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  • Nuno Carujo: “vamos tentar virar a página em Serpa e fazer um bom rali”

    Nuno Carujo: “vamos tentar virar a página em Serpa e fazer um bom rali”

    Nuno Carujo e Pedro Silva enfrentam no próximo fim-de-semana as rápidas e desafiantes estradas de terra do 15º Rally Flôr do Alentejo  Cidade de Serpa. A dupla do Mitsubishi Lancer EVO IX quer virar a página dos infortúnios e maus resultados, encarando a prova alentejana como uma grande oportunidade para construir um bom resultado.

    O Campeonato Start Sul de Ralis vira novamente a agulha para os pisos de terra, cabendo à Secção de Motorismo da Sociedade Artística Reguenguense organizar mais uma edição do Rally Flôr do Alentejo  Cidade de Serpa.

    Entre os concorrentes com ambições a discutir os lugares cimeiros estarão nuno Carujo e Pedro Silva, tripulando o Mitsubishi Lancer EVO IX com as cores da WRCteam. O piloto alentejano encara a prova como um momento importante deixar para trás o arranque de época atribulado que está a viver:

    “O Rally de Serpa é o que mais gosto de fazer, por ter sido onde me estreei nos ralis e, sobretudo, por ser no Alentejo, onde me sinto em casa. Vou tentar pôr um fim aos maus resultados que este ano tenho tido e tentar lutar por uma classificação final entre os lugares da frente”.

    Na análise à prova, Nuno Carujo destaca que “os troços são rápidos, mas todo o cuidado é pouco, pois existem zonas bastantes rápidas, que requerem algum cuidado, para que não sejamos surpreendidos”.

    O 15º Rally Flôr do Alentejo – Cidade de Serpa vai para a estrada nos dias 25 e 26 de maio, com a parte competitiva a arrancar na tarde de sábado com uma dupla passagem pela especial de Santa Iria (8,88 km), concluindo a etapa inaugural com a abordagem à super especial noturna de Serpa (2,26 km).

    No domingo, discutir-se-á a 2ª e derradeira etapa, com duplas passagens pelos troços de Flôr do Alentejo (10,81 km) e de Serpa Terra Forte (10,11 km), com a cerimónia final de entrega de prémios a decorrer em Serpa ao início da tarde.

  • Falperra: José Pedro Gomes foi vítima de uma rampa atribulada

    Falperra: José Pedro Gomes foi vítima de uma rampa atribulada

    A passagem de José Pedro Gomes e do seu Opel Astra OPC Super Car pela 43ª Rampa Internacional da Falperra ficou marcada por um incidente que ocorreu na 2ª Subida de Prova  e que prejudicou de forma vincada o resultado do piloto.

    A bem da verdade, diga-se que já a jornada inaugural de sábado da prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho se tinha revelado madrasta para todo o pelotão. Chuva intermitente, pista continuamente molhada, incidentes em catadupa, atrasos no horário, uma subida anulada, de tudo um pouco aconteceu.

    Perante tal, José Pedro Gomes optou por uma toada conservadora na única subida de prova desse primeiro dia, optando por garantir um tempo que lhe desse alguma segurança para atacar nas duas subidas de prova programadas para domingo.

    Sentindo o carro competitivo, após uma subida inaugural de treinos na manhã de domingo onde andou bem e sem qualquer incidente, José Pedro Gomes entrou ao ataque na 2ª Subida de Prova e os tempos parciais que foi obtendo ao longo dos 5200 metros do traçado, auguravam um tempo entre os melhores da Categoria Super Challenge.

    Só que a fortuna nada quis com a ambição do consagrado piloto-causídico da XMP Racing.

    Na saída da famosa “Curva do Papa”, último desafio antes da linha de meta, José Pedro Gomes deparou-se com óleo e pó a cobrir o mesmo na zona de trajetória e, apesar dos esforços do piloto, foi impossível evitar um pequeno toque nos rails do lado direito, com o carro a parar atravessado na pista. Após muito tempo perdido, José Pedro Gomes cruzou a linha de meta, acabando por registar um tempo muito alto.

    O incidente ocorreu devido à inexistência de bandeiras amarelas que assinalassem o perigo. Perante tal, a equipa decidiu já não alinhar na 3ª Subida de Prova. Apesar de tudo o que de negativo sucedeu na Falperra, fica o andamento que José Pedro Gomes demonstrou nas poucas ocasiões em que as circunstâncias atribuladas do evento o permitiram.

  • CPV: Recorde de inscritos para a prova de abertura

    CPV: Recorde de inscritos para a prova de abertura

    A temporada do Iberian Supercars, Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars Jarama RACE têm o seu início no próximo fim-de-semana, com o Jerez Classic, e ostenta uma lista de inscritos recorde, com quarenta e dois carros.

    O sucesso da organização do certame que se assume como o mais importante da Península Ibérica está bem patente na quantidade de máquinas que estarão presentes na pista desde a primeira sessão de treinos-livres, um número nunca visto.

    A continuidade da maior parte dos pilotos e equipas, evidencia a qualidade que campeonato alcançou nos últimos anos e a chegada de novas estruturas e competidores revela o interesse que tem vindo a suscitar na Península Ibérica e que extravasa já as fronteiras da península, havendo novos protagonistas de outras latitudes.

    No que diz respeito a equipas, são cinco as nacionalidades – de Portugal, Espanha, Inglaterra, Eslovénia e França – ao passo que quanto a pilotos são doze os países representados de quatro continentes diferentes – África, América do Norte, América do Sul e Europa.

    Os quarenta e dois carros estão divididos por três categorias, sendo a mais numerosa a GT4, com vinte e oito máquinas de treze equipas distintas, ao passo que a de Turismos terá cinco viaturas e a GTC sete. Na grelha de partida estarão dezasseis modelos de onze marcas diferentes, contribuindo para o exotismo e espetacularidade que os carros GT e de Turismo emprestam às competições de pista, estando assegurado um espetáculo inebriante com corridas animadas em todas as categorias e divisões.

    O programa oficial do Jerez Classic tem o seu início no sábado, com os treinos-livres e qualificações, sendo as corridas disputadas no domingo. Toda acção pode ser seguida através das redes sociais oficiais, onde serão transmitidas as corridas (09h25 e 14h35) em directo, que serão também difundidas na A Bola TV.

  • Hugo Araújo: “tivemos um fim-de-semana de sonho na Falperra!”

    Hugo Araújo: “tivemos um fim-de-semana de sonho na Falperra!”

    Hugo Araújo protagonizou uma exibição de gala na 43ª Rampa Internacional da Falperra, levando o Silver Car EF10 oficial ao 2º lugar da geral do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group

    Estão a ver aquelas ocasiões em que o desfecho supera largamente as previsões?!… Eis a saga protagonizada por Hugo Araújo no seu regresso à Montanha, dois anos depois. O talentoso piloto bracarense brilhou nas lides da competição reservada ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, levando o Silver Car EF10 do construtor sediado em navarra a um excecional 2º lugar da geral, com o agora cognominado “Ninja de Braga” a mostrar, uma vez mais a sua rapidez natural e instinto matador.

    A escolha do protótipo navarro para este regresso à Falperra nasceu “da paixão que ganhei pelo Silver Car EF10 desde que o vi competir em Portugal pelas mãos primeiro do Pedro Salvador e depois do João Fonseca e do António Rodrigues. O carro é belo, tem um rugido de motor fantástico, é o produto de uma história fantástica do Juan Silvestre, o construtor, que ousou conceber e produzir um protótipo com homologação FIA. Foi o concretizar de um sonho e superou todas as expectativas”, revela Hugo Araújo.

    O piloto que defende as cores da TERMOFILM / RECIFE / SAFENOR / NM3D IBERICA / ADOPTHOUSE / SPORTCAR / QUIMIGUIMA / MR.PIZZA / ANDREIA S.A.  partiu para a prova organizada pelo Clube Automóvel de Braga com alguma contenção na ambição: “por estar parado já há algum tempo, sem referências de andamento na Montanha, encarei esta edição da Falperra com alguma cautela, até porque, ainda para mais, seria a minha estreia com o carro e na Categoria Protótipos, sabendo que a mesma é altamente competitiva. Tínhamos programado que eu usasse as quatro subidas de sábado para conhecer o carro, ganhar ritmo, voltar a testar pontos de travagem, aceleração e trajetórias, para só depois começar a intensificar o ritmo. Infelizmente, como não tínhamos pneus de chuva, decidimos não arriscar e, ainda para mais, alguns problemas no desenrolar do programa competitivo da prova tirou-nos uma das subidas. Como tal, quando descemos para depois arrancar para a única subida de prova do dia, já vínhamos com a ideia de andar com cuidado, tendo como objetivo registar um tempo, deixando-nos mais à vontade para melhorar no domingo”.

    No derradeiro e decisivo dia, que foi todo ele percorrido debaixo de boas condições meteorológicas, Hugo Araújo assume que “entrei logo forte e, mesmo não tendo tido muito tempo para conhecer o carro no carro, acreditei nele e comecei a explorar o seu potencial, arriscando um bocadinho mais, embora sempre de uma certa margem de segurança e os tempos começaram a sair. Fomos também corrigindo algumas coisas e a Silver Car colocou-me nas mãos um carro eficiente e que me permitiu lutar pelo pódio, sendo verdadeiramente incrível ter feito Top 2!”.

    Araújo assume que “estou muito contente, por mim, pela equipa e pelos meus patrocinadores, a quem agradeço terem tornado isto possível. Tinha a convicção de que, apesar de ter estado parado, de que seria capaz de lutar pelo pódio nacional, mas também sabia que a fasquia estava alta. Conseguimos ser fortes e alcançar um resultado notável e isso deixa-me orgulhoso”. Quanto ao futuro, Hugo Araújo não esconde que “gostaria de participar em mais uma ou duas provas da temporada com o Silver Car, até para evoluir com o carro e poder começar a pensar em trabalhar para reunir meios para fazer a temporada de 2025. Estamos já a conversar com os patrocinadores e as coisas estão bem encaminhadas”.

  • Vítor Pascoal: “ganhar na Falperra colocou-nos mais perto do título”

    Vítor Pascoal: “ganhar na Falperra colocou-nos mais perto do título”

    Mercê de mais uma exibição exemplar, Vítor Pascoal levou o Porsche 9912 GT3 CUP do Baião Rallye Team à vitória na Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group na 43ª edição da Rampa Internacional da Falperra, fechando da melhor forma a primeira metade da temporada.

    À chegada a Braga para o tradicional encontro anual entre o campeonato português e o congénere europeu, Vítor Pascoal tinha assumido que iria optar por uma abordagem conservadora, colocando a conquista de pontos e a defesa da liderança da tabela pontual do campeonato como prioridades.

    O sábado chuvoso fez dessa abordagem uma opção correta , na única subida de prova realizada fez o 4º tempo da categoria, não arriscando minimamente cometer um erro que pudesse custar caro. O domingo, dia decisivo, decorreu sob condições meteorológicas muito mais agradáveis, com o piso a secar rápido e aí veio ao de cima o instinto predador do “Sniper de Baião”, cedo se percebendo que Vítor Pascoal iria intensificar o andamento e lutar pelo pódio.

    O seu talento e rapidez fizeram o resto. Nas duas subidas de prova do dia foi, respetivamente, segundo e primeiro na tabela de tempos e, no somatório final, a vitória sorriria ao tricampeão nacional pela míngua margem de 72 milésimos!

    “Fim-de-semana duro e muito cansativo, numa prova que foi desgastante para todos os pilotos e equipas. A equipa esteve, como sempre, excelente a tratar do carro, cumprimos a estratégia de forma firme e competente e, quando surgiu a hipótese de lutar pelo triunfo, forçamos um pouco o andamento e a sorte sorriu-nos. Quero dar os parabéns ao Carlos Vieira que esteve sempre muito rápido e também seria um digno vencedor. Ganhar na Falperra colocou-nos mais perto do título, mas ainda faltam quatro provas e, felizmente para a categoria e o campeonato, a luta nos GT está cada vez mais dura e aberta, com vários pilotos a terem reais possibilidades de vencer. Ainda bem, porque é assim que eu e a equipa gostamos de competir e, se conquistarmos o título, como desejamos e temos todas as condições para que aconteça, vai ser com um sabor ainda mais especial!”, resumiu Pascoal.

    Agora, tempo de virar a agulha para os ralis. Pela frente, Vítor Pascoal tem nova participação no Rali Spirit, que se disputará nos dias 31 de maio e 1 de junho e onde será navegado por Martim Azevedo.

  • Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa com excelente lista de inscritos 

    Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa com excelente lista de inscritos 

    Está quase a arrancar mais uma edição do Rally Flor do Alentejo – Cidade de Serpa.  Nos dias 25 e 26 de maio as máquinas que vão participar na terceira prova pontuável para o Campeonato Start Sul de Ralis e Campeonato Start 2RM Sul de Ralis vão animar as pistas da Cidade de Serpa.

    As inscrições já fecharam e já são conhecidas as equipas que vão marcar presença nesta prova alentejana. A lista conta com 30 participantes de onde se destacam os nomes de Armando Carvalho, o líder do Campeonato Start Sul de Ralis 2024, bem como João Bica, José Gomes e José Martins que ocupam os três primeiros lugares da classificação geral após terem sido disputadas duas jornadas do Campeonato Start Sul de Ralis 2024. Destaque também para a presença de Carlos Marreiros e Pedro Anselmo que ocupam as primeiras posições do Campeonato Start 2RM Sul de Ralis 2024.  

    De referir ainda a presença Ricardo Filipe num Skoda Fabia R5 e de José Paula num Citroen C3 Rally2.

    O Rally Flor do Alentejo arranca desportivamente no Sábado, dia 25 de maio e termina no domingo dia 26. O seu centro operacional será em Serpa, estando o Secretariado sediado junto ao Jardim de Serpa e o Parque fechado instalado na Rua José Manuel da Graça Afreixo. A prova disputada em piso de terra compreende um total 213.43km, divididos por seis Provas Especiais de Classificação (PEC) e uma Super Especial – a única disputada em asfalto – com um total de 61,86Km, divididos por duas etapas.

  • Power House brilha na Falperra e conquista vitória à geral e pódio nos Protótipos B

    Power House brilha na Falperra e conquista vitória à geral e pódio nos Protótipos B

    A 43ª Rampa Internacional da Falperra transformou-se em mais uma demonstração do poderio individual e coletivo da Power House. Hélder Silva conquistou a 3ª vitória à geral consecutiva, enquanto Afonso Santos garantia um fantástico 2º lugar nos Protótipos B e Nuno Caetano selava a sua participação com um Top 5 entre os Protótipos.

    E vão três triunfos absolutos no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group para Hélder Silva e para a sua nova Osella PA21/S LRM. O “Míssil da Póvoa” foi rei e senhor da tabela de tempos ao longo de toda a prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho provando uma vez mais que é o grande candidato ao título nacional.

    “Foi um fim-de-semana quase perfeito. A Osella esteve sempre muito competitiva e a equipa está de parabéns. Consegui andar rápido, sempre dentro da margem de segurança e vencemos de forma muito tranquila”,  assumindo Hélder Silva que “esta vitória nos coloca ainda mais na frente do campeonato. Mas, nada de embandeirar em arco, porque faltam ainda quatro provas e a concorrência está muito forte!”.

    Numa rampa em que o plantel de protótipos era farto e de muita qualidade, Nuno Caetano (Osella PA21S EVO) esteve igual a si próprio, garantindo um Top 5 na Categoria Protótipos.

    ”Foi uma rampa com condições muito difíceis, sobretudo no sábado e também no domingo de manhã. A chuva baralhou tudo e aliado a isso, existiam algumas zonas de asfalto novo, fazendo com que esta edição tivesse decorrido com condições de ‘grip’ na pista muito diferentes, o que inviabilizou que rodasse sequer perto dos melhores tempos que tenho na Falperra. Depois, como não fizemos todas as subidas habituais o ritmo também se ressentiu, mas estou satisfeito com a minha exibição e com o resultado”, resumiu Nuno Caetano.

    Também Afonso Santos (BRC B49 EVO) esteve em grande na Falperra. Nada pressionado por estar a correr perante milhares de espetadores e num traçado mítico, o “rookie” da Power House foi capaz de voltar a revelar uma solidez impressionante para a sua idade tenra e, paulatinamente foi melhorando as suas marcas e almejando garantir um fantástico 2º lugar nas contas dos Protótipos B.

    “Foram dois dias fantásticos pois, para além de uma prova bastante positiva, senti um apoio como nunca de todo o público e da equipa. Consegui marcar o meu recorde pessoal em 2.26.785, a uma média de 127 km/h e isso deixa-me muito orgulho. Com este resultado, saltamos para 2° lugar na tabela pontual dos Protótipos B e tudo farei para manter a posição até ao final do campeonato”.

    Afonso Santos revelou um pequeno segredo: “como devem saber, eu sou natural da Póvoa de Varzim, mas senti que estava a correr em casa. Este é um traçado, rápido, exigente e desafiante que vem comigo desde os simuladores e isso foi essencial para eu sentir segurança para andar rápido!”.

    No balanço global da prova, o diretor desportivo da Power House não escondia “o enorme orgulho no nosso trio de pilotos. Uma vez mais estiveram ao mais alto nível e deram continuidade à excelente época que a nossa equipa está a protagonizar”. Torres da Silva realçou “a terceira vitória do Hélder, que nos coloca em excelentes condições para revalidar o título, a exibição segura do Nuno , coroada com um resultado bastante positivo e mais uma rampa que que o Afonso brilhou. Estamos muito orgulhosos dele!”.

    A próxima prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group será a 9ª Rampa de Santa Marta de Penaguião, que decorrerá nos dias 15 e 16 de junho.

  • Fim de semana Agridoce para a JC Group Racing Team

    Fim de semana Agridoce para a JC Group Racing Team

    Fim de semana de festa para a JC Group Racing Team na 43ª Rampa da Falperra, a contar para o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e para o Europeu de Montanha. A jogar em casa, os quatro pilotos da equipa de Braga tentaram tudo para chegar aos melhores resultados.

    Braga recebeu as máquinas do Campeonato de Portugal de Montanha de do Europeu de Montanha para uma das subidas mais míticas do panorama nacional e internacional. A Falperra foi mais uma vez palco para os melhores pilotos e a JC Group Racing Team esteve na máxima força, perante o seu público. Havia dois carros inscritos para o europeu, o Norma FC20 de José Correia e o Mercedes AMG GT4 de Gabriela Correia. Beatriz Correia (Cupra TCR) e Carlos Gonçalves (Mistubishi Lancer Evo X) estavam inscritos para a prova nacional.

    O fim de semana de José Correia não foi o melhor. O piloto e chefe de equipa começou o fim de semana com uma toada morna, pronto para atacar nas subidas oficiais, mas um acidente na primeira subida oficial acabou por comprometer o resto do fim de semana. Esse incidente provocou danos no Norma, que nunca mais esteve a 100%. José Correia deu tudo para fazer o melhor tempo possível, mas sem carro para tal, acabou o fim de semana fora do pódio à geral nas contas do nacional: “Não foi o fim de semana que ambicionávamos. A Falperra é uma prova muito importante para nós, e correr em casa dá sempre uma motivação extra, com o apoio do muito publico que foi ver a prova. Mas, infelizmente, na primeira subida oficial, acabei por ter um acidente que danificou muito o carro, que nunca mais ficou em condições. Mesmo assim, quis fazer as subidas restantes e tentar o melhor, por mim, pela minha equipa e pelo público, mas o resultado acaba por ser inevitável, face aos danos no carro. As corridas são mesmo assim e na próxima rampa estaremos mais fortes.”

    Para Gabriela Correia, foi mais um fim de semana em grande nível. A Princesa da Montanha tem estado muito bem esta época em na sua Falperra, palco da sua estreia, quando tinha apenas 16 anos, voltou a demonstrar toda a sua qualidade. O terceiro lugar no nacional e o quarto lugar no europeu, mostram a valia da jovem piloto que não arriscou muito neste fim de semana: “ As expectativas para esta prova era muito baixas. Sabia que ia enfrentar adversários muito fortes e que não podia errar, pois no próximo fim de semana temos prova para o Campeonato de Portugal de Velocidade. Mas as primeiras subidas correram bem e fui ganhando cada vez mais confiança. Na segunda subida estava na discussão pelo pódio e resolvi arriscar um pouco mais, mas sem exagerar. O terceiro lugar é um bom resultado e estou muito contente com a minha prestação. Foi uma prova sem erros, com trajetórias limpas. E foi muito bom correr perante o espetacular público da Falperra. Apenas lamento os atrasos que me obrigaram a ficar quatro horas dentro do carro, à espera de fazer a subida. Mas estou muito contente com o que conseguimos neste fim de semana.”

    Beatriz Correia terminou o fim de semana mais cedo. Na mesma subida em que José Correia teve o seu acidente, Beatriz também ficou pelo caminho, com um acidente, numa subida que prometia muito: “Foi pena ter tido o acidente logo na primeira subida. O fim de semana começou muito bem e estava confiante que ia fazer um bom tempo. Mas infelizmente numa travagem mais forte, bloqueei as rodas e perdi a frente do carro. Os problemas de caixa que nos tem atrapalhado ao longo da época não ajudaram também. Mas este acidente não me vai perturbar nem tirar o foco. Sei que estes percalços fazem parte do meu crescimento e não esqueço a evolução que tenho feito ao longo da época. Só quero que a próxima prova venha depressa para poder continuar a crescer e evoluir. Uma palavra ao espetacular público da Falperra que mais uma vez voltou a deslumbrar.”

    Carlos Gonçalves terminou a Falperra com o segundo lugar na Categoria Turismo 1. O piloto de Braga acabou por conseguir um bom resultado perante o seu público: “Terminei na segunda posição, depois de uma prova muito regular. O sábado foi complicado com a chuva a dificultar as contas, mas no domingo consegui fazer bons tempos. O carro estava bom e o pódio acaba por ser um prémio saboroso num fim de semana especial como é a Falperra, com o seu maravilhoso público. O segundo lugar é bom, mas continuamos focados em conseguir a vitória que espero que venha na próxima prova”.

    A próxima prova da JC Group Racing Team é num cenário completamente diferente, com a primeira corrida no Campeoanto de Portugal de Velocidade / Iberian Supercars. Ainda não há certezas se José e Beatriz Correia vão estar presente, com o Cupra TCR fortemente danificado. Mas há ainda hipóteses de vermos o trio Correia em pista no próximo fim de semana.

  • Ricardo Filipe alinha no Rally Flôr do Alentejo – Cidade de Serpa

    Ricardo Filipe alinha no Rally Flôr do Alentejo – Cidade de Serpa

    Ricardo Filipe e Filipe Carvalho vão estar à partida no próximo fim-de-semana da 15ª edição do Rally Flôr do Alentejo – Cidade de Serpa, utilizando a desafiante prova alentejana para continuar a sua adaptação ao Skoda Fabia R5.

    A dupla que defende as cores da Olha o Cogumelo participará na prova organizada pela Secção de Motorismo da Sociedade Artística Reguenguense extra Campeonato Start Sul de Ralis, embora contando para a classificação final da prova.

    “Serpa é uma rali muito giro e de que gosto bastante. Tem troços cronometrados fabulosos, pelo piso, pela velocidade, pelo desafio que apresentam aos pilotos. Normalmente tem excelentes listas de participantes, incluindo muitos amigos meus e sinto-me muito feliz por ter decidido alinhar, matando saudades de um ambiente onde sempre gostei de estar”, afirma o piloto algarvio.

    Ricardo Filipe destaca ainda que “foi uma decisão de última hora. Vai ser mais uma excelente oportunidade para fazer quilómetros com o Skoda Fabia R5 e para não perder ritmo, pois, como não alinhamos no Rali de Portugal, estaríamos muito tempo parados até ao Rali de Castelo Branco e Velha Velha de Rodão, o que não seria bom para a nossa evolução. O resultado em Serpa não será o mais importante, mas vamos querer andar bem e discutir os lugares cimeiros, como é óbvio”.

    O 15º Rally Flôr do Alentejo – Cidade de Serpa vai para a estrada nos dias 25 e 26 de maio, com a parte competitiva a arrancar na tarde de sábado com uma dupla passagem pela especial de Santa Iria (8,88 km), concluindo a etapa inaugural com a abordagem à super especial noturna de Serpa (2,26 km).

    No domingo, discutir-se-á a 2ª e derradeira etapa, com duplas passagens pelos troços de Flôr do Alentejo (10,81 km) e de Serpa Terra Forte (10,11 km), com a cerimónia final de entrega de prémios a decorrer em Serpa ao início da tarde.

  • António Rodrigues: “estou feliz com a exibição e o resultado neste regresso à Montanha!”

    António Rodrigues: “estou feliz com a exibição e o resultado neste regresso à Montanha!”

    Mesmo tendo feito uma lógica abordagem conservadora à 43ª Rampa Internacional da Falperra, António Rodrigues foi capaz de demonstrar que a longa paragem não afetou a sua competitividade. Intensificando paulatinamente o ritmo, o piloto da N Racing/Lusimed foi capaz de ombrear com os melhores e conquistar um saboroso 3º lugar na geral do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    António Rodrigues tem razões para ter saído a sorrir da Falperra. O “Bala do Douro” estava há praticamente um ano sem competir e a paragem aconteceu para que a sua equipa técnica fizesse um trabalho intenso que permitisse ultrapassar os contínuos problemas técnicos que afetaram em 2023 o seu Silver Car EF10.

    Pela amostra do que se passou na Falperra, a missão foi cumprida com êxito, já que o protótipo de origem navarra apresentou um bom índice de fiabilidade e se a abordagem foi conservadora, para evitar problemas, nem isso foi óbice a que a velocidade natural do piloto duriense o colocasse entre os mais rápidos, coroando a sua exibição com o 3º lugar e a conquista de mais um pódio absoluto.

    “Estou feliz com a exibição e o resultado neste regresso à Montanha. Depois de tanto tempo parado e de tudo quanto sofremos nas provas anteriores,  encarei a prova com cautela e com o foco na busca da fiabilidade do Silver Car EF10, sem qualquer pressão quanto a resultados. Felizmente, cedo deu para perceber que o trabalho feito pela equipa técnica da FRPower Racing Page foi excelente e que o carro estava bem, embora ainda num nível de competitividade conservador. Fui ganhando confiança e os tempos foram saindo, sem nunca estar perto do meu recorde pessoal nesta rampa, o que dá bem conta da contenção que sempre esteve presente na abordagem à pista”, realçou António Rodrigues.

    O Top 3 à Geral e na Categoria Protótipos deixou o rápido piloto duriense “muito feliz e é um prémio para todo o sacrifício e trabalho da equipa para garantir sucesso neste regresso. Foi um fim-de-semana especial para mim e para a minha equipa, não só porque a NJ Racing  esteve em grande, com a vitória do Nuno e o bom resultado da Rute, mas também porque o nosso Sport Clube da Régua foi campeão e subiu de Divisão!”.