Categoria: Velocidade

  • GT4 arranca em Jerez de La Frontera

    Neste ano atípico e complicado de diversos modos os eventos internacionais tem sofrido bastante. No entanto, estão agora reunidas para entregar o titulo das GT4 South European em 6 corridas em dois eventos. Os GT4 vão arrancar em Dezembro, nos dias 12 e 13, no fantástico circuito de Jerez de La Frontera no sul de Espanha.

    O anúncio por parte da União Europeia de que não irá voltar a fechar fronteiras, dá mais garantias à organização para a realização desta prova e que conta com diversas equipas estrangeiras que, obviamente, terão que se deslocar dos seus países de origem para os circuitos Ibéricos, onde esta competição se centra. 

    Como foi anunciado no inicio do ano, os moldes deste campeonato terão apenas dois dias de duração, onde serão realizadas três corridas: duas de sprint e uma de resistência, permitindo a presença na mesma equipa de 1 ou 2 pilotos. 

    Destacando que as corridas em ambos os eventos serão em conjunto com o Campeonato Andaluz e a GT Interseries, garantindo grelhas de partida com 15 ou mais carros.
    A visita ao circuito Espanhol em conjunto com o Campeonato Andaluz, que conta normalmente com dois Ginetta G50 GT4, será um inicio prometedor de um campeonato que junta carros de sonho, todos com o andamentos similares graças ao BOP da SRO e que deliciam o público e pilotos com o seu andamento e lutas em pista.

    A ronda seguinte será em Portimão, a 23 e 24 de Janeiro de 2021, com mais três corridas nesse fim-de-semana, desta vez em conjunto com os alemães da GT Winter Series, que o ano passado tinham 8 modelos GT4 na sua prova de Portimão.

    Equipas de 2020 voltam a apostar no GT4 South

    Antes de avançar, a organização contactou as equipas interessadas e irá contar com os Ingleses da Tockwith Motorsport, vencedores da categoria GTC em 2019 com o seu Ginetta G50 e que já apresentaram os seus pilotos, assim como a Bullitt Racing, neste momento só com o Mercedes AMG para o chefe de equipa. Por último. também a MDriving Racing Team, cujo Mercedes AMG venceu a Pro-AM em 2019, irá voltar com José Monroy e um segundo piloto ainda por apresentar.

    Diogo Ferrão, Responsável da Race Ready, referiu que “2020 foi um ano complicado, mas falando com as equipas e vendo o seu interesse, conseguimos em parceria com a Federação Andaluza e a GT Winter Series juntar esforços e avançar com um mini-Campeonato. Assim, em Jerez iremos juntar-nos aos dois GT4 do Campeonato Andaluz, esperando termos já seis GT4 à partida e em Portimão devemos estabelecer o record de GT4 a correr em Portugal na mesma corrida. Existem mais equipas em negociação, mas neste momento é o que podemos, para já, revelar.” 

  • Filipe Albuquerque é oficialmente Campeão do Mundo de Resistência LMP2

     Chegou hoje ao final o Campeonato do Mundo de Resistência (FIA WEC) no Bahrein onde decorreu a última jornada da época. Era esta a corrida que faltava a Filipe Albuquerque para oficializar o título de Campeão do Mundo de Resistência LMP2.

    Um feito único para o piloto português que ao título mundial LMP2 soma ainda o título no European Le Mans Series e a vitória na emblemáticas 24 horas de Le Mans. Um ano excepcional para o piloto de Coimbra de 35 anos. Filipe Albuquerque e o seu companheiro de equipa, Phil Hanson chegaram ao Bahrein matematicamente campeões, mas precisavam de alinhar na corrida para oficializar o título e assegurar ao terceiro piloto da equipa, Paul Di Resta, o título de vice-campeão. O quarto lugar conseguido na corrida de hoje foi suficiente para atingirem todos os objectivos e fazerem história.

    “Uau!!! Agora é que posso dizer que sou Campeão do Mundo e é uma sensação tão boa, tão única! Estou muito feliz com este desfecho depois de um ano complicado para o mundo e complicado para mim em termos pessoais. Que alegria, que satisfação e que orgulho. Estou muito grato à equipa pelo trabalho excepcional ao longo do ano, aos meus companheiros de equipa pela garra e profissionalismo, à minha família pelo apoio incondicional e a todos aqueles, que nos bastidores, trabalham diariamente para que tudo isto seja possível. Estou muito feliz e espero que os portugueses também sintam este título como deles”, começou por referir Filipe Albuquerque.

    Desta vez Filipe não venceu a corrida mesmo que tenha saído da ‘pole-position’ mas um ‘pit-stop’ mais demorado acabou por ser determinante para este desfecho: “Queríamos ganhar e tínhamos andamento para isso, estivemos muito tempo na frente, mas ficámos sem gasolina num dos ‘pit-stops’ e perdemos cerca de 30 segundos. Não vencemos a corrida mas vencemos o Campeonato e isso supera qualquer percalço. Acaba o ano desportivo, talvez o melhor da minha carreira, e já só penso no que aí vem”, rematou o piloto português feliz pelo ano ímpar que teve.

  • Tiago Ribeiro assinou boa exibição em Portimão

    Uma vez mais o Honda Integra Type R com Tiago Ribeiro ao volante  esteve em bom plano no passado fim de semana na terceira jornada do Campeonato de Portugal Legend´s, onde ocupou lugares de destaque.

    Logo na sessão de treinos livres, Tiago Ribeiro, acabaria por obter o sexto tempo mais rápido à geral, para logo de seguida nos treinos cronometrados, ser autor dum crono fabuloso com 2.11.182, que lhe permitiu partir em terceiro à geral e primeiro entre os L2000. 

    Mas a verdade é que a primeira corrida de fácil nada teve, pois uma má escolha de pressão de pneus teve implicações directas no andamento no Honda Integra, com o carro a ter um comportamento muito subvirador à medida que o circuito ia secando. As longas interrupções, com entrada de safety car em pista, não permitiram que a vantagem criada na primeira parte da corrida fosse gerida nas ultimas voltas e por isso Tiago Ribeiro teve que contentar-se com a segunda posição entre os L2000. .Já na segunda corrida, com as mesmas condições atmosféricas mas com a correcção da pressão de pneus, Tiago Ribeiro foi autor duma corrida muito mais tranquila, conquistando o primeiro lugar entre os L2000 logo na primeira volta, controlando o andamento até ao final da corrida e cortando a linha de chegada no 5º lugar na classificação geral, vencendo destacadamente a sua categoria.

    Depois de ter ido ao pódio, e com as taças na mão, Tiago Ribeiro fez-nos um resumo das duas corridas dizendo “ não foram de modo algum duas corridas fáceis para qualquer dos concorrentes, pois a muita chuva, um piso deveras escorregadio, tudo isto aliado a uma fraca visibilidade muito provocada  pelo spray dos adversários e até por falha dos limpa para-brisas, levantaram uma série de dificuldades numa corrida que tinha tudo para correr de feição dada a volta incrível que consegui ontem nos treinos de qualificação. Mas uma má opção em termos de pressão de pneus deitou tudo a perder. À medida que o piso secava mais um pouco, parecia que estava a conduzir sobre gelo. Assim, a oitava posição à geral e segundo no meu campeonato foi o melhor que pude fazer. Já a segunda corrida foi relativamente fácil de controlar… com os problemas técnicos corrigidos e com uma primeira volta agressiva controlei o resto da corrida, mesmo com as condições de chuva torrencial. O 5º lugar à geral e primeiro do campeonato L2000 já foi bem melhor. Agora esperemos que na próxima prova no Estoril, com melhores ou piores condições meteorológicas, possamos fechar o campeonato da melhor forma, com boas corridas e pontuação para o campeonato”, conclui Tiago Ribeiro.

  • Campeão de 2020 será conhecido em Jarama

    O circuito de Jarama vai ser o palco, este próximo sábado, da ronda de encerramento do TCR Europa que vai decidir o campeão europeu de 2020 e sucessor de Mikel Azcona e de Josh Files, os vencedores, respetivamente, em 2018 e 2019. Há 18 anos que uma competição internacional de carros de turismo não visitava a pista madrilena, depois da jornada promovida pela FIA no início desta década.

    O alemão Mike Halder (Profi Car Team Halder, Honda Civic Type R) vai defender a sua liderança no campeonato, com uma margem de 26 pontos face ao marroquino Mehdi Bennani (Comtoyou Racing, Audi RS 3 LMS).

    Com 90 pontos ainda em jogo, há pelo menos mais três pilotos que podem ser considerados candidatos na luta pelo título: John Filippi (Target Competition, Hyundai i30 N), Nicolas Baert (Comtoyou Racing, Audi RS 3 LMS) e Daniel Lloyd (Brutal Fish Racing, Honda Civic Type R) que têm desvantagens de 35, 41 e 48 pontos, respetivamente. Lloyd terá que enfrentar o desafio adicional de uma queda de três posições na grelha da Corrida 1.

    Ainda em jogo estão também o título das equipas, com a Comtoyou Racing na liderança por 94 pontos face à a Target Competition, e ainda os troféus de Yokohama. Os colegas de equipa da Comtoyou, Nicolas Baert e Sami Taoufik, estão separados por 70 pontos na competição pela classificação geral e pelo troféu de novato, enquanto Stéphane Ventaja (Team Clairet Sport, Peugeot 308) construiu uma vantagem de 49 pontos sobre Martin Ryba (Brutal Fish Racing, Honda Civic Type R) no troféu de diamante.

    De assinalar que em Jarama estarão de volta ao campeonato o espanhol Mikel Azcona (Volcano Motorsport, CUPRA) e o holandês Tom Coronel (Boutsen Ginion Racing, Honda Civic Type R), depois de na quinta ronda da temporada, em Spa-Francorchamps, terem concluído em primeiro e segundo ambas as corridas.

    HORÁRIO DE JARAMA (hora local)

    Sexta (6 Novembro): 10h50, Treino Livre 1 (30 minutos); 13h10, Treino Livre 2 (30 minutos); 16h05, Qualificação (Q1 20 min + Q2 10 min)

    Sábado (7 Novembro): 11h20, Corrida 1 (15 voltas); 12h15, Corrida 2 (15 voltas)

  • Guilherme de Oliveira vai disputar a sua primeira corrida de Fórmula 4 em Jarama

    Aos 15 anos, Guilherme de Oliveira vai concretizar o sonho de disputar uma prova de Fórmula 4, já amanhã e sábado, 6 e 7 de novembro, no mítico Circuito de Jarama, em Espanha.

    Trata-se de um passo natural depois dos êxitos alcançados no Karting em Portugal e no estrangeiro, mas também potenciado devido à estreia auspiciosa este ano na categoria KZ – karts com caixa de velocidades – de que foi protagonista no Campeonato de Espanha de Karting, motivando assim o convite da DriveX, formação criada por Miguel Ángel de Castro, Pedro de La Rosa e Jaime Bergel.
     
    “Tudo isto surgiu de repente e fico naturalmente muito satisfeito por me proporcionarem esta oportunidade. Já tinha feito alguns testes de Fórmula 4, mas confesso que não previa entrar já numa competição e logo na Fórmula 4 Espanhola. É a concretização de um sonho”, começou por referir Guilherme de Oliveira.

    A Fórmula 4 Espanhola é atualmente uma das mais competitivas do panorama internacional, pontificando nela vários talentos do país vizinho, mas também de outras nações, como da Holanda, França, Suíça, Dinamarca, Rússia, México, Emirados Árabes Unidos, entre outras. Contudo, o jovem português Guilherme de Oliveira já sabe como vai encarar este novo desafio. “Vou ter meio dia para me ambientar a tudo em meu redor e depois começam logo os treinos livres oficiais, duas qualificações e três corridas. No espaço de cinco horas vou disputar duas corridas de 25 voltas e uma de 18, o que é bastante exigente em termos físicos, mas o meu foco passa sobretudo pela aprendizagem a esta nova realidade. Sei que não tenho a experiência dos outros pilotos, por isso vou desfrutar o máximo que puder desta oportunidade e aprender. Quanto a resultados, logo se vê.”, sublinhou Guilherme de Oliveira.
     
    Os dois treinos livres e as duas qualificações estão agendados para sexta-feira e as três corridas serão disputadas no sábado, sendo que esta penúltima ronda da Fórmula 4 Espanhola acompanha a última prova integrada no TCR Europe.

  • Clássicos, Clássicos 1300 e Legends estão de volta ao Algarve

    O Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos, Clássicos 1300 e Legends está de regresso ao Autódromo Internacional do Algarve este fim de semana. Mais de 50 inscritos para o Portimão 2 – Super Racing Series. Medidas de segurança para prevenção da pandemia incrementadas.

    Apesar do aumento da incidência da Covid-19 em todo o país, o excelente exemplo dado por todos os participantes nas provas das disciplinas organizadas pela ANPAC permite que o evento seja realizado na data aprazada no calendário. E esta situação acaba por ser sublinhada a traço grosso pela adesão dos pilotos que vão, literalmente, inundar a pista do AIA.

    Serão quase 60 as equipas presentes no Portimão 2 – Super Racing Series, igualmente divididos entre os Clássicos, Clássicos 1300 e os Legends. Contas feitas, nos Clássicos e Clássicos 1300 estão inscritos 29 automóveis polvilhados pelas diversas classes. Destaque para a “armada” Ford com vários Escort RS, que vão tentar derrotar os Porsche 911 RSR, lembrando a estreia de um Mini Cooper do Gr.5 que vem animar as lutas neste agrupamento.

    Para João Macedo Silva, presidente da ANPAC “realmente impressiona que neste contexto, os pilotos dos Clássicos e dos Legends tenham respondido, uma vez mais, presente! É gratificante verificar que, uma vez mais, são os Clássicos e os Legends que mantêm a competição automóvel, na vertente da velocidade, em movimento sendo grandes contribuintes para os valores de retorno mediático da disciplina, superior a 3,6 milhões de euros. A direção da ANPAC está muito satisfeita com esta adesão dos pilotos e equipas e tudo fará para que em 2021 tenhamos ainda mais e melhor competição. Para o Portimão 2 – Super Racing Series, desejamos que todos possam contribuir para a manutenção da imagem de cumprimento das normas de segurança face á pandemia de Covid-19.”

    Carlos Vieira (Ford Escort RS 1600), João Macedo Silva (Porsche 911 RSR) e Joaquim Jorge (Ford Escort RS 1600), vão tentar reeditar as lutas experimentadas em Portimão e em Braga. Referência, ainda, para a presença de vários Ford Escort RS 2000 do Grupo 1, que vêm dar outro colorido à grelha de partida dos Clássicos.

    Entre os pilotos dos Clássicos 1300, a luta far-se-á entre os vários Datsun 1200 que preenchem as classes H71 – 1300 e H75 – 1300, aguardando-se uma aguerrida disputa pela vitória entre Luís Alegria e José Fafiães, com João Braga a espreitar uma oportunidade de se esgueirar rumo à vitória. 

    Nos Legends também estão inscritos 29 automóveis, com destaque para a categoria L99-2000 com o grosso dos participantes, numa grelha de partida que é diversificada e com carros para todos os gostos.

    Uma categoria cada vez mais interessante onde todos vão tentar contrariar o favoritismo do BMW 320d de Manuel Fernandes e Hugo Mestre (categoria Livre). Nessa fila de candidatos a destronar o BMW 320d encontramos os BMW M3 de Joaquim Soares e António Barros e os irreverentes Volvo 850 T5 de Miguel Monteiro e Filipe Matias e a sempre espetacular versão carrinha pilotada por Nuno Figueiredo.

    Os seis resilientes pilotos da categoria Feup 2 voltam a juntar-se para oferecer um espetáculo diferenciado na pista do AIA com os aguerridos Fiat Punto 85, sendo absolutamente imprevisível apontar um favorito á vitória. Destacar, ainda, a presença de Gustavo Moura Jr. com o seu Alfa Romeo 156 da categoria Feup 3, apostado em dar luta a carros mais potentes e velozes.

    Horário

    Sábado, 7 de novembro

    09.30 – 10.30 – Treinos privados – CPVC, CPVC 1300 e Legends

    11.50 – 12.10 – Legends – Treino Livre

    12.20 – 12.40 – CPVC e CPVC 1300 – Treino Livre

    14.45 – 15.05 – Legends – Treino Cronometrado

    15.15 – 15.35 – CPVC e CPVC 1300 – Treino Cronometrado

    Domingo, 08 de novembro

    10.40 – 11.05 – Legends – Corrida 1

    11.25 – 11.50 – CPVC e CPVC 1300 – Corrida 1

    14.10 – 14.30 – Legends – Corrida 2

    14.55 – 15.20 – CPVC e CPVC 1300 – Corrida 2

  • Ramos e Chaves Campeões do GT Open Internacional

    Num fim de semana que estava a correr de feição, a uma volta do fim da corrida, o McLaren da dupla portuguesa foi posto fora de pista para a vitória nessa corrida e com isso, arredado da vitória mais que certa no Campeonato. Felizmente ainda existe justiça e o Colégio de Comissários viria a considerar a manobra de Abril como antidesportiva e após essa decisão o titulo viria a ser atribuído a Miguel Ramos e Henrique Chaves.

    Chegou-se a pensar que a dupla Portuguesa constituída por Miguel Ramos e Henrique Chaves iriam ser espoliados da vitória no International GT Open 2020. Um fim de semana que foi preparado ao pormenor e no qual a corrida de sábado foi desenhada em termos de classificação e handicaps, para tentar garantir a vitória este domingo.

    E tudo parecia estar a correr bem, pois Chaves arrancou muito bem do terceiro lugar e ainda na primeira curva conseguiu ultrapassar o Ferrari #17 dos principais opositores para o Campeonato, na altura pilotado por Louis Prette. Durante a primeira parte da corrida, Henrique Chaves foi conseguindo construir uma razoável vantagem ao que aliado ao menor tempo de paragem durante a troca de pilotos, permitiria a Miguel Ramos entrar em pista bastante confortável na liderança da corrida.

    Com efeito Miguel Ramos entrou para o seu turno com cerca de 15seg de vantagem o que lhe permitiu fazer um turno com todas as cautelas, pois bastaria garantir o primeiro lugar em que se encontrava. Com o que Ramos não contava era com o segundo Ferrari da AF Corse de Ortelli que se atrasou propositadamente e se “plantou” à espera de Ramos e depois na frente do piloto Português, durante cerca de oito voltas ilegalmente porque ia ser dobrado, o fez atrasar, provocando a rápida aproximação do Ferrari de Abril, que estava na luta com Ramos pelo título. A quatro voltas do fim, Ramos consegue passar Ortelli, e quando chega o seu colega de equipa, Ortelli deixa-o passar. 

    Os dois principais candidatos ao título tiveram um final de corrida de alta tensão e assim se aguentaram durante mais três voltas, até que Abril empurrou deliberadamente Ramos para fora de pista e com o McLaren na gravilha, foi impossível a Miguel Ramos continuar em prova. Tudo estava premeditado porque Abril já tinha uma penalização de 2 segundos por não ter cumprido o handicap e sabia que não bastaria passar Ramos, porque a uma volta e meia do final, seria impossível ganhar 2 segundos. 

    Foi quase impossível arrancar algumas palavras a Miguel Ramos, pois o desalento era enorme logo no final da prova, de qualquer modo e logo que chegou à box acompanhado pelo patrão da equipa, Teo Martín, Ramos ainda deixou escapar “Não pode valer tudo na vida e nas corridas também não. Já ganhei muitas corridas, já perdi muitas, já tive lutas muito duras, mas o que se passou este fim de semana aqui em Barcelona é lamentável. Primeiro foi o Ortelli no segundo carro da AF Corse que me bloqueou durante metade do meu stint e depois quando finalmente com caminho livre e pensava eu que ia ter uma luta muito dura mas leal, como sempre sou, com o Abril pela vitória, eis que sem nenhum sentido ele tenta passar onde não há a mínima hipótese. Eu fiz a minha trajetória normal, estou a tocar no corretor interno e de repente levei uma pancada na traseira esquerda, ficando sem a mínima hipótese de me manter em pista. Infelizmente parei na caixa de gravilha e por isso era impossível continuar. Se eles fossem mais fortes, haveriam de conseguir passar em pista e não precisariam deste tipo de golpes sujos. Entendo que estivessem desesperados, mas assim não“.

    Entretanto e horas mais tarde, após a reunião do Colégio de Comissários na qual foi realizada justiça, Miguel Ramos e Henrique Chaves foram declarados Campeões. “A justiça por vezes tarda, mas desta feita não faltou. Fizemos uma época fantástica, liderando desde o primeiro fim de semana até ao último, pelo que acho que somos uns justos vencedores. Muitos parabéns a toda a estrutura da Teo Martín Motorsport, ao Teo e ao meu parceiro, o Henrique, que esteve sempre a muito alto nível toda a temporada”, comentou Miguel Ramos à saída do Circuito de Barcelona.

    Já Henrique Chaves, que este ano completou o seu segundo ano no mundo dos GT, era o espelho da felicidade após todas as decisões tomadas. “Foi uma temporada comprimida em poucos meses e em que tivemos de estar sempre no nosso melhor. Penso que fomos os mais fortes ao longo da época, mostrando sempre rapidez e consistência. Este título é o prémio pelo trabalho que desenvolvemos durante todo o ano. Quero dar os parabéns à Teo Martín Motorsport e ao Miguel e agradecer todo o apoio dos patrocinadores, familiares e amigos. Agora temos de celebrar”, concluiu o português.

  • Miguel Ramos e Henrique Chaves prontos para a finalíssima em Barcelona”

    Chegou o momento da verdade. A última ronda temporada está ao virar do próximo fim de semana. O circuito de Barcelona está pronto para receber novamente a última prova do International GT Open, uma tradição que foi interrompida apenas uma vez, por acaso no ano passado.

    Mais uma vez, também, a ultima prova será decisiva na atribuição do título geral, algo que já aconteceu por 14 vezes nas 15 edições do International GT Open realizadas até agora. A expectativa é enorme ao aproximar do grande momento e de certeza que a emoção crescerá no aproximar do fim de semana.

    Na discussão do título estão duas duplas com hipóteses muito semelhantes e um outsider ligeiramente atrasado, mas ainda com hipótese de chegar ao primeiro lugar. Miguel Ramos e Henrique Chaves chegam a Espanha como líderes do campeonato e a dupla portuguesa do Teo Martín Motorsport fará tudo o que estiver ao seu alcance para manter a posição e conquistar o título, que seria o segundo para Ramos, depois do conquistado em 2015, já na altura com um McLaren da Teo Martin Motorsport.

    A dupla Portuguesa tem uma vantagem de 8 pontos sobre Louis Prette-Vincent Abril, ao volante dum Ferrari 488 da AF Corse. Esta dupla Monegasca não está menos motivada e apesar de ter uma desvantagem de pontos, têm dois trunfos muito importantes para jogar. Os pilotos do Ferrari 488 podem deitar fora o pior resultado do ano (“0” que tiveram logo na primeira corrida da temporada) e não terão nenhum resultado útil para descontar. Em situação completamente diferente encontram-se Ramos e Chaves, que pontuaram em todas as corridas e se o fizerem também em Barcelona, terão de deitar fora a pior pontuação que neste momento são 8 pontos. Para além disso a dupla Portuguesa tem 2 vitórias a menos que os Monegascos (2 para 4), o que pode ser outro fator decisivo no caso de empate final em pontos.

    Para além das duas duplas protagonistas, não nos podemos esquecer de Salih Yoluç e Charlie Eastwood, que tripulam o Aston Martin Vantage da TF Sport, já venceram 2 corridas este ano e estão com 20 pontos de atraso. Com um máximo de 30 pontos a serem atribuídos no fim de semana, temos de os considerar na corrida para o título.

    Um fim de semana de alta tensão como é definido por Miguel Ramos “não há duvidas que é sempre melhor liderar qualquer que seja o momento e este não é exceção. Temos a perfeita noção que os 8 pontos que temos de vantagem são facilmente anuláveis pelo pormenor da eliminação do resultado menos positivo, que no nosso caso são esses mesmos 8 pontos, pelo que teoricamente vamos para Barcelona empatados. Vai ser uma dura batalha e temos de estar ao nosso melhor nível para conseguirmos ser superiores aos nossos principais opositores”.

    “Temos tido uma temporada extraordinária com excelentes resultados e vamos para Barcelona para discutir o título. Temos fortes adversários, mas vamos dar o máximo para podermos acabar o fim-de-semana a celebrar. A estratégia será determinante, mas o mais importante é explanarmos o nosso potencial que, como se tem visto, chega para lutarmos sempre pelos lugares no pódio e no final faremos as contas”, apontou Henrique Chaves.
     
    Apesar da evidente competitividade demonstrada ao longo de toda a época, o português sabe que terá dificuldades num circuito onde já obteve bons resultados, tendo em 2019 assegurado um terceiro e quarto lugares, assim como uma volta mais rápida. “O ano passado fomos muito competitivos e conseguimos boas classificações. Este ano a prioridade é garantir o título e sabemos que continuamos com mais 20Kg devido ao BoP, tal como já tinha acontecido em Spa-Francorchamps, mas acreditamos que, ainda assim, estaremos na luta pelas vitórias e, no final, poderemos celebrar o campeonato”, concluiu com confiança Henrique Chaves.

    Horário Previsto

    Sábado, 31 de outubro

    08:35 – 09:05 International GT Open Qualifying 1

    13:30 – International GT Open – Race 1 (70’) LIVE TV em  www.miguelramossport.com e também em direto na SportTV1.

    Domingo, 1 de novembro

    08:35 – 09:05 International GT Open – Qualifying 2

    13:20 – International GT Open – Race 2 (60’) LIVE TV em www.miguelramossport.com e também em direto na SportTV1.

  • José Correia com exibições positivas no Portimão Pirelli GT Challenge.

    José Correia e a JC Group Racing Team participaram no Portimão Pirelli GT Challenge, prova de suporte do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1. Furo e problemas elétricos no Nissan GT-R Nismo GT3 condicionaram os resultados mas não a excelente exibição do piloto bracarense.

    O Autódromo Internacional do Algarve foi palco, este fim de semana, do regresso da Fórmula 1 a Portugal e José Correia foi um dos pilotos convidados para participar na prova de suporte do evento, o Portimão Pirelli GT Challenge. Ao volante do Nissan GT-R Nismo GT3, o atual líder do Campeonato de Portugal de Montanha não teve condições para chegar ao pódio da prova, como era seu objetivo. Um furo na primeira corrida e um toque e problemas elétricos na segunda condicionaram o resultado desportivo do piloto e fundador da JC Group Racing Team.

    photo by Paulo Maria / DPPI

    “Na primeira corrida sofremos um furo e tivemos de abandonar. Na segunda arranquei muito bem e passei de último para primeiro após a largada. Infelizmente, logo na primeira curva um adversário deu-me um toque e caímos para o terceiro lugar. Poucas voltas depois, o carro começou a apresentar problemas elétricos e desligava-se. Foi muito complicado pilotar nessas condições, mas sempre que tivemos o carro a funcionar conseguimos ser os terceiros mais rápidos em pista”, comentou José Correia. 

    “O balanço global é positivo. Foi um fim de semana especial para Portugal e para quem gosta de automobilismo. Pude participar no programa do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 e, apesar das circunstâncias que vivemos, foi uma experiência para mais tarde recordar. Parabéns a todos os que colaboraram neste evento e espero que seja o primeiro de muitos em Portugal”, referiu o piloto de Braga.

    José Correia vai agora voltar a apontar a sua mira para o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, cujo campeonato absoluto lidera. A próxima prova será na Rampa da Arrábida, aprazada para os dias 7 e 8 de novembro.

  • José Correia compete no Portimão GT Pirelli Challenge

    José Correia e a JC Group Racing Team vão participar no fim de semana do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, no Algarve, competindo com o Nissan GT-R Nismo GT3 no Portimão GT Pirelli Challenge. Uma oportunidade única para o versátil piloto português.

    Depois de ter reforçado o seu comando no Campeonato de Portugal de Montanha, com mais um pódio na Rampa Serra da Estrela, José Correia vai no próximo fim de semana ter uma experiência única na sua carreira: competir no Portimão GT Pirelli Challenge, prova de suporte ao mediático GP de Portugal de Fórmula 1. Numa grelha que se prevê de grande qualidade, o piloto de Braga vai alinhar com o Nissan GT-R Nismo GT3 com as cores da JC Group.

    “Vai ser uma oportunidade fantástica, pois não é todos os dias que se integra o programa oficial de um Grande Prémio de Fórmula 1. Em termos desportivos, espero uma prova com bastantes carros em pista, de diferentes categorias de GT e não só, o que torna tudo mais interessante. Já ganhei no passado em Portimão com o Nissan e vou dar o máximo, independentemente da concorrência. Por outro lado, vai ser uma experiência única poder viver o ambiente da Fórmula 1, o pináculo do desporto automóvel. Este é um evento muito importante para o próprio país”, afirmou José Correia, que além da Montanha é também um dos grandes protagonistas habituais do Open de Portugal de Velocidade.

    O programa do Portimão GT Pirelli Challenge contempla duas corridas, a primeira no sábado (dia 24) às 09h45, e a segunda no domingo (dia 25) às 09h15.