Categoria: Velocidade

  • Duarte Pires vence as duas corridas da Single Seater Series

    Duarte Pires vence as duas corridas da Single Seater Series

    A segunda prova da temporada de 2024 da Single Seater Series disputou-se no passado fim de semana no programa Estoril Summer Party, com Duarte Pires a estrear o seu Formula Renault 2.0 com duas vitórias, apesar da réplica dada por André Vieira no Autódromo do Estoril.

    Depois de André Vieira, o vencedor das primeiras duas provas do ano realizadas em Portimão, ter conquistado a pole-position com uma margem inferior a três décimas sobre Duarte Pires, esperava-se que estes dois pilotos trouxessem o seu duelo da qualificação para a primeira corrida do dia. Contudo, o experiente piloto do Fórmula Renault 2.0, contruido pela Tatuus e preparado pela G-Tech, arrancou melhor e rapidamente ultrapassou o piloto do F4, ganhando logo nas primeira voltas uma margem confortável que foi crescendo ao longo da corrida de 15 minutos.

    O segundo confronto destes dois pilotos, na parte da tarde, foi muito mais animado. O jovem piloto de Amares estava disposto a voltar a celebrar uma vitória e manteve-se sempre na cauda do seu adversário, para o suplantar no final da recta da meta na quarta volta. Contudo, Duarte Pires não levantou o pé, continuou a pressionar o seu oponente, para na travagem para a primeira curva na última volta ultrapassar André Vieira. O piloto do monolugar assistido pela FunSpeed Engineering ainda tentou recuperar novamente a primeiras posição, mas Duarte Pires defendeu-se com firmeza para se sagrar o vencedor. 

    Ainda a adaptar-se ao seu Fórmula Renault 2.0, João Silva foi o terceiro classificado da geral em ambas as corridas, ao passo que Rui Silva, que voltou a tripular o Fórmula Novis da G-Tech, enquanto aguarda que o seu Fórmula Renault 2.0 esteja operacional, foi o quarto e vencedor da categoria Heritage.

    Entre os monolugares sem asas, Fernando Mayer Gaspar e André Pardal, que dividiram a condução do mesmo Mygale SJ00, triunfaram na classe ZT nas Corridas 1 e 2 respectivamente, enquanto o regressado Diogo Matos, aos comandos de um Van Diemen RF85 foi o quarto, vencendo a dobrar nos KT. O piloto da DBE Vehicle Dynamics teve uma luta interessante com Francisco Olho Azul na primeira corrida, mas o Jamun M97 acabou por desistir nos primeiros momentos da segunda corrida com problemas técnicos.

    Pai e filho Vitor (Vector MG01) e Vasco Sampaio (Ray GR98) voltaram a subir ao pódio nas suas respectivas classes, algo que Miguel Pereira e Manuel Melo, num Van Diemen RF88, não conseguiram após abandonarem prematuramente na primeira corrida. Já Aslam Jamal, que esteve um duelo interessante com Vasco Sampaio, voltou a trazer para as pistas o Funspeed F01, um fórmula “made in Portugal”, que terminou classificado em ambas as corridas.

    Aproveitando o bom ambiente da Single Seater Series, Carlos Tavares estreou nas competições em Portugal o seu Chevron B27 – Toyota Novamotor, um Fórmula 3 dos finais de 1970s, um monolugar assistido pela RodaClássica que deverá voltar a ser visto nas pistas nacionais ainda este ano.

    A Single Seater Series regressa ao Autódromo Internacional do Algarve no fim de semana de 26 e 27 de Outubro, esperando-se a chegada de novos carros e mais alguns regressos à competição promovida pela Race Ready.

  • Batina Racing cumpre os objectivos

    Batina Racing cumpre os objectivos

    A Batina Racing esteve em excelente nível na segunda ronda do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade de 2024, que se realizou no Autódromo do Estoril, mostrando um bom ritmo que se traduziu em alguns bons resultados.

    Sérgio Azevedo e Orlando Batina chegavam à histórica pista portuguesa com aspirações, apesar das limitações do BMW M4 GT4 (F82), um carro com alguns anos e que não é tão performante como as máquinas mais recentes. Ainda assim, o duo assinou boas prestações.

    A primeira qualificação não correu bem a Sérgio Azevedo, assinando o décimo nono posto na grelha de partida. Já Orlando Batina foi uma das estrelas da segunda, carregando o BMW até ao sétimo posto da grelha de partida, batendo inúmeros pilotos com carros mais recentes, inclusivamente, o da equipa oficial da BMW España Motorsport.

    Na primeira corrida do fim-de-semana, realizada no domingo de manhã, a formação do BMW M4 GT4 (F82) assinou uma excelente recuperação, tendo conseguido ir do décimo nono posto no arranque até ao nono, sétimo entre os GT4 Pro. Tanto Sérgio Azevedo como Orlando Batina mostraram um andamento forte e consistente, o que foi determinante para o bom resultado que asseguraram.

    Para a segunda prova do evento as expectativas eram elevadas, uma vez que Orlando Batina arrancava de sétimo. O piloto de Aveiro reagiu bem aos semáforos, ascendendo a quinto, ficando no ar a perspectiva de um ‘stint’ em luta pelas posições cimeiras. No entanto, na quarta volta, um furo na Curva 1 acabou por comprometer todo o esforço do duo da Batina Racing, dado que foi necessário realizar quase uma volta em três rodas, o que custou muito tempo. No final, eram classificados em vigésimo sétimo a duas voltas dos vencedores.

    Apesar de todas as contrariedades, Sérgio Azevedo faz um balanço positivo da passagem pelo Estoril: “no final, temos de estar satisfeitos com o que alcançámos! Não estive bem na qualificação, mas redimi-me na primeira corrida, com um bom ritmo que nos levou até um lugar entre os dez primeiros, juntamento com a prestação do Orlando. Na segunda tivemos o azar de ter um furo que deitou as nossas aspirações por terra. Ainda assim, diverti-me muito enquanto estive em pista e isso também é importante. Queríamos terminar entre os dez primeiros e conseguimo-lo na primeira corrida e poderíamos ter repetido na segunda. Foi um evento fantástico com muito público e com muitos amigos”.

    Orlando Batina mostra-se também muito satisfeito com o ritmo evidenciado ao longo do fim-de-semana: “penso que na qualificação tirei tudo o que o carro tinha para dar. Fiquei muito orgulhoso da minha volta, entrei nos dez primeiros, batendo excelentes pilotos com carros bem mais competitivos que o nosso. Na primeira corrida conseguimos concretizar o nosso andamento num resultado que estava dentro dos nossos objectivos. Na segunda, penso que poderíamos repetir uma classificação no top-10, mas tivemos o azar do furo – são coisas que acontecem nas corridas. Penso que foi um fim-de-semana muito positivo”.

    A próxima etapa do Iberian Supercars disputa-se em Valência nos dias 28 e 29 de Setembro, ao passo que o Campeonato de Portugal de Velocidade regressa no Autódromo Internacional do Algarve a 26 e 27 de Outubro.

  • Estoril não sorriu a Francisco Mora e Miguel Lobo, dupla da Veloso Motorsport

    Estoril não sorriu a Francisco Mora e Miguel Lobo, dupla da Veloso Motorsport

    Francisco Mora e Miguel Lobo não conseguiram trazer para casa os resultados que ambicionavam, na segunda jornada do CPV / IS, no Estoril.

    A segunda jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade / Iberian Supercars levou Francisco Mora e Miguel Lobo a visitarem o mítico Circuito do Estoril. A já bem conhecida pista de Cascais recebeu quatro dezenas de inscritos, com casa cheia em pista e bancadas muito bem compostas.

    O desafio para a dupla da Veloso Motorsport era conseguir melhor do que na primeira jornada, em Jerez. Mas o objetivo não era fácil de atingir, pois a falta de testes fez com que a dupla chegasse em desvantagem, face à concorrência. Os treinos livres não deram tempo suficiente para trabalhar todos os aspetos e a equipa focou-se no desenvolvimento do set up para corrida. 

    Na qualificação, um carro com um “feeling” muito diferente (pneus novos mudaram o equilíbrio do carro) e muito tráfego complicaram a tarefa aos pilotos, com Miguel Lobo a conseguir o oitavo posto e Francisco Mora a conseguir o 11º, tempos. 

    Na corrida 1, um excelente arranque de Lobo catapultou o Porsche #26 do oitavo para o terceiro, da geral. Lobo entregou o carro nessa posição e Mora tratou de subir mais um lugar, terminando a corrida a cinco décimos do primeiro classificado. No entanto, penalização por fazerem a paragem nas boxes abaixo do tempo mínimo, despromoveu a dupla, deitando por terra o excelente trabalho feito.

    Na corrida 2, uma largada mais tumultuosa, com toques que retiraram performance à máquina germânica, levou a equipa a entrar em modo sobrevivência, tentando acabar no melhor lugar possível. Depois das penalizações aos adversários, a Mora e Lobo conseguiram um terceiro lugar, um prémio de consolação que não mostra o andamento do carro que conseguiu a volta mais rápida na corrida 2.

    Miguel Lobo lamentou os infortúnios da equipa, mas mostrou-se satisfeito com a performance evidenciada e aproveitou para dar os parabéns à equipa com que compete há uma década: “No treino livre, conseguimos boas indicações. Decidimos não colocar pneus novos nos treinos privados e isso acabou por condicionar a nossa performance na qualificação, pois o comportamento do carro mudou e isso afetou-nos. Mas o que nos prejudicou mais foi o tráfego que nos impediu de fazer voltas limpas.

    Na primeira corrida consegui subir de oitavo para terceiro, mantendo-me na luta pelo pódio. Fiz tudo para entregar o carro nas melhores condições e o Francisco fez um trabalho brutal. Sem o Full Course Yellow, acredito que teríamos vencido. Mas a penalização por termos feito a paragem nas boxes um décimo de segundo abaixo do tempo mínimo permitido retirou-nos este excelente resultado.

    Na segunda corrida, a posição na grelha de largada do Francisco não lhe permitiu subir as posições que queríamos e na minha entrada para a pista, fui prejudicado por um adversário, atrás de um carro que seguia a velocidade inferior à permitida no pit lane, o que nos fez perder muito tempo. Os toques degradam muito o carro e limitei a tentar sobreviver. Não foi o fim de semana que queríamos, mas foi o possível. Queria oferecer ao Sr. Luis Veloso uma vitória, pois faz este mês 10 anos que corri pela primeira vez nesta estrutura fantástica. Não me vejo a correr noutra equipa, que é já uma família para mim. Havemos de conseguir festejar esta efeméride com um triunfo ainda este ano”.

    Francisco Mora reconheceu o erro que valeu a penalização na corrida 1, mas enalteceu o trabalho de desenvolvimento feito. O piloto está confiante que os melhores resultados ainda estão para chegar. “Sofremos muito pela falta de tempo de pista nos treinos privados, talvez um pouco mais que outras equipas pela falta de testes prévios no Estoril. Mas sabíamos que tínhamos um bom carro para a corrida. Com pneus usados, fomos sempre muito competitivos. Isso ficou demonstrado na primeira corrida, onde o Miguel fez um excelente arranque e entregou-me o carro na melhor posição possível. Infelizmente, o meu erro na paragem nas boxes levou a uma penalização e deitou por terra um bom resultado. Só tenho de pedir desculpa à equipa e ao Miguel por este erro, depois de um excelente trabalho de todos.

    Na corrida 2, tentei dar o meu melhor, tendo largado de uma posição desfavorável, devido à má qualificação. Sabia que ia ser difícil fazer o que o Miguel fez, pois arrancava da parte de dentro. Tentei ir para o lado de fora, mas não consegui e levei um toque que desalinhou o carro. O carro ficou diferente e senti que íamos ter uma tarefa complicada para o resto da corrida. Conquistamos o terceiro lugar, fruto das penalizações aplicadas. Mostramos ritmo e conseguimos um ponto extra na corrida 2 por fazer a volta mais rápida. Dou também os parabéns ao Miguel, que esteve em grande, e a toda a equipa, que tem desenvolvido o nosso carro, uma tarefa desafiante. Se olharmos à performance, estamos no bom caminho. Vamos olhar corrida a corrida, esquecer as contas do título para já e no final faremos as contas”.

    A dupla da Veloso Motorsport regressa às pistas em Espanha, nos dias 28 e 29 de setembro, no circuito Ricardo Tormo, em Valência.

  • Duarte Pinto Coelho já ambiciona ‘top 5’ dos GT4 em Valência

    Duarte Pinto Coelho já ambiciona ‘top 5’ dos GT4 em Valência

    Passo a passo, o jovem Duarte Pinto Coelho, membro do FPAK Júnior Team de Velocidade (FJT), trabalha para deixar a sua marca na categoria GT4 do Campeonato de Portugal de Velocidade/Iberian Super Cars.

    À beira de completar 18 anos, o piloto lisboeta subiu de patamar esta época, ao trocar o Ginetta G40 em que se estreou no FJT em 2023 por um bem mais exigente GT4. E se em Jerez de La Frontera, no passado mês de maio, nem tudo correu de feição aos comandos do Audi R8 LMS da equipa eslovena Lema Racing, agora, no Estoril, com o Mercedes AMG tudo se passou de forma diferente e bem mais positiva, na companhia do seu experiente colega Bruno Pires.

    Embora não seja uma escala reduzida progredir do karting para os comandos de um Ginetta G40, como sucedeu a este jovem que colecionou vários títulos de campeão nos karts, a verdade é que nunca se deixou vencer pela falta de confiança…

    “Claro que foi um salto grande, passar do karting para o Ginetta G40, mas senti-me muito bem e tive uma evolução constante. Os resultados apareceram logo desde o início, com pódios e vitórias. Foi excelente a nível de bases que são necessárias adquirir nos automóveis. Aprendi bastante numa época que considero produtiva, face a adversários de elevada craveira, alguns oriundos do karting. O nível de pilotos do FPAK Júnior Team era muito bom e quando assim é evoluímos bastante.”

    No arranque da presente temporada, em Jerez de La Frontera, a dupla Bruno Pires/Duarte Pinto Coelho passou por algumas dificuldades com a Lema Racing na definição do setup do Auto R8 LMS GT4, mas não só, numa jornada aziaga.

    “Primeiro, tive pouco tempo de rodagem no carro, devido ao elevado número de bandeiras vermelhas nos treinos; segundo, eu não conhecia a pista, pois era a minha estreia em Jerez. Já tinha feito um treino em Itália com o Audi, mas depois, como a equipa também não o conhecia muito bem, faltava experiência para definir o setup ideal. A Lema conhece muito bem o Mercedes, com o qual se sagrara campeã, ao contrário do que sucedia com aquele carro e, por isso, sentiu dificuldade em ajudar-nos a delinear o melhor compromisso de afinação. A juntar a esses fatores, na primeira corrida, e para complicar ainda mais a situação, o meu colega Bruno Pires, que iniciou a prova, depois de já ter conseguido uma boa recuperação foi tocado de forma violenta por um adversário, acabando fora da pista. Portanto, eu nem tive oportunidade de guiar o carro nessa primeira corrida. Na segunda corrida, já tinha recuperado alguns lugares nas primeiras duas/três voltas, só que um dos Ginetta mais rápidos largou óleo na pista e eu fui apanhado de surpresa. Não bati só por sorte, mas despistei-me e caí quase para último, mas mesmo assim e em conjunto com o meu colega ainda foi possível subir até à décima sexta posição”, adiantou Duarte Pinto Coelho.

    Face às dificuldades, a nível técnico, da Lema Racing em Jerez para retirar o máximo partido do Audi, ficou decidido, por comum acordo entre o team manager da equipa eslovena e os pilotos que a melhor opção seria apostar no Mercedes AMG até ao termo da temporada, com início no Estoril.

    Tal mudança veio abrir novos horizontes ao jovem do FPAK Júnior Team e ao seu colega Bruno Pires.

    “Para além de conhecer a pista, senti-me mais confortável a conduzir um carro como o Mercedes AMG, de que gosto mais por comparação ao Audi. Consegui estar muito mais próximo dos pilotos da frente. Eu sei que vou chegar lá, mas estou consciente que não será fácil, pois estou no meu primeiro ano nos GT4, lutando com pilotos muito experientes, como o Manuel Gião e outros, que já somam muitos anos de corridas. A verdade é que tenho registado uma boa habituação ao carro e encontro-me cada vez mais perto da frente. Já estou competitivo e à-vontade em corrida, a nível de ultrapassagens e não só. Esta segunda jornada da época, no Estoril, foi muito positiva, na primeira corrida conseguimos o ‘top 10’ à geral e fomos sétimos na categoria Pro. Estou muito contente com o trabalho desenvolvido e a equipa também, sentindo-me cada vez mais perto dos primeiros lugares.”

    Duarte Pinto Coelho respira confiança e quando se fala do futuro, que é como quem diz a jornada de Valência, no final de setembro próximo, confessa-se mais ambicioso do que nunca…

    “Sinto que a minha evolução tem sido contínua. Em cada sessão estou mais próximo dos primeiros. O andamento já está mais ao nível da categoria GT4, situando-me logo a seguir ao grupo da frente. Não falta muito, estou perto deles e acredito que agora, em Valência, depois de treinar e conhecer ainda melhor o Mercedes, conseguirei lutar pelo ‘top 5’. É esse o objetivo, pelo menos para já.”

  • RACAR Motorsport vence em Espanha e alarga liderança

    RACAR Motorsport vence em Espanha e alarga liderança

    A RACAR Motorsport teve uma passagem por Motorland de grande sucesso, tendo Leandro Martins e Dieter Svepes ampliado a sua vantagem na liderança da competição de pilotos do Campeonato de España GT.

    A dupla do Porsche 992 GT3 Cup da formação de Lisboa chegava à etapa da pista do Norte de Espanha no comando pontual, mas com o handicap máximo de paragem nas boxes, esperava um fim-de-semana difícil. No entanto, desde cedo que ambos os pilotos mostraram um bom andamento e na qualificação Leandro Martins assegurou o terceiro crono da geral, segundo do seu agrupamento. Dieter Svepes esteve também em excelente nível, garantido o segundo lugar da geral e da sua classe.

    As perspetivas eram boas para ambas as corridas do fim-de-semana, muito embora na primeira o duo da RACAR Motorsport tivesse um handicap de trinta e cinco segundos devido aos bons resultados das provas anteriores. Apesar dessa contrariedade, Leandro Martins e Dieter Svepes, com uma boa estratégia e com um ritmo forte, conseguiram vencer à geral, numa excelente prestação quer dos pilotos quer da equipa.

    Este grande resultado levou a que para a segunda corrida do fim-de-semana voltasse a ter o handicap máximo, de trinta e cinco segundos, o que não facilitaria a vida o duo da RACAR Motorsport. No entanto, os dois pilotos voltaram a estar num ritmo muito elevado, o que foi determinante para que, com uma boa táctica, repetissem o triunfo na GT Cup, vendo a bandeira de xadrez no segundo posto da geral.

    “Foi um fim-de-semana difícil! Tivemos em ambas as corridas o handicap máximo, o que perante um plantel forte, nos causou algumas dificuldades. No entanto, tivemos um carro muito competitivo e delineámos uma boa estratégia que nos permitiu garantir dois triunfos na nossa classe, uma vitória e um segundo lugar à geral”, afirmou Leandro Martins.

    Com estes resultados, o duo da RACAR Motorsport estendeu a sua vantagem no campeonato de pilotos, ostentando agora uma margem de sessenta e oito pontos – em cada evento estão quarenta e dois em jogo. “O nosso objectivo para este fim-de-semana era manter o comando do campeonato e isso foi amplamente conseguido, sendo até ultrapassado, uma vez que conseguimos aumentar a vantagem que temos para os nossos adversários. Foi um excelente trabalho de toda a equipa, que nos deu um carro competitivo e jogou muito bem estrategicamente. Estamos numa boa situação pontual e muito motivados para o resto da temporada”, concluiu Leandro Martins.

    A próxima etapa do Campeonato de España GT realiza-se a 30 e 31 de Agosto no Circuito de Monteblanco. No entanto, no próximo fim-de-semana Leandro Martins e Dieter Svepes disputam a quinta ronda do GT Cup Europe, que terá lugar no Circuit de Paul Ricard, França.

  • Filipe Albuquerque termina em quinto Chevrolet Grand Prix no Canadá

    Filipe Albuquerque termina em quinto Chevrolet Grand Prix no Canadá

    Filipe Albuquerque disputou esta tarde o Chevrolet Grand Prix no Canadá com Daniel Goldburg no Oreca LMP2 #22 da United Autosports. O piloto português entrou em pista para substituir Paul di Resta ausente noutra competição.

    Apesar de terem largado da segunda posição da grelha, a dupla de pilotos não foi além do quinto lugar final.

    Um resultado que não espelha as ambições da equipa, mas que acabam por traduzir as peripécias de corrida: “Não foi o resultado que queríamos, mas o possível dadas as circunstâncias. Perdemos uma posição nas boxes e apesar do andamento ser bom, as ultrapassagens no trânsito não correram bem. Tive algum azar no primeiro turno. O segundo correu melhor, mas a posição em pista já era o quinto lugar e não foi possível recuperar”, explicou o piloto de Coimbra.

    Concluída esta corrida extra campeonato, Filipe centra agora atenções na jornada de Road Amerca do Campeonato Norte Americano de Resistência que acontece a 3 e 4 de Agosto.

  • CPV/IS: Daniel Teixeira impôs o Elantra na Corrida 2

    CPV/IS: Daniel Teixeira impôs o Elantra na Corrida 2

    O numeroso público que se deslocou ao Autódromo do Estoril pôde assistir a uma surpresa na segunda corrida deste fim-de-semana do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, com Daniel Teixeira, em Hyundai Elantra N TCR, a garantir o triunfo.

    O piloto da JT59 Racing Team arrancou do vigésimo segundo posto da grelha de partida, vendo-se envolvido nas intensas lutas do meio do pelotão de quase quarenta carros, não imaginando sequer que no final da prova poderia subir ao degrau mais alto do pódio.

    No entanto, pouco antes de abrir a janela para os ‘pit-stops’ obrigatórios, houve incidente entre o Porsche Cayman RS CS GT4 dos irmãos Nabais e o Ginetta G50 de Simon Moore e Tomás Pinto Abreu. Daniel Teixeira, pressentindo que o Safety-Car poderia ser chamado, foi lesto a dirigir-se às boxes para realizar a sua paragem antes que o ‘pit-lane’ fosse fechado. Esta mostrou ser uma decisão estratégica certeira, uma vez que o imaginado pelo piloto da JT59 Racing Team concretizou-se, o que deixou numa situação privilegiada.

    Quando a corrida foi novamente retomada e todos os pilotos realizaram os respectivos ‘pit-stops’, Daniel Teixeira estava no comando com uma vantagem muito confortável para os seus perseguidores, tendo conquistado um triunfo assente num ritmo forte aos comandos do seu Hyundai Elantra N TCR.

    Rui Miritta e Tiago Gonçalves, em Porsche 911 da Monteiros Competições, e Ruben Vaquinhas e Pedro Bastos Rezende pararam no mesmo momento do piloto da JT59 Racing Team, o que lhes deu uma vantagem valiosa para a segunda metade da corrida.

    O duo lusófono do carro alemão cruzou a linha de meta em segundo, vencendo a divisão Cup, ao passo que a dupla do Aston Martin Vantage AMR GT4 nº777 da Racar Motorsport terminou em terceiro, como os melhores carros da categoria GT4, vencendo a divisão GT4 Am, onde Igor Sorokin e Keith Gatehouse, Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team, e Rafael Muncharaz, McLaren 570S GT4 da SMC Motorsport, completaram o pódio.

    Numa corrida bastante animada, com várias lutas em pista, os pilotos que normalmente lutam pelo triunfo à geral, os da GT4 Pro, acabaram por ter de ficar com as “migalhas”, com Manuel Gião e Mathieu Martins, em Aston Martin Vantage AMR GT4 da Racar Motorsport, a ficaram com o quarto posto.

    Bernardo Sousa e Carlos Vieira, depois do triunfo matinal, levaram o Toyota Supra GR GT4 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal ao segundo posto da divisão, batendo o BMW M4 GT4 da BMW Motorsport España pilotado por Nerea Martí e José de los Milagros.

    Depois do desapontamento da manhã, quando uma penalização lhe tirou na secretaria o segundo lugar da divisão GT4 Bronze, na segunda corrida da jornada, Stepan Suslov venceu a GT4 Bronze numa excelente prestação do jovem piloto do Aston Martin Vantage GT4 da Mirage Racing. Nil Montserrat e Alberto de Martín arrancaram da pole-position da divisão, mas tiveram de se vergar perante o bom andamento do jovem da Mirage Racing, tendo Borja Hormigos e Héctor Hernández ficado com o degrau mais baixo do pódio no BMW M4 GT4 (F82) da Autoworks Motorsport.

    Aubrey Hall e Henrique Cruz voltaram a impor-se na GTX, tendo um fim-de-semana a raiar a perfeição, com duas vitórias e uma pole-position, batendo o muito regular Andrius Zemaitis, em Porsche Cayman MR GT4 preparado pela Speedy Motorsport, e Sebastién Villadary e Álvaro Vela, em Ligier JS2R da Chefo Sport, sendo que estes últimos se debateram com problemas de caixa de velocidades no final da contenda.

    Entre as jovens esperanças da FPAK Junior Team, todos eles ao volante dos Ginetta G40, foi a dupla Rúben Silva e Rodrigo Santos que levou a melhor, tendo Henrique Moura Oliveira e João Oliveira e Henrique Ventura Oliveira e Rodrigo Ferreira ficado nas posições imediatas.

    O Iberian Supercars regressa em Valência nos dias 28 e 29 de Setembro, passando-se agora pelo período estival. Já o Campeonato de Portugal de Velocidade regressa em Outubro, no Autódromo Internacional do Algarve.

  • FPAK Júnior Team de Velocidade: jovens preparam o segundo exame no Estoril

    FPAK Júnior Team de Velocidade: jovens preparam o segundo exame no Estoril

    Pilotos começam com o Track Walk, procedimento que é feito pelos pilotos na F.1 e também de outras disciplinas com os seus engenheiros.

    Têm idades entre os 15 e os 22 anos, são oriundos do karting e ambicionam fazer carreira nos automóveis em circuito. Candidataram-se e foram escolhidos para integrar as fileiras do FPAK Júnior Team, um projeto sem paralelo na história do desporto motorizado português que a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting implementou a partir de 2023 e que visa descobrir e impulsionar a carreira de jovens pilotos. Os seis eleitos na Velocidade, Henrique Moura Oliveira (15 anos), Henrique Ventura Oliveira (15 anos), João Oliveira (17 anos), Rodrigo Ferreira (22 anos), Rodrigo Santos (17 anos) e Rúben Silva (20 anos), depois de terem iniciado a época na pista espanhola de Jerez de La Frontera, onde arrancou o Campeonato de Portugal de Velocidade/Iberian SuperCars, competição a que o FPAK Júnior Team de velocidade se encontra agregado, voltam à ação na pista do Autódromo do Estoril (13/14 julho), no Estoril Summer Party.

    E, à semelhança do sucedido na época transata, os seis jovens pilotos são acompanhados por um “coach” de reconhecidos méritos e detentor de vasta experiência, como o ex-piloto César Campaniço, que fez carreira internacional tanto nas fórmulas como nos GT e nos Turismos.

    “O facto de todos eles virem do karting confere-lhes alguma noção das corridas, mas eu próprio, que também fiz essa transição, sei quão grande é o salto dos karts para os automóveis, que são quatro ou cinco vezes mais pesados e têm muitíssima mais potência. Se um kart pode andar a 150 km/h, estes carros, como o Ginetta G40, podem atingir os 230 km/h. É tudo muito diferente, desde as distâncias de travagem até à técnica de aceleração ou mesmo a própria dimensão das pistas. Está tudo em proporção, face a uma realidade de mundos diferentes. Onde eles se cruzam é na situação de corrida e isso ajuda um pouco estes jovens sem experiência numa grelha de 40 carros, embora necessitem de estar sempre muito atentos, naquilo que é uma descobertura permanente”, adianta Campaniço, falando do seu trabalho com os pilotos, que antes de cada corrida começa, como agora sucedeu esta última quinta-feira, com o Track Walk, ou seja, uma volta a pé à pista para análise de detalhes das curvas e dos corretores. É também nesse momento que se aborda a relação de caixa de velocidades mais adequada para cada curva. Regra geral, nesse reconhecimento do traçado, como sucede na Fórmula 1 e noutras disciplinas, inclusive para constar se algo foi alterado, o piloto é acompanhado do respetivo engenheiro, mas no caso do FPAK Júnior Team cabe a César Campaniço fazer esse trabalho. “Para quem tem pouca experiência, todos os detalhes fazem a diferença…”, sublinha.

    Havia uma grande preocupação no arranque da época, em Jerez de La Frontera, atendendo a que a pista está classificada como de alto nível de dificuldade, mesmo para pilotos profissionais, por ser de alta velocidade e exigir uma elevada confiança nas partes rápidas. “Notou-se bem quem tinha mais confiança com o carro nas curvas de alta velocidade, embora no final já todos estivessem muito próximos”, recordou Campaniço, para lembrar que os seis jovens apenas completaram cerca de 15 voltas ao Estoril antes de seguirem para Espanha. “O principal objetivo desse teste foi ensinar-lhes como funcionar com a caixa de velocidades e a embraiagem, até porque a maioria deles, por serem ainda de menor idade, não têm carta de condução. O Ginetta é um bom carro e dá a sensação de segurança, mas a sua caixa de velocidades manual obriga ao uso da embraiagem, o que em competição pode ser ainda um pouco mais complicado para quem não possui experiência”, referiu ainda o “coach” do FPAK Júnior Team de Velocidade, não deixando de salientar o bom desempenho dos seus pupilos, aprovados com distinção no primeiro e exigente “exame”.

    Num grupo de seis pilotos em que quatro não têm ainda carta de condução e num universo de diferentes graus de maturidade, Campaniço é um gestor de recursos empenhado em responder a todas as solicitações, mas priorizando sempre as necessidades de quem possa, em certos momentos, expressar maiores dificuldades. “Acima de tudo, analiso a telemetria e visiono os vídeos, dizendo aos jovens onde podem melhorar o seu desempenho. Às vezes não é fácil, com seis vídeos e seis telemetrias, mas tem corrido tudo bem”.

    O “coach” do FPAK Júnior Team de Velocidade não esconde o orgulho pelo sucesso alcançado por este projeto da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting logo em 2023, quando foi incluída a Velocidade. “Quase todos os quatro pilotos da época passada estão a correr este ano nos automóveis e o objetivo era precisamente esse. Antigamente não havia quem facilitasse, digamos, o trajeto de quem transita dos karts para a velocidade, como nem está muito implementada em Portugal a função do coach, ao contrário do que sucede lá fora, na fórmula 4 ou fórmula 3. Este é um trabalho muito importante, porque os jovens pilotos oriundos do karting começam nos carros cada vez mais cedo e caso não sejam bem orientados podem vir a sofrer grandes sustos, entre outros problemas, e a segurança deve estar acima de tudo”, concluiu.

    Este fim de semana, no Autódromo do Estoril, as três duplas do FPAK Júnior Team de Velocidade, constituídas por Rodrigo Ferreira/Henrique Ventura Oliveira, Rodrigo Santos/Rúben Silva e Henrique Moura Oliveira/João Oliveira não passarão, certamente, despercebidas com os Ginetta G40 preparados e assistidos pela equipa Monteiros Competições. As duas corridas, com a duração de 45 minutos, estão agendadas para domingo, com início às 11:05 e 16:55, respetivamente, sendo obrigatória uma paragem nas boxes para troca de pilotos.

  • Manuel Gião procura a vitória no Estoril 

    Manuel Gião procura a vitória no Estoril 

    Manuel Gião disputa no próximo fim-de-semana a segunda etapa do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, que se realiza no Autódromo do Estoril, estando determinado em lutar pelos lugares do pódio.

    O português e o seu colega de equipa, Mathieu Martins, estiveram em bom nível na primeira ronda, que teve lugar no Circuito de Jerez, e só algumas contrariedades impediram que a dupla da RACAR Motorsport – AMR Partner Team terminasse entre os três primeiros.

    Para a primeira prova realizada em Portugal, Manuel Gião está confiante de que poderá voltar novamente a estar na luta pelas posições de topo. “Jerez foi um fim-de-semana difícil para nós, uma vez que o BoP estava a castrar um pouco o nosso carro. Ainda assim, conseguimos lutar pelos lugares do pódio, o que demonstra bem a nossa força enquanto equipa. Esperamos ter no Estoril um BoP menos prejudicial para o Aston Martin para podermos estar na luta pela vitória. Penso que, se isso acontecer, poderemos ser muito competitivos e toda a equipa está pronta para nos batermos pelo degrau mais alto do pódio”, sublinhou o piloto do Aston Martin Vantage AMR GT4 número dois.

    Manuel Gião, porém, aponta que é necessário trabalhar afincadamente para poder ser competitivo, dado que o nível do campeonato está mais elevado que nunca, sendo a diferença entre o sucesso e o fracasso mínima. “O pelotão está muito forte e já pudemos perceber que alguns milésimos de segundo poderão ser suficientes para ganhar ou perder posições. Todos nós teremos de estar no nosso melhor em todos os aspectos – pilotagem, estratégia, técnica, execução, etc – para podermos conseguir estar dentro dos nossos objectivos e estar na luta pelas vitórias”, concluiu o piloto da RACAR Motorsport – AMR Partner Team.

    O programa oficial do Estoril Summer Party, evento do qual a etapa do Iberian Supercar e Campeonato de Portugal de Velocidade é cabeça de cartaz, inicia-se no sábado com os treinos-livres e a qualificação, disputando-se as corridas no domingo – a primeira às 11h05 e a segunda às 16h55. Ambas as corridas podem ser seguidas em directo no canal de YouTube da competição, assim como na A Bola TV.

  • Batina Racing à procura de bons resultados em casa

    Batina Racing à procura de bons resultados em casa

    A Batina Racing disputa no próximo fim-de-semana a terceira etapa do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, que se realiza no Autódromo do Estoril, estando Sérgio Azevedo e Orlando Batina determinados em alcançar um bom resultado frente ao público português.

    O duo do BMW M4 GT4 (F82) tem boas memória do histórico traçado luso, tendo em 2023 vencido lá uma corrida, depois de ter aproveitado as oportunidades que surgiram numa pista que não estava fáci Esta temporada, Sérgio Azevedo e Orlando Batina têm demonstrado competitividade num pelotão ainda mais forte que nunca ao imiscuírem-se na luta entre os dez primeiros.

    O piloto de Cascais mostra-se muito entusiasmado e confiante para a prova do próximo fim-de-semana, que tem um sabor especial para si. “É um grande prazer estar de regresso ao Estoril, onde o ano passado vencemos. É um circuito de que gosto muito e está muito perto de minha casa. Vou ter muitos amigos e patrocinadores como convidados e isso é sempre ainda mais motivador. Sabemos que é muito complicado repetir o resultado do ano passado, mas penso que poderemos estar na luta por um lugar entre os dez primeiros num pelotão que é ainda mais forte e competitivo que o do ano passado”, sublinhou Sérgio Azevedo.

    Com tanta competitividade em pista, todos os pormenores contam e Orlando Batina aponta que a versão do circuito usada no próximo fim-de-semana, com Variante, não será a mais favorável ao BMW M4 GT4 (F82), mas sente que terminar entre os dez primeiros é um objectivo alcançável. “O nosso carro tem algumas dificuldades com as curvas lentas e, na configuração que vamos usar, teremos mais problemas em acompanhar os nossos adversários com máquinas mais recentes. Não vai ser fácil e vamos ter de estar no nosso melhor, mas penso que temos o potencial para conseguirmos andar bem e estar na luta pelos lugares entre os dez primeiros”, concluiu o jovem de Aveiro.

    O programa oficial da etapa do Autódromo do Estoril do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, que se integra no Estoril Summer Party, tem o seu início no sábado com os treinos-livres e as qualificações. No domingo realizam-se as duas corridas, a primeira às 11h05 e a segunda às 16h55, podendo ambas serem seguidas no YouTube da competição e na A Bola TV.