito Dakar pela frente e este tempo perdido é apenas um grão de areia.”

    Apesar do desgaste físico acentuado, a piloto portuguesa cumpriu o plano delineado para os primeiros dias: ritmo controlado, leitura cuidada do terreno e preservação da mecânica, princípios fundamentais para chegar ao final da prova.

    A caravana do Dakar segue agora para norte. A Etapa 2, a disputar amanhã, liga Yanbu a AlUla, com 400 quilómetros cronometrados sobre terreno variado e tecnicamente exigente. Os primeiros 200 km prometem constantes mudanças de ritmo, alternando troços rápidos com zonas muito rochosas, onde o risco de furos e danos mecânicos será elevado.

    O dia terminará em AlUla, região classificada como Património Mundial da UNESCO, conhecida pelas suas impressionantes formações rochosas e riqueza arqueológica. Até lá, será essencial uma gestão rigorosa de pneus, navegação precisa por parte de Rosa Romero e uma condução estratégica de Maria Luís Gameiro, que pretende manter a filosofia de prudência aprendida na edição de 2025.

  • Dakar: João Ferreira consistente na primeira etapa e aposta na estratégia para AlUla

    Dakar: João Ferreira consistente na primeira etapa e aposta na estratégia para AlUla

    O Dakar 2026 continua a um ritmo intenso e João Ferreira voltou a demonstrar solidez competitiva ao concluir a 1.ª etapa na 14.ª posição, a 4m16s do vencedor do dia, Guillaume de Mévius. Depois de um prólogo positivo, o piloto de Leiria manteve-se entre os melhores numa jornada longa e exigente, marcada por terrenos muito variados e uma navegação particularmente delicada.

    Aos comandos da Toyota Hilux IMT Evo, integrada na estrutura da Toyota Gazoo Racing South Africa e do projeto SVR, João Ferreira voltou a privilegiar uma abordagem estratégica, focada na consistência e na leitura da prova.

    “Foi uma etapa longa, muito exigente do ponto de vista da navegação. Perdemos algum tempo a ultrapassar pilotos mais lentos, mas fizemos escolhas conscientes e mantivemos sempre a concentração. Houve zonas entre canyons onde era fácil perder referências”, explicou o piloto apoiado pela Repsol Portugal no final do dia.

    João Ferreira sublinhou ainda a importância da gestão de corrida numa prova como o Dakar: “Optámos por um ritmo equilibrado, sem riscos desnecessários, e conseguimos cumprir a estratégia definida. Amanhã, teoricamente, a desvantagem de hoje pode transformar-se numa vantagem, já que a posição de partida será mais favorável para definir o ritmo da etapa.”

    O piloto português acrescenta que, nesta fase inicial, o foco passa mais pela regularidade do que pela busca imediata de ganhos de tempo: “Mais do que ganhar segundos, o importante foi sair da etapa com boas sensações. Este Dakar percebe-se desde já que se constrói com paciência, foco e leitura estratégica da corrida.”

    A segunda etapa do Dakar 2026 liga Yanbu a AlUla e apresenta uma especial com cerca de 400 quilómetros cronometrados. O percurso segue inicialmente para o interior, atravessando zonas montanhosas e terreno irregular, onde se sucedem constantes mudanças de ritmo. Troços rápidos alternam com setores rochosos e mais técnicos, exigindo adaptação permanente dos pilotos.

    Tal como na etapa inaugural, está prevista uma paragem estratégica para assistência e troca de pneus, numa jornada que voltará a testar a fiabilidade mecânica, a gestão do desgaste e a capacidade de decisão das equipas. Para João Ferreira, a etapa de amanhã poderá ser determinante para começar a moldar a estratégia desta primeira semana do Dakar 2026.

  • Dakar: Bruno Santos em bom ritmo na exigente primeira etapa

    Dakar: Bruno Santos em bom ritmo na exigente primeira etapa

    Bruno Santos completou esta manhã a sua primeira etapa do Dakar Rally 2026, num dia que marcou o verdadeiro arranque competitivo da prova rainha do Todo-o-Terreno mundial. Com o bivouac a manter-se em Yanbu, a jornada contou com uma especial cronometrada de 305 quilómetros, integrada num percurso total de cerca de 525 km.

    Ao volante da Husqvarna 450 Rally, ostentando pelo segundo ano consecutivo as cores das Frutas Patrícia Pilar e com o apoio da Momento TT, o piloto de Torres Vedras assinou o 14.º tempo na categoria Rally 2, ocupando o 13.º lugar da classificação geral, num início sólido e consistente.

    “Já começou o verdadeiro Dakar. Hoje na primeira etapa já percorri cerca de 525 quilómetros. A especial não foi demasiado grande, mas foi muito interessante e bastante exigente. Houve caminhos muito rápidos em areia, mas sempre com muita pedra à espreita, e outras zonas muito empedradas, dentro de rios secos, sempre a bater em pedra e com muito perigo”, explicou Bruno Santos à chegada ao bivouac.

    O piloto português sublinhou ainda a importância de concluir esta primeira etapa sem contratempos: “Existe sempre uma carga muito pesada associada a esta primeira etapa. É o início do Dakar e isso sente-se. Mantive um ritmo bom, mas cauteloso, estive praticamente sempre sozinho, pude navegar à vontade e desfrutar destas pistas incríveis à volta de Yanbu. Correu bem e estou satisfeito com o ritmo.”

    A segunda etapa, que liga Yanbu a AlUla, promete aumentar significativamente o grau de dificuldade. O setor seletivo terá cerca de 400 quilómetros, com os primeiros 200 km marcados por constantes mudanças de ritmo, alternando troços muito rápidos com zonas técnicas, curvas fechadas e sectores rochosos que dificultam a manutenção de uma velocidade elevada. Após sair da zona montanhosa, a especial evolui para terrenos mais rápidos até à meta.