Categoria: Velocidade

  • Brands Hatch no horizonte de Miguel Ramos e Henrique Chaves

    Após o excelente terceiro lugar nas 24h de Spa-Francorchamps, a dupla Portuguesa, Miguel Ramos e Henrique Chaves do Lamborghini #77 da Barwell Motorsport, focam-se agora em Brands Hatch na luta pelo titulo na Pro-AM da Sprint Cup.

    Com seis das dez provas do Campeonato já disputadas, Ramos e Chaves mantém-se na luta pela Sprint Cup. O Pódio conseguido na dura prova de 24 horas em Spa há quatro semanas, é um excelente tónico para a luta pelo título na Pro-AM. Sendo a penúltima das provas da Sprint Cup,  é muito importante não desperdiçar as oportunidades, mas acima de tudo manter tudo em aberto, até porque os quatro primeiros estão separados por apenas oito pontos.

    Os líderes com 71,5 pontos são Valentin Pierburg e Dominik Baumann (no Mercedes-AMG #20), que têm sido muito regulares durante todo o ano, pressionados pelos Portugueses Miguel Ramos e Henrique Chaves no Lamborghini #77 com apenas 3 pontos de atraso. Mas estes últimos, não se podem distrair, pois estão a ser bastante pressionados com a curta vantagem de apenas 0,5 pontos, para Alex West e Jonny Adam no Aston Martin Vantage #188. Ou seja, uma luta ao rubro em perspetiva até porque os quartos classificados, Louis Machiels e Andrea Bertolini (no Ferrari 488 #52), estão dentro da janela dos oito pontos de diferença para o líderes e todos eles já se mostraram capazes de lutar pela vitória em qualquer circuito.

    Para Miguel Ramos, “após a mais longa das provas, voltamos agora ao formato Sprint com duas corridas de uma hora. Brands Hatch é um circuito muito interessante, foi palco do Grande Prémio de Inglaterra de Fórmula 1 durante vários anos e já lá corri por duas vezes, tendo em ambos os anos subido ao Pódio com um terceiro lugar em 2012 e um segundo em 2011. Ainda não tive a felicidade de vencer em Brands Hatch, vamos ver como nos corre agora, passados quase dez anos desde a ultima vez. O Campeonato está muito interessante e nós estamos na luta pela Pro-AM a 3 pontos dos líderes, mas também estamos a ser pressionados pelos terceiros, pois só temos apenas meio ponto de avanço. Enfim, as contas fazem-se mais tarde, para já é momento de luta e aproveitarmos o bom carro que a Barwell sempre nos tem disponibilizado ao longo do ano”.

    A Fanatec GT World Challenge pode ser seguida ao vivo no YouTube  ou através da APP Oficial para IOS e/ou Android, disponível na App Store ou Google Play.

    Sábado, dia 28 de agosto

    15:20 – 15:40 Qualifying 1

    15:50 – 16:10 Qualifying 2

    Domingo, dia 29 de agosto

    11:00 – 12:00 Race 1 (60′, Rolling Start)

    15:45 – 16:45 Race 2 (60′, Rolling Start)

  • Alvaro Parente: “não tivemos nem andamento nem sorte em Le Mans”

    Álvaro Parente não pôde terminar a 89ª edição das 24 Horas de Le Mans, devido a problemas técnicos, mas faz um balanço positivo do seu regresso à mais importante corrida de endurance do mundo.

    A equipa do piloto português conseguira assegurar a pole-position da GTE Pro, batendo as formações de fábrica, mas o piloto do Porto sentia que em prova tudo seria mais difícil e complicado, o que acabou por se confirmar. A maratona de vinte e quatro horas teve o seu início com a pista molhada e depois de duas voltas de Safety-Car, na confusão, Maxime Martin, que realizou o primeiro turno de pilotagem, não evitou um pião, caindo muitas posições.

    Rapidamente ficou evidente que a máquina da HubAuto Racing não conseguia acompanhar o andamento dos outros concorrentes da GTE Pro. Quando Álvaro Parente pegou no Porsche 911 RSR número setenta e dois, no final da tarde, estava já no oitavo posto da classe e com duas penalizações devido a limites de pista e a uma ultrapassagem sob situação de Safety-Car. O português andou no máximo das capacidades do material ao seu dispor, assinando um turno duplo rápido e consistente, mas era difícil recuperar posições. Ao longo da noite, o carro da HubAuto Racing subiu a quinto, graças aos problemas dos carros que rodavam à sua frente, mas as 7h30 da manhã, a seis horas e meias da bandeira de xadrez, com Dries Vanthoor ao volante e pouco antes de ser substituído por Álvaro Parente, problemas técnicos colocaram a equipa fora de prova.

    Após a corrida, o piloto português estava desapontado e conformado. “Como já esperava, estávamos sem andamento para poder acompanhar os nossos adversários. Demos o máximo enquanto estivemos em prova, fiz bons ‘stints’, mas era impossível ir mais além. Face ao cenário em que estávamos, terminar teria sido um bom prémio para todos na equipa, mas acabámos por ter de abandonar”, sublinhou Álvaro Parente.

    Apesar de todas as contrariedades e o desapontamento da corrida, o piloto do Porto retira pontos positivos do seu regresso a La Sarthe, onde não corria desde 2017. “Competir em Le Mans é sempre fantástico. É uma prova de sensações fortes, daquelas em que todos os pilotos querem competir. Quando entro numa corrida, o meu objectivo é vencer, mas desta feita era muito complicado e tinha isso em mente. Dei o meu máximo e era muito complicado fazer melhor. Foi importante voltar a Le Mans, competir com um Porsche e conhecer a HubAuto Racing. Portanto, apesar do abandono, faço um balanço muito positivo da minha participação nesta prova”, concluiu Álvaro Parente.

  • Azar impede Félix da Costa de lutar pela vitória em Le Mans

    Teve lugar este fim-de-semana a 89ª edição das 24 horas de Le Mans, na qual António Félix da Costa foi um dos representantes lusos e aquele que mais possibilidades tinha de ter vencido esta carismática prova. 

    Desde a sessão de qualificação ficou bem evidente o excelente ritmo de António Félix da Costa no circuito de la Sarthe, em Le Mans. O piloto obteve a pole position na classe LMP2, deixando o 2º mais rápido a 0.5 seg, numa volta canhão do piloto Português. Na corrida AFC voltou a brilhar, num turno de condução inicial exímio, onde abriu uma diferença de mais de trinta segundos para a concorrência. Tudo apontava para uma animada luta pela vitória, mas um problema técnico ao inicio da noite, retirou qualquer hipótese ao piloto luso de conquistar a vitória nesta edição das 24 horas de Le Mans.

    Ainda assim, e apesar desse percalço, que fez o carro nº 38 da JOTA perder cerca de sete voltas, caindo nessa altura para o fundo da classificação geral, António Félix da Costa, Anthony Davidson e Roberto Gonzalez não baixaram os braços, iniciando uma grande recuperação, encurtando a diferença o vencedor, para terminar no 8º lugar da categoria LMP2. No meio de tudo isto coube ao piloto luso de 29 anos a tarefa de conduzir cerca de onze das 24 horas, mostrando-se o líder do carro nº 38.

    \No final António Félix da Costa referia que “claro que estamos tristes porque sentimos desde o inicio que tínhamos carro e andamento para lutar pela vitória, mas Le Mans é isto mesmo, alegrias, desilusões, suor, lágrimas, uma corrida única que todos querem ganhar e que tem um sabor especial. Do nosso lado fica a certeza que demos tudo, nunca deixámos de lutar, mesmo com o problema que nos fez perder sete voltas. Fui chamado pela equipa para guiar quase onze horas e apesar do cansaço, dei sempre tudo e sinto-me contente com a minha performance, penso que não ficou indiferente a nínguem. Esta é uma corrida que quero muito ganhar e sem dúvida voltarei em 2022 para lutar por este sonho. Agradeço à equipa JOTA o excelente trabalho que fizeram, mecânicos, engenheiros e todo o staff, aos meus colegas de equipa que mantiveram um espirito de luta incrível ao longo de toda a corrida, e por fim, aos Portugueses, que me apoiaram sempre muito ao longo de todo o fim-de-semana!”

    Quando faltam disputar duas provas, ambas no Bahrain, António Félix da Costa sonha ainda com este título Mundial, ele que é o actual vice campeão por equipas nesta mesma classe, a LMP2.

  • Problemas elétricos impediram Filipe Albuquerque de lutar pela vitória nas 24h de Le Mans

    Não foi, de perto nem de longe, o desfecho esperado para a oitava participação de Filipe Albuquerque nas 24h de Le Mans.

    Depois da brilhante vitória conseguida o ano passado, o piloto português estava determinado em voltar a repetir o feito. Filipe e os seus companheiros de equipa, Phil Hanson e Fabio Sherer partiram para a corrida da 12ª posição da grelha entre os LMP2 e estavam confortavelmente no terceiro lugar, em condições de discutir a vitória, quando problemas elétricos obrigaram a uma ida às boxes para substituir o alternador, uma tarefa demorada. Apesar de terem continuado em prova, o muito tempo perdido, deitou por terra todas as ambições do trio do Oreca #22. Viriam a cruzar a linha de meta na 19ª posição.

    No final destas longas 24h de competição, a frustração era notória no seio de toda a estrutura: “Não é fácil digerir estas coisas. Saímos para a corrida de uma posição complicada e com condições atmosféricas adversas. Fui muito cauteloso no início para não deitar nada a perder. Fomos gradualmente subindo posições na tabela, chegámos a liderar a prova entre os LMP2 e quando estávamos confortavelmente na terceira posição e ainda com mais de 10 horas de competição pela frente, o alternador dá problemas. Fomos forçados a meter o carro nas boxes para reparar o problema. Logo aí soubemos que a nossa corrida tinha chegado ao fim! Mas, a pensar nos pontos para as contas do campeonato do mundo, continuámos em prova em busca do melhor resultado. E a 19ª posição foi o resultado possível”, explicou Filipe Albuquerque.

    Um desfecho inglório para quem já tinha enfrentado adversidades ao longo do fim-de-semana e tinha feito tanto em corrida para recuperar o tempo perdido: “As corridas são assim mesmo. Uma vezes ganhamos e outras vezes perdemos. Foi uma pena porque o nosso carro estava a andar muito bem, mas são psituações que não conseguimos controlar. Agora é olhar para a frente e pensar na próxima”, rematou Filipe Albuquerque.

    A próxima ronda do Campeonato do Mundo de Resistência acontece a 30 de Outubro com as 6h do Bahrein.

  • Toyota domina nas 24 Horas de Le Mans

    A Toyota alcançou uma indiscutível vitória e ‘dobradinha’ nas 24 Horas de Le Mans, na estreia dos novos hypercar, impondo os seus GR010 com o # 7 de Kamui Kobayashi, Mike Conway e José Maria Lopez a chamaram a si o triunfo pela primeira vez na carreira.

    A tripla do Toyota # 7 bateu Kazuki Nakajima, Sébastien Buemi e Brendon Hartly no # 8, os vencedores da prova do ano passado. Uma prova em que a equipa de Colónia apenas sofreu uns sustos, começo da prova, quando Buemi sofreu um toque do Glikenhaus de Oliver Pla, e também já este domingo quando o sistema de alimentação de combustível dos dois GR010 deu algumas dores de cabeça.

    A Alpine levou o seu A480 ao terceiro lugar final, apesar de Mathieu Vaxiviére cometer o seu único erro durante toda a prova, tal como Nicolas Lapierre no começo da prova. Mas depois a equipa recompôs-se e bons turnos dos dois franceses e de André Negrão, juntamente com um ‘iimming’ de situações de ‘safety-car’ que não ajudaram a Glinkenhaus, apenas fez com que Franck Mailleux, Romain Dumas e Oliver Pla se tivesse de contentar com a quarta posição no # 708. Mesmo um feito, depois dos incidentes do começo da prova, e apesar da estrutura norte-americana ser privada, pequena e um projeto com muito menos meios do que as rivais, sem ter ainda assegurado o resto do Campeonato do Mundo de Endurance.

    Em LMP2 a prova parecia caminhar para uma ‘dobradinha’ da WRT. Mas Le Mans provou mais uma vez ser pródiga em drama, e quando já se celebrava a vitória de Yfei Ye, Robert Kubica e Louis Deletraz, o Oreca 07 Gibson # 41, no final da prova pelo piloto chinês, deteve-se a algumas curvas da meta na derradeira volta da corrida, entregando a vitória ao Oreca # 31, de Robins Frijns, Charles Milesi e Ferdinand Habsburg. Um resultado que confirma o bom trabalho da equipa belga, que dominou a categoria na segunda metade da prova. O azar de uns foi a sorte de outros, pois o Oreca # 28 da JOTA Sport de Stoffel Vandoorne, de Tom Blomqvist e Sean Gleael, foi segundo e apenas a sete décimas do vencedor, com o Oreca # 65 da Panis Racing, confiado a Will Stevens, James Allen e Julien Canal a terminar em terceiro.

    Infelizmente desta vez os pilotos portugueses não foram felizes. António Félix da Costa começou fulgurante liderando a categoria e chegando a rodar no segundo lugar absoluto, antes de Anthony Davidson se atrasar ao ter um percalço no sábado que ‘afundou’ o Oreca # 38 da JOTA Sport na classificação. O piloto de Cascais fez depois um ‘forcing’ que o levou até à oitava posição, e quarta em termos de campeonato, ‘salvando’ pelo menos pontos importantes para o FIA WEC. Já Filipe Albuquerque teve um fim de semana mais complicado, pois para além de partir apenas de 12º da categoria, viu Fabio Scherer envolver-se em alguns incidentes que acabariam por fazer o Oteca # 22 ‘afundar-se’ na classificação, sendo apenas 18º em LMP2.

    A categoria GTE Pro ficou decidida o começo de domingo, com Côme Ledogar, James Calado e Alessandro Pierguidi a alcançarem um triunfo indiscutível aos comandos do Ferrari 488 # 51 da AF Corse, que nem um ‘forcing’ final de Antonio Garcia conseguiu impedir. No Corvette C8.R # 63 o espanhol, Jordan Taylor e Nick Tandy tiveram de contentar-se com o segundo posto, à frente do Porsche RSR-19 # 92 de Kevin Estre, Neel Jani e Michael Christensen. Infelizmente Álvaro Parente não conseguiria terminar a prova nesta categoria, devido aos muitos problemas que deu o Porsche RSR # 72 da HubAuto, que dividiu com Dries Vanthoor e Maxime Martin, e que Vanthoor tinha colocado na ‘pole-position’. Já em GTE Pro a vitória não fugiu ao Ferrari 488 # 83 da AF Corse, que Nicklas Nielsen, François Perrodo e Alessio Rovera conduziram soberbamente, batendo Dylan Pereira, Felipe Fraga e Ben Keating, no Aston Martin Vantage # 33 da TF Sport .

  • Miguel Oliveira vai alinhar nas 24 Horas de Barcelona num KTM X-BOW GTX

    Miguel Oliveira vai trocar as duas rodas da KTM RC16 pelas quatro rodas e o cockpit do KTM X-BOW GTX. Essa troca será feita para alinhar nas 24 Horas de Barcelona entre os dias 3 e 5 de setembro, naquela que será a sua primeira experiência numa competição automóvel internacional.

    Miguel Oliveira vai alinhar na prova catalã junto da equipa True Racing na prova de enduro, que vai ter lugar no Circuito de Barcelona-Catalunha. 

    ‘Estou super animado e orgulhoso com a oportunidade de competir nesta corrida. As corridas de motos sempre fizeram parte de quase toda a minha vida, mas a minha carreira começou no campeonato português de karting e, por isso, sempre quis competir em quatro rodas. Não houve qualquer hesitação da minha parte quando Hubert Trunkenpolz me convidou’, afirma o piloto português.

    Hubert vai também ele alinhar nas 24 Horas de Barcelona aos comandos de KTM X-BOW GTX, mas ao lado de Miguel Oliveira vão estar Reinhard Kofler, Peter Kox e Ferdinand Stuck – filho do ex-piloto de Fórmula 1 Hans-Joachim Stuck – e com os quais o piloto de Almada quer ‘aprender o mais possível. Competir é naturalmente uma parte substancial das corridas, mas penso que a minha prioridade principal será encontrar o meu ritmo e divertir-me’.

    Além do GTX onde irá alinhar Miguel Oliveira – o GTX é o modelo mais evoluído e competitivo da família dos X-BOW –, a formação da True Racing vai colocar em pista outro modelo idêntico, o mesmo se passando com as equipas da RTR Projects e Reiter Engineering, sendo que os segundos são considerados candidatos ao lugar mais alto do pódio.

    Antes da corrida, as equipas e os pilotos vão poder preparar-se com treinos livres e sessões de qualificação. As 24 Horas de Barcelona vão ser transmitidas em direto no site oficial do organizador em www.24hseries.com.

  • Álvaro Parente na “pole” dos GTE Pro em Le Mans

    Álvaro Parente e os seus colegas de equipa arrancarão para a 89º edição das 24 Horas de Le Mans da pole-position da classe GTE Pro, tendo a formação da HubAuto Racing batido as estruturas oficiais.

    A equipa de Taiwan tinha assumido como grande desígnio a corrida que terá o seu início amanhã 15h00, Hora de Lisboa, mas claro que não enjeitaria qualquer possibilidade para assegurar um bom lugar na grelha de partida.

    Depois de ter conseguido assegurar um lugar na Hyperpole durante a qualificação de quarta-feira, com o quinto registo (apenas os seis mais rápidos de cada uma das classes passa à decisão final da qualificação) os homens do Porsche 911 RSR número setenta e dois estavam entusiasmados com o facto de terem batido dois carros oficiais.

    Porém, o melhor estaria ainda por vir. Numa excelente volta no início de noite de quinta-feira, Dries Vanthoor conseguiu assegurar um bom tempo, que permitiu à formação da HubAuto Racing bater todas as equipas de fábrica e conquistar a pole-position da classe GTE Pro: “Foi uma excelente prestação do Dries. A equipa esteve muito bem e conseguimos trabalhar de modo a ter um carro muito competitivo em modo de qualificação. Fomos capazes de bater as equipas de fábrica. É um feito e devemos todos estar orgulhosos disso”, sublinhou Álvaro Parente.

    Apesar do extraordinário resultado na qualificação, o foco da HubAuto Racing é a corrida que, com as suas vinte e quatro horas de duração, promete muitos desafios. O português está confiante, mas admite que será muito difícil continuar a bater o pé às equipas de fábrica. “Para a prova o mais importante é sermos rápidos e consistentes, mantendo uma boa gestão de pneus. O carro estava muito bom para uma volta, mas falta-nos ainda melhorar um pouco para corrida para podermos estar na luta pelas posições do pódio. Não será fácil, mas vamos dar o nosso melhor e vamos ver onde estamos na tarde de domingo”, concluiu Álvaro Parente.

    A corrida de amanhã tem o seu início às 15h00, Hora de Lisboa, e pode ser seguida em directo através dos canais do Eurosport.

  • Kobayashi coloca Toyota na “pole” em Le Mans

    Kamui Kobayashi não perdoou quando chegou a hora da verdade, conquistado a HyperPole para as 24 Horas de Le Mans, ao rodar em 3m23,900s no Toyota GR010 # 7, batendo por 0,295s Brendon Hartley, no Toyota # 8, confirmando o favoritismo dos dois Hypercar da marca japonesa face ao Alpine A480 e aos Glinkenhaus.

    Já Nicolas Lapierre teve de se contentar com o terceiro lugar da grelha de partida para a corrida que se inicia no sábado, ao gastar mais 1,674s que Kobayashi. Olivier Pla quase batia o seu compatriota no Glinkenhaus 007 LHM # 708, mas teve de se contentar com o quarto registo, a mais de sete décimas da HyperPole. Ryan Briscoe ‘fechou’ o lote dos cinco protótipos da categoria superior e também os cinco primeiros lugares do ‘grid’.

    Já em LMP2 a luta foi intensa, mas António Félix da Costa fez aquilo que já fizera no terceiro treino livre e na qualificação de quarta-feira, ao garantir a melhor marca e um lugar na terceira fila da grelha de partida absoluta, depois de realizar uma volta ao traçado de La Sarthe em 3m27,950s no Oreca 07 Gibson # 38 da JOTA Sport, batendo por cinco décimas Louis Deletraz, o segundo mais rápido da categoria no Oreca # 41 da WRT, com Julien Canal a ser quarto no Oreca # 65 da Panis Racing, diante de Nyck de Vries no Oreca # 26 da G Drive e de Nicolas Jamin, no Oreca # 32 da United Autosports.

    Mas Félix da Costa não será o único português a arrancar da ‘pole-position’, pois também Álvaro Parente o fará. Não que o piloto do Porto tenha feito o melhor tempo da categoria GTE Pro, mas porque o seu companheiro de equipa Dries Vanthoor, no Porsche 911 RSR-19 # 72 da HubAuto, o conseguiu, com uma volta em 3m46,882s, batendo por duas décimas Daniel Serra, no Ferrari 488 GTE # 52 da AF Corse, e por mais uma segundo Tommy Milner, no melhor dos Corvette C8.R, o # 64. O top cinco completou-se com Alessandro Pierguidi, no Ferrari # 51 da AF Corse e porGianmaria Bruni, no Porsche 911 RSR # 91 da Porsche Racing Team.

    Finalmente em GTE AM, a ‘pole’ foi para Julien Andelauer no Porsche 911 RSR # 88 da Dempsey Proton, com uma volta em 3m47,987s, superando em quase seis décimas o Porsche 911 RSR # 86 da GR Racing.

  • Qualificação complicada para Filipe Albuquerque em Le Mans

    Estava tudo a correr conforme planeado para Filipe Albuquerque, Phil Hanson e Fabio Sherer nas sessões de treinos livres com vista às 24h de Le Mans que vão ter lugar este fim-de-semana. No entanto, a qualificação não correu da mesma forma e Filipe Albuquerque não conseguiu um volta limpa que permitisse assegurar um  lugar na ‘hyperpole’ que irá ter lugar esta quinta-feira.

    O trio da United Autosports vai assim arrancar da 12ª posição da grelha entre os LMP2. Um resultado que não espelha o andamento do Oreca #22 mas que foi o resultado possível:  “Não consegui apanhar uma volta limpa. Muitos carros em pista, muito tráfego, várias bandeiras amarelas e até vermelha. Foi um verdadeira lotaria e infelizmente a sorte não esteve do nosso lado. Não era o resultado que estávamos à espera pois sabíamos que tínhamos andamento para passar à ‘hyperpole’e lutar pelo primeiro lugar da grelha. Na minha melhor volta perdi um segundo nas ultrapassagens. Não tivesse acontecido e estaríamos em terceiro. Enfim, não aconteceu, por isso temos de centrar atenções na corrida…”, começou por referir Filipe Albuquerque.

    As 24h de Le Mans arrancam no sábado e Filipe mantém o objectivo de voltar a repetir a vitória do ano passado: “Sair de 12º lugar apresenta outros desafios e obriga-nos a trabalho extra. Mas isso não nos desmotiva nem altera os nossos planos. Vamos enfrentar mais riscos para ganhar posições mas a corrida tem 24h, vamos fazer as coisas com calma e fazer uma boa gestão do tempo. Apesar de tudo estou confiante e motivado!”, concluiu o piloto de Coimbra que enfrente este fim-de-semana a sua oitava participação na prova considerada por muitos como a mais dura e exigente do mundo.

    A corrida começa no sábado, 21 de Agosto, pelas 15h e terá transmissão em directo no Eurosport.

  • Filipe Albuquerque quinto mais rápido no pré-teste das 24h de Le Mans

    O pré-teste que antecede as 24h de Le Mans já aconteceu e Filipe Albuquerque e os seus companheiros de equipa na United Autosports, Phil Hanson e Fabio Scherer foram os quintos mais rápidos entre os LMP2 depois de uma saída de pista.

    Um resultado positivo dadas as circunstâncias e que em nada amedronta os trio do Oreca #22: “Foi bom estar de volta a esta pista que gosto tanto. É o oitavo ano consecutivo a fazer esta prova, e confesso que todos os anos é a mesma adrenalina como se fosse a primeira vez. Não há nada melhor”, começou por referir Filipe Albuquerque.

    Quanto ao teste o mesmo foi importante para voltarem ao registo competitivo de Le Mans no entanto acabou por ficar condicionado com a saída de pista de Fabio Scherer que se estreia nesta prova: “Foi um percalço próprio de quem se estreia em Le Mans mas nada que a equipa não consigo resolver e que nos deixe preocupados. Enquanto estivemos em pista andámos bem e isso é o mais importante. Para além disso temos muita margem para melhorar. Fica a certeza que a corrida vai ser muito competitiva com vários carros em posição de ganhar. Fiquei contente com a primeira impressão, agora é tempo de preparar tudo para os treinos livres de quarta-feira e para os cronometrados”, concluiu o piloto de Coimbra.

    Na quarta-feira, dia 18 terão lugar as sessões de treinos livres e na quinta, dia 19 a qualificação. A corrida arranca no sábado pelas 15h e terá transmissão em directo no Eurosport.