Categoria: Todo Terreno

  • Alexandre Pinto inicia no Dakar 2026 a defesa do título mundial de Rally Raid SSV

    Alexandre Pinto inicia no Dakar 2026 a defesa do título mundial de Rally Raid SSV

    O Campeão do Mundo de Rally Raid SSV, Alexandre Pinto, já se encontra na Arábia Saudita para disputar, entre 3 e 17 de janeiro, o Dakar Rally 2026, prova inaugural do W2RC – World Rally-Raid Championship. Inscrito pelo Old Friends Rally Team e navegado por Bernardo Oliveira, também ele Campeão do Mundo, o piloto português lidera a lista de inscritos da categoria SSV, aos comandos de um Polaris RZR com o número 400.

    A dupla lusa integra um elenco de participantes de elevado nível competitivo, que reúne alguns dos melhores pilotos mundiais da especialidade, contando igualmente com uma forte representação portuguesa. Antes do arranque desportivo da prova rainha do todo-o-terreno mundial, os dias 1 e 2 de janeiro serão dedicados às habituais verificações técnicas e administrativas, bem como à afinação final do equipamento.

    O Dakar Rally 2026 arranca oficialmente a 3 de janeiro, com a disputa de um prólogo de 23 quilómetros, em Yanbu, junto ao Mar Vermelho, definindo a ordem de partida para a primeira etapa.

    Alexandre Pinto parte para esta edição do Dakar com um estatuto especial, depois de uma época absolutamente memorável em 2025, na qual conquistou o título de Campeão do Mundo de Rally Raid SSV logo no seu ano de estreia no W2RC, um feito de enorme relevo no panorama internacional da modalidade.

    “O ano passado, quando disputei pela primeira vez o Dakar, nunca pensei que o resultado da temporada fosse este. Entrámos sem expectativas, com o objetivo de terminar, mas fomos imprimindo um bom ritmo e os resultados começaram a aparecer. Etapa após etapa, começámos a acreditar cada vez mais, até conquistarmos o título de Campeão do Mundo. Foi um sonho tornado realidade”, recorda o piloto.

    Para 2026, a abordagem mantém-se focada e ambiciosa, mas sem excessos de pressão: “2025 está feito. Vamos para 2026 com o mesmo objetivo ou tentar fazer ainda melhor. A conquista do título traz responsabilidade, mas não queremos carregar esse peso. Os últimos meses foram de muito trabalho para preparar este segundo Dakar. A concorrência será forte e as etapas prometem ser duras, mas sentimos que fizemos tudo para estar à altura deste enorme desafio.”

    Alexandre Pinto deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os que tornam possível esta participação: “Obrigado à Old Friends Rally Team, aos patrocinadores, à família e aos amigos. Sem o trabalho de excelência e a dedicação de todos não seria possível estar aqui, à partida para mais um Dakar.”

    A 48.ª edição do Dakar Rally terá um percurso total de cerca de 8.000 quilómetros, dos quais aproximadamente 4.900 serão disputados ao cronómetro. A prova contará com um prólogo e 13 etapas, com o dia de descanso marcado para 10 de janeiro, em Riade, após a sexta etapa. A segunda metade da competição decorrerá depois até ao dia 17 de janeiro, num percurso reconhecido pela sua exigência física, técnica e mental.

  • Bruno Santos ruma à Arábia Saudita para enfrentar o Dakar Rally 2026

    Bruno Santos ruma à Arábia Saudita para enfrentar o Dakar Rally 2026

    Bruno Santos já está a caminho da Arábia Saudita para disputar, dentro de dias, aquela que será a sua terceira participação no Dakar Rally, a mais exigente prova de todo-o-terreno do mundo. O piloto de Torres Vedras volta a alinhar no Dakar pelo segundo ano consecutivo com as cores das Frutas Patrícia Pilar, reforçando a continuidade e a solidez do seu projeto desportivo.

    À chegada ao Médio Oriente, Bruno Santos irá cumprir as habituais verificações administrativas e técnicas, agendadas para os dias 1 e 2 de janeiro, antes de ultimar os últimos preparativos para o arranque competitivo da 48.ª edição do Dakar Rally, que terá início no dia 3 de janeiro, com a realização de um prólogo de 23 quilómetros, com partida e chegada em Yanbu.

    “Partimos hoje e chegamos amanhã. Tudo o que envolve a participação no Dakar é preparado com muita antecedência. São meses de trabalho intenso para garantir que tudo está operacional. É um privilégio poder disputar o Dakar pela terceira vez. Logo na estreia consegui o segundo lugar entre os rookies e um lugar no Top 20 da categoria Rally2, resultados que ficaram marcados na minha carreira”, começa por referir o piloto português.

    Bruno Santos sublinha ainda a dimensão única da prova: “O Dakar é, sem dúvida, os Jogos Olímpicos do todo-o-terreno. É uma prova extremamente dura, com quinze dias de enorme exigência física e mental. O grande objetivo passa por terminar todas as etapas da melhor forma possível, minimizando erros. Fazer etapas limpas exige consistência, perseverança, preparação física e, claro, também alguma sorte. A concorrência é fortíssima, mas o trabalho desenvolvido ao longo deste ano foi intenso e de qualidade. Estou muito expectante e ansioso por viver mais esta grande aventura.”

    Aos comandos de uma Husqvarna 450 Rally, Bruno Santos alinhará com o dorsal 35, contando com o apoio da Momento TT, numa edição que promete voltar a colocar à prova a resistência, a navegação e a estratégia dos melhores pilotos do mundo.

    O Dakar Rally 2026 decorre entre 3 e 17 de janeiro, com a primeira metade da prova a prolongar-se até ao dia 9 de janeiro, altura em que se completa a sexta etapa. O dia de descanso está marcado para 10 de janeiro, em Riyadh, antecedendo a segunda e decisiva semana de competição.

    O prólogo inaugural, apesar de curto, serpenteia por colinas e estradas de terra batida, exigindo uma condução precisa e experiente. As diferenças mínimas de tempo assumem especial importância, uma vez que irão definir a ordem de partida para a primeira etapa do rali.

  • Partida simbólica marca arranque da campanha de Maria Luís Gameiro e Rosa Romero rumo ao Dakar 2026

    Partida simbólica marca arranque da campanha de Maria Luís Gameiro e Rosa Romero rumo ao Dakar 2026

    A dupla formada pela piloto portuguesa Maria Luís Gameiro e pela navegadora espanhola Rosa Romero protagonizou esta quarta-feira, em Lisboa, a sua partida simbólica rumo ao Rally Dakar 2026, num momento carregado de emoção e significado. A cerimónia, que reuniu cerca de uma centena de convidados num restaurante da capital, assinalou oficialmente o início da campanha para aquela que é considerada a prova mais exigente do desporto motorizado mundial.

    Depois da experiência vivida em 2025, Maria Luís Gameiro apresenta-se agora mais preparada para enfrentar o desafio, apesar de reconhecer que o contexto é diferente, com um novo carro e uma nova navegadora. Também os objetivos evoluíram, refletindo a maturidade competitiva adquirida e a ambição de elevar o nível desta participação.

    Entre patrocinadores, representantes da comunicação social, dirigentes federativos, amigos e apoiantes, o ambiente foi marcado por entusiasmo e confiança, ficando bem patente a coragem, a determinação e a paixão de duas atletas que se preparam para enfrentar milhares de quilómetros de deserto, navegação extrema e resistência física e mental.

    “Este é um sonho que começa a ganhar vida. O Dakar é muito mais do que uma prova; é uma jornada de superação, coragem, resiliência e paixão. Estamos determinadas a representar com orgulho todos aqueles que acreditam em nós”, afirmou Maria Luís Gameiro, visivelmente emocionada. A piloto de Cascais sublinhou ainda que “a energia e o apoio sentidos neste momento são a força que nos impulsiona nesta reta final que nos separa da partida para o Dakar 2026”.

    A iniciativa serviu também para reforçar a ligação com os parceiros e patrocinadores que tornam possível este projeto, num ambiente de grande proximidade e partilha, refletindo o espírito coletivo que sustenta esta aventura desportiva.

    Está assim tudo preparado para a partida oficial, marcada para o dia 3 de janeiro em Yanbu, na Arábia Saudita, país que acolhe o Dakar pelo sétimo ano consecutivo. A edição de 2026 contará com um prólogo e 13 etapas, num total de cerca de 5.000 quilómetros cronometrados, além de um dia de descanso na capital saudita, Riade. Idealizado por Thierry Sabine no final da década de 1970, o Dakar apresenta hoje um formato distinto, mas continua a ser sinónimo de exigência extrema e de um desafio ímpar no panorama do desporto motorizado internacional.

  • Gonçalo Guerreiro confirmado como piloto oficial Polaris no Dakar Rally 2026

    Gonçalo Guerreiro confirmado como piloto oficial Polaris no Dakar Rally 2026

    Gonçalo Guerreiro será piloto oficial da Polaris no Dakar Rally 2026, assumindo-se como um dos nomes fortes na luta pela vitória na categoria SSV. O jovem piloto português, de apenas 24 anos, regressa à maior prova de todo-o-terreno do mundo integrado na estrutura SSV LOEB FrayMédia Motorsport, liderada por Sébastien Loeb, depois de uma temporada de afirmação absoluta no panorama nacional e internacional.

    A confirmação surge na sequência de um ano marcante para o piloto, que em janeiro de 2025 se estreou no Dakar Rally com um notável segundo lugar na categoria Challenger, ao serviço do Red Bull Off-Road Junior Team. Poucos meses depois, Gonçalo Guerreiro sagrou-se Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, aos comandos de um Polaris RZR Pro, consolidando o seu estatuto como uma das grandes promessas do TT mundial.

    A época de 2025 ficou ainda marcada por dois convites de peso: o campeão do mundo Nasser Al-Attiyah chamou o português para competir na sua equipa em duas ocasiões distintas, das quais resultaram duas vitórias, reforçando a reputação de Guerreiro como piloto competitivo e fiável ao mais alto nível.

    Na apresentação oficial realizada no Palaphita Cascais – Casa da Guia, Gonçalo Guerreiro não escondeu a ambição para a edição de 2026 do Dakar: “Vou para este Dakar com mais experiência e penso que isso vai ser a chave do sucesso. Tenho plena consciência da dificuldade da prova, tanto a nível físico como mental, mas é precisamente isso que torna o Dakar tão especial. Em 2025 cumpri o sonho de estar à partida e agora quero regressar para fazer um resultado ainda melhor. Tenho ambição de lutar pelo topo do pódio.”

    A aposta da Polaris no piloto português surge num contexto de forte domínio do construtor norte-americano na categoria SSV, depois de vencer as duas últimas edições do Dakar Rally. Para a Polaris Ibéria, a integração de Gonçalo Guerreiro como piloto oficial representa a consolidação de uma estratégia de internacionalização bem-sucedida. Miriam Torres, Marketing Manager da Polaris Ibéria, sublinha esse orgulho: “É um enorme motivo de satisfação termos o Gonçalo como piloto oficial Polaris. Este é o culminar de um projeto iniciado com o RZR Pro R e de uma aposta clara nas competições fora dos Estados Unidos. Ter um piloto com a qualidade do Gonçalo a representar a Polaris Ibéria no Dakar é motivo de grande orgulho.”

    O Dakar Rally 2026 volta a disputar-se na Arábia Saudita, entre 3 e 17 de janeiro, com partida e chegada em Yanbu e dia de descanso marcado para 10 de janeiro, em Riade. Gonçalo Guerreiro alinhará com objetivos claros: confirmar a sua evolução e lutar pela vitória numa das categorias mais competitivas da prova.

  • Dakar 2026: uma travessia épica do Mar Vermelho ao coração do deserto saudita

    Dakar 2026: uma travessia épica do Mar Vermelho ao coração do deserto saudita

    De 3 a 17 de janeiro, e pelo sétimo ano consecutivo, o Rali Dakar terá como palco a Arábia Saudita. A edição de 2026 apresenta um dos percursos mais exigentes e completos desde a estreia do evento no país, em 2020, propondo uma verdadeira travessia que liga a costa do Mar Vermelho ao deserto profundo do interior saudita.

    Realizado sob a supervisão do Ministério do Desporto, com o apoio da Federação Saudita e promovido pela Saudi Motorsport Company, o Dakar 2026, organizado pela ASO, eleva novamente a fasquia do desafio. O percurso totaliza 7.999 quilómetros, dos quais 4.845 km correspondem a especiais cronometradas, ficando muito próximo da maior distância competitiva registada na era saudita da prova.

    A estrutura do rali foi pensada para equilibrar intensidade e gestão de esforço. Menos bivouacs e etapas maratona redesenhadas moldam um ritmo exigente, mas com janelas estratégicas de recuperação. Para os 812 concorrentes de 69 países, esta edição promete um desafio à altura do nome Dakar, onde cada região impõe exigências próprias e recompensa quem conseguir adaptar-se, manter a concentração e gerir duas semanas de competição extrema.

    Yanbu assume um papel central no Dakar 2026, acolhendo tanto a partida como a chegada do rali. É nesta cidade costeira do Mar Vermelho que se disputam o Prólogo, as etapas 1 e 2, bem como a 13.ª e derradeira etapa. A região combina planícies de cascalho, corredores rochosos e zonas de areia solta, cuja cor e textura variam ao longo do dia. A transição entre a tranquilidade costeira e o interior mais acidentado oferece desde cedo uma amostra clara do carácter da prova, fechando o ciclo quando os concorrentes regressarem a Yanbu para a consagração final.

    Após as primeiras etapas, o rali ruma a Al-Ula, uma das paisagens mais distintas de toda a edição. Trilhos arenosos cruzam vastos espaços abertos e contornam formações rochosas milenares, com poucos pontos de referência visuais, tornando a navegação determinante. A alternância constante entre planícies, colinas e zonas rochosas obriga a mudanças frequentes de ritmo. Aqui disputa-se uma das etapas maratona, com acampamento rudimentar e assistência mínima, colocando à prova a gestão mecânica e a resistência das equipas num cenário de grande impacto visual.

    Hail marca o regresso a uma região profundamente ligada à história do Dakar na Arábia Saudita. É nesta zona que se disputa a etapa mais longa do rali, em direção a Qassim. O dia decorre quase integralmente na areia, com extensos campos de dunas e vales amplos onde o terreno muda pouco, mas o ritmo varia constantemente. Antes de uma longa ligação até Riade, os concorrentes enfrentam uma especial exigente nas dunas profundas, num dos dias mais duros de toda a edição, que antecede o merecido dia de descanso.

    Riade simboliza o início da transição para a segunda semana do rali. A etapa que parte da capital exige prudência e maturidade competitiva. Pistas arenosas e rápidas dominam o percurso, pontuadas por zonas de vegetação densa. À primeira vista pouco perigosas, estas condições escondem a tentação de forçar em demasia. Com uma distância total próxima dos 900 km, entre especial e ligações, a concentração torna-se vital até à chegada a Wadi Al-Dawasir.

    Wadi Al-Dawasir devolve o Dakar ao deserto na sua forma mais pura. Inserida numa das maiores regiões de dunas do país, esta zona oferece uma combinação clássica de longas linhas de areia e vales extensos, exigindo um ritmo constante e uma navegação rigorosa. Apesar de aparentemente simples, qualquer erro pode custar muito tempo, ainda para mais tratando-se da segunda etapa maratona. A vastidão do território testa a resistência física e mental, evocando o espírito mais autêntico do Dakar, independentemente do continente onde se dispute.

    Em Bisha, o desafio assume uma natureza diferente. Aqui, a dificuldade reside sobretudo na navegação. As pistas permitem velocidades elevadas, mas a multiplicidade de cruzamentos e bifurcações inesperadas transforma a especial num verdadeiro labirinto. Os navegadores têm um papel crucial, sobretudo face aos longos quilómetros diários, e quem conseguir manter clareza de decisões e gestão de ritmo ganhará vantagem na aproximação a Al-Henakiyah.

    Al-Henakiyah surge como a última grande oportunidade para mexer nas classificações. O terreno muda constantemente, alternando entre pistas rápidas e secções mais técnicas e sinuosas, algumas em leitos de rios onde as condições podem alterar-se sem aviso. A etapa termina com uma sequência de pequenas dunas que, apesar da aparência modesta, exigem atenção total. Depois disso, resta a consagração final e as derradeiras batalhas rumo a Yanbu, onde o Dakar 2026 escreverá o seu capítulo final.

    Com um percurso exigente, variado e profundamente ligado à identidade do rali, o Dakar 2026 promete honrar, uma vez mais, o estatuto de prova mais dura e desafiante do todo-o-terreno mundial.

  • Campeão do Mundo, Alexandre Pinto distinguido na Gala de Prémios FIA 2025 no Usbequistão

    Campeão do Mundo, Alexandre Pinto distinguido na Gala de Prémios FIA 2025 no Usbequistão

    Alexandre Pinto, recentemente coroado Campeão do Mundo de Rally Raid SSV, foi um dos pilotos distinguidos na Gala Anual de Entrega de Prémios da FIA 2025, cerimónia que reuniu os campeões mundiais das várias disciplinas do desporto motorizado sob a égide da federação internacional. O evento decorreu na passada sexta-feira na Humo Arena, em Tashkent, no Usbequistão, e marcou o encerramento oficial da temporada internacional de 2025.

    Com apenas 26 anos, o piloto português subiu ao palco para receber o reconhecimento máximo pelo título conquistado no World Rally Raid Championship, numa época absolutamente memorável. A distinção estendeu-se também ao seu navegador, Bernardo Oliveira, de apenas 20 anos, tornando-se assim os dois portugueses galardoados na gala da FIA deste ano, fruto de um percurso notável na sua temporada de estreia ao mais alto nível da disciplina.

    BEN SULAYEM Mohammed (uae), President of the FIA, portrait with WILSON Malcolm (gbr), Rally & Circuit Awards during the 2025 FIA Awards Ceremony, on December 12, 2025 in Tashkent, Uzbekistan – Photo benji / DPPI

    A consagração em Tashkent surge como o culminar de um trajeto iniciado em 2024, quando a vitória no Rali de Marrocos garantiu à dupla um Wild Card para o Dakar Rally. Já em 2025, Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira surpreenderam o mundo ao vencerem o Dakar Rally na categoria SSV, dando início a uma época extremamente consistente e competitiva que acabaria por resultar no título mundial.

    Visivelmente emocionado, Alexandre Pinto sublinhou a importância do momento vivido na gala: “Foi para mim uma enorme honra ter estado nesta Gala, que reuniu todos os campeões FIA das diversas modalidades. O momento em que senti o nosso nome ser chamado foi de uma emoção enorme. O nosso percurso no W2RC começou em 2024, com a vitória no Rali de Marrocos, que nos deu acesso ao Dakar. Depois, já este ano, vencemos o Dakar Rally, que foi o primeiro passo de uma época muito produtiva. O trabalho de toda a equipa deu frutos fantásticos. Obrigado ao Bernardo, aos patrocinadores e a toda a equipa. Sem vocês nada disto seria possível.”

    A distinção na Gala FIA 2025 confirma Alexandre Pinto como uma das grandes figuras do desporto motorizado nacional e internacional da atualidade, simbolizando não só o sucesso desportivo alcançado, mas também a afirmação de uma nova geração de talentos portugueses no panorama mundial do rally raid.

  • Maria Luís Gameiro assume papel de destaque na X-raid mais feminina de sempre

    Maria Luís Gameiro assume papel de destaque na X-raid mais feminina de sempre

    Durante muitos anos, ver mulheres — sobretudo ao volante — em ralis cross-country era algo raro. Hoje, essa realidade mudou, e a presença feminina é sólida e influente no panorama internacional. Na X-raid, porém, o protagonismo feminino nunca foi exceção: faz parte da identidade da equipa desde o início. Em 2026, esse compromisso atinge um marco histórico, com 50% das equipas X-raid constituídas por mulheres, um feito que reflete evolução, mérito e orgulho.

    A história começou apenas alguns anos após a fundação da equipa, quando Jutta Kleinschmidt se tornou a primeira mulher a pilotar um carro de competição da X-raid no deserto. Desde então, muitas outras competidoras marcaram presença como pilotos ou navegadoras. Algumas tiveram passagens curtas, outras deixaram legado ao longo de vários anos — mas todas contribuíram para reforçar a força feminina dentro da equipa alemã.

    No Dakar 2026, várias pilotos e navegadoras voltam a defender as cores da X-raid, entre elas a portuguesa Maria Luís Gameiro, uma das figuras mais emblemáticas deste movimento. A piloto lusa, facilmente reconhecida pelo seu inconfundível “mundo rosa” — carro, fato e até equipamento da equipa — construiu ao longo dos anos uma carreira sólida no off-road português, frequentemente ao volante de um MINI JCW Rally. Estreou-se no Rally Dakar em 2025 com o X-raid Fenic e, desde então, passou para o MINI JCW Rally 3.0d, dedicando a temporada à aprendizagem intensiva em pisos extremos. Em 2026, apresenta-se mais preparada do que nunca e determinada a fazer vibrar a categoria Ultimate com o seu icónico carro cor-de-rosa.

    A francesa Lucie Baud também continua a escrever o seu percurso na X-raid, navegando o pai, Lionel Baud. A dupla, que pilota o MINI JCW Rally 3.0d desde 2024, alcançou um notável 21.º lugar no Dakar 2025. A temporada recente confirmou que chegaram ao novo ano com ambições reforçadas, acumulando resultados expressivos e consolidando experiência. Lucie chega à Arábia Saudita com maturidade crescente e total confiança no trabalho que têm vindo a desenvolver.

    Outra das grandes revelações é Rebecca Busi, a mais jovem aquisição da equipa. A piloto italiana prepara-se para enfrentar o Dakar 2026 ao volante de um X-raid Fenic, depois de se destacar na categoria SSV com vários pódios no W2RC. Como apenas a segunda mulher da história a alcançar um pódio neste campeonato, Busi terminou em terceiro lugar, provando que pertence à elite da disciplina.

    A espanhola Rosa Romero surge igualmente em destaque. Depois do Dakar 2025, juntou-se ao MINI rosa e à portuguesa Maria Gameiro, formando uma dupla que rapidamente demonstrou sintonia e competitividade. Com vasta experiência no Dakar — seja em moto, seja em UTV —, Romero prepara-se agora para a estreia na categoria Ultimate, num desafio que promete elevar ainda mais o seu prestígio.

    Mas a presença feminina na X-raid não se limita ao habitáculo. A influência das mulheres estende-se pelos bastidores, ocupando funções essenciais tanto na sede em Trebur como em estruturas técnicas nos ralis. É um contributo abrangente, consistente e transformador, que reforça a convicção de que o sucesso da X-raid também se escreve no feminino.

  • Portugueses reconquistam Fronteira: vitória épica quebra domínio francês após 14 anos

    Portugueses reconquistam Fronteira: vitória épica quebra domínio francês após 14 anos

    A 27.ª edição da bp Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira ficou marcada por um feito histórico: a vitória totalmente portuguesa de Luís Cidade, João Monteiro, Mário Franco e Pedro Santinho Mendes. A equipa, que se reuniu pela primeira vez para este desafio, conquistou a mais emblemática prova de resistência do todo-o-terreno nacional ao volante de um SSV Can-Am, quebrando o domínio francês que durava desde 2011. Um triunfo épico que devolve Portugal ao topo desta clássica do automobilismo.

    Foi uma maratona de pura sobrevivência, onde favoritos desistiram, protótipos ficaram pelo caminho e a chuva transformou a pista num campo de batalha. E se houvesse um prémio de “Piloto do Evento”, Luís Cidade seria o vencedor: fez a pole-position, ganhou as 4 Horas SSV e terminou a corrida das 24 Horas ao volante, num fim de semana absolutamente memorável.

    Mais de 300 pilotos estiveram em pista e milhares de adeptos encheram o Terródromo de Fronteira durante todo o fim de semana, assistindo ao regresso de Portugal às vitórias, algo que não acontecia desde 2010, quando a formação de Pedro Lamy, José Pedro Fontes, Luís Silva e António Coimbra levou a melhor com o BMC-BMW.

    A competitividade dos protótipos franceses — máquinas altamente evoluídas — e a experiência dos seus pilotos explicavam o longo reinado gaulês. Mas este ano a South Racing Can-Am montou uma equipa forte, experiente e rápida, capaz de transformar um SSV num candidato real ao triunfo absoluto.

    Liderança desde o início… e um susto final

    A formação portuguesa assumiu o comando logo na primeira volta, após ter sido a mais rápida nos treinos cronometrados. Ainda assim, a corrida esteve longe de ser linear. A equipa Laurent Poletti/Ronald Basso/Tiago Reis chegou a liderar, mas um reabastecimento ilegal fora da zona permitida resultou numa penalização de 15 voltas, seguida de problemas mecânicos que ditaram o abandono.

    A noite e a chuva provocaram estragos. O protótipo AC Nissan de Mário Andrade partiu a suspensão traseira numa saída de pista, perdendo muito tempo nas boxes. Mesmo assim, regressariam à luta, realizando uma recuperação impressionante até voltarem ao pódio.

    A cinco horas do fim, um problema elétrico no Can-Am Maverick R colocou a vitória portuguesa em risco. A equipa perdeu 1h40 nas boxes, permitindo que o AC Nissan voltasse à liderança. Contudo, novos problemas — quebra de rendimento do motor e sucessivas trocas da correia do alternador — devolveram a vantagem ao quarteto português, que resistiu à pressão até ao último minuto. “Ninguém merece sofrer tanto”, confessou João Monteiro, emocionado, após a vitória.

    “Foi uma prova muito difícil. Tivemos um contratempo, mas a equipa resolveu o problema. Nas últimas horas gerimos o andamento e conseguimos um fim de semana inacreditável. Estou mais feliz com as duas vitórias do que cansado por disputar duas corridas”, afirmou Luís Cidade, responsável por abrir e fechar a corrida.

  • O épico da resistência regressa: Fronteira prepara-se para 24 horas de combate

    O épico da resistência regressa: Fronteira prepara-se para 24 horas de combate

    A vila alentejana de Fronteira prepara-se para voltar a vibrar com a emoção das bp Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira 2025, uma das maiores maratonas de resistência do todo-o-terreno europeu. Mais de três centenas de pilotos, oriundos de seis nacionalidades, vão enfrentar um percurso duro, longo e espetacular no Terródromo local, perante os muitos milhares de espetadores que habitualmente transformam a prova numa autêntica festa popular.

    A 27.ª edição arranca na próxima quinta-feira com as verificações técnicas e documentais das 82 equipas inscritas. A par da grande corrida, o programa destaca ainda as bp Ultimate 4 Horas TT Vila de Fronteira, que contam com 31 SSV altamente competitivos e prontos para proporcionar espetáculo.

    Organizada pelo Automóvel Club de Portugal, a prova tornou-se um ícone da resistência automóvel, quer pelas suas características únicas, quer pelo ambiente intenso vivido ao longo de quatro dias. São 1.440 minutos de competição ininterrupta que reúnem gerações de pilotos e famílias inteiras, lado a lado com especialistas nacionais e internacionais do todo-o-terreno ao volante de máquinas impressionantes, ou amadores que participam com simples 4×4. Além dos portugueses, marcam presença equipas de França — 22 formações — Itália, Suíça, Bélgica e Países Baixos.

    Ao longo de 24 horas, os concorrentes mantêm um ritmo elevado, dia e noite, enfrentando zonas particularmente exigentes do traçado. A segurança é assegurada por 47 postos de comissários ao longo dos 16,2 km do circuito. Fora da pista, o ambiente é de entusiasmo permanente: convívio, campismo e uma comunhão única entre público e equipas fazem desta prova um verdadeiro fenómeno desportivo e social.

    Desde a primeira edição, em 1998, o formato mantém-se quase inalterado, preservando o caráter desafiante de um circuito em terra especialmente concebido para resistir à dureza das muitas horas de competição. A chuva, que tem marcado algumas das últimas edições, pode elevar ainda mais o grau de dificuldade. E a noite continua a ser um momento mágico, onde a perícia dos pilotos atinge o seu auge.

    No plano competitivo, a expectativa centra-se em saber se as equipas portuguesas conseguirão travar a hegemonia francesa, vencedora das últimas dez edições, muitas vezes com protótipos construídos especificamente para este tipo de provas. Entre os favoritos está a formação luso-francesa de Mário Andrade, Cédric Duple, Yann Morize e Nicola Cassiede, vencedora em 2024 e recordista absoluto de triunfos em Fronteira, com nove vitórias ao volante do AC Nissan Proto. Tiago Reis, tricampeão nacional de todo-o-terreno, junta-se à estrutura de Laurent Polleti para pilotar o MMP Buggy com ambições claras de vitória, depois de a equipa francesa ter triunfado em 2022. Já Luís Cidade, João Monteiro, Mário Franco e Pedro Santinho Mendes surgem como a principal esperança portuguesa de um resultado de topo, ao volante de um Can-Am Maverick.

    Porque uma corrida de 24 horas nunca se decide apenas na velocidade pura, a gestão da mecânica e do risco torna-se determinante, sobretudo à medida que o piso se degrada. E é esta combinação de estratégia, resistência e ousadia que faz da prova a mais emblemática maratona de TT da Europa.

    A edição deste ano destaca ainda a participação de uma equipa totalmente feminina — Beatriz Assunção, Carolina Santos, Bianca Silva, Paula Moura e Marina Reisinho — também em Can-Am, e o regresso do francês Yves Morize, de 81 anos, um nome histórico da competição que volta a Fronteira ao volante de um protótipo MMP. Entre os cerca de 80 veículos presentes, há também espaço para máquinas que despertam curiosidade e nostalgia, como um Renault 4L, um Mercedes 300D Limousine, um Peugeot 504 Pick-up e um clássico UMM Alter Turbo.

    A festa do todo-o-terreno inclui igualmente as bp Ultimate 4 Horas SSV Vila de Fronteira, realizadas sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal. Com 31 equipas inscritas e categorias SSV, SSV TT2 e SSV Stock, a corrida promete ação intensa. Luís Cidade (Can-Am Maverick), vencedor em 2024, volta a competir a solo, enfrentando nomes como João Dias e Arnaldo Monteiro (Polaris RZR Pro) ou Tiago Pinto (Can-Am Maverick). A prova decorre no sábado e antecede a partida das 24 Horas.

    À semelhança dos anos anteriores, o público poderá acompanhar a ação em três Zonas Espetáculo estrategicamente distribuídas pelo percurso, todas equipadas com áreas de restauração e WC. Existe ainda uma Zona de Camping que reforça o ambiente único que, todos os anos, transforma Fronteira na capital ibérica da resistência todo-o-terreno.

  • Baja de Lagos encerra temporada desafiante para Nuno Matos e Ricardo Claro

    Baja de Lagos encerra temporada desafiante para Nuno Matos e Ricardo Claro

    Nuno Matos e Ricardo Claro fecharam esta tarde a participação na Baja de Lagos, última prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, numa jornada marcada por contratempos técnicos, mas também por sinais evidentes do potencial da dupla e do Amarok Proto.

    No arranque da prova algarvia, o primeiro setor seletivo ficou condicionado por problemas nos travões, que impediram a dupla de imprimir o ritmo desejado. No domingo, já no segundo setor, um novo contratempo — desta vez na transmissão — voltou a atrasar a equipa. A situação foi resolvida durante a especial, mas o tempo perdido acabou por ser inevitável. Ainda assim, nos quilómetros finais, Nuno Matos e Ricardo Claro mostraram novamente competitividade, rodando no 6.º lugar da classificação geral.

    Para Nuno Matos, o desfecho da prova acaba por refletir o que foi a totalidade da época: “Entrámos nesta prova com vontade de terminar com um resultado sólido, mas voltámos a não ser felizes. Ainda assim, quando tudo funcionou, mostrámos o nosso verdadeiro ritmo e conseguimos andar nos lugares da frente. Fica a frustração, mas também a certeza de que temos capacidade para muito mais.”

    Com a Baja de Lagos fecha-se uma temporada exigente, aquém das expectativas da equipa e do seu real potencial competitivo — mas que deixa bases firmes para um ano de 2026 em que o objetivo será regressar aos resultados que a estrutura ambiciona.

    Nuno Matos deixa, ainda, uma nota de reconhecimento: “Quero agradecer ao Ricardo, à nossa equipa, aos nossos patrocinadores, parceiros e amigos. O seu apoio foi fundamental ao longo de uma temporada dura, mas muito rica em aprendizagem. Estamos totalmente focados em 2026, com ambição renovada e a convicção de que será um ano mais feliz e alinhado com o potencial que sabemos ter.”