Categoria: Velocidade

  • Filipe Albuquerque é Vice-Campeão Norte Americano de Resistência

    Filipe Albuquerque é Vice-Campeão Norte Americano de Resistência

    Filipe Albuquerque arrancou para as 10h de Petit Le Mans em Road Atlanta na primeira posição do Campeonato Norte Americano de Resistência (IMSA) depois de ter arrecadado os pontos da ‘pole position’ no dia anterior. Antevia-se uma corrida muito disputada pela luta pelo título, Filipe só não esperava que terminasse da forma que terminou: a bater fortemente nas barreiras de proteção da pista depois de um toque de um adversário que o arredou da luta pelo título.

    A última corrida da temporada do IMSA é sempre caótica e decisiva e muito mais na última hora de prova. Até aí estava tudo a correr dentro do previsto, Filipe Albuquerque, Ricky Taylor e Louis Deletraz estavam a tirar partido da excelente performance o Acura #10 da Wayne Taylor Racing e mantinham posições que lhes permitia chegar ao tão ambicionado título.

    No entanto, à entrada para a última hora de prova com noite cerrada, Filipe estava ao volante na terceira posição e com um andamento incrível. Ao ultrapassar o segundo classificado e direto rival nas contas do campeonato, este empurrou-o para fora de pista a alta velocidade com Filipe a embater fortemente nas barreiras de proteção. A sua condição física na altura requereu cuidados imediatos tal o impacto, foi transportado para o hospital, mas felizmente sem consequências de maior.

    Um abandono inglório de difícil digestão para toda a equipa da Wayne Taylor Racing: “A manobra de me colocar fora de pista, foi a meu ver, propositada. Eu próprio sou agressivo quando tenho de o ser, mas sempre consciente dos meus limites e dos limites dos meus adversários e neste caso, não houve limites e poderia ter corrido muito mal para mim. Felizmente que estes carros têm uma enorme segurança. O embate partiu três muros de betão! Apesar das mazelas fisicas, estou bem e nada que não se recupere nas próximas semanas”, começou por explicar Filipe Albuquerque.

    O Vice-Campeonato é um resultado que Albuquerque já está habituado: “É melhor que nada, certamente. Mas não era para ser assim. Até porque quem acaba por ganhar o campeonato foi quem me colocou fora de prova. É um sentimento agridoce, chegámos à partida para esta corrida na frente do campeonato, liderámos quase toda a época sem ganhar uma única prova e quando a luz ao fundo do túnel se acende, acontece isto. Não foi justo para a nossa equipa!”, concluiu o piloto português que não abandona o sonho de somar ao seu vasto palmarés este título.

  • Francisco Mora domina e vence corrida 1 da Porsche Sprint Challenge Iberica em Valência

    Francisco Mora domina e vence corrida 1 da Porsche Sprint Challenge Iberica em Valência

    Depois de ter conquistado duas pole position no dia de ontem para ambas as corridas da ronda de Valência da Porsche Sprint Challenge Ibérica (PSCI), Francisco Mora deu continuidade ao seu desempenho e alcançou a vitória na primeira corrida da sexta e derradeira jornada da competição organizada pela P21 Motorsport.

    Francisco Mora bateu Manuel Alves por uma margem de 5.971s, enquanto o piloto espanhol Pablo Silvero triunfou na categoria AM e Miguel Caetano na categoria GD.

    A décima corrida da temporada da PSCI e primeira na pista valenciana foi uma repetição das sete anteriores, já que Mora, arrancando do primeiro lugar da grelha de partida esteve sempre na frente do pelotão, secundado por Alves, o seu mais direto rival e, um pouco mais atrás, por Vasco Barros, que fechou o pódio. Com este oitavo triunfo, o piloto da Veloso Motorsport confirmou a vitória final no Grupo 991.2 da PSCI, consolidando a sua liderança na categoria PRO-AM. 

    Na categoria AM, o estreante Pablo Silvero acabaria, depois da entrada do Safety Car na nona das 17 voltas – Tiago Gonçalves despistou-se e o seu carro teve de ser removido da escapatória – por superar José Barros, mas como o espanhol não está inscrito na PSCI, o primeiro lugar do jovem piloto da Veloso Motorsport permitia-lhe encurtar distâncias em relação a Ricardo Costa. Este último rodou quase sempre na quinta posição (AM), atrás de Barros, Leandro Martins e Jorge Ramirez, mas a uma volta do final acabaria por desistir, devido a problemas mecânicos. Contudo, no final da corrida José Barros caiu para a segunda posição da AM, atrás de Leandro Martins, que acabou como vencedor, ao receber uma penalização de 6 segundos por exceder os limites da pista.

    Miguel Caetano, o autor da “pole” na categoria GD, manteve o primeiro lugar na fase inicial da corrida, mas acabaria por não resistir à pressão de Aloísio Monteiro que cortou a linha de chegada em primeiro, mas, entretanto, foi aplicada a este último uma penalização de 25 segundos por ter feito uma ultrapassagem durante o período do Safety Car em pista. Resultado: vitória de Miguel Caetano na corrida e o líder da categoria GD da PSCI descia, assim, para a quarta posição. Rui Miritta subiu ao segundo lugar do pódio e, mais importante ainda, venceu a corrida do Grupo 991.1, o que lhe permitiu, até porque o anterior líder Tiago Gonçalves desistiu na sexta volta, ascender à liderança.

    Classificação Corrida 1 (oficiosa):
    1º, Francisco Mora (Veloso Motorsport/PRO-AM), 29.49.613
    2º, Manuel Alves (LOB Motorsport/PRO-AM), a 5.971
    3º, Vasco Barros (LOB Motorsport/PRO-AM), a 9.409
    4º, Pablo Silvero (Escuderia Faraón/AM), a 14.379
    5º, Leandro Martins (Racar Motorsport/AM), a 19.793
    6º, José Barros (Veloso Motorsport/AM), a 20.925
    7º, Jorge Ramirez (RGB Racing Team/AM), a 23.555
    8º Miguel Caetano (Veloso Motorsport/GD), a 34.726
    9º, Rui Miritta (Monteiros Competições/GD), a 40.728
    10º, Nuno Inocêncio (AM), a 43.606
    11º, Jorge Brioso (AM), a 44.960
    12º, Luís Barros (LOB Motorsport/GD), a 53.490
    13º, Aloísio Monteiro (GD), a 58.831
    14º, Francisca Queiroz (AM), a 1.12.299
    15º, Manuel Chinchilla (Racar Motorsport/GD), a 1.39.104
    16º, Ricardo Costa (Monteiros Competições/AM), a 5.25.683

  • Corrida com final eletrizante no Estoril Classics

    Corrida com final eletrizante no Estoril Classics

    O Iberian Historic Endurance encerrou mais um fim de semana de enorme sucesso do Estoril Classics 2023, numa animada corrida de cinquenta minutos em que Bruno Santos levou a melhor sobre o pelotão de quarenta e quatro carros, conquistando o seu primeiro triunfo na mais prestigiada competição de carros clássicos da Península Ibérica.

    Num dia em que as bilheteiras do Autódromo do Estoril voltaram a esgotar para assistir a um dos melhores festivais de automobilismo para viaturas clássicas da Europa, existia uma enorme expectativa em relação à corrida do Historic Endurance que neste fim de semana se disputou em parceria com a Liqui Moly.

    Após determinada grelha de partida numa sessão de qualificação emocionante no dia de sábado, o Merlyn Mk4 de Carlos Barbot e Pedro Matos dividiu a primeira linha da grelha de partida com o Porsche 911 3.0 RS de Bruno Duarte, enquanto os dois Ford GT40 de Paulo Lima e Christian Oldenhorff compunham da segunda linha e os 911 3.0 RS de Pedro Bastos Rezende e Cláudio Vieira, a terceira.

    A primeira parte da corrida proporcionou vários pontos de interesse e quatro diferentes líderes até à paragem obrigatória nas boxes. No arranque, os dois primeiros da grelha de partida foram superados pelos dois Ford GT40 da segunda fila. Paulo Lima assumiu a liderança da corrida nos primeiros momentos, mas acabou por ser ultrapassado por Bruno Santos. Contudo, o Porsche também não ficaria durante muito tempo no topo da classificação, pois o alemão Christian Oldenhorff, que trocou o seu Alfa Romeo GTAm por o ainda mais potente Ford GT40, chamava a si a liderança da corrida.

    A paragem obrigatória nas boxes voltou a baralhar os lugares cimeiros, com os Porsche de Bruno Santos, Pedro Bastos Rezende e Cláudio Vieira, por esta ordem, a assumirem as três primeiras posições da corrida. Ligeiramente mais atrás, os dois GT40 de Paulo Lima e Christian Oldenhorff travaram uma luta empolgante com o Merlyn MK4 pelo quarto lugar e pela primeira posição da classe GTP & Sportscar. Se os carros da marca de Deaborn eram mais rápidos em velocidade de ponta, o Merlyn era muito mais eficaz nas zonas sinuosas do circuito de Cascais, permitindo à equipa Carlos Barbot/Pedro Matos efectuar a volta mais rápida da corrida à 13ª passagem. 

    A sete minutos do fim, uma situação de Safety-Car juntou novamente o pelotão, para um “sprint” final de uma volta ao traçado do Estoril. Bruno Santos não acusou a pressão de sair na frente, destacando-se dos demais, levando o seu Porsche a cruzar a linha de meta na primeira posição, conquistando assim o triunfo na classe H-1976. Pedro Bastos Rezende levou a melhor sobre Cláudio Vieira na luta pelo segundo posto, mas este último acabaria por ser mais tarde penalizado. Mário Meireles e Vasco Nina, em Porsche 911 2.8 RS, subiram a um pódio da classe H-1976 constituído por três exemplares da marca de Weissach e todos eles preparados pela Aurora Motorsport, o braço desportivo da Garagem Aurora. 

    No segundo pelotão, o Merlyn Mk4 da dupla Carlos Barbot/Pedro Matos suplantou os dois Ford GT40 nos últimos e emocionantes momentos da corrida, vencendo a classe GTP & Sportscar. Christian Oldenhorff, que ainda apanhou um susto momentos antes da interrupção, efectuando um pião, foi o segundo classificado, ao passo que Paulo Lima foi o terceiro classificado, num fim de semana em que demonstrou uma enorme evolução com um carro que ainda está a descobrir.

    Na sessão de qualificação, o Shelby Cobra Daytona da dupla francófona Brice Pineau / Olivier Muytjens foi a mais veloz da classe H-1965, mas na corrida, Andy Newall e Rhea Sautter, num Jaguar E-Type azul-turquesa de 1961, lideraram durante grande parte da corrida. Contudo, o duo anglo-germânico realizou uma corrida entretida, com sucessivas trocas de posições, com Palle Pedersen e o seu Ginetta G4R. Porém, no final da corrida ficou à mercê do Shelby Cobra Daytona que acabou por ser mais forte e vencer nos H-1965. Ainda na mesma classe, Thorkild Stamp e Michael Holden foram os terceiros classificados no Porsche 904/6 preparado em Portugal pela Raul Cunha Vintage Garage.

    Volker Hichert e Björn Ebsen, em Alfa Romeo GTAm, celebraram um merecido triunfo na classe H-1971, seguidos Franck Biraben, em Porsche 911 R. Jorge Guimarães, no seu Volvo 121, tornou a sua resiliência e consistência num pódio numa das provas mais animadas da temporada.

    A classe Gentleman Drivers Spirit (GDS) voltou a reunir um leque variado de participantes e viveu-se o domínio absoluto dos Porsche 911 SWB, que ocuparam os três primeiros lugares. O duo Nuno Nunes e Piero dal Maso foi o mais forte, vencendo, tendo os restantes lugares do pódio ficado na posse de Pedro Moryion/José Carvalhosa e Carlos Beltran, por esta ordem.

    O fim de semana não terminou sem a atribuição ao vencedor do Index of Performance de um relógio exclusivo da Cuervo y Sobrinos, a marca histórica de relógios suíços, considerada como a única e genuína que possui um legado latino autêntico e comprovado. O vencedor desta classificação, que não aquele que corta a linha de meta em primeiro, mas sim aquele que executa em pista a melhor prestação em função da idade, cilindrada e tipo de carroceria da sua viatura, foi o francês Vincent Tourneur em Porsche 356 SC. 

    As emoções das corridas dos Historic Endurance regressam dentro de duas semanas no programa do Jerez Historic Festival, no Circuito de Jerez-Ángel Nieto, de 20 a 22 de Outubro.

  • Tradição e Velocidade: Iberian Historic Endurance no Estoril Classics

    Tradição e Velocidade: Iberian Historic Endurance no Estoril Classics

    O Iberian Historic Endurance, a competição automóvel de clássicos mais prestigiada da Península Ibérica, vai novamente apresentar-se a rigor no Estoril Classics, um evento que já se tornou uma referência no panorama internacional dos grandes eventos de clássicos.

    Com mais de oitenta pré-inscrições, a Race Ready teve que realizar uma reflectida selecção para reunir na 7ª edição do Estoril Classics uma grelha de partida de excelência, onde se acentua a diversidade de viaturas, com quarenta e cinco carros de Turismo e GT, separados em cinco classes, que espalharam a sua magia nos diversos palcos nacionais e internacionais entre 1965 e 1976.

    A grelha de partida, que inclui treze marcas diferentes de automóveis e pilotos de dez nacionalidades, é composta por modelos icónicos do automobilismo mundial, desde o incontrolável GT40 da Ford, ao 911 da Porsche, o E-Type da Jaguar, o Elan da Lotus ou o GTAm da Alfa Romeo, aos quais se juntam pequenas raridades, com menor currículo nas pistas, mas igualmente impactantes, como o Ginetta G4R ou Merlyn Mk4.

    Para Diogo Ferrão, o CEO da Race Ready e promotor do Iberian Historic Endurance, esta voltará a ser uma corrida especial: “O Estoril Classics já se tornou um ‘must do’ em termos europeus e portanto o evento mais esperado para os nossos participantes da Península Ibérica. Tivemos de fazer uma aturada selecção dos participantes, dando prioridade à diversidade de modelos, comportamento em pista e à frequência de participação, e conseguimos reunir uma lista de inscritos de altíssima qualidade.”

    Com uma sessão de qualificação na tarde de sábado, a corrida de 50 minutos do Iberian Historic Endurance irá encerrar o preenchido programa do Estoril Classics 2023 às 17h30 de domingo. 

  • 6 motivos para não faltar ao Estoril Classics

    6 motivos para não faltar ao Estoril Classics

    A edição deste ano do Estoril Classics terá, como sempre, inúmeros motivos de interesse. Enumeramos os seis maiores e explicamos o porquê de não poder falhar uma visita ao Autódromo do Estoril no próximo fim-de-semana – 6, 7 e 8 de Outubro.

    A Fórmula 1 é a grande locomotiva do automobilismo, chegando aos verdadeiros fãs do desporto automóvel e quebrando barreiras que permite alcançar novos públicos e interessá-los na competição de quatro rodas.

    No Estoril Classics deste ano, será possível contactar de perto com máquinas que ajudaram a fazer a história da categoria máxima do desporto automóvel, como é o caso do Lotus 72 ou do Williams FW08, ambos com títulos mundiais no seu currículo, sendo ainda exemplo o McLaren M26, modelo com o qual James Hunt venceu os seus três últimos Grandes Prémios de Fórmula 1.

    Serão 21 carros plenos de história a compor a grelha de partida da 6ª edição do Classic GP, permitindo aos adeptos de longos anos rever máquinas que preenchem a sua memória e aos novos fãs sentir como eram os monolugares de Fórmula 1 do passado.

    A Ferrari venceu em 2023 as míticas 24 Horas de Le Mans pela décima vez, mas o seu triunfo anterior ao deste ano foi obtido no longínquo ano de 1965 pelo Ferrari 250 LM inscrito pela North America Racing Team e dividido por Jochen Rindt e Masten Gregory.

    Este carro de Maranello era baseado num protótipo, o 250P, mas Enzo Ferrari pretendia homologá-lo como GT para substituir o 250 GTO, o que foi recusado pela FIA dado a marca italiana não ter construído o mínimo regulamentar de 100 unidades.

    Ainda assim, mesmo correndo nas mãos de privados contra protótipos bem mais evoluídos, o 250 LM venceu a desejada prova de La Sarthe, mantendo-se como o último a triunfar pela Ferrari durante 58 anos.

    Na edição deste ano do Estoril Classics estará presente um belíssimo Ferrari 250 LM, inscrito por Clive Joy, sendo o carro que venceu as 12 Horas de Reims de 1964 pelas mãos de Graham Hill e Jo Bonnier.

    Para os adeptos portugueses tem ainda interesse de ter participado nas edições de 1964 e 1965 do Grande Prémio de Luanda, tendo no quarto posto na corrida mais recente o seu melhor resultado

    Os adeptos que marcarão presença no Estoril Classics poderão ver está máquina histórica em pista a ser levado aos seus limites e no paddock, onde poderão observá-lo de perto.

    A pista de Cascais foi um palco histórico do motociclismo mundial, tendo sido o cenário da vitória pela segunda menor margem da história do Campeonato do Mundo de Motociclismo/MotoGP – quando no Grande Prémio de Portugal de 2006, Toni Elias bateu Valentino Rossi por 0,002s.

    O Amicale Spirit Of Speed traz até nós o espírito das grandes competições mundiais de duas rodas, com exibições em pista das máquinas que marcaram a história do motociclismo, de onde se destacam motos como a Suzuki 500 RG MK1 de Giacomo Agostini, a Yamaha 500 AKAI 0W53 de Barry Sheen, a Suzuki 500 RGV XR75 de Kevin Schwantz ou a Yamaha 500 YZR 0WF2 de Wayne Rainey.

    Para além de rodaram em pista, soltando os cavalos a rugir no autódromo, haverá ainda apresentações das motos no paddock, onde serão explicados alguns dos seus segredos técnicos e a sua história.

    Para além das competições em pista, que oferecerão emoções fortes aos adeptos, o paddock estará repleto de motivos de interesse para todos aqueles que se visitarão o Estoril Classics, vivendo-se ainda um ambiente muito especial.

    No ‘Pitstop Village’ todos as pessoas com bilhetes de paddock poderão encontrar ‘auto memorabilia’ que fará as delícias de todos os fãs, encontrando ainda inúmeros pontos de restauração onde poderão realizar ‘um reabastecimento’ para mais um período de corridas.

    Mas para além das ofertas que poderá encontrar, também o ambiente será especial, não sendo de estranhar que possam ver passar um Ford GT40, um Ferrari 250 GT SWB, um Porsche 908 ou uma Suzuki que deu vitórias a Kevin Schwantz enquanto almoçam ou recuperam forças depois de uma prova de grandes emoções.

    A proximidade com as máquinas é a palavra de ordem e os seus donos não se escusam a conversar sobre o carro que o orgulha, promovendo uma experiência partilhada que torna o Estoril Classics tão especial.

    O lote de carros e de motos que estarão presentes no Estoril Classics será verdadeiramente impressionante, cobrindo a história do desporto motorizado desde 1950 até aos nossos dias.

    Qualquer adepto já ficaria assoberbado se pudesse vislumbrar estas máquinas infernais, que romperam novos horizontes no seu tempo, num museu, mas em pista, levadas ao limite, a fazer para o que na verdade nasceram, será uma experiência inolvidável.

    Serão corridas de onze categorias, cada uma delas apresentando carros com determinadas características e a versar um período do automobilismo, representando as grandes eras dos protótipos, GT, Turismos e F1, ao passo que as motos serão exibidas em pista.

    Qualquer adepto com acesso ao paddock terá, portanto, a possibilidade de contactar com os carros e motos bem de perto e, depois, vê-los a ser levados ao limite em pista, algo único em máquinas valiosíssimas – algumas avaliadas em mais de 10 milhões de euros.

  • Porsche Sprint Challenge Ibérica: Francisco Mora ganha corrida 2 em Jerez

    Porsche Sprint Challenge Ibérica: Francisco Mora ganha corrida 2 em Jerez

    Francisco Mora conquistou, na tarde de domingo, a sua segunda vitória na quinta jornada da Porsche Sprint Challenge Ibérica, no circuito de Jerez de La Frontera, deixando a pista andaluza com o título de campeão praticamente no bolso, depois de voltar a superiorizar-se a Manuel Alves e a Pedro Salvador. José Barros repetiu o triunfo na categoria AM e João Posser chamou a si o primeiro lugar na categoria GD.

    “Foi uma ótima corrida, mais fácil que a de ontem, em termos de gestão. Faltou-me apenas a volta mais rápida, devido ao ‘track limits’, para alcançar o pleno a nível de pontos. Dada a vantagem de que disponho, na próxima jornada, em Valência, apenas terei que terminar a primeira corrida para vencer a Porsche Sprint Challenge Ibérica, mas se for possível prefiro continuar a ganhar corridas…”, adiantou o piloto da Veloso Motorsport.

    Mora largou da “pole” e nunca perdeu o controlo dos acontecimentos face ao seu rival do costume que desta vez terá desistido mais cedo de acompanhar o ritmo do líder, acabando, na parte final da corrida, por sofrer alguma pressão de Pedro Salvador que ainda alimentou esperanças de chegar ao segundo posto. Contudo, uma penalização de 3 segundos por exceder os limites da pista também não ajudaria o piloto flaviense. Se entre os dois primeiros não aconteceram situações de grande “stress”, dado o distanciamento verificado quase a partir da primeira volta, Vasco Barros ainda tentou surpreender Salvador, mas a partir do momento que sofreu um “toque” de Miguel Lobo, quando este tentou passá-lo por dentro na “chicane” Ayrton Senna e fez um “peão”, acabando por desistir, o piloto do LOB-Motorsport baixou de ritmo.

    José Barros, o detentor da “pole” na categoria AM, acabaria por ser surpreendido, de início, pelo espanhol Jorge Ramirez, mas nunca perdeu a calma e o controle da corrida, aguardando pela melhor oportunidade para recuperar a liderança, o que sucedeu na nona das 17 voltas, para a partir de então garantir mais um precioso triunfo, o segundo do fim de semana e quinto da temporada. Gonçalo Fernandes conquistou a terceira posição, depois de um animado despique com Ricardo Costa (quinto), a quem o fim de semana esteve longe de corresponder às expetativas, o mesmo se podendo dizer-se em relação a Tiago Gonçalves (7º).

    Na categoria GD, João Posser esteve imparável, pois manteve-se no grupo da dianteira logo no arranque, bem distante de Aloísio Monteiro, para depois gerir a prova sem percalços até ver a bandeira xadrez. O vencedor da primeira corrida teve Rui Miritta quase sempre no seu encalço, e este último, embora garantisse mais um pódio, ainda perdeu algumas posições a nível da geral, ao fazer um “pião” a duas voltas do final.

    A próxima jornada (sexta e última) da Porsche Sprint Challenge Ibérica está agendada para os dias 14 e 15 de outubro próximo, no circuito espanhol de Valência.

    Corrida 2 (classificação final)

    1º, Francisco Mora (Veloso Motorsport/PRO-AM), 30.41.670

    2º, Manuel Alves (LOB-Mortorsport/PRO-AM), a 4.457s

    3º, Pedro Salvador (PRO-AM), a 7.895

    4º, Vasco Barros (LOB-Motorsport/PRO-AM), a 23.762

    5º, José Barros (Veloso Motorsport/AM), a 56.935

    6º, Jorge Ramirez (RGB Racing Team/AM), a 1.16.163

    7º, Gonçalo Fernandes (AM), a 1.20.435

    8º, João Posser (Veloso Motorsport/GD), a 1.33.972

    9º, Aloísio Monteiro (GD), a 1.47.354

    10º, Nuno Inocêncio (AM), a 1 volta

    11º, Ricardo Costa (Monteiros Competições/AM), a 1 volta

    12º, Francisca Queiroz (AM), a 1 volta

    13º, Rui Miritta (Monteiros Competições/GD), a 3 voltas

    Volta mais rápida: Manuel Alves, com 1.46.820 (média de 149,2 km/h)

  • Porsche Sprint Challenge, Jerez: Francisco Mora não deu hipóteses na corrida 1

    Porsche Sprint Challenge, Jerez: Francisco Mora não deu hipóteses na corrida 1

    Francisco Mora triunfou, voltou a vencer na Porsche Sprint Challenge Ibérica, num triunfo de fio a pavio na primeira corrida da quinta jornada, no circuito de Jerez de La Frontera, terminando com uma vantagem de 2.678s face a Manuel Alves, com Pedro Salvador no terceiro lugar do pódio. José Barros venceu na categoria AM e Aloísio Monteiro na GD.

    Contrariando todas as expetativas, a corrida foi bastante tranquila, em termos de emotividade, já que a ordem dos seis primeiros lugares da grelha manteve-se inalterável até ao baixar da bandeira xadrez. “O fim de semana começou de forma complicada, já que ontem, nos treinos privados, a caixa de velocidades cedeu e tenho que agradecer aos amigos Pedro e Jorge Silva a cedência de uma, mas também à equipa Veloso Motorsport pelo excelente trabalho desenvolvido. Esta vitória é para eles e dedico-a também ao malogrado Paulo Alves, pois hoje era o seu dia de aniversário”, começou por referir Mora, acrescentando: “Estou muito feliz por esta vitória, que me deixa mais à-vontade na liderança da PSCI e agora pensarei prova a prova, sem qualquer tipo de pressão. Não necessito de vencer até ao final da época, mas é sempre melhor subir ao lugar mais alto do pódio…”.

    Esta foi a sexta vitória consecutiva de Mora e começou a ser desenhada logo nas primeiras voltas, pois se Manuel Alves ainda alimentou esperanças de surpreender o líder, nunca conseguiu, verdadeiramente, ameaçá-lo, muito embora se tivesse destacado em relação a Pedro Salvador que também nada pôde fazer para o duo da dianteira. Vasco Barros e Miguel Lobo também fizeram, praticamente, corridas “isoladas”, nos quarto e quinto lugares.

    À semelhança de Mora, o jovem José Barros também esteve intocável na categoria AM, que liderou do princípio ao fim, face ao espanhol Jorge Ramirez e a Gonçalo Fernandes, que na corrida acabaram por trocar de posições em relação à qualificação, com o primeiro a superar o piloto do RGB Racing Team logo depois do arranque. Na parte final, Nuno Inocêncio ainda conseguiu superar Tiago Gonçalves e ascender à quarta posição, com Francisca Queiroz, a única senhora em pista, a concluir mais uma corrida.

    A história do triunfo de Aloísio Monteiro na categoria GD não foi muito diferente, já que o piloto e “patrão” da The Racing Factory largou da “pole” (nono lugar da grelha) e manteve o primeiro lugar até final, ainda que Rui Miritta não lhe desse muito “descanso”. O piloto de Valongo viu o seu desempenho premiado com o segundo lugar, até porque Miguel Caetano, outro dos seus adversários, cometeu dois erros (“piões”) que o deixaram irremediavelmente para trás.

    Corrida 1 (classificação final oficiosa)

    1º, Francisco Mora (Veloso Motorsport/Pro-Am), 30.38.306

    2º, Manuel Alves (LOB-Mortorsport/Pro-Am), a 2.678s

    3º, Pedro Salvador (Pro-Am), a 11.265

    4º, Vasco Barros (LOB-Motorsport/Pro-Am), a 20.970

    5º, Miguel Lobo (Veloso Motorsport/Pro-Am), a 32.883

    6º, José Barros (Veloso Motorsport/AM), a 33.618

    7º, Jorge Ramirez (RGB Racing Team/AM), a 1.27.629

    8º, Gonçalo Fernandes (AM), a 1.33.520

    9º, Aloísio Monteiro (GD), a 1.43.793

    10º, Rui Miritta (Monteiros Competições/GD), a 1.47.860

    11º, Nuno Inocêncio (AM), a 1 volta

    12º, Tiago Gonçalves (AM), a 1 volta

    13º, Miguel Caetano (Veloso Motorsport/GD), a 1volta

    14º, Francisca Queiroz (AM), a 1 volta

    Volta mais rápida: Francisco Mora, com 1.46.944 (média de 149,1 km/h)

    PROGRAMA DE JEREZ

    DOMINGO (24 setembro)

    9h30/9h50 – Qualificação 2

    12h50/13h25 – Corrida 2 (28’ + 1 volta

  • Francisco Mora focado no título da Porsche Sprint Challenge Ibérica

    Francisco Mora focado no título da Porsche Sprint Challenge Ibérica

    Francisco Mora lidera a tabela classificativa da Porsche Sprint Challenge Ibérica e vai para Jerez focado no título.

    Chegamos à reta final da Porsche Sprint Challenge Ibérica e depois da bem-sucedida passagem pelo Estoril, Francisco Mora está preparado para a penúltima jornada da competição ibérica, que terá o traçado de Jérez de la Frontera como palco.

    Mora chega a Jérez com 197 pontos na tabela classificativa e 26 pontos de vantagem face ao seu concorrente mais direto. Uma vantagem boa, mas que não permite desconcentrações. O sistema de pontos usado nesta competição permite que haja incerteza quanto ao vencedor até ao fim e, como tal, tanto Mora como a Veloso Motorsport não querem facilitar.

    A pista já é conhecida de Mora, mas não é isso que dá ao líder da competição motivos para facilitar:

    “Entramos numa fase do campeonato em que temos de ser muito inteligentes na nossa abordagem. Lutar por vitórias está no nosso ADN, mas temos como objetivo maior a conquista do título. Estamos em posição privilegiada, pois a nossa vantagem na classificação é boa, mas um azar pode diluir essa vantagem num ápice, pelo que termos de manter os níveis de concentração para evitar os azares. 

    Conheço a pista, tal como a Veloso Motorsport, e sabemos como chegar ao sucesso, mas os nossos adversários também estão muito fortes e vão fazer tudo para chegar ao topo. Do nosso lado, já não há a pressão de ter de vencer corridas para nos mantermos na frente. Temos sido muito consistentes desde o início do ano, o que nos dá confiança. Se a vitória estiver ao alcance, tudo faremos para a alcançar, mas neste momento o foco mudou um pouco e a prioridade vai para as contas do título.”

    A ação em pista começa no sábado, dia 23 de setembro, com o Treino Livre 1 às 10:30, o Treino Livre 2 às 12:45 e o Treino Cronometrado às 15. A Corrida 1 está agendada para as 17:40. No domingo, o Treino Cronometrado 2 está marcado para as 10:30 e a Corrida 2 para as 13:50 (hora de Espanha, menos uma em Portugal), com transmissão no canal de YouTube da Porsche Sprint Challenge Ibérica (Link AQUI).

  • CPV: Terminou a pausa estival 

    CPV: Terminou a pausa estival 

    A pausa estival do ibérico Supercars Endurance e Campeonato de Portugal de Velocidade terminou com a sessão de testes que foi levada a cabo no Autódromo do Estoril na passada sexta-feira, tendo sido diversos pilotos e equipas marcado presença.

    A Araújo Competição, a Batina Racing, a Garagem João Gomes, a Lema Racing, a Monteiro Competições, Racar Motorsport e a Speedy Motorsport evoluíram no circuito português, tendo todas elas o mesmo objectivo – preparar o melhor possível o final de temporada, que conta ainda com duas etapas, uma em Jerez de la Frontera e outra no Autódromo do Estoril.

    A Araújo Competição esteve em pista com três carros – dois Aston Martin Vantage AMR GT4 e um BMW M4 GT4. O carro bávaro, que chegou a Portugal em Julho, foi avaliado e comparado às máquinas inglesas, tendo em vista a equipa conhecê-lo para poder extrair todo o seu potencial já em Jerez, muito embora não tenha ainda anunciado quem serão os seus pilotos.

    No campo dos Aston Martin, a grande novidade era o Vantage AMR GT4 de Ruben Vaquinhas, que chegou a Portugal no final de Julho. O piloto de Lisboa continuar a dar os seus primeiros quilómetros ao volante da sua máquina e mostrou-se muito satisfeito. “Pela primeira vez pude testar o Aston Martin com a afinação correcta para o Estoril e foi extraordinário sentir a capacidade de travagem e de curvar que tem. Sem dúvida que acertei na escolha e as minhas dúvidas foram esclarecidas, agora resta aprender a levá-lo aos seus limites”, afirmou Ruben Vaquinhas.

    Álvaro Ramos, já conhecedor do carro de Gaydon, aproveitou a oportunidade para ganhar ritmo e manter-se na luta pelo ceptro da GTX ao lado de Fernando Soares: “O teste serviu para desenferrujar um pouco”.

    Orlando Batina e Sérgio Azevedo estiveram em pista aos comandos do BMW M4 GT4 (F82). O duo, que se estreia este ano nas competições da Race Ready, tem assinado boas performances e a presença no Estoril foi importante para preparar os dois eventos finais. “Foi um teste muito positivo para nós! Conseguimos evoluir bastante o carro e esperamos uma segunda parte de temporada forte”, sublinhou Batina.

    A Lema Racing esteve no Autódromo do Estoril com os seus dois Mercedes AMG GT4, que estão envolvidos na luta pelos campeonatos. Nuno Pires e Elias Niskanen, protagonistas na GT4 Pro, trabalharam arduamente ao longo do dia, chegando a conclusões positivas que lhes permite olhar para o resto da temporada com confiança “Estamos bastante contentes com o dia de testes, foi um excelente dia para comprovar algumas evoluções de forma a continuarmos competitivos e lutarmos pelos títulos”, sublinhou Nuno Pires.

    No carro inscrito na GT4 Bronze pela equipa eslovena estiveram os seus pilotos titulares, Paulo Macedo e Luís Calheiros. O duo mostrou-se muito satisfeito por ter regressado aos comandos do Mercedes AMG. “Foi um teste produtivo e no ‘timing perfeito’ para atacarmos a segunda parte da época”, partilhou Paulo Macedo com entusiasmo.

    A precisar de um colega de equipa para Manuel Gião, a Racar Motorsport continuou a avaliar pilotos aos comandos do seu Mercedes AMG GT4 não só para o final da temporada, mas também para médio prazo. Os responsáveis da equipa de Lisboa ficaram satisfeitos com os resultados e poderá haver novidades a curto prazo. “Temos vindo a avaliar pilotos para o futuro e estamos muito satisfeitos com eles. Em breve faremos um anúncio sobre os nossos planos imediatos e estamos muito entusiasmados. Acreditamos que vamos ser muito competitivos nas corridas que faltam”, enfatizou Manuel Gião. A Racar Motorsport realizou ainda um conjunto de testes com um Porsche 911 Cup (Type 997) já com o BoP apropriado, tendo em vista a possibilidade de participar na restante temporada.

    Totalmente focada no final da temporada e nos ceptros da GT4 Pro esteve a Speedy Motorsport. José Carlos Pires e Francisco Abreu procuram encontrar soluções para o BMW M4 GT4, deixando o Autódromo do Estoril confiantes. “Foi um teste importante, depois da longa pausa de verão. Para além de voltarmos ao ritmo, era importante testarmos um conjunto de afinações para percebermos o melhor caminho a seguir. Fomos exigentes nos diferentes cenários de BoP e agora vamos analisar tudo de forma e chegar mais preparados para as duas restantes provas da época”, apontou o piloto madeirense.

    Também presente no Autódromo do Estoril esteve a Monteiros Competições, rodando com um dos Ginetta G40 do FPAK Junior Team, que foi pilotado por André Monteiro e Duarte Camelo, entre outros. Esteve ainda em pista um Porsche 911 Cup (Type 997) que poderá aparecer na última prova da temporada. A Garagem João Gomes esteve igualmente a testar vários pilotos para um eventual retorno do seu o Porsche Cayman GT4 às grelhas de partida do ibérico Supercars Endurance e do Campeonato de Portugal de Velocidade.

    Depois de regresso das férias de verão, a próxima vez que o pelotão das mais importantes competições da Península Ibérica entrará em pista será em Jerez de la Frontera, entre os dias 20 e 22 de Outubro, e aí já será a sério.

  • Porsche Sprint Challenge Ibérica na hora das grandes decisões em Jerez

    Porsche Sprint Challenge Ibérica na hora das grandes decisões em Jerez

    Com a penúltima jornada da época este próximo fim de semana (23 e 24 setembro), na pista de Jerez de La Frontera, a Porsche Sprint Challenge Ibérica (PSCI) entra na fase das grandes decisões e com diversas batalhas ainda para esgrimir, confirmando o elevado nível desportivo da competição organizada e promovida pela P21 Motorsport e que já passou até agora pelos circuitos de Portimão, Motorland, Navarra e Estoril.

    Cumpridas as quatro primeiras jornadas duplas, Ricardo Costa (AM 991.2), Frank Barrett (GD 991.2), Francisco Mora (Pro-Am 991.2), Tiago Gonçalves (AM 991.1), Rui Miritta (GD 991.1) e BigGeorge (GD 991.1), estes dois últimos até agora únicos concorrentes das respetivas categorias, são os líderes antes da chegada da PSCI à Andaluzia, embora nem todos se encontrem nas mesmas circunstâncias ao nível da sua situação pontual. Os focos de maior incerteza centram-se, entre os pilotos dos Porsche 991.2, nas categorias GD e Pro-Am, já que nas restantes começa a esboçar-se superioridade de alguns protagonistas, como são os casos de Ricardo Costa e de Tiago Gonçalves.

    Na AM 991.2, Ricardo Costa soma uma confortável vantagem de 34 pontos para o britânico Ian Barrett, mas este tem o jovem José Barros a apenas dois (pontos) de diferença, pelo que ainda há muito a discutir no que respeita ao segundo lugar. E com quatro corridas ainda no horizonte, o piloto mais novo da PSCI, que nem sempre teve oportunidade de expressar em resultados o seu andamento, devido a alguns contratempos, vai fazer tudo para acabar a época em plano de destaque. O espanhol Jorge Ramirez, quarto classificado, não está longe do duo que o precede, pelo que tudo pode acontecer.

    O já referido Tiago Gonçalves, na AM 991.1, conseguiu até agora nada menos que uma confortável vantagem de 50 pontos em relação a Nuno Inocêncio, enquanto Jorge Brioso soma mais 28 que aquele último e a jovem ex-kartista Francisca Queiroz (ausente em Portimão e em Navarra) prepara-se para cumprir mais uma etapa de evolução nesta sua primeira época nos automóveis.

    Frank Barrett é o atual primeiro classificado na GD 991.2, mas soma apenas mais dez pontos que Aloísio Monteiro e com apenas mais dois (pontos), no terceiro lugar, está outro britânico, Chris Hillaby. Há, portanto, muita emoção em perspetiva para as próximas quatro corridas – duas agora, em Jerez, e outras tantas em Valência, no fecho da época – e embora acumulem 36 pontos de atraso, Miguel Caetano e João Posser, que estiveram ausentes em Motorland e em Navarra, ainda têm, também, uma palavra a dizer na discussão dos primeiros lugares.

    Entre os Pro-Am 991.2, Francisco Mora soma o maior número de vitórias (5) e lidera, com o seu jovem “ex-aluno” Manuel Alves, sem dúvida a grande revelação de 2023 na Porsche Sprint Challenge Ibérica, a 16 pontos, e já distante do consagrado Pedro Salvador (menos 54 pontos), que tem sido outro dos protagonistas da luta pelas vitórias, mas a quem a jornada do Estoril não correu bem, deixando-o fora da discussão do “título”. Vasco Barros não se “encaixou” bem, em termos de afinações e de condução, no 991.2, o que explica, a par de alguns contratempos, a sua diferença pontual para o trio da dianteira. Agora, a questão do primeiro lugar final dirá unicamente respeito a Mora e a Alves, com o favoritismo a recair no primeiro, atendendo à sua maior experiência…

    CLASSIFICAÇÕES

    Categoria AM – 991.2: 1º, Ricardo Costa, 168 pontos; 2º, Ian Barrett, 134; 3º, José Barros, 132; 4º, Jorge Ramirez, 128; 5º, Leandro Martins, 74; 6º, André Fernandes, 56.

    Categoria GD – 991.2: 1º, Frank Barrett, 124 pontos; 2º, Aloísio Monteiro, 114; 3º, Chris Hillaby, 112; 4º, Miguel Caetano, 88; 4º, João Posser, 88; 5º, Manuel Chinchilla, 70.

    Categoria Pro-Am – 991.2:1º, Francisco Mora, 186 pontos; 2º, Manuel Alves, 170; 3º, Pedro Salvador, 132; 4º, Vasco Barros, 112.

    Categoria AM – 991.1:1º,Tiago Gonçalves, 182 pontos; 2º, Nuno Inocêncio, 132; 3º, Jorge Brioso, 114; 4º, Francisca Queiroz, 80.

    Categoria GD – 991.1: 1º,Rui Miritta,84 pontos

    Categoria GD – 997.2: 1º,BigGeorge, 36 pontos

    GRUPO 991.2: 1º,Francisco Mora, 197 pontos; 2º, Manuel Alves, 171; 3º, Pedro Salvador, 136; 4º, Ricardo Costa, 117; 5º, Vasco Barros, 106; 6º, José Barros, 92; 7º, Jorge Ramirez, 91; 8º, Ian Barrett, 91; 9º, Chris Hillaby, 83; 10º, Aloísio Monteiro, 70; 11º, Frank Barrett, 60; 12º, Leandro Martins, 51; 13º, Miguel Caetano, 46; 13º, João Posser, 46; 14º, André Fernandes, 42; 15º, Manuel Chinchilla, 34.  

    GRUPO 991.1: 1º,Tiago Gonçalves, 187 pontos; 2º, Rui Miritta, 143; 3º, Nuno Inocêncio, 133; 4º, Jorge Brioso, 113; 5º, Francisca Queiroz, 26.

    GRUPO 997.2: 1º, BigGeorge, 36 pontos.

    PROGRAMA DE JEREZ*

    SÁBADO (23 setembro)

    10h30/11h10 – Treino Livre 1

    12h45/13h25 – Treino Livre 2

    15h00/15h20 – Qualificação 1

    17h40/18h15 – Corrida 1 (28’ + 1 volta)

    DOMINGO (24 setembro)

    10h30/10h50 – Qualificação 2

    13h50/14h25 – Corrida 2 (28’ + 1 volta)

    *Hora espanhola