A fase de terra do Campeonato de Portugal de Ralis foi para esquecer para a dupla Ricardo Teodósio – José Teixeira. Das dificuldades sentidas no Hyundai i20 N Rally2 nesta fase inicial da temporada, ao acidente sofrido no Rally Terras de Aboboreira, foi efetivamente um início de temporada atribulado e que, o Campeão Nacional em título quer esquecer rapidamente, dando um novo rumo nesta chegada ao asfalto albicastrense. O Rali de Castelo Branco, que vai para a estrada já no próximo fim-de-semana é a quinta de oito ronda que compõem o CPR 2024.
“Estamos muito focados na fase de asfalto e num bom resultado já em Castelo Branco. Sabemos que os quatro primeiros ralis não foram de feição, mas o que passou…passou e por isso vamos olhar para o futuro com ambição de comprovar que o Campeão Nacional de Ralis está cá para a luta! Os nossos adversários são fortes e vamos respeitá-los, mas queremos muito ganhar o Rali de Castelo Branco”, afirmou Ricardo Teodósio
José Teixeira por seu lado mostra-se com ambições renovadas para este início da temporada de asfalto. “Estamos confiantes que a nossa vez está para chegar. Depois de um início tão atribulado, a temporada vai ter de nos dar uma oportunidade de brilhar. Queremos agarra-la já em Castelo Branco e mostrar que podemos lutar de igual para igual com os nossos adversários”, afirmou o navegador Campeão Nacional.
O Rali de Castelo Branco, organizado pela Escuderia local, tem início na manhã de sexta-feira, com a realização do Free-Practice Qualifying Stage. Ainda na sexta-feira, realizam-se as três primeiras especiais, bem como uma dupla passagem pela Super-Especial citadina. Para Sábado estão reservadas um total de 7 especiais que vão definir o vencedor da quinta ronda do CPR 2024.
O Rali de Castelo Branco marca o início da fase de asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e, em simultâneo, a entrada na segunda metade de uma época que tem sido dominada em absoluto por Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2).
Face à superioridade evidenciada nas provas anteriores, não é expectável, exceto por eventuais contratempos insanáveis, a perda do monopólio de vitórias do piloto do Team Hyundai Portugal. Mesmo acidentado nas duas últimas provas do CPR – no Qualifying do Rali Terras D’Aboboreira e depois na última etapa do Vodafone Rally de Portugal, que já não contava para o CPR –, Meeke passou incólume entre os ‘pingos da chuva’, ao conquistar a pontuação máxima em ambas…
Perante o bom momento do piloto britânico, as atenções centram-se, mais do que nunca, na ansiada reação de José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2) em busca de bons resultados no tipo de piso em que se sente como peixe na água. O piloto da Sports & You deverá estrear na prova albicastrense as últimas evoluções do C3, ficando, teoricamente, melhor posicionado para rivalizar com Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) a discussão do lugar de melhor português. Porque, como já foi referido, em condições normais Meeke não permitirá veleidades a ninguém…
Araújo tem feito uma época notável, afirmando-se desde a prova de abertura, em Fafe, como o adversário mais próximo de Kris Meeke e apenas no Vodafone Rally de Portugal deixou escapar a segunda posição para Fontes, já na derradeira classificativa, para o que também terá contribuído uma momentânea falha do motor do Skoda. O início de época do piloto da Citroen, mesmo não sendo os pisos de terra a sua zona de conforto, esteve longe de corresponder a nível de resultados, embora para tal também contribuíssem alguns contratempos mecânicos. De qualquer modo, Castelo Branco será, por certo, o ponto de viragem e seguramente que a discussão dos lugares inferiores do pódio pode proporcionar um interessante despique, tendo Fontes e Araújo como protagonistas.
Mas se Fontes andou algo arredio dos primeiros lugares nas provas de terra, a trajetória do campeão nacional em título, Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), não foi muito diferente e o acidente sofrido em Amarante acabou por ser o corolário da falta de confiança em alguns momentos, quando não “sentia” o carro a seu jeito em função das condições das classificativas. Esquecidas as agruras dos últimos meses, o piloto algarvio inicia o primeiro rali de asfalto desta época focado em conquistar os resultados de que é capaz e com vontade de dar espetáculo, imiscuindo-se na luta pelos primeiros lugares.
O jovem Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo) não deixará de espreitar a disputa de um lugar no pódio, numa prova em que vai ser interessante seguir o desempenho do regressado João Barros (VW Polo GTI R5), bem como de Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rally2 evo), e se registam as ausências de Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2), de Lucas Simões (Ford Fiesta R5) e de Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 evo), estes dois últimos acidentados na prova portuguesa do WRC.
Não menos aliciante, com toda a certeza, antevê-se a discussão pela primazia no campeonato 2RM (duas rodas motrizes) nesta quinta prova da temporada, à partida da qual Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4) e Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4) surgem separados por um ponto e já com uma vantagem acentuada em relação a Pedro Silva (18 pontos), que desta vez corre “em casa”, e a Ricardo Sousa (21), enquanto o ucranaino Anton Korzun, quinto classificado, soma menos 24 pontos.
CLASSIFICAÇÕES/CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS
Absoluto: 1º, Kris Meeke, 112 pontos; 2º, Armindo Araújo, 84; 3º, Ernesto Cunha, 42; 4º, Paulo Neto, 38; 5º, José Pedro Fontes, 37; 6ºs, Lucas Simões e Pedro Almeida, 32; 8º, Ricardo Teodósio, 28; 9ºs, Rúben Rodrigues e Ricardo Filipe, 18; 11ºs, Pedro Meireles e Hugo Lopes, 12.
2RM: 1º, Gonçalo Henriques, 56 pontos; 2º, Hugo Lopes, 55; 3º, Pedro Silva, 38; 4º, Ricardo Sousa, 35; 5º, Anton Korzun, 32; 6º, Pedro Pereira, 30; 7º, Paulo Roque, 27; 8º, Guilherme Meireles, 24; 9ºs, Kevin Saraiva, João Andrade e Hélder Miranda, 22; 12º, Diogo Marujo, 21.
Acompanhado por Jorge Henriques, o piloto da Fibromade impôs com autoridade o seu VW Polo GTI Rally2 na prova de homenagem ao mais carismático dos pilotos portugueses de ralis.
A prova é, por isso, o evento charneira do Penafiel Racing Fest, festa cada vez mais icónica de desporto motorizado, numa organização conjunta da Câmara Municipal de Penafiel e da CDDC-Cooperativa para o Desenvolvimento Desportivo e Cultural.
Esta edição ficará para sempre marcada por ter sido a primeira sem a presença física do eterno «Penafidelense Voador» Joaquim Santos, cuja vida e palmarés estarão em exposição na Assembleia Penafidelense durante o resto do mês de junho.
Desportivamente, João Barros e Jorge Henriques não deram veleidades à concorrência e dominaram o Rally Taça Joaquim Santos de fio a pavio, vencendo praticamente todas as classificativas, conquistando assim a almejada réplica da Taça Joaquim Santos, inscrevendo ainda o seu nome no original pela quarta vez.
Os restantes dois lugares do pódio foram alvo de uma acesa discussão, acabando por ser a dupla Marco Oliveira/Ricardo Sousa (VW Polo N5) a conquistar o 2º posto, ultrapassando na última especial a dupla formada por Jorge Santos e Vítor Hugo, num Citroen C3 Rally2, que viriam mesmo a desistir, ao perderem uma roda.
Destaque para a “faena” impressionante de Filipe Teixeira. O penafidelense, navegado pelo seu conterrâneo António Campos, estreou-se aos comandos de um Renault Clio Rally4 e ousou disputar taco-a-taco os lugares do pódio absoluto, conquistando um excelente 3º da geral, vencendo ainda a Categoria FWD.
Por seu lado, Luís Moreira e Daniel Barreira, num BMW 316 E30 conquistaram o primeiro lugar nos RWD (Tração Traseira), numa prova em que terminaram 49 equipas.
3 dias de pura adrenalina!
Na prova de Super Enduro que abriu o Campeonato Nacional, Diogo Vieira triunfou na Classe Elite, Paulo Gonçalves nos Open, e José Ribeiro nos Hobby. O Drag Racing premiou como vencedores Eduardo Nunes na Classe Pro, David Nunes nos Street Gasolina Turbo/Compressor/4×4, Diana Dinis nos Street Gasolina Atmosféricos, e Rodolfo Teixeira nos Street Diesel.
Emanuel Costa, nos Ultra4, e Nuno Pereira, nos Preparados, venceram as suas Classes no Trial Urbano 4×4. Já Tiago Gabriel Pereira (Proto) e Armando Macedo (Preparados) triunfaram no Radiomodelismo. O Street Basket coroou como vencedoras as equipas dos Night Mare Team (Seniores), Shooters Da Wish (Sub-18), Tisoleiros (Sub-16) e Elite IV (Sub-14 Femininas). No Rally de Regularidade de Clássicos Paulo Lino e Pedro Madureira venceram à Geral e na Classe G, Fernando Gonçalves e António Silva nos E, Sérgio Leite e Paulo Jorge Pereira nos H, e Rui Ribeiro e Liliana Rego Soares nos I. Por sua vez, na Corrida dos Lentos, Vítor Santos foi primeiro no Pódio Masculino e Marta Rodrigues no Feminino. André Coelho foi o primeiro vencedor da Corrida de Micro Carros do Penafiel Racing Fest, e nas Motos Clássicas, que «fecharam» em grande as Festividades, Carlos Poborsky venceu nas 85cc, Álvaro Ferreira fez o mesmo nas 50cc Clássicas, e Carlos Poborsky triunfou nas Livres Racing.
O ambiente festivo e o espetáculo do desporto motorizado mantiveram-se durante os três dias do certame que, para o Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, “Foi uma edição de sucesso e muito marcante com excelentes pilotos, muitas modalidades, boa música, e um ambiente de festa, sem esquecer a merecida homenagem ao nosso amigo Joaquim Santos, que tanto adorava estar ao nosso lado em cada edição. Parabéns ao Óscar Coelho e a toda a sua equipa pela excelente organização”.
Para Óscar Coelho, da Cooperativa para o Desenvolvimento Desportivo e Cultural, “Quero agradecer a toda a gente que colaborou para montar e preparar este espetáculo, sempre com uma dedicação incrível, e que é uma das bases fundamentais do nosso sucesso. Agradecer à Câmara Municipal de Penafiel, às Juntas de Freguesia que acolheram as classificativas do nosso Rali de Asfalto, às forças de segurança e corporações de bombeiros que zelaram pela segurança e integridade de todos durante o certame. Ao Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, que todos os anos disponibiliza recursos para o atendimento a emergências que possam decorrer das provas. Assim como aos muitos Clubes que foram parceiros indispensáveis na organização de cada uma das nossas modalidades desportivas, à Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, e a Federação de Motociclismo de Portugal pelo apoio técnico dado ao nosso evento. A todos os participantes nas provas, artistas, bandas de música, expositores, público em geral, patrocinadores e parceiros o nosso muito obrigado.”
Ricardo Filipe e Filipe Carvalho enfrentam no fim-de-semana que está a bater à porta a edição 2024 do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão, prova que assinala o começo da fase de asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis. O foco da dupla que defende as cores da marca Olha o Cogumelo está na obtenção de pontos que lhes permita defender a posição dentro do Top 10 do campeonato.
Ricardo Filipe e Filipe Carvalho chegam a Castelo Branco com a motivação em alta, depois de terem levado o Skoda Fabia R5 preparado pela Racing 4 You à vitória no Rali Flôr do Alentejo – Cidade de Serpa.
O piloto algarvio reconhece que “o triunfo aumentou os nossos níveis de confiança, além da prova ter permitido que mantivéssemos o ritmo, pois não alinhamos no Rali de Portugal. Mas, Serpa já lá vai e nada tem a ver com a exigência que vamos encontrar em Castelo Branco”, com Ricardo Filipe a destacar que a prova organizada pela Escuderia Castelo Branco será “um osso muito duro de roer. É um rali com classificativas muito rápidas, com um tipo de piso abrasivo e, em muitos lugares, cheio de terra nas zonas de trajetória, não permitindo qualquer erro, pois será sempre fatal”.
Ricardo Filipe realça a importância “do trabalho que realizamos no teste que fizemos para preparar o rali e que correu muito bem. Agora é estudar bem a prova em conjunto com a Racing 4 You e cumprir o plano que traçarmos, sendo nosso objetivo tudo fazer para terminar a prova dentro dos 10 primeiros da geral, conquistando assim precisos pontos para defendermos a nossa posição na tabela pontual do campeonato”.
Nesta edição de 2024 do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão, serão disputadas onze provas especiais de classificação, quatro das quais na etapa inaugural do Rali, sexta-feira, dia 21 de Junho. Esta etapa terminará novamente com a Super Especial “Reconquista”, aguardando-se uma noite “quente” na cidade albicastrense. Sábado, dia 22 de Junho, as equipas regressam à estrada para disputar mais sete Provas Especiais de Classificação, com a última (Power Stage) a ter o seu términus junto à zona das ‘docas’, no centro de Castelo Branco.
Martim Pereira impôs a sua lei no duelo em Santa Marta entre os três “jovens lobos” do troféu promovido pela FPAK. No entanto, esta sua terceira vitória consecutiva exigiu muita “mão-de-obra” para suplantar os seus adversários.
De tal forma assim foi, que Martim Pereira viu mesmo João Barroso impor-se por 0,8 segundos na 1ª Subida de Prova no duelo particular dos Citroen C1 do FPAK Júnior Team.
Mas, nas duas restantes subidas a contar, Martim Pereira elevou a fasquia, rodou muito mais forte e venceu as duas com autoridade, terminando no final com uma vantagem de 3,5 segundos sobre João Barroso.
Guilherme Silva foi terceiro, a 7,1 segundos do vencedor, num fim-de-semana em que o jovem bracarense da PDAuto não demonstrou o forte andamento a que já nos habituou nas duas provas anteriores do troféu.
Soma e segue o bicampeão nacional em título. Armando Freitas (Toyota Starlet 1300) conquistou na 9ª Rampa de Santa Marta a quarta vitória da temporada nas lides do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group.
O piloto de Fafe concluiu a prova do Clube Automóvel da Régua com sete segundos e meio de vantagem sobre o adversário mais próximo, sendo o mais rápido em todas as subidas de prova. O “tricampeonato” está cada vez mais perto.
O 2º lugar do jovem “rookie” Tomás Pinto deu direito a festa rija. O jovem de Peso da Régua competiu perante família, amigos e conterrâneos, mas a emoção não o fez vacilar, cedo se percebendo que ninguém desalojaria o jovem piloto do Toyota Starlet de um excelente 2º lugar final.
Já Paulo Teixeira (Citroen AX Sport) garantiu tranquilamente a 3ª posição, mercê de uma prova muito consistente.
Uma palavra para as duas pilotos femininas presentes. A estreante Diana Martins (Fiat Punto 85 Sport) foi 5ª da geral, e Andreia Fonseca (Toyota Starlet) terminou duas posições atrás.
Os Clássicos 1300 coroaram um vencedor novo em 2024. Diogo Salvador foi sempre muito forte aos comandos do seu Fiat 127 e suplantou a oposição do duo habitual nestas lides, formado por José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) e Domingos Fernandes (Autobianchi A112 Abarth), que terminaram, respetivamente, no segundo e no terceiro posto.
Miguel Oliveira dará um salto ao automobilismo, trocando a sua Aprilia RS-GP do MotoGP por um Porsche 992 GT3 Cup, para disputar etapa do Estoril do Endurance Challenge da Porsche Cup C6 Bank ao lado de José Maria Marreiros.
A maior competição de carros de GT da América do Sul visita o nosso país e apresenta um cartaz impressionante, com nomes como os de António Félix da Costa, Rubens Barrichello, Toni Kanaan e Nelsinho Piquet, todos eles pilotos com créditos firmados a nível mundial, com títulos e triunfos marcantes.
Porém, a confirmação de Miguel Oliveira vem adensar ainda mais os motivos de interesse para a prova do próximo fim de semana e para que os adeptos do desporto motorizado e da Porsche visitem a histórica pista portuguesa.
O único piloto português a chegar ao pináculo do motociclismo, tendo conquistado já cinco vitórias em Grandes Prémios da MotoGP, mostra-se muito entusiasmado com a prova do próximo fim de semana. “Foi inesperado o convite para participar na Porsche Cup C6 Bank, mas obviamente que é uma grande honra estar junto com tantos campeões em pista. Vou para o fim de semana com o intuito de me divertir e dar espetáculo para o público a fazer o que mais gosto, que é competir numa modalidade que não me é desconhecida, mas que não é a minha. Estou muito contente, espero que tudo corra pelo melhor e seja um grande evento”, afirmou Miguel Oliveira.
Ao lado do piloto de MotoGP estará uma jovem esperança do automobilismo português – José Maria Marreiros. O piloto de 22 anos disputa este ano o Campeonato de España de GT, tendo vindo a assinar boas prestações ao lado do seu pai, Pedro Marreiros, num Porsche 992 GT3 Cup, como demonstra o pódio que recentemente conquistou em Navarra.
José Maria Marreiros sublinha que participar na Porsche Cup C6 Bank é a concretização de um objetivo e ao lado do Miguel Oliveira é um sonho. “Desde que vi o meu pai participar nesta competição, cá em Portugal e no Brasil, que tinha o objetivo de competir nela. É um campeonato muito profissional e competitivo e, portanto, será um marco no meu crescimento enquanto piloto. Estrear-me ao lado do Miguel é um sonho, dado que é um ídolo meu, e também um amigo. Vou também partilhar a pista com grandes pilotos de campeonatos mundiais, será uma experiência única. Claro, que vou tentar dar o meu melhor e trabalhar com o Miguel para podermos ter boas performances”, sublinhou o jovem português.
Com uma lista de pilotos de gabarito mundial – com vencedores de Grandes Prémios de Fórmula 1, Grandes Prémios de MotoGP, das 500 Milhas de Indianápolis, de provas de Fórmula E, etc. – os argumentos para que os adeptos portugueses se desloquem ao Autódromo do Estoril nos fins de semana de 21 e 22 de junho e de 29 e 30 de junho são mais que evidentes.
O acesso à Bancada A é livre nos dois fins de semana, estando os bilhetes, com um custo de apenas dez euros, disponíveis no site oficial da competição, podendo ainda ser adquiridos, no próprio dia, nas bilheteiras do Autódromo do Estoril.
Foi tranquila a vitória de Flávio Sainhas nas contas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, com o piloto do Ford Escort MKI a dominar a 9ª Rampa de Santa Marta de fio a pavio.
No fecho da prova, o piloto covilhanense tinha amealhado um pecúlio de mais de sete segundos e meio sobre um duo de pilotos que se bateu taco-a-taco pelas duas restantes posições do pódio. Esta quarta vitória da temporada coloca Flávio Sainhas muito perto da renovação do título nacional.
Sem conseguir incomodar Sainhas, Pedro Silva (VW Golf 16S) e Fernando Salgueiro (Ford Escort MKII) foram alternando posições na tabela de tempos das subidas de prova. O bicampeão de 2020 e 2021 colocou o carro americano com as cores do Caramulo Racing Team a rodar mais rápido na primeira e na terceira subida, enquanto o piloto da Sanguinho era mais lesto na segundo.
No somatório das duas melhores subidas, Pedro Silva suplantou Fernando Salgueiro por escassos 75 milésimos de segundo!
De fora da luta pelos lugares cimeiros tinha ficado precocemente José Pedro Gomes, quando se esperava que o conhecido piloto de Riba D’Ave pudesse dar alguma luta a Sainhas, com o seu potente Ford Escort RS 1800.
Integrada no programa da edição 2024 das 24 Horas de Le Mans a passagem da Le Mans Cup pelo circuito de La Sarthe no passado fim-de-semana contou com a presença de Bernardo Pinheiro, o único português no imenso pelotão com quase seis dezenas de carros a alinharem nas duas corridas elegíveis para a competição que serve de graduação para os pilotos que querem subir ao competitivo European Le Mans Series.
A competir nesse mesmo campeonato com o Team Virage o piloto de Portimão foi convidado pela equipa para estar pela segunda vez em Le Mans, desta feita ao volante do LMP3 com que alinha no ELMS e a 14ª posição assinada no final de ambas as corridas – onde dividiu o chassis com o número 8 com o grego Georgios Kolovos – mostrou uma vez a velocidade e maturidade em corrida de Bernardo Pinheiro.
‘Não foi um fim-de-semana de todo fácil devido a uma série de condicionantes próprias das corridas que acabaram por nos limitar. Nas qualificações apenas foi complicado encontrar a pista limpa e devido a acidentes nem sequer conseguimos ter uma volta rápida na segunda. As corridas com tantos carros em pista são quase uma luta pela sobrevivência e foi isso mesmo que aconteceu. No Domingo não foi fácil recuperar de 22º para o 14º em apenas 3 voltas mas consegui fechar da melhor forma esta passagem pela Le Mans Cup.’ comentou o piloto de Portimão que procura no próximo ano estar na grelha de partida das famosas 24 Horas de Le Mans. ‘Esse é naturalmente o objectivo, alinhar nas 24 Horas de Le Mans, mas neste momento o foco é o European Le Mans Series e a próxima prova do campeonato’.
A próxima prova de Bernardo Pinheiro no European Le Mans Series irá levar o jovem piloto algarvio até ao traçado italiano de Monza onde no dia 7 de Julho se realiza a terceira ronda do competitivo campeonato.
A 9ª Rampa de Santa Marta assistiu a um duelo pela vitória nos Legends entre José Coimbra e António Barros, com o piloto do Opel Astra a suplantar o líder do campeonato por apenas 0.623 segundos. No entanto, Barros consolidou a liderança da tabela de pontos.
Foi emocionante. Ao longo de todo o fim-de-semana a diferença nos tempos alcançados por José Coimbra e António Barros nas subidas de prova mediu-se por décimos de segundo.
José Coimbra impôs o seu Opel Astra na primeira subida por 0,4 segundos, respondendo António Barros na segunda, ao colocar o seu BMW M3 a rodar 0,1 segundos mais rápido do que o carro do adversário.
Os dois foram para o derradeiro confronto separados por 0,3 segundos e foi tempo do tudo ou nada. José Coimbra “voou” no traçado de 3200 metros da prova organizada pelo Clube Automóvel da Régua e estabeleceu a sua melhor marca na prova, sendo 0,7 segundos mais rápido do que António Barros.
Soma dos dois melhores tempos feita e José Coimbra arrecadou um merecido triunfo. Mesmo sendo segundo, António Barros realizou no Douro Vinhateiro uma excelente operação para o campeonato – pois José Coimbra só está a participar pontualmente –, estando cada vez mais a caminho do título.
Por seu lado, Simplício Taveira voltou a estar muito forte com o Peugeot 106 S16 da MNE Sport e, mesmo não conseguindo se aproxima do duo da frente, manteve longe a concorrência pelo último degrau do pódio. Rápido e consistente, o piloto de Vila Real está a realizar a sua melhor época de sempre.