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  • Peugeot celebra o 3008 número 1 milhão

    Cinco anos após o seu lançamento, o PEUGEOT 3008, um dos modelos mais vendidos da marca, celebra a produção da sua milionésima unidade, exemplar que saiu das linhas de produção da Fábrica de Sochaux. Para celebrar o momento, os funcionários reuniram-se em torno deste PEUGEOT 3008 Hybrid nº 1.000.000.

    Um enorme sucesso: a mais recente geração do PEUGEOT 3008 já ultrapassou a fasquia de um milhão de unidades produzidas. Fabricado na Europa e na China, começou por conquistar os especialistas ainda antes de ser comercializado, tendo conquistado em todo o mundo 76 prémios, incluindo o prestigiante título de “Car of the Year” em 2017.

    Na Europa ocupa o segundo lugar no segmento SUV em 2021, com posições fortes em vários países e, particularmente no sul da Europa, onde é o número um em França e número dois em Portugal, Espanha e Itália. Em Portugal, a enorme aceitação do modelo – eleito também Carro do Ano/Troféu Volante de Cristal em 2017 – permite-lhe ter uma quota no segmento de 12% nas vendas acumuladas deste ano e contribuir fortemente não apenas para a liderança da PEUGEOT nos SUV do segmento C (quota de 15,8%), mas também de todo o mercado SUV nacional (quota de 15,5%).

    A Europa representa 65% das vendas do PEUGEOT 3008. Os seus principais mercados fora da Europa são a Turquia, Israel, Japão e Egipto. Mais de 80% das vendas do PEUGEOT 3008 são de versões equipadas com caixa de velocidades automática e quase 38% são versões topo de gama, o que ilustra perfeitamente a subida de posicionamento da marca PEUGEOT.

    O PEUGEOT 3008 disponibiliza a mais recente geração de ajudas à condução, bem como o PEUGEOT i-Cockpit® com uma nova instrumentação de alta qualidade e um novo ecrã tátil de 10 polegadas e de alta-definição. Este modelo ilustra na perfeição o conceito Power of Choice, ao oferecer propulsores híbridos plug-in, de duas ou quatro rodas motrizes, bem como motores de combustão interna, numa combinação de prazer de condução e eficiência.

    O PEUGEOT 3008 tem conquistado inúmeros clientes graças às suas qualidades dinâmicas e ao seu estilo exterior distinto e moderno. O interior, com o PEUGEOT i-Cockpit®, oferece uma atmosfera tecnológica e acolhedora, um ambiente muito diferente no qual os clientes se sentem à vontade, e que obtém um dos melhores índices de satisfação geral na Europa.

  • Stelantis avança com projeto Atlante

    O plano anunciado pela Stellantis no “EV Day” continua e abrange Portugal: Identificados os primeiros 700 locais para o projeto Atlante, a maior rede de carregamento rápido em desenvolvimento em Itália, França, Espanha e Portugal, resultando de uma parceria com o NHOA Group e a Free2Move eSolutions.

    Foram feitos planos para um total de 5.000 pontos de carregamento rápido até 2025 e para mais de 35.000 até 2030, todos eles do tipo ‘Vehicle-Grid-Integrated’ (VGI).

    O projeto Atlante está a ganhar forma com a implementação daquela que será a maior rede de carregamento rápido do sul da Europa, a primeira a ser 100% do tipo ‘Vehicle-Grid-integrated’ (‘VGI’), utilizando sistemas de energias e armazenamento renováveis.

    Em linha com os anúncios feitos no “EV Day”, no dia 8 de julho, está em curso o plano de desenvolvimento do Atlante. Em meados de outubro, foi inaugurada em Piemonte (Itália) a primeira estação de carregamento rápido, e estão agora identificados os primeiros 700 locais de projeto, dos quais 10% (principalmente em Itália) já estão em desenvolvimento e entrarão em funcionamento ao longo dos próximos seis meses.

    A potência de saída nos postos de carregamento do Atlante variará de um mínimo de 100 kW a um máximo de 175 kW, garantindo tempos de carregamento reduzidos e oferecendo benefícios para os clientes da Stellantis.

    O projeto Atlante resulta da colaboração entre o NHOA Groupe – que desenvolve e investe na rede como proprietária e operadora – e a Free2Move eSolutions, uma joint-venture do NHOA com a Stellantis, que fornece, por sua vez, a tecnologia de carregamento (hardware e software). O projeto prevê a instalação em Itália, França, Espanha e Portugal de 5.000 pontos de carregamento rápido até 2025, com uma meta de mais de 35.000 até 2030. Os postos de carregamento serão instalados, principalmente, perto dos principais entroncamentos rodoviários e em áreas urbanas densamente povoadas.

    O projeto Atlante é uma resposta ao plano “Fit for 55”, anunciado pela Comissão Europeia em meados de julho, com o objetivo de se alcançarem 100% de vendas de automóveis com zero emissões até 2035. Outro fator importante é a instalação de pontos de carregamento rápido a intervalos regulares de 60 km de distância nas principais autoestradas.

    “As instalações de carregamento rápido no Sul da Europa representam uma grande oportunidade de crescimento e de desenvolvimento rumo a uma nova mobilidade, permitindo-nos construir um futuro melhor para as próximas gerações”, afirmou Anne-Lise Richard, Head of Global e-Mobility da Stellantis. “A implantação de infraestruturas de carregamento público é fundamental para ajudar os clientes a optarem por um veículo elétrico. Tal como na Stellantis, o nosso objetivo é oferecer uma experiência de carregamento tão simples, intuitiva, conveniente e, acima de tudo, tão rápida como encher um depósito com gasolina. A rede que está a ganhar forma graças ao projeto Atlante será um fator determinante para atingir este objetivo. Um projeto ambicioso, que vai na direção certa para providenciar energia às baterias usadas em veículos elétricos e eletrificados. O anúncio de hoje, de uma obra que já arrancou, representa, portanto, um grande passo em frente na implementação da estratégia de eletrificação 360° na Stellantis”. 

    Nos últimos dias, a ACEA (European Automobile Manufacturers Association) tem alertado os organismos reguladores europeus para a falta de infraestruturas de carregamento e, acima de tudo, para a escassez de postos de carregamento rápido. Na verdade, dos cerca de 225.000 pontos de carregamento atualmente disponíveis na Europa, apenas 25.000 são de elevada potência.

    É aqui que entra em cena o projeto Atlante, tendo como objetivo colmatar esta lacuna nas infraestruturas, alcançando uma quota significativa do mercado da rede de carregamento rápido e de carregamento ultrarrápido no sul da Europa – em termos de disseminação e base de clientes – até 2030. Ao mesmo tempo, o esquema também oferecerá condições de serviço preferenciais e distintas aos clientes do grupo Stellantis.

    O Atlante é um projeto único no seu género, ao combinar sistemas de carregamento rápido e ultrarrápido com tecnologia ‘VGI’ e sistemas de armazenamento de energia. O NHOA Group possui uma vasta experiência neste campo, tendo mais de 1 GWh de sistemas online e em desenvolvimento em 26 países. Os sistemas de armazenamento são a solução tecnicamente mais adequada para ser associada à produção de energia a partir de fontes renováveis, para que a energia possa ser armazenada e depois disponibilizada para uma utilização posterior, quando a procura o exigir. 

    Dependendo da localização da estação e do tipo de carregamento previsto (‘on-the-go’ ou ‘at destination’ / ‘no caminho’ ou ‘no destino’), as estações de carregamento Atlante também irão incluir áreas cobertas com painéis solares incorporados e sistemas de armazenamento que utilizam baterias de ‘segunda vida’. A Stellantis e os seus parceiros no projeto Atlante já definiram o roteiro para o desenvolvimento da tecnologia, que deverá ser lançado ainda este ano.

  • C. Santos mostra sustentabilidade do Mercedes-EQ Lounge na Nazaré

    A Sociedade Comercial C. Santos levou um grupo de convidados ao Mercedes-EQ Lounge na Nazaré, um projeto focado na sustentabilidade, uma das atuais prioridades da marca, com uma forte ligação ao oceano e que permite dar continuidade à presença da Mercedes-Benz no surf de grandes ondas. Aquela cidade piscatória é, hoje, um dos maiores palcos mundiais do surf de ondas gigantes.

    A Nazaré é, há dez anos, palco mundial de grandes ondas e atrai apaixonados pela modalidade de todo o mundo. Desde 2011, altura em que Garrett McNamara alcançou o recorde da maior onda do mundo, a Praia do Norte recebe eventos de caráter mundial e é notícia em todo o mundo. A 1 de novembro de 2011, o surfista embaixador Mercedes-Benz, então com 44 anos, ali surfou uma onda de 23,77 metros.

    Entretanto, esse recorde foi batido por outros surfistas de grandes ondas que acorrem à Nazaré na procura de ultrapassar as sucessivas marcas máximas. A Mercedes-Benz aposta também há 10 anos no surf. A modalidade é considerada um desporto global em expansão, com os 35 milhões de surfistas que, estima-se, existem em todo o mudo, a representar um crescimento de 50% nos últimos dez anos.

    Surf e sustentabilidade andam, por norma, casados. Inaugurado este ano, o Mercedes-EQ Lounge, na Nazaré é um projeto focado na sustentabilidade, com uma forte ligação ao oceano e que permite dar continuidade à presença da Mercedes-Benz no surf de grandes ondas.

    Reciclar e reutilizar foram conceitos presentes em todo processo de seleção de materiais necessários ao restauro do edifício e à sua decoração. Nas paredes e bancos de suporte, nas mesas, cadeiras e elementos que delimitam a área de jardim, nas portas, portadas e janelas no interior, tudo foi construído com recurso a materiais reciclados a partir da construção original, do princípio do século passado, ou provenientes da comunidade piscatória. Desde as madeiras que serviram para a construção de embarcações, restos de cabos náuticos que deram à costa, madeiras provenientes de plantações de florestas sustentáveis, até à cortiça, a solução mais ecológica de revestimento/isolamento, utilizada a nível arquitetónico, que compõe os jardins verdes verticais, tudo remete para o forte conceito de sustentabilidade.

    A componente energética concebida para todas as necessidades atuais e futuras, privilegia a utilização de energias renováveis. As águas quentes sanitárias são também asseguradas pelos painéis fotovoltaicos. O aquecimento do interior está a cargo de uma salamandra e o abastecimento de água às zonas técnicas e para a rega é proveniente do reaproveitamento das águas pluviais. De referir ainda que, toda a área está preparada para que seja possível (numa fase posterior) a instalação de uma estação biológica de tratamento de águas cinzentas – águas estas produzidas pelo edifício.

    O Mercedes-EQ Lounge conta também com quatro postos de carregamento para automóveis elétricos, que se assumem como um marco importante para o fomento da mobilidade neutra em CO2. O caminho para a neutralidade carbónica coloca um conjunto significativo de desafios e oportunidades à sociedade. A transição para uma economia neutra em carbono é uma das grandes preocupações da Mercedes-Benz. No novo Mercedes-EQ Lounge é possível observar todo o circuito elétrico proveniente da reutilização de uma bateria de uma das primeiras unidades do modelo Classe B 100% elétrico, que permite agora armazenar a energia captada pelos painéis fotovoltaicos.

    Estratégia de sustentabilidade: Ambition 2039

    No âmbito da iniciativa Ambition 2039, a Mercedes-Benz está a avançar no processo de transformação o sentido da neutralidade carbónica com um pacote de medidas implementadas em toda a sua cadeia de valor. No que ao produto diz respeito, a marca trabalha no sentido de oferecer um portfolio de novos modelos de veículos neutros em emissões de carbono em menos de 20 anos. Já em 2030, pretende que mais de 50% dos veículos ligeiros de passageiros vendidos sejam modelos equipados com cadeias cinemáticas elétricas (100% elétricos e híbridos plug-in).

    Depois do EQA, lançado em abril, e do EQS, que chegou em outubro, a Mercedes-EQ conta com três modelos 100% elétricos (os dois modelos juntaram-se ao EQC). Em 2022, chegarão o EQB e o EQE. A marca irá também continuar a expandir a sua ampla e atrativa gama de produtos xEV (elétricos e híbridos plug-in) através do lançamento de um total de 30 versões híbridas plug-in até ao final de 2021.

  • Eni aposta na captura, Armazenamento e Reutilização do CO2

    A ENI tem vários projetos em curso no mundo das tecnologias CCS (Carbon Capture and Storage) e CCU (Carbon Capture and Utilization), sob a supervisão do Centro de Investigação de San Donato Milanese e do Centro R&D para as Energias Renováveis e para o Ambiente em Novara.

    Em relação às tecnologias, no que diz respeito à fase de captura, a multinacional transalpina está a desenvolver sistemas que utilizam líquidos iónicos que são mais eficientes do que os líquidos convencionais à base de aminas.

    Com relação à fase de armazenamento, os esforços da ENI estão concentrados na otimização de todas as fases do processo, desde o transporte à interação fluido-rocha aos sistemas de monitorização no terreno, a fim de tornar a tecnologia mais eficiente e facilitar a sua aplicação em grande escala.

    Operacionalmente, pretende criar um dos maiores centros de armazenamento de CO₂ do mundo e o primeiro no Mediterrâneo ao largo da costa de Ravenna. A conversão de campos esgotados no Mar Adriático, que deixará de produzir gás natural, em locais exclusivos de armazenamento permanente de CO₂, e a reutilização de uma pequena parte da infraestrutura existente proporcionarão uma solução rápida e concreta para reduzir as emissões no setor industrial italiano a preços muito competitivos. A CCS é, em particular, a única opção facilmente disponível para os chamados setores de difícil eliminação, como o cimento, o aço, as instalações químicas, etc., em que uma parte significativa das emissões de dióxido de carbono está ligada ao processo industrial e, por conseguinte, não pode ser evitada através da eletrificação ou das energias renováveis, por exemplo.

    A nível internacional, a ENI é parceira em dois projetos CCS que estão a ser criados no Reino Unido: HyNet North West, na área da Baía de Liverpool, na costa noroeste do país. Fora da Europa, também está a analisar a viabilidade de um projeto de captura de CO₂ nos Emirados Árabes Unidos em Ghasha e está a ser estudada uma aplicação CCS na Líbia, para o projeto Bahr Essalam, bem como oportunidades para desenvolver projetos CCS na Austrália e em Timor-Leste.

    Quanto ao desenvolvimento de tecnologias, é variada a gama que a ENI apresenta para a fase de utilização. Uma primeira linha de investigação tem que ver com a ultra-intensificada biofixação de CO₂ através do cultivo de microalgas em fotobiorreatores LED com comprimentos de onda otimizados de fotossíntese. Outra tecnologia envolve um processo de mineralização de CO2 com fases minerais naturais e a utilização dos produtos obtidos durante a fabricação de cimento, que patenteamos em abril de 2021. Uma terceira área de investigação analisa formas de utilizar CO₂ na produção de metanol, um vetor de energia com enorme potencial. Um projeto de maior envergadura, em particular, visa também capturar CO2 diretamente a partir dos veículos.

    Capturar CO2 para armazenamento permanente ou reutilizá-lo em outros ciclos de produção é uma das principais formas de reduzir as suas concentrações na atmosfera e limitar o aumento da temperatura média global em até 2 graus Celsius, conforme exigido pelos Acordos de Paris sobre mudanças climáticas.

    As tecnologias CCS e CCU fazem parte da nossa estratégia de descarbonização, em conjunto com a combinação certa de gás natural e de energias renováveis, economia de energia gerada pelo aumento da eficiência e a proteção e conservação das florestas. Desenvolver as instalações correspondentes a uma escala industrial também tem a vantagem de gerar um ciclo virtuoso através dos princípios da economia circular, com efeitos positivos no crescimento e desenvolvimento gerais.

  • A cortiça e o MX-30: Encontro entre o passado e o futuro

    Material de excelência, a cortiça remonta às origens da própria marca, em 1920. A qualidade intrínseca deste produto tão tipicamente português foi um factor de enorme relevância, tendo envolvido a Amorim Cork Composites, uma das divisões da também nacional Corticeira Amorim. A sua primeira aplicação integra-se no SUV MX-30, a primeira proposta da Mazda direccionada ao mercado 100 por cento eléctrico a bateria.

    No que respeita a materiais, a cortiça esteve sempre entre as preferências da Mazda, nomeadamente pelo facto da marca ter nascido, há mais de 100 anos, como fabricante de produtos de cortiça. A Mazda redescobre, assim, as suas raízes, empregando-as no MX-30[1], o seu primeiro veículo totalmente eléctrico a bateria, mas não o faz apenas por uma questão nostalgia. Com efeito, este material frequentemente subestimado apresenta um surpreendente conjunto de caraterísticas que o tornam numa excelente opção para a indústria automóvel.

    O que é que, normalmente, associamos à Mazda? Questionando algumas pessoas, as respostas obtidas serão bastante diferenciadas: o motor rotativo e a sua vitória em Le Mans; o MX-5, o icónico roadster da marca; a peculiaridade do prazer de condução e conforto associados à sensação Jinba Ittai, etc. No entanto, o que poucos irão, certamente, mencionar, é a cortiça. Apenas os mais informados e acérrimos entusiastas da marca sabem que a Mazda iniciou a sua atividade como produtora desse material, então sob a designação Toyo Cork Kogyo, em 1920, época em que os sobreiros eram abundantes na região de Hiroshima e a indústria de construção naval local representava uma importante fonte de procura de produtos de cortiça.

    Embora a Mazda tenha, há muito, abandonado esse negócio, esse passado encontra-se, até hoje, enraizado no pensamento e coração de muitos dos seus empregados. A melhor oportunidade para homenagear esta rica e vasta tradição surgiu com o lançamento do MX-30, o primeiro modelo totalmente eléctrico da Mazda, representando um arrojado passo na direção de um futuro sustentável.

    O MX-30, modelo que estreia a solução eléctrica na Mazda, representa um importante progresso para a concretização da sua abordagem multi-soluções em termos de sustentabilidade. Equipado com uma bateria de iões de lítio de 35,5 kWh de dimensões compactas, esse novo modelo não se distingue apenas por ser “zero emissões”, sendo também capaz de manter em níveis mínimos a própria pegada global de carbono do veículo, uma vez que o teor de CO2 emitido durante o seu processo de produção é significativamente menor. Mas não só, pois, para além disso, o MX-30 integra um conjunto de materiais inovadores e sustentáveis, desde couro vegetal, a fibras feitas de um material respirável, gerado a partir de garrafas PET recicladas, sem esquecer, obviamente, a cortiça.

    “Aplicámos cortiça em zonas do veículo onde normalmente recorremos a borracha: na consola central e nos puxadores interiores das portas. Isto confere ao modelo um requinte visual e táctil próprio da natureza”, refere Jo Stenuit, Director de Design da Mazda Motor Europe.

    Mas o apelo visual está longe de ser a única razão pela qual a cortiça emergiu como o material de referência no MX-30. Em comparação com a borracha, a cortiça é uma opção mais sustentável e altamente funcional em diversos aspectos.

    No que diz respeito a materiais naturais, a cortiça é, certamente, uma das opções mais versáteis e amigas do ambiente actualmente disponíveis. Derivada da casca do sobreiro, a sua extracção não causa quaisquer danos às próprias árvores, exemplares que apresentam uma casca regenerativa, significando que, uma vez desprovida da sua casca exterior, a árvore voltará a reproduzir, por completo, essa camada protectora, sem sofrer efeitos secundários negativos.

    A Mazda e a Corticeira Amorim: um novo nível de sustentabilidade

    Todas estas características tornam a cortiça num excelente material de base para aplicação em automóveis. Contudo, antes de estar apta a ser corretamente aplicada no Mazda MX-30, foi necessário ultrapassar alguns processos. Como acontece com a maioria dos materiais naturais, a cortiça está disponível com diversos níveis e qualidades, razão pela qual os engenheiros da Mazda estabeleceram requisitos técnicos elevados.

    “O interior de um veículo pode revelar-se um ambiente muito agressivo. Por exemplo, os raios ultravioleta, que penetram no habitáculo ao longo do tempo, podem degradar a cortiça”, explica Youichi Matsuda, Designer Chefe do MX-30. Como o modelo foi o primeiro veículo produzido em massa para a Europa integrando elementos em cortiça, não existiam, na prática, casos para comparação.

    A Mazda encontrou na Amorim Cork Composites, filial de um dos maiores produtores mundiais de cortiça, um parceiro capaz de assegurar a qualidade e funcionalidade que a equipa de produto procurava. Localizado no Vale do Douro, Património Mundial da UNESCO, o fabricante não só produz cortiça de elevada qualidade, como também está empenhado num modelo de negócio sustentável ao longo de toda a sua cadeia de valor.

    Aplicando os princípios de economia circular, a empresa implementou um processo de produção integrado, que permite e promove a reutilização de todos os subprodutos associados ao processamento da cortiça. Assim, 60 por cento das necessidades energéticas da empresa são satisfeitas com energia de biomassa gerada a partir do pó de cortiça, um produto secundário ao processo de produção. Sempre que possível, a cortiça é reciclada ou reutilizada noutras aplicações, aqui integrando-se a colaboração com a Mazda.

    Os materiais em cortiça integrados no MX-30 são concebidos a partir de aparas de cortiça e pedaços excedentes que se acumulam durante a produção das tais rolhas para garrafas de elevada qualidade. Isto também significa que apenas essa cortiça de maior qualidade, extraída dos sobreiros com pelo menos 40 anos de vida, é encaminhada para o veículo. A cortiça é, então, granulada e formada num material contínuo, com a ajuda de diferentes agentes aglutinantes. Para alcançar as características tácteis, estéticas e de desempenho apresentadas no MX-30, esse composto de cortiça passa por um elaborado processo de refinação. Por exemplo, a utilização de um revestimento especial e de um material de base destina-se a assegurar mais durabilidade e maior resistência aos raios UV.

    Em conjunto, as duas empresas conseguiram, assim, criar um compósito de cortiça totalmente adequado às elevadas exigências no interior de um habitáculo de um veículo, aproveitando, simultaneamente, as excecionais caraterísticas naturais que formam este magnífico material. E isto pode ser apenas o começo: “A cortiça ainda tem muito potencial para a indústria automóvel”, declara Sandra Höner zu Bentrup, Designer Sénior de Cores e Materiais da Mazda Research Europe. “Estamos apenas no início das possibilidades de desenvolvimento deste material”.

    Quanto à continuidade do recurso à cortiça em futuros modelos da Mazda, resta aguardar por desenvolvimentos neste domínio!


  • Museu do Caramulo produz série sobre colecções de sonho portuguesas

    Depois do sucesso da série “Automóveis Portugueses”, lançada em 2021, o Museu do Caramulo, através do Jornal dos Clássicos, regressa com uma nova série intitulada “Colecções de Sonho”, que ao longo de seis episódios vai revelar algumas das melhores colecções de automóveis e motos em Portugal, na sua maioria, desconhecidas do grande público.

    Com data de estreia marcada para o próximo dia 18 de Novembro no canal do Jornal dos Clássicos no YouTube, a série “Colecções de Sonho” vai apresentar a cada Quinta-feira uma nova colecção portuguesa, assim como o seu proprietário e a sua história enquanto coleccionador.

    Ao longo dos seis episódios serão reveladas as extraordinárias colecções de automóveis de André Villas-Boas, o conhecido treinador de futebol e assumido amante de motores, de José Mira, que comprou o seu primeiro automóvel aos 18 anos e nunca mais parou ou a Meigo Collection, que num curto espaço de tempo juntou um invejável espólio de automóveis desportivos dos anos 70, 80 e 90. Mas não só. As motos também estarão em destaque nesta série, com as colecções de José Duarte, cuja paixão pela Honda rivaliza com o museu da marca no Japão, a de Frederico Valsassina, que coleciona e restaura motos desde a sua adolescência ou a de José Pereira, que conta com mais de mil veículos de duas rodas de todas a marcas e nacionalidades.

    Com quase 70 anos de existência e visitado por mais de um milhão e meio de pessoas, o Museu do Caramulo alberga no seu espólio uma colecção de arte, uma colecção de automóveis, motos e bicicletas e uma colecção de brinquedos antigos. O Museu do Caramulo produz ainda, de forma regular, exposições temáticas e temporárias, e organiza vários eventos como o Salão Motorclássico, o Caramulo Motorfestival, o Freedom of Speed, O Museu na Rua ou o Rider – Passeio de Motos Clássicas.

    Mais informação em www.museudocaramulo.pt.

  • C. Santos cronometrou zero emissões no carro-relógio da Maratona do Porto

    A Sociedade Comercial C. Santos voltou a ser a viatura oficial da Maratona do Porto. A edição de 2021, realizada no domingo (7 de novembro) marcou o regresso à estrada – depois de no ano passado, devido à pandemia, ter ido formato virtual – e contou com um carro-relógio 100% elétrico: o EQC, modelo SUV da Mercedes-EQ.

    A 17ª Maratona do Porto passou por ruas da cidade Invicta e de Matosinhos (este ano, devido ao tabuleiro inferior da Ponte Luiz I estar fechado à circulação, o traçado não incluiu a Vila Nova de Gaia). Mais de oito atletas desafiaram-se nas três corridas que compuseram o programa: EDP Maratona do Porto (42 km), corrida solidária APO Family Race Corrida dos Ossos Saudáveis (10 km) e EDP Fun Race (6 km).

    Parceria de longa data

    A Runporto e a Sociedade Comercial C. Santos têm uma parceria histórica. Remonta a 2011 e ao longo destes dez anos tem ganho força. O concessionário Mercedes-Benz e smart apoia quatro eventos organizados pela empresa: a Corrida da Mulher, a Corrida de São João, a Maratona do Porto e a São Silvestre.

    No caso da Maratona do Porto, a Sociedade Comercial C. Santos cedeu viaturas de apoio às montagens e shuttle de atletas e parceiros, bem como o automóvel do diretor de prova, Jorge Teixeira, além do carro-relógio.

    O modelo que foi carro-relógio na prova foi um EQC, automóvel 100% elétrico que cronometrou apenas o tempo dos participantes, não contando quaisquer emissões, contribuindo para que o ar respirado pelos milhares que participaram ou assistiram à Maratona do Porto fosse mais puro. Quando os atletas de elite terminaram a prova, o carro-relógio “estacionou” junto à meta, com todos os participantes e público a poderem acompanhar os tempos nesta viatura zero emissões.

    Modelo pioneiro

    O EQC é um imponente SUV e teve o condão de, no fim de 2019, ser o primeiro modelo a ser lançado pelo construtor alemão sob a marca Mercedes-EQ, exclusiva de automóveis elétricos. Os dois motores elétricos nos eixos dianteiro e traseiro têm, no EQC 400 4MATIC Coupé, uma potência combinada de 300 kW (408 cv) e um binário de 765 Nm.

    A energia é fornecida por uma bateria de iões de lítio de 80 kWh. Com este conjunto propulsor, o Mercedes EQC acelera até aos 100 km/h em 5,1 segundos. A velocidade máxima está limitada eletronicamente a 180 km/h. O consumo médio de 22,2 kWh/100 km permite uma autonomia de 417 km (WLTP).

  • Hyundai Motor divulga teaser do SEVEN, o concept SUV 100% elétrico

    O concept SEVEN prevê inovações de design e tecnologia para o próximo SUV 100% elétrico da Hyundai Motor. Uma nova tipologia SUV otimizada para BEV’s, combinada com uma nova arquitetura interior que evoca uma experiência lounge premium.

    As imagens teaser revelam uma forma que segue o design funcional que ousa desvirtuar-se das tradições da era do motor a combustão. A arquitetura de luzes do SEVEN é definida pelo Parametric Pixels, a identidade de design única da submarca IONIQ que conecta o analógico com emoções digitais.

    O SEVEN capta o design futuro e inovação tecnológica da Hyundai Motor na era da mobilidade elétrica e sugere a adição de um novo modelo SUV à família IONIQ, a submarca dedicada exclusivamente a veículos elétricos.

    As imagens teaser revelam uma forma que segue o design funcional que ousa desvirtuar-se das tradições da era do motor a combustão. A arquitetura de luzes do SEVEN é definida pelo Parametric Pixels, a identidade de design única da submarca IONIQ que conecta o analógico com emoções digitais.

    O interior do SEVEN sugere um ambiente de lounge premium e personalizado, aprofundando a inovação de espaço existente no Hyundai IONIQ 5. Estofos com materiais sustentáveis oferecem uma experiência de mobilidade refinada e sustentável que refletem os estilos de vida em mudança dos seus clientes. Dia 17 de novembro os jornalistas poderão assistir à conferência no stand da Hyundai no LA Convention Center ou assistir em formato digital. O SEVEN irá permanecer em exibição de 19 a 28 de novembro para o público geral.

  • German Car Of The Year 2022: Peugeot 308 premiado

    O júri do “German Car of the Year” (GCOTY) anunciou que o novo PEUGEOT 308 é o vencedor na classe Compact (preço base até 25.000 €, IVA incluído) impondo-se entre onze concorrentes de nove fabricantes de automóveis.

    Para o júri, a estratégia Power of Choice da PEUGEOT teve um peso significativo: os clientes do novo 308 podem optar entre gasolina, Diesel e dois motores híbridos plug-in. Outras razões para a atribuição do prémio à berlina compacta são a tecnologia evoluída, o PEUGEOT i-Cockpit® digital e programável individualmente, bem como o novo design, com o novo logótipo PEUGEOT.

    O novo PEUGEOT 308 foi anunciado como o vencedor do troféu “GCOTY 2022” na classe “Compact”, a que representa os automóveis mais acessíveis. Foram anunciadas cinco categorias: Compact (< 25.000€), Premium (>25.000€), Luxo (>50.000€), New Energy e Performance. O enfoque nesta fase da avaliação foi a relevância dos modelos no mercado alemão e a sua viabilidade futura.

    Os vencedores destas cinco classes irão, agora, competir pelo prémio global “GCOTY 2022”, distinção que será anunciada no próximo dia 25 de novembro. Este prémio é uma distinção muito cobiçada na indústria automóvel alemã. Sendo independente de qualquer editora, fabricante de automóveis ou salão automóvel, o “GCOTY” é atribuído por um júri de vinte jornalistas automóvel internacionais, a sua grande maioria sediada na Alemanha ou em países onde se fale essa língua. Uma particularidade na edição deste ano é o facto de Guilherme Costa, Diretor da Razão Automóvel, ter sido convidado a integrar esse distinto comité de especialistas, sendo um dos três jurados internacionais convidados pela direção dos “GCOTY”.

  • Estreia mundial do novo Toyota bZ4X

    A Toyota apresenta em estreia mundial o novo bZ4X, o primeiro modelo de uma nova série bZ – beyond Zero , (para além do zero) – de veículos elétricos a bateria (BEV – Battery Electric Vehicles).

    Fiel ao design e tecnologia do “concept”, revelado no início do ano, o bZ4X é agora apresentado na sua versão final, pronta para produção. É o primeiro modelo Toyota desenvolvido a partir de “uma folha branca” especificamente para ser um elétrico a bateria. É também o primeiro modelo construído sobre a plataforma dedicada para BEV e com base na filosofia e-TNGA, desenvolvido em conjunto pela Subaru e Toyota. Incorpora a bateria como parte integral do chassis, por baixo do piso do veículo, o que oferece os benefícios fundamentais de um baixo centro de gravidade, excelente equilíbrio de massas entre a frente e traseira, e elevada rigidez da carroçaria para excelente segurança, condução e desempenho.
     
    O bZ4X é um SUV espaçoso e confortável, disponível com um novo sistema de tração às quatro rodas que oferece desempenho fora de estrada de referência, com motores elétricos em cada eixo. O design exterior, elegante e musculado reflete as qualidades de um 100% elétrico e status de SUV, e apresenta uma nova assinatura de design frontal de “cabeça de martelo”, gerando uma nova atitude e presença inconfundível em estrada. A grande distância entre eixos oferece uma excelente habitabilidade e espaço no habitáculo para 5 lugares, com uma capacidade de bagageira generosa.

    O bZ4X conta com um design elegante e robusto, concebido para a vida urbana, mas também para o campo, combinando uma aparência tecnológica com as qualidades de um SUV autêntico. O design frontal é elegante e minimalista. É caracterizado por uma nova linguagem de design inspirada na “cabeça de martelo”, gerando uma nova atitude e presença inconfundível na estrada, com faróis esguios.
     
    De perfil, a silhueta é elegante com uma altura baixa, pilares dianteiros estreitos e uma linha de eixo baixa que reflete o baixo centro de gravidade da nova plataforma. Os arcos das rodas de grandes dimensões (até 20 polegadas de diâmetro) estão colocados nos cantos da carroçaria e os painéis expressam o caráter SUV autêntico do modelo. Na traseira, as luzes traseiras captam o olhar e acentuam a largura do veículo.

    A inspiração para o interior é “lagom” – uma palavra sueca que define algo que é “equilibrado” e pressupõe uma conotação de perfeição. No Toyota bZ4X é refletida no conforto e espaço que existe no habitáculo no ambiente de sala de estar, uma sensação reforçada pelo uso de texturas de acabamento suaves, detalhes acetinados e uma opção de teto panorâmico.

    O painel de instrumentos é fino e colocado numa posição mais baixa, que dá uma sensação de espaço e visibilidade à frente para o condutor. O princípio “mãos no volante, olhos na estrada” é suportado pelo cockpit centrado no condutor, no qual o painel de instrumentos TFT de sete polegadas fica diretamente na linha de visão do condutor, acima da linha do volante, de forma que a informação possa ser visualizada com mínimo movimento dos olhos.

    A grande distancia entre eixos oferece um espaço para as pernas referencial no segmento e uma distância de 1 metro entre os pontos de anca do passageiro dianteiro e traseiro. Há também amplo espaço na bagageira que apresenta um fundo ajustável; e que vai até os 452 litros com os bancos traseiros na posição normal.
     
    A Toyota baseou-se nos 25 anos de experiência na tecnologia de eletrificação e baterias para garantir qualidade, durabilidade e fiabilidade de classe mundial para o conjunto de módulos de bateria de iões de lítio que alimenta o bZ4X. Mesmo após 10 anos de condução, espera-se que a bateria ainda opere a 90% da performance original*.
    (*Valores alvo durante o desenvolvimento. O período de uso e quilometragem é assumido como 10 anos, ou 240,000 km (150,000 milhas), o que for mais curto.)
     
    Com a bateria totalmente carregada, a autonomia esperada é de mais de 450 km (dependendo da versão, dados exatos a ser confirmados mais tarde). O bZ4X também vai oferecer recursos de tecnologia, incluído um teto com painel solar que ajuda a carregar a bateria enquanto é conduzido ou quando estacionado e a terceira geração do sistema de segurança ativa Toyota Safety Sense, com sistemas mais avançados de apoio à condução.
     
    O bZ4X fará a sua estreia Europeia no dia 2 de dezembro 2021, seguido de um período de pré-reserva online dedicado a clientes que pretendem ser os primeiros a adquirir o modelo.