Categoria: Velocidade

  • Álvaro Parente satisfeito com o teste para Le Mans

    Álvaro Parente realizou ontem o “test day” oficial das 24 Horas de Le Mans, que se realizou no circuito de La Sarthe, e, muito embora sinta que exista ainda trabalho pela frente, o dia do seu regresso à pista francesa foi muito positivo.

    O português não tomava parte na clássica francesa desde 2017, voltando este ano aos comandos de um Porsche 911 RSR da HubAuto Racing – uma estreia, uma vez que nunca tinha competido com um carro da histórica marca alemã. Este domingo, o piloto de Porto e os seus colegas de equipa, Dries Vanthoor e Maxime Martin, estiveram na mítica pista gaulesa, assim como a generalidade dos restantes pilotos e equipas, para realizar o dia de testes que visa preparar as míticas 24 Horas de Le Mans.

    Sem que a principal motivação para a jornada de trabalhos fosse os tempos, os pilotos e técnicos da HubAuto Racing foram experimentando e validando soluções ao longo das oito horas de actividade em pista com o intuito de encontrar uma afinação que deixe o Porsche 911 RSR rápido e consistente para a prova de 24 horas que tem o seu arranque no próximo sábado às 15h00, Hora de Lisboa.

    “De manhã rodei pouco, mas da parte da tarde fiz um turno duplo e, posteriormente, mais algumas voltas. Sinto-me cada vez mais à-vontade com o carro, mas ainda tenho alguma margem de progressão e vou trabalhar para que esteja o mais bem-adaptado possível ao Porsche. Quanto ao comportamento do carro, está muito bom, mas falta-nos alguma velocidade de ponta relativamente aos Porsche oficiais. Vamos ver o que podemos fazer quanto a isso para que na quarta-feira possamos estar numa situação ainda mais confortável”, afirmou Álvaro Parente.

    No final do dia, o carro da Hubauto Racing figurava no sexto posto da tabela classificativa dos GTE Pro, mas os tempos não eram a preocupação de Álvaro Parente e os seus colegas de equipa. “Não tínhamos como objectivo realizar voltas de qualificação, antes rodar de forma consistente e avaliar estratégias de corridas e o comportamento dos pneus. Estamos satisfeitos com os resultados, mas podemos ainda melhorar e agora vamos analisar todos os dados que reunimos para na quarta-feira estarmos ainda mais competitivos” concluiu o português.

    A actividade em pista recomeça na quarta-feira com os treinos-livres e qualificações, programa repetido na quinta-feira. A sexta-feira é um dia de descanso para que pilotos e equipas estejam prontos para a corrida de 24 horas, que terá o seu início no sábado, dia 20, às 15h00, Hora de Portugal Continental.

  • Álvaro Parente começou o programa “Le Mans”


    Álvaro Parente disputa este ano as 24 Horas de Le Mans e começa já no próximo domingo a redescobrir o traçado de La Sarthe e a preparar a mítica corrida de endurance.

    O português regressa este ano à maior clássica de resistência do mundo, depois de ter participado pela última vez em 2017, competindo aos comandos de um Porsche 911 RSR da HubAuto Racing que dividirá com Dries Vanthoor e Maxime Martin.
    No próximo domingo o piloto do Porto tomará parte no dia de testes oficial que estará aberto a todas as equipas e marca o início da semana do mítico evento gaulês, sendo esta a derradeira oportunidade para ultimar todos os detalhes antes da prova.

    Consciente do desafio que representa uma prova como as 24 Horas de Le Mans, Álvaro Parente tem vindo a realizar um programa de preparação intenso e completo que engloba diversas áreas relevantes para o evento. “Tenho vindo a realizar uma preparação física muito intensa, para recuperar deste período de inactividade, muito embora tenha sempre mantido um treino consistente, e estou seguro de que estou pronto para enfrentar uma prova tão exigente como Le Mans, a este nível. Já rodei com o Porsche 911 RSR, num teste de dois dias realizado pela equipa, o que foi muito bom para reentrar no ritmo e conhecer o carro. Temos ainda o ‘test-day’ no domingo, o que nos permitirá encontrar um bom entrosamento entre todos os pilotos e a equipa. Estou confiante de estaremos bem preparados para toda a semana de La Sarthe”, afirmou o português que tem no seu currículo triunfos como nas 12 Horas de Bathurst ou na ronda do Mónaco da World Series by Renault Apesar de toda a preparação, Álvaro Parente prevê uma semana cheia de desafios, uma vez que estará envolvido na intensa luta da classe GTE, que habitualmente é a mais disputada da prova.

    O português está consciente de que terá de enfrentar as diversas equipas oficiais presentes, com todo o seu poderio, mas sublinha que ele e a HubAuto Racing têm também as suas virtudes e têm um objectivo claro. “Será uma prova muito dura, uma vez que somos uma equipa privada a lutar contra as formações oficiais. Mas temos também os nossos trunfos… Temos um bom trio de pilotos – o Maxime venceu a prova o ano passado e o Dries é piloto oficial da Audi – a equipa está muito motivada e é perceptível o desejo de fazer bem em todos os membros. Vamos focar-nos na corrida, encontrar boas afinações para tornarmos o nosso carro rápido e consistente, aproveitar as oportunidades e evitar problemas para chegarmos à tarde de domingo com um bom resultado”, sublinhou Álvaro Parente.

    Depois do test-day oficial, realizado neste domingo, a actividade em pista recomeça na quarta-feira com os treinos-livres e qualificações, havendo um dia de descanso na sexta-feira, para que pilotos e equipas descansem para a corrida de 24 horas que terá o seu início no sábado, dia 20, às 15h00, Hora de Portugal Continental.

  • Filipe Albuquerque quer voltar a vencer em Le Mans

    Filipe Albuquerque já está em França onde irá disputar as emblemáticas 24h de Le Mans no próximo fim-de-semana de 21 e 22 de Agosto. Ao volante do Oreca da United Autosports, o piloto português espera repetir o feito do ano passado e subir, pelo segundo ano consecutivo, ao lugar mais alto do pódio entre os LMP2 naquela que é considerada uma das provas mais duras e exigentes do automobilismo mundial.

    Filipe que venceu este ano as duas jornadas que disputou do Campeonato do Mundo de Resistência (FIA WEC) enfrenta o desafio do ano com motivação e determinação acrescidas: “Estamos num excelente momento no WEC, com duas vitórias. Para além disso, a vitória em Le Mans o ano passado coloca-nos numa boa posição para repetir o feito. Queremos muito ganhar, mas também sabemos das dificuldades que vamos ter de enfrentar: mais carros, mais concorrência e factores externos que não podemos controlar. Mas são todas estas dificuldades que tornam esta prova ainda mais interessante a todos os níveis”, começou por explicar.

    A dividir a condução do Oreca #22 com Phil Hanson e Fabio Scherer, Filipe está ciente que tem consigo uma excelente equipa: “Os meus colegas são muito bons. O Fabio é um estreante, mas tem evoluído muito bem e estou certo que se vai adaptar a Le Mans facilmente. O pré-teste vai permitir-lhe conhecer o traçado, ao mesmo tempo que vamos avaliar o carro com as novas configurações de Le Mans. Há todo um processo a fazer nos próximos dias. Com o profissionalismo de todos, vai tudo correr bem”, continuou.
     
    “Não tenho dúvida que somos o trio mais competitivo. Mas, numa prova como esta, a competitividade dos pilotos não é suficiente, a fiabilidade da máquina e evitar incidentes próprios deste tipo de corrida são factores principais. É sem dúvida a corrida mais importante do ano e por isso temos de fazer tudo muito bem feito e assegurar que a vitória se repete. É nisso que estamos focados”, rematou Filipe Albuquerque.
     
    O programa das 24h de Le Mans será longo. Começa este Domingo, 15 de Agosto, com o pré teste. Depois, na quarta-feira, dia 18 terão lugar as sessões de treinos livres e na quinta a qualificação. A corrida arranca no sábado pelas 15h e terá transmissão em directo no Eurosport.

  • Toyota quer fazer história em Le Mans

    A TOYOTA GAZOO Racing pretende defender a sua coroa e fazer história na 89ª edição da icónica corrida de resistência – as 24 Horas de Le Mans que irá decorrer a 21 e 22 de Agosto 2021.

    Após três vitórias consecutivas em Le Mans com o seu TS050 HYBRID, este ano a equipa estreia no Circuito de la Sarthe o novo hipercarro – o GR010 HYBRID e está determinada em continuar a senda de vitórias. Os campeões mundiais em título, Mike Conway, Kamui Kobayashi e José María López, no Toyota GR010 HYBRID # 7, sofreram um desgosto em Le Mans nos últimos anos, devido a problemas mecânicos vendo assim goradas as suas hipóteses de vitória, apesar de dominarem boa parte da corrida em 2019 e 2020. A equipa de pilotos do carro # 7 chega à maior corrida do ano após terem vencido, o mês passado, as 6 Horas de Monza.

    Sébastien Buemi e Kazuki Nakajima, no entanto, tiveram um percurso notável, vencendo em La Sarthe, três vezes consecutivas, incluindo o triunfo do ano passado ao lado de Brendon Hartley. O trio do Toyota GR010 HYBRID #8 lidera a classificação dos pilotos após vitórias nas 6 Horas de Spa-Francorchamps e nas 8 Horas de Portimão.

    Com o dobro de pontos para o Campeonato Mundial de Resistência (WEC – World Endurance Championship) da FIA de 2021 a ser atribuído aos pilotos, Le Mans é importante na batalha pelo título mundial. A TOYOTA GAZOO Racing detém uma vantagem de 30 pontos sobre a Alpine após três das seis corridas do WEC, enquanto a equipa do Toyota # 8 lidera a classificação dos pilotos apenas a seis pontos dos seus companheiros do Toyota # 7.

    Além de procurar conquistar a sua quarta vitória consecutiva em Le Mans, a edição de 2021 marca a décima vez que a Toyota corre em La Sarthe com um carro eletrificado com a tecnologia híbrida. Nas nove tentativas até o momento, a equipa já conquistou três vitórias, cinco “pole position” e terminou no pódio um total de nove vezes. Este ano, enfrenta o hipercarro da Scuderia Cameron Glickenhaus, que inscreve dois carros, assim como da Alpine, que participa com um carro LMP1 evoluído da época anterior. Mas o desafio de Le Mans vem da natureza extenuante da mítica corrida francesa, bem como dos rivais em pista.

    Com cerca de 25.000 mudanças de velocidade, 4.000 km em aceleração máxima e mais de 2 milhões de rotações das rodas numa corrida normal de 24 horas, Le Mans é um verdadeiro teste de resistência. Os preparativos para o desafio começaram em outubro de 2020, quando o GR010 HYBRID foi testado pela primeira vez em Portugal, em testes secretos no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), desde então, mais oito testes foram feitos para otimizar o desempenho e a fiabilidade do carro, além das três corridas do WEC. A etapa final da jornada acontecerá no próximo domingo, o único dia de teste oficial no Circuito de la Sarthe de 13.626 km.

    Dois dias de preparação intensa levam a cinco horas de treino e uma sessão de qualificação na quarta-feira 18 de agosto. Quinta-feira 19 de Agosto há mais cinco horas de treinos, antes e depois da sessão de 30 minutos da Hyperpole às 8h da noite de Portugal continental, quando a TOYOTA GAZOO Racing irá procurar conseguir a sua quinta pole position consecutiva para as 24h de Le Mans.
     
    A 89ª edição das 24 Horas de Le Mans terão início às 15h de sábado, diante de uma multidão de 50.000 pessoas, enquanto 62 carros e 186 pilotos seguem os passos das lendas, somando as suas próprias histórias a uma corrida que aconteceu pela primeira vez em 1923.

  • Decisões da Fórmula E acontecem em Berlim

    As duas derradeiras provas do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula E vão decorrer em Berlim no mesmo desativado aeroporto de Tempelhof, mas desta feita utilizando o traçado em sentido contrário ao de anos anteriores – agora contrário ao sentido dos ponteiros do relógio.

    O circuito berlinense terá as mesmas 10 curvas num percurso desenhado nas placas de cimento, mas agora com uma variante alongada, de modo a proporcionar mais oportunidades de ultrapassagem, situada no último setor do traçado, criando cinco curvas adicionais.

    Segundo os responsáveis pela prova, as modificações contribuem para que a corrida seja retardada em hora e meia, e a primeira vez que a prova é aberta ao público desde a corrida do Mónaco, que também teve venda de bilhetes a um número limitado de espetadores, e também desde que em Puebla (México) foi dado acesso a trabalhadores essenciais em tempo de pandemia.

    Em Londres alguns convidados VIP também tinham sido autorizados. No caso da capital alemã, nos dois dias estão previstos 10.400 espetadores, que terão de respeitar os protocolos preconizados pelas autoridades sanitárias, como testes Covid, certificados de vacinação e distanciamento.

    Nyck de Vries (Mercedes EQ) chega a Berlim na frente do campeonato, seis pontos à frente de Robin Frijns (Enevision Virgin), sendo que a Enevision Virgin lidera o campeonato e equipas, numa prova que marcará a despedida da disciplina por parte da BMW e da Audi, sendo que a Andretti Autosport continuará como cliente da marca de Munique em 2022, o último ano do monolugar Gen2, enquanto a marca dos quatro anéis continuará a fornecer motores à Enevision Virgin.

    O bicampeão Jean-Eric Vergne está na oitava posição do campeonato, depois de dois abandonos nas três primeiras provas. O companheiro de equipa de António Félix da Costa pareceu este ano voltar aos seus melhores momentos, mas isso acabou por não se confirmar e é agora uma ‘carta fora do baralho’ na ronda berlinense.

  • Filipe Albuquerque na primeira linha da grelha em Road America

    Filipe Albuquerque e Ricky Taylor vão arrancar para a jornada de Road America do Campeonato Norte Americano de Resistência da primeira linha da grelha depois de terem sido os segundos mais rápidos na sessão de qualificação.

    A previsão do tempo é incerta pelo que o resultado da corrida poderá vir a ser uma verdadeira lotaria: “foi uma boa qualificação do Ricky à chuva. Apesar de não termos sido os mais rápidos, ficámos à frente do nossos rivais nas contas do campeonato, o que é bom. No entanto para a corrida tudo poderá acontecer. As condições atmosféricas estão incertas pelo que a estratégia terá um papel importante pois tanto podemos ter chuva como piso seco. Vai ser uma corrida muito interessante, disso não há dúvida”, começou por referir Filipe Albuquerque.

    Independentemente das condições em que se realize a prova, o objectivo dos pilotos da Wayne Taylor Racing é muito claro: “Vencer. Faça chuva ou faça sol, o nosso objectivo é subir ao lugar mais alto do pódio. Queremos cimentar a primeira posição nas contas do campeonato. Não será tarefa fácil, estamos todos com muito bom andamento, mas acreditamos que conseguimos”, disse o piloto de Coimbra confiante quanto a um bom resultado.

    A corrida será de apenas 2 horas de 40 minutos, ao estilo ‘sprint’ e começará pelas 20.40h de domingo. Pode acompanhar tudo em directo em www.imsa.com.

  • Manuel Espirito Santo com fim-de-semana possível em Aragon

    A quarta jornada da Formula 4 espanhola decorreu este fim-de-semana no Circuito de Motorland em Aragon. Manuel Espirito Santo encarou a prova com o optimismo habitual.

    Começou bem com o segundo melhor tempo nos treinos livres, no entanto, na qualificação registou o 12º crono depois de não conseguir fazer uma volta limpa. Resultado que viria a condicionar as corridas. O jovem piloto do Estoril que este ano se estreia no Campeonato viria a terminar as corridas no 12º e 11º lugares. Na corrida 3 foi forçado ao abandono devido a um toque e um furo.

    Não foi o melhor dos fins-de-semana de competição para Manuel Espirito Santo mas desde cedo que sabia que Aragon não seria um circuito fácil: “É uma pista onde habitualmente sinto dificuldades. Há circuitos e circuitos e este não é definitivamente o meu circuito de eleição. Os treinos estavam a correr bem, mas não ter conseguido uma volta limpa na qualificação condicionou tudo. Sabia que as corridas iam ser complicadas mas procurei dar o meu melhor”, começou por explicar o piloto da MP Motorsport.

    “Não estava com um bom andamento nas corridas iniciais e não consegui ir além do 12º e 11º lugares. Foquei-me no último confronto mesmo que a partir do 15º lugar. Ganhei posições nas primeiras voltas e parecia estar tudo melhor até sofrer um toque e um furo que me obrigou a desistir. Não era o que estava à espera…”, concluiu Manuel Espirito Santo que está inserido num dos mais exigentes e competitivos campeonatos de Formula 4 com pilotos muito fortes e aguerridos.

    O piloto português é agora 14º classificado no Campeonato, 9º entre os pilotos estreantes. A F4 Espanhola faz agora um interregno para as habituais férias de verão e regressa a 18 e 19 de Setembro em Valência.

  • TCR Europe: Mikael Azcona vence de novo em Spa-Francorchamps

    Definitivamente, Mikael Azcona (CUPRA Leon Competición) não dá hipóteses a ninguém em Spa-Francorchamps e na manhã deste sábado repetiu, de forma categórica, o triunfo que havia alcançado na véspera, conquistando o pleno na quarta jornada do TCR Europe. O piloto espanhol da Volcano Motorsport somou a terceira vitória da época, reforçando a liderança do campeonato, mesmo depois de ter estado ausente na ronda anterior, em Zandvoort.

    “Adoro este circuito de Spa, especialmente em condições de chuva, e hoje correu tudo bem, ainda que não fosse fácil somar mais uma vitória, pois os adversários estiveram bastante fortes e fui obrigado a dar o mau máximo. Sinto-me, naturalmente, muito feliz por continuar na luta pelo título…”, disse Azcona, que terminou com 1.812s de vantagem face ao Hyundai i30 N de Mat’o Homola, sem dúvida outra das figuras desta segunda corrida, com o francês Teddy Clairet (Peugeot 308) a ocupar o último ligar do pódio.

    Com os dez primeiros lugares da qualificação invertidos na grelha, era o russo Klim Gavrilov (Audi S3 LMS) quem partia no primeiro lugar, ladeado pelo jovem Isidro Callejas (Honda Civic Type R FK7), com Teddy Clairet (Peugeot 308) e Franco Girolami (Honda Civic Type R FK7) na segunda linha. Atrás, na terceira, estavam o Audi S3 LMS de Nicolas Baert e o Hyundai Elantra N de Sami Taoukif, e na quarta fila surgia, então, o líder do TCR Europe, Azcona, ladeado pelo eslovaco Mato’o Homola (Hyundai i30 N). Na quinta linha pontificavam mais dois Hyundai Elantra N da Sebastien Loeb Racing, os de Mehdi Bennai e de Felice Jelmini.

    O dia amanheceu sob chuva e nebulosidade no circuito de Spa, com a organização a declarar “corrida à chuva” e a mesma teve início com o safety car durante duas voltas, para a partir daí, já com os pilotos adaptados ao estado da pista e rendidos às suas opções de pneus (chuva e/ou seco), abrirem as “hostilidades”. Refira-se que a maioria dos pilotos foi para a escolha mista (2 slicks e 2 de chuva), e se o “pole” Gavrilov apostou 100% nos de chuva, Homola fez o contrário (apenas slicks) e no final colheu louros…

    Teddy Clairet foi lesto a chegar ao primeiro lugar, mas Azcona teve-o sempre debaixo de olho, depois de, sucessivamente, ultrapassar Taoufik, Baert, Girolami e Callejas, até porque o “pole” Gavrilov quase nem aqueceu a sua posição ao ir à boxe para trocar pneus…

    Azcona esperou o momento certo para superar o francês da Peugeot e fê-lo a quatro voltas do final, para conseguir depois uma margem de segurança. Mais atrás, numa corrida bastante animada, sucediam-se vários despiques, entre os quais o que teve como protagonistas Girolami, Taoufik, Baert e Bennani, mas quem esteve irresistível foi Homola. O eslovaco, que partira do nono lugar da grelha, foi subindo volta atrás de volta, à medida que a pista ia secando, e acabaria, já na última, por conquistar a segunda posição a Teddy Clairet, graças à opção pelos pneus slicks. E, tal como sucedera na primeira corrida, Langeveld (Hyundai) repetiu quase a papel químico o seu desempenho, trepando uma série de lugares até acabar em quinto, muito próximo de Isidro Callejas, vencedor da categoria júnior. A próxima jornada (quinta) do TCR Europe está agendada para 3/5 de setembro, no circuito alemão de Nurburgring.

    Corrida 2

    1º, Mikael Azcona, Volcano Motorsport, CUPRA Leon Competición TCR, 10 voltas

    2º, Mat’o Homola, Janik Motorsport, Hyundai i30 N TCR, + 1.812s

    3º, Teddy Clairet, Team Clairet Sport, Peugeot 308 TCR, + 2.412

    4º, Isidro Callejas, Brutal Fish Racing Team, Honda Civid Type R FK7 TCR, + 12.186

    5º, Niels Langeveld, Sébastien Loeb Racing, Hyundai Elantra N TCR, + 12.693

    6º, Sami Taoufik, Sébastien Loeb Racing, Hyundai Elantra N TCR, + 17.178

    7º, Franco Girolami, PSS Racing Team, Honda Civic Type R FK7 TCR, + 21.817

    8º, Nicolas Baert, Comtoyou Racing, Audi RS 3 LMS, + 22.348

    9º, Mehdi Bennani, Sébastien Loeb Racing, Hyundai Elantra N TCR, + 22.778

    10º, Tom Coronel, Comtoyou Racing, Audi S3 LMS, + 26.019

    Campeonato

    1º, Mikael Azcona, 230 pontos

    2º, Franco Girolami, 200

    3º, Mehdi Bennani, 183

    4º, Niels Langeveld, 163

    5º, Tom Coronel, 154

  • Miguel Cristóvão soma e segue!

    Miguel Cristóvão voltou a vencer na Ultimate Cup Series, triunfando em Paul Ricard, onde se realizou a terceira ronda da temporada, e permanecendo invicto este ano.

    Depois da pole-position conquistada ontem, os planos para o fim-de-semana era voltar a cruzar a linha de meta da corrida de três horas em primeiro e, dessa forma, estender a confortável vantagem que o português detinha já no comando do Campeonato de Pilotos. O piloto da Team Virage rodou num ritmo forte no início da corrida apesar de algumas questões no comportamento do seu carro, que estava difícil com tanque cheio. Miguel Cristóvão estava consciente de que com o seu ritmo e com a capacidade estratégica da equipa, o Ligier JS P3 número oitenta e oito poderia terminar a longa prova de três horas no comando.

    Acabou por ser esse o desfecho, tendo a performance do piloto de Cascais sido determinante para o triunfo que alcançou na companhia de Julian Wagg e Mathis Poulet, o terceiro em três provas realizadas este ano. “Não foi uma corrida fácil! Estava muito calor, tornando muito difícil o acto de pilotar o carro. Para além disso, o comportamento do Ligier com tanque cheio estava complicado, o que nos deixou numa situação difícil. Mas consegui exibir um bom ritmo e manter os meus adversários por perto. Depois, o bom trabalho da equipa nas boxes, a estratégia e o bom andamento do Julian e do Mathis, conquistámos mais um triunfo”, sublinhou Miguel Cristóvão.

    Com o resultado de hoje, o português e os seus colegas de equipa ampliaram a sua vantagem nas contas do Campeonato de Pilotos, estando agora numa situação mais confortável para a revalidação do título. “Este era o nosso objectivo – vencer e deixar os nossos adversários mais distantes na luta pelo ceptro, que estão cada vez mais fortes. Temos ainda um longo caminho pela frente e a última prova, que se realiza no Autódromo do Estoril, oferece o dobro dos pontos, portanto, está ainda muita coisa em jogo. Vamos continuar com a abordagem que temos adoptado desde o início da época e continuar a lutar pelo título”. A próxima prova da temporada realiza-se em Le Mans nos dias 10 a 12 de Setembro. 

  • Gustavo Moura vai participar na prova do TCR Europe em Barcelona

    Muito embora a sua aposta esta época incida na SuperCars Endurance Series, a nova competição ibérica que junta na grelha carros da classe TCR e da classe GT4, Gustavo Moura vai participar na etapa de encerramento do TCR Europe, em Barcelona, a 9 e 10 de outubro próximo. “É uma pista que eu já começo e como quando competi anteriormente no TCR Europe tive problemas no carro, agora quero ver onde me situo, em termos de ‘performance’, face aos pilotos desse campeonato”, explicou o piloto de Paços de Ferreira.

    Atual segundo classificado na classe TCR da SuperCars Endurance Series, que teve no último fim de semana a segunda ronda no Autódromo do Estoril, Gustavo Moura faz um balanço positivo dessa jornada, mesmo tendo somado uma desistência, devido à quebra de um amortecedor (corrida 1), e um segundo lugar (corrida 2) com o Hyundai Elantra N.

    “Conseguimos conquistar uma ‘pole’, demonstrando, de um modo geral, que temos andamento, mas claro que ainda há detalhes a afinar. É evidente que, à partida, esperávamos fazer melhor. Contudo, para ganhar é necessário, primeiro, concluir a corrida. Tivemos alguns problemas, porque quisemos arriscar, mas no futuro há que seguir uma estratégia diferente na gestão dos componentes do carro. Mesmo com o BOP desfavorável, significando um acréscimo de 30 quilos a nível de peso, ganharíamos a primeira corrida em condições normais, ou seja, sem o problema do amortecedor. Na segunda entreguei o carro ao meu colega em primeiro lugar e depois ainda surgiram alguns problemas técnicos”.

    Ao contrário do sucedido na abertura da SuperCars Endurance Series, na pista espanhola de Jarama, em que correu “a solo”, no Estoril Gustavo Moura partilhou os comandos do Hyundai com Luís Cidade, ex-campeão nacional júnior de TT, cuja adaptação ao carro decorreu sem sobressaltos.

    “Agora, vou fazer testes em Portimão, para preparar a próxima jornada, mas ainda não está decidido se o Luís Cidade continua na equipa. Eu gostava que sim, pois fazer uma corrida de 45 minutos sozinho é bastante diferente. Já o fiz e até venci em Jarama, mas preferia que o Luís se mantivesse. Vamos aguardar…”