A Ford, com a dupla Daniel Nunes/Nuno Mota Ribeiro, vai disputar o Rally Serras de Fafe e Felgueiras, dias 1 a 3 de outubro. A prova, mítica no panorama da modalidade, integra os calendários do Campeonato da Europa de Ralis FIA (ERC) e do Campeonato Portugal de Ralis e marca o regresso do Ford Fiesta Rally3 aos pisos de terra.
Um evento de eleição para Daniel Nunes, onde o objetivo será dar continuidade ao trabalho de evolução do Ford Fiesta Rally3, durante dois dias contra o cronómetro e cerca de 200 quilómetros de especiais. “É a prova mais longa do ano para nós e um excelente teste para o Ford Fiesta Rally3. Vamos ter que assegurar um bom compromisso entre rapidez e consistência e analisar gradualmente a nossa evolução. É ótimo estar presente nesta desafiante ronda do europeu e pôr à prova o Fiesta Rally3 num ambiente extremamente competitivo”, afirma o piloto.
Uma posição corroborada por Nuno Mota Ribeiro, navegador que destaca a relevância deste evento internacional, onde a concentração e foco são as chaves para o sucesso. “Esta é uma prova emblemática onde todos os pilotos querem estar. O rali tem crescido ano após ano e esta edição, ao integrar o ERC, apresenta um formato amplo, que irá levar o Ford Fiesta Rally3 a zonas míticas da história dos ralis mundiais. A motivação é enorme para darmos início a este desafio, disputado em terra, a superfície que melhor faz jus às potencialidades do Fiesta Rally3.”
Este é o quarto rali da época para a equipa Ford, após as presenças no Rali Terras D’Aboboreira, Rali de Castelo Branco e Rali da Água – CIM Alto Tâmega. Um ano de exigência máxima ao cronómetro a que o Ford Fiesta Rally3 tem correspondido da melhor forma, exibindo todas as suas potencialidades e sobressaindo ao nível da rapidez e fiabilidade.
O Rally Serras de Fafe e Felgueiras tem início sexta-feira, 2 de outubro, com saída às 8h00 do parque de assistência, localizado na Praça das Comunidades, em Fafe. Uma 1ª etapa que reserva aos concorrentes uma dupla passagem pelas especiais de Luilhas (12.10 km), Senhora da Fé/Anjos (18.06 km), Agra/Zebral (11.25 km) e Boticas (15.20 km) e termina com a chegada ao parque fechado pelas 20h30. No total, são 113.22 quilómetros ao cronómetro. No domingo, 3 de outubro, a ação começa pelas 9h00 para mais 82.83 quilómetros de classificativas, numa 2ª etapa em que os concorrentes rumam às especiais de Seixoso (10.01 km), Santa Quitéria (9.28 km), Montim (8.63) e Lameirinha (13.99 km) para nova dupla passagem. A prova termina pelas 17h30 com a cerimónia de pódio, em frente à Câmara Municipal de Fafe.
Carlos Vieira alcançou, este domingo, o pleno na terceira jornada da GT3 Cup, no Autódromo do Estoril, ao amealhar a pontuação máxima, depois de repetir o triunfo e também a volta mais rápida na segunda corrida do programa. Tal colheita de pontos (66) permitiu-lhe assumir a liderança da categoria principal (PRO) da competição, com 13 pontos de vantagem face a José Rodrigues, que teve um fim de semana abaixo do expectável.
“Ainda passei por algum stress, pois o motor teve
algumas ligeiras falhas, mas à parte disso o carro esteve, mais uma vez,
perfeito. Foram dois dias de sonho, com duas ‘pole’, duas vitórias nas corridas
e ainda as respetivas voltas mais rápidas. Não poderia querer mais…”, comentava o
piloto do carro número 99, que dominou de fio a pavio a corrida da tarde. Vasco
Barros destacou-se desde início no segundo lugar, na frente de José Rodrigues e
de Francisco Carvalho, mas a três voltas do fim acabou, de forma inglória, fora
de pista, como contou mais tarde: “Na curva 2 fiquei subitamente sem travões
e não pude evitar uma saída de pista. Consegui regressar, mas na curva 4 sucedeu
o mesmo, o que me levou a desistir. Foi pena, porque estava a gostar do
andamento. Agora, espero andar bem de novo em Jerez e, quem sabe, vencer…”.
Rodrigues acabou no segundo lugar, o resultado
possível numa jornada aziaga. “Apesar do problema de motor, que continuou a
registar falhas, minimizei o prejuízo, pois cheguei a pensar que era um fim de
semana a zero, mas este resultado soube a vitória…”, dizia o piloto de
Braga, enquanto Francisco Carvalho (3º) reconhecia não ter sido possível fazer
melhor: “Era difícil ir mais além, depois de ter partido do sétimo lugar,
devido a uma penalização. O meu carro não estava bom na parabólica e isso
condicionou-me. Portanto, este terceiro lugar acaba por ser positivo”.
Jorge Areia repetiu o triunfo na categoria GD e estava
radiante: “Aguentei o ritmo do grupo da frente até meio, mas depois cometi
um erro e atrasei-me um pouco. De qualquer modo, o balanço é muito positivo”.
Desta vez, Pedro Branco foi segundo, o que lhe encheu as medidas: “Correu
lindamente, andei sozinho a gerir bem o ritmo e continuo a divertir-me imenso”.
E o estreante Álvaro Ramos completou o pódio da categoria, comentando: “Dentro
do expectável, correu bastante bem e diverti-me, que era o essencial”.
Na Categoria AM, Francisco Cruz esteve sempre
destacado, do princípio ao fim. “Pela posição em que terminei, é sempre um
bom resultado. Melhorei o ritmo comparativamente à corrida de Portimão e o
comportamento do carro estava excelente”. Segundo classificado, Luís Rocha,
que partira do último lugar da grelha, na sequência de uma penalização, fez uma
boa corrida, para acabar na sexta posição absoluta. “Olhe, direi que correu
mais ou menos, mas poderia ter sido melhor. Não foi dos melhores fins de semana
de corridas…”. Mousinho Esteves, terceiro da categoria, comentou: “Correu
muito bem, andei sempre no máximo e o resultado final foi excelente”.
A próxima jornada da GT3 Cup, a quarta da época, tem dada marcada para o fim de semana de 22/24 de outubro, na pista de Jerez de La Frontera (Espanha).
As competições organizadas pela Motor Sponsor, Single Seater Series e o Troféu C1, estiveram este fim-de-semana no Circuito do Estoril numa grande festa da velocidade nacional. O público esteve presente em grande força na bancada e no paddock, assim como nas transmissões em direto das corridas no facebook que tiveram mais de 60.000 visualizações.
Muitas lutas carregadas de desportivismo foram os ingredientes principais de todas as corridas. Nas Single Seater Series, na corrida 1, o grande vencedor foi Fernando Mayer Gaspar que assim também venceu a classe ZT, seguido de João Silva e Rui Silva que completaram o pódio. Na categoria FR (fórmula Renault) que se estreou nesta jornada, AlCapone levou a melhor em relação a AdF, enquanto que o “chef” Vasco Sampaio venceu na categoria KT e Aslam Jamal na classe PT.
Na corrida 2, o fórmula vencedor foi o mesmo, mas desta vez com Duarte Pires ao volante, que teve forte oposição de João Silva. O último lugar do pódio ficou decidido nas últimas voltas com António Correia a levar a melhor sobre Vítor Sampaio. Correia ficou assim com a vitória na categoria PT e Sampaio com o 3º lugar entre os ZT. Desta vez AdF levou a melhor nos FR enquanto que Vasco Sampaio repetiu o triunfo da primeira corrida nos KT. Fernando Gaspar que não tinha terminado a corrida de sábado conseguiu vingar no domingo e vencer entre os FK80.
André Marques da Motor Sponsor deixa o Circuito do Estoril com um balanço bastante positivo “Antes de mais agradecer o convite à P21 Motorsport do José Monroy para estarmos presentes neste fim-de-semana e deixar um forte abraço à ANPAC que esteve em grande força com as suas grelhas. Tivemos o Circuito do Estoril cheio de público e corridas! Na Single Seater Series acabámos por ter uma grelha bastante satisfatória e como sempre, corridas de cortar a respiração com o fair play máximo”.
Carlos Vieira venceu a primeira corrida da terceira jornada da GT3 Cup, no circuito do Estoril, depois de ter apanhado um valente susto, quando esteve muito perto de ficar na gravilha, ao apanhar óleo na pista na reta interior, libertado por outro concorrente. Perdeu aí a liderança para Francisco Carvalho, numa altura em que José Rodrigues estava já fora de “combate” (problemas de motor), mas depois recuperou para subir ao lugar mais alto do pódio.
“Estive mesmo quase a bater, mas consegui safar-me e
voltar à pista no segundo lugar. Depois ainda tinha 8 minutos para lutar pela
vitória e alcancei o objetivo, pois o carro estava perfeito”, contou Carlos
Vieira que dominara a corrida desde o arranque, cavando uma diferença de 6
segundos para a concorrência. De início, José Rodrigues apossou-se do segundo
lugar, mas quando o motor do seu carro começou a falhar, chegando mesmo a
desligar-se, caiu para além da décima posição. “Foi pena, mas são coisas das
corridas e hoje calhou-me a mim. Vamos ver se resolvemos o problema para a
segunda corrida”, referiu, desalentado, o piloto de Braga que ainda logrou,
depois, terminar no oitavo lugar.
Francisco Carvalho chegou a ter esperanças de repetir
a vitória de Braga quando viu, à sua frente, Carlos Vieira em situação de apuro
com o óleo libertado na pista pelo carro de Luís Rocha: “Sim, o triunfo chegou
a passar-me pela cabeça, mas cometi dois erros, primeiro na parabólica interior
e depois na curva 3, quando faltava uma volta. Aí fiz sinal ao Carlos para
passar, pois a vitória dela era mais do que merecida e não ia estar ali a
arriscar. O segundo lugar foi bom para mim”, confessou o piloto da Guarda.
Muito certinho, Vasco Barros subiu ao terceiro lugar
do pódio, destacado do adversário mais direto. “Tentei ganhar ritmo e andei
sempre no máximo possível. A situação de óleo na pista não me atrasou e como
nunca estive submetido a grande pressão, foi só gerir a minha posição até
final, até porque o comportamento do carro começava a degradar-se”,
declarou o piloto da VLB Racing.
Luís Rocha estava a fazer uma corrida notável e era
quinto classificado, o que significava a liderança da categoria AM, mas acabou
por ser traído por um problema de motor, forçando-o ao abandono. Jorge Areia
terminou em quarto e com a vitória na categoria GD, depois de uma corrida feita
de trás para a frente. “A qualificação não correu bem, mas sabia que com um
pouco de calma na corrida poderia evoluir e chegar-me mais à frente. E assim
aconteceu, cumprindo o objetivo de ser primeiro na categoria”, comentava.
João Vieira foi segundo classificado (“correu tudo bem e esta segunda
posição é ótima”, disse) da mesma categoria, na frente de Rui Silva, que
declarou, no final: “A caixa de velocidades estava a falhar, o que me
atrasou um pouco de início, mas depois consegui recuperar e este lugar no pódio
foi ótimo”.
Na categoria AM o primeiro lugar pertenceu a Alexandre Martins, que seguiu uma estratégia acertada, como confidenciou: “Procurei não forçar muito o carro e ver como as coisas se passam à minha frente, seguindo atrás do Mário Silva. Isso foi meio caminho para fazer uma boa corrida. O carro estava ótimo e só tenho que agradecer à Araújo Competições e à Racar”. João Posser, segundo classificado da mesma categoria, não escondia a sua satisfação: “No arranque passei logo de 16º para 9º e depois foi andar certinho, e sem ninguém por perto, até ao fim”.
Carlos Vieira vai partir da “pole”, e sempre com José Rodrigues a seu lado, para as duas corridas da terceira jornada da GT3 Cup, que promete um espetáculo emocionante, este domingo no Autódromo do Estoril, face aos dados fornecidos em ambas as qualificações.
Tal como havia prometido antes desta primeira visita do troféu dos Porsche 997 à pista de Cascais, Vieira, atual segundo classificado, somando uma desvantagem de 14 pontos em relação a Rodrigues, entrou ao ataque para tentar reduzir distâncias. E a conquista de duas “poles” representou, também, o amealhar de 4 pontos (2+2) extra, o que significa que à partida destas duas corridas já só tem 10 pontos a menos que o rival Rodrigues.
Prevêem-se, por isso, corridas muito equilibradas, até porque tanto Francisco Carvalho como Vasco Barros são outros candidatos à discussão dos primeiros lugares e estarão na expetativa de “arbitrar” o despique entre os dois pilotos mais rápidos nas qualificações deste sábado. Luís Rocha e Francisco Cruz dividiram os melhores tempos na categoria AM, enquanto na GD Jorge Areia superiorizou-se sempre a João Parreira.
QUALIFICAÇÃO 1
1º, Carlos Vieira, 1.38.899 – PRO
2º, José Rodrigues, 1.39.774 – PRO
3º, Francisco Carvalho, 1.40.517 – PRO
4º, VLB Racing/Vasco Barros, 1.40.865 – PRO
5º, Luís Rocha, 1.41.051 – AM
QUALIFICAÇÃO 2
1º, Carlos Vieira, 1.38.887 – PRO
2º, José Rodrigues, 1.39.432 – PRO
3º, VLB Racing/Vasco Barros, 1.39.992 – PRO
4º, Francisco Carvalho, 1.40.188 – PRO
5º, Monteiros Competições/Rodrigo Almeida, 1.40.411 – PRO
Têm apenas 17 e 16 anos, mas já possuem uma vasta experiência relativa ao que é andar depressa, após uma carreira iniciada na escola do karting.
Rodrigo Almeida
(17 anos) e José Barros (16 anos) são os pilotos mais novos da GT3 Cup e que
fazem a sua estreia na terceira jornada da competição promovida pela P21
Motorsport, este fim de semana, no Autódromo do Estoril. Embora jovens,
ambos contam já uma dezena de anos de corridas no karting, disciplina em que
iniciaram a sua carreira, chegando a ser adversários, e Rodrigo, o mais velho,
há pouco mais de uma época que compete em carros de turismo. José, várias vezes
campeão no karting, dá agora o primeiro passo rumo a um futuro que também deverá
passar pelos turismos.
“Deixado para trás o karting, a ideia seria ou apostar
nos monolugares ou em carros de turismo, mas para um português é muito difícil
ou quase impossível chegar à Fórmula 1. Portanto, ficou decidido fazer um
investimento que pudesse dar mais frutos, daí esta primeira experiência na GT3
Cup. Claro que esta primeira prova não será fácil, frente a pilotos com muito
traquejo, mas o objetivo é evoluir e, nesse sentido, o mais importante será
terminar não apenas estas corridas, no Estoril, como as que se seguirão”, explica o
jovem José Barros, que nunca se deixou impressionar pelos 450 cv de potência do
Porsche 997.
“Receio da mudança de um kart para um Porsche? Não,
até porque o meu pai já fez ralis e gosta de andar depressa. Andar a 270
km/hora pode ser impressionante, mas quando fazemos aquilo que gostamos não se
olha aos riscos. E gosto muito deste Porsche 977!”.
Rodrigo Almeida, que reside em Moçambique e corre com
licença desportiva daquele país africano, é mais experimentado e esta
temporada, além do Campeonato Nacional de Velocidade, também ao volante de um
Porsche, disputa a BMW M2 Cup – competição que acompanha o DTM-Campeonato
Alemão de Turismos –, na qual é atualmente o quarto classificado.
Paralelamente, no seu país adotivo também corre no troféu KIA Picanto.
Dada a sua maior experiência, para Rodrigo não foi uma novidade guiar agora um carro como o Porsche 997 da GT3 Cup: “não foi um ‘choque’, até porque o Porsche que guiei nas duas provas do Campeonato Nacional de Velocidade possui um motor mais potente em cerca de 100 cv, mas a verdade é que este se revela mais exigente, possuindo uma caixa de velocidades manual. Prefiro este, sinceramente”.
Em relação ao futuro, nada está ainda definido, tanto em Portugal como além-fronteiras: “não faço ideia do que poderá acontecer no final desta jornada da GT3 Cup, para a qual fui convidado… Irei concluir a minha participação na BMW M2 Cup e talvez possam surgir alguns convites. Vamos ver!”
Segunda jornada dos Campeonatos de Portugal de Velocidade em quinze dias para acerto de calendário. Competições nacionais voltam a dar sinal de vitalidade com quase 80 carros inscritos nos 1300, Legends e Clássicos. As provas do Estoril vão usar a variante do circuito com a Curva do Tanque e vão ter espetadores nas bancadas do traçado
Os Campeonatos de Portugal de Velocidade 1300, Clássicos e Legends estão de regresso à ação no próximo fim de semana com a realização de uma jornada dupla no Autódromo do Estoril. Será a segunda ronda em quinze dias para as três competições, situação que não sendo a ideal é a possível para acertar o calendário. O programa do ACDME Race Weekend GT3 Cup cumpre o regresso da Associação de Comissários de Desportos Motorizados do Estoril (ACDME) ao convívio das provas promovidas e organizadas pela Associação Nacional de Pilotos de Clássicos (ANPAC).
Um regresso saudado pela ANPAC
que, como habitualmente, tudo fará, em colaboração com o ACDME, para garantir a
segurança de toda a caravana do Campeonato de Portugal de Velocidade. E,
também, dos espectadores que estão autorizados a comparecer nas bancadas do
Autódromo do Estoril para assistirem a provas que reúnem quase 80 concorrentes.
No sentido de cumprir com todas as regras de segurança sanitária, todos os intervenientes nas competições organizadas pela ANPAC terão que exibir uma destas três formas de acesso: Certificado de Vacinação válido; Certificado de recuperação que ateste que o titular recuperou de uma infeção por SARS- CoV-2, na sequência de um resultado positivo num teste molecular de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) realizado há mais de 11 dias e menos de 180 dias; Teste PCR ou TRAg feito há menos de 48 horas. Os preços para o público que deseje assistir às corridas no Autódromo do Estoril são os seguintes: Bancada A – 7,5€ (1 dia) 10€ (2 dias); Paddock – 10€ (1 dia) 15€ (2 dias).
Quanto à competição, o
Campeonato de Portugal de Velocidade 1300 mostra que a aposta da ANPAC foi um
sucesso e apesar da prova disputada em Braga ter sido disputada há 15 dias e
ter deixado algumas cicatrizes no pelotão, estão inscritos 22 carros para a
jornada do Estoril.
O Desafio ANPAC reúne 10
automóveis, os Legends levam ao Estoril cinco automóveis e os Clássicos
preenchem a lista de inscritos. Destaque para a segunda prova do MG Metro de
Paulo e Miguel Miguel, a presença de um Fiat 127 pelas mãos de Paulo Spínola e
esperada luta entre o Datsun 1000 dos veteranos Miguel Barata e Veloso Amaral e
o Autobianchi A112 de Abel Marques e Sergio Monteiro.
O campeonato absoluto é liderado
por João Braga (Datsun 1200), seguido de Paulo Mendes (Toyota Starlet) e de
Arnaldo Marques (Datsun 1200). Arnaldo Marques que lidera a categoria H71 dos
Clássicos na frente de Miguel Barata e Veloso Amaral (Datsun 1000) e de João
Pedro Peixoto (Mini). Barata e Amaral lideram entre os pilotos da Taça 1000.
O líder do campeonato, João Braga, está na frente dos H75, seguido de Sérgio Teixeira e de Carlos Barbosa da Cruz, ambos em Datsun 1200. Paulo Mendes e o seu Toyota Starlet lideram entre os concorrentes aos Legends 1300, seguido de Jorge Marques (Toyota Starlet) e de José Mota Freitas (Citroen AX Sport). Finalmente, no Desafio ANPAC, liderança para o Fiat Punto 85 de Manuel Alves, seguido de David Viera e António Areal, todos em Fiat Punto 85.
As cinco classes do Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos vão marcar presença no Autódromo do Estoril para mais uma luta clássica entre os Porsche 911 e os Ford Escort RS. Não faltaram à chamada os Porsche 911 de João Macedo Silva, Bruno Santos e Cláudio Vieira e Mário Meireles. Juntam-se o 911 RSR de Francisco Mora, o líder do Campeonato de Portugal de Velocidade by Sport TV e o belíssimo 934 Turbo de Pedro Bethencourth. Com vários inscritos ao volante dos Ford Escort RS 2000, o Grupo 1 será uma competição a ter debaixo de olho com Ricardo Pereira e Carlos Dias Pedro, Luís Liberal e João Moreira, a terem de olhar para o BMW 1600 de Ribeiro de Lima e para o Escort de Paulo Vieira e Nuno Breda.
Contas feitas ao campeonato, Rui
Azevedo (Ford Escort RS 2000) lidera a classificação do Grupo 1 e 3, seguido de
Paulo Vieira (Ford Escort RS 2000). No Grupo 5, é BMW 2020 Tii de Marco e
Simplício Pinto quem lidera na frente do Ford Escort RS de António Soares e do
Ford Escort RS 1600 de João Cruz.
Nos Históricos, até H71 o líder
é João Lima com o belíssimo Alfa Romeo 1750 GTAm, enquanto que nos H75 é Rui
Alves (Ford Escort RS 1600) que comanda, seguido de João Macedo Silva (Porsche
911 RSR) e Rui Costa (Ford Escort RS 1600). Finalmente, nos H81, o campeonato é
liderado pelo BMW 323i de Jorge Cruz, seguido de Filipe Nogueira (Ford Escort
RS) e Pedro Poças (Porsche 924).
O Campeonato de Portugal de Velocidade
Legends volta a reunir a mais extensa lista de inscritos com 30 carros
inscritos. O Ford Sierra RS500 de Luís Barros destaca-se numa lista de
automóveis onde pontificam os BMW M3 de Joaquim Soares, António Barros e Paulo
Vieira. Isto sem esquecer a “Dama Sueca”, a Volvo 850 Estate de Nuno Figueiredo
e os muitos Honda Civic e Integra Type R.
No SuperTrophy, crónico candidato à vitória é o BMW 320d de Manuel Fernandes e Hugo Mestre, com André Tavares e Miguel Mota a levarem ao Estoril o seu Honda S2000, enfrentando, igualmente, os Volvo 850T5 de Filipe Matias e o S60 de Hélder Moura e Filipe Monteiro. Nos SuperTurismo, assistiremos á luta entre o Renault Clio 16V de Eleutério Duarte face aos Honda Civic Type R de Tomas e Rui Ribeiro e Raul e Luís Delgado. No campeonato, nos L1600 a liderança pertence a Artur Monteiro (Citroen Saxo Cup), seguido de Sérgio Pinto (Honda Civic) e a dupla Marco e Nuno Basílio (Honda Civic).
Já entre os concorrentes à categoria L2000, primeiro lugar para o Honda Integra Type R de Tiago Ribeiro. Segue-se José Almeida (Honda Integra Type R) e no terceiro lugar, o Renault Clio 1.8 16V de Paulo Ferraz. Sérgio Pinto e o seu Honda Civic lideram os L90 na frente da dupla Marco e Nuno Basílio (Honda Civic) com Nuno e Daniel Pereira também ao volante de um Honda Civic no terceiro lugar. Nos L99, está no primeiro lugar do campeonato o BMW M3 de Paulo Vieira seguido de Joaquim Soares (BMW M3) e Artur Monteiro (Citroen Saxo Cup).
Nos concorrentes à categoria Trophy dos Legends, Luís Império lidera com o belíssimo BMW 320iS, seguido do Renault Spider de João Luís e do Renault Clio 16V de Eleutério Duarte. Entre os concorrentes ao SuperTrophy e Super Turismo, Manuel Fernandes e Hugo Mestre, ao volante do BMW 320d, têm dominado entre os SuperTrophy, seguidos de Filipe Matias ao volante do Volvo 850R e Sérgio Moutinho. Nos SuperTurismo, liderança do campeonato para Arlindo Beça (Citroen Saxo) seguido de Eleutério Duarte (Renault Clio).
Horário das provas do Campeonato de Portugal de Velocidade 1300, Clássicos e Legends
A “Amazona de Peso da Régua” concluiu a sua participação no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group em bom plano e, sobretudo, a divertir-se imenso aos comandos do Peugeot 206 RC da NJ Racing.
Num ano de iniciação, em que desconhecia a
maioria dos traçados ‘visitados’ pela competição promovida pela APPAM, Rute
Brás preocupou-se sobretudo em assimilar o mais possível as experiências que
foi conhecendo e a Rampa de Boticas, que agora encerrou a temporada, foi mais
uma oportunidade “para aprender”.
Bem acolhida pela ‘família’ da montanha, a
piloto duriense ‘sentiu-se em casa’ desde o primeiro minuto que esteve em
competição, e a satisfação que sentiu ao volante das máquinas preparadas pela
NJ Racing foi imensa, como se percebeu, quer na prova da Demporto, em que foi
evoluindo ao longo de cada subida de treinos e de prova, quer nos eventos
anteriores em que participou. Em Boticas, rematou a época com o 7º posto da
Divisão Turismos 3.
E as palavras de Rute são bem elucidativas
da forma como esteve neste Campeonato de Portugal de Montanha 2021: “Espetacular.
A prova foi top. Diverti-me imenso e correu muito bem. A cada subida consegui
sempre melhorar. Foi mais uma aprendizagem, porque ainda tenho muito a
aprender. Fui sempre tentando melhor, sem percalços e o ambiente final foi uma
emoção fora de série, que todos os pilotos viveram!”, faz questão de
acentuar a piloto de Peso da Régua.
Rute Brás sublinha que “a montanha é realmente uma família. É dos melhores ambientes que existem no automobilismo atual. O que me fez sentir sempre muito bem acolhida, no cenário ideal para ir evoluindo ao longo da temporada”. Fica no ar a ideia de que a piloto duriense ficou ‘cliente’ da modalidade, e regressará em 2022 com mais vontade de competir e um maior conhecimento que lhe será útil para ‘voos’ mais altos.
A Rampa de Boticas foi o final de época em festa que o piloto da MNE Sport almejava, uma vez que só foi nesta derradeira prova da temporada que assegurou o cetro de Campeão de Portugal Legends de Montanha JC Group.
Depois de uma prova complicada no Caramulo, José Carlos Magalhães e a MNE foram até Boticas para, na prova do Demoporto, assegurar a vitória no campeonato em que esteve envolvido este ano, com o quarto carro diferente. Depois do BMW M3 Compact e dos Toyota Carina E Starlet Grupo 5, o piloto da MNE Sport lançava-se no combate aos comandos de um Peugeot 106 S16.
Apesar dos seus 140 cv, a máquina francesa
não foi obstáculo para que alcançasse o resultado pretendido em Boticas. “Foi
extraordinário. Quisemos estar presentes, muito embora de início tenhamos
percebido que não estando o segundo classificado – o Manuel Pereira – e
quiséssemos fazer o campeonato até ao final. Optamos por vender o carro que utilizamos
mais vezes, que foi o BMW M3 Compact, antes do Caramulo. Tínhamos este 106 para
alugar, e por isso optámos por vir com ele, porque gostamos muito de terminar
aquilo que iniciamos”,
refere também José Carlos Magalhães que ficou “muito satisfeito com o
comportamento do carro. Provou ter muito potencial e não nos deu problemas ao
longo do fim-de-semana. Foi muito divertido de conduzir!” e permitiu ao
piloto terminar no 4º posto final.
O piloto duriense vinca que quis “levar até ao fim a competição com Legends verdadeiros, e quisemos sempre competir, por pouco potentes que sejam os carros como este Peugeot. Fazer o fecho do campeonato e terminar da melhor forma era um ponto de honra para nós”. Agora é tempo de “festejar como todos merecemos, quer com a nossa família, quer com a família da montanha, com os patrocinadores e todas as pessoas que nos apoiaram”.
Um ‘cair do pano’ perfeito para José Carlos Magalhães e a MNE Sport, deixando no ar a promessa de um regresso em 2022, quiçá com novos projetos, ainda mais ambiciosos.
Num ápice chegou o momento da ultima prova do calendário da Sprint Cup. Duas corridas da Pro-AM, com Miguel Ramos e Henrique Chaves na liderança da classificação, mas com tudo ainda em aberto na discussão pelo título.
A temporada 2021 da Fanatec GT World Challenge Europe Powered by AWS Sprint Cup, terminará no próximo fim de semana no circuito Ricardo Tormo em Valencia, com os títulos da Pro-Am e da Silver Cup ainda por decidir. Um fim de semana perfeito em Brands Hatch permitiu à dupla Portuguesa, Miguel Ramos e Henrique Chaves, aumentarem para 14 pontos a diferença para os segundos classificados na Pro-AM. Com cinco vitórias, os pilotos do Lamborghini #77 da Barwell Motorsport, são claramente os favoritos para conseguir o tão desejado título.
Os pilotos do Aston Martin #188, Alexander West e Jonny Adam, são os principais adversários, tendo conseguido esta época uma vitória e cinco presenças no Pódio. Contudo e ainda que esta consistência tenha sido importante, a dupla do Aston Martin, necessita obter um melhor resultado que Ramos e Chaves logo na primeira corrida no domingo de manhã, se ainda pretenderem ter esperanças de conquistar o troféu na segunda corrida a disputar ao início da tarde.
O mesmo se passa com Valentin Pierburg e Dominik Baumann do Mercedes AMG. Com uma vitória e seis subidas ao Pódio, a dupla do Mercedes #20 está a 15 pontos de Ramos e Chaves. Por fim e ainda com possibilidades matemáticas, o Ferrari #52 de Machiels e Andrea Bertolini, surge quase com um outsider, mas devendo ser considerado. Com 20.5 pontos de atraso mas com um máximo de 35 em disputa no fim de semana, é essencial que consigam a vitória logo na primeira corrida, para ainda manterem a esperança em aberto.
Para Miguel Ramos, “é o momento de todas as decisões no culminar de uma muito competitiva temporada. Prova disso mesmo, é o estarmos com quatro conjuntos na luta pela vitória. Um mais afastado é certo, mas as contas fazem-se sempre no final. Reconheço que estamos na posição mais confortável dos quatro e é sempre melhor estarmos na frente, do que sermos nós os perseguidores. Contudo, os nossos adversários têm tido altos níveis de consistência e como tal o nosso estado de espirito é de confiança, mas sempre com máximo respeito pelos outros concorrentes”.
Henrique Chaves está consciente da posição confortável em que o duo do Lamborghini Huracán GT3 Evo da Barwell Motorsport se encontra, mas nem por isso a sua abordagem ao fim-de-semana se altera. “Isto é como no futebol – quando se joga para o empate, existe forte possibilidades de perder o encontro – logo vamos para a Valência com o nosso objectivo habitual: vencer ambas as corridas. É garantido que, se triunfarmos nas duas, seremos campeões no domingo à tarde”, afirmou o piloto de Torres Vedras.
A Fanatec GT World Challenge pode ser seguida ao vivo no YouTube ou através da APP Oficial para IOS e/ou Android, disponível na App Store ou Google Play.